Lugar de estudar é na biblioteca?

“Lugar de aluno estudar é a biblioteca…”: eu ouvi essa frase na minha sala de aula diante de alunos que assistiam à cena com os olhos muito arregalados. Quem a proferiu foi alguém com formação em Educação. Na época, eu usava a rede social Ning para realizar algumas  tarefas com em uma de minhas turmas e aquele nosso novo  jeito de  estudar promovia uma mudança comportamental: os meninos atrasavam-se menos,  faltavam menos e estavam  mais participativos.  A partir daquela “invasão” em minha sala de aula, eu comecei a pensar se, de fato, a biblioteca era o único espaço possível para aquisição de conhecimento, se eu estava errada ou  se era apenas falta de visão da profissional  que  fez o  comentário.


Eu cresci em uma família em que era natural acumular livros, jornais e revistas que, no futuro, seriam transformados em  material de pesquisa escolar. Na graduação e na pós-graduação,  eu  passava horas na  biblioteca da UERJ  buscando  informações para o  meus trabalhos. Eu me formei em 1997 e, naquela época, uma meia dúzia de universitários tinha computador em casa – eu não fazia parte desse grupo! Eu fui aluna no século XX; vivemos no século XXI. Os estudantes de hoje têm pressa, ansiedade, computadores e celulares com acesso à internet; os professores, medo de usar novas ferramentas. É preciso acertar esse discurso. Se a informação está virtualmente à nossa disposição, por que, então, desconsiderar a web como um ambiente adequado de aprendizagem?


Considerar que a sala de aula e a biblioteca são os únicos espaços possíveis para a educação é um tremendo equívoco! Vivemos em uma sociedade informatizada e abundante em informações. Cabe lembrar aqui que, antes da popularização da internet, a educação a distância era feita por carta, rádio e televisão – meios que, por suas características, não permitiam a interação entre aluno e professor ou esta era feita de modo muito lento. Barros e Crescitelli (2008, p. 76), lembram que “o professor  não está em uma sala de aula para exercer poder sobre seus interlocutores, mas para ensinar, o que não pode ser feito sem a colaboração do aluno, ou seja, o aluno também tem  bastante poder”. O ambiente virtual de aprendizagem promove uma nova distribuição de poder, uma vez que a web oferece novas condições de interação e participação dos alunos. Nesse novo paradigma educacional, o professor precisa rever suas práticas, adequar o uso de TICs aos seus conteúdos curriculares  (e não o inverso!) e favorecer ao  seu aluno a possibilidade de amadurecer de  tal modo  que ele consiga aprender de  forma  autônoma.

Sugestões de leitura:


AMARAL, L. H.; C. L. C. Tecnologias da comunicação aplicadas à educação. In: MARQUESI, S. (org). Interações virtuais: perspectivas para o ensino de língua portuguesa a distância.  São  Carlos: Claraluz, 2008. p. 11 – 20

BARROS, K. S. M; CRESCITELLI, M.F. Interação em ambientes virtuais para ensino e aprendizagem. In: MARQUESI, S. (org). Interações virtuais: perspectivas para o  ensino de língua portuguesa a distância.  São Carlos: Claraluz, 2008. p. 73 – 92 

MENEZES, V. L. Interação e aprendizagem em ambiente virtual. Belo  Horizonte: UFMG, 2010.

SILVA, M. Educação on ine: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. 2.ed. São Paulo: Loyola,  2006.



Sobre a autoraAndréa Motta, professora de Língua Portuguesa e Literaturas, pós-graduada em Teoria Literária pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; mestranda em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Fluminense. Blog: Conversa de Português http://conversadeportugues.com.br/ ; E-mail: andreamotta@conversadeportugues.com.br ; Twitter: @AndreaMotta / @CPortugues ; Facebook: motta.dea / CPortugues


>Nova Escola?!?! A formação do professor e a chegada da geração Y na sala de aula

>Olá Amigos

No final do ano de 2010 o PlugEdu disponibilizou um novo espaço para você apresentar palestras on-line. O Canal Fala Educador  foi inaugurado pelos educadores Washington Ribeiro e Leila Ribeiro que apresentaram um excelente vídeo sobre A formação do professor e a chegada da geração Y na sala de aula contemporânea e agora esse canal está aberto para você apresentar a sua palestra. Vejam os vídeos abaixo:

