Blogs – Design, Cores, Fontes e Estilos

Olá amigos

Muitos amigos e cursistas me perguntam como fazer para deixar o blog com aquele “visual maneiro”. Em primeiro lugar o que se deve fazer e visitar blogs e olhar atentamente o que está rolando por ai para saber exatamente o que se quer e principalmente o que se não quer.

Depois disso procure um bom tutorial de html, xml e de css coisa que você encontra aos montes na internet, basta da uma googlada e você terá em mãos um monte de tutoriais e passo a passo bem legais. Mas lembre-se todo aprendizado é um exercício diário de erros e acertos e quando você se deparar com um erro ou problema do tamanho da internet, siga o meu conselho: pergunte.

Isso mesmo não tenha medo de perguntar a quem sabe, mas antes de sair por ai perguntando coisas básicas, sem antes de testar pense no que você pode estar errando. Outra coisa e saber manipular algum software de edição de imagem (Photoshop, Gimp, Photofiltre, etc) que ajuda bastante.

Agora um conselho que eu aprendi: menos é mais. Minimize ao máximo. Enxugue imagens, códigos e principalmente evite carregar o blog com aquele monte de gadget disponíveis na internet. Ou ao invés disso tudo procure um bom template pronto na internet ou compre um.

Eu pessoalmente sou fã do trabalho da minha amiga virtual @_Ariane_ editora do blog Templates Novo Blogger. O template do meu blog pessoal In Infinitum é dela, o template é lindo e principalmente é a minha cara. Ela começou uma serie de postagens bem legais sobre como fazer um template que é o máximo. Recomendo.

Dela também são as dicas abaixo para o pessoal que esta começando, divulgadas pelo twitter.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Blogs – Design, Cores, Fontes e Estilos

>Olá amigos

Muitos amigos e cursistas me perguntam como fazer para deixar o blog com aquele “visual maneiro”. Em primeiro lugar o que se deve fazer e visitar blogs e olhar atentamente o que está rolando por ai para saber exatamente o que se quer e principalmente o que se não quer.

Depois disso procure um bom tutorial de html, xml e de css coisa que você encontra aos montes na internet, basta da uma googlada e você terá em mãos um monte de tutoriais e passo a passo bem legais. Mas lembre-se todo aprendizado é um exercício diário de erros e acertos e quando você se deparar com um erro ou problema do tamanho da internet, siga o meu conselho: pergunte.

Isso mesmo não tenha medo de perguntar a quem sabe, mas antes de sair por ai perguntando coisas básicas, sem antes de testar pense no que você pode estar errando. Outra coisa e saber manipular algum software de edição de imagem (Photoshop, Gimp, Photofiltre, etc) que ajuda bastante.

Agora um conselho que eu aprendi: menos é mais. Minimize ao máximo. Enxugue imagens, códigos e principalmente evite carregar o blog com aquele monte de gadget disponíveis na internet. Ou ao invés disso tudo procure um bom template pronto na internet ou compre um.

Eu pessoalmente sou fã do trabalho da minha amiga virtual @_Ariane_ editora do blog Templates Novo Blogger. O template do meu blog pessoal In Infinitum é dela, o template é lindo e principalmente é a minha cara. Ela começou uma serie de postagens bem legais sobre como fazer um template que é o máximo. Recomendo.

Dela também são as dicas abaixo para o pessoal que esta começando, divulgadas pelo twitter.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Projeto Cinema no Caldeirão – 07/03

Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o projeto Cinema no Caldeirão é o “Encontrando Forrester” do fantástico, polêmico e talentosíssimo diretor Gus Van Sant, o mesmo diretor de outros filmes igualmente polêmicos como “Drugstore Cowboy” e “Garotos de Programa” entre outros.

O papel Sean Connery como mestre norteador e F. Murray Abraham como o professor preconceituoso e arrogante já valem a indicação do filme. O enredo do filme está basicamente estruturado sobre três personagens.

