Techno Geração

Rei morto, rei posto…

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Toda mudança tecnológica é uma mudança de geração. Todo o poder e todas as conseqüências de uma nova tecnologia só se tornam visíveis depois que aqueles que cresceram com ela se tornam adultos e começam a empurrar seus pais antiquados para a periferia. À medida que as gerações mais velhas morrem, levam consigo o conhecimento do que foi perdido quando a nova tecnologia chegou, e fica só a impressão do que foi ganho. É dessa forma que o progresso disfarça suas pegadas, refazendo perpetuamente a ilusão de que o lugar onde estamos é aquele onde devíamos estar. [Nicholas Carr, em seu livro “A Grande Mudança – Reconectando o mundo, de Thomas Edison ao Google”, da Editora Landmark]

Faça uma viagem breve no tempo. Retorne para o mundo de 15 anos atrás. Se esforce para recordar o seu cotidiano. Lembre-se dos detalhes. Como era o início de seu dia. Hábitos de estudo e/ou trabalho. Alimentação. O que fazia nas horas de lazer. Como se relacionava com as pessoas. Quantos ambientes freqüentava regularmente. Como eram os utensílios e máquinas que usava então. Se praticava atividades esportivas…

Faça estas perguntas para pessoas da geração anterior a sua e peça a elas que retornem 20 ou 30 anos no tempo. Anote todas as respostas. Se possível, peça aos amigos e conhecidos que respondam questões semelhantes. Quanto às pessoas de outras gerações, faça o mesmo e se preocupe sempre em anotar as respostas.

As respostas obtidas vão fazê-lo dar alguns passos na direção da história recente da humanidade. Mais especificamente você estará recordando a vida cotidiana dos brasileiros e, para ser mais exato ainda, do contexto em que vive e mora.

Perceberá que, por exemplo, a alimentação mudou muito. Se antes as mães passavam mais tempo em casa e não estavam tão integradas ao mercado de trabalho, tornando-se fonte de renda complementar [ou principal] ao orçamento doméstico, hoje as mulheres estão cada vez mais emancipadas e, conseqüentemente, a praticidade tomou conta das cozinhas e da alimentação…

Nunca as pessoas se alimentaram tanto em restaurantes ou se utilizaram de alimentos pré-preparados como hoje em dia. As indústrias agradecem. A saúde lamenta. Os feirantes e produtores agrícolas também sentem as perdas… Mas quem há de lamentar, é a prosperidade batendo as nossas portas…

Até muito recentemente era comum que as pessoas se relacionassem literalmente “ao vivo e em cores”, ou seja, se encontrando para bater papo, namorar, se divertir, desabafar, aprender, coexistir… Hoje em dia há um fenômeno mundial chamado “cocooning” [que quer dizer encasulamento, numa tradução livre]. Este termo originário da língua inglesa refere-se às pessoas, na grande maioria dos casos adolescentes ou jovens entre 12 e 30 anos, que estabelecem relações com amigos e namorados apenas a distância.

Seu elo de comunicação são os moderníssimos celulares ou a Internet, através dos quais trocam mensagens, fotografias, filmes ou ainda se falam [pois é… os celulares também servem como telefone!] a distância. Muitos deles demonstram dificuldades para criar vínculos nas escolas, empregos ou mesmo nas famílias às quais pertencem… Aquele negócio de pegar na mão, sair para dançar, convidar para um café ou almoço, dar uns beijos e namorar pra valer está mesmo ficando fora da moda…

Outra coisa que se fazia antigamente e que está caindo em desuso é reunir a turma para jogar bola, andar de bicicleta ou praticar atividades esportivas em grupo. É melhor jogar futebol nas telinhas… Os lances são mais espetaculares… Ronaldinho Gaúcho teve que, outro dia, esclarecer que não é o jogador que faz “chover” no Playstation… Até para ele que é um dos maiores jogadores do mundo o que está acontecendo no mundo virtual está ficando fora de cogitação… Imagine então para os reles mortais, pernas de pau de final de semana… Para que passar vergonha… A Techno Geração resolveu o problema ao simplesmente deixar de jogar no real e adotar o virtual como a sua praia, quadra, campo, estrada…

E o estudar… Mudou? Claro, antes o tempo da reflexão, pesquisa, elaboração de projetos e tarefas, produção textual e/ou leituras era outro, muito mais lento… Basicamente falando, era como se no passado tudo fosse feito a ritmo de tartaruga e, hoje em dia, turbinados pelas tecnologias, as novas gerações andassem como os velozes coelhos… Na fábula da lebre e da tartaruga, no final, quem era o vencedor mesmo?

Precisa saber o que é fotossíntese? Pesquise no Google e em alguns segundos terá respostas, desenhos, infográficos, dados… Equações matemáticas? Não tenha dúvidas, procure auxílio através da web, há professores online que podem auxiliar você… Quer maiores informações sobre os atentados as torres gêmeas em 11 de setembro de 2001?… Os arquivos dos jornais da época estão todos digitalizados e são facilmente acessíveis… É só descobrir onde estão, copiar e colar… Cadê a reflexão? Onde está o rigor científico? Que tipo de formação é esta? Aonde chegarão estes garimpeiros da Web?

Mas, como nos diz Nicholas Carr, à medida que todas estas maravilhas se incorporam ao cotidiano e as gerações passadas que vivenciaram outras realidades se vão, suas lembranças, bases, parâmetros, recursos, relações e padrões vão sendo não apenas abandonados… caem no esquecimento… E se antes seu destino era “mofar” nas páginas de livros de história… hoje estão em algum canto da rede mundial de computadores… Abandonados à própria sorte… prestes a serem “deletados” como arquivos mortos, sem utilidade, desprovidos de valor…

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1340

Projeto Cinema no Caldeirão – 25/04

Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o Projeto Cinema no Caldeirão é “O Nome da Rosa” do instigante diretor Jean-Jacques Annaud, de filmes fantásticos como o A Guerra do Fogo, O Urso, O Amante, Sete Anos no Tibete, Círculo de Fogo entre outros, baseado num livro de Umberto Eco.

http://www.adorocinema.com/filmes/nome-da-rosa/nome-da-rosa-poster01.jpg

A escolha do filme partiu do meu amigo Sergio Lima editor do blog Blog e Física entre outros, que havia indicado um texto intitulado Ainda precisamos do velho modelo de educação? que levou a uma série de reflexões no nosso grupo. Ele trata do fato que moderar, censurar e proibir comentários, uso de laboratorio e bloqueio de blogs e sites alem de proibir o uso da internet.

