Uso pedagógico do E-mail

26/08/2009

Lembra como eram as comunicações escritas antigamente?

Lembra como eram as comunicações escritas antigamente?
Há uma década atrás, quando eu participava da formação de um grupo de professores para o uso pedagógico dos computadores e da Internet e perguntava à turma “quem tem e-mail?”, de cada 100 professores apenas uns cinco levantavam a mão e, então, quando eu perguntava, quem se lembra do seu e-mail, raramente um desses cinco levantava a mão.
Felizmente os tempos mudam e agora para cada 100 professores, pelo menos 80 têm e-mail e cerca de 50 sabe dizê-lo de memória. Mas, afinal, para que usamos o e-mail? Será que exploramos o potencial “pedagógico” que ele nos oferece?
O e-mail, ou correio eletrônico (“eletronic mail”), originou-se no início da década de 60 e visava permitir uma troca rápida de informações em sistemas de computadores interligados. Grande parte do potencial que se percebeu logo de início com a interligação de computadores em rede mundial (Internet) estava ligado justamente a essa incrível possibilidade de substituir as “cartas em papel” por “cartas eletrônicas”.

Programa editor de e-mail
Programa editor de e-mail
Com o passar dos anos e a implantação efetiva de uma rede de computadores mundial, o e-mail passou a ser a forma mais rápida e eficaz de trocar mensagens assíncronas (não simultâneas) entre as pessoas. Mais recentemente, com o aumento da velocidade de transmissão de dados e o desenvolvimento de tecnologias que nos permitem anexar, enviar e receber arquivos, imagens, filmes, etc., o e-mail passou a ser uma espécie de “transportadora digital” capaz de levar de um computador a outro qualquer artigo digitalizado.
Evidentemente nem tudo é alegria e com o e-mail vieram os “spams” (e-mails não desejados, geralmente de propaganda) e os mais variados golpes de picaretas de todos os tipos. Além disso, como os e-mails podem transportar arquivos, eles podem também transportar vírus nesses arquivos ou, a pior praga de todas, aquelas imensas apresentações de Power Point que alguns “amigos” acham que seria ótimo se víssemos, mesmo que demore horas para baixar esses arquivos.
Feita essa introdução, vamos à questão central: de que maneira um professor pode usar o seu e-mail para fins pedagógicos?
Evidentemente uma resposta banal seria dizer que basta cada um usar sua criatividade, e é verdade, mas vamos tentar relacionar alguns usos e vamos deixar essa criatividade para as sugestões que serão enviadas nos comentários desse artigo.

O e-mail como forma de inclusão digital

Já apontei em outro artigo (“Cidadania digital”) que o simples fato de possibilitarmos a alguém a posse e uso de um e-mail já é, de certa forma, uma maneira de promover a inclusão digital dessa pessoa. No caso da Internet, e em especial das ferramentas Web 2.0, possuir um e-mail é fundamental para poder se cadastrar em diversos serviços gratuitos, além da possibilidade óbvia de trocar mensagens com outras pessoas e de “poder ser encontrado na rede”.
Se pensarmos em uma escola e nos alunos que desejamos que usem a Internet e as ferramentas Web 2.0 disponíveis nela, fica claro que a primeira ação que podemos fazer para promover a inclusão digital de nossos alunos é justamente ajudá-los a criarem seus e-mail e então explorarmos com eles as diversas possibilidades que se seguem daí.
Veja que é importante garantir sempre que o aluno tenha acesso aos computadores da escola e à Internet para poder lhe propor tarefas e atividades que usem esses recursos, pois não faz sentido pedir tarefas por e-mail se o aluno não tem como acessar a Internet na própria escola.

O e-mail como forma de contato extraclasse

Receba, envie, troque.
Receba, envie, troque.
Um professor que já se considere ou que esteja tentando ser um “Professor Digital” (faça o teste!) certamente pesquisa na Internet, lê jornais e revistas eletrônicas e tem sempre um assunto novo para comentar com seus alunos. Ao invés de recortar jornais e revistas e levá-los para a escola para colá-los em um mural, porque não distribuí-los diretamente aos alunos por e-mail?
Recados, calendários de provas, dicas sobre o assunto em estudo, sugestões de leitura extra ou mesmo curiosidades diversas (mas relevantes educacionalmente) podem ser enviadas ao custo de “um clique” se usarmos o e-mail como forma de distribuição desses materiais. Daí vem a importância de, antes de tudo, criarmos e-mails para nossos alunos e termos essa lista de e-mails conosco.
Além disso, um antigo sistema de apoio ao aluno em período extraclasse conhecido como “plantão de dúvidas” pode ser implementado usando-se o e-mail se você disponibilizar aos seus alunos o seu endereço de e-mail.

