Almanaque da Rede – O Blog de Papel

Olá Amigos

Ontem durante a reunião do Portal Conexão Professor e Conexão Aluno conhecemos o Almanaque da Rede. A proposta do Almanaque da Rede é fantástica, uma reinvenção da escrita nos tempos atuais. Levar aos alunos a forma correta de se fazer varias formas de textos é uma proposta que sem sombra de duvida é das mais uteis que vi atualmente.

Você quer aprender a escrever para contar sua história? A história das pessoas que você conhece, para inventar personagens, para conquistar amigos e amores, para aumentar suas chances no vestibular e no seu futuro profissional? Então, você está no lugar certo!

Almanaque da rede é um laboratório de escrita, presencial e digital, gratuito, aberto a estudantes da rede pública de ensino médio das escolas das coordenadorias da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Almanaque da rede tem uma versão em papel que foi distribuída pela Secretaria Estadual de Educação em toda a primeira série do ensino médio, em março de 2009.

Desde março, o projeto “Almanaque da Rede” ensina estudantes do 1° ano do ensino médio a fazer narrações, dissertações, descrições e mensagens através das cores. O almanaque, além de ser uma agenda multicolorida utilizada em sala de aula, também é apresentado como jogos na internet. Os alunos com maior pontuação ganham passeios culturais entre outros brindes.

Confira uma aula prática do Almanaque da Rede

São propostas como essa que fazem a diferença.

Conheça e Divulgue

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

O papel das tecnologias digitais no contexto escolar

09 de novembro de 2006, 20:40

Para os envolvidos em educação: é importante superar uma visão reducionista que entende as tecnologias digitais usadas pelos professores numa perspectiva meramente técnica.

Por Valéria Roque

Essa discussão volta-se para questões acerca da incorporação das tecnologias digitais às ações educativas formais e o papel do professor frente às atuais demandas trazidas por essas tecnologias.

Primeiramente é necessário destacar, como o faz Arruda (2004), que a partir da maior difusão de acesso à internet, em torno do ano de 1995, diversos pesquisadores começaram a associar esse tema às pesquisas educacionais. Esse autor, em consonância com Castells (2001), reconhece que tal difusão seja relativa, mostrando-se mais presentes junto às camadas A e B da população brasileira.

No entanto, destaca que “a utilização de tecnologias educacionais no contexto escolar está inserida em uma realidade econômica mais ampla, marcada por um processo de reestruturação capitalista” (ARRUDA pg. 14, 2004), que gerou a organização de movimentos de mudanças pedagógicas, não apenas no Brasil, como também em outros países, como, Chile, Portugal e Espanha.

No curso desse movimento diversas modificações foram trazidas para nosso sistema educacional, em formatos distintos e diversos, que vão desde medidas avaliativas, como ao lançamento de Parâmetros Curriculares. Não é objetivo deste texto debater sobre essas transformações, mas sim reconhecer que, a preocupação em se incorporar as tecnologias digitais nos processos educacionais vêm associadas a elas.

Nesse fluxo as pesquisas educacionais conseguem identificar, junto às escolas públicas e privadas um movimento de “informatização” desse espaço. Cabe também destacar que esse movimento tem por meta a difusão dos meios informatizados junto aos educandos. No entanto, tal processo deve ser analisado com cautela e um certo grau de relativização.

Relacionar as tecnologias digitais à educação exige o reconhecimento de dois pontos, considerados por mim e Arruda (2005) como fundamentais. Primeiro, as tecnologias digitais trazem possibilidades interativas para a educação as quais, aparentemente, ainda não foram, genericamente, incorporadas nas práticas docentes, independentemente à adoção, ou não, dessa nova linguagem.

Tais possibilidades interativas podem trazer para a docência novos encaminhamentos quanto ao processo de aquisição do conhecimento pelo aluno. Compreendo que a utilização das tecnologias digitais deva ser assumida como parte da cultura escolar. Embora seja notória a importância atribuída a essas novas tecnologias no âmbito escolar, uma vez que esta é por vezes utilizada como estratégia de marketing por escolas privadas, ainda é desconhecido o(s) modo(s) como essas tecnologias são apropriadas pelos professores.

Em segundo lugar, como indica Arruda (2004), existe um descompasso entre o domínio que o docente apresenta destas novas linguagens frente aos conhecimentos que seus alunos possuem.