Ele cita: “Qualquer um que viva o dia-dia da Escola sabe que esta é a visão predominante na mesma (e nos seus profissionais!) a Internet é um mundo de maldade, perversidade, bobagens que nós, os educadores iluminados, temos que filtrar/mediar para os nossos alunos! Atire o primeiro mouse quem não teve um endereço bloqueado na escola por conta desta visão medieval…

Ai ele lembra da cena em que os monges escondiam um livro com uma verdade libertadora. O filme “O nome da Rosa” trata da história ocorrida no ano de 1327 – Século XIV – num Mosteiro Beneditino Italiano que continha, na época, o maior acervo Cristão do mundo. Poucos monges tinham o acesso autorizado, devido às relíquias arquivadas naquela Biblioteca.

No Filme, um monge Franciscano e Renascentista, interpretado pelo ator Sean Conery, foi designado para investigar vários crimes que estavam ocorrendo no mosteiro. Os mortos eram encontrados com a língua e os dedos roxos e, no decorrer da história, verificamos que eles manuseavam (desfolhavam) os livros, cujas páginas estavam envenenadas. Então, quem profanasse a determinação de “não ler o livro”, morreria antes que informasse o conteúdo da leitura.

O Livro havia sido escrito pelo Filósofo Aristóteles e falava sobre o riso: “Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.

http://jovensdapib.files.wordpress.com/2008/09/nome-da-rosa.jpg

Isso tudo sugeria, além de outras coisas, principalmente pela razão, que Jesus sorriu, pois Ele (Jesus), além de amar todos os homens, desejava que todos encontrassem a verdade e, através dela (da verdade), fossem libertos.

Acho que esta frase está ligada à máxima “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

E na história, por trás de “quem matou e quem morreu” aparecem nítidas disputas entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômicos, políticos e, principalmente, o desejo da Igreja em manter o poder absoluto cerceando o direito à liberdade de todos.

A Igreja não aceitava que pessoas comuns tivessem acesso ao significado de seus dogmas (fundamentos da religião) nem questionassem e fossem contra os mesmos e, por esse motivo, para definir o poder sobre o povo, houve a instauração da Inquisição que foi criada para punir os crimes praticados contra a Igreja Católica que se unia ao poder monárquico.

O período Renascentista que se desenvolveu na Europa entre 1300 e 1650, época em que se desenrola o filme (1327), vinha de encontro a Igreja, exatamente porque o Renascimento pregava a valorização do homem e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural.

Dessa forma, o Monge Francisco e Renascentista, William de Baskerville, utilizava-se da Ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes do mosteiro e desagradava, em muito, a Santa Inquisição, na figura do Inquisidor Bernardo Gui que realmente existiu e foi considerado um dos mais severos inquisidores.

Entendi que na Biblioteca do Monastério haviam pergaminhos que falavam sobre a infalibilidade de Deus e que não era preciso se ter uma fé cega em detrimento à figura do homem.

Para não se ter uma fé cega é preciso utilizar-se da Ciência como instrumento principal para se desvendar os mistérios impostos pela religião.

Por esse motivo, creio eu, que a Ciência teve ascendência sobre a religião, pois através da razão vários mistérios eram descortinados, inclusive o poder desenfreado da Igreja que, na verdade, só contribuiu para o misticismo e o entrave do desenvolvimento intelectual de todo um período histórico, principalmente o da Idade Média, cercado pela Inquisição e seu poderio absurdo e desmedido.

Recomendo com louvor

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Abraços

Fonte: http://recantodasle tras.uol. com.br/resenhasd efilmes/249488 (publicado em 26/09/06).

>Projeto Cinema no Caldeirão – 25/04

>Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o Projeto Cinema no Caldeirão é “O Nome da Rosa” do instigante diretor Jean-Jacques Annaud, de filmes fantásticos como o A Guerra do Fogo, O Urso, O Amante, Sete Anos no Tibete, Círculo de Fogo entre outros, baseado num livro de Umberto Eco.

http://www.adorocinema.com/filmes/nome-da-rosa/nome-da-rosa-poster01.jpg

A escolha do filme partiu do meu amigo Sergio Lima editor do blog Blog e Física entre outros, que havia indicado um texto intitulado Ainda precisamos do velho modelo de educação? que levou a uma série de reflexões no nosso grupo. Ele trata do fato que moderar, censurar e proibir comentários, uso de laboratorio e bloqueio de blogs e sites alem de proibir o uso da internet.

Ele cita: “Qualquer um que viva o dia-dia da Escola sabe que esta é a visão predominante na mesma (e nos seus profissionais!) a Internet é um mundo de maldade, perversidade, bobagens que nós, os educadores iluminados, temos que filtrar/mediar para os nossos alunos! Atire o primeiro mouse quem não teve um endereço bloqueado na escola por conta desta visão medieval…

Ai ele lembra da cena em que os monges escondiam um livro com uma verdade libertadora. O filme “O nome da Rosa” trata da história ocorrida no ano de 1327 – Século XIV – num Mosteiro Beneditino Italiano que continha, na época, o maior acervo Cristão do mundo. Poucos monges tinham o acesso autorizado, devido às relíquias arquivadas naquela Biblioteca.

No Filme, um monge Franciscano e Renascentista, interpretado pelo ator Sean Conery, foi designado para investigar vários crimes que estavam ocorrendo no mosteiro. Os mortos eram encontrados com a língua e os dedos roxos e, no decorrer da história, verificamos que eles manuseavam (desfolhavam) os livros, cujas páginas estavam envenenadas. Então, quem profanasse a determinação de “não ler o livro”, morreria antes que informasse o conteúdo da leitura.

O Livro havia sido escrito pelo Filósofo Aristóteles e falava sobre o riso: “Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.

http://jovensdapib.files.wordpress.com/2008/09/nome-da-rosa.jpg

Isso tudo sugeria, além de outras coisas, principalmente pela razão, que Jesus sorriu, pois Ele (Jesus), além de amar todos os homens, desejava que todos encontrassem a verdade e, através dela (da verdade), fossem libertos.

Acho que esta frase está ligada à máxima “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

E na história, por trás de “quem matou e quem morreu” aparecem nítidas disputas entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômicos, políticos e, principalmente, o desejo da Igreja em manter o poder absoluto cerceando o direito à liberdade de todos.

A Igreja não aceitava que pessoas comuns tivessem acesso ao significado de seus dogmas (fundamentos da religião) nem questionassem e fossem contra os mesmos e, por esse motivo, para definir o poder sobre o povo, houve a instauração da Inquisição que foi criada para punir os crimes praticados contra a Igreja Católica que se unia ao poder monárquico.

O período Renascentista que se desenvolveu na Europa entre 1300 e 1650, época em que se desenrola o filme (1327), vinha de encontro a Igreja, exatamente porque o Renascimento pregava a valorização do homem e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural.