O e-mail como instrumento de produção de texto e conteúdo

Digitando também se produz textos
Digitando se produz textos
É óbvio que o e-mail, por sua característica fundamental como ferramenta de expressão escrita,  possibilita que o professor da área de Linguagem possa usá-lo para propor aos seus alunos a produção de textos. Por outro lado, produzir textos é uma atividade presente em todas as disciplinas e, portanto, todas podem usar o e-mail como um expediente útil para se produzir e entregar textos.
Da mesma forma, aqueles trabalhos de pesquisa que normalmente resultam em pilhas de papel impresso, podem ser solicitados de forma mais “ecológica e sustentável” na forma de arquivos digitais. Dado que o e-mail aceita figuras anexas ao texto e que outros tipos de arquivos, como apresentações, imagens, planilhas, músicas e mesmo pequenos filmes, podem ser anexados ao e-mail, tem-se uma infinidade de possibilidades muito mais ricas para a produção desses trabalhos do que o velho expediente do “papel”. Por outro lado, é muito mais fácil receber e organizar esses trabalhos quando eles são entregues por e-mail e o professor se organiza para recebê-los.

O e-mail como documentação e biblioteca de atividades e tarefas

Biblioteca digital: baixo custo, pouco espaço
Baixo custo, pouco espaço
Ao contrário dos papéis, que ocupam muito espaço, estragam, extraviam-se e são produzidos a partir de pobres árvores indefesas, os e-mails ocupam um “espaço de armazenamento” quase nulo e têm uma durabilidade virtualmente infinita. Trabalhos, tarefas, textos e toda sorte de atividade que os alunos puderem lhe enviar por e-mail poderão ser armazenados sem nenhum custo e terão a durabilidade que você quiser, pois você pode gravá-los em um CDROM ou, simplesmente, deixá-los armazenados no provedor de e-mails (como o GMail, por exemplo, que tem mais de 8 Gb de espaço de armazenamento disponível para cada conta de e-mail que você quiser ter).
Nem sempre é fácil recuperar um trabalho ou uma tarefa que um aluno fez no início do ano para avaliá-lo no final do ano, mas se este trabalho ou tarefa foi entregue por e-mail isso se torna uma tarefa extremamente simples. E se você usar o e-mail sistematicamente, ao final do ano será muito fácil “ver” quem lhe enviou as tarefas pedidas e quem não o fez.

Sete dicas para usar bem o e-mail com seus alunos

  1. Garanta, na sua escola, a inclusão digital dos seus alunos e o acesso deles aos computadores e à Internet. Argumentos para esse uso não faltam, mas às vezes é preciso enfrentar alguma resistência dos gestores, principalmente quando esses são retrógrados e se envolvem pouco com a comunidade escolar. É preciso garantir sempre que os alunos tenham acesso a esses equipamentos e recursos.
  2. Providencie para que todos os seus alunos tenham um endereço de e-mail e saibam como enviar e receber e-mails. Há diversos provedores de e-mails gratuitos e a maioria dos alunos já possuem um e-mail, embora nem saibam disso, pois muitos têm “MSN” e para tê-lo é preciso ter um e-mail do Hotmail. O Yahoo também fornece e-mails gratuitos e minha sugestão pessoal é o uso do Gmail (e-mail do Google).
  3. Crie um endereço de e-mail seu para usá-lo exclusivamente com seus alunos. Isso facilitará sua organização e com um pouco de criatividade você pode criar um e-mail fácil de ser lembrado, como professorfulano@gmail.com, ou escrevaparafulano@yahoo.com.br, etc.
  4. Anote os e-mails de todos os seus alunos e divulgue o seu e-mail para todos eles. Você pode até mesmo levá-los à sala de informática e fornecer uma tabela do Excel com campos para preencherem o nome, o número de chamada, a classe, a série e o endereço de e-mail. Com essa tabela em mão você terá, literalmente, uma porta de acesso à todos eles a qualquer momento.
  5. Quando solicitar algum trabalho, texto ou qualquer outra comunicação que o aluno lhe enviará por e-mail, acostume-os a escreverem no cabeçalho do e-mail o nome, o número de chamada, a série e a classe, como por exemplo: “Juquinha, 28, 2A”. Isso lhe permite identificar facilmente o aluno e usar filtros para classificar as mensagens por classe, por exemplo. Para saber como usar esses filtros, visite qualquer provedor de e-mail (como o Gmail, por exemplo) e procure lá informações sobre como usar bem as ferramentas disponíveis ou, ainda, pergunte aos colegas, aos amigos e a seus próprios alunos.
  6. Organize os endereços de e-mail dos seus alunos de forma que você possa selecionar todos de uma classe, por exemplo, quando quiser enviar um recado para a classe toda. Não abuse demais desse recurso, mas se você quiser pode enviar “resumos semanais” com dicas, sugestões e lembretes, por exemplo.
  7. Discuta com os alunos as regras de segurança no uso do e-mail e o bom uso da netiqueta. É importante, nesse novo mundo “virtual” que os alunos aprendam desde cedo que existem regras sociais até mesmo no uso das mídias digitais “à distância”.

