Uso pedagógico do GoogleDocs

08/02/2010 por profjc

O que é o GoogleDocs?

Google e suas ferramentas web 2.0

O Google é um paraíso da web 2.0
O Google é bastante conhecido por sua ferramenta de busca de mesmo nome e que lhe trouxe toda a popularidade que o nome tem hoje em dia, mas desde há muito o Google deixou de ser apenas um buscador para tornar-se um “paraíso da Web 2.0“.
Dentre toda a parafernália de ferramentas web 2.0 disponibilizadas pelo Google, vamos nos deter no pacote denominado GoogleDocs.
O GoogleDocs originou-se de dois produtos separados, adquiridos e modificados pelo Google: o Writely, um processador de textos colaborativo que pode rodar a partir da web, e o Google Labs Spreadsheets, uma planilha de cálculos também colaborativa e que pode rodar a partir da web. Assim começava a nascer o GoogleDocs, em 2006. Posteriormente foram incluídos um gerador de apresentações de slides e, mais recentemente ainda, a possibilidade de armazenar e compartilhar todo tipo de arquivo em 1 Gb de espaço de armazenamento gratuito.
Assim, hoje o GoogleDocs consiste em um pacote de programas de escritório semelhante ao Office da Microsoft ou ao BrOffice da Sun, com o diferencial de que é gratuito, online e permite a colaboração na edição dos documentos. Além disso os “docs” do GoogleDocs são compatíveis com os demais pacotes de ferramentas para escritório, podendo ser salvos, lidos e editados por qualquer um deles. Para acessar e poder usar o GoogleDocs basta ter uma conta no Google.

Para que serve o GoogleDocs?

O GoogleDocs serve para as mesmas finalidades que os pacotes de escritório vendidos comercialmente, como o Office, da Microsoft, ou distribuídos gratuitamente, como o BrOffice da Sun. Por ser um pacote de ferramentas de escritório o GoogleDocs nos permite criar, armazenar, compartilhar e distribuir documentos de texto em vários formatos, planilhas de cálculo e apresentações de slides.
Documentos do GoogleDocs

O GoogleDocs oferece um pacote de ferramentas de escritório que são colaborativas e podem ser editadas online.
Por ser uma ferramenta web 2.0, o GoogleDocs é gratuito e não requer licenciamento de uso, o que o torna uma excelente opção para quem não tem um pacote de escritório instalado em seu computador.
O acesso ao GoogleDocs pela Internet e o armazenamento dos documentos na própria web permitem que se possa acessar, consultar e editar os documentos de qualquer lugar com acesso à rede.
O fato de podermos compartilhar os documentos de várias maneiras, possibilitando tanto o acesso a eles para leitura quanto para edição compartilhada, nos permite também criar documentos colaborativos ou disponibilizar documentos apenas para consulta. É claro que também podemos manter esses documentos com acesso restrito apenas a nós mesmos.
Atualmente, com o Gears, também do Google, pode-se sincronizar os documentos do GoogleDocs com o seu computador desktop (ou notebook), permitindo que você possa editar os documentos localmente usando um navegador comum (IE, Firefox, etc.) e depois atualizar os documentos armazenados na rede assim que estiver conectado (o processo é automático). Isso nos dá a possibilidade de usar o pacote de escritório online de maneira offline e elimina de vez a necessidade de se ter um pacote de ferramentas de escritório instalado no seu computador.
O GoogleDocs também permite a criação de formulários online que podem ser usados para diferentes finalidades e gera automaticamente diversas estatísticas com os resultados coletados nesses formulários. Essa ferramenta é ideal para questionários de pesquisas, por exemplo. A cada formulário é associada uma planilha que pode também ser editada manualmente ou baixada para o seu computador se quiser realizar outras análises com ela.
Gráficos automáticos

Os formulários geram automaticamente gráficos com estatísticas de todos os itens do formulário

Como usar o GoogleDocs nas práticas escolares cotidianas?

Há uma infinidade de possibilidades de uso pedagógico ou de suporte às atividades do professor com o pacote de escritório do GoogleDocs. Abaixo procurarei listar algumas, mas outras sugestões de usos serão bem-vindas e podem ser feitas nos comentários desse artigo (e depois serão incorporadas à lista do próprio artigo):
  1. Uso do editor de texto: o editor de texto do GoogleDocs, além do óbvio uso como editor de textos mesmo, também permite a criação de textos compartilhados. Assim, por exemplo, o professor pode propor a criação de textos de forma colaborativa por equipes de alunos e criar um doc compartilhado por todos de uma mesma equipe e pelo professor. O GoogleDocs permite que até dez pessoas editem um documento simultâneamente e esse documento pode ser compartilhado com até 200 pessoas. Essa possibilidade de uso e edição compartilhada é útil para, entre outras possibilidades:

    • propor produção de textos colaborativos;
    • propor a realização de trabalhos em grupo;
    • criar glossários dinâmicos. 