Dessa forma, o Monge Francisco e Renascentista, William de Baskerville, utilizava-se da Ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes do mosteiro e desagradava, em muito, a Santa Inquisição, na figura do Inquisidor Bernardo Gui que realmente existiu e foi considerado um dos mais severos inquisidores.

Entendi que na Biblioteca do Monastério haviam pergaminhos que falavam sobre a infalibilidade de Deus e que não era preciso se ter uma fé cega em detrimento à figura do homem.

Para não se ter uma fé cega é preciso utilizar-se da Ciência como instrumento principal para se desvendar os mistérios impostos pela religião.

Por esse motivo, creio eu, que a Ciência teve ascendência sobre a religião, pois através da razão vários mistérios eram descortinados, inclusive o poder desenfreado da Igreja que, na verdade, só contribuiu para o misticismo e o entrave do desenvolvimento intelectual de todo um período histórico, principalmente o da Idade Média, cercado pela Inquisição e seu poderio absurdo e desmedido.

Recomendo com louvor

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Abraços

Fonte: http://recantodasle tras.uol. com.br/resenhasd efilmes/249488 (publicado em 26/09/06).

Qual a fórmula da Educação de Qualidade?

Quem tem razão na busca deste Cálice Sagrado?

Sala-de-aula-com-carteiras-vazias-e-um-professor-escrevendo-na-lousa

Imaginem uma sala de aula convencional, como tantas que conhecemos, podendo ser tanto àquela em que você estudou quanto outra qualquer, independentemente do contexto em que aconteça, neste caso sendo possível pensar ainda naquela que foi utilizada na formação de seus pais e avós ou na de seus filhos. O que lhe vem à cabeça? Uma mesa de professor tendo às costas um quadro negro ou lousa? Fileiras de carteiras de alunos? O andamento da aula, com os alunos voltados para o professor, prestando atenção naquilo que é por ele ensinado? Atividades e tarefas sendo colocadas na lousa para que os alunos trabalhem individualmente e em silêncio?

Pois esta é a escola de ontem e que continua sendo aquela que está em uso nos dias de hoje na maioria das redes e escolas brasileiras e em várias partes do mundo. E, creiam, continuará ainda a ser a dura realidade pela qual terão que passar milhares, ou melhor, milhões de estudantes em seus processos formativos. Sua perspectiva continuará sendo retilínea (a olhar para a lousa e para a cabeça de seu companheiro instalado a sua frente), individualista, pautada naquilo que o professor (o detentor dos conhecimentos) estiver a ensinar e, em grande parte dos casos, reprodutivista de conteúdos.

Faltam então as inovações tecnológicas? Computadores e Internet seriam a resposta necessária e adequada a esta situação? Precisamos equipar as escolas com modernos “gadgets” (termo utilizado pelos especialistas em tecnologia para falar sobre os recursos eletrônicos incorporados regularmente ao cotidiano) como câmeras digitais, netbooks, redes wireless, scanners e tantos outros instrumentos de alta tecnologia para que surja a escola do futuro?

Ou será que carecemos de novos e revolucionários métodos de ensino que estimulem e realmente promovam o processo de ensino-aprendizagem gerando verdadeiro interesse e participação dos estudantes? Neste caso, seriam necessários também materiais didáticos inovadores e o preparo dos professores para seu uso, não é mesmo?

Talvez a resposta esteja na melhoria das relações entre professores e alunos… Quem sabe um aprofundamento em psicologia e relações humanas para os docentes acabe promovendo um intercâmbio e uma ponte bem constituída para a efetivação da educação nas salas de aula brasileiras.

Outra possibilidade pensada por muitos se refere à ideia de que para tudo modificar é preciso melhorar a qualidade do trabalho dos gestores das redes e escolas brasileiras. Se tivermos por parte destes profissionais maior foco e cobrança (tanto em relação a eles quanto deles sobre os professores e demais profissionais que atuam nas escolas), planejamentos e execução meticulosa de projetos educacionais, iremos obter melhores resultados em nossas salas de aula.

Há também aqueles que pensam ser indispensável inserir e estimular mais a participação das famílias na vida escolar de seus filhos. Os pais devem acompanhar mais de perto não apenas a questão das notas e do rendimento escolar nas disciplinas, mas conhecer os professores, participar também de eventos de outra natureza nas escolas, acompanhar as mudanças que estão sendo promovidas nas redes e na legislação…

Existem também pessoas que acreditam que a escola precisa estar mais atenta às mudanças da clientela que atende, ou seja, de seus alunos. Os estudantes do século XXI têm outro perfil, são mais ligados na informação, mas não sabem transformar todos os dados aos quais têm acesso em conhecimento, como lidar com isto? E outra, de que forma tornar as escolas palatáveis aos olhos desta geração tão plugada e íntima das tecnologias? Desprezar esta realidade significa, na visão destes especialistas, sacrificar qualquer tentativa de melhorar a qualidade da educação no país…

Outra corrente advoga a ideia da aproximação entre a educação e a cultura como sendo o meio através do qual seriam criadas condições para efetivar um aprendizado lúdico, diferenciado, interessante e verdadeiramente estimulante aos olhos dos estudantes e mesmo dos professores. Cinema na escola, teatro, artes plásticas, música, dança, literatura e todos os recursos da arte e da cultura disponíveis poderiam e deveriam ser colocados em pauta e transformados em meios e recursos para tornar nossas salas de aula locais em que a aprendizagem realmente acontece.

Não podemos nos esquecer dos esforços que já estão sendo realizados para “mensurar” a educação e permitir que, através de dados e informações coletadas possamos entender os dilemas de nosso sistema educacional e resolver seus problemas com a escolha dos melhores e mais adequados “remédios”. Há pessoas que acreditam que este esforço inicial de compreensão dos problemas educacionais a partir da mensuração de seus gargalos com exames nacionais, estaduais ou municipais das redes, escolas, professores e alunos já é mais de meio caminho andado rumo à solução das dificuldades da educação…

A formação e atualização dos conhecimentos e práticas educacionais utilizadas pelos educadores é outra forte vertente sempre colocada em pauta quando se discutem as soluções educacionais preconizadas para as escolas brasileiras. Discussões sobre salários melhores, reconhecimento do esforço individual e coletivo de redes e escolas, gratificações e bonificações constitui outra seara que sempre é colocada em pauta quando se fala em resolver os “nós” que estrangulam e impedem a educação de qualidade no país.

Investimentos em laboratórios de ciências, bibliotecas, quadras esportivas e projetos relacionados a esporte e ciência também estão sempre sendo colocados como alternativas importantes para a qualidade da educação. Até mesmo o ensino religioso e as disciplinas que trabalham a filosofia, a sociologia, as relações humanas, a ética, a moral e a cidadania são pensados como projetos importantes para a educação.