Parte 1

Parte 2

Envie suas perguntas para a Leila Ribeiro: http://meuplugedu.plugedu.com/profile/LeilaRibeiro
Envie suas perguntas para o Washington Ribeiro: http://meuplugedu.plugedu.com/profile/WashingtonRibeiro

Para ter o seu vídeo destacado na página inicial do PlugEdu basta enviar um e-mail para plugedu@plugedu.com explicando sobre o tema da sua apresentação e o tempo estimado do vídeo.
Os educadores escolhidos terão a oportunidade de apresentar temas e discussões para todos os educadores do PlugEdu.

Participe !!!

Não deixe de participar da Rede PlugEdu – A rede social dos educadores.

Visite PlugEdu – A Rede Social dos Educadores em: http://meuplugedu.plugedu.com/?xg_source=msg_mes_network

Abraços

Robson Freire

Nova Escola?!?! A formação do professor e a chegada da geração Y na sala de aula

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Parte 1

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Robson Freire

Geração C

17/07/2008

O mundo se transforma, e em paralelo muda também, naturalmente, a forma de as pessoas se comunicarem. Já se fala agora em dois momentos distintos da história das comunicações: antes da internet e depois da internet. Os indivíduos que nasceram depois da internet, numa era em que a conexão à grande rede, os celulares e o download de músicas já eram comuns, têm sido chamados de Geração C.

“C” de conteúdo, de conectada, de colaboração e de “cash”: essa geração, perfeitamente integrada à Web 2.0, produz conteúdo — e começa a ganhar dinheiro com isso. Enquanto a informação gera dinheiro, o processo provoca uma mudança no capitalismo da forma como o conhecemos. Não existe Planejamento de Comunicação sem definição de público-alvo. Nesse ponto entra a necessidade de os comunicadores e profissionais de marketing analisarem a Geração C e repensarem a frase dita por Philip Kotler: “Pensar globalmente, agir localmente”. Onde fica a definição do que é global e o que é local, quando estamos falando de pessoas que passeiam por esses ambientes com total desenvoltura, sem medo de fazer uma viagem sem volta e sempre em busca de mais, valorizando ao máximo a sua liberdade?

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JMRF_ZXms9E&hl=pt_BR&fs=1&]

Um interessante vídeo circula na internet (acima), exemplificando o que é a Geração C através de um menino chamado Rafinha, que tem 16 anos. Existem milhões de Rafinhas hoje. Eles falam com amigos no MSN enquanto baixam músicas no computador, que mais tarde colocarão em seus iPods para levar para aquela festa onde os amigos estarão reunidos. Cada um com seu iPod, juntos eles transformam até mesmo o trabalho original do DJ, conectando esses players, de tamanho semelhante ao de um isqueiro, a uma caixa de som não maior que um rádio de pilha dos anos 60 — que a maioria deles provavelmente só viu em filmes antigos. Cada iPod é um mundo de possibilidades e traz um setlist recheado de diferentes estilos musicais. Bem de acordo com as necessidades dessa geração.

Há muitas definições para a Geração C. Peter Marsh, diretor do Social Issues Research Center (SIRC — Centro de Pesquisas Sociais, organização sem fins lucrativos sediada em Oxford, no Reino Unido) analisou, em entrevista publicada no site Vnunet, que a geração em questão “cresceu sob as ideologias da Web, de acesso livre, cooperação, troca e compartilhamento de informações”, e que “o mesmo farão as gerações posteriores. Isso provocará alterações profundas em nossa sociedade”.

No site TrendWatchDaily encontra-se outra forma de se definir a Geração C. O veículo diz que ela “captura a avalanche de conteúdo gerado pelo usuário que está tomando forma na internet, adicionando ‘tera-peta bytes’ de novos textos, imagens, áudio e vídeo” (…)

O lado B da Geração C?