  2. Uso das planilhas eletrônicas: as planilhas eletrônicas também podem ser compartilhadas e editadas simultâneamente, o que permite usos parecidos com o do editor de textos e outros mais apropriados para as funcionalidades de uma planlha, como a disponibilização de notas e mesmo de uma lista de presença que pode ser preenchida pelo professor e disponibilizada instantaneamente para os pais dos alunos ou para a secretaria da escola. Outros usos possíveis são:

    • disponibilizar atividades que possam ser realizadas com o uso de planilhas eletrônicas. Esse caso é especialmente interessante para a disciplina de matemática, pois além de possibilitar uma melhor compreensão da aritmética e da álgebra, também permite a criação de gráficos e a compreensão de seu funcionamento;
    • os gráficos gerados a partir das tabelas também são especialmente interessantes para disciplinas que os utilizam bastante, como a física, a biologia e a geografia;
    • uso como “banco de dados”, pois as planilhas eletrônicas permitem armazenar dados de forma organizada, recuperá-los de forma simples e manipulá-los de forma automatizada, mesmo em se tratando de muitos dados.

     

  3. Uso de apresentações de slides: as apresentações de slides são particularmente interessantes como ferramenta de apresentação de conteúdos, informações e esquemas didáticos com um visual atraente. O GoogleDocs permite também que se faça edição colaborativa dessas apresentações e que elas sejam compartilhadas online. Algumas possibilidades de uso para as apresentações de slides são:

    • produção de conteúdos didáticos pelo professor, esquemas didáticos e resumos;
    • produção e apresentação de trabalhos pelos alunos (lembrando que a edição compartilhada facilita o trabalho colaborativo de grupos de alunos);

     

  4. Uso dos formulários online: os formulários online do GoogleDocs estão associados à planilhas e constituem um meio simples e rápido de coletar informações, gerar apresentações gráficas e análises estatísticas de dados. Alguns usos possíveis:

    • produzir questionários sócio-econômicos dos alunos;
    • produzir diagnoses e pesquisas com os alunos ou com os pais, pois os formulários podem também ser acessados da casa dos alunos;
    • produzir pequenos testes e provas, ou atividades que os alunos possam realizar de forma autônoma e fora da escola.
Há ainda uma possibilidade de uso muito interessante que é a disponibilização de qualquer um desses docs na internet e sua incorporação em um blog, por exemplo. Abaixo vemos essa funcionalidade para um doc que eu criei no GoogleDocs e então armazenei no Slideshare (infelizmente não é possível ainda incorporar o documento diretamente no wordpress.com, mas outros blogs aceitam a incorporação usando a tag “iframe”):

Você também pode simplesmente postar a url do doc compartilhado no GoogleDocs (http://docs.google.com/View?id=dfgdhntd_1dktkd9cp) ou colocá-la como um link, como nesse exemplo aqui.
Neste exemplo o documento compartilhado não aceita edição por outras pessoas, mas poderia aceitar se eu tivesse feito essa opção (e posso mudar a qualquer momento, se eu quiser).
Grande parte da documentação do professor (caderneta escolar, listas de chamada, planejamentos, etc.) pode ser colocada na Internet e compartilhada publicamente. Pesquisas, diagnoses, testes e avaliações podem ser gerados e depois utilizados diretamente pela Internet. Os alunos podem produzir trabalhos de forma colaborativa e usar as ferramentas de um pacote completo de escritório mesmo que os seus computadores não possuam nenhum. Até mesmo a própria secretaria, a coordenação e a direção da escola podem usar essa ferramenta web 2.0 para produzir, disponibilizar e compartilhar documentos (como o horário de aulas, o calendário escolar, etc.), e com a vantagem de não ter que hospedar esses documentos localmente.
Documentos específicos e particulares também podem ser armazenados no GoogleDocs, mas aí deixamos de lado os fins pedagógicos  e educacionais dessa ferramenta, por isso não vou entrar nos detalhes desse tipo de uso.
O GoogleDocs permite atualmente que qualquer tipo de arquivo seja armazenado nele e compartilhado na web. Isso nos possibilita criar uma biblioteca compartilhada a partir de uma pasta pública. Além disso, a estrutura dessas pastas tem a mesma apresentação da estrutura de pastas de um HD de um computador comum e facilidades como “arrastar e soltar”, “copiar e colar”, etc. Resumindo: é tudo muito intuitivo e prático.
Também vale lembrar que tudo está em português e que o sistema de ajuda do GoogleDocs é muito bom.
Se você ainda não usa o GoogelDocs e outras ferramentas web 2.0 de produtividade, talvez esse seja o momento de começar a usá-las. A aprendizagem é rápida e não requer nenhum tipo de curso ou formação específica. Já para aprender a usar editores de texto, planilhas eletrônicas e geradores de apresentação de slides, sugiro uma busca simples na propria Internet e, se necessário, peça ajuda aos seus alunos (eles certamente saberão ajudá-lo).