Esse ponto registra-se como um complicador a mais para o docente que, além de necessitar possuir um conhecimento específico acerca das possibilidades postas pela disciplina escolar a qual leciona, deverá também ser capaz de identificar as tecnologias digitais como linguagem favorecedora para apreensão da realidade?

Como o docente fará esse último movimento sem apresentar, até mesmo, conhecimentos básicos na área da informática?

Destaco ainda que, conhecimentos básicos mostram-se insuficientes para a apreensão, pelo professor, das potencialidades das tecnologias digitais para o ensino. Promover a discussão sobre a incorporação e as implicações das tecnologias digitais nas escolas, em especial nas disciplinas escolares, significa assumir a idéia da constituição de “sujeitos comunicacionais” pela instituição escolar.

Em pesquisa recentemente desenvolvida (1), tive a oportunidade de observar como os professores de escolas privadas de Belo Horizonte utilizam tecnologias digitais em sua prática pedagógica. Resultados parciais vêm indicando aos pesquisadores envolvidos que, embora a literatura conhecida aponte o caráter amplo dado ao desenvolvimento tecnológico ao longo da história humana, na escola ainda persiste uma interpretação muito mais ligada à questão técnica.

Os dados obtidos até o momento confirmam a perspectiva de Arruda (2004) a qual afirma que a, as tecnologias digitais são tratadas no âmbito escolar somente no seu aspecto de produção de técnicas e ferramentas, limitando a presença das tecnologias tão somente aos chamados “recursos” didáticos, como quadro, giz, aparelhos, livros etc.

Deixa-se de observar aspectos muito mais amplos de introdução de tecnologias no ensino. Alava (2002) afirma-nos que no sentido mais amplo atribuído às tecnologias, o processo de ensino-aprendizagem acontece sempre mediado por alguma tecnologia, seja organizacional, simbólica ou ferramenta/recurso.

Na verdade, na sociedade contemporânea há uma estreita vinculação entre tecnologia e “novidade”, principalmente porque na modernidade a tecnologia está ligada à produção (PAIVA, 1999). O modelo de produção atual é caracterizado pela grande diversidade de produtos e segmentação de mercado, o que leva as empresas a buscarem constantemente o desenvolvimento tecnológico visando a “diferenciação” em um mercado amplamente competitivo.

Entretanto, a análise das práticas pedagógicas e de alguns softwares voltados para o ensino tem indicado um uso das tecnologias digitais bastante próximo àquele atribuído, por exemplo, ao livro didático. Nesse último caso o conteúdo presente no material didático é incorporado como fim da aprendizagem e não como meio.

As tecnologias digitais (softwares, internet) são tratadas como “livros didáticos animados” ou simples material de pesquisa, similar ao que ocorre com revistas e jornais.

Essas características presentes na prática pedagógica revelam não apenas um desconhecimento acerca das possibilidades para as atividades educacionais, mas também (se não, sobretudo) uma concepção de ensino de distante das orientações recentes postas para educação brasileira a partir da década de 1990.

Uma outra forma de aprender

Alava (2002) (2) afirma que estas novas tecnologias dizem respeito, sobretudo aos educadores, no entanto são vistas como elementos técnicos que “renovam” o ensino somente através da introdução do maquinário na escola.

No entanto as novas tecnologias da informação e comunicação oferecem novas possibilidades de aprender e devem deixar o estatuto de simples auxiliar (na aprendizagem) para tornar-se centro de uma outra forma de aprender, que afeta, em primeiro lugar a mudança dos modos de comunicação e dos modos de interação.

Finalizo afirmando a necessidade de pesquisas favoreçam a apreensão das possibilidades cognitivas postas por essa linguagem, a fim de superar um visão reducionista que percebe as tecnologias numa perspectiva meramente técnica. [Webinsider]

Notas

(1) ALLAIN, L., ARRUDA, E. ROQUE ASCENÇÃO, V. Implicações das Novas Tecnologias na Prática Pedagógica de Professores de Ciências, Geografia e História das séries iniciais: um recorte pedagógico e comunicacional. Belo Horizonte, Universidade FUMEC, 2005.

(2) Autores como SANCHO (1998), LANDRY (2002), GREEN e BIGUN (1995), ARRUDA (2004), SILVA (2003), dentre outros também apresentam olhares mais amplos sobre as tecnologias e buscam desmistificar a idéia de que tecnologia está ligada sempre a algo recente.

Bibliografia

ALAVA, Séraphin & colaboradores. Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed, 2002

ARRUDA, Eucidio. Ciberprofessor: Novas Tecnologias, Ensino e Trabalho Docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2004

CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003.

GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.

PAIVA, José Eustáquio Machado de. Um estudo acerca do conceito de tecnologia. In: Educação & Tecnologia. Belo Horizonte: Revista do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, v. 4 n. ½ jan/dez. 1999.

Sobre o autor

Valéria de Oliveira Roque Ascenção (valeriaroque@gmail.com) é professora da Universidade Fumec.

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/11/09/o-papel-das-tecnologias-digitais-no-contexto-escolar/

>O papel das tecnologias digitais no contexto escolar

>09 de novembro de 2006, 20:40

Para os envolvidos em educação: é importante superar uma visão reducionista que entende as tecnologias digitais usadas pelos professores numa perspectiva meramente técnica.

Por Valéria Roque

Essa discussão volta-se para questões acerca da incorporação das tecnologias digitais às ações educativas formais e o papel do professor frente às atuais demandas trazidas por essas tecnologias.

Primeiramente é necessário destacar, como o faz Arruda (2004), que a partir da maior difusão de acesso à internet, em torno do ano de 1995, diversos pesquisadores começaram a associar esse tema às pesquisas educacionais. Esse autor, em consonância com Castells (2001), reconhece que tal difusão seja relativa, mostrando-se mais presentes junto às camadas A e B da população brasileira.

No entanto, destaca que “a utilização de tecnologias educacionais no contexto escolar está inserida em uma realidade econômica mais ampla, marcada por um processo de reestruturação capitalista” (ARRUDA pg. 14, 2004), que gerou a organização de movimentos de mudanças pedagógicas, não apenas no Brasil, como também em outros países, como, Chile, Portugal e Espanha.

No curso desse movimento diversas modificações foram trazidas para nosso sistema educacional, em formatos distintos e diversos, que vão desde medidas avaliativas, como ao lançamento de Parâmetros Curriculares. Não é objetivo deste texto debater sobre essas transformações, mas sim reconhecer que, a preocupação em se incorporar as tecnologias digitais nos processos educacionais vêm associadas a elas.

Nesse fluxo as pesquisas educacionais conseguem identificar, junto às escolas públicas e privadas um movimento de “informatização” desse espaço. Cabe também destacar que esse movimento tem por meta a difusão dos meios informatizados junto aos educandos. No entanto, tal processo deve ser analisado com cautela e um certo grau de relativização.

Relacionar as tecnologias digitais à educação exige o reconhecimento de dois pontos, considerados por mim e Arruda (2005) como fundamentais. Primeiro, as tecnologias digitais trazem possibilidades interativas para a educação as quais, aparentemente, ainda não foram, genericamente, incorporadas nas práticas docentes, independentemente à adoção, ou não, dessa nova linguagem.

Tais possibilidades interativas podem trazer para a docência novos encaminhamentos quanto ao processo de aquisição do conhecimento pelo aluno. Compreendo que a utilização das tecnologias digitais deva ser assumida como parte da cultura escolar. Embora seja notória a importância atribuída a essas novas tecnologias no âmbito escolar, uma vez que esta é por vezes utilizada como estratégia de marketing por escolas privadas, ainda é desconhecido o(s) modo(s) como essas tecnologias são apropriadas pelos professores.

Em segundo lugar, como indica Arruda (2004), existe um descompasso entre o domínio que o docente apresenta destas novas linguagens frente aos conhecimentos que seus alunos possuem.

Esse ponto registra-se como um complicador a mais para o docente que, além de necessitar possuir um conhecimento específico acerca das possibilidades postas pela disciplina escolar a qual leciona, deverá também ser capaz de identificar as tecnologias digitais como linguagem favorecedora para apreensão da realidade?

Como o docente fará esse último movimento sem apresentar, até mesmo, conhecimentos básicos na área da informática?

Destaco ainda que, conhecimentos básicos mostram-se insuficientes para a apreensão, pelo professor, das potencialidades das tecnologias digitais para o ensino. Promover a discussão sobre a incorporação e as implicações das tecnologias digitais nas escolas, em especial nas disciplinas escolares, significa assumir a idéia da constituição de “sujeitos comunicacionais” pela instituição escolar.

Em pesquisa recentemente desenvolvida (1), tive a oportunidade de observar como os professores de escolas privadas de Belo Horizonte utilizam tecnologias digitais em sua prática pedagógica. Resultados parciais vêm indicando aos pesquisadores envolvidos que, embora a literatura conhecida aponte o caráter amplo dado ao desenvolvimento tecnológico ao longo da história humana, na escola ainda persiste uma interpretação muito mais ligada à questão técnica.

Os dados obtidos até o momento confirmam a perspectiva de Arruda (2004) a qual afirma que a, as tecnologias digitais são tratadas no âmbito escolar somente no seu aspecto de produção de técnicas e ferramentas, limitando a presença das tecnologias tão somente aos chamados “recursos” didáticos, como quadro, giz, aparelhos, livros etc.

Deixa-se de observar aspectos muito mais amplos de introdução de tecnologias no ensino. Alava (2002) afirma-nos que no sentido mais amplo atribuído às tecnologias, o processo de ensino-aprendizagem acontece sempre mediado por alguma tecnologia, seja organizacional, simbólica ou ferramenta/recurso.

Na verdade, na sociedade contemporânea há uma estreita vinculação entre tecnologia e “novidade”, principalmente porque na modernidade a tecnologia está ligada à produção (PAIVA, 1999). O modelo de produção atual é caracterizado pela grande diversidade de produtos e segmentação de mercado, o que leva as empresas a buscarem constantemente o desenvolvimento tecnológico visando a “diferenciação” em um mercado amplamente competitivo.

Entretanto, a análise das práticas pedagógicas e de alguns softwares voltados para o ensino tem indicado um uso das tecnologias digitais bastante próximo àquele atribuído, por exemplo, ao livro didático. Nesse último caso o conteúdo presente no material didático é incorporado como fim da aprendizagem e não como meio.

As tecnologias digitais (softwares, internet) são tratadas como “livros didáticos animados” ou simples material de pesquisa, similar ao que ocorre com revistas e jornais.

Essas características presentes na prática pedagógica revelam não apenas um desconhecimento acerca das possibilidades para as atividades educacionais, mas também (se não, sobretudo) uma concepção de ensino de distante das orientações recentes postas para educação brasileira a partir da década de 1990.

Uma outra forma de aprender

Alava (2002) (2) afirma que estas novas tecnologias dizem respeito, sobretudo aos educadores, no entanto são vistas como elementos técnicos que “renovam” o ensino somente através da introdução do maquinário na escola.

No entanto as novas tecnologias da informação e comunicação oferecem novas possibilidades de aprender e devem deixar o estatuto de simples auxiliar (na aprendizagem) para tornar-se centro de uma outra forma de aprender, que afeta, em primeiro lugar a mudança dos modos de comunicação e dos modos de interação.

Finalizo afirmando a necessidade de pesquisas favoreçam a apreensão das possibilidades cognitivas postas por essa linguagem, a fim de superar um visão reducionista que percebe as tecnologias numa perspectiva meramente técnica. [Webinsider]

Notas

(1) ALLAIN, L., ARRUDA, E. ROQUE ASCENÇÃO, V. Implicações das Novas Tecnologias na Prática Pedagógica de Professores de Ciências, Geografia e História das séries iniciais: um recorte pedagógico e comunicacional. Belo Horizonte, Universidade FUMEC, 2005.

(2) Autores como SANCHO (1998), LANDRY (2002), GREEN e BIGUN (1995), ARRUDA (2004), SILVA (2003), dentre outros também apresentam olhares mais amplos sobre as tecnologias e buscam desmistificar a idéia de que tecnologia está ligada sempre a algo recente.

Bibliografia

ALAVA, Séraphin & colaboradores. Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed, 2002

ARRUDA, Eucidio. Ciberprofessor: Novas Tecnologias, Ensino e Trabalho Docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2004

CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003.

GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.

PAIVA, José Eustáquio Machado de. Um estudo acerca do conceito de tecnologia. In: Educação & Tecnologia. Belo Horizonte: Revista do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, v. 4 n. ½ jan/dez. 1999.

Sobre o autor

Valéria de Oliveira Roque Ascenção (valeriaroque@gmail.com) é professora da Universidade Fumec.