A Geração C inverte valores, ao tornar corriqueiro o que antes gerava estranheza. Para isso, analisemos o caso do Napster, que inaugurou a série de programas de compartilhamento de música que revolucionaria o mercado fonográfico e faria o mundo repensar os direitos autorais. Enquanto, em 2001, o escândalo era a violação dos direitos autorais que a novidade trazia, hoje o que é esquisito talvez seja acessar um programa desses e não encontrar o que se procura para baixar da internet.

O download revoluciona hábitos, como ir a uma loja de música ansiosamente em busca de um CD, ou ao cinema para assistir a um filme quem ninguém viu ainda. Para se conseguir fazer isso, recomenda-se não conversar com ninguém: se comentarmos sobre um filme que queremos ver, por exemplo, é muito provável que em algum momento um amigo diga que tem o DVD do filme em casa e pode nos emprestar. Ele já baixou o filme da internet. E com isso, inocentemente, nos rouba o prazer de ir correndo ao cinema saber antes dos outros como está a atuação de fulana ou a produção de ciclano. Mas se isso acontece é porque um dia tivemos o hábito de ir ao cinema, e não queremos perder isso: diferentemente da Geração C por definição, somos mais resistentes a transformações e nascemos numa época em que ainda não havia internet.

O Napster acabou, mas o princípio apresentado por ele parece imortal. Vieram depois o Audiogalaxy, Grokster, Morpheus e KaZaA, e ainda muitos outros. Morre o software, fica o conceito, muito mais difícil de quebrar — pois este sim muda paradigmas e introduz novas gerações.

Sobre esse possível “lado B” da Geração C, Marsh, do SIRC, apresenta seu ponto de vista. “Apesar de a tendência se focar nas implicações negativas da internet — gerações anti-sociais capazes apenas de se conectar pela internet, predadores em sites de comunidades virtuais, pirataria, spams, phishing e identity theft — nós acreditamos que, mesmo que esses problemas continuem, eles não irão predominar e um futuro mais positivo se apresentará mais à frente.

Adaptação

Ao sabor das mudanças, não é só a diversão que fica diferente. A maneira como trabalhamos também se modifica. Alguns artistas, por exemplo, preferem até mesmo que suas músicas cheguem até o público de graça pela internet, antes do lançamento de seu novo álbum, para que as pessoas conheçam o trabalho e, quem sabe, depois comprem o CD.

Para os comunicadores, a Geração C faz um alerta: se um dos “Cs” é de “conectada”, isso vai além de estar sempre na internet. Conexão aí envolve a união de várias mídias, que se completam. Os celulares, a TV e a internet formam uma boa tríade, por exemplo, para anunciantes atingirem o público desejado.

“Em vez de pedir aos consumidores que assistam, ouçam, joguem e consumam passivamente, o mote agora é incentivá-los a criar, produzir e participar”, diz o site Trendwatching. Os consumidores mais aptos a fazer isso são justamente os da Geração C, já acostumados às tecnologias, aos blogs, ao upload de conteúdo e à mobilidade, e até mesmo à exposição de suas fotos, músicas e outras preferências e informações pessoais na internet e em outras mídias. No entanto, ainda segundo o Trendwatching, a definição de Geração C não é tão restrita assim, e provavelmente todos nós, seres criativos e agora com liberdade de expor nossas criações, de certa forma fazemos parte dela ou podemos vir a fazer.

O Trendwatching dá vários exemplos de como a Geração C movimenta dinheiro ao gerar conteúdo. “Membros talentosos da Geração C são pagos por suas histórias, observações, artigos, fotos, músicas” (…) “Pense nos milhares de repórteres do OhMyNews na Coréia do Sul, nas dezenas de milhares de blogueiros criando marcas próprias”, diz o site, citando ainda o caso de um vídeo criado no iMac, usando o iMovie, que se mostrou “bom o suficiente para ser apresentado no festival de Sundance”.

Em meio a essas tendências, quem não se considera da Geração C pode tentar, ao menos e por enquanto, absorver algumas de suas características para conseguir sobreviver — e aproveitar — este mundo multimídia e 100% conectado: procurar não ter problemas com mudanças, transformações e adaptações. São elas, afinal, que agora ditam as regras — ou a falta delas.

Escrito por: Camila Leporace

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/artigos/geracao-c/

As Redes Sociais e a Aprendizagem

sobre Cultura Por Lúcia Serafim
maluserafim@gmail.com

Esta era que se articula como a da sociedade da informação e do conhecimento a que, mais recentemente, se acrescentou a designação de sociedade da aprendizagem se faz pelos desafios advindos com a presença da Internet e com ela as ferramentas que favorecem a criação de diversas redes sociais. Nesta sociedade o professor não é o único transmissor do saber e é chamado a situar-se nestas novas circunstâncias que, por sinal, são bem mais exigentes.

O aluno também já não é mais o receptáculo que absorve toda e qualquer informação proveniente, quase que exclusivamente, de seu professor. Este aluno precisa também aprender a gerir as informações que lhes são chegadas de modo a transformá-las em seu saber. E a escola que congrega estes dois novos componentes, o professor e o aluno da era da informação, comunicação e conhecimento, precisa ser gerida como uma outra escola, ou seja, como organização, ela tem de ser um sistema aberto, pensante e flexível no tocante a si mesmo e a sociedade a qual se insere.

A escola, no contexto social de hoje, apresenta-se bem diferente da escola de alguns anos atrás. Muitas ferramentas têm sido inseridas como material didático-pedagógico e entre elas está o computador. O computador por si só, não contribui significativamente no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, ele não substitui o professor, não dá aula simplesmente por se tratar de uma ferramenta de aprendizagem. Mas, em se tratando de sistemas, o computador hoje desempenha muitas funções sociais. Não dá mais para imaginar como seria viver sem o uso desta máquina que está presente em todos os setores sociais. E não poderia ser diferente com a escola. O uso do computador, mas precisamente da Internet, é imprescindível para a escola imersa nesse contexto social.

Embora haja total acordo entre os teóricos da atualidade quanto ao uso do computador na educação, bem como toda a tecnologia que lhe acompanha, em especial os softwares educacionais, ressalta-se que eles não substituem o professor. Mesmo possuindo programas bastante didáticos e levando o aprendiz a ser autônomo com relação ao conteúdo que se deseja aprender, ainda assim, ele não substitui o docente.

Porém, a postura, mais especificamente, a função do educador frente às novas tecnologias da informação e comunicação precisa ser reavaliada e resignificada pois para o mesmo, é oportuno que aprenda a administrar e compreender que a massa estudantil já está se apropriando muito cedo dessas tecnologias, os chamados “nativos digitais”.

A Internet, entre tantas outras tecnologias de comunicação atual, está amplamente difundida e favorece sobremaneira a formação das chamadas redes social. Pessoas de todo o mundo estão conectadas em rede através de sites de relacionamento e compartilham as mais variadas informações e os mais diversos interesses. É incrível a capacidade de ligação entre pessoas que a Internet propicia. Indivíduos que nem ao menos pensariam em conhecer-se, ou porque precisariam transpor até mesmo continentes para isso, ou porque não falam o mesmo idioma, mas na rede mundial de computadores existe a facilidade para superar estes e outros obstáculos.

As redes sociais do ciberespaço formadas a partir de sites sociais vem sendo alvo de estudas em todo o mundo, tais como: educadores, antropólogos, psicólogos, sociólogos entre outros. Elas estão cada vez mais presentes no cotidiano dos indivíduos em suas multiformes: por um site bancário, por sites de relacionamento: Google, Facebook, Orkut, Twitter, Myspace, Windows Live Hotmail, ou seja, por um site qualquer, basta ter uma conta de e-mail.

Já é possível se pensar e evidenciar que a participação de um indivíduo em redes sociais do ciberespaço pode ajudá-lo na aquisição do conhecimento de um dado assunto, seja ele qual for, e o quanto o professor pode aproveitar deste fenômeno social, para enriquecer sua prática pedagógica cotidiana. E neste sentido, é importante que os professores conheçam, se apropriem dos seus conceitos e finalidades e dos softwares usados como ferramentas em sua constituição. E ainda que haja interesse por sua topologia, para poder compreender que todo e qualquer indivíduo que faça uso da Internet e que tenha um serviço de e-mail, está por consequência em rede social no ciberespaço. Então professor? Não dá para ficar fora desta rede humana…

Fonte: http://www.algosobre.com.br//cultura/as-redes-sociais-e-a-aprendizagem.html

Serão os blogs uma espécie em extinção?


Olá Amigos

Ontem eu vi no Twitter uma mensagem da fantástica Cora Ronai ( @cronai ) que da título a essa postagem: Serão os blogs uma espécie em extinção? . Li a postagem que está no blog dela e lá ela cita que o email já é uma ferramenta no mínimo gasta ou já ultrapassada. Mas adiante ela cita: “Vai desaparecer? Duvido, mas será cada vez menos relevante.”

Ela comenta que com o crescimento das redes sociais vai decretar, ou melhor indicar, o fim dos blogs coisa que eu não acredito. É verdade que uma parte considerável do movimento dos blogs tem mudado de mala e cuia para as redes sociais, e que os 140 caracteres do Twitter limitam bastante um papo ou uma reflexão completa. No caso do Facebook, que é citado pela Cora Ronai na postagem, permite comentários, brincadeiras e a inserção, na mesma página, de imagens e vídeos e não tem a “amarra” do twitter.

Ela cita que: “Pensando bem, o Facebook nada mais é do que um gigantesco blog, escrito simultaneamente a milhões de mãos.

O Twitter, por sua vez, definido como microblog, está mais para quadro de avisos, de onde se apontam os textos, filmes e fotos que chamaram a atenção dos usuários. É, porém, imbatível para informações curtas e rápidas.

Um não anula o outro, pelo contrário: no Twitter a gente dá um alô apressado, no Facebook a gente senta para conversar.“

Concordo com ela em alguns pontos, mas que os blogs vão desaparecer, ou melhor entrar para lista de ferramentas virtuais com risco de extinção eu não acredito. Mesmo caso do email. O Facebook é sim uma ferramenta interessante sobre muitos pontos de vista pois permite comentários, brincadeiras, imagens e vídeos . E alem de permitir aos programadores fazerem pequenos programas para eles, é uma estrategia muito inteligente.

Não percam o Especial MTV: A História do Facebook, veja a entrevista de Cazé com Mark Zuckerberg, criador do Facebook, para entender um pouco mais sobre esse fenômeno da internet.

Lendo o livro Blogging Heroes do Michael A. Banks, vi o tão imenso é a blogosfera. Hoje há entre mais de 100 milhões de blogs, e nesse universo surgem 30 blogueiros com seguidores fiéis, que acompanham os blogs, considerados influentes, inovadores e bem-sucedidos.

Eles escrevem sobre tudo, de tendências de negócios e trabalhos internos, dicas para pais, segredos pessoais e tantos outros assuntos. Então diante desse universo e dessa diversidade eu não acredito na morte dos blogs. O que pode e deve ocorrer sim é uma adaptação ou integração com outra ferramenta virtual.

Mas agora que você leu a postagem da Cora Ronai, assistiu o especial e leu o Caldeirão de Ideias me fala uma coisa:

Para você os blogs vão morrer ou desaparecer? Ou nem um nem outro?

Opine e comente aqui

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Professor 2.0

By profjc

por José Carlos Antonio

Web 2.0

Enquanto alguns professores ainda desenterram velhas desculpas para não utilizarem os computadores e a Internet como ferramentas úteis no processo de ensino aprendizagem, outros já se lançam a uma nova geração de tecnologias que chegaram e emplacaram: a Web 2.0. Essa nova versão de professor é o que estamos chamando aqui de “Professor 2.0”.

Se você ainda é um professor 1.0 ou, talvez, aquele professor 0.1 que ainda está ensaiando os primeiros passos para usar o computador em suas aulas, a boa notícia é que você pode fazer um “upgrade” rapidinho, e com quase nenhum esforço, para essa nova plataforma de oportunidades.

A Web 2.0 é, nas palavras de Tim O’Reilly, que cunhou o termo: “a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”. Mas e para nós, educadores, o que é a Web. 2.0?

A Web 2.0 pode ser vista por educadores como uma “grande caixa de ferramentas atraentes, simples e úteis”. Essas ferramentas têm como algumas de suas principais características:

  • Utilização da Web como plataforma: serviços que antes dependiam de software instalado na máquina, podem ser acessados direto pelo navegador Web, a qualquer momento e de qualquer lugar.
  • Aperfeiçoamento constante: as ferramentas estão cada vez melhores e com mais possibilidades, o que ocorre graças às contribuições dos próprios usuários.
  • Serem total ou parcialmente gratuitas.
  • Permitirem que o usuário utilize a ferramenta para si mesmo ou para compartilhar informações e outros recursos com a coletividade.
  • Permitirem a produção, o armazenamento e o compartilhamento de diferentes mídias (imagens, vídeos, sons, textos, etc.).
  • Permitirem a construção coletiva do conhecimento, de forma que vários atores possam contribuir de forma conjunta e que o usuário da Internet possa ser também autor de conteúdo e não apenas um receptor passivo.
  • Permitirem o uso e a produção compartilhada, de forma que várias pessoas possam editar conjuntamente um texto, produzir e comentar um vídeo ou ajudem a eleger o que deve aparecer na página inicial de um site.
  • Permitirem e estimularem a formação de comunidades virtuais que compartilham interesses comuns.
  • Oferecerem interfaces amigáveis com o usuário, de maneira que ele possa aprender e usar os recursos oferecidos pela ferramenta de forma simples e rápida.

De quais ferramentas estamos falando? Estamos falando de páginas de construção coletiva de conteúdos (como a Wikpédia), dos blogs (há milhares deles), de mapas interativos (como os do Google ou o Frapper), geradores de estórias em quadrinhos (como o ToonDoo), livros virtuais (como o TikaTok), galerias públicas de imagens (Flickr, Picassa, MySpace), vídeos e apresentações (YouTube, SlidShares), bibliotecas virtuais e repositórios de arquivos (RapidShare), avatares falantes (Voki), podcasts, webquests, webnotes, MySpaces, Orkut, SecondLife, Educarede, etc. etc. etc. Enfim, estamos falando de uma enormidade de sites que oferecem ferramentas de criação, espaço para armazenamento e compartilhamento e possibilidade de agregar pessoas formando comunidades.

O universo de possibilidades de uso pedagógico dessas ferramentas aumenta de forma exponencial na mesma medida em que as próprias ferramentas se multiplicam e se aperfeiçoam. O próprio Google, por exemplo, que é uma ferramenta Web 2.0 e, que começou como um simples site de busca, criou uma galeria de outras ferramentas interessantes que inclui até um escritório online, o GoogleDocs, onde é possível usar aplicativos como editores de textos, apresentações e planilhas eletrônicas sem precisar ter softwares de escritório (como o Office, da Microsoft, ou o OpenOffice, por exemplo) instalados no seu computador, documentos que podem ser acessados pela Internet de qualquer lugar, em qualquer momento e que podem ser compartilhados por quaisquer pessoas com quem você queira compartilhar.

Porque mesmo o professor que ainda não utiliza os computadores e a Internet para ensinar regularmente pode fazer um “upgrade” e já começar a usar as feramentas Web 2.0? Porque elas se baseiam fortemente no paradigma que tanto buscamos na educação: é preciso aprender a aprender. As ferramentas Web 2.0 são fáceis de serem “aprendidas” e tanto alunos como professores conseguem um domínio rápido sobre elas. Para o professor, aprender a usar uma ferramenta de produção de histórias em quadrinhos, por exemplo, não requer nenhuma oficina de capacitação ou curso específico, basta sentar na frente de computador e dar uma porção de cliques, justamente como os alunos fazem quando querem aprender a usar uma nova ferramenta da Internet. A questão importante para o professor não é “como usar as ferramentas”, e sim “para qual propósito pedagógico usá-las”.

Um bom professor prepara uma boa aula usando todos os recursos que tiver à sua disposição e quanto maior for a gama desses recursos, melhor ele sabe que será sua aula. Com a Web 2.0 à disposição, o professor não precisa mais se conformar em continuar com sua versão de aula 0.1 ou 1.0, agora ele pode fazer esse upgrade e se tornar também um professor 2.0. O passo mais importante para esse upgrade é experimentar em si mesmo o paradigma que norteia suas ações com os seus alunos: aprender a aprender e continuar aprendendo sempre.