A fala que se ensina

Oralidade não se aprende por intuição: gêneros mais formais, como o seminário, devem ser trabalhados com as crianças desde as séries iniciais

Rodrigo Ratier

Por alguns instantes, volte ao passado: algum professor ajudou você a saber como falar? Salto para o presente: na sua prática em sala, você se preocupa em abordar conteúdos da oralidade? É possível que a resposta às duas perguntas seja a mesma: um sonoro “não”.

Uma apresentação de sucesso

Montagem sobre foto: Edson Reis
Montagem sobre foto: Edson Reis

ROTEIRO PRECISO
Uma cola com tópicos pode ajudar a encaminhar a apresentação. Não vale ler os cartazes nem decorar o trabalho

DISCURSO SEGURO
As falas devem ser claras, coerentes e concisas: é preciso passar todo o conhecimento no tempo combinado

APOIO CERTEIRO
Recursos visuais devem trazer informações simples e diretas para facilitar a compreensão do tema geral da apresentação

A razão é compreensível. Existe a idéia corrente de que não é papel da escola ensinar o aluno a falar – afinal, isso é algo que a criança aprende muito antes, principalmente com a família. Meia verdade. Há nessa concepção um erro grave de reduzir a oralidade à fala cotidiana, informal, representada pelos bate-papos e pelas conversas do dia-a-dia. O fato é que, sob a denominação genérica de “linguagem oral”, encontram-se diversos gêneros: entrevistas, debates, exposições, diálogos com autoridades e dramatizações. Em relação a todos eles, o professor tem um papel importante.

“Cabe à escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral nas diversas situações comunicativas, especialmente nas mais formais”, afirmou o psicólogo suíço Bernard Schneuwly em entrevista à NOVA ESCOLA em 2002. Considerado um dos maiores estudiosos sobre o Desenvolvimento da oralidade, ele defende que os gêneros da fala têm aplicação direta em vários campos da vida social – o do trabalho, o das relações interpessoais e o da política, por exemplo.

Esforço contínuo

Uma primeira medida para resgatar a importância do tema é investir na abordagem sistemática. A estratégia que deve permear todas as fases da escolarização é iniciar o trabalho pelas situações comunicativas praticadas naturalmente em sala de aula. Partindo dessa perspectiva, o Centro Educacional São Camilo, em Cachoeiro de Itapemirim, a 130 quilômetros de Vitória, decidiu trabalhar o seminário como uma atividade permanente desde o início do Ensino Fundamental (veja a foto à esquerda). E não apenas nas aulas de Língua Portuguesa: pesquisas e trabalhos de campo de História, Geografia e Ciências, antes restritos à entrega em papel, são apresentados para toda a turma na forma de exposição oral. “Com a experiência constante, os estudantes avançam em todas as etapas do trabalho: passam a fazer pesquisas mais profundas, descobrem o que pode ser utilizado na apresentação e mostram mais desenvoltura na hora de expor o assunto”, diz a coordenadora pedagógica Edna Valory (leia no quadro acima os conteúdos desse tipo de atividade).

No seminário, como em qualquer outro gênero, o fundamental é conseguir que ele faça sentido aos alunos. Para isso, o professor deve debater com a turma o propósito da atividade: por que estamos fazendo essa pesquisa? Quais os critérios para selecionar o que aprendemos e merece ser apresentado? De que forma ele pode interessar ao público? “O seminário tem de ter uma finalidade maior do que ser apenas uma apresentação. Caso contrário, o trabalho corre o risco de se tornar desmotivante”, explica Roxane Rojo, professora do Departamento de Lingüística Aplicada da Universidade de Campinas. Depois, é partir para o detalhamento dos procedimentos que sustentam a apresentação oral (leia se qüência didática com etapas da atividade ao lado).

A melhor forma de conseguir bons resultados é acompanhar o aluno em todos os processos. No Colégio Sete de Setembro, em Fortaleza, a orientação dos seminários vai desde a discussão sobre o tema até a avaliação da apresentação. “No momento em que o aluno vai pesquisar, por exemplo, não adianta ele reunir um monte de indicações bibliográficas ou simplesmente copiar trechos de sites da internet. É tarefa do professor auxiliar na seleção de informações e na articulação das diversas fontes”, explica a coordenadora pedagógica Rachel Ângela Rodrigues.

Ainda que a exposição oral seja mais comum nas séries finais do Ensino Fundamental, ela pode ter lugar desde os primeiros anos. A recomendação dos Parâmetros Curriculares Nacionais é que as expectativas de aprendizagem acompanhem a evolução dos alunos. A partir do 3º ano, é possível exigir mais formalidade no uso da linguagem, preparação prévia e manutenção de um ponto de vista na apresentação. A avaliação deve contemplar esses aspectos – desde, claro, que o professor os tenha ensinado.

