Quem salva a educação? A tecnologia! O professor! Ou os dois juntos?

Cena 1: Sala de aula sem as TICs: Sala de aula com professor em aula expositiva, alguns observam o professor, uns dormem sobre a carteira escolar, outros jogam pelo celular e um atira uma bolinha de papel sobre o colega .

Cena 2: As TICs na escola: Sala de aula com professor em aula expositiva com seu laptop, alguns observam o professor, uns dormem sobre a carteira escolar, outros jogam pelo celular e um atira uma bolinha de papel sobre o colega.

A Tecnologia chegou à escola. Mas a educação mudou?

Quando recebi o convite do Robson para escrever no espaço “Caldeirão de Ideias Convida”, pensei na oportunidade de dividir algumas questões relacionadas à formação do professor e a apropriação de tecnologias. Usarei aqui o termo Tecnologias da Informação e Comunicação ou TIC por entender que esse resume em muitos aspectos as ferramentas tecnológicas que mais são usadas na educação hoje.

Por trabalhar com educação e fazer parte dos chamados imigrantes digitais, geração que migrou das ferramentas analógicas para as digitais, eu me perguntava se um dos caminhos para salvar a educação pública seria o uso maciço das TIC na escolas. No entanto, conclusão a que cheguei foi a de que mesmo com os avanços na tecnologia e a entrada das mesmas nas escolas, essa pergunta está muito longe de ser respondida.

Alguns pesquisadores entendem que a aplicação das TIC na educação coloca a escola em sintonia com o momento histórico da sociedade, por outro lado alguns estudiosos chamam a atenção para o fato de que a chegada das TICs na escola atendem principalmente as necessidades de formação rápida de mão de obra atendendo, com isso, interesses puramente capitalistas.

Estando a serviço do capital ou do desenvolvimento natural da sociedade, não podemos negar a sua existência. O mundo está em constante mudança e, querendo ou não, tecnologias das mais variadas estão chegando à escola. Já não é possível ignorar esse fato e por isso vemos, nos sistemas de ensino, políticas públicas de difusão de TICs. Entretanto, entendemos que antes qualquer medida envolvendo a adoção de TICs na educação deve-se investir na formação do professor .

Historicamente vemos que as políticas públicas adotaram uma postura de imposição verticalizada para o uso das TICs nas escolas. Esse modelo gerou muita resistência por parte dos professores, que vistos como necessitados de formação passaram por “capacitações”, “reciclagens”, “atualizações” , entre outras tantas denominações para cursos instrucionais.

No entanto, esses processos não consideravam, como parte fundamental da inserção das tecnologias o próprio professor e seus saberes. Entendemos que na construção de um projeto democrático para e com o uso de tecnologias na escola, os saberes docentes devem ter um papel primordial. Como lembra Tardif (2002),

(…) o saber não é uma coisa que flutua no espaço: o saber dos professores é o saber deles e está relacionado com a pessoa e a identidade deles, com a sua experiência de vida e com a sua história profissional, com as suas relações com os alunos em sala de aula e com os outros atores escolares na escola, etc. Por isso é necessário estudá-lo relacionando-os com esses elementos constitutivos do trabalho docente.

Aliado ao que consideramos acima temos ainda um outro obstáculo: a chamada cultura escolar. Hábitos antigos, enraizados por anos, que centralizam o saber na figura do professor e o processo de aprendizagem reproduzindo o sistema “bancário” ou seja o aluno recebe do professor depósitos de conhecimento. As transformações por que passa o mundo, evidenciam outro paradigma para esse professor, tirando-o do centro e colocando-o em um novo “lugar”, lugar esse que será dividido com várias fontes de informação mas que, por outro lado aumentam ainda mais a importância desse profissional se considerarmos seu papel como mediador do ensino e aprendizagem.

Entender como pensa e como age o jovem hoje é parte importante da tarefa do professor.

Uma cena bem comum nas escolas são alunos usando celulares e tablets em sala de aula. Geralmente esses alunos estão jogando. Segundo Jane McGonigal, especialista à frente do Game For Change, se a humanidade gastasse 21 bilhões de horas jogando, poderia encontrar muitas soluções para diversos problemas do mundo. Para a autoral, através do jogo podemos desenvolver competências que ajudariam a transformar o mundo. As TIC tiraram do professor a “posse das informações”. Os livros e enciclopédias de papel davam conta das certezas. Já com os Blogs e as Redes Sociais, a informação está disposta 24horas por dia. A autoria aparece de maneira anárquica pela internet. A volatilidade das informações compartilhadas colocou um desafio ao professor. Como pensar em Rede? Como compartilhar ou mediar esse mundo? Uma pista foi dada pelo mestre Paulo Freire:

“A educação autêntica, repitamos não se faz de A para B, de A sobre B, mas de A com B, mediatizados pelo mundo”. (Paulo freire-Pedagogia do Oprimido).

A transformação de hábitos é, na verdade, um dos grandes desafios em todas as áreas da atividade humana, seja no mundo escolar ou no mundo do trabalho. Todos nós em um determinado momento das nossas vidas já enfrentamos algum desafio que exigiam uma transformação de hábitos. Valorizar o saber docente, a aprendizagem colaborativa em redes e colocar o professor como autor de materiais digitais são caminhos possíveis que oferecem potencialidades para entender o novo momento na educação com as tecnologias na escola.

Não sei se a tecnologia vai salvar a educação, porém o binômio professor e tecnologia é exigência para construir um modelo democrático. Acreditamos na potencialidades das TIC no sentido de romper o espaço- tempo e que a melhoria da educação pública é possível e se apresenta como capaz de tornar a nossa sociedade pautada na solidariedade humana.

Como fazer isso?

Pensando colaborativamente, considerando o saber do professor buscando conhecer melhor como pensam esses profissionais e como eles podem contribuir para construção de um modelo que dê conta das demandas do mundo atual.

Bibliografia recomendada:

Tardif, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
Freire, P. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra,. 1987.
Velasquez,F. Vamos mudar o mundo? Como? Jogando! In: EducaçãoNota10 http://www.educacao10.syncmobile.com.br/?p=442#comments . Acessado em 25/07/2012. http://www.ted.com/speakers/jane_mcgonigal.html, Acessado em 30/072012

Sobre o autor: Francisco Velásquez, Coordenador de Novas Tecnologias Educacionais, Mestrando do NUTES-UFRJ, Professor de História da SEEDUC ,SME RJ, Educopédia e Escol@24horas.
Twitter: @professorcronus ; Facebook: FranciscoPedroVelasquez ; E-mail: franciscopedro@gmail.com

Por que a escola não pode ser assim? Divertida e Interessante

Olá Amigos

Vi esses vídeos na internet e eu adorei, pois eles trazem um conceito que eu acho e que pode mudar o jeito de ensinar e aprender. O principal objetivo é tornar o aprendizado prazeroso e divertido. Vi também algumas coisas do Francesco Tonucci, como essas ilustrações que remetem ao que tenho debatido e pregado por aqui, sobre a escola ser um espaço livre e prazeroso.

Legal demais as imagens do Frato (codinome do Francesco Tonucci).

Os vídeos fazem parte do projeto da Wolkswagen intitulado The Fun Theory , dedicado ao pensamento de que algo tão simples quanto divertido é a maneira mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor. Seja para si mesmo, para o ambiente, ou para algo completamente diferente, a única coisa que importa é mudar para melhor.

Resumindo ele prega que as pessoas façam as mesmas coisas que as vezes deixam de fazer, por apenas terem ficado mais divertidas. Quando se faz com prazer (tesão mesmo) tudo fica melhor, mais divertido, mais gostoso. É uma escola deve ser um lugar prazeroso. O aluno deve sim gostar de estudar, pois gostar de ir a escola ele gosta. A escola hoje é um Orkut real onde eles encontram a maioria dos seus contatos de redes sociais.

Agora então veja os vídeos:

http://www.youtube.com/v/zSiHjMU-MUo&color1=0xb1b1b1&color2=0xd0d0d0&hl=en_US&feature=player_embedded&fs=1

http://www.youtube.com/v/2lXh2n0aPyw&color1=0xb1b1b1&color2=0xd0d0d0&hl=en_US&feature=player_embedded&fs=1

http://www.youtube.com/v/cbEKAwCoCKw&color1=0xb1b1b1&color2=0xd0d0d0&hl=en_US&feature=player_embedded&fs=1

Muito legal os vídeos e principalmente o conceito.

Mas como tornaríamos a escola esse lugar divertido?

Menos conteúdos, mais interação, mais TICs, mais coração e principalmente um lugar onde o aluno REALMENTE se sinta parte dele.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Educopédia e NAVE

Olá Amigos

Nesse final de semana participei do projeto Educopédia, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, lá no Colégio Estadual José Leite Lopes ou mais conhecido como NAVE – Núcleo Avançado de Educação que é uma parceria do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a Oi.
O lugar por si só já vale a visita, pois é maravilhoso. Um sonho para quem como eu trabalha e respira educação e tecnologia todos os dias a mais de 10 anos, e estar num lugar daqueles é um sonho que espero sinceramente ver repetido em todos os municípios do estado. Não digo todas as escolas serem como o do NAVE, mas pelo menos uma escola daquela em todos os municípios do estado.

Mas voltando ao projeto do Educopédia, que é um projeto do Subsecretário de Projetos Estratégicos Rafael Parente, fiquei encantado com o método de seleção utilizado pela equipe da UFRJ e do Instituto Oi Futuro, através da Organização Oi Tonomundo, pois foge do tradicional exame de currículo e parte para o que cada um realmente pode fazer. No método proposto por eles efetivamente poderá se avaliar o que cada um tem para dar ao projeto Educopédia. Além de ter tido a sorte de ficar em dois grupos (especialista e grupo de trabalho 1) muito legais, mas gostaria especialmente de agradecer as professoras Renata e Lenita que foram fantásticas nas contribuições e minha nota para elas é 10.

A minha felicidade ficou ainda mais completa, pois tive a oportunidade de encontrar dois queridos amigos virtuais, que neste final de semana se materializaram em carne e osso, deixando de serem apenas bits na imensidão da internet. Espero poder contribuir bastante para o projeto, mas mesmo que não fique no grupo final vou torcer pelo projeto, pois ele é muito bom e vai acrescentar e contribuir bastante a educação do município do Rio de Janeiro.

Sinceramente espero que ideias inovadoras e libertarias sejam mais constantes na educação brasileira. E como diz uma frase de um dos cartazes lá do NAVE que profetiza: “É uma nova era de linguagens que está sendo escrita, um Big Bang de novas informações. Por isso, é preciso inovar. Ser criativo.

Viva o novo.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Pedagogia de Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas

Mônica Alves de Faria

Através da pedagogia de projetos possibilita- se a pesquisa, o aproveitamento das vivências dos alunos como forma de motivar o aluno a descobrir e interessar-se por novos conhecimentos. Inicia-se o trabalho pelo senso comum até atingir um conteúdo sistematizado.

Nesta proposta o necessário que o professor tenha uma postura progressista e que se aproxime do aluno (escute-o), considere-se um aprendiz constante, e pense que pode aprender muito com seus alunos.

Poucos professores estão preparados para integrar esses diferentes domínios na sua ação pedagógica, isso implica maior compromisso na sua formação. Por isso, a formação do professor envolve muito mais do que provê-lo com conhecimento técnico sobre computadores. Deve-se criar condições para o professor construir conhecimentos sobre os aspectos computacionais; compreender as perspectivas educacionais subjacentes aos softwares em uso, isto é, as noções de ensino, aprendizagem e conhecimento implícito no software, e entender por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica.

Deve proporcionar ao professor as bases para que possa superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica, possibilitando a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a elaboração de projetos temáticos do interesse de cada aluno.

Finalmente, deve criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante sua formação na sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir. professor não só estará adquirindo habilidades e competências técnicas e pedagógicas, mas tornando-se um verdadeiro educador. Educar, nessa nova concepção significa saber criticar e criar novos conhecimentos.

O Quadro Cognitivo (sugerido pela Lea Fagundes) pode ser elaborado facilmente com os alunos juntamente com os professores ou em grupos, ou duplas, para para facilitar a elaboração de projetos. Nele faz-se as seguintes perguntas: O que sabemos?, O que queremos saber?, Como vamos saber? O que vamos fazer? Quando vamos fazer? .

Para a montagem do projeto a introdução deve conter a contextualização, a justificativa, a problematização e os objetivos. Na contextualização o faz-se a apresentação do tema, os sujeitos envolvidos, o local e a data, além da exposição da necessidade de fazer a pesquisa sobre esse determinado tema. Na problematização o três questões básicas devem ser levantadas (O que já sabemos?, O que queremos saber e Como vamos saber?). Após as respostas destes questionamentos através da pesquisa vem o desenvolvimento do projeto quando deverá ser respondido: O que vamos fazer após ter colhido os dados pesquisados? Quando vamos fazer?

Ou seja, quanto tempo será realizado esse projeto, e por último a avaliação. Devemos observar se os objetivos foram atingidos positivamente ou não, devem ser justificados e apresentado na escola através de um mural, ou de uma exposição. No início, os trabalhos não saem maravilhosos, mas com a prática e vários profissionais aplicando a mesma metodologia, as chances são enormes. Professores e alunos precisam de um tempo para aprenderem juntos a elaborarem projetos, e os executarem sucessivamente.

Infelizmente alguns professores resistem em aderir a esta inovação e insistem em continuar trabalhando apenas com aulas expositivas, apagador e giz, cobrando de seus alunos a repetição e memorização dos conteúdos, mas vivemos numa democracia e precisamos respeitar a diversidade. O mediador é importantíssimo nesse processo porque tem que sensibilizar seus colegas com argumentos muito bem fundamentados. É fácil compreender essa resistência pois o avanço da tecnologia tem se dado tão rapidamente que amedronta os mais velhos a se inserirem nesse novo mundo digital que a cada dia faz mais parte do cotidiano da sociedade.

Fonte: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2007/2007_EaD_o_professor_e_a_inovacao_Monica_Faria.pdf

>Pedagogia de Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas

>Mônica Alves de Faria

Através da pedagogia de projetos possibilita- se a pesquisa, o aproveitamento das vivências dos alunos como forma de motivar o aluno a descobrir e interessar-se por novos conhecimentos. Inicia-se o trabalho pelo senso comum até atingir um conteúdo sistematizado.

Nesta proposta o necessário que o professor tenha uma postura progressista e que se aproxime do aluno (escute-o), considere-se um aprendiz constante, e pense que pode aprender muito com seus alunos.

Poucos professores estão preparados para integrar esses diferentes domínios na sua ação pedagógica, isso implica maior compromisso na sua formação. Por isso, a formação do professor envolve muito mais do que provê-lo com conhecimento técnico sobre computadores. Deve-se criar condições para o professor construir conhecimentos sobre os aspectos computacionais; compreender as perspectivas educacionais subjacentes aos softwares em uso, isto é, as noções de ensino, aprendizagem e conhecimento implícito no software, e entender por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica.

Deve proporcionar ao professor as bases para que possa superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica, possibilitando a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a elaboração de projetos temáticos do interesse de cada aluno.

Finalmente, deve criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante sua formação na sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir. professor não só estará adquirindo habilidades e competências técnicas e pedagógicas, mas tornando-se um verdadeiro educador. Educar, nessa nova concepção significa saber criticar e criar novos conhecimentos.

O Quadro Cognitivo (sugerido pela Lea Fagundes) pode ser elaborado facilmente com os alunos juntamente com os professores ou em grupos, ou duplas, para para facilitar a elaboração de projetos. Nele faz-se as seguintes perguntas: O que sabemos?, O que queremos saber?, Como vamos saber? O que vamos fazer? Quando vamos fazer? .

Para a montagem do projeto a introdução deve conter a contextualização, a justificativa, a problematização e os objetivos. Na contextualização o faz-se a apresentação do tema, os sujeitos envolvidos, o local e a data, além da exposição da necessidade de fazer a pesquisa sobre esse determinado tema. Na problematização o três questões básicas devem ser levantadas (O que já sabemos?, O que queremos saber e Como vamos saber?). Após as respostas destes questionamentos através da pesquisa vem o desenvolvimento do projeto quando deverá ser respondido: O que vamos fazer após ter colhido os dados pesquisados? Quando vamos fazer?

Ou seja, quanto tempo será realizado esse projeto, e por último a avaliação. Devemos observar se os objetivos foram atingidos positivamente ou não, devem ser justificados e apresentado na escola através de um mural, ou de uma exposição. No início, os trabalhos não saem maravilhosos, mas com a prática e vários profissionais aplicando a mesma metodologia, as chances são enormes. Professores e alunos precisam de um tempo para aprenderem juntos a elaborarem projetos, e os executarem sucessivamente.

Infelizmente alguns professores resistem em aderir a esta inovação e insistem em continuar trabalhando apenas com aulas expositivas, apagador e giz, cobrando de seus alunos a repetição e memorização dos conteúdos, mas vivemos numa democracia e precisamos respeitar a diversidade. O mediador é importantíssimo nesse processo porque tem que sensibilizar seus colegas com argumentos muito bem fundamentados. É fácil compreender essa resistência pois o avanço da tecnologia tem se dado tão rapidamente que amedronta os mais velhos a se inserirem nesse novo mundo digital que a cada dia faz mais parte do cotidiano da sociedade.

Fonte: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2007/2007_EaD_o_professor_e_a_inovacao_Monica_Faria.pdf

Pedagogias para a Web 2.0

Antonio Mendes Ribeiro

Hoje existe um descompasso entre a geração de jovens que nasceram com a Internet (chamados nativos digitais ou geração Y) e a escola convencional (com seus professores imigrantes digitais). Veja em Nativos versus Imigrantes Digitais. Alguns estudos e observações mostram que esses novos alunos não estão se dando bem na sua vida escolar. Veja uma discussão sobre esse assunto aqui no Peabirus: A Internet educa? .

Fica claro que a nossa escola não está preparada para lidar com essa geração e trazê-la para o “ bom caminho”. O desafio para os pais e professores no mundo de hoje é se apropriarem das tecnologias existentes e criarem condições para que os jovens dominem as diversas linguagens necessárias, não somente a digital. Como as tecnologias podem contribuir nesse sentido se elas nos fazem ficar perdidos num mundo de informação, nos induzem a ações rápidas e superficiais?

A experiência da nova geração na Internet, favorecendo o relacionamento com os amigos, a utilização de ferramentas fáceis de usar, deu-lhes uma habilidade que está acima do simples domínio da tecnologia. Além da facilidade de comunicação, eles têm a abertura para enfrentar e resolver problemas de uma forma diferente, mais experimental (sem ler os manuais, sem se achar incapaz de fazê-lo). Essas características são essenciais no mundo de hoje e fazem falta a todas as gerações. A maior parte das pessoas e principalmente os professores, tem muito a aprender com eles.

Para a viabilização de processos de capacitação mais abertos, mais voltados para a realidade de nosso mundo, que contribuam para trazer os imigrantes digitais para o mundo dos nativos digitais ( e vice-versa), temos um caminho longo pela frente, capaz de permitir que alcancemos as respostas a questões como:

Como mapear as diversas tecnologias, sejam ambientes de colaboração (blogs, twitter, wiki) ou ferramentas pessoais (editores de texto, vídeo), de forma a viabilizar posturas e participações adequadas ao meu processo de aprendizagem?

Como as teorias de aprendizagem atuais contribuem para que a viabilização de participações efetivas nas redes digitais?

Quais são as estratégias de aprendizagem que permitem a efetivação de práticas pedagógicas adequadas à realidade de meu processo de capacitação desenvolvido através do uso das tecnologias atuais?

Os especialistas e as pessoas envolvidas com a Educação precisam verificar o que as diversas teorias da área têm a ver com as práticas possíveis na web atual. Como as tecnologias podem ser utilizadas baseadas no que se pode chamar de “ boas pedagogias”. A autora Gráinne Conole, da Open University da Inglaterra, no seu artigo New Schemas for Mapping Pedagogies and Technologies, nos oferece alguns esquemas que podem nos ajudar nesse sentido. As teorias de aprendizado mais atuais enfatizam mais os benefícios do social e do aprendizado situado, em detrimento do aprendizado individualizado, voltado para resultados, mais valorizado pelas teorias como o comportamentalismo. A nova era da Internet, a web 2.0, caminha também nesse sentido, permitindo práticas mais coletivas e colaborativas em rede. Em algumas áreas os efeitos dessas tecnologias já são bastante visíveis, como no caso do Marketing. Na Educação certamente esses efeitos ainda levarão algum tempos para serem sentidos de forma significativa.

As tecnologias atuais permitem a criação de ambientes de aprendizado baseados em pedagogias que valorizam princípios básicos cada vez mais importante no mundo de hoje, como abertura, conexão, autonomia, contextualização e diversidade. Veja em Aprendizado Aberto: uma possibilidade atual . Processos de capacitação contínuos, que não retirem as pessoas adultas de seu ambiente de trabalho são possíveis de serem realizados baseados nesses princípios com apoio das tecnologias da web 2.0. Veja o curso Connectivism & Connective Knowledge sendo realizado na Universidade de Manitoba no Canadá que está sendo chamado de um curso aberto online para as massas.

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=14378

>Pedagogias para a Web 2.0

>Antonio Mendes Ribeiro

Hoje existe um descompasso entre a geração de jovens que nasceram com a Internet (chamados nativos digitais ou geração Y) e a escola convencional (com seus professores imigrantes digitais). Veja em Nativos versus Imigrantes Digitais. Alguns estudos e observações mostram que esses novos alunos não estão se dando bem na sua vida escolar. Veja uma discussão sobre esse assunto aqui no Peabirus: A Internet educa? .

Fica claro que a nossa escola não está preparada para lidar com essa geração e trazê-la para o “ bom caminho”. O desafio para os pais e professores no mundo de hoje é se apropriarem das tecnologias existentes e criarem condições para que os jovens dominem as diversas linguagens necessárias, não somente a digital. Como as tecnologias podem contribuir nesse sentido se elas nos fazem ficar perdidos num mundo de informação, nos induzem a ações rápidas e superficiais?

A experiência da nova geração na Internet, favorecendo o relacionamento com os amigos, a utilização de ferramentas fáceis de usar, deu-lhes uma habilidade que está acima do simples domínio da tecnologia. Além da facilidade de comunicação, eles têm a abertura para enfrentar e resolver problemas de uma forma diferente, mais experimental (sem ler os manuais, sem se achar incapaz de fazê-lo). Essas características são essenciais no mundo de hoje e fazem falta a todas as gerações. A maior parte das pessoas e principalmente os professores, tem muito a aprender com eles.

Para a viabilização de processos de capacitação mais abertos, mais voltados para a realidade de nosso mundo, que contribuam para trazer os imigrantes digitais para o mundo dos nativos digitais ( e vice-versa), temos um caminho longo pela frente, capaz de permitir que alcancemos as respostas a questões como:

Como mapear as diversas tecnologias, sejam ambientes de colaboração (blogs, twitter, wiki) ou ferramentas pessoais (editores de texto, vídeo), de forma a viabilizar posturas e participações adequadas ao meu processo de aprendizagem?

Como as teorias de aprendizagem atuais contribuem para que a viabilização de participações efetivas nas redes digitais?

Quais são as estratégias de aprendizagem que permitem a efetivação de práticas pedagógicas adequadas à realidade de meu processo de capacitação desenvolvido através do uso das tecnologias atuais?

Os especialistas e as pessoas envolvidas com a Educação precisam verificar o que as diversas teorias da área têm a ver com as práticas possíveis na web atual. Como as tecnologias podem ser utilizadas baseadas no que se pode chamar de “ boas pedagogias”. A autora Gráinne Conole, da Open University da Inglaterra, no seu artigo New Schemas for Mapping Pedagogies and Technologies, nos oferece alguns esquemas que podem nos ajudar nesse sentido. As teorias de aprendizado mais atuais enfatizam mais os benefícios do social e do aprendizado situado, em detrimento do aprendizado individualizado, voltado para resultados, mais valorizado pelas teorias como o comportamentalismo. A nova era da Internet, a web 2.0, caminha também nesse sentido, permitindo práticas mais coletivas e colaborativas em rede. Em algumas áreas os efeitos dessas tecnologias já são bastante visíveis, como no caso do Marketing. Na Educação certamente esses efeitos ainda levarão algum tempos para serem sentidos de forma significativa.

As tecnologias atuais permitem a criação de ambientes de aprendizado baseados em pedagogias que valorizam princípios básicos cada vez mais importante no mundo de hoje, como abertura, conexão, autonomia, contextualização e diversidade. Veja em Aprendizado Aberto: uma possibilidade atual . Processos de capacitação contínuos, que não retirem as pessoas adultas de seu ambiente de trabalho são possíveis de serem realizados baseados nesses princípios com apoio das tecnologias da web 2.0. Veja o curso Connectivism & Connective Knowledge sendo realizado na Universidade de Manitoba no Canadá que está sendo chamado de um curso aberto online para as massas.

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=14378