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/11/09/o-papel-das-tecnologias-digitais-no-contexto-escolar/

O papel das novas tecnologias

Autor: Antônio Mendes Ribeiro

Ao escolher uma tecnologia educacional temos vários problemas envolvidos, entre os quais podemos citar:

O espaço que ela propicia

Cada tipo de tecnologia tem suas funcionalidades próprias, seja para distribuir conteúdos (Powerpoint), permitir interação(correio eletrônico), colaboração ou conexão (redes sociais), até mesmo a administração da participação dos alunos num curso (relatórios de atividades realizadas no Moodle). O ambiente criado pela tecnologia, que permite a realização das atividades de aprendizado, caracteriza o seu espaço, que pode ser, por exemplo, aberto e coletivo (wiki) ou fechado e individual (Powerpoint), de acordo com as estruturas existentes.

Um aspecto importante que devemos considerar é o criador do espaço, aquele que em última instância define as regras do jogo no ambiente, libera ou restringe as estruturas ou os mecanismos disponibilizados pela tecnologia. Aquele que exerce o poder sobre o ambiente. Cada tipo de espaço tecnológico tem associada, de forma explícita ou implícita, uma pedagogia, podendo no mesmo serem adotadas ou integradas abordagens comportamentalistas, cognitivistas, construtivistas, conectivistas. Alguns espaços são mais próprios para adoção, por exemplo, de abordagens comportamentalistas (Powerpoint), que normalmente colabora para que um professor exerça todo o poder na sua aula.

A estrutura existente

Como agir num espaço tecnológico é definido por suas estruturas, que podem ser hierárquicas ou flexíveis, abertas ou fechadas, livres ou administradas, promovidas ou criadas. Elas é quem definem, em última instância o controle sobre o espaço: se as atividades ou recursos são centrados num autor, nos leitores, em grupos ou comunidades (sejam professores ou alunos). A estrutura do Powerpoint ( conteúdos seqüenciais, a serem apresentados por um autor para muitos leitores), favorece de forma significativa aulas centradas no professor. As estruturas em rede (não hierárquicas) favorecem a autonomia dos alunos, na medida em que permitem que eles assumam por conta própria o controle de suas atividades de aprendizagem, conseguindo assumir uma identidade própria e coletiva no seu ambiente de trabalho.

As tecnologias com suas estruturas e mecanismos específicos favorecem de forma explícita as diversas possibilidades de controle.Mesmo com o uso de tecnologias mais flexíveis muitas vezes os alunos individualmente ou em grupos não conseguem assumir o controle do ambiente, pois ele pode ser exercido de forma implícita pelo professor (o dono do espaço). Neste caso é mais um controle cultural, pois podemos levar para os espaços abertos, todas as posturas e hábitos que estamos acostumados a vivenciar na nossa prática convencional de ensinar e aprender. Num fórum colocado num LMS pelo professor, para que os alunos discutam livremente sobre um certo tema, os alunos não se comportam da mesma forma como se estivessem, por exemplo, interagindo com seus amigos na sua comunidade do Orkut.

O nível de conhecimento possível de se alcançar

Nem toda tecnologia favorece a construção de um conhecimento de forma plena. O Powerpoint, por exemplo, voltado para apresentações, com uma estrutura normalmente linear e seqüencial, é mais adequado para a transferência de conhecimentos. É o que acontece numa aula expositiva com o professor fazendo uso dessa tecnologia. Dependendo do Powerpoint os alunos são meros receptores das mensagens do professor ( qualquer coisa mais rica do que isto, teria que ser feita com outro tipo de tecnologia, ou através de contatos diretos pessoais). Já outras tecnologias auxiliam mais na aquisição de habilidades, permitindo que o aprendiz acomode novos conhecimentos, relacionando-os com os já existentes. É o caso de um navegador da internet, que ao permitir a transferência de conhecimentos de uma página para o aluno, permite que o mesmo navegue em outros sites, na medida que este dê significado aos links existentes. Tutoriais com estruturas ramificadas também auxiliam a aquisição deste nível do conhecimento. Para a aquisição de novos conhecimentos por um aluno, a partir dos conhecimentos existentes, a tecnologia tem que ser mais social, favorecer a sua interação com os demais integrantes de seu grupo de pares. É o caso dos e-grupos ou fóruns fechados. Para adquirir de forma plena um conhecimento precisamos contextualizá-lo e validá-lo junto a especialistas na área ou outras pessoas com os mesmos interesses, o que pode ser feito conectando-se em redes sociais.Na medida que participamos de uma comunidade de prática, interagindo com colegas mais experientes em algum assunto de interesse comum, temos a chance de acessar novas informações, socializarmos as nossas visões, expor, refletir, reconstruir e desenvolver de forma plena nossos conhecimentos.

Hoje temos condições de organizarmos um processo de aprendizagem de forma diferente, utilizando ferramentas pessoais e software social, que com seus espaços e estruturas inovadores, permitirão que os nossos alunos construam e referendem seus conhecimento de forma mais efetiva. Podemos ter ecologias de aprendizado, abertas e em rede, de modo a dar poder aos mesmos para que exerçam uma identidade própria, necessária para a resolução de problemas, por conta própria e em parceria com seus colegas. É a forma que se tem para permitir a individualização do aprendizado, em função das necessidades específicas de cada aluno, através da criação de um ambiente no qual possa exercer de forma criativa sua autonomia, em colaboração com colegas, professores e especialista dos assuntos em questão.
O autor Christian Dalsgaard, no seu artigo Social Software: E-Learning Beyound Learning Management Systems, advoga o uso separado das ferramentas pessoais e das redes sociais, em outros espaços, fora dos LMS. A ecologia de aprendizado proposta é baseada nas estratégias pedagógicas abaixo:


· UM ESPAÇO PRÓPRIO SOMENTE PARA OS ASPECTOS ADMINISTRATIVOS (Sistemas de Gerência de Aprendizado), com suas estruturas mais formais, onde o professor pode disponibilizar seus materiais, as tarefas a serem desenvolvidas pelos alunos e efetuar o acompanhamento e avaliação das mesmas

· UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS (INDIVIDUAIS E COLETIVAS) PARA A CONSTRUÇÃO, APRESENTAÇÃO DE MÍDIAS, REFLEXÃO E COLABORAÇÃO COM SEUS PARES, acessadas em diversos espaços específicos da internet ( servidores online)

· FACILITAÇÃO NAS REDES SOCIAIS, VISANDO A CONEXÃO ENTRE ALUNOS NUM MESMO CONTEXTO DE APRENDIZADO, PARA TRABALHO COLABORATIVO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, em espaços abertos e não hierárquicos, criados e vivenciados pelos próprios alunos

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=13309#cPost

>O papel das novas tecnologias

>Autor: Antônio Mendes Ribeiro

Ao escolher uma tecnologia educacional temos vários problemas envolvidos, entre os quais podemos citar:

O espaço que ela propicia

Cada tipo de tecnologia tem suas funcionalidades próprias, seja para distribuir conteúdos (Powerpoint), permitir interação(correio eletrônico), colaboração ou conexão (redes sociais), até mesmo a administração da participação dos alunos num curso (relatórios de atividades realizadas no Moodle). O ambiente criado pela tecnologia, que permite a realização das atividades de aprendizado, caracteriza o seu espaço, que pode ser, por exemplo, aberto e coletivo (wiki) ou fechado e individual (Powerpoint), de acordo com as estruturas existentes.

Um aspecto importante que devemos considerar é o criador do espaço, aquele que em última instância define as regras do jogo no ambiente, libera ou restringe as estruturas ou os mecanismos disponibilizados pela tecnologia. Aquele que exerce o poder sobre o ambiente. Cada tipo de espaço tecnológico tem associada, de forma explícita ou implícita, uma pedagogia, podendo no mesmo serem adotadas ou integradas abordagens comportamentalistas, cognitivistas, construtivistas, conectivistas. Alguns espaços são mais próprios para adoção, por exemplo, de abordagens comportamentalistas (Powerpoint), que normalmente colabora para que um professor exerça todo o poder na sua aula.

A estrutura existente

Como agir num espaço tecnológico é definido por suas estruturas, que podem ser hierárquicas ou flexíveis, abertas ou fechadas, livres ou administradas, promovidas ou criadas. Elas é quem definem, em última instância o controle sobre o espaço: se as atividades ou recursos são centrados num autor, nos leitores, em grupos ou comunidades (sejam professores ou alunos). A estrutura do Powerpoint ( conteúdos seqüenciais, a serem apresentados por um autor para muitos leitores), favorece de forma significativa aulas centradas no professor. As estruturas em rede (não hierárquicas) favorecem a autonomia dos alunos, na medida em que permitem que eles assumam por conta própria o controle de suas atividades de aprendizagem, conseguindo assumir uma identidade própria e coletiva no seu ambiente de trabalho.

As tecnologias com suas estruturas e mecanismos específicos favorecem de forma explícita as diversas possibilidades de controle.Mesmo com o uso de tecnologias mais flexíveis muitas vezes os alunos individualmente ou em grupos não conseguem assumir o controle do ambiente, pois ele pode ser exercido de forma implícita pelo professor (o dono do espaço). Neste caso é mais um controle cultural, pois podemos levar para os espaços abertos, todas as posturas e hábitos que estamos acostumados a vivenciar na nossa prática convencional de ensinar e aprender. Num fórum colocado num LMS pelo professor, para que os alunos discutam livremente sobre um certo tema, os alunos não se comportam da mesma forma como se estivessem, por exemplo, interagindo com seus amigos na sua comunidade do Orkut.

O nível de conhecimento possível de se alcançar

Nem toda tecnologia favorece a construção de um conhecimento de forma plena. O Powerpoint, por exemplo, voltado para apresentações, com uma estrutura normalmente linear e seqüencial, é mais adequado para a transferência de conhecimentos. É o que acontece numa aula expositiva com o professor fazendo uso dessa tecnologia. Dependendo do Powerpoint os alunos são meros receptores das mensagens do professor ( qualquer coisa mais rica do que isto, teria que ser feita com outro tipo de tecnologia, ou através de contatos diretos pessoais). Já outras tecnologias auxiliam mais na aquisição de habilidades, permitindo que o aprendiz acomode novos conhecimentos, relacionando-os com os já existentes. É o caso de um navegador da internet, que ao permitir a transferência de conhecimentos de uma página para o aluno, permite que o mesmo navegue em outros sites, na medida que este dê significado aos links existentes. Tutoriais com estruturas ramificadas também auxiliam a aquisição deste nível do conhecimento. Para a aquisição de novos conhecimentos por um aluno, a partir dos conhecimentos existentes, a tecnologia tem que ser mais social, favorecer a sua interação com os demais integrantes de seu grupo de pares. É o caso dos e-grupos ou fóruns fechados. Para adquirir de forma plena um conhecimento precisamos contextualizá-lo e validá-lo junto a especialistas na área ou outras pessoas com os mesmos interesses, o que pode ser feito conectando-se em redes sociais.Na medida que participamos de uma comunidade de prática, interagindo com colegas mais experientes em algum assunto de interesse comum, temos a chance de acessar novas informações, socializarmos as nossas visões, expor, refletir, reconstruir e desenvolver de forma plena nossos conhecimentos.

Hoje temos condições de organizarmos um processo de aprendizagem de forma diferente, utilizando ferramentas pessoais e software social, que com seus espaços e estruturas inovadores, permitirão que os nossos alunos construam e referendem seus conhecimento de forma mais efetiva. Podemos ter ecologias de aprendizado, abertas e em rede, de modo a dar poder aos mesmos para que exerçam uma identidade própria, necessária para a resolução de problemas, por conta própria e em parceria com seus colegas. É a forma que se tem para permitir a individualização do aprendizado, em função das necessidades específicas de cada aluno, através da criação de um ambiente no qual possa exercer de forma criativa sua autonomia, em colaboração com colegas, professores e especialista dos assuntos em questão.
O autor Christian Dalsgaard, no seu artigo Social Software: E-Learning Beyound Learning Management Systems, advoga o uso separado das ferramentas pessoais e das redes sociais, em outros espaços, fora dos LMS. A ecologia de aprendizado proposta é baseada nas estratégias pedagógicas abaixo:


· UM ESPAÇO PRÓPRIO SOMENTE PARA OS ASPECTOS ADMINISTRATIVOS (Sistemas de Gerência de Aprendizado), com suas estruturas mais formais, onde o professor pode disponibilizar seus materiais, as tarefas a serem desenvolvidas pelos alunos e efetuar o acompanhamento e avaliação das mesmas

· UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS (INDIVIDUAIS E COLETIVAS) PARA A CONSTRUÇÃO, APRESENTAÇÃO DE MÍDIAS, REFLEXÃO E COLABORAÇÃO COM SEUS PARES, acessadas em diversos espaços específicos da internet ( servidores online)

· FACILITAÇÃO NAS REDES SOCIAIS, VISANDO A CONEXÃO ENTRE ALUNOS NUM MESMO CONTEXTO DE APRENDIZADO, PARA TRABALHO COLABORATIVO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, em espaços abertos e não hierárquicos, criados e vivenciados pelos próprios alunos

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=13309#cPost