O que ensinar nos seminários

Quem disse que uma apresentação se aprende espontaneamente? Um seminário possui uma série de procedimentos formais que devem ser abordados em sala. Primeiro, é preciso estudar a fundo o assunto a ser apresentado por meio de pesquisas e leituras. Em seguida, é necessário triar as informações e preparar a exposição, estruturando-a para que ela seja assimilada pelos colegas. Só então chega o momento de partir para a apresentacão propriamente dita. Nessas etapas, há quatro aspectos que não podem ser esquecidos:

Planejamento do texto: além de cuidar do conteúdo (uma preocupação comum a todas a situações comunicativas), um seminário exige a preocupação com a forma como as informações são passadas, que não pode ser a mesma usada com os colegas no dia-a-dia. Por isso, é necessário trabalhar as diferenças entre a língua formal e a informal.

Estrutura da exposição: o conteúdo precisa ser apresentado de forma clara e coerente – o objetivo é facilitar a compreensão de seu sentido geral. Para que isso ocorra, o texto oral deve ter uma seqüência organizada: fase de abertura, introdução ao tema, desenvolvimento, conclusão e encerramento.

Características da fala: o tom e a intensidade da voz do expositor devem criar um clima propício para a interação com a platéia.

Postura corporal: olhares, gestos, expressões faciais e movimentos corporais são importantes para complementar as informações transmitidas pela fala. Esses recursos auxiliam a mobilizar a escuta atenta.

Quer saber mais?

CONTATOS

Centro Educacional São Camilo, R. São Camilo de Léllis, 1, 29304-910, Cachoeiro de Itapemirim, ES, tel. (28) 3526-5918
Cláudia Goulart

Colégio Sete de Setembro, R. D. Carloto Távora, 377, 60421-070, Fortaleza, CE, tel. (85) 3232-5194
Roxane Rojo

BIBLIOGRAFIA

Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e outros, 278 págs., Ed. Mercado de Letras, tel. (19) 3252-6011, 58 reais

INTERNET

Neste site você faz o download de As Práticas Orais na Escola, de Cláudia Goulart

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/fala-se-ensina-423559.shtml

Para professor enrolão, seminário é a solução

girafales

Fui estudante de graduação entre os anos de 1990 e 1994, e um dia desses estava me lembrando dos seminários que tive que apresentar em sala de aula. Lembro-me com detalhes, pois isso aconteceu em apenas duas ocasiões.

Semestre passado perguntei a um formando do mesmo curso, qual teria sido a quantidade de seminários, e este me confidenciou que não sabia ao certo. Encontrou-me posteriormente, e disse que foi contar, e que teria apresentado por volta de 40 seminários. Em algumas disciplinas chegou a apresentar 3 trabalhos, em um mesmo semestre.

É preciso pensar com cuidado o que isso significa. E principalmente em que momento esta virada aconteceu com tanta força.

É inegável que um bom trabalho de pesquisa com apresentação pode agregar muito valor ao aluno, tanto em relação ao aprendizado quanto ao desenvolvimento pessoal, já que no cotidiano profissional será necessário fazer apresentações em público.

Mas quando observamos que em grande parte das disciplinas os conteúdos são ministrados por estudantes, alguma coisa está errada.

Em algumas disciplinas é normal a apresentação e orientação de trabalhos, como por exemplo, as disciplinas de Metodologia, ou mesmo de pesquisa. Em outros casos são seminários para conclusão, com poucas horas-aula, justificando pela motivação que pode gerar nos alunos, além do conteúdo que pode ser trabalhado.

Mas o que dizer quando são disciplinas teóricas, do tronco principal da grade de ensino, com mais da metade da carga horária sendo de seminários? Ou ainda quando o próprio livro-texto é dividido entre os alunos para que estes apresentem o conteúdo?

Um aluno de direito me relatou o caso de um professor de Processo Civil que chegou no primeiro dia de aula com o código, dividiu o mesmo em capítulos, e avisou aos alunos que a partir da próxima aula seriam chamados em ordem alfabética para apresentarem o texto durante as duas horas.

Uma parte dos professores acredita que o aluno pode ter um bom desempenho na apresentação de seminários, mas para outra parte, o seminário “comendo” parte significativa das horas-aula de uma disciplina é apenas um pretexto para esconder sua incompetência em desenvolver 60 horas-aula de estudo por completo.

A verdade é que uma parte dos professores se esconde terceirizando suas aulas aos alunos, até porque não têm leitura e didática suficientes para enfrentar 60/70 alunos durante o semestre inteiro.

Outros acabam repassando a forma de ensinar nos programas de pós-graduação, onde a dinâmica é totalmente diferente, e pouco se importam se os estudantes estão ou não aprendendo o conteúdo obrigatório.

Nos cursos de administração e direito a situação é mais dramática, pois no país houve grande expansão do número de faculdades e alunos, sem que a formação de professores acompanhasse este ritmo.

Por exemplo, há 15 anos eram 5 mil professores de administração no Brasil. Hoje existem por volta de 30 mil profissionais. É simplesmente impossível multiplicar por 6 o número de bons profissionais em tão pouco tempo. O resultado está aí.