Mas, como podemos realmente efetivar transformações que modifiquem a visão inicialmente apresentada neste artigo e que evidencia uma triste e dura realidade vivida em nossas escolas – semanalmente apregoada pela imprensa através de artigos e mais artigos que demonstram as dificuldades de nossos estudantes até mesmo para as mais básicas ações educacionais, como ler, escrever e fazer cálculos matemáticos?

Quem tem razão neste emaranhado de soluções que estão sendo propostas e realizadas de forma isolada em escolas e redes brasileiras, por iniciativas individuais, governamentais ou privadas? Seria possível apontar um destes caminhos como sendo a chave que irá desencadear a imprescindível revolução pela qual nossa educação precisa passar para alcançar a tão sonhada qualidade?

Tive a preocupação de enumerar toda esta série de ideias que estão sendo discutidas e colocadas em prática em nosso país e também fora dele porque na realidade acredito que a escola de nossos sonhos só irá surgir a partir do momento em que conseguirmos concatenar e realizar todas as ações aqui listadas (além de outras tantas a serem sugeridas). Tenho consciência que isso só acontecerá após planejamento e intercâmbio de experiências, com o apoio decisivo de todos os setores da sociedade e vontade política para tal, com os devidos e calculados investimentos e, principalmente, num contexto de confiança, solidariedade e disposição real para que esta transformação realmente ocorra.

Creio, sinceramente, que a educação de qualidade é o elemento decisivo para completar a transição que o Brasil precisa rumo à justiça social, ao desenvolvimento econômico e a superação de suas mazelas e incongruências. Não é preciso enumerar as vantagens que decorreriam desta revolução, mas apenas como exercício complementar e de finalização deste texto, podemos destacar que a educação de qualidade poderia legar ao país, por exemplo: maior qualificação da mão de obra, preparação para o exercício pleno da cidadania, diminuição dos índices de violência, maior preocupação e ações em prol do meio ambiente, redução dos casos de doenças e gastos com saúde, combate sistemático a corrupção, aumento dos índices de produtividade, inserção mais rápida ao mundo tecnológico…

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1477

>Qual a fórmula da Educação de Qualidade?

>

Quem tem razão na busca deste Cálice Sagrado?

Sala-de-aula-com-carteiras-vazias-e-um-professor-escrevendo-na-lousa

Imaginem uma sala de aula convencional, como tantas que conhecemos, podendo ser tanto àquela em que você estudou quanto outra qualquer, independentemente do contexto em que aconteça, neste caso sendo possível pensar ainda naquela que foi utilizada na formação de seus pais e avós ou na de seus filhos. O que lhe vem à cabeça? Uma mesa de professor tendo às costas um quadro negro ou lousa? Fileiras de carteiras de alunos? O andamento da aula, com os alunos voltados para o professor, prestando atenção naquilo que é por ele ensinado? Atividades e tarefas sendo colocadas na lousa para que os alunos trabalhem individualmente e em silêncio?

Pois esta é a escola de ontem e que continua sendo aquela que está em uso nos dias de hoje na maioria das redes e escolas brasileiras e em várias partes do mundo. E, creiam, continuará ainda a ser a dura realidade pela qual terão que passar milhares, ou melhor, milhões de estudantes em seus processos formativos. Sua perspectiva continuará sendo retilínea (a olhar para a lousa e para a cabeça de seu companheiro instalado a sua frente), individualista, pautada naquilo que o professor (o detentor dos conhecimentos) estiver a ensinar e, em grande parte dos casos, reprodutivista de conteúdos.

Faltam então as inovações tecnológicas? Computadores e Internet seriam a resposta necessária e adequada a esta situação? Precisamos equipar as escolas com modernos “gadgets” (termo utilizado pelos especialistas em tecnologia para falar sobre os recursos eletrônicos incorporados regularmente ao cotidiano) como câmeras digitais, netbooks, redes wireless, scanners e tantos outros instrumentos de alta tecnologia para que surja a escola do futuro?

Ou será que carecemos de novos e revolucionários métodos de ensino que estimulem e realmente promovam o processo de ensino-aprendizagem gerando verdadeiro interesse e participação dos estudantes? Neste caso, seriam necessários também materiais didáticos inovadores e o preparo dos professores para seu uso, não é mesmo?

Talvez a resposta esteja na melhoria das relações entre professores e alunos… Quem sabe um aprofundamento em psicologia e relações humanas para os docentes acabe promovendo um intercâmbio e uma ponte bem constituída para a efetivação da educação nas salas de aula brasileiras.

Outra possibilidade pensada por muitos se refere à ideia de que para tudo modificar é preciso melhorar a qualidade do trabalho dos gestores das redes e escolas brasileiras. Se tivermos por parte destes profissionais maior foco e cobrança (tanto em relação a eles quanto deles sobre os professores e demais profissionais que atuam nas escolas), planejamentos e execução meticulosa de projetos educacionais, iremos obter melhores resultados em nossas salas de aula.

Há também aqueles que pensam ser indispensável inserir e estimular mais a participação das famílias na vida escolar de seus filhos. Os pais devem acompanhar mais de perto não apenas a questão das notas e do rendimento escolar nas disciplinas, mas conhecer os professores, participar também de eventos de outra natureza nas escolas, acompanhar as mudanças que estão sendo promovidas nas redes e na legislação…

Existem também pessoas que acreditam que a escola precisa estar mais atenta às mudanças da clientela que atende, ou seja, de seus alunos. Os estudantes do século XXI têm outro perfil, são mais ligados na informação, mas não sabem transformar todos os dados aos quais têm acesso em conhecimento, como lidar com isto? E outra, de que forma tornar as escolas palatáveis aos olhos desta geração tão plugada e íntima das tecnologias? Desprezar esta realidade significa, na visão destes especialistas, sacrificar qualquer tentativa de melhorar a qualidade da educação no país…

Outra corrente advoga a ideia da aproximação entre a educação e a cultura como sendo o meio através do qual seriam criadas condições para efetivar um aprendizado lúdico, diferenciado, interessante e verdadeiramente estimulante aos olhos dos estudantes e mesmo dos professores. Cinema na escola, teatro, artes plásticas, música, dança, literatura e todos os recursos da arte e da cultura disponíveis poderiam e deveriam ser colocados em pauta e transformados em meios e recursos para tornar nossas salas de aula locais em que a aprendizagem realmente acontece.