Alguns links e recursos relacionados ao tema:

Fonte:

>Blogs educativos

>
Os blogs educativos ou blogues educativos ou edublogues são publicações (quase sempre ordenadas cronológicamente), que levam vantagem sobre as Home pages pela facilidade de criação, manutenção e publicação, já que atualmente não é necessário nenhum conhecimento em programação para criá-los e atualizá-los.

Além disso, os edublogues permitem a publicação de idéias em tempo real e possibilitam a interação com qualquer pessoa do mundo que esteja conectada. Sua principal característica são os textos que podem ser lidos e comentados, abrangendo uma infinidade de assuntos: diários, notícias, poesias, músicas, fotografias, enfim, tudo que a imaginação do autor permitir, desde que dentro de um contexto educacional ou pedagógico.

Como num veloz arquivo eletrônico, ele permite a abordagem de diversos assuntos, aumentando a interatividade com os visitantes, que passam a constituir uma comunidade. Ampliam-se assim, as possibilidades de um diálogo com outras formas de saber entre as diferentes disciplinas do conhecimento escolar. Os blogs podem ajudar a construir redes sociais, redes de saberes ou mesmo comunidades de aprendizagem.

Na educação, os blogs são uma excelente ferramenta para publicação de idéias. Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, com potencial para reinventar o trabalho pedagógico.

Blogs em ação

Os conhecimentos adquiridos pela turma durante os projetos de estudo, bem como as demais atividades, podem ser registradas no blog, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Os blogs são usados com o objetivo de desenvolver o hábito de registro e para divulgar boas iniciativas. São estratégias que visam dar a palavra aos estudantes e desenvolver a sua criatividade.

Todo o processo, desde escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os objetivos do blog, pode ser feito coletivamente. Também é possível fazer do blog um jornal da turma.

Vantagens dos blogs educativos

Os blogs são um espaço privilegiado para a organização de aulas, oficinas, pesquisas, onde pode-se sistematizar um assunto organizando-o de acordo com as necessidades específicas de um grupo (de alunos ou professores), constituindo-se em um significativo do processo de aprendizagem. A sua aplicação no cotidiano escolar pode se dar na forma de blogs pessoais onde os alunos escrevem livremente, bem como podem ser Blogs voltados para os conteúdos abordados através da publicações de notícias, reportagem, pesquisas, histórias, debates ou através da criação de textos.

Alguns motivos para usar blogs como atividade de ensino-aprendizagem

1. A web é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
2. Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
3. Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
4. Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
5. Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
6. Desenvolver o espírito de colaboração (aprender a conviver)
7. Aprender a aprender.

A utilização de blogs na educação, possibilita o enriquecimento das aulas e projetos através da publicação e interação de idéias na Internet. Basta adequá-los aos objetivos educacionais, para que o conhecimento seja construído através da interação dos recursos informáticos e das capacidades individuais, criando um ambiente favorável para a aprendizagem.

Algumas possibilidades

Para professores

1. Desenvolvimento de projetos escolares.
2. Trabalhos Inter-trans-Multi disciplinares.
3. Produção de material instrucional.
4. Outras atividades

Para alunos

1. Produção de resumos/sínteses da matéria.
2. Log (descrição) de desenvolvimento de projetos escolares.
3. Aprendizagem colaborativa.

Para professores e alunos

Conversações sobre assuntos iniciados em sala, e que podem ser aprofundados em Lista de discussão, com síntese numa wiki.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogs_educativos

Blogs educativos


Os blogs educativos ou blogues educativos ou edublogues são publicações (quase sempre ordenadas cronológicamente), que levam vantagem sobre as Home pages pela facilidade de criação, manutenção e publicação, já que atualmente não é necessário nenhum conhecimento em programação para criá-los e atualizá-los.

Além disso, os edublogues permitem a publicação de idéias em tempo real e possibilitam a interação com qualquer pessoa do mundo que esteja conectada. Sua principal característica são os textos que podem ser lidos e comentados, abrangendo uma infinidade de assuntos: diários, notícias, poesias, músicas, fotografias, enfim, tudo que a imaginação do autor permitir, desde que dentro de um contexto educacional ou pedagógico.

Como num veloz arquivo eletrônico, ele permite a abordagem de diversos assuntos, aumentando a interatividade com os visitantes, que passam a constituir uma comunidade. Ampliam-se assim, as possibilidades de um diálogo com outras formas de saber entre as diferentes disciplinas do conhecimento escolar. Os blogs podem ajudar a construir redes sociais, redes de saberes ou mesmo comunidades de aprendizagem.

Na educação, os blogs são uma excelente ferramenta para publicação de idéias. Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, com potencial para reinventar o trabalho pedagógico.

Blogs em ação

Os conhecimentos adquiridos pela turma durante os projetos de estudo, bem como as demais atividades, podem ser registradas no blog, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Os blogs são usados com o objetivo de desenvolver o hábito de registro e para divulgar boas iniciativas. São estratégias que visam dar a palavra aos estudantes e desenvolver a sua criatividade.

Todo o processo, desde escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os objetivos do blog, pode ser feito coletivamente. Também é possível fazer do blog um jornal da turma.

Vantagens dos blogs educativos

Os blogs são um espaço privilegiado para a organização de aulas, oficinas, pesquisas, onde pode-se sistematizar um assunto organizando-o de acordo com as necessidades específicas de um grupo (de alunos ou professores), constituindo-se em um significativo do processo de aprendizagem. A sua aplicação no cotidiano escolar pode se dar na forma de blogs pessoais onde os alunos escrevem livremente, bem como podem ser Blogs voltados para os conteúdos abordados através da publicações de notícias, reportagem, pesquisas, histórias, debates ou através da criação de textos.

Alguns motivos para usar blogs como atividade de ensino-aprendizagem

1. A web é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
2. Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
3. Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
4. Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
5. Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
6. Desenvolver o espírito de colaboração (aprender a conviver)
7. Aprender a aprender.

A utilização de blogs na educação, possibilita o enriquecimento das aulas e projetos através da publicação e interação de idéias na Internet. Basta adequá-los aos objetivos educacionais, para que o conhecimento seja construído através da interação dos recursos informáticos e das capacidades individuais, criando um ambiente favorável para a aprendizagem.

Algumas possibilidades

Para professores

1. Desenvolvimento de projetos escolares.
2. Trabalhos Inter-trans-Multi disciplinares.
3. Produção de material instrucional.
4. Outras atividades

Para alunos

1. Produção de resumos/sínteses da matéria.
2. Log (descrição) de desenvolvimento de projetos escolares.
3. Aprendizagem colaborativa.

Para professores e alunos

Conversações sobre assuntos iniciados em sala, e que podem ser aprofundados em Lista de discussão, com síntese numa wiki.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogs_educativos

A escola “daquele tempo”

Antônio Gois

É muito comum ouvir alguém com mais de 40 anos dizer, com tom nostálgico, que a escola pública “do meu tempo” tinha qualidade, que os professores ensinavam para valer, que os alunos tinham disciplina ou que as escolas particulares eram uma opção apenas para os alunos mais fracos.

Muitas dessas afirmações são verdadeiras, outras exageradas. O fato é que não se pode comparar a escola pública de hoje e a “daquele tempo” sem levar em conta que, no passado, essa escola era para poucos.

Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo IBGE (www.ibge.gov.br) dá bem uma noção de como a escola pública era um privilégio de poucos no passado.

Segundo o IBGE, em 1940, o Brasil tinha 3,3 milhões de estudantes no primário, secundário e técnico (equivalentes hoje ao ensino fundamental e médio). O número de brasileiros em idade para estudar em um desses níveis de ensino, no entanto, era muito maior: 15,5 milhões de pessoas de 5 a 19 anos de idade.

Isso significa que os estudantes efetivamente na escola representavam apenas 21% da população em idade escolar. Em 1960, essa porcentagem subiu para 31%, mas continuou muito baixa. Somente em 1998 o país chegou próximo de ter todos os jovens e crianças na escola: 86%.

Para não ficar só nos números, qualquer pessoa pode comparar o elitismo da escola pública no passado comparando fotos. Reparem só como as fotos de escolas públicas do passado apresentam apenas crianças de cor branca, bem vestidas, com uniformes impecáveis.

Hoje, felizmente, a escola pública, pelo menos no ensino fundamental, se massificou. Nela, há pobres, pretos, filhos de analfabetos, enfim, crianças que não encontravam lugar na escola “daquele tempo”.

Apesar de não haver estatísticas que possam comprovar essa tese, é bem provável que a escola pública tenha mesmo perdido qualidade. Isso aconteceu quando ela teve que abrir as portas para a população mais pobre. Quando ficou democrática, do ponto de vista do acesso, ela perdeu também em qualidade.

Hoje, o grande desafio é garantir qualidade para todos. Impedir, por exemplo, que as crianças cheguem à quarta série sem saber ler e escrever. E antes que alguém coloque a culpa no sistema de ciclos (onde não há reprovação todo ano), vale dizer que ele existe apenas a partir da década de 90 e representa existe em pouco mais de 10% do total de escolas. Nossas crianças não estão aprendendo, seja em ciclos, seja em sistemas seriados, seja em qualquer outro sistema que tenha sido massificado.

A comparação com o passado é desejável quando se acredita que é possível voltar a ter qualidade na escola pública. É preciso tomar cuidado, no entanto, para não deixar de considerar que estamos comparando duas escolas bem diferentes. Uma que, no passado, atendia aos ricos e outra que, atualmente, atende a todos.

Para resumir, eu simplificaria a questão dizendo que nosso sistema público melhorou muito porque passou a atender a todos, mas falhou ao não conseguir manter para esses novos estudantes a mesma qualidade do ensino que dava aos filhos da elite no passado.

Nota sobre o autor: Antônio Gois é repórter da Folha de S.Paulo.

Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/a_gois/index.htm

>A escola “daquele tempo”

>Antônio Gois

É muito comum ouvir alguém com mais de 40 anos dizer, com tom nostálgico, que a escola pública “do meu tempo” tinha qualidade, que os professores ensinavam para valer, que os alunos tinham disciplina ou que as escolas particulares eram uma opção apenas para os alunos mais fracos.

Muitas dessas afirmações são verdadeiras, outras exageradas. O fato é que não se pode comparar a escola pública de hoje e a “daquele tempo” sem levar em conta que, no passado, essa escola era para poucos.

Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo IBGE (www.ibge.gov.br) dá bem uma noção de como a escola pública era um privilégio de poucos no passado.

Segundo o IBGE, em 1940, o Brasil tinha 3,3 milhões de estudantes no primário, secundário e técnico (equivalentes hoje ao ensino fundamental e médio). O número de brasileiros em idade para estudar em um desses níveis de ensino, no entanto, era muito maior: 15,5 milhões de pessoas de 5 a 19 anos de idade.

Isso significa que os estudantes efetivamente na escola representavam apenas 21% da população em idade escolar. Em 1960, essa porcentagem subiu para 31%, mas continuou muito baixa. Somente em 1998 o país chegou próximo de ter todos os jovens e crianças na escola: 86%.

Para não ficar só nos números, qualquer pessoa pode comparar o elitismo da escola pública no passado comparando fotos. Reparem só como as fotos de escolas públicas do passado apresentam apenas crianças de cor branca, bem vestidas, com uniformes impecáveis.

Hoje, felizmente, a escola pública, pelo menos no ensino fundamental, se massificou. Nela, há pobres, pretos, filhos de analfabetos, enfim, crianças que não encontravam lugar na escola “daquele tempo”.

Apesar de não haver estatísticas que possam comprovar essa tese, é bem provável que a escola pública tenha mesmo perdido qualidade. Isso aconteceu quando ela teve que abrir as portas para a população mais pobre. Quando ficou democrática, do ponto de vista do acesso, ela perdeu também em qualidade.

Hoje, o grande desafio é garantir qualidade para todos. Impedir, por exemplo, que as crianças cheguem à quarta série sem saber ler e escrever. E antes que alguém coloque a culpa no sistema de ciclos (onde não há reprovação todo ano), vale dizer que ele existe apenas a partir da década de 90 e representa existe em pouco mais de 10% do total de escolas. Nossas crianças não estão aprendendo, seja em ciclos, seja em sistemas seriados, seja em qualquer outro sistema que tenha sido massificado.

A comparação com o passado é desejável quando se acredita que é possível voltar a ter qualidade na escola pública. É preciso tomar cuidado, no entanto, para não deixar de considerar que estamos comparando duas escolas bem diferentes. Uma que, no passado, atendia aos ricos e outra que, atualmente, atende a todos.

Para resumir, eu simplificaria a questão dizendo que nosso sistema público melhorou muito porque passou a atender a todos, mas falhou ao não conseguir manter para esses novos estudantes a mesma qualidade do ensino que dava aos filhos da elite no passado.

Nota sobre o autor: Antônio Gois é repórter da Folha de S.Paulo.

Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/a_gois/index.htm

Quebra Tudo

Olá Amigos

Uma discussão iniciada na lista de discussão edublogosfera sobre a reportagem “MEC pretende acabar com a divisão por disciplinas no ensino médio público em 2010” gerou um debate bem legal acerca do tema.

http://www.colegiointerativa.com.br/netmanager/imagens/upload/ensino%20m%C3%A9dio%201%20-2007-2-05.jpg

Para quem não leu sobre o assunto aqui vai um pequeno resumo: “um projeto apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende mudar a organização curricular do ensino médio público do país. A partir das orientações que vão constar nesse projeto, cada rede de ensino vai definir o seu modelo de currículo e organização das escolas. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas complementares às básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado. O projeto, que está sendo chamado de “ensino médio inovador”, pode começar a funcionar já em 2010. A mudança vale só para o ensino público.

No texto há uma citação assim”- A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem” numa colocação feita pelo conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE. Para ele, o atual modelo curricular aprisiona as escolas.

O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo. Ai eu me lembrei dos vídeos do Sir Ken Robinson que a Suzana Gutierrez indicou sobre criatividade intitulada “A escola mata a criatividade? ” onde ele coloca por que não ensinar dança na mesma proporção de matemática ou português.

Ensinar o professorado “das antigas” a saltar de Bumping Jumping (pois vai ser assim que eles vão se sentir) vai ser difícil, mas que essa transformação vai gerar muita confusão e vai encontrar muita resistência, ah meus amigos não duvidem, mas na minha humilde opinião esse é o único caminho para a redenção do ensino médio. Aqui tem uma reportagem intitulada “Mudança no ensino médio é elogiada, porém proposta deve ser aperfeiçoada, dizem especialistas” onde vários especialistas elogiam a proposta mas apenas acham que ela precisa de ajustes

Espero ver os frutos dessa ruptura num prazo curto de tempo. E você ta esperando oque sobre essa mudança ou pensando sobre isso tudo?

Faz então assim: Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Quebra Tudo

>Olá Amigos

Uma discussão iniciada na lista de discussão edublogosfera sobre a reportagem “MEC pretende acabar com a divisão por disciplinas no ensino médio público em 2010” gerou um debate bem legal acerca do tema.

http://www.colegiointerativa.com.br/netmanager/imagens/upload/ensino%20m%C3%A9dio%201%20-2007-2-05.jpg

Para quem não leu sobre o assunto aqui vai um pequeno resumo: “um projeto apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende mudar a organização curricular do ensino médio público do país. A partir das orientações que vão constar nesse projeto, cada rede de ensino vai definir o seu modelo de currículo e organização das escolas. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas complementares às básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado. O projeto, que está sendo chamado de “ensino médio inovador”, pode começar a funcionar já em 2010. A mudança vale só para o ensino público.

No texto há uma citação assim”- A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem” numa colocação feita pelo conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE. Para ele, o atual modelo curricular aprisiona as escolas.

O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo. Ai eu me lembrei dos vídeos do Sir Ken Robinson que a Suzana Gutierrez indicou sobre criatividade intitulada “A escola mata a criatividade? ” onde ele coloca por que não ensinar dança na mesma proporção de matemática ou português.

Ensinar o professorado “das antigas” a saltar de Bumping Jumping (pois vai ser assim que eles vão se sentir) vai ser difícil, mas que essa transformação vai gerar muita confusão e vai encontrar muita resistência, ah meus amigos não duvidem, mas na minha humilde opinião esse é o único caminho para a redenção do ensino médio. Aqui tem uma reportagem intitulada “Mudança no ensino médio é elogiada, porém proposta deve ser aperfeiçoada, dizem especialistas” onde vários especialistas elogiam a proposta mas apenas acham que ela precisa de ajustes

Espero ver os frutos dessa ruptura num prazo curto de tempo. E você ta esperando oque sobre essa mudança ou pensando sobre isso tudo?

Faz então assim: Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Olá Amigos

Meu amigo Sergio Lima do blog Blog e Fisica – Um blogue específico sobre Fí­sica e Educação indicou o texto abaixo escrito por João Carlos Caribé, e após ler fiquei pensando… Será? Acho que a escola esta naquele dilema de Hamlet de William Shakespeare que da título a postagem.

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Mudar é necessário, urgente e principalmente fundamental para que a escola continue a ser um espaço importante na vida das pessoas. Transforma-la novamente num espaço onde o prazer da descoberta, da troca de conhecimento e principalmente do convívio social prioritário dos jovens seja real. Que a escola esta perdendo terreno para a internet é público é notório e isso ninguém discute.

Como o texto abaixo cita, e eu confirmo, é possível sim aprender muito mais na internet do que na escola coisas que podem fazer a diferença nesse momento. Mas ninguém pode ou conseguira substituir o professor como mediador, como parceiro e principalmente como amigo.

Amigo sim. Eu sou amigo de meus alunos e tenho certeza de que eles me tem como amigo, pois eu não perdi uma coisa que muitos de meus colegas perderam: a capacidade de escuta-los e de dar voz a eles. Saber ouvir e principalmente estar aberto para as sugestões deles é um diferencial importante.

Educar com amor, sinceridade e principalmente com qualidade pode sim transformar não somente a escola, mas transformar o mundo a nossa volta.

Open your mind, Open your heart and finally change the world

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Ser ou Não Ser? Eis a questão.

>Olá Amigos

Meu amigo Sergio Lima do blog Blog e Fisica – Um blogue específico sobre Fí­sica e Educação indicou o texto abaixo escrito por João Carlos Caribé, e após ler fiquei pensando… Será? Acho que a escola esta naquele dilema de Hamlet de William Shakespeare que da título a postagem.

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Mudar é necessário, urgente e principalmente fundamental para que a escola continue a ser um espaço importante na vida das pessoas. Transforma-la novamente num espaço onde o prazer da descoberta, da troca de conhecimento e principalmente do convívio social prioritário dos jovens seja real. Que a escola esta perdendo terreno para a internet é público é notório e isso ninguém discute.

Como o texto abaixo cita, e eu confirmo, é possível sim aprender muito mais na internet do que na escola coisas que podem fazer a diferença nesse momento. Mas ninguém pode ou conseguira substituir o professor como mediador, como parceiro e principalmente como amigo.

Amigo sim. Eu sou amigo de meus alunos e tenho certeza de que eles me tem como amigo, pois eu não perdi uma coisa que muitos de meus colegas perderam: a capacidade de escuta-los e de dar voz a eles. Saber ouvir e principalmente estar aberto para as sugestões deles é um diferencial importante.

Educar com amor, sinceridade e principalmente com qualidade pode sim transformar não somente a escola, mas transformar o mundo a nossa volta.

Open your mind, Open your heart and finally change the world

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Ainda precisamos do velho modelo de educação?

Irapuan Martinez, um velho amigo, sempre defendia a tese de que Internet se aprende na Internet, esta afirmativa ja faz quase dez anos. Por muito tempo argumentei que não era bem assim, afinal eu tinha um Centro de Treinamento Macromedia, e precisava defender o argumento de que aprendendo comigo era mais rápido.

http://radian.org/notebook/wp-content/uploads/20071128-IMG_1120.JPG

Mas o tempo passou e meu filho cresceu digitalmente livre, nunca instalei nenhum software de controle, e ele sempre teve o proprio computador. Ensinei-o a se defender digitalmente, e sobrevivemos. Ele usou esta liberdade para aprender à aprender. Na web ele aprendeu Perl, Ruby, C#, ActionScript 3, Modelagem de jogos, aprendeu a gerenciar e construir servidores de MMORPG, modelagem de mundos virtuais e agora estava no quarto aprendendo modelagem no Maya, e a cada dia me surpreende com uma novidade. Tudo isto com poucos livros, alias os poucos livros sobre o assunto continuam novinhos, ele não os usa, aprendeu tudo na Internet. O espirito do consumismo hedônico da nova geração nele se deu pelo conhecimento, ele é um devorador de conhecimento, mas não demonstra nenhum apego com ele, joga fora projetos sem a menor cerimonia.

Meu filho costuma chamar a escola dele de Jurasica, apesar de ter lousas digitais, não permite que o aluno use nenhum equipamento eletrônico em sala de aula. Ele não quer um notebook, pois não pode rodar os seus jogos prediletos, nem um mini notebook porque não o deixarão usar na sala de aula.

O que acabei de relatar do meu filho, é um retrato do que vem por ai, ele não é a media, faz parte de uma minoria digitalmente alfabetizada, a grande maioria dos amigos dele, avalio em 90% ainda utilizam a tecnologia sob a édige da ignorância arrogante, do preconceito midiaticamente construido, desta forma sempre tiveram a internet sob uma visão distorcida, uma internet como um mundo de perversidade e maldade, e repleta da bobagens e com nada para ensinar, azar o deles, sorte do meu filho.

E é no conflito destes dois mundos que foco meu artigo, que não tem objetivo conclusivo, apenas de levantar a discussão. A semente da questão se deu pelo último Descolagem de 2008, foram várias palestras interessantes e a do Luli, apesar dele aplicar uma dinâmica de locutor às suas palestras, pesquei muitos insights interessantes. Um deles foi sobre o que acontece com a tecnologia no ambiente educacional, foi mais ou menos assim:

O educador não entende a tecnologia, o desconhecimento apresenta-se como uma ameaça, e esta ameaça é respondida como o entendimento de que a tecnologia é nociva. Dai surge o bordão de que na Internet só tem bobagem, e que ela “come criancinhas”.

Na verdade sugiro que você leia sobre o Descolagem #3 Educação, e vejam os videos disponíveis, todos os palestrantes tiveram insights interessantes, foi um compartilhamento sublime de conhecimento.

Voltando à discussão, em breve mais crianças serão digitalmente alfabetizadas, com a ubiquidade do acesso à Internet, o computador é o único vilão que os papais dinossauros enxergam. Mas onde iremos chegar?

Simples, muito simples, como diz o Luli, as escolas são verdadeiras redes sociais, ninguem vai para a escola para aprender, vai para encontrar com os amigos, aprendem como consequencia. Alias é justamente no aprender e ensinar que esta a questão.

O modelo falido de educação no Brasil pode ficar pior, e corre o risco das crianças surpreenderem seus professores com informações e novidades que eles mesmos não sabiam. Alguns mitos foram e serão quebrados, e isto demanda uma reação rapida por parte dos educadore e escolas, é uma questão de sobrevivência, antes que eles se tornem obsoletos:

  1. Ensinar a aprender – Para muitos não existe outra opção, o professor precisa mastigar a informação e deposita-la na cabeça do aluno, mas isto é uma herança do secular sistema educional, onde um professor fala e os alunos escutam. É um mal tão sedimentado em nossa sociedade, que quando o professor tenta ser diferente, ensinando a aprender por exemplo, é criticado. Mas o certo é isto, é ensinar à aprender, aprendendo à aprender o aluno aprende a filtrar as informações, mas se o aluno aprender sozinho para que serve o professor?
  2. Orientador e motivador – O professor passa a atuar como um orientador e motivador, um instigador da curiosidade, ensina ao aluno a buscar informações relevantes, a confrontar as discordantes e principalmente o ensina à tirar suas próprias conclusões.
  3. Internet só tem bobagem – Acho que não tem bobagem maior do que esta afirmativa, e o pior é que as crianças estão descobrindo que estão sendo enganadas por seus professores, afinal não é bem assim. Tem bobagem sim, mas tem muita coisa relevante.
  4. A informação precisa ser sistematizada – Esta ai um caso curioso, a sistematização da informação para aplicação em sala de aula é uma herança do tempo que o acesso ao conhecimento era elitizado, hoje em dia muita gente compartilha informação relevante na web, e esta informação esta acessível a qualquer um. A essência esta em ensinar ao aluno à sistematizar estas informação, quem sabe um roteiro de pesquisa não ajude?
  5. Tecnologia tira a atenção do aluno – Na verdade o aluno esta acostumado a interagir, e a buscar informações com velocidade, a nova geração esta ficando multitarefa, é aquela geração que usa o computador assiste TV e ainda pode estar ouvindo música, tudo ao mesmo tempo, “zapeando” de um para o outro na hora em que um tiver algo relevante. Imagine este mesmo aluno sentado numa carteira assistindo a um único discurso vindo de uma única fonte, no caso o professor. Esta na hora de virar a tecnologia a favor da educação.
  6. Use as novas tecnologias – Não evite as tecnologias, a proibição de celular em sala de aula é uma grande bobagem, a nova geração é conectada, e diferente do que se preconizava, tem intensa vida social online, e tem boa parte do seu lazer digital em grupo. As escolas deveriam aprender com a industria dos Games, porque não uma aula por semana no Second Life? Porque não adaptar um MMORPG para ensinar história? Porque não pedir um trabalho de Geografia no Google Maps, ou modelo de física no Flash?

A questão é que não faço ideia de como pode ser o novo modelo de educação, não sou educador, sou publicitário e professor eventual, posso estar falando um monte de bobagens, mas ao menos emito minhas opiniões, compartilho minhas ideias, gosto de uma boa e construtiva discussão.

E você acha que o velho modelo educacional ainda sobrevive quantos anos?

Autor: João Carlos Caribé

Postado originalmente no blog Entropia!

Fonte: http://www.trezentos.blog.br/?p=269