Como as Federais possuem pacotes mais atrativos (salário e estabilidade), é natural que consigam os melhores professores, mas o que dizer no caso das demais?

E se para o aluno que perguntei, os 40 seminários apresentados por ele foram em uma Universidade Federal, o que dizer do restante das instituições?

Como sou um professor “antiquado”, utilizo minhas 60 horas da melhor forma possível, dando todas as aulas e aplicando as provas, pois ainda não consegui encontrar um método mais adequado de avaliação. Mesmo reconhecendo que o mundo está mudando rapidamente, e que será preciso uma nova metodologia, ainda não mudei minha forma de ensinar.

Talvez o errado seja eu.

* Post publicado originalmente às 23h55 de ontem.

Autor: Pierre Lucena 27/08/09

Fonte: http://acertodecontas.blog.br/educacao/para-professor-enrolo-seminrio-a-soluo/

A didática da tia enrolona


Desde que li um post sobre os professores enrolões, que adoram passar seminários para os alunos darem aula no lugar do mestre, fiquei com vontade de fazer esse post para tratar de dois mitos que comumente acabam por mesclar-se em meio a esses debates sobre didática.

O primeiro mito é o de que professor moderno não dá aula expositiva e o segundo é o mito de que o seminário dispensa a atuação do professor. Duas tolices que não encontram amparo em nenhuma publicação séria sobre a didática, mas são dogmas da “Didática Antipedagógica da Professora Enrolona”.

Para ser uma boa professora enrolona, o primeiro mandamento a ser seguido é o de recusar-se a dar aula expositiva, essa coisa chata, cansativa, enfadonha e fora de moda. Aula expositiva requer domínio de conteúdo, competência na oralidade, competência no gerenciamento do tempo pedagógico, habilidade na utilização de recursos escritos (a boa e velha lousa ou transparências/slides com textos, gráficos, tabelas etc.) e outros recursos visuais.

Ora! É trabalho demais! A enrolona, moderna toda, não trabalha: faz os outros trabalharem por ela. Assim, aula expositiva está fora de cogitação. E, como argumento fundamental para justificar sua não-atuação em sala, recorre à falácia de que ninguém ensina ninguém, o aluno só aprende de verdade sozinho e com seus colegas. É mesmo muito fácil distorcer avanços na teoria pedagógica para satisfazer a preguiça e ocultar a incompetência. É verdade que o papel ativo do aluno é ponto central nas didáticas contemporâneas, mas isso não significa varrer o professor da sala de aula. Em contexto educacional, o aluno só é ativo quando o professor lhe proporciona situações didáticas que lhe permitam ser ativo. Dizer “virem-se” não é uma situação didática, é uma situação de abandono didático. Se o professor abandona o processo de ensino, o aluno abandona o processo de aprendizagem. ‘Cabou-se.

Mas a enrolona vai contra-argumentar “nas aulas expositivas o aluno não pode ser ativo, pois quem expõe é o professor”. Quem expõe é o professor, mas o aluno participará se o professor permitir que ele pergunte, faça ponderações, e se ele for questionado sobre o tema que está sendo exposto. Diálogo é uma coisa muito antiga, do tempo das cavernas, não há criatura humana que o desconheça. Estabelecer o diálogo em sala de aula é uma estratégia pedagógica que enriquece a aula expositiva. Aquela exposição “monologada”, na qual o professor é o detentor absoluto do saber, está, de fato, superada. Aliás, fazer monólogo em sala de aula é ser tão enrolão quanto não dar aula expositiva jamais. Com tanto acesso fácil à informação, não faz sentido o professor achar que seus monólogos são a única fonte do saber na face da Terra. E é justamente por ter tanto acesso à informação que o aluno precisa da intervenção pedagógica do professor para que aprenda a reter o que é relevante, pertinente e de boa qualidade, num diálogo qualificado e proveitoso, sob a orientação didática do competente professor.

E porque frisar qualificado e proveitoso? Porque a enrolona, esperta toda, adora deixar os alunos abrirem o falador em sala e terem verborragias recorrentes para que ela não precise dar aulas. Segundo o manual antipedagógico da professora enrolona, tudo é motivo para os alunos contarem causos, falarem da novela, do Fantástico, do BBB e, na falta total de assunto, contar receita de bolo. Vale tudo e a boa enrolona precisa saber dar o fio da meada logo nos primeiros minutos de aula para os alunos desenrolarem o novelo durante as duas horas seguintes.

Mas e o seminário? Reza a cartilha da enrolona que o seminário é tudo quando se trata de didática moderna: o aluno pesquisa, mergulha no assunto, desenvolve o tema e termina a cadeira com o conhecimento na ponta da língua. De fato, o seminário pode ser uma excelente ferramenta para desenvolver tudo isso. Mas o que os professores seminaristas mais fazem nas universidades (e isso por pura falta de formação didática misturada à preguiça e esperteza) é: vire-se, aluno!