Para saber mais sobre a Web 2.0 acesse:

Para conhecer algumas ferramentas Web 2.0 acesse:

  • Educarede: portal com várias ferramentas interativas e que permite a criação de uma comunidade virtual com vários recursos
  • Voki: avatares falantes
  • SlideShare: pesquise, use e compartilhe apresentações de slides
  • YouTube: pesquise, use e compartilhe vídeos
  • Wikipédia: pesquise e colabore na construção de uma enciclopédia online
  • WebNote: compartilhe recados na forma de “Post-it” pela Internet
  • Ferramentas Google: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • Ferramentas Yahoo: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • ToonDoo: ferramenta de criação e compartilhamento de quadrinhos
  • TikaTok: ferramenta de criação e compartilhamento de livrinhos virtuais
  • Flickr: ferramenta de compartilhamento de imagens do Yahoo
  • Picassa: ferramenta de compartilhamento de imagens do Google
  • Blogger: ferramenta de criação de blogs
  • WordPress: ferramenta de criação de blogs
  • RapidShare: pastas de compartilhamento de arquivos de qualquer formato
  • Orkut: site de relacionamento e de criação de comunidades virtuais
  • MySpace: site de relacionamento e de compartilhamento
  • Frappr: mapa interativo
  • WetPaint: ferramenta para criar sites colaborativos como o formato wiki

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/23/professor-20/

>Professor 2.0

>By profjc

por José Carlos Antonio

Web 2.0

Enquanto alguns professores ainda desenterram velhas desculpas para não utilizarem os computadores e a Internet como ferramentas úteis no processo de ensino aprendizagem, outros já se lançam a uma nova geração de tecnologias que chegaram e emplacaram: a Web 2.0. Essa nova versão de professor é o que estamos chamando aqui de “Professor 2.0”.

Se você ainda é um professor 1.0 ou, talvez, aquele professor 0.1 que ainda está ensaiando os primeiros passos para usar o computador em suas aulas, a boa notícia é que você pode fazer um “upgrade” rapidinho, e com quase nenhum esforço, para essa nova plataforma de oportunidades.

A Web 2.0 é, nas palavras de Tim O’Reilly, que cunhou o termo: “a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”. Mas e para nós, educadores, o que é a Web. 2.0?

A Web 2.0 pode ser vista por educadores como uma “grande caixa de ferramentas atraentes, simples e úteis”. Essas ferramentas têm como algumas de suas principais características:

  • Utilização da Web como plataforma: serviços que antes dependiam de software instalado na máquina, podem ser acessados direto pelo navegador Web, a qualquer momento e de qualquer lugar.
  • Aperfeiçoamento constante: as ferramentas estão cada vez melhores e com mais possibilidades, o que ocorre graças às contribuições dos próprios usuários.
  • Serem total ou parcialmente gratuitas.
  • Permitirem que o usuário utilize a ferramenta para si mesmo ou para compartilhar informações e outros recursos com a coletividade.
  • Permitirem a produção, o armazenamento e o compartilhamento de diferentes mídias (imagens, vídeos, sons, textos, etc.).
  • Permitirem a construção coletiva do conhecimento, de forma que vários atores possam contribuir de forma conjunta e que o usuário da Internet possa ser também autor de conteúdo e não apenas um receptor passivo.
  • Permitirem o uso e a produção compartilhada, de forma que várias pessoas possam editar conjuntamente um texto, produzir e comentar um vídeo ou ajudem a eleger o que deve aparecer na página inicial de um site.
  • Permitirem e estimularem a formação de comunidades virtuais que compartilham interesses comuns.
  • Oferecerem interfaces amigáveis com o usuário, de maneira que ele possa aprender e usar os recursos oferecidos pela ferramenta de forma simples e rápida.

De quais ferramentas estamos falando? Estamos falando de páginas de construção coletiva de conteúdos (como a Wikpédia), dos blogs (há milhares deles), de mapas interativos (como os do Google ou o Frapper), geradores de estórias em quadrinhos (como o ToonDoo), livros virtuais (como o TikaTok), galerias públicas de imagens (Flickr, Picassa, MySpace), vídeos e apresentações (YouTube, SlidShares), bibliotecas virtuais e repositórios de arquivos (RapidShare), avatares falantes (Voki), podcasts, webquests, webnotes, MySpaces, Orkut, SecondLife, Educarede, etc. etc. etc. Enfim, estamos falando de uma enormidade de sites que oferecem ferramentas de criação, espaço para armazenamento e compartilhamento e possibilidade de agregar pessoas formando comunidades.

O universo de possibilidades de uso pedagógico dessas ferramentas aumenta de forma exponencial na mesma medida em que as próprias ferramentas se multiplicam e se aperfeiçoam. O próprio Google, por exemplo, que é uma ferramenta Web 2.0 e, que começou como um simples site de busca, criou uma galeria de outras ferramentas interessantes que inclui até um escritório online, o GoogleDocs, onde é possível usar aplicativos como editores de textos, apresentações e planilhas eletrônicas sem precisar ter softwares de escritório (como o Office, da Microsoft, ou o OpenOffice, por exemplo) instalados no seu computador, documentos que podem ser acessados pela Internet de qualquer lugar, em qualquer momento e que podem ser compartilhados por quaisquer pessoas com quem você queira compartilhar.

Porque mesmo o professor que ainda não utiliza os computadores e a Internet para ensinar regularmente pode fazer um “upgrade” e já começar a usar as feramentas Web 2.0? Porque elas se baseiam fortemente no paradigma que tanto buscamos na educação: é preciso aprender a aprender. As ferramentas Web 2.0 são fáceis de serem “aprendidas” e tanto alunos como professores conseguem um domínio rápido sobre elas. Para o professor, aprender a usar uma ferramenta de produção de histórias em quadrinhos, por exemplo, não requer nenhuma oficina de capacitação ou curso específico, basta sentar na frente de computador e dar uma porção de cliques, justamente como os alunos fazem quando querem aprender a usar uma nova ferramenta da Internet. A questão importante para o professor não é “como usar as ferramentas”, e sim “para qual propósito pedagógico usá-las”.

Um bom professor prepara uma boa aula usando todos os recursos que tiver à sua disposição e quanto maior for a gama desses recursos, melhor ele sabe que será sua aula. Com a Web 2.0 à disposição, o professor não precisa mais se conformar em continuar com sua versão de aula 0.1 ou 1.0, agora ele pode fazer esse upgrade e se tornar também um professor 2.0. O passo mais importante para esse upgrade é experimentar em si mesmo o paradigma que norteia suas ações com os seus alunos: aprender a aprender e continuar aprendendo sempre.

Para saber mais sobre a Web 2.0 acesse:

Para conhecer algumas ferramentas Web 2.0 acesse:

  • Educarede: portal com várias ferramentas interativas e que permite a criação de uma comunidade virtual com vários recursos
  • Voki: avatares falantes
  • SlideShare: pesquise, use e compartilhe apresentações de slides
  • YouTube: pesquise, use e compartilhe vídeos
  • Wikipédia: pesquise e colabore na construção de uma enciclopédia online
  • WebNote: compartilhe recados na forma de “Post-it” pela Internet
  • Ferramentas Google: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • Ferramentas Yahoo: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • ToonDoo: ferramenta de criação e compartilhamento de quadrinhos
  • TikaTok: ferramenta de criação e compartilhamento de livrinhos virtuais
  • Flickr: ferramenta de compartilhamento de imagens do Yahoo
  • Picassa: ferramenta de compartilhamento de imagens do Google
  • Blogger: ferramenta de criação de blogs
  • WordPress: ferramenta de criação de blogs
  • RapidShare: pastas de compartilhamento de arquivos de qualquer formato
  • Orkut: site de relacionamento e de criação de comunidades virtuais
  • MySpace: site de relacionamento e de compartilhamento
  • Frappr: mapa interativo
  • WetPaint: ferramenta para criar sites colaborativos como o formato wiki

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/23/professor-20/