A interface aluno – professor

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanente, na prática e na reflexão sobre a prática”. (Freire, 1986)

Na EAD a relação no processo de docente tem tríplices aspectos: professor, educador e tutor. O professor se projeta quando colabora com o estudante para acordar a crítica e a criatividade, quando são colocadas no plano de julgamento e aproveitamento do já vivenciado.

O educador assume seu papel, quando o foco principal são os valores que induzem à autonomia. Desta visão, os dois papéis se concretizam no processo docente. Em outras palavras, tratando-se de construção do saber, a docência é marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudo, orientar, estimular e provocar o participante a construir o seu próprio saber, partindo do princípio de que não há resposta feita, a cada um compete “criar” um pronunciamento pessoal.

Na docência há uma dimensão de busca que perpassa a aprendizagem e caracteriza-se como uma presença. A presença é representada como um campo em que podem conviver o passado e o futuro, subsidiando projeções a serem vividas autonomamente.

A docência caracteriza-se por seu caráter solidário e interativo, possibilitando o relacionamento da pessoa como um ser existente e vivenciado como eu, tu, nós e outros, do que decorre em conjunto de dificuldades, inclusive para colocar-se “entre” outros, como uma presença que se põe intencionalmente.

O professor, e, principalmente o tutor, é sempre alguém que possui duas características essenciais: domínio do conteúdo técnico-científico e, ao mesmo tempo, habilidade para estimular a busca de resposta pelo participante. Ele é uma figura singular em todas as instituições de ensino a distância, pois é um conselheiro, um orientador, um assessor, etc., que auxilia os alunos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de reduzir ou eliminar as distâncias que definem os estudos por esta modalidade.

A orientação educativa no processo considera como relevante às necessidades dos participantes e o contexto educativo do mesmo. Daí, o conceito de professor vai alargando-se e mesclando-se com os conceitos de professor e educador – TUTOR!

A tutoria é exercida em momentos diferenciados, podendo ocorrer diretamente ou à distância. Destaca-se que em qualquer dos dois momentos – diretamente ou à distância – o contato com o aluno não consiste em um “jogo” de perguntas e respostas, consiste em discutir e indicar bibliografia que amplia o raio de visão do educando, para que seja possível desenvolver respostas críticas e criativas, consideradas como momentos para ampliação básica do “saber”, voltadas para oportunizar a análise de possibilidades de aplicação prática do saber conquistado.

No processo de orientação à distância o atendimento realiza-se a partir da necessidade do aluno, que busca situar-se no contexto da aprendizagem. Neste caso, recursos tecnológicos são os intermediários do diálogo do tutor com o participante. O tutor deve contribuir com informações adequadas para o processo de construção do conhecimento do aluno.

Evidentemente, o professor deve ter domínio do conhecimento em processo, além da habilidade de problematizar e indicar fontes de consulta. Pode-se dizer que o professor é um especialista, tanto no que concerne ao conteúdo do trabalhado na Unidade, como nos procedimentos a adotar para estimular a construção de respostas pessoais.

É essencial que o tutor esteja plenamente consciente do seu papel. Não basta dominar o conteúdo trabalhado. É primordial saber para que e o que significa o proposto.

Fonte: http://wiki.sintectus.com/bin/view/EaD/AvaliacaoComoMotivacaoParaAprendizagem

>A interface aluno – professor

>“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanente, na prática e na reflexão sobre a prática”. (Freire, 1986)

Na EAD a relação no processo de docente tem tríplices aspectos: professor, educador e tutor. O professor se projeta quando colabora com o estudante para acordar a crítica e a criatividade, quando são colocadas no plano de julgamento e aproveitamento do já vivenciado.

O educador assume seu papel, quando o foco principal são os valores que induzem à autonomia. Desta visão, os dois papéis se concretizam no processo docente. Em outras palavras, tratando-se de construção do saber, a docência é marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudo, orientar, estimular e provocar o participante a construir o seu próprio saber, partindo do princípio de que não há resposta feita, a cada um compete “criar” um pronunciamento pessoal.

Na docência há uma dimensão de busca que perpassa a aprendizagem e caracteriza-se como uma presença. A presença é representada como um campo em que podem conviver o passado e o futuro, subsidiando projeções a serem vividas autonomamente.

A docência caracteriza-se por seu caráter solidário e interativo, possibilitando o relacionamento da pessoa como um ser existente e vivenciado como eu, tu, nós e outros, do que decorre em conjunto de dificuldades, inclusive para colocar-se “entre” outros, como uma presença que se põe intencionalmente.

O professor, e, principalmente o tutor, é sempre alguém que possui duas características essenciais: domínio do conteúdo técnico-científico e, ao mesmo tempo, habilidade para estimular a busca de resposta pelo participante. Ele é uma figura singular em todas as instituições de ensino a distância, pois é um conselheiro, um orientador, um assessor, etc., que auxilia os alunos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de reduzir ou eliminar as distâncias que definem os estudos por esta modalidade.

A orientação educativa no processo considera como relevante às necessidades dos participantes e o contexto educativo do mesmo. Daí, o conceito de professor vai alargando-se e mesclando-se com os conceitos de professor e educador – TUTOR!

A tutoria é exercida em momentos diferenciados, podendo ocorrer diretamente ou à distância. Destaca-se que em qualquer dos dois momentos – diretamente ou à distância – o contato com o aluno não consiste em um “jogo” de perguntas e respostas, consiste em discutir e indicar bibliografia que amplia o raio de visão do educando, para que seja possível desenvolver respostas críticas e criativas, consideradas como momentos para ampliação básica do “saber”, voltadas para oportunizar a análise de possibilidades de aplicação prática do saber conquistado.

No processo de orientação à distância o atendimento realiza-se a partir da necessidade do aluno, que busca situar-se no contexto da aprendizagem. Neste caso, recursos tecnológicos são os intermediários do diálogo do tutor com o participante. O tutor deve contribuir com informações adequadas para o processo de construção do conhecimento do aluno.

Evidentemente, o professor deve ter domínio do conhecimento em processo, além da habilidade de problematizar e indicar fontes de consulta. Pode-se dizer que o professor é um especialista, tanto no que concerne ao conteúdo do trabalhado na Unidade, como nos procedimentos a adotar para estimular a construção de respostas pessoais.

É essencial que o tutor esteja plenamente consciente do seu papel. Não basta dominar o conteúdo trabalhado. É primordial saber para que e o que significa o proposto.

Fonte: http://wiki.sintectus.com/bin/view/EaD/AvaliacaoComoMotivacaoParaAprendizagem

Pedagogia de Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas

Mônica Alves de Faria

Através da pedagogia de projetos possibilita- se a pesquisa, o aproveitamento das vivências dos alunos como forma de motivar o aluno a descobrir e interessar-se por novos conhecimentos. Inicia-se o trabalho pelo senso comum até atingir um conteúdo sistematizado.

Nesta proposta o necessário que o professor tenha uma postura progressista e que se aproxime do aluno (escute-o), considere-se um aprendiz constante, e pense que pode aprender muito com seus alunos.

Poucos professores estão preparados para integrar esses diferentes domínios na sua ação pedagógica, isso implica maior compromisso na sua formação. Por isso, a formação do professor envolve muito mais do que provê-lo com conhecimento técnico sobre computadores. Deve-se criar condições para o professor construir conhecimentos sobre os aspectos computacionais; compreender as perspectivas educacionais subjacentes aos softwares em uso, isto é, as noções de ensino, aprendizagem e conhecimento implícito no software, e entender por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica.

Deve proporcionar ao professor as bases para que possa superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica, possibilitando a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a elaboração de projetos temáticos do interesse de cada aluno.

Finalmente, deve criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante sua formação na sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir. professor não só estará adquirindo habilidades e competências técnicas e pedagógicas, mas tornando-se um verdadeiro educador. Educar, nessa nova concepção significa saber criticar e criar novos conhecimentos.

O Quadro Cognitivo (sugerido pela Lea Fagundes) pode ser elaborado facilmente com os alunos juntamente com os professores ou em grupos, ou duplas, para para facilitar a elaboração de projetos. Nele faz-se as seguintes perguntas: O que sabemos?, O que queremos saber?, Como vamos saber? O que vamos fazer? Quando vamos fazer? .

Para a montagem do projeto a introdução deve conter a contextualização, a justificativa, a problematização e os objetivos. Na contextualização o faz-se a apresentação do tema, os sujeitos envolvidos, o local e a data, além da exposição da necessidade de fazer a pesquisa sobre esse determinado tema. Na problematização o três questões básicas devem ser levantadas (O que já sabemos?, O que queremos saber e Como vamos saber?). Após as respostas destes questionamentos através da pesquisa vem o desenvolvimento do projeto quando deverá ser respondido: O que vamos fazer após ter colhido os dados pesquisados? Quando vamos fazer?

Ou seja, quanto tempo será realizado esse projeto, e por último a avaliação. Devemos observar se os objetivos foram atingidos positivamente ou não, devem ser justificados e apresentado na escola através de um mural, ou de uma exposição. No início, os trabalhos não saem maravilhosos, mas com a prática e vários profissionais aplicando a mesma metodologia, as chances são enormes. Professores e alunos precisam de um tempo para aprenderem juntos a elaborarem projetos, e os executarem sucessivamente.

Infelizmente alguns professores resistem em aderir a esta inovação e insistem em continuar trabalhando apenas com aulas expositivas, apagador e giz, cobrando de seus alunos a repetição e memorização dos conteúdos, mas vivemos numa democracia e precisamos respeitar a diversidade. O mediador é importantíssimo nesse processo porque tem que sensibilizar seus colegas com argumentos muito bem fundamentados. É fácil compreender essa resistência pois o avanço da tecnologia tem se dado tão rapidamente que amedronta os mais velhos a se inserirem nesse novo mundo digital que a cada dia faz mais parte do cotidiano da sociedade.

Fonte: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2007/2007_EaD_o_professor_e_a_inovacao_Monica_Faria.pdf

>Pedagogia de Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas

>Mônica Alves de Faria

Através da pedagogia de projetos possibilita- se a pesquisa, o aproveitamento das vivências dos alunos como forma de motivar o aluno a descobrir e interessar-se por novos conhecimentos. Inicia-se o trabalho pelo senso comum até atingir um conteúdo sistematizado.

Nesta proposta o necessário que o professor tenha uma postura progressista e que se aproxime do aluno (escute-o), considere-se um aprendiz constante, e pense que pode aprender muito com seus alunos.

Poucos professores estão preparados para integrar esses diferentes domínios na sua ação pedagógica, isso implica maior compromisso na sua formação. Por isso, a formação do professor envolve muito mais do que provê-lo com conhecimento técnico sobre computadores. Deve-se criar condições para o professor construir conhecimentos sobre os aspectos computacionais; compreender as perspectivas educacionais subjacentes aos softwares em uso, isto é, as noções de ensino, aprendizagem e conhecimento implícito no software, e entender por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica.

Deve proporcionar ao professor as bases para que possa superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica, possibilitando a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a elaboração de projetos temáticos do interesse de cada aluno.

Finalmente, deve criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante sua formação na sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir. professor não só estará adquirindo habilidades e competências técnicas e pedagógicas, mas tornando-se um verdadeiro educador. Educar, nessa nova concepção significa saber criticar e criar novos conhecimentos.

O Quadro Cognitivo (sugerido pela Lea Fagundes) pode ser elaborado facilmente com os alunos juntamente com os professores ou em grupos, ou duplas, para para facilitar a elaboração de projetos. Nele faz-se as seguintes perguntas: O que sabemos?, O que queremos saber?, Como vamos saber? O que vamos fazer? Quando vamos fazer? .

Para a montagem do projeto a introdução deve conter a contextualização, a justificativa, a problematização e os objetivos. Na contextualização o faz-se a apresentação do tema, os sujeitos envolvidos, o local e a data, além da exposição da necessidade de fazer a pesquisa sobre esse determinado tema. Na problematização o três questões básicas devem ser levantadas (O que já sabemos?, O que queremos saber e Como vamos saber?). Após as respostas destes questionamentos através da pesquisa vem o desenvolvimento do projeto quando deverá ser respondido: O que vamos fazer após ter colhido os dados pesquisados? Quando vamos fazer?

Ou seja, quanto tempo será realizado esse projeto, e por último a avaliação. Devemos observar se os objetivos foram atingidos positivamente ou não, devem ser justificados e apresentado na escola através de um mural, ou de uma exposição. No início, os trabalhos não saem maravilhosos, mas com a prática e vários profissionais aplicando a mesma metodologia, as chances são enormes. Professores e alunos precisam de um tempo para aprenderem juntos a elaborarem projetos, e os executarem sucessivamente.

Infelizmente alguns professores resistem em aderir a esta inovação e insistem em continuar trabalhando apenas com aulas expositivas, apagador e giz, cobrando de seus alunos a repetição e memorização dos conteúdos, mas vivemos numa democracia e precisamos respeitar a diversidade. O mediador é importantíssimo nesse processo porque tem que sensibilizar seus colegas com argumentos muito bem fundamentados. É fácil compreender essa resistência pois o avanço da tecnologia tem se dado tão rapidamente que amedronta os mais velhos a se inserirem nesse novo mundo digital que a cada dia faz mais parte do cotidiano da sociedade.

Fonte: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2007/2007_EaD_o_professor_e_a_inovacao_Monica_Faria.pdf

>Aprender a Aprender

>João Paixão Netto

Ora, antes de pensar Matemática, Medicina, Direito, Engenharia, Filosofia etc., é preciso simplesmente saber pensar, óbvio. Presume-se que as pessoas nascem pensando… o que está longe de ser verdade. As pessoas nascem com inteligência, o que não significa que façam uso dela.

No entanto, já no século IV a.C., milhares de anos antes do Curso Objetivo, do Curso Anglo etc., o filósofo grego Aristóteles anunciava, sem muita propaganda ou marketing, um curso deste tipo. Foi ele o primeiro a anunciar um curso que ensinava a lidar com as formas do pensamento, sem ligar para o seu conteúdo. Ensinava a pensar correto, pois um raciocínio não é verdadeiro nem falso, e sim válido ou inválido.

Como insistir em verdadeiro e falso, como se só houvesse essas duas alternativas, como se a todas as perguntas fosse possível responder com esse tipo de dualismo, um dos tantos que infernizam a vida humana, como seus colegas: certo/errado, bom/mau, bonito/feio, moral/imoral, normal/anormal, natural/anti-natural, teísta/ateu, homossexual/heterossexual (ah! novela Mulheres Apaixonadas, com mãe e filha se dilacerando por causa disso) etc.

Certo, errado, verdadeiro ou falso?

Entre certo e errado existe toda uma gama de valores: provavelmente certo, provavelmente errado, insuficiência de dados… Aristóteles mesmo caiu nessa cilada. Ele é o fundador da lógica bivalente, aquela que vê tudo em termos de verdadeiro ou falso, isto é, só admite dois valores lógicos. Foi preciso passarem 23 séculos para a lógica explodir esses conceitos, no século dezenove. Hoje falamos de lógicas, no plural: bivalente, trivalente, polivalente entre outras.

Dever-se-ia, pois, evitar pedir aos educandos que respondam verdadeiro ou falso às questões… Verdade e falsidade são algo objetivo, que se impõe a todos. Respostas como certo ou errado já são mais modestas, mais realistas. Certo ou errado são algo subjetivo, que depende da pessoa, dos dados de que dispõe. Seria ainda mais educativo fornecer ao educando uma gama de respostas: certo, provavelmente certo, insuficiência de dados, provavelmente errado, errado. Quanto mais ignorante é uma pessoa, mais certezas tem. Ela confunde o amor à certeza com o amor à verdade.
Por exemplo, se alguém perguntar a um marido alcoólatra se ele costuma bater na mulher quando está completamente embriagado, será que ele poderá responder a essa pergunta em termos de verdadeiro ou falso, de correto ou incorreto, como fazem aqueles policiais entrevistados lá no programa Cidade Alerta?. Evidentemente que não. Ele só poderá dizer: “provavelmente sim”, ou “provavelmente não”, ou “não sei”. Quem poderia responder a isso em termos de verdadeiro ou falso seria só Deus ou um vice-Deus. Mas Deus não é casado nem alcoólatra…

Ninguém nasce pensando

Aristóteles falava de um organon, um instrumento para ampliar a nossa capacidade de pensar. Uma espécie de “óculos” para aumentar a nossa visão intelectual, como os oculistas prometem ampliar a nossa visão física. Porque ninguém na realidade nasce pensando. Pensar é um hábito, uma conquista, algo que se adquire, que vira uma segunda natureza. As pessoas nascem com a capacidade de pensar. Não quer dizer que façam uso dela. O hábito é algo que se faz sem dificuldade, quase sem o sentir. Como a virtude, que se pratica sem o perceber, sem dificuldade. O vício também é assim: pratica-se com a maior facilidade. Basta observar a frieza com que os criminosos falam dos seus feitos monstruosos.

Se ninguém nasce pensando, ninguém também precisa morrer sem pensar. Pensar se aprende. Basta exercitar-se no pensamento. Se quem inventou o alfabeto era analfabeto, quem inventou o pensamento era um “burro” no bom sentido, que parou para pensar. O problema é o do que vem a ser pensar, afinal de contas. Para os dicionários, é refletir (voltar-se para si mesmo), considerar (etimologicamente, “olhar para os astros”, sidera em latim), formar idéias etc. Tudo demasiado vago, que deixa a pessoa na mesma, sem saber por onde começar.

Operações de pensamento

Na realidade, pensar é trabalhar sobre os dados que nos são fornecidos pelos sentidos. Dado é, como o nome está dizendo, aquilo que recebemos de graça, sem nenhum esforço, bastando abrir os olhos ou os ouvidos. Como tudo o que é de graça, isso pouco valor tem para nos orientar na selva da realidade. Só o dado trabalhado, burilado (como o diamante bruto) adquire toda a sua força, toda a sua importância para nós. Podemos trabalhá-lo de várias formas: observando-os bem (sabemos que a atenção espontânea, é dispersa, podendo deixar de lado o imperceptível e o significativo), comparando-os entre si, interpretando-os etc. Donde as chamadas operações de pensamento: observação, comparação, interpretação, classificação, resumo, imaginação (invenção), procura de pressupostos, crítica etc. Todas elas com regras apropriadas. É isso, se não me engano, que devia ser feito em sala de aula e fora dela. A matéria lecionada, o currículo não tem lá tanta importância.

Para a Filosofia nenhum assunto lhe é estranho; pelo contrário, todo bom assunto lhe é estranho. Assim também para a “pensamentática”. Essa e a decoreba usam do mesmo currículo, mas não com os mesmos resultados. A primeira forma o cidadão, o profissional competente; a segunda, o diplomado. Vale a pena, pois, ensinar a pensar.

Os entendidos garantem que não fazemos uso nem de 5% da nossa capacidade de pensar

Sabe-se que esta divisão das pessoas é feita pelos “bons”

Idea (grego), donde Cícero tirou o latim idea, significa exatamente isto: “visão mental”

Fonte: http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=1209

Aprender a Aprender

João Paixão Netto

Ora, antes de pensar Matemática, Medicina, Direito, Engenharia, Filosofia etc., é preciso simplesmente saber pensar, óbvio. Presume-se que as pessoas nascem pensando… o que está longe de ser verdade. As pessoas nascem com inteligência, o que não significa que façam uso dela.

No entanto, já no século IV a.C., milhares de anos antes do Curso Objetivo, do Curso Anglo etc., o filósofo grego Aristóteles anunciava, sem muita propaganda ou marketing, um curso deste tipo. Foi ele o primeiro a anunciar um curso que ensinava a lidar com as formas do pensamento, sem ligar para o seu conteúdo. Ensinava a pensar correto, pois um raciocínio não é verdadeiro nem falso, e sim válido ou inválido.

Como insistir em verdadeiro e falso, como se só houvesse essas duas alternativas, como se a todas as perguntas fosse possível responder com esse tipo de dualismo, um dos tantos que infernizam a vida humana, como seus colegas: certo/errado, bom/mau, bonito/feio, moral/imoral, normal/anormal, natural/anti-natural, teísta/ateu, homossexual/heterossexual (ah! novela Mulheres Apaixonadas, com mãe e filha se dilacerando por causa disso) etc.

Certo, errado, verdadeiro ou falso?

Entre certo e errado existe toda uma gama de valores: provavelmente certo, provavelmente errado, insuficiência de dados… Aristóteles mesmo caiu nessa cilada. Ele é o fundador da lógica bivalente, aquela que vê tudo em termos de verdadeiro ou falso, isto é, só admite dois valores lógicos. Foi preciso passarem 23 séculos para a lógica explodir esses conceitos, no século dezenove. Hoje falamos de lógicas, no plural: bivalente, trivalente, polivalente entre outras.

Dever-se-ia, pois, evitar pedir aos educandos que respondam verdadeiro ou falso às questões… Verdade e falsidade são algo objetivo, que se impõe a todos. Respostas como certo ou errado já são mais modestas, mais realistas. Certo ou errado são algo subjetivo, que depende da pessoa, dos dados de que dispõe. Seria ainda mais educativo fornecer ao educando uma gama de respostas: certo, provavelmente certo, insuficiência de dados, provavelmente errado, errado. Quanto mais ignorante é uma pessoa, mais certezas tem. Ela confunde o amor à certeza com o amor à verdade.
Por exemplo, se alguém perguntar a um marido alcoólatra se ele costuma bater na mulher quando está completamente embriagado, será que ele poderá responder a essa pergunta em termos de verdadeiro ou falso, de correto ou incorreto, como fazem aqueles policiais entrevistados lá no programa Cidade Alerta?. Evidentemente que não. Ele só poderá dizer: “provavelmente sim”, ou “provavelmente não”, ou “não sei”. Quem poderia responder a isso em termos de verdadeiro ou falso seria só Deus ou um vice-Deus. Mas Deus não é casado nem alcoólatra…

Ninguém nasce pensando

Aristóteles falava de um organon, um instrumento para ampliar a nossa capacidade de pensar. Uma espécie de “óculos” para aumentar a nossa visão intelectual, como os oculistas prometem ampliar a nossa visão física. Porque ninguém na realidade nasce pensando. Pensar é um hábito, uma conquista, algo que se adquire, que vira uma segunda natureza. As pessoas nascem com a capacidade de pensar. Não quer dizer que façam uso dela. O hábito é algo que se faz sem dificuldade, quase sem o sentir. Como a virtude, que se pratica sem o perceber, sem dificuldade. O vício também é assim: pratica-se com a maior facilidade. Basta observar a frieza com que os criminosos falam dos seus feitos monstruosos.

Se ninguém nasce pensando, ninguém também precisa morrer sem pensar. Pensar se aprende. Basta exercitar-se no pensamento. Se quem inventou o alfabeto era analfabeto, quem inventou o pensamento era um “burro” no bom sentido, que parou para pensar. O problema é o do que vem a ser pensar, afinal de contas. Para os dicionários, é refletir (voltar-se para si mesmo), considerar (etimologicamente, “olhar para os astros”, sidera em latim), formar idéias etc. Tudo demasiado vago, que deixa a pessoa na mesma, sem saber por onde começar.

Operações de pensamento

Na realidade, pensar é trabalhar sobre os dados que nos são fornecidos pelos sentidos. Dado é, como o nome está dizendo, aquilo que recebemos de graça, sem nenhum esforço, bastando abrir os olhos ou os ouvidos. Como tudo o que é de graça, isso pouco valor tem para nos orientar na selva da realidade. Só o dado trabalhado, burilado (como o diamante bruto) adquire toda a sua força, toda a sua importância para nós. Podemos trabalhá-lo de várias formas: observando-os bem (sabemos que a atenção espontânea, é dispersa, podendo deixar de lado o imperceptível e o significativo), comparando-os entre si, interpretando-os etc. Donde as chamadas operações de pensamento: observação, comparação, interpretação, classificação, resumo, imaginação (invenção), procura de pressupostos, crítica etc. Todas elas com regras apropriadas. É isso, se não me engano, que devia ser feito em sala de aula e fora dela. A matéria lecionada, o currículo não tem lá tanta importância.

Para a Filosofia nenhum assunto lhe é estranho; pelo contrário, todo bom assunto lhe é estranho. Assim também para a “pensamentática”. Essa e a decoreba usam do mesmo currículo, mas não com os mesmos resultados. A primeira forma o cidadão, o profissional competente; a segunda, o diplomado. Vale a pena, pois, ensinar a pensar.

Os entendidos garantem que não fazemos uso nem de 5% da nossa capacidade de pensar

Sabe-se que esta divisão das pessoas é feita pelos “bons”

Idea (grego), donde Cícero tirou o latim idea, significa exatamente isto: “visão mental”

Fonte: http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=1209

Aprender a Aprender

Luchini Tiago

“Aprender? Certamente mas, primeiro, viver e aprender pela vida, na vida.” John Dewey

Este é o tema que tem me assombrado estes últimos dias: “como aprender a aprender?” Sei que a frase soa ridiculamente mas está aí uma habilidade que não é treinada nas escolas. Em toda minha carreira acadêmica, ninguém nunca parou para me ensinar como eu deveria aprender.

Nossos currículos estão cheios de matérias que vão sendo lancadas pelos professores para que os alunos pesquem uma coisa ou outra. Na prática, devido à estrutura do sistema, resolvemos decorar de forma apressada (ou colar num pedaço de papel) toda aquela série bizarra de coisas aparentemente inúteis que nos foi jogada e cospí-las de volta na hora da prova.

Assim como o papel da cola é jogado fora depois da prova, tudo aquilo que decoramos também é jogado na lata de lixo mais próxima dentro dos 5 minutos que se sucedem após a prova. Você provavelmente se recorda de alguma situação onde não lembrava como resolveu determinada questão da prova – que eventualmente acabou de fazer, diga-se de passagem.

O problema é que não aprendemos. Vamos virando máquinas para processar um conteúdo e cospí-lo de forma relativamente processada na outra ponta. Infelizmente, no caminho do processamento, pouco ou nada agregamos de pensamento crítico ao conteúdo sendo processado.

Percebi essa dificuldade enquanto estudante e depois mais contundentemente como professor Universitário.

Certa feita um professor distribuiu uma série de textos e pediu que os alunos lessem e indicassem os pontos que não concordavam com o texto. Foi um desafio gigantesco para a maioria dos alunos pois o mestre não queria um simples resumo do texto; ele não queria que os alunos lessem e depois cuspissem o mesmo texto com outras palavras. Isso é fácil! Ele queria que os alunos entendessem o texto (o que é totalmente diferente de ler) e depois pudessem concatenar uma série de outros conceitos e experiências pessoais para poder realizar – de modo crítico – uma lista dos pontos com os quais não concordava com o texto.

Como professor fiz um teste de interpretação curioso. Realizei um exame com 2 questões cada qual com um tema – A e B – e pedi que utilizassem respectivamente duas abordagens treinadas em aula – X e Y. As respostas corretas seriam aquelas onde A fosse discorrido com o uso de X e B fosse discorrido com o uso de Y (algo como AX e BY). No exame seguinte eu apliquei exatamente as mesmas questões – A e B – só que inverti as abordagens: pedi que discorressem com o uso de Y e X (ou AY e BX ao invés de AX e BY).

Embora as respostas precisassem ser totalmente diferentes, grande parte dos alunos concluiu que eu era algum idiota retardado e estava aplicando a mesma prova duas vezes. Não foram capazes de interpretar o que estava escrito e terem um mínimo de visão crítica.

Precisamos aprender a aprender.

Fonte: http://oprofessor.wordpress.com/2007/10/04/aprender-a-aprender/

>Aprender a Aprender

>Luchini Tiago

“Aprender? Certamente mas, primeiro, viver e aprender pela vida, na vida.” John Dewey

Este é o tema que tem me assombrado estes últimos dias: “como aprender a aprender?” Sei que a frase soa ridiculamente mas está aí uma habilidade que não é treinada nas escolas. Em toda minha carreira acadêmica, ninguém nunca parou para me ensinar como eu deveria aprender.

Nossos currículos estão cheios de matérias que vão sendo lancadas pelos professores para que os alunos pesquem uma coisa ou outra. Na prática, devido à estrutura do sistema, resolvemos decorar de forma apressada (ou colar num pedaço de papel) toda aquela série bizarra de coisas aparentemente inúteis que nos foi jogada e cospí-las de volta na hora da prova.

Assim como o papel da cola é jogado fora depois da prova, tudo aquilo que decoramos também é jogado na lata de lixo mais próxima dentro dos 5 minutos que se sucedem após a prova. Você provavelmente se recorda de alguma situação onde não lembrava como resolveu determinada questão da prova – que eventualmente acabou de fazer, diga-se de passagem.

O problema é que não aprendemos. Vamos virando máquinas para processar um conteúdo e cospí-lo de forma relativamente processada na outra ponta. Infelizmente, no caminho do processamento, pouco ou nada agregamos de pensamento crítico ao conteúdo sendo processado.

Percebi essa dificuldade enquanto estudante e depois mais contundentemente como professor Universitário.

Certa feita um professor distribuiu uma série de textos e pediu que os alunos lessem e indicassem os pontos que não concordavam com o texto. Foi um desafio gigantesco para a maioria dos alunos pois o mestre não queria um simples resumo do texto; ele não queria que os alunos lessem e depois cuspissem o mesmo texto com outras palavras. Isso é fácil! Ele queria que os alunos entendessem o texto (o que é totalmente diferente de ler) e depois pudessem concatenar uma série de outros conceitos e experiências pessoais para poder realizar – de modo crítico – uma lista dos pontos com os quais não concordava com o texto.

Como professor fiz um teste de interpretação curioso. Realizei um exame com 2 questões cada qual com um tema – A e B – e pedi que utilizassem respectivamente duas abordagens treinadas em aula – X e Y. As respostas corretas seriam aquelas onde A fosse discorrido com o uso de X e B fosse discorrido com o uso de Y (algo como AX e BY). No exame seguinte eu apliquei exatamente as mesmas questões – A e B – só que inverti as abordagens: pedi que discorressem com o uso de Y e X (ou AY e BX ao invés de AX e BY).

Embora as respostas precisassem ser totalmente diferentes, grande parte dos alunos concluiu que eu era algum idiota retardado e estava aplicando a mesma prova duas vezes. Não foram capazes de interpretar o que estava escrito e terem um mínimo de visão crítica.

Precisamos aprender a aprender.

Fonte: http://oprofessor.wordpress.com/2007/10/04/aprender-a-aprender/