Seminário não é mandar o aluno se virar para ensinar o programa do curso no lugar do professor, mas costuma-se pensar que seminário é isso. Ora, o seminário, ainda mais do que a aula expositiva, exige atuação constante do professor. Ao longo da preparação dos seminários, é o professor quem:

É quase uma orientação de TCC, pois exige acompanhamento e intervenção pedagógica constante, até o produto final. Mas é claro que isso não consta no manual didático da enrolona. A tia enrolona se vale da ignorância dos alunos sobre didática e fica na moita, só na encolha, ganhando seu dinheirinho à custa do trabalho desorientado de seus pupilos. A única coisa que a tia enrolona ensina de fato, e isso ninguém pode negar, é a receita da malandragem em contexto escolar: eu finjo que ensino, tu finges que aprende e, no final, todo mundo é aprovado e eu embolso a minha grana. Para o aluno enrolão (esse também existe), a tia enrolona é a professora perfeita. Mas tomem cuidado, pupilos desavisados, pois existe tia que além de enrolona é traíra: embolsa o salário sem ensinar nada e, ainda por cima, reprova o aluno! Aliás, esse é mais um mandamento que consta da “Didática Antipedagógica da Professora Enrolona”: o bom professor reprova pelo menos 25% da turma!

Amanda Costa é designer educacional e graduanda em Pedagogia pela UFPE

ps: Quem quiser um excelente estudo sobre aplicação de técnicas de ensino (o que inclui o seminário e a aula expositiva), sugiro o livro “Técnicas de Ensino: Por que Não?”, organizado por Ilma Passos Alencastro e publicado pela Papirus. Esse livro é oposto da “Didática Antipedagógica da Professora Enrolona”.

Fonte: postado em Práticas Pedagógicas

Animação como um recurso pedagógico em sala de aula

Professores de arte tem a possibilidade de utilizar a produção de animação como mais um recurso pedagógico. O AnimaMundi (Festival Internacional de Animação do Brasil) desenvolveu a “Cartilha Anima Escola” , material de apoio a arte-educadores que aborda história da animação, técnicas e dicas de como utilizar a produção de animação no ambiente escolar.

Além da cartilha foi desenvolvido um programa denominado MUAN (Manipulador Universal de Animação) em parceria com o IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e a IBM (International Business Machines). O Muan é um Sistema Livre, compatível com o Sistema Operacional Linux e por sua vez gratuito, que possibilita a democratização da produção de animação. Destinado a produção de filmes animados quadro-a-quadro de fácil manipulação para iniciantes em animação. O software Muan pode ler e escrever arquivos de animação nos formatos avi e mpg, ou como uma lista de imagens nos formatos jpg ou ras, o que torna seu uso bastante flexível e de fácil interação com outros aplicativos de vídeo, mesmo que sobre sistemas operacionais diferentes.

O processo de produção consiste na gravação de imagens fixas sequenciadas através de uma máquina fotográfica, WebCam ou câmera de vídeo digital ligada a um computador.
O programa capta cada imagem gravada e em seguida as compõe de forma que é possível fazer uma pré-visualização da animação, permitindo assim um pré-resultado imediato para a utilização e exibição em sala de aula. A imagem abaixo demonstra a produção da animação em Stop Motion realizada na oficina de animação do Anima Mundi em João Pessoa no ano de 2007.

Informações sobre o projeto, uma parte da cartilha e o programa podem ser baixados no site oficial do Muan:
http://www.muan.org.br/index.htm

fonte:
http://www.muan.org.br/index.htm
http://www.animamundi.com.br/default.asp
http://ensinandoartesvisuais.blogspot.com/2008/07/animao-como-um-recurso-pedaggico-em.html

Se seu professor falasse assim?

Olá Amigos

O vídeo abaixo é um comercial de uma universidade do EUA, chamada Kaplan University. O discurso do professor no comercial é emblemático, mesmo tirando o fato de que é um comercial e quem tem todo um apelo comercial, o discurso é fantástico.

Ele começa o discurso pedindo desculpas por ele e o sistema ter falhado com os aluno. Veja o vídeo e depois vamos fazer umas considerações.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=e50YBu14j3U&hl=en&fs=1&]

O comercial é incrível. Mostra como as coisas evoluem e como o homem vai acompanhar esse processo, alguns antes dos outros, pois ficar preso ao passado é inútil pois como diz o professor Pedro Demo na postagem abaixoA tecnologia vai se implantar aqui “conosco ou sem nosco. É não faz sentido para não fazer algo como uma forma melhor do que você poderia fazê-lo antes e práticas tradicionais podem ainda funcionar bem, mas quando TICs são utilizadas de forma consciente e eficiente os resultados são comprovadamente melhores. Você nem ninguem não pode parar a evolução.

Para alguns professores só porque uma coisa é rotulada de “progresso” não significa necessariamente que ele fornece uma maneira melhor de fazer uma coisa, apenas uma maneira mais fácil, e penso que pensando assim estamos a ponto de ver uma geração de alunos ser desperdiçada.