O primeiro é Jamal Wallace, um negro de dezesseis anos que mora no Bronx e que se dedica a jogar Basquete. Aluno de escola pública, Jamal recebe uma bolsa para estudar em um colégio freqüentado pelas elites, em Manhattan.

O segundo é William Forrester, escritor consagrado pela crítica e pelo público após publicar seu primeiro e único livro. Desiludido com a incompreensão da sua obra, Forrester desenvolve uma fobia social, isola-se em seu apartamento, também no Bronx, onde divide espaço com os livros que lê.

O terceiro é Crawford, professor de literatura na escola de Manhattan, e escritor frustrado. Destes três personagens, o único negro é Jamal; Forrester e Crawford são brancos.

Jamal Wallace, como já dissemos, é negro, pobre e mora no subúrbio de Nova York. Seus amigos são também negros e pobres, identificados com a cultura do Bronx e empregam o tempo ocioso jogando basquete de rua, esporte em que se destaca Jamal. No filme a bola de basquete parece imantada às mãos de Jamal, e serve como elo entre este e sua cultura de origem. No entanto, o personagem é profundo conhecedor de literatura e língua inglesa, e deseja também ser um escritor de qualidade. Sua postura identitária é permanentemente conflituosa: da mesma forma como se reconhece um negro pobre do Bronx, necessita se fazer aceito junto aos brancos. Jamal deseja ser reconhecido como igual entre os brancos.

No outro extremo temos o professor de literatura Crawford, um escritor frustrado e reconhecido pelos seus alunos como autoritário e vingativo. Crawford assumirá para si a função de preservar uma suposta pureza cultural, representada no filme pela literatura.

Como outro personagem temos o escritor William Forrester. Forrester publicou apenas um romance, no entanto, é um autor consagrado pelo público e pela crítica. Apesar de todo o seu sucesso, resolve se recolher a uma vida solitária em seu apartamento, no alto de um velho prédio, também no Bronx. Seu único contato com o mundo exterior é através do seu secretário, e da janela do seu apartamento, Forrester tem a visão da quadra onde Jamal e seus amigos jogam basquete. O filme retrata o escritor através de um clássico clichê: o artista anti-social e quase inatingível. É este o caso de William Forrester: o escritor amargurado que despreza seus leitores e escreve para suprir uma necessidade pessoal, alcoólatra, sociofóbico e que mora no alto de uma torre.

A discussão que o filme propõe a respeito da literatura e da figura do escritor é vasta, e não há espaço para discutirmos aqui. Cabe-nos sim observar que a despeito de toda a sua introspecção, Forrester tem a função de facilitar o diálogo entre Jamal e a cultura do “outro”, representada, neste caso, pela literatura e pela aceitação plena no colégio em Manhattan. É o escritor que convida Jamal para entrar em seu apartamento, é ele que propõe o diálogo através da leitura crítica dos textos do adolescente que almeja escrever bem; sua função é mediar dois mundos, tornando possível o trânsito de Jamal por estes, ou seja, cabe a William Forrester o papel de mestre.

Ao contribuir com a resolução do impasse entre Jamal Wallace e Crawford, entre protagonista e antagonista, Forrester também se transforma, também cede em suas posições, também recicla sua subjetividade. Tanto Jamal quanto Forrester, por aceitarem o diálogo, posicionam-se em áreas fronteiriças. No caso destes dois personagens, a identidade pode ser compreendida enquanto fronteira, o que não acontece com o professor Crawford; que está enraizado em seus preconceitos e, assim, este personagem é o único que não se desenvolve, terminando ultrapassado e desmoralizado.

Assim, o que o filme Encontrando Forrester propõe é justamente a importância do diálogo interétnico, e a compreensão de que identidades são constituídas na mobilidade, e móveis devem permanecer. Proposta interessante para um tempo de pouco dialogo entre os seres humanos e aos fantasmas da xenofobia, sempre presentes.

A relação entre criador e criatura não é nada profunda, no começo. Os diálogos dos dois são o forte do filme. “Essa não é uma pergunta sobre sopa” é o código usado por eles, quando a pergunta era de cunho mais pessoal. O mais rico do filme “Encontrando Forrester” parte de uma relação entre dois indivíduos antagônicos, que dividem o amor pela literatura e pela arte de escrever. Jamal vê seus trabalhos revisados pelo ilustre autor e a medida em que os encontros entre mestre e aprendiz ocorrem, tanto se desperta uma amizade inusitada, na qual Jamal encontra um guia para ajudá-lo a desenvolver seu talento, como Forrester também encontra ajuda para se libertar da sua condição de ermitão.

A produção realça a amizade dos personagens, a importância da presença de Jamal na reclusão de Forrester. Ele acreditava que tudo já estava definido em sua vida, que não havia mais nada a ousar. Por isso, ”Encontrando Forrester” emociona. E como.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Projeto Cinema no Caldeirão – 07/03

>Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o projeto Cinema no Caldeirão é o “Encontrando Forrester” do fantástico, polêmico e talentosíssimo diretor Gus Van Sant, o mesmo diretor de outros filmes igualmente polêmicos como “Drugstore Cowboy” e “Garotos de Programa” entre outros.

O papel Sean Connery como mestre norteador e F. Murray Abraham como o professor preconceituoso e arrogante já valem a indicação do filme. O enredo do filme está basicamente estruturado sobre três personagens.

O primeiro é Jamal Wallace, um negro de dezesseis anos que mora no Bronx e que se dedica a jogar Basquete. Aluno de escola pública, Jamal recebe uma bolsa para estudar em um colégio freqüentado pelas elites, em Manhattan.

O segundo é William Forrester, escritor consagrado pela crítica e pelo público após publicar seu primeiro e único livro. Desiludido com a incompreensão da sua obra, Forrester desenvolve uma fobia social, isola-se em seu apartamento, também no Bronx, onde divide espaço com os livros que lê.

O terceiro é Crawford, professor de literatura na escola de Manhattan, e escritor frustrado. Destes três personagens, o único negro é Jamal; Forrester e Crawford são brancos.

Jamal Wallace, como já dissemos, é negro, pobre e mora no subúrbio de Nova York. Seus amigos são também negros e pobres, identificados com a cultura do Bronx e empregam o tempo ocioso jogando basquete de rua, esporte em que se destaca Jamal. No filme a bola de basquete parece imantada às mãos de Jamal, e serve como elo entre este e sua cultura de origem. No entanto, o personagem é profundo conhecedor de literatura e língua inglesa, e deseja também ser um escritor de qualidade. Sua postura identitária é permanentemente conflituosa: da mesma forma como se reconhece um negro pobre do Bronx, necessita se fazer aceito junto aos brancos. Jamal deseja ser reconhecido como igual entre os brancos.

No outro extremo temos o professor de literatura Crawford, um escritor frustrado e reconhecido pelos seus alunos como autoritário e vingativo. Crawford assumirá para si a função de preservar uma suposta pureza cultural, representada no filme pela literatura.

Como outro personagem temos o escritor William Forrester. Forrester publicou apenas um romance, no entanto, é um autor consagrado pelo público e pela crítica. Apesar de todo o seu sucesso, resolve se recolher a uma vida solitária em seu apartamento, no alto de um velho prédio, também no Bronx. Seu único contato com o mundo exterior é através do seu secretário, e da janela do seu apartamento, Forrester tem a visão da quadra onde Jamal e seus amigos jogam basquete. O filme retrata o escritor através de um clássico clichê: o artista anti-social e quase inatingível. É este o caso de William Forrester: o escritor amargurado que despreza seus leitores e escreve para suprir uma necessidade pessoal, alcoólatra, sociofóbico e que mora no alto de uma torre.

A discussão que o filme propõe a respeito da literatura e da figura do escritor é vasta, e não há espaço para discutirmos aqui. Cabe-nos sim observar que a despeito de toda a sua introspecção, Forrester tem a função de facilitar o diálogo entre Jamal e a cultura do “outro”, representada, neste caso, pela literatura e pela aceitação plena no colégio em Manhattan. É o escritor que convida Jamal para entrar em seu apartamento, é ele que propõe o diálogo através da leitura crítica dos textos do adolescente que almeja escrever bem; sua função é mediar dois mundos, tornando possível o trânsito de Jamal por estes, ou seja, cabe a William Forrester o papel de mestre.

Ao contribuir com a resolução do impasse entre Jamal Wallace e Crawford, entre protagonista e antagonista, Forrester também se transforma, também cede em suas posições, também recicla sua subjetividade. Tanto Jamal quanto Forrester, por aceitarem o diálogo, posicionam-se em áreas fronteiriças. No caso destes dois personagens, a identidade pode ser compreendida enquanto fronteira, o que não acontece com o professor Crawford; que está enraizado em seus preconceitos e, assim, este personagem é o único que não se desenvolve, terminando ultrapassado e desmoralizado.

Assim, o que o filme Encontrando Forrester propõe é justamente a importância do diálogo interétnico, e a compreensão de que identidades são constituídas na mobilidade, e móveis devem permanecer. Proposta interessante para um tempo de pouco dialogo entre os seres humanos e aos fantasmas da xenofobia, sempre presentes.

A relação entre criador e criatura não é nada profunda, no começo. Os diálogos dos dois são o forte do filme. “Essa não é uma pergunta sobre sopa” é o código usado por eles, quando a pergunta era de cunho mais pessoal. O mais rico do filme “Encontrando Forrester” parte de uma relação entre dois indivíduos antagônicos, que dividem o amor pela literatura e pela arte de escrever. Jamal vê seus trabalhos revisados pelo ilustre autor e a medida em que os encontros entre mestre e aprendiz ocorrem, tanto se desperta uma amizade inusitada, na qual Jamal encontra um guia para ajudá-lo a desenvolver seu talento, como Forrester também encontra ajuda para se libertar da sua condição de ermitão.

A produção realça a amizade dos personagens, a importância da presença de Jamal na reclusão de Forrester. Ele acreditava que tudo já estava definido em sua vida, que não havia mais nada a ousar. Por isso, ”Encontrando Forrester” emociona. E como.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Encontrando Forrester

Novos Mapas, Novos Caminhos

Cena-do-filme-Senhor-e-jovem-negro-conversando

“Encontrando Forrester” é indicativo de caminhos que podemos (e devemos) percorrer, serve como um autêntico mapa a indicar alguns dos melhores percursos para todos. No caso do filme, essa orientação ambienta-se num ambiente ainda mais propício a atitudes que norteiem e apresentem soluções de continuidade para as pessoas, ou seja, numa escola. O que, a princípio, poderia parecer o óbvio, a estruturação de uma relação entre professor, literalmente escolado pela vida e sustentado pelo conhecimento adquirido através de seus estudos, e aluno (ou seu coletivo), tem um deslocamento de eixo, uma transposição de ordem, com os professores e a escola funcionando no sentido inverso daquilo que dela esperamos.

Mas, afinal, o que esperamos da(s) escola(s)?

O filme de Gus Van Sant nos mostra um pouco daquilo que as escolas se tornaram e nos faz refletir se estamos vivendo uma prática educacional que possa ser realmente apreciada e aproveitada por alunos e professores. Um momento de reflexão sobre a educação proposto por um filme, mesmo que tratando de uma realidade que não é a nossa, brasileira, mas a de um país com o qual temos relações tão próximas (assim como todo o mundo e a cultura ocidentais), é um indício de que há qualidades que devem ser examinadas no todo da película.

Mas, voltando a questão, a escola deve ser um ambiente proporcionador de possibilidades de aprendizagem, deve permitir aos educandos o acesso ao conhecimento, deve fazer com que a relação estabelecida entre os estudantes e o que a eles é oferecido por cada matéria seja sedimentada pela curiosidade (pelo estímulo, pelo prazer), deve ser um ambiente que permita a participação e a interação (a troca de experiências entre os alunos e os professores), deve promover projetos e práticas que envolvam os alunos coletivamente, entre tantas outras alternativas de pensar educação que encontramos hoje em dia, essas me parecem ser aceitas por um contingente respeitável de educadores e, admitidas por pessoas que trabalham educação com extrema seriedade.

No filme, o professor (o experiente F. Murray Abraham, vencedor do Oscar de melhor ator, por sua interpretação de Salieri, no ótimo e imperdível “Amadeus”, de Milos Forman, sobre a vida de Mozart) defronta-se com uma situação inusitada para seus vários anos de prática educacional ao encontrar em sua sala de aula, numa escola particular frequentada eminentemente por brancos provenientes de uma camada social mais abastada, um aluno negro de origem humilde (chamado no filme de Jamal), alçado a uma melhor possibilidade de estudos em virtude de suas grandes habilidades atléticas (trata-se de um ótimo jogador de basquete) e de seu surpreendente rendimento escolar.

Cena-do-filme-jovem-em-pe-conversando-com-homem-de-terno-sentado

O preconceito racial e social não permitem que o professor seja capaz de perceber o grande potencial do referido aluno, fazendo com que o mesmo se feche a qualquer possibilidade de admitir que os trabalhos e textos produzidos por esse aluno possam mesmo ter sido produzidos por ele.

Jamal passa então a viver uma relação conturbada na escola, onde o professor procura provas de que os trabalhos produzidos por ele tenham sido escritos por uma outra pessoa.

O que faz com que possamos perceber os novos caminhos citados no início do texto é a existência de um terceiro personagem importante na trama, o escritor William Forrester vivido por Sean Connery (de tantos grandes filmes e de imenso talento), autor de um clássico da literatura americana, que depois da publicação e do reconhecimento do livro pela crítica especializada, retirou-se, aposentando-se prematuramente, escondendo-se no Bronx, o bairro onde vive Jamal. Por acidente, os dois acabam se conhecendo e, a relação tempestuosa de início, amadurece de forma a trazer bons resultados para ambos. Além de grande jogador de basquete (o que lhe permite obter o reconhecimento e maior proximidade com os alunos da escola particular onde estuda), Jamal tem grande sensibilidade literária, lê com grande frequência, seleciona suas leituras e, além disso, escreve mesmo quando não há pedidos da escola. Essa insistência, essa persistência de Jamal em ler e estudar, fazem com que Forrester acabe se interessando por ele e o auxilie, troque idéias, aperfeiçoe suas próprias concepções (justamente o que esperamos de nossos professores) e, acabe por influenciá-lo do alto de sua experiência (omitindo a maior parte do tempo sua identidade e, obviamente, sua eminência devido a sua produção literária celebrada).

Cena-do-filme-senhor-e-jovem-conversando-em-ambiente-com-livros

Não é isso que estamos procurando? Diálogo, troca de experiências, aprendizado por parte dos alunos e também dos professores, respeito e consideração pela maturidade e aperfeiçoamento que o tempo trouxe aos mais velhos, leitura de livros independentemente da obrigatoriedade e das imposições escolares? “Encontrando Forrester” abre canais para que esses temas sejam discutidos, tempera essa discussão com outros temas paralelos de grande interesse (como as diferenças étnicas e sociais, a valorização dos livros clássicos e a necessidade de fazer com que se equilibre a atividade física e intelectual nas escolas) e, além de tudo, é um grande divertimento. Filme de temática séria, nos emociona, nos faz pensar, cativa pela força de seus personagens e pela abordagem sensível do diretor Van Sant (o mesmo diretor de filmes polêmicos como “Drugstore Cowboy” e “Garotos de Programa”).

Ficha Técnica

Encontrando Forrester
(Finding Forrester)

País/Ano de produção:- EUA, 2000
Duração/Gênero:- 136 min., drama
Disponível em vídeo e DVD
Direção de Gus Van Sant
Roteiro de Mike Rich
Elenco:- Sean Connery, F. Murray Abraham, Anna Paquin, Robert Brown,
Michael Nouri, April Grace, Matt Damon, Busta Rhymes.

Links

http://www.adorocinema.com/filmes/encontrando-forrester/encontrando-forrester.htm
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=1580

Videos-Relacionados

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=46

>Nativos versus Imigrantes Digitais

>Antonio Mendes Ribeiro

Marc Prensky, no seu próprio blog, se auto proclama um visionário, um inventor, um futurista, além de consultor, projetista de jogos e aprendizado e um autor (dos livros Digital Games –Based Learning e Don´t Bother Me Mom—I´m Learning!). Ele caracterizou, sem precisar de muita futurologia, o perfil de dois tipos de usuários atuais da Internet: os Nativos Digitais e os Imigrantes Digitais. Esses usuários têm a ver com as diversas gerações que temos atualmente. Em princípio no mundo convivem ao mesmo tempo cinco gerações, sendo que quatro delas normalmente fazem parte ativa da força de trabalho. A experiência de cada elemento dessas gerações influencia a sua visão da vida e do trabalho. A geração mais nova que está chegando agora às empresas é chamada de vários nomes: Geração D (de digital), ou Geração N (de Net), ou ainda, por questionarem tudo, Geração Y (Why?). Veja detalhes das diversas gerações na tabela abaixo.

Os Imigrantes Digitais são membros das gerações mais antigas, são os que conseguiram aprender a usar as tecnologias digitais, uns mais, outros menos. O fazem como os imigrantes, se adaptam ao novo ambiente, mas sem deixar de ter o seu sotaque, isto é, o seu pé no passado. Usam as novas tecnologias, mas de uma maneira diferente das gerações mais recentes. Exemplos dados pelo autor (alguns certamente acham que foi pelo inventor), de como os imigrantes usam as tecnologias:

  • Necessitam mandar imprimir um texto digital quando querem alterá-lo, para depois digitar as modificações registradas no papel;
  • A Internet é sempre a segunda fonte de informação;
  • Lêem os manuais de dispositivos ou de programas em vez de aprenderem com o seu uso;
  • Imprimem os emails recebidos (ou mandam alguém fazê-lo), para depois decidirem que ação tomar;
  • Convidam as pessoas para dar uma chegada à sua sala, para ver no computador um site interessante que acabou de localizar, em vez de mandar-lhes o seu endereço.

Já os Nativos Digitais são da Geração Y, nasceram com a tecnologia, tem-na no sangue. Falam fluentemente a linguagem digital dos computadores, vídeo-games, Internet, MP5 players, máquinas fotográficas. Eles pensam e processam informação fundamental e diferentemente de seus antecessores. Os seus pais, professores e agora chefes não percebem e muito menos entendem essas diferenças e normalmente não tem condições de avaliar as implicações deste fato. O nosso autor (futurista ou realista?) salienta algumas das características de um Nativo Digital:

  • Recebem e passam informação rapidamente, usando várias mídias;
  • Usam várias aplicações ao mesmo tempo, enquanto conversam nos mensageiros, vem vídeos do Youtube;
  • Preferem as imagens antes dos textos, se estes não tiverem imagens certamente serão desconhecidos;
  • Fazem acessos aleatórios, não seqüenciais, nas páginas hipermídia da web;
  • Preferem jogos em vez de trabalho “sério”;
  • Estão constantemente interagindo com os amigos nas redes sociais.
  • Colocam na rede seus próprios textos, fotos, vídeos

Essas características, que os Nativos Digitais adquiriram e aprimoraram através de anos de interação não são muito apreciadas pelos Imigrantes Digitais. Para eles tudo isso é estranho. Preferem fazer as coisas “lentamente, passo a passo, uma coisa de cada vez, individualmente, e acima de tudo seriamente”. Acham que o trabalho, o aprendizado não pode e não deveria ser divertido. Já os nativos, que nasceram numa nova cultura, aprendem com facilidade a nova linguagem digital. Apesar de que seus pais, professores e chefes tentem forçá-los insistentemente em aprender a linguagem do passado, eles resistem bravamente em fazê-lo. Um dia, para a satisfação de nosso autor projetista de jogos e aprendizagem, aprenderão novos e antigos conteúdos se divertindo, com ou sem a ajuda de seus professores Imigrantes Digitais.

As diversas gerações existentes no mundo de hoje são caracterizadas na tabela abaixo, baseada no artigo de Jane Hart: Understanding Today´s Learner. É uma classificação baseada em fatos verificados em países ocidentais e desenvolvidos. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, podemos fazer algumas correlações, ou verificar que em algumas de suas regiões mais prósperas, onde o acesso às tecnologias é mais difundido, a classificação é válida. Algumas estatísticas tem mostrado que nesses países o número de Nativos Digitais, de todas as gerações e em especial da Geração Y, está crescendo de forma acelerada, muitas vezes com apoio do próprio governo.

Gerações e Características de seus membros

VETERANOS
Nascidos de 1925 a 1945
Geração Silenciosa
Características de seus membros

  • Nasceram em tempos de crises econômicas, o que os fez disciplinados e saber que devem se sacrificar
  • Colocam o dever antes do prazer
  • Acreditam que a paciência é auto-gratificante
  • Vêem o trabalho como uma obrigação
  • Como trabalhadores são leais, dedicados e trabalham pesado
  • Respeitam a autoridade, trabalham segundo regras existentes
  • Alguns ainda estão na força de trabalho, na ativa

BABY BOOMERS
Nascidos de 1946 a 1964
Numa fase de explosão de nascimentos, em função do desenvolvimento econômico do pós-guerra
Características de seus membros

  • Nasceram numa época de prosperidade econômica, num ambiente fortemente familiar, com a mãe presente o tempo todo em casa
  • São competitivos,otimistas e focam nas realizações pessoais
  • São viciados no trabalho, vivem no mesmo, levando-o muitas vezes para casa
  • São definidos por seu trabalho ou profissão
  • Gostam de se sentir valorizados e necessários
  • Não compatibilizam a vida pessoal com o trabalho, considerando um malabarismo fazê-lo
  • Muitos sacrificam a vida pessoal em detrimento da carreira profissional
  • Dominaram a força de trabalho por muito tempo, hoje detém postos significativos na hierarquia das empresas

GERAÇÃO X
Nascidos de 1965 a 1979
Características de seus membros

  • Nasceram em circunstâncias diversas, muitos com pais divorciados ou separados, a mãe no trabalho era uma norma
  • Isso fez com que se tornassem resistentes, independentes e adaptáveis
  • Assumem o emprego de forma séria
  • Tem uma maneira pragmática de fazer as coisas
  • Trabalham para viver, não vivem para trabalhar
  • Saem e entram nos empregos em função das necessidades da família

GERAÇÃO Y
Nascidos de 1980 a 1995
Geração NET

Geração D

Geração do Milênio

É a geração mais numerosa

Características de seus membros

  • São filhos dos Baby-Boomers, que os mimaram e deram-lhes muita atenção, o que fez com que apresentem alto grau de auto-confiança
  • Nasceram em tempos de prosperidade, por isso não temem o desemprego
  • Gastaram maior tempo em educação de tempo integral
  • São independentes e muito sociais
  • Questionam qualquer coisa
  • No emprego não temem mudanças
  • O trabalho é um meio não um fim
  • Gostam de horas flexíveis de trabalho, para trabalhar em casa e para ter tempo de viajar
  • Saem felizes do emