WebQuest: Aprendendo com pesquisa

sobre Educação Por Lúcia Serafim
maluserafim@gmail.com

Frente ao cenário que hoje se apresenta envolto em recentes tecnologias digitais, cabe à educação trabalhar na perspectiva de favorecer aprendizagens que ajudem o aprendiz a desenvolver a capacidade de colocar e resolver problemas, de promover o desabrochar da inteligência, de exercitar a curiosidade e explorar a dúvida, como condição ao acerto, possibilitar a discussão, a previsão, a desenvoltura, a atenção rigorosa, o senso ético e também de oportunidade. Neste mover rompem-se limites que separam as disciplinas e através da circulação de conceitos e olhares, novos esquemas cognitivos se estruturam na diversidade de conexões. Interdisciplinar pode significar troca, parceria e cooperação em torno de um projeto. Como afirma Morin (1996, p.136):

As novas tecnologias digitais têm o potencial de oferecer novos olhares, novas formas de acessar a informação, novos estilos de pensar e raciocinar. Surgem novas maneiras de processar a construção do conhecimento e criar redes de saberes, que podem gerar novos ambientes de aprendizagem. Ambientes cognitivos abertos à compreensão do ser humano em sua multidimensionalidade , como um ser indiviso em sua totalidade, com seus diferentes estilos de aprendizagem e suas distintas formas de resolver problemas.

Diante das reflexões realizadas é que se situa a necessidade de novas expressões na prática pedagógica de professores, quando também a estes se possibilita condições de aprendizagem para que possam analisar e rever a prática, num exercício de práxis. E neste sentido, parto de crenças de que estes ao se apropriarem de situações didáticas inserindo dispositivos potencializadores de aprendizagem com tecnologias e ferramentas de aprendizagem disponíveis na Web, estas possibilidades poderão fazer parte dos planejamentos e decisões dos docentes em suas construções cotidianas para aplicação com seus alunos nas diversas séries e níveis.

E neste desencadear de conhecimentos sugiro uma metodologia conhecida como WebQuest que foi apresentada como possibilidade metodológica que orienta o trabalho de pesquisa utilizando os recursos da Internet. Metodologia, estudada, desenvolvida e disponibilizada por Bernie Dodge, Educational Technology, San Diego State Universit em 1995, e disseminada no Brasil por Jarbas Novelino Barato. No site do Projeto WebQuest – Escola do Futuro – USP, ela é definida como:

[…] modelo extremamente simples e rico para dimensionar usos educacionais da Web, com fundamento em aprendizagem cooperativa e processos investigativos na construção do saber. Foi proposto por Bernie Dodge em 1995 e hoje já conta com mais de dez mil páginas na Web, com propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros).

Assim ao constituir aprendizagens com os alunos inserindo variadas atividades pedagógicas mediadas por tecnologias digitais é possível enriquecer os aspectos da interdisciplinaridade e o currículo.Nesta metodologia o professor sistematiza, reestrutura e compartilha suas aulas configurando uma produção de conhecimento investigativo, que aguça e orienta a pesquisa do aluno porque o professor primeiro navega na rede pelas indicações que fará para os alunos.

Neste contexto de uso crítico de metodologias inovadoras com tecnologias digitais na prática docente, acredita-se também que os professores que atuam diretamente com os cursos superiores que se propõem a formar professores licenciados em qualquer área do conhecimento também devam assim como os da Educação Básica encarnar convicções como co-responsáveis que são no processo de formação das pessoas, de que a inserção e vivência destes novos saberes – fazeres na construção de significado de aprendizagem dos alunos permite que se crie condições para que a aprendizagem ocorra, utilizando os recursos de interação e pesquisa disponíveis o na Internet de forma colaborativa.

Surgimento e importância da Webquest na prática docente

No ano de 1995, é criado um novo conceito que consiste numa abordagem à organização de conteúdos web no contexto do ensino. Esse novo método foi chamado de WebQuest – criado pelos professores Bernie Dodge e Tom March, na San Diego State University, Estados Unidos – em que “Web” significa rede e se refere à World Wide Web e “Quest” quer dizer pesquisa, exploração ou busca.

A proposta da WebQuest parte da criação de sites, que eu sugiro também slides ou blogs com atividades orientadas para a pesquisa em que toda e qualquer informação encontrada na Internet, promoveria no aluno o desenvolvimento e a capacidade de resolver problemas e motivar a aprendizagem, envolvendo a interdisciplinaridade com as disciplinas adotadas tradicionalmente nas escolas. Além da Internet, pode-se usar também outros meios de comunicação como o email, fóruns, groups, entre outros. A proposta é que as atividades sejam baseadas na investigação, de forma que os conteúdos encontrados na Internet sejam explorados de forma orientada, em que o professor organiza e estrutura em condição, modo de desafio no qual deve ser solucionado pelos alunos.

Esse desafio deve anexar propostas de extensão da investigação, como a produção de um texto sobre o tema estudado, construção de blogs, slides, sobre os resultados obtidos através dos estudos feitos usando a WebQuest, dentre outros. Além disso, possibilita uma racionalização da utilização dos recursos da Internet, tornando o processo de pesquisa menos cansativo e mais produtivo. Portanto, a WebQuest extrai o melhor das possibilidades de pesquisa, indicando fontes mais adequadas a determinadas matérias, contextualizando-as e orientando a aprendizagem das mesmas.

É cada vez maior o número de WebQuests criadas por professores e alunos. Já foram criados mais de 10 mil em todo o mundo. Do ponto de vista construtivista, esta metodologia tem permitido que algumas das concepções que regem o construcionismo sejam cumpridas como a interatividade, onde o aluno tem o papel principal na construção do conhecimento; o respeito ao universo de cada aluno no processo de abstração do conhecimento, sabendo que cada indivíduo tem processo de aprendizado diversificado; como também tem sido permitido uma melhor aproximação do aprendiz com o computador, através de simulações de situações da vida real, colocando-o em experiências de aplicação e/ou teste de seus conhecimentos.

A webQuest é uma ferramenta intelectual, não física, nem de computação. Uma pessoa que conhece muitos recursos para construir páginas na web vai usá-los. Quem conhece pouco vai fazer uma página mais simples, mas o mais importante é a concepção educacional. A parte de informática fica em segundo plano, não é o foco do trabalho. (Barato, 2004)

De acordo com Bernie Dodge, a WebQuest foi desenvolvida de modo que o docente abrace essa ação didática como aprendizagem colaborativa de outros saberes desenvolvidos em sala, facilitando o pensar crítico e a integração das tecnologias numa perspectiva de criação do saber; permitindo ao aluno envolver-se em níveis que facilitem o desenvolvimento de pensamentos cada vez mais aprimorados, através da comparação, formulação de hipóteses para que, finalmente, pesquise uma solução viável para o problema sem que haja simplesmente a memorização do conteúdo, valorizando a construção do conhecimento através de um processo evolutivo, estimulando a capacidade de análise, síntese e de pesquisa.

Fonte: http://www.algosobre.com.br/educacao/webquest-aprendendo-com-pesquisa.html

Recursos digitais: Banco Internacional de Objetos Educacionais

O Banco Internacional de Objetos Educacionais tem por objetivo principal localizar, catalogar, avaliar e disponibilizar objetos educacionais digitais elaborados em diversas mídias nas áreas de conhecimento previstas pela educação infantil, básica, profissional e superior.


O Banco Internacional de Objetos Educacionais teve início em 2007, sendo lançado nacionalmente em 2008.

Fonte:
Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia

Aproprie-se

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br

Abraços 

Equipe NTE Itaperuna

Os cinco erros mais comuns no uso de blogs em educação

Uma das ferramentas mais poderosas para estabelecer comunicação entre alunos e professores são os blogs, que em algumas situações podem até mesmo servir como plataforma para educação e oferecer oportunidades, para que professores ou tutores a distância, possam até mesmo ensinar usando essa incrível ferramenta. Mas, como qualquer novidade tecnologia a falta de experiência e critérios bem definidos, acaba fazendo com que os professores fujam dos blogs como meio para ensinar. Isso é perfeitamente normal, mas não precisa ser uma regra, afinal as novas tecnologias da informação só agregam novas possibilidades e opções para alunos e professores.

Se você está pensando em usar esse tipo de iniciativa na sua instituição de ensino, um artigo muito interessante, publicado na Campus Technology, lista os cinco erros mais comuns no uso de blogs para educação. O conhecimento desse tipo de artigo é fundamental, para que se a sua instituição decida investir em blogs, você já tenha conhecimento do que deve ser evitado.

Models of Blogs: Blog as Participant in Conversation (3 of 3)

A lista parece óbvia, mas as dicas são importantes. O artigo é bem extenso, por isso fiz um breve resumo do conteúdo:

  • Falta de contextualização: A contextualização aqui passa pela justificativa do uso dos blogs. Qual o motivo que faz dos blogs a melhor ferramenta para ensinar, aquele determinado assunto? Os textos e indicações oferecidos no blog devem ser contextualizados também, com a realidade do aluno. Isso é muito mais fácil de fazer com blogs, em que o professor autor dos artigos.
  • Falta de objetivos educacionais: O uso dos blogs deve ter um objetivo bem definido, como o desenvolvimento da capacidade de análise ou leitura dos alunos. Claro que assimilar um determinado conteúdo, deve ser o principal, mas e o blog? Qual o objetivo dele? O segundo erro envolve o desconhecimento desses objetivos, por parte dos alunos e professores.
  • Uso ineficiente da ferramenta: Um blog é uma publicação individual, por isso ela deve refletir a opinião do professor e não o da instituição. Algumas iniciativas de blogs educacionais acabam se transformando em portais de comunicação da instituição, com textos jornalísticos.
  • Usar critérios de avaliação adequados: Seus alunos sabem quais são os critérios de avaliação, para a participação nos blogs?
  • Oferecer um bom tempo de resposta aos alunos: Qual o tempo que você disponibiliza para que seus alunos possam interagir com os artigos? Os alunos conhecem esse tempo?

O uso desse tipo de ferramenta ainda é muito recente, mas com o crescente número de pessoas que usam esse tipo de ferramenta, os blogs se tornam cada vez mais comuns até mesmo para educação.

Fonte: http://www.colaborativo.org/blog/2008/10/06/os-cinco-erros-mais-comuns-no-uso-de-blogs-em-educacao/

>Os cinco erros mais comuns no uso de blogs em educação

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Uma das ferramentas mais poderosas para estabelecer comunicação entre alunos e professores são os blogs, que em algumas situações podem até mesmo servir como plataforma para educação e oferecer oportunidades, para que professores ou tutores a distância, possam até mesmo ensinar usando essa incrível ferramenta. Mas, como qualquer novidade tecnologia a falta de experiência e critérios bem definidos, acaba fazendo com que os professores fujam dos blogs como meio para ensinar. Isso é perfeitamente normal, mas não precisa ser uma regra, afinal as novas tecnologias da informação só agregam novas possibilidades e opções para alunos e professores.

Se você está pensando em usar esse tipo de iniciativa na sua instituição de ensino, um artigo muito interessante, publicado na Campus Technology, lista os cinco erros mais comuns no uso de blogs para educação. O conhecimento desse tipo de artigo é fundamental, para que se a sua instituição decida investir em blogs, você já tenha conhecimento do que deve ser evitado.

Models of Blogs: Blog as Participant in Conversation (3 of 3)

A lista parece óbvia, mas as dicas são importantes. O artigo é bem extenso, por isso fiz um breve resumo do conteúdo:

  • Falta de contextualização: A contextualização aqui passa pela justificativa do uso dos blogs. Qual o motivo que faz dos blogs a melhor ferramenta para ensinar, aquele determinado assunto? Os textos e indicações oferecidos no blog devem ser contextualizados também, com a realidade do aluno. Isso é muito mais fácil de fazer com blogs, em que o professor autor dos artigos.
  • Falta de objetivos educacionais: O uso dos blogs deve ter um objetivo bem definido, como o desenvolvimento da capacidade de análise ou leitura dos alunos. Claro que assimilar um determinado conteúdo, deve ser o principal, mas e o blog? Qual o objetivo dele? O segundo erro envolve o desconhecimento desses objetivos, por parte dos alunos e professores.
  • Uso ineficiente da ferramenta: Um blog é uma publicação individual, por isso ela deve refletir a opinião do professor e não o da instituição. Algumas iniciativas de blogs educacionais acabam se transformando em portais de comunicação da instituição, com textos jornalísticos.
  • Usar critérios de avaliação adequados: Seus alunos sabem quais são os critérios de avaliação, para a participação nos blogs?
  • Oferecer um bom tempo de resposta aos alunos: Qual o tempo que você disponibiliza para que seus alunos possam interagir com os artigos? Os alunos conhecem esse tempo?

O uso desse tipo de ferramenta ainda é muito recente, mas com o crescente número de pessoas que usam esse tipo de ferramenta, os blogs se tornam cada vez mais comuns até mesmo para educação.

Fonte: http://www.colaborativo.org/blog/2008/10/06/os-cinco-erros-mais-comuns-no-uso-de-blogs-em-educacao/