Você concorda que devemos adotar novas práticas?
O vídeo deu a vocês alguma coisa para pensar?
Mas o seu problema não é tanto a tecnologia, mas a falta de disciplina que os resultados na sequência das suas vantagens?

Opine e Comente

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

6º Séminario Intermunicipal de Educação de Campos dos Goytacazes

Olá Amigos

Hoje retomamos as nossas atividades, após uma para obrigatória de ordem pessoal e profissional. Mas estamos fazendo um resumo do que foi esses dias fora. O pessoal do Distrito – DTE de Itaperuna, que é composto pelo NTE de Itaperuna e dos Pólos de Tecnologia – PTE, participaram do 6º Seminário Intermunicipal de Educação em Campos dos Goytacazes, com o título interessante “Vale nota Professor?”.

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A lista de palestrantes foi muito boa, com feras do quilate do José Carlos Libâneo, Pedro Demo, Celso Vasconcelos, Emília Cipriano, entre outros. A organização do evento a cargo da WTC RECURSOS HUMANOS do professor Wainer Teixeira de Castro, tudo estava maravilhosamente organizado, além do já tradicional atraso inicial que provocou um atraso no primeiro dia, coisa que não se repetiu depois.

O evento teve a seguir uma pontualidade britânica. Uma coisa que ficou a desejar foi não disponibilizar acesso sem fio ao pessoal que ia trabalhar no evento (assim como esse humilde editor) mas que o pessoal de apoio do evento teve a maior boa vontade em resolver. O meu muito obrigado a todos.

Tive acesso aos palestrantes para entrevista-los para o Portal Conexão Professor e pude entrevista-los em separado antes de suas apresentações. Algumas palestras foram além do esperado e outras bem abaixo. O José Carlos Libâneo foi bem abaixo dos seus textos, o Celso Vasconcelos e a Emília Cipriano foram muito bons mas o grande destaque do evento foi o Professor Pedro Demo.

O cara destruiu geral. Fez uma reflexão tipo “me culpa” entre os professores presentes sobre a nossa inercia profissional e contra um sistema ineficiente, obsoleto e ultrapassado de educação.

E uma referencia boa dessa palestra foi uma definição do jornalista Rodrigo Lara Mesquita em seu artigo no jornal Folha de São Paulo: “O sistema de educação com o qual convivemos nasceu e amadureceu em função da era industrial. Foi um salto em relação ao passado e foi útil para o amadurecimento desta era. Mas assim como a linha de produção, é segmentado, compartimentado e instrucionista. Contribui para anular a possibilidade da criança aprender a aprender, aprender a pensar e refletir na flor da idade do início de uma nova era da História da humanidade que exige o aprendizado contínuo e não a acumulação enciclopédica de dados. “

Exatamente isso que o Professor Pedro Demo falou e mais ainda sobre como o professor deve ser autoral. Deve ter o seu blog, interagir, estar preparado para usar as ferramentas de WEB 2.0, conectado. Filmei as entrevistas, as palestras e em breve as disponibilizaremos por aqui (via YouTube). Abaixo um artigo de como os jovens ensinam a usar o Twitter. Bem interessante.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>6º Séminario Intermunicipal de Educação de Campos dos Goytacazes

>Olá Amigos

Hoje retomamos as nossas atividades, após uma para obrigatória de ordem pessoal e profissional. Mas estamos fazendo um resumo do que foi esses dias fora. O pessoal do Distrito – DTE de Itaperuna, que é composto pelo NTE de Itaperuna e dos Pólos de Tecnologia – PTE, participaram do 6º Seminário Intermunicipal de Educação em Campos dos Goytacazes, com o título interessante “Vale nota Professor?”.

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A lista de palestrantes foi muito boa, com feras do quilate do José Carlos Libâneo, Pedro Demo, Celso Vasconcelos, Emília Cipriano, entre outros. A organização do evento a cargo da WTC RECURSOS HUMANOS do professor Wainer Teixeira de Castro, tudo estava maravilhosamente organizado, além do já tradicional atraso inicial que provocou um atraso no primeiro dia, coisa que não se repetiu depois.

O evento teve a seguir uma pontualidade britânica. Uma coisa que ficou a desejar foi não disponibilizar acesso sem fio ao pessoal que ia trabalhar no evento (assim como esse humilde editor) mas que o pessoal de apoio do evento teve a maior boa vontade em resolver. O meu muito obrigado a todos.

Tive acesso aos palestrantes para entrevista-los para o Portal Conexão Professor e pude entrevista-los em separado antes de suas apresentações. Algumas palestras foram além do esperado e outras bem abaixo. O José Carlos Libâneo foi bem abaixo dos seus textos, o Celso Vasconcelos e a Emília Cipriano foram muito bons mas o grande destaque do evento foi o Professor Pedro Demo.

O cara destruiu geral. Fez uma reflexão tipo “me culpa” entre os professores presentes sobre a nossa inercia profissional e contra um sistema ineficiente, obsoleto e ultrapassado de educação.

E uma referencia boa dessa palestra foi uma definição do jornalista Rodrigo Lara Mesquita em seu artigo no jornal Folha de São Paulo: “O sistema de educação com o qual convivemos nasceu e amadureceu em função da era industrial. Foi um salto em relação ao passado e foi útil para o amadurecimento desta era. Mas assim como a linha de produção, é segmentado, compartimentado e instrucionista. Contribui para anular a possibilidade da criança aprender a aprender, aprender a pensar e refletir na flor da idade do início de uma nova era da História da humanidade que exige o aprendizado contínuo e não a acumulação enciclopédica de dados. “

Exatamente isso que o Professor Pedro Demo falou e mais ainda sobre como o professor deve ser autoral. Deve ter o seu blog, interagir, estar preparado para usar as ferramentas de WEB 2.0, conectado. Filmei as entrevistas, as palestras e em breve as disponibilizaremos por aqui (via YouTube). Abaixo um artigo de como os jovens ensinam a usar o Twitter. Bem interessante.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Rever o quê, mudar por quê

Olá Amigos

Cada dia eu me surpreendo com a quantidade de informação disponível ( e olha que tem professor achando que pode mais, coitado) na internet. Numa dessas andanças eu encontrei essa maravilha de texto intitulada “Rever o quê, mudar por quê” do Luiz Carlos de Menezes, físico ( mais um do ramo Sergio) e educador, é professor da Universidade de São Paulo, no Instituto de Física e no programa de pés-graduação da Faculdade de Educação.

Nesse texto ele cita:

“O que é necessário rever? Segundo o autor, o Projeto Pedagógico da Escola.
Por quê? Porque assim como o mundo mudou, o público da escola e a função que ela deveria assumir também mudaram. Mas, nem sempre, os Projetos Pedagógicos das escolas refletem tais transformações.
Vencer a resistência à mudança e ancorar-se na esperança é tarefa imprescindível para que a escola enfrente, de maneira corajosa, os problemas que lhes são colocados.
Não há mais como lamentar e esperar que todas as dificuldades se resolvam para que a escola realize sua função com sucesso: fazer com que todos os alunos aprendam.
Para isto, é preciso mudar o “velho Projeto Pedagógico”, marcado principalmente pela centralidade do aspecto cognitivo na tarefa educativa. Conceber um “novo Projeto Pedagógico” voltado para o desenvolvimento de competências e para a promoção de valores humanos e éticos, bem como comprometido com saberes práticos.
Mas, para a construção deste Projeto Pedagógico não existem modelos ou regras; ele deve ser feito por e para cada escola.
Enfim, é preciso realizar uma revisão efetiva da escola para que, se transformando, ela possa, de fato, assumir sua função neste mundo também transformado.

Clique aqui para ler o texto na íntegra. Para isso você precisa ter o programa Acrobat Reader.

Esse texto é um artigo da Revista Acesso: revista de educação e informática n. 14. São Paulo: FDE, dez. 2000. Páginas: 29-34

Não deixe de ler.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Rever o quê, mudar por quê

>Olá Amigos

Cada dia eu me surpreendo com a quantidade de informação disponível ( e olha que tem professor achando que pode mais, coitado) na internet. Numa dessas andanças eu encontrei essa maravilha de texto intitulada “Rever o quê, mudar por quê” do Luiz Carlos de Menezes, físico ( mais um do ramo Sergio) e educador, é professor da Universidade de São Paulo, no Instituto de Física e no programa de pés-graduação da Faculdade de Educação.

Nesse texto ele cita:

“O que é necessário rever? Segundo o autor, o Projeto Pedagógico da Escola.
Por quê? Porque assim como o mundo mudou, o público da escola e a função que ela deveria assumir também mudaram. Mas, nem sempre, os Projetos Pedagógicos das escolas refletem tais transformações.
Vencer a resistência à mudança e ancorar-se na esperança é tarefa imprescindível para que a escola enfrente, de maneira corajosa, os problemas que lhes são colocados.
Não há mais como lamentar e esperar que todas as dificuldades se resolvam para que a escola realize sua função com sucesso: fazer com que todos os alunos aprendam.
Para isto, é preciso mudar o “velho Projeto Pedagógico”, marcado principalmente pela centralidade do aspecto cognitivo na tarefa educativa. Conceber um “novo Projeto Pedagógico” voltado para o desenvolvimento de competências e para a promoção de valores humanos e éticos, bem como comprometido com saberes práticos.
Mas, para a construção deste Projeto Pedagógico não existem modelos ou regras; ele deve ser feito por e para cada escola.
Enfim, é preciso realizar uma revisão efetiva da escola para que, se transformando, ela possa, de fato, assumir sua função neste mundo também transformado.

Clique aqui para ler o texto na íntegra. Para isso você precisa ter o programa Acrobat Reader.

Esse texto é um artigo da Revista Acesso: revista de educação e informática n. 14. São Paulo: FDE, dez. 2000. Páginas: 29-34

Não deixe de ler.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna