A fala que se ensina

Oralidade não se aprende por intuição: gêneros mais formais, como o seminário, devem ser trabalhados com as crianças desde as séries iniciais

Rodrigo Ratier

Por alguns instantes, volte ao passado: algum professor ajudou você a saber como falar? Salto para o presente: na sua prática em sala, você se preocupa em abordar conteúdos da oralidade? É possível que a resposta às duas perguntas seja a mesma: um sonoro “não”.

Uma apresentação de sucesso

Montagem sobre foto: Edson Reis
Montagem sobre foto: Edson Reis

ROTEIRO PRECISO
Uma cola com tópicos pode ajudar a encaminhar a apresentação. Não vale ler os cartazes nem decorar o trabalho

DISCURSO SEGURO
As falas devem ser claras, coerentes e concisas: é preciso passar todo o conhecimento no tempo combinado

APOIO CERTEIRO
Recursos visuais devem trazer informações simples e diretas para facilitar a compreensão do tema geral da apresentação

A razão é compreensível. Existe a idéia corrente de que não é papel da escola ensinar o aluno a falar – afinal, isso é algo que a criança aprende muito antes, principalmente com a família. Meia verdade. Há nessa concepção um erro grave de reduzir a oralidade à fala cotidiana, informal, representada pelos bate-papos e pelas conversas do dia-a-dia. O fato é que, sob a denominação genérica de “linguagem oral”, encontram-se diversos gêneros: entrevistas, debates, exposições, diálogos com autoridades e dramatizações. Em relação a todos eles, o professor tem um papel importante.

“Cabe à escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral nas diversas situações comunicativas, especialmente nas mais formais”, afirmou o psicólogo suíço Bernard Schneuwly em entrevista à NOVA ESCOLA em 2002. Considerado um dos maiores estudiosos sobre o Desenvolvimento da oralidade, ele defende que os gêneros da fala têm aplicação direta em vários campos da vida social – o do trabalho, o das relações interpessoais e o da política, por exemplo.

Esforço contínuo

Uma primeira medida para resgatar a importância do tema é investir na abordagem sistemática. A estratégia que deve permear todas as fases da escolarização é iniciar o trabalho pelas situações comunicativas praticadas naturalmente em sala de aula. Partindo dessa perspectiva, o Centro Educacional São Camilo, em Cachoeiro de Itapemirim, a 130 quilômetros de Vitória, decidiu trabalhar o seminário como uma atividade permanente desde o início do Ensino Fundamental (veja a foto à esquerda). E não apenas nas aulas de Língua Portuguesa: pesquisas e trabalhos de campo de História, Geografia e Ciências, antes restritos à entrega em papel, são apresentados para toda a turma na forma de exposição oral. “Com a experiência constante, os estudantes avançam em todas as etapas do trabalho: passam a fazer pesquisas mais profundas, descobrem o que pode ser utilizado na apresentação e mostram mais desenvoltura na hora de expor o assunto”, diz a coordenadora pedagógica Edna Valory (leia no quadro acima os conteúdos desse tipo de atividade).

No seminário, como em qualquer outro gênero, o fundamental é conseguir que ele faça sentido aos alunos. Para isso, o professor deve debater com a turma o propósito da atividade: por que estamos fazendo essa pesquisa? Quais os critérios para selecionar o que aprendemos e merece ser apresentado? De que forma ele pode interessar ao público? “O seminário tem de ter uma finalidade maior do que ser apenas uma apresentação. Caso contrário, o trabalho corre o risco de se tornar desmotivante”, explica Roxane Rojo, professora do Departamento de Lingüística Aplicada da Universidade de Campinas. Depois, é partir para o detalhamento dos procedimentos que sustentam a apresentação oral (leia se qüência didática com etapas da atividade ao lado).

A melhor forma de conseguir bons resultados é acompanhar o aluno em todos os processos. No Colégio Sete de Setembro, em Fortaleza, a orientação dos seminários vai desde a discussão sobre o tema até a avaliação da apresentação. “No momento em que o aluno vai pesquisar, por exemplo, não adianta ele reunir um monte de indicações bibliográficas ou simplesmente copiar trechos de sites da internet. É tarefa do professor auxiliar na seleção de informações e na articulação das diversas fontes”, explica a coordenadora pedagógica Rachel Ângela Rodrigues.

Ainda que a exposição oral seja mais comum nas séries finais do Ensino Fundamental, ela pode ter lugar desde os primeiros anos. A recomendação dos Parâmetros Curriculares Nacionais é que as expectativas de aprendizagem acompanhem a evolução dos alunos. A partir do 3º ano, é possível exigir mais formalidade no uso da linguagem, preparação prévia e manutenção de um ponto de vista na apresentação. A avaliação deve contemplar esses aspectos – desde, claro, que o professor os tenha ensinado.

O que ensinar nos seminários

Quem disse que uma apresentação se aprende espontaneamente? Um seminário possui uma série de procedimentos formais que devem ser abordados em sala. Primeiro, é preciso estudar a fundo o assunto a ser apresentado por meio de pesquisas e leituras. Em seguida, é necessário triar as informações e preparar a exposição, estruturando-a para que ela seja assimilada pelos colegas. Só então chega o momento de partir para a apresentacão propriamente dita. Nessas etapas, há quatro aspectos que não podem ser esquecidos:

Planejamento do texto: além de cuidar do conteúdo (uma preocupação comum a todas a situações comunicativas), um seminário exige a preocupação com a forma como as informações são passadas, que não pode ser a mesma usada com os colegas no dia-a-dia. Por isso, é necessário trabalhar as diferenças entre a língua formal e a informal.

Estrutura da exposição: o conteúdo precisa ser apresentado de forma clara e coerente – o objetivo é facilitar a compreensão de seu sentido geral. Para que isso ocorra, o texto oral deve ter uma seqüência organizada: fase de abertura, introdução ao tema, desenvolvimento, conclusão e encerramento.

Características da fala: o tom e a intensidade da voz do expositor devem criar um clima propício para a interação com a platéia.

Postura corporal: olhares, gestos, expressões faciais e movimentos corporais são importantes para complementar as informações transmitidas pela fala. Esses recursos auxiliam a mobilizar a escuta atenta.

Quer saber mais?

CONTATOS

Centro Educacional São Camilo, R. São Camilo de Léllis, 1, 29304-910, Cachoeiro de Itapemirim, ES, tel. (28) 3526-5918
Cláudia Goulart

Colégio Sete de Setembro, R. D. Carloto Távora, 377, 60421-070, Fortaleza, CE, tel. (85) 3232-5194
Roxane Rojo

BIBLIOGRAFIA

Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e outros, 278 págs., Ed. Mercado de Letras, tel. (19) 3252-6011, 58 reais

INTERNET

Neste site você faz o download de As Práticas Orais na Escola, de Cláudia Goulart

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/fala-se-ensina-423559.shtml

Crônica: Professores (e Professauros…)

por Nilton Carlos da Silva Brasil

Mais um ano vai se iniciar… E aproveitando essa oportunidade, vamos voltar a um tema bem “Pré-Histórico……. O que este título vem a sugerir? Qual a relação existente entre o professor e o simpático dinossauro?
Os dinossauros são espécies extremamente simpáticas, principalmente para as crianças. Os meninos os adoram. Dinossauros eram criaturas de outros tempos, de diferentes alturas e comprimento. Fazendo uma comparação dos dinossauros com os professores, chegamos a conclusão que ainda existem professores de outros tempos pelas nossas salas de aula. Pior ainda é ver que muito deles estão se preparando para serem este tipo de professor. Mas voltando ao assunto, existem uns grandes, outros pequenos, que se identificam pela dificuldade de incorporar os novos tempos, não querem mudar pois olham a criança de hoje com os mesmos olhos da criança de antigamente.

Segundo o professor Celso Antunes, existem algumas diferenças bem acentuadas entre o professor e o professauro. O início do ano letivo é uma oportunidade ímpar de aprender a crescer, um momento mágico de revisão crítica e decisões corajosas; para os professauros, o angustiante retorno a uma rotina odiosa, o eterno repetir amanhã tudo quanto de certo e de errado se fez ontem.

A acolhida aos alunos, para os professores, significa a alegria de percebê-los e são efetivos protagonistas das aulas que ministrarão. A certeza de não os ensinarem, mas de poder contribuir de forma decisiva para iluminar suas inteligências e afiar suas competências. Para os professauros, nada mais que chatíssimos clientes transformados em espectadores pensarão sempre mais na disciplina que na aprendizagem, mais na vagabundice que no crescimento interior (ANTUNES, Celso, 14, Professores e Professauros, Editora Vozes, 2007).

Assim, infelizmente, para todos nós, esta espécie de professor está cada vez mais raro. Os Professores rudes, que não se especializam, os professores autoritários e muitas vezes Ditadores da pior espécie, também fazem parte das nossas vidas. Os professauros, assim como os dinossauros, sempre nos causam pânico: com seus terríveis trabalhos, suas terríveis provas e seu terrível autoritarismo. Estes professores gostam de mostrar para seus alunos que não são apenas “UM” professor, mas sim “O” professor. São dotados de frases de efeito bem ao tipo “Sou eu quem ensina. Você está aqui apenas para aprender”.

Numa infindável pesquisa, citaremos nas próximas linhas, alguns exemplos de professauros, que agora sim, felizmente, estão em extinção, apesar de ainda teimarem em andar pelos corredores das escolas. Assim, para ser humorístico como também explicativo, vamos citar aqui alguns exemplos de professauros, veja se você reconhece alguns deles:

O “TIRANOSSAURO REX” – Uma criatura de porte bem avantajado e corpulento. É o professor que acaba com tudo o que encontra pela frente. Vai chegando devagar e como quem não quer nada quando, de repente, ZAP!! Destrói tudo a sua frente (da sala de aula até a equipe pedagógica inteira). Animal de vida longa – esse tipo de professauro, com toda a sua “longevidade e experiência”, se torna um alvo difícil de ser abatido.

O “PREDATON II” – Outro carnívoro e destruidor comparável ao Tiranossauro. De tendência predatória e individualista, é o maior exemplo de profissional que não precisamos nas escolas e universidades. Este tipo de professauro chega na sala, aplica sua aula, vai para casa e cumpre sua tarefa com precisão cirúrgica. Porém, é aconselhável que se evite assuntos como “espírito de equipe” e “companheirismo” pois a tendência dessa criatura é não se importar com nada. “UM VERDADEIRO DITADOR”. A princípio, ninguém tem nada com ele. Tem fama de rigoroso por cumprir o básico de forma bem séria, com total cumprimento de prazo e metas. Só que fica o alerta: Rigor é uma coisa que, às vezes, é muito bem vindo. Agora falta de interesse é outra, e bem prejudicial.

O “PTEROSSAURO” – Esse tipo de professauro possui a característica de ser dotado de asas. Assustador e que pode “voar” grandes distâncias. É o que hoje chamaríamos de “exibidão”. Sempre espalhando seus feitos (não importa se verdadeiros) para atrair novas presas e conquistar a simpatia dos alunos (O FALSO DITADOR, OU O DITADOR FALSO). Uma de suas características é a simpatia. Desse modo, consegue disfarçar muito bem o fato que de exibe muito e faz pouco.

O “CINODONTE” – Esse até que seria um excelente profissional se a sua especialização não fosse seu apurado instinto de sobrevivência. Esse professauro é daqueles que faz tudo para sobreviver no local onde ele ensina, ou seja, arranja mil e um planos para sobreviver no emprego em vez de desenvolver sua própria competência e vocação. Esse professauro se especializa na arte de “puxar o tapete” e sabotar os outros (BEM PROPÍCIO EM NOSSA REALIDADE). Algo bem triste, visto que essa energia desperdiçada na elaboração de seus “planos infalíveis” poderia ser bem aproveitada em melhorias para o seu meio de Ensino.

—x—

OBS:
Eu poderia continuar citando ainda outros modelos em estado de extinção. Mas uma coisa é certa: Que nós, os alunos, e futuros professores, devemos saber é que eles estão entrando em extinção. Serão poucos desses professores que irão existir se nós, os estudantes, sempre mantivermos nossas cabeças pensantes e abertas às diversas formas de aprendizagem. E que devemos acabar com essa velha frase formada: “O professor finge que ensina e o aluno finge que aprende”.
E um PS para você professor que pode eventualmente estar lendo este texto: Se você se identificou com alguns dos tipos citados acima ou apresentar alguns dos sintomas descritos: Mude enquanto há tempo. Pois, já dizia Darwin: “O que sobrevive não é o maior nem o mais forte, mas os que conseguem melhor se adaptar ao meio”.

Fonte: Ser universitário

(professor de História, Pedagogo e Psicopedagogo) – UNIFEOB

>Crônica: Professores (e Professauros…)

>

por Nilton Carlos da Silva Brasil

Mais um ano vai se iniciar… E aproveitando essa oportunidade, vamos voltar a um tema bem “Pré-Histórico……. O que este título vem a sugerir? Qual a relação existente entre o professor e o simpático dinossauro?
Os dinossauros são espécies extremamente simpáticas, principalmente para as crianças. Os meninos os adoram. Dinossauros eram criaturas de outros tempos, de diferentes alturas e comprimento. Fazendo uma comparação dos dinossauros com os professores, chegamos a conclusão que ainda existem professores de outros tempos pelas nossas salas de aula. Pior ainda é ver que muito deles estão se preparando para serem este tipo de professor. Mas voltando ao assunto, existem uns grandes, outros pequenos, que se identificam pela dificuldade de incorporar os novos tempos, não querem mudar pois olham a criança de hoje com os mesmos olhos da criança de antigamente.

Segundo o professor Celso Antunes, existem algumas diferenças bem acentuadas entre o professor e o professauro. O início do ano letivo é uma oportunidade ímpar de aprender a crescer, um momento mágico de revisão crítica e decisões corajosas; para os professauros, o angustiante retorno a uma rotina odiosa, o eterno repetir amanhã tudo quanto de certo e de errado se fez ontem.

A acolhida aos alunos, para os professores, significa a alegria de percebê-los e são efetivos protagonistas das aulas que ministrarão. A certeza de não os ensinarem, mas de poder contribuir de forma decisiva para iluminar suas inteligências e afiar suas competências. Para os professauros, nada mais que chatíssimos clientes transformados em espectadores pensarão sempre mais na disciplina que na aprendizagem, mais na vagabundice que no crescimento interior (ANTUNES, Celso, 14, Professores e Professauros, Editora Vozes, 2007).

Assim, infelizmente, para todos nós, esta espécie de professor está cada vez mais raro. Os Professores rudes, que não se especializam, os professores autoritários e muitas vezes Ditadores da pior espécie, também fazem parte das nossas vidas. Os professauros, assim como os dinossauros, sempre nos causam pânico: com seus terríveis trabalhos, suas terríveis provas e seu terrível autoritarismo. Estes professores gostam de mostrar para seus alunos que não são apenas “UM” professor, mas sim “O” professor. São dotados de frases de efeito bem ao tipo “Sou eu quem ensina. Você está aqui apenas para aprender”.

Numa infindável pesquisa, citaremos nas próximas linhas, alguns exemplos de professauros, que agora sim, felizmente, estão em extinção, apesar de ainda teimarem em andar pelos corredores das escolas. Assim, para ser humorístico como também explicativo, vamos citar aqui alguns exemplos de professauros, veja se você reconhece alguns deles:

O “TIRANOSSAURO REX” – Uma criatura de porte bem avantajado e corpulento. É o professor que acaba com tudo o que encontra pela frente. Vai chegando devagar e como quem não quer nada quando, de repente, ZAP!! Destrói tudo a sua frente (da sala de aula até a equipe pedagógica inteira). Animal de vida longa – esse tipo de professauro, com toda a sua “longevidade e experiência”, se torna um alvo difícil de ser abatido.

O “PREDATON II” – Outro carnívoro e destruidor comparável ao Tiranossauro. De tendência predatória e individualista, é o maior exemplo de profissional que não precisamos nas escolas e universidades. Este tipo de professauro chega na sala, aplica sua aula, vai para casa e cumpre sua tarefa com precisão cirúrgica. Porém, é aconselhável que se evite assuntos como “espírito de equipe” e “companheirismo” pois a tendência dessa criatura é não se importar com nada. “UM VERDADEIRO DITADOR”. A princípio, ninguém tem nada com ele. Tem fama de rigoroso por cumprir o básico de forma bem séria, com total cumprimento de prazo e metas. Só que fica o alerta: Rigor é uma coisa que, às vezes, é muito bem vindo. Agora falta de interesse é outra, e bem prejudicial.

O “PTEROSSAURO” – Esse tipo de professauro possui a característica de ser dotado de asas. Assustador e que pode “voar” grandes distâncias. É o que hoje chamaríamos de “exibidão”. Sempre espalhando seus feitos (não importa se verdadeiros) para atrair novas presas e conquistar a simpatia dos alunos (O FALSO DITADOR, OU O DITADOR FALSO). Uma de suas características é a simpatia. Desse modo, consegue disfarçar muito bem o fato que de exibe muito e faz pouco.

O “CINODONTE” – Esse até que seria um excelente profissional se a sua especialização não fosse seu apurado instinto de sobrevivência. Esse professauro é daqueles que faz tudo para sobreviver no local onde ele ensina, ou seja, arranja mil e um planos para sobreviver no emprego em vez de desenvolver sua própria competência e vocação. Esse professauro se especializa na arte de “puxar o tapete” e sabotar os outros (BEM PROPÍCIO EM NOSSA REALIDADE). Algo bem triste, visto que essa energia desperdiçada na elaboração de seus “planos infalíveis” poderia ser bem aproveitada em melhorias para o seu meio de Ensino.

—x—

OBS:
Eu poderia continuar citando ainda outros modelos em estado de extinção. Mas uma coisa é certa: Que nós, os alunos, e futuros professores, devemos saber é que eles estão entrando em extinção. Serão poucos desses professores que irão existir se nós, os estudantes, sempre mantivermos nossas cabeças pensantes e abertas às diversas formas de aprendizagem. E que devemos acabar com essa velha frase formada: “O professor finge que ensina e o aluno finge que aprende”.
E um PS para você professor que pode eventualmente estar lendo este texto: Se você se identificou com alguns dos tipos citados acima ou apresentar alguns dos sintomas descritos: Mude enquanto há tempo. Pois, já dizia Darwin: “O que sobrevive não é o maior nem o mais forte, mas os que conseguem melhor se adaptar ao meio”.

Fonte: Ser universitário

(professor de História, Pedagogo e Psicopedagogo) – UNIFEOB

Professores e professauros.

29,novembro 2007

http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/Imagens/Produtos/Detalhe/253530.jpg

Nesta obra Celso Antunes, ao mesmo tempo em que satiriza, faz uma crítica ao conservadorismo, que impede uma educação com grandeza. Ele oferece sugestões para a atuação de professores em sala de aula para uma aprendizagem consciente. Antunes quer destacar com o livro, que, professauros podem se transformar em professores e escolas sem rumo e sem sentido podem se transformar em instituições de qualidade. Não deixem de ler este livro. É muito interessante e vai ajudá-lo a refletir sobre o tipo de professor que você está disposto a ser.

Segue abaixo alguns comportamentos típicos do professores e dos professauros.

Quando o ano letivo se inicia:

Para o professor, é uma oportunidade de aprender e crescer, um momento mágico de revisão crítica e decisões corajosas.

Para o professauro, é o angustiante retorno á uma rotina odiosa, o eterno repetir amanhã, tudo quanto de certo e errado se fez ontem.

Quanto ao acolhimento dos alunos:

Para os professores, a alegria de percebê-los cada vez mais sábios e curiosos. A certeza de que não os ensinarão e sim contribuirão de uma forma decisiva para iluminar suas inteligências e afiar suas competências.

Para professauros, nada mais do que ter que encarar chatíssimos clientes, que transformados em espectadores pensarão sempre mais na disciplina que na aprendizagem, na vagabundice que no crescimento interior.

Quanto as aulas que irão ministrar:

Para os professores, um momento especial para propor novas situações de aprendizagens pesquisadas e por meio delas provocar reflexões, despertar argumentações, estimular competências e habilidades.

Para os professauros, nada além da repetitividade de informações que estão nos livros e apostilas, e a solicitação de esforços agudos da memória para acolher o que se transmite, ainda que sem qualquer significação e poder de contextualização ao mundo em que se vive.

Quanto aos saberes que se trabalhará:

Para os professores:
Um volume de informações que necessitará ser transformadas em conhecimento, uma série de veículos para que com eles se aprenda apensar, criar, imaginar e viver.

Para os professauros:
Trechos cansativos de programas estáticos que precisam ser ditos, ainda que não se saiba por que fazê-lo.

Quanto á vida que se vive e os sonhos que se acalanta:

Para os professores:
Desafios a superar, esperanças a aguardar, conhecimento para cada vez mais aprender, a fim de fazer da arte de amar o segredo do viver.

Para os professauros:
A rotina de se trabalhar por imposição, casar por obrigação, fazer filhos por tradição. Empanturrar-se para se aposentar o quanto antes

Fonte: http://anaeluciana.wordpress.com/2007/11/29/professores-e-professauros/

>Professores e professauros.

>29,novembro 2007

http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/Imagens/Produtos/Detalhe/253530.jpg

Nesta obra Celso Antunes, ao mesmo tempo em que satiriza, faz uma crítica ao conservadorismo, que impede uma educação com grandeza. Ele oferece sugestões para a atuação de professores em sala de aula para uma aprendizagem consciente. Antunes quer destacar com o livro, que, professauros podem se transformar em professores e escolas sem rumo e sem sentido podem se transformar em instituições de qualidade. Não deixem de ler este livro. É muito interessante e vai ajudá-lo a refletir sobre o tipo de professor que você está disposto a ser.

Segue abaixo alguns comportamentos típicos do professores e dos professauros.

Quando o ano letivo se inicia:

Para o professor, é uma oportunidade de aprender e crescer, um momento mágico de revisão crítica e decisões corajosas.

Para o professauro, é o angustiante retorno á uma rotina odiosa, o eterno repetir amanhã, tudo quanto de certo e errado se fez ontem.

Quanto ao acolhimento dos alunos:

Para os professores, a alegria de percebê-los cada vez mais sábios e curiosos. A certeza de que não os ensinarão e sim contribuirão de uma forma decisiva para iluminar suas inteligências e afiar suas competências.

Para professauros, nada mais do que ter que encarar chatíssimos clientes, que transformados em espectadores pensarão sempre mais na disciplina que na aprendizagem, na vagabundice que no crescimento interior.

Quanto as aulas que irão ministrar:

Para os professores, um momento especial para propor novas situações de aprendizagens pesquisadas e por meio delas provocar reflexões, despertar argumentações, estimular competências e habilidades.

Para os professauros, nada além da repetitividade de informações que estão nos livros e apostilas, e a solicitação de esforços agudos da memória para acolher o que se transmite, ainda que sem qualquer significação e poder de contextualização ao mundo em que se vive.

Quanto aos saberes que se trabalhará:

Para os professores:
Um volume de informações que necessitará ser transformadas em conhecimento, uma série de veículos para que com eles se aprenda apensar, criar, imaginar e viver.

Para os professauros:
Trechos cansativos de programas estáticos que precisam ser ditos, ainda que não se saiba por que fazê-lo.

Quanto á vida que se vive e os sonhos que se acalanta:

Para os professores:
Desafios a superar, esperanças a aguardar, conhecimento para cada vez mais aprender, a fim de fazer da arte de amar o segredo do viver.

Para os professauros:
A rotina de se trabalhar por imposição, casar por obrigação, fazer filhos por tradição. Empanturrar-se para se aposentar o quanto antes

Fonte: http://anaeluciana.wordpress.com/2007/11/29/professores-e-professauros/

6º Séminario Intermunicipal de Educação de Campos dos Goytacazes

Olá Amigos

Hoje retomamos as nossas atividades, após uma para obrigatória de ordem pessoal e profissional. Mas estamos fazendo um resumo do que foi esses dias fora. O pessoal do Distrito – DTE de Itaperuna, que é composto pelo NTE de Itaperuna e dos Pólos de Tecnologia – PTE, participaram do 6º Seminário Intermunicipal de Educação em Campos dos Goytacazes, com o título interessante “Vale nota Professor?”.

[banner+em+perpectiva+2.jpg]

A lista de palestrantes foi muito boa, com feras do quilate do José Carlos Libâneo, Pedro Demo, Celso Vasconcelos, Emília Cipriano, entre outros. A organização do evento a cargo da WTC RECURSOS HUMANOS do professor Wainer Teixeira de Castro, tudo estava maravilhosamente organizado, além do já tradicional atraso inicial que provocou um atraso no primeiro dia, coisa que não se repetiu depois.

O evento teve a seguir uma pontualidade britânica. Uma coisa que ficou a desejar foi não disponibilizar acesso sem fio ao pessoal que ia trabalhar no evento (assim como esse humilde editor) mas que o pessoal de apoio do evento teve a maior boa vontade em resolver. O meu muito obrigado a todos.

Tive acesso aos palestrantes para entrevista-los para o Portal Conexão Professor e pude entrevista-los em separado antes de suas apresentações. Algumas palestras foram além do esperado e outras bem abaixo. O José Carlos Libâneo foi bem abaixo dos seus textos, o Celso Vasconcelos e a Emília Cipriano foram muito bons mas o grande destaque do evento foi o Professor Pedro Demo.

O cara destruiu geral. Fez uma reflexão tipo “me culpa” entre os professores presentes sobre a nossa inercia profissional e contra um sistema ineficiente, obsoleto e ultrapassado de educação.

E uma referencia boa dessa palestra foi uma definição do jornalista Rodrigo Lara Mesquita em seu artigo no jornal Folha de São Paulo: “O sistema de educação com o qual convivemos nasceu e amadureceu em função da era industrial. Foi um salto em relação ao passado e foi útil para o amadurecimento desta era. Mas assim como a linha de produção, é segmentado, compartimentado e instrucionista. Contribui para anular a possibilidade da criança aprender a aprender, aprender a pensar e refletir na flor da idade do início de uma nova era da História da humanidade que exige o aprendizado contínuo e não a acumulação enciclopédica de dados. “

Exatamente isso que o Professor Pedro Demo falou e mais ainda sobre como o professor deve ser autoral. Deve ter o seu blog, interagir, estar preparado para usar as ferramentas de WEB 2.0, conectado. Filmei as entrevistas, as palestras e em breve as disponibilizaremos por aqui (via YouTube). Abaixo um artigo de como os jovens ensinam a usar o Twitter. Bem interessante.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>6º Séminario Intermunicipal de Educação de Campos dos Goytacazes

>Olá Amigos

Hoje retomamos as nossas atividades, após uma para obrigatória de ordem pessoal e profissional. Mas estamos fazendo um resumo do que foi esses dias fora. O pessoal do Distrito – DTE de Itaperuna, que é composto pelo NTE de Itaperuna e dos Pólos de Tecnologia – PTE, participaram do 6º Seminário Intermunicipal de Educação em Campos dos Goytacazes, com o título interessante “Vale nota Professor?”.

[banner+em+perpectiva+2.jpg]

A lista de palestrantes foi muito boa, com feras do quilate do José Carlos Libâneo, Pedro Demo, Celso Vasconcelos, Emília Cipriano, entre outros. A organização do evento a cargo da WTC RECURSOS HUMANOS do professor Wainer Teixeira de Castro, tudo estava maravilhosamente organizado, além do já tradicional atraso inicial que provocou um atraso no primeiro dia, coisa que não se repetiu depois.

O evento teve a seguir uma pontualidade britânica. Uma coisa que ficou a desejar foi não disponibilizar acesso sem fio ao pessoal que ia trabalhar no evento (assim como esse humilde editor) mas que o pessoal de apoio do evento teve a maior boa vontade em resolver. O meu muito obrigado a todos.

Tive acesso aos palestrantes para entrevista-los para o Portal Conexão Professor e pude entrevista-los em separado antes de suas apresentações. Algumas palestras foram além do esperado e outras bem abaixo. O José Carlos Libâneo foi bem abaixo dos seus textos, o Celso Vasconcelos e a Emília Cipriano foram muito bons mas o grande destaque do evento foi o Professor Pedro Demo.

O cara destruiu geral. Fez uma reflexão tipo “me culpa” entre os professores presentes sobre a nossa inercia profissional e contra um sistema ineficiente, obsoleto e ultrapassado de educação.

E uma referencia boa dessa palestra foi uma definição do jornalista Rodrigo Lara Mesquita em seu artigo no jornal Folha de São Paulo: “O sistema de educação com o qual convivemos nasceu e amadureceu em função da era industrial. Foi um salto em relação ao passado e foi útil para o amadurecimento desta era. Mas assim como a linha de produção, é segmentado, compartimentado e instrucionista. Contribui para anular a possibilidade da criança aprender a aprender, aprender a pensar e refletir na flor da idade do início de uma nova era da História da humanidade que exige o aprendizado contínuo e não a acumulação enciclopédica de dados. “

Exatamente isso que o Professor Pedro Demo falou e mais ainda sobre como o professor deve ser autoral. Deve ter o seu blog, interagir, estar preparado para usar as ferramentas de WEB 2.0, conectado. Filmei as entrevistas, as palestras e em breve as disponibilizaremos por aqui (via YouTube). Abaixo um artigo de como os jovens ensinam a usar o Twitter. Bem interessante.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Jovens explicam para que serve o Twitter

27/04/2009 – 07h43

TARSO ARAUJO
da Folha de S.Paulo

Folhateen Quando o americano Jack Dorsey teve a ideia de criar o Twitter, seu objetivo era tão simples quanto sugere a questão “o que você está fazendo agora?”.

A pergunta que ele queria fazer a seus amigos está até hoje no alto da página principal do site (twitter.com), para ser respondida pelos usuários em textos de até 140 caracteres. Mas dois anos, oito meses e milhões de usuários depois, as pessoas usam esses pequenos textos para muito mais do que falar da sua vida.

“Eu já usei o Twitter para prever o tempo”, diz Vinícius Alves, 22, conhecido no site como @v_fox (a arroba é usada antes do “nick” para identificar os usuários). Estudante de administração, ele saía para a aula quando uma amiga que mora ao lado do campus, do outro lado da cidade, escreveu no Twitter: “Começou a chover”.

Gabriel Lordêllo/Folha Imagem
Vinícius (à dir.), o @v_fox, e seus amigos em encontro marcado pelo Twitter; ele já usou o microblog para se precaver contra a chuva
Vinícius (à dir.), o @v_fox, e amigos em encontro marcado pelo Twitter; ele já usou o microblog para se precaver contra a chuva

Apesar do Sol, saiu de guarda-chuva. E não deu outra. “Cheguei lá e estava chovendo mesmo”, diz. Fugir da chuva só foi possível graças a uma das principais características do Twitter: o imediatismo. É dessa comunicação em tempo real que depende também o que, provavelmente, é a principal utilidade do serviço.

“Ele é perfeito para quem gosta de saber tudo que acontece na mesma hora”, diz Tessalia de Castro, 22, a @twittess, mulher mais popular do Twitter no Brasil.

Tudo agora

De fato, o primeiro grande momento do Twitter na mídia foi quando um avião caiu no rio Hudson, em Nova York. Um usuário que estava passando mandou de seu celular: “Tem um avião no Hudson”. Nos primeiros minutos após o acidente, só sabia da notícia quem o seguia no Twitter.

A maior parte do que se escreve no Twitter, porém, não tem nada de emocionante. “Escrevo no meu Twitter como se fosse um diário. Sinceramente, acho ele meio inútil para quem me segue”, diz Laís Ferreira, 16, a @singledout, que vê uma utilidade muita clara em estar lá.

“A maioria das bandas hoje em dia tem Twitter, então é legal para saber mais da vida delas”, diz a estudante, que segue o The Used e o My Chemical Romance, entre outros artistas.

“O que leio no Twitter acaba virando assunto quando converso com meus amigos sobre as bandas”, diz @singledout, que mora no Rio e conheceu @v_fox (que é de Vitória) por gostar das mesmas bandas.

Pois é, como em qualquer comunidade virtual –coisa que o Twitter também é– distância geográfica é um pequeno detalhe. “Você faz contatos por afinidades”, diz @twittess.

Mas até para conhecer pessoas no mundo real o Twitter funciona. “Combino com os amigos pelo Twitter e vou a um bar. Às vezes, vem gente que nem conhecemos. Quando percebemos, já tem gente nova na roda”, diz @v_fox.

Como você nem sempre conhece quem o está seguindo, vale tomar cuidados, como fez a designer de internet Cris Rocha (@mjcoffeeholick), 30, que bloqueou seu perfil para evitar a bisbilhotice do chefe. Isso na época em que tinha emprego, porque, no ano passado, ela entrou no Twitter e passou a colocar links dos sites que criava. “Começaram a aparecer tantas propostas de trabalho que, ou continuava na empresa, ou ia trabalhar como free-lancer”, diz. Acabou valendo a segunda opção.

Diga-me quem segues…

Para sua vida no Twitter servir para alguma coisa, é preciso saber escolher quem seguir. “No Orkut, a gente é amigo de quem é nosso amigo. No Twitter, uma pessoa pode te seguir sem que você a siga, e vice-versa”, explica Raquel Camargo (@raquelcamargo), 22, blogueira do Twitter Brasil e gerente de social media numa empresa de comunicação.

“Se você acha que a pessoa não traz coisas interessantes, é só não segui-la. E tem mesmo muita gente que usa o Twitter como divã”, diz.

Para ela, muitos não acham graça, no começo, porque têm a sensação de que estão falando sozinhos. Isso muda quando começam a seguir e a serem seguidos por pessoas que “twittam” sobre assuntos de que gostam. “Aí tudo começa a fazer sentido. Precisa de um tempinho para pegar o ritmo”, diz.

Cuidado: pode viciar

E é aí que mora o perigo. Como a mensagem é curta, as pessoas podem “twittar” qualquer coisa que venha à cabeça. E o ritmo fica insano. “Realmente, acho que toma mais tempo da minha vida do que deveria”, diz @twittess, que chega a “twittar” 30 vezes por dia, às vezes.

“Estou viciado. Vejo algo interessante na rua e já vou logo pegando o celular para twittar”, diz @vfox.

O curioso é que o “interessante” pode ser tão variado quanto o gosto dos mais de 250 mil usuários brasileiros do serviço. E é por isso que a pergunta “para que serve o Twitter?” tem tantas respostas. “O Twitter em si não tem um propósito. Cada um dá o seu propósito a ele”, diz @vfox. Então, tente descobrir o seu. E aprecie com moderação.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u556698.shtml

>Jovens explicam para que serve o Twitter

>27/04/2009 – 07h43

TARSO ARAUJO
da Folha de S.Paulo

Folhateen Quando o americano Jack Dorsey teve a ideia de criar o Twitter, seu objetivo era tão simples quanto sugere a questão “o que você está fazendo agora?”.

A pergunta que ele queria fazer a seus amigos está até hoje no alto da página principal do site (twitter.com), para ser respondida pelos usuários em textos de até 140 caracteres. Mas dois anos, oito meses e milhões de usuários depois, as pessoas usam esses pequenos textos para muito mais do que falar da sua vida.

“Eu já usei o Twitter para prever o tempo”, diz Vinícius Alves, 22, conhecido no site como @v_fox (a arroba é usada antes do “nick” para identificar os usuários). Estudante de administração, ele saía para a aula quando uma amiga que mora ao lado do campus, do outro lado da cidade, escreveu no Twitter: “Começou a chover”.

Gabriel Lordêllo/Folha Imagem
Vinícius (à dir.), o @v_fox, e seus amigos em encontro marcado pelo Twitter; ele já usou o microblog para se precaver contra a chuva
Vinícius (à dir.), o @v_fox, e amigos em encontro marcado pelo Twitter; ele já usou o microblog para se precaver contra a chuva

Apesar do Sol, saiu de guarda-chuva. E não deu outra. “Cheguei lá e estava chovendo mesmo”, diz. Fugir da chuva só foi possível graças a uma das principais características do Twitter: o imediatismo. É dessa comunicação em tempo real que depende também o que, provavelmente, é a principal utilidade do serviço.

“Ele é perfeito para quem gosta de saber tudo que acontece na mesma hora”, diz Tessalia de Castro, 22, a @twittess, mulher mais popular do Twitter no Brasil.

Tudo agora

De fato, o primeiro grande momento do Twitter na mídia foi quando um avião caiu no rio Hudson, em Nova York. Um usuário que estava passando mandou de seu celular: “Tem um avião no Hudson”. Nos primeiros minutos após o acidente, só sabia da notícia quem o seguia no Twitter.

A maior parte do que se escreve no Twitter, porém, não tem nada de emocionante. “Escrevo no meu Twitter como se fosse um diário. Sinceramente, acho ele meio inútil para quem me segue”, diz Laís Ferreira, 16, a @singledout, que vê uma utilidade muita clara em estar lá.

“A maioria das bandas hoje em dia tem Twitter, então é legal para saber mais da vida delas”, diz a estudante, que segue o The Used e o My Chemical Romance, entre outros artistas.

“O que leio no Twitter acaba virando assunto quando converso com meus amigos sobre as bandas”, diz @singledout, que mora no Rio e conheceu @v_fox (que é de Vitória) por gostar das mesmas bandas.

Pois é, como em qualquer comunidade virtual –coisa que o Twitter também é– distância geográfica é um pequeno detalhe. “Você faz contatos por afinidades”, diz @twittess.

Mas até para conhecer pessoas no mundo real o Twitter funciona. “Combino com os amigos pelo Twitter e vou a um bar. Às vezes, vem gente que nem conhecemos. Quando percebemos, já tem gente nova na roda”, diz @v_fox.

Como você nem sempre conhece quem o está seguindo, vale tomar cuidados, como fez a designer de internet Cris Rocha (@mjcoffeeholick), 30, que bloqueou seu perfil para evitar a bisbilhotice do chefe. Isso na época em que tinha emprego, porque, no ano passado, ela entrou no Twitter e passou a colocar links dos sites que criava. “Começaram a aparecer tantas propostas de trabalho que, ou continuava na empresa, ou ia trabalhar como free-lancer”, diz. Acabou valendo a segunda opção.

Diga-me quem segues…

Para sua vida no Twitter servir para alguma coisa, é preciso saber escolher quem seguir. “No Orkut, a gente é amigo de quem é nosso amigo. No Twitter, uma pessoa pode te seguir sem que você a siga, e vice-versa”, explica Raquel Camargo (@raquelcamargo), 22, blogueira do Twitter Brasil e gerente de social media numa empresa de comunicação.

“Se você acha que a pessoa não traz coisas interessantes, é só não segui-la. E tem mesmo muita gente que usa o Twitter como divã”, diz.

Para ela, muitos não acham graça, no começo, porque têm a sensação de que estão falando sozinhos. Isso muda quando começam a seguir e a serem seguidos por pessoas que “twittam” sobre assuntos de que gostam. “Aí tudo começa a fazer sentido. Precisa de um tempinho para pegar o ritmo”, diz.

Cuidado: pode viciar

E é aí que mora o perigo. Como a mensagem é curta, as pessoas podem “twittar” qualquer coisa que venha à cabeça. E o ritmo fica insano. “Realmente, acho que toma mais tempo da minha vida do que deveria”, diz @twittess, que chega a “twittar” 30 vezes por dia, às vezes.

“Estou viciado. Vejo algo interessante na rua e já vou logo pegando o celular para twittar”, diz @vfox.

O curioso é que o “interessante” pode ser tão variado quanto o gosto dos mais de 250 mil usuários brasileiros do serviço. E é por isso que a pergunta “para que serve o Twitter?” tem tantas respostas. “O Twitter em si não tem um propósito. Cada um dá o seu propósito a ele”, diz @vfox. Então, tente descobrir o seu. E aprecie com moderação.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u556698.shtml

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Olá Amigos

Meu amigo Sergio Lima do blog Blog e Fisica – Um blogue específico sobre Fí­sica e Educação indicou o texto abaixo escrito por João Carlos Caribé, e após ler fiquei pensando… Será? Acho que a escola esta naquele dilema de Hamlet de William Shakespeare que da título a postagem.

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Mudar é necessário, urgente e principalmente fundamental para que a escola continue a ser um espaço importante na vida das pessoas. Transforma-la novamente num espaço onde o prazer da descoberta, da troca de conhecimento e principalmente do convívio social prioritário dos jovens seja real. Que a escola esta perdendo terreno para a internet é público é notório e isso ninguém discute.

Como o texto abaixo cita, e eu confirmo, é possível sim aprender muito mais na internet do que na escola coisas que podem fazer a diferença nesse momento. Mas ninguém pode ou conseguira substituir o professor como mediador, como parceiro e principalmente como amigo.

Amigo sim. Eu sou amigo de meus alunos e tenho certeza de que eles me tem como amigo, pois eu não perdi uma coisa que muitos de meus colegas perderam: a capacidade de escuta-los e de dar voz a eles. Saber ouvir e principalmente estar aberto para as sugestões deles é um diferencial importante.

Educar com amor, sinceridade e principalmente com qualidade pode sim transformar não somente a escola, mas transformar o mundo a nossa volta.

Open your mind, Open your heart and finally change the world

Abraços

Equipe NTE Itaperuna