Não podemos nos esquecer dos esforços que já estão sendo realizados para “mensurar” a educação e permitir que, através de dados e informações coletadas possamos entender os dilemas de nosso sistema educacional e resolver seus problemas com a escolha dos melhores e mais adequados “remédios”. Há pessoas que acreditam que este esforço inicial de compreensão dos problemas educacionais a partir da mensuração de seus gargalos com exames nacionais, estaduais ou municipais das redes, escolas, professores e alunos já é mais de meio caminho andado rumo à solução das dificuldades da educação…

A formação e atualização dos conhecimentos e práticas educacionais utilizadas pelos educadores é outra forte vertente sempre colocada em pauta quando se discutem as soluções educacionais preconizadas para as escolas brasileiras. Discussões sobre salários melhores, reconhecimento do esforço individual e coletivo de redes e escolas, gratificações e bonificações constitui outra seara que sempre é colocada em pauta quando se fala em resolver os “nós” que estrangulam e impedem a educação de qualidade no país.

Investimentos em laboratórios de ciências, bibliotecas, quadras esportivas e projetos relacionados a esporte e ciência também estão sempre sendo colocados como alternativas importantes para a qualidade da educação. Até mesmo o ensino religioso e as disciplinas que trabalham a filosofia, a sociologia, as relações humanas, a ética, a moral e a cidadania são pensados como projetos importantes para a educação.

Mas, como podemos realmente efetivar transformações que modifiquem a visão inicialmente apresentada neste artigo e que evidencia uma triste e dura realidade vivida em nossas escolas – semanalmente apregoada pela imprensa através de artigos e mais artigos que demonstram as dificuldades de nossos estudantes até mesmo para as mais básicas ações educacionais, como ler, escrever e fazer cálculos matemáticos?

Quem tem razão neste emaranhado de soluções que estão sendo propostas e realizadas de forma isolada em escolas e redes brasileiras, por iniciativas individuais, governamentais ou privadas? Seria possível apontar um destes caminhos como sendo a chave que irá desencadear a imprescindível revolução pela qual nossa educação precisa passar para alcançar a tão sonhada qualidade?

Tive a preocupação de enumerar toda esta série de ideias que estão sendo discutidas e colocadas em prática em nosso país e também fora dele porque na realidade acredito que a escola de nossos sonhos só irá surgir a partir do momento em que conseguirmos concatenar e realizar todas as ações aqui listadas (além de outras tantas a serem sugeridas). Tenho consciência que isso só acontecerá após planejamento e intercâmbio de experiências, com o apoio decisivo de todos os setores da sociedade e vontade política para tal, com os devidos e calculados investimentos e, principalmente, num contexto de confiança, solidariedade e disposição real para que esta transformação realmente ocorra.

Creio, sinceramente, que a educação de qualidade é o elemento decisivo para completar a transição que o Brasil precisa rumo à justiça social, ao desenvolvimento econômico e a superação de suas mazelas e incongruências. Não é preciso enumerar as vantagens que decorreriam desta revolução, mas apenas como exercício complementar e de finalização deste texto, podemos destacar que a educação de qualidade poderia legar ao país, por exemplo: maior qualificação da mão de obra, preparação para o exercício pleno da cidadania, diminuição dos índices de violência, maior preocupação e ações em prol do meio ambiente, redução dos casos de doenças e gastos com saúde, combate sistemático a corrupção, aumento dos índices de produtividade, inserção mais rápida ao mundo tecnológico…

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1477

Blade Runner – O Caçador de Andróides

Num futuro próximo e sombrio…

Imagem-de-homem-se-agarrando-em-algo-para-não-cair

Phillip K. Dick é, com certeza, um dos maiores nomes da ficção científica contemporânea.

Pouco conhecido de muitos, seus trabalhos se tornaram, no entanto, obras produzidas e dirigidas por diretores do calibre de Steven Spielberg, Paul Verhoeven e Ridley Scott. Os filmes derivados de seus contos e histórias geraram bilheterias fabulosas e, com certeza, deram origem a discussões acerca de assuntos complexos (e polêmicos) e da visão nebulosa do futuro, freqüentes na obra do escritor.

O texto “Do Androids Dream of Eletric Sheep?”, por exemplo, deu origem a um dos filmes mais cultuados dos últimos 25 anos, “Blade Runner” do diretor Ridley Scott (o mesmo de “Os Duelistas”, “1492 – A Conquista do Paraíso” e “Gladiador”, entre outros grandes sucessos do cinema).

Motivos para que o filme viesse a ser cultuado podem ser vistos desde o princípio da exibição:- visual futurista de grande impacto (onde se destacam grandes construções moderníssimas, caracterizadas pela utilização exagerada de vidro e ligas metálicas), a névoa que aparece ao longo de todo o decorrer da história e o tom escuro que nos dão a sensação de estarmos presenciando um filme noir (aqueles filmes policiais dos anos 1940-1950, com detetives usando sobretudo e tendo um grande mistério para resolver, tudo dentro dessa atmosfera cinza, escura, sombria), a presença de grandes estrelas do cinema (Harrison Ford, Sean Young, Daryl Hannah e Rutger Hauer), a fantástica trilha sonora de Vangelis,…

A despeito de todas essas variáveis que tornam o filme um grande sucesso, o maior mérito reside na história de Phillip K. Dick. Ao nos defrontarmos com o dilema dos replicantes (andróides feitos a imagem e semelhança dos homens), verdadeiros escravos desse futuro previsto em “Blade Runner”, é difícil não pensarmos nas transformações que vivenciamos nos últimos anos, promovidas a partir de pesquisas e projetos desenvolvidos nas áreas de robótica, bioengenharia, biotecnologia, eletrônica e sistemas operacionais.

Que futuro nos aguarda? A prosperidade e a felicidade prometidas ao homem pela ciência e pela tecnologia desde o século XIX? O sucateamento e a destruição dos recursos naturais que nos levarão ao fim da humanidade? O confronto entre os homens e os sistemas e vidas artificiais por eles criados?

O Filme

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Rick Deckard (Harrison Ford) é um Blade Runner, nome dado a uma unidade especial da polícia, no ano de 2019, especializada na captura ou na destruição dos replicantes (andróides tão aperfeiçoados que não apenas se parecem com os seres humanos, também tem sentimentos, sangram e, em alguns casos, tem memórias implantadas para que possam ter uma história de vida).

Inativo e, pouco disposto a sair dessa condição, Deckard é obrigado a voltar ao trabalho em virtude da fuga de modelos Nexus (os mais avançados entre os replicantes) de uma colônia de trabalho em outro planeta. Esses replicantes se destacam por sua grande força, sua notável habilidade e mobilidade e por suas personalidades marcantes. Além de tudo isso, são ainda muito inteligentes.

Como todo o detetive que se preza, Deckard inicia suas investigações pela corporação Tyrell, onde foram fabricados os replicantes. Descobre que há uma replicante trabalhando diretamente para o dono da empresa. Trata-se de Rachel (Sean Young), em cuja memória foram implantadas as lembranças de uma falecida sobrinha de Tyrell.

O problema do detetive, no entanto, são os outros replicantes, que soltos na grande metrópole constituem um perigo eminente de violência e mortes. O que torna ainda pior a história é que eles estão atrás de uma solução para o seu mais grave dilema, ou seja, o curto tempo de vida de que dispõe (estão programados para viver somente quatro anos). Para resolver essa situação, não colocam empecilhos para sua ação…

Obs.: O filme “Blade Runner” tem duas versões, a original lançada em 1982 pela Warner Brothers e renegada pelo diretor Ridley Scott (que não gostava da narração em “off” do personagem de Harrison Ford que foi colocada no trecho final do filme e que fez severas críticas aos cortes e a edição da película) e uma outra, lançada em 1993, batizada de versão do diretor (feita dentro dos conformes propostos por Scott). Procure e assista a versão lançada originalmente nos cinemas em 1982, ela é mais densa, profunda e reflexiva.

Aos Professores

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1- Dilemas existenciais atormentam o homem desde seu surgimento no planeta. Essas dúvidas aumentaram muito com o advento do período contemporâneo, de bases industriais, num mundo sem fronteiras e tomado pela tecnologia. Não são poucas as pessoas que constantemente se perguntam o que acontecerá com a humanidade dentro em breve. Há visões otimistas, algumas que pretendem ser realistas e outras um tanto quanto pessimistas. De que forma entendemos o mundo em que vivemos? Que perspectivas temos daquilo que irá acontecer no futuro? O que gostaríamos de legar para as gerações futuras? De que forma contribuímos com as mudanças que estão acontecendo no mundo e determinam o nosso futuro? Pergunte-se sobre o amanhã e faça com que seus alunos também o façam; Inicie um debate acerca das possibilidades que nos esperam.

2- As dúvidas lançadas no final do filme pelo personagem de Rutger Hauer nos fazem pensar a respeito do destino que a humanidade reserva para algumas de suas criações, como os clones e a inteligência artificial. Clones podem ser considerados da mesma forma que seres humanos? Serão tratados de que forma pela sociedade? Terão assistência da lei em caso de preconceito? Qual a motivação real para a pesquisa e a busca incessante da inteligência artificial? A inteligência artificial substituirá o homem em suas atividades? O que caberá ao homem depois do surgimento dessas criações? Muitas outras dúvidas podem surgir e devem alimentar esse debate crescente, que tende a ser cada vez maior e mais presente em nosso cotidiano…

3- Por que a escola estimula em demasia o estudo da lógica, da linguagem e das ciências humanas e naturais e praticamente despreza qualquer trabalho em termos daquilo que nos faz genuinamente humanos, nossos sentimentos? Quantas vezes paramos para nos perguntar quem são nossos alunos, de onde vem, como vivem, com quem se relacionam e tantas outras dúvidas essenciais para a compreensão de nossa clientela? Pouco ou nada sabemos sobre eles, o que aumenta a possibilidade de termos dificuldades em nosso relacionamento em aula. Não seria isso a comprovação de que carecemos de um trabalho a se realizar na área dos sentimentos? Até que ponto sabemos realmente lidar com isso? Será que, ao menos, nos conhecemos e damos a devida atenção a nossos próprios anseios?

Ficha Técnica

Blade Runner – O Caçador de Andróides
(Blade Runner)

País/Ano de produção:- EUA, 1982
Duração/Gênero:- 117 min., Ficção
Disponível em VHS e DVD
Direção de Ridley Scott
Roteiro de Hampton Francher e David Webb Peoples
Elenco:- Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young,
Daryl Hannah, Edward James Olmos, Joanna Cassidy, M. Emmet Walsh .

Links
http://www.adorocinema.com/filmes/blade-runner/blade-runner.htm
http://us.imdb.com/Title?0083658 (em inglês)
http://www.rottentomatoes.com/m/BladeRunner-1002553 (em inglês)

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=25

Cine Majestic

Dando valor as leis e a solidariedade

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Jim Carrey é realmente um sujeito surpreendente. Começou sua carreira como um comediante que tinha tudo para ser uma reedição atualizada do grande Jerry Lewis (para conferir isso basta ver “O Máscara”, “Ace Ventura” e “Debi e Lóide). Seu destino cinematográfico pareciam ser as comédias escrachadas, um tanto quanto apelativas em seu senso de humor. Dizia-se dele que era um grande “careteiro”, que suas “gags” e malabarismos eram sua grande arte, sua garantia de sucesso e de boas bilheterias.

Por melhores que sejam os roteiros e as histórias contadas nos filmes, esse tipo de interpretação se esgota, cansa os espectadores e, acaba fazendo com que um artista de grande sucesso de repente se torne um retumbante fracasso. Talvez ciente dessa possibilidade, Jim Carrey resolveu enveredar por caminhos um tanto quanto diferentes e, verdadeiramente autênticos. A primeira grande prova desse novo desafio de Carrey foi o bem-sucedido “O Show de Truman“.

Em “Truman”, o astro de cachês vultosos conseguiu fazer com que sua verve cômica fosse agregada a um surpreendente talento para o drama. Essa tendência continua e, o reconhecimento ao trabalho de Carrey tem crescido em todos os lugares, seja de público ou de crítica.

“Cine Majestic” é uma nova oportunidade de verificar o aperfeiçoamento de Jim Carrey. Trata-se de uma história ambientada nos Estados Unidos dos anos 1950, no auge do Mcartismo. Fenômeno dos mais aterrorizantes esse tal de Macarthismo, principalmente para as pessoas que prezam e lutam pelas liberdades individuais, pela democracia. No início da Guerra Fria, movidos por uma grande histeria, parlamentares americanos liderados pelo senador Joseph Mcarthy iniciaram uma grande “caça as bruxas”. As bruxas a que me refiro não foram queimadas na fogueira mas, na prática, a perseguição a que foram submetidos deixou-os chamuscados para sempre.

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As vítimas de toda a arbitrariedade contida nessas perseguições foram os pretensos comunistas que estariam em ação nos Estados Unidos. Muitos deles nem ao menos sabiam os ditames da ideologia marxista, como imaginar então que participavam de grupos simpatizantes dessa linha política. Esse era o caso do personagem Peter Appleton (Carrey), roteirista de filmes de segunda linha, em início de carreira e ávido por chances ainda melhores no disputado mercado hollywoodiano.

A capital do cinema foi, a propósito, um dos grandes alvos dos agentes do Macarthismo. Diretores, roteiristas, produtores e artistas foram alvos de investigações e, em muitos casos, foram a tribunais públicos para se defender das acusações de que eram comunistas. Muitos tiveram que se retratar publicamente por erros que nem ao menos haviam cometido. A intolerância desse período beira as raias da insanidade. Nada poderia justificar tal histeria e permitir que, utilizando-se de expedientes e agências governamentais, se agisse de tal maneira.

Voltando ao filme. Perseguido, Appleton acaba por sofrer um acidente que o leva a perder a memória. Acaba indo parar numa pequena cidade interiorana e é confundido com um jovem (chamado Luke Trimble) daquela localidade que havia partido para a guerra e nunca regressara. As semelhanças entre ambos são muito grandes e, a partir desse momento, as pessoas da cidade tentam reintegra-lo ao cotidiano local.

O pai do jovem (vivido pelo experiente e competente Martin Landau) decide reabrir o cinema que pertence a família desde os anos 1920. Esperava o retorno de Luke para que pudesse fazer isso. Com o apoio da comunidade e da prefeitura, que lhes dão suporte material e humano para as reformas necessárias, ressurge o Cine Majestic. Tudo parecia ir muito bem, inclusive o romance reatado entre Luke/Appleton e sua antiga namorada/noiva, até o FBI rastrear os passos do desaparecido roteirista, acusado de simpatizante dos “vermelhos”…

Cena-do-filme

Os grandes méritos do filme para o trabalho nas escolas residem na solidariedade da comunidade ao unir forças para a reconstrução de um símbolo da cidade (o Cine Majestic) e o calor com que receberam Luke/Appleton, a reconstituição de um fenômeno histórico de grande repercussão na história americana (o macarthismo) e, principalmente, na firmeza e decisão do personagem de Carrey ao enfrentar os tribunais que o perseguiam injustamente.

Ao lembrar-se dos artigos da constituição americana que exaltavam o direito as liberdades individuais, como a liberdade de culto religioso, o direito de expressar suas opiniões e a oportunidade de veicular as informações através da imprensa, Appleton (Carrey) traz a tona um pouco do sonho de todos nós (e não apenas dos norte-americanos), de que as leis sejam muito mais que apenas pedaços de papel sem valor. Confira!

Obs.: Sobre o macarthismo vale conferir o filme de Woody Allen chamado “Testa de ferro por acaso” e a participação de Robert De Niro em “Acusado por suspeita”.

Ficha Técnica

Cine Majestic
(The Majestic)

País/Ano de produção:– EUA, 2001
Duração/Gênero:– 153 min., drama
Disponível em vídeo e DVD
Direção de Frank Darabont
Roteiro de Michael Sloane
Elenco:– Jim Carrey, Martin Landau, Laurie Holden, Allen Garfield, Amanda Detmer.

Links

http://majesticmovie.warnerbros.com (site oficial – em inglês)
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=3690

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=33

Projeto Cinema no Caldeirão – 14/03

Olá Amigos

O Projeto Cinema no Caldeirão apresenta hoje o filme “O Show de Truman – O Show da Vida”, dirigido pelo consagrado Peter Weir (de “Mestre Dos Mares” e “Sociedade dos Poetas Mortos”). A escolha do filme em questão se deu atraves de um debate sobre privacidade e realtys shows que assolam a TV brasileira com os seus BBB e derivados.

O filme para mim, trata-se de um filme altamente poético, fantasiosamente improvável e realisticamente palpável. Ele dá margem à inúmeras abordagens, suscita muitas perguntas, enfim, nos faz pensar.

Os reality shows têm um espaço significativo na televisão atualmente. É um tipo de programa que atrai grandes audiências, o que faz com que produtores invistam cada vez mais nesse formato. Mas afinal, o que eles têm de especiais para tamanho sucesso? Será o espectador tão curioso assim pela vida alheia, ou será que eles somente gostam de assistir a algo real, sem a dramatização dos filmes ou das novelas?

De acordo com “O Show de Truman – O Show da Vida” (EUA – 1998), a resposta para isso é uma junção dessas duas teorias. A mídia é mostrada no filme de forma manipuladora, usando o seu poder para seduzir e iludir massas, além de vender produtos. A propósito, “O Show de Truman” satiriza a publicidade na televisão, com os personagens fazendo propaganda de produtos de uma forma bastante artificial.

Outra questão levantada no filme é sobre a veracidade e ética dos reality shows. No Brasil, programas como Big Brother e Casa dos Artistas são conhecidos justamente por mostrarem a vida real, e são divulgados como programas sem roteiro. Entretanto, assim como em “Show de Truman”, discute-se a questão de que há sim um roteiro por trás desses programas de realidade, afinal, há dinheiro envolvido no processo, e os produtores não podem correr o risco de terem prejuízo com histórias enfadonhas, que não atrairiam o público.

Quando o Céu é de Mentira
Isso é abordado logo no início do filme, quando Cristof diz que “Não há roteiro. Não há intromissões. Não é sempre Shakespeare, mas é genuíno”. Percebe-se posteriormente no filme que isso é mentira, já que é ele mesmo que monta o roteiro da vida de Truman. Através dessa prática, o filme critica a mídia e seu poder sobre a população.

Com isso, “O Show de Truman” é um filme ousado e ambicioso, e mostra uma característica louvável para qualquer produto audiovisual atualmente: a originalidade.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Projeto Cinema no Caldeirão – 14/03

>Olá Amigos

O Projeto Cinema no Caldeirão apresenta hoje o filme “O Show de Truman – O Show da Vida”, dirigido pelo consagrado Peter Weir (de “Mestre Dos Mares” e “Sociedade dos Poetas Mortos”). A escolha do filme em questão se deu atraves de um debate sobre privacidade e realtys shows que assolam a TV brasileira com os seus BBB e derivados.

O filme para mim, trata-se de um filme altamente poético, fantasiosamente improvável e realisticamente palpável. Ele dá margem à inúmeras abordagens, suscita muitas perguntas, enfim, nos faz pensar.

Os reality shows têm um espaço significativo na televisão atualmente. É um tipo de programa que atrai grandes audiências, o que faz com que produtores invistam cada vez mais nesse formato. Mas afinal, o que eles têm de especiais para tamanho sucesso? Será o espectador tão curioso assim pela vida alheia, ou será que eles somente gostam de assistir a algo real, sem a dramatização dos filmes ou das novelas?

De acordo com “O Show de Truman – O Show da Vida” (EUA – 1998), a resposta para isso é uma junção dessas duas teorias. A mídia é mostrada no filme de forma manipuladora, usando o seu poder para seduzir e iludir massas, além de vender produtos. A propósito, “O Show de Truman” satiriza a publicidade na televisão, com os personagens fazendo propaganda de produtos de uma forma bastante artificial.

Outra questão levantada no filme é sobre a veracidade e ética dos reality shows. No Brasil, programas como Big Brother e Casa dos Artistas são conhecidos justamente por mostrarem a vida real, e são divulgados como programas sem roteiro. Entretanto, assim como em “Show de Truman”, discute-se a questão de que há sim um roteiro por trás desses programas de realidade, afinal, há dinheiro envolvido no processo, e os produtores não podem correr o risco de terem prejuízo com histórias enfadonhas, que não atrairiam o público.

Quando o Céu é de Mentira
Isso é abordado logo no início do filme, quando Cristof diz que “Não há roteiro. Não há intromissões. Não é sempre Shakespeare, mas é genuíno”. Percebe-se posteriormente no filme que isso é mentira, já que é ele mesmo que monta o roteiro da vida de Truman. Através dessa prática, o filme critica a mídia e seu poder sobre a população.

Com isso, “O Show de Truman” é um filme ousado e ambicioso, e mostra uma característica louvável para qualquer produto audiovisual atualmente: a originalidade.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

O Show de Truman – O Show da Vida

A TV e o show da vida

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Muito antes dessa onda de shows televisivos que invadem a privacidade de pessoas anônimas ou de celebridades (refiro-me a Casa dos Artistas e ao Big Brother) tomarem conta da televisão foi lançado um filme nos cinemas (que fez grande sucesso) cuja temática explora, justamente essa questão tão essencial a todos nós, a privacidade.

Era “O Show de Truman”, do competente diretor Peter Weir (o mesmo de “A Testemunha” e “Sociedade dos Poetas Mortos”, filmes que merecem ser conferidos), estrelado pelo careteiro Jim Carrey (em seu melhor papel até aquele momento).

Truman (Jim Carrey), o sujeito do tal show, é um inocente, cuja vida tem sido transmitida ao vivo e em cores para os Estados Unidos inteiro em canal de TV paga. Desde o seu nascimento, até o momento em que a história se desenvolve, tudo o que se refere ao personagem de Carrey aparece na TV 24 horas por dia.

O problema é que ele é o único personagem dessa novela da vida real que não sabe o que está acontecendo, tudo o que ocorre ao seu redor é fictício, seu emprego é uma criação, seu casamento uma farsa (assim como foram o romance, a sedução e o namoro com sua esposa), seus amigos estão junto dele por estarem cumprindo um contrato como atores da rede que transmite o “Show de Truman”.

Todos e tudo que o cerca são, literalmente, artificiais. Cenários compõe a cidade da vida de Truman, os carros são sempre os mesmos, cumprindo o ritual de rodar a cidade e dar a impressão de que a vida segue seu rumo, sua normalidade. Quando vai ao supermercado e adquire um produto, as imagens de Truman segurando e comprando determinados produtos viram marketing para as mercadorias adquiridas.

Nesse ambiente de mentiras, Truman desperta ao quase ser acertado por uma câmera que despenca do alto dos cenários. Seria Deus tentando alertá-lo ou seria apenas um acidente dos “deuses” da mídia televisiva que o colocam no ar todos os dias?

A partir desse incidente, sua relação com o mundo que o cerca muda completamente, ele passa a desconfiar de tudo e de todos, inicia uma procura incessante pelos olhos eletrônicos que estão a monitorá-lo todo o tempo, começa a duvidar da seriedade dos amigos e da esposa, percebe que o mundo ao seu redor repete-se com uma insistência irritante!

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Numa época como a nossa, quando a discussão acerca dos direitos das pessoas é uma constante nos cenários nacional e internacional, a questão da privacidade sendo invadida por câmeras de televisão merece uma discussão acalorada em sala de aula. Muitos se perguntam os motivos que levam pessoas a enfrentar, conscientemente, o desafio de serem vistos diariamente por milhões de pessoas como o que ocorre com os já citados programas veiculados por canais abertos e fechados. Alguns, cedem a tentação da fama instantânea, conseguida graças a superexposição na mídia mais procurada por todas as classes sociais, a TV. É um tiro certeiro, as pessoas são reconhecidas nas ruas, tornam-se familiares a milhões de desconhecidos por invadirem seus lares através das telinhas e, com maior ou menor habilidade, conseguem ficar em evidência por mais alguns meses mesmo depois do programa terminar. Outras pessoas arriscam o espaço, a individualidade e, em muitos casos, correm o sério risco de se exporem ao ridículo movidas pelos prêmios milionários dados aos vencedores dessas verdadeiras maratonas.

Mas, e no caso de Truman, levado ao estrelato sem consulta prévia, na mais pura inocência, desconhecedor de sua própria história de vida? Não há dinheiro movendo suas ações, assim como, no seu cotidiano ele não consegue imaginar a repercussão de seus atos e o montante de popularidade por ele obtidos junto ao grande público que acompanha sua “novela da vida real”.

Os direitos aos quais temos acesso não terminam quando começam os dos outros? A manipulação da rede de televisão que controlava o “Show de Truman” não consistia portando um desrespeito a um dos direitos essenciais da cidadania? Em que consiste a cidadania senão na consideração pelos outros e por suas dignidades? Não deve existir (e pelo que sei, já existe) por parte das emissoras de televisão um código de ética que não os faça lesar a integridade física e moral das pessoas que são apresentadas em seus programas? O próprio conceito de ética, foi criado para ser violado ou tem valor real e deve, por isso ser respeitado?

Discussões como essas podem nos levar a fomentar aulas interessantes em história, relacionando com o surgimento das Declarações dos Direitos Humanos em diferentes contextos, como no da Revolução Francesa ou no do final da 2ª Guerra Mundial (na época da criação da ONU); pode alimentar interessantes debates para a área de redação, com o adendo de que, o professor pode se utilizar de textos extraídos de jornais ou revistas que façam um contraponto, um termo de arguição e aprofundamento; pode servir como indicador de caminhos para aulas de filosofia e pode gerar o questionamento da questão da própria ética na sociedade em que estamos inseridos.

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Por outro lado, o filme nos lança uma situação das mais interessantes ao afirmar a vida cotidiana como o maior dos espetáculos. Momentos tão desprezados de nossas existências quando realçados pelo brilho dos refletores das câmeras de TV parecem ganhar em vigor, fôlego e graça. Um abraço numa criança, a reunião com os amigos depois do expediente, ler um livro ou dar um beijo na mulher amada ganham contornos de grandes acontecimentos. Será que nós não estamos deixando essas cenas da vida real passarem sem dar a elas o verdadeiro reconhecimento e valor que elas merecem?


Ficha Técnica

O Show de Truman
(The Truman Show)

Direção: Peter Weir Produção:
País: EUA
Ano da Produção: 1998
Duração: 102 minutos
Gênero: Drama
Elenco: Jim Carrey, Ed Harris, Laura Linney, Noah Emmerich, Natascha McElhone.

Links

www.trumanshow.com – Site oficial
– http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=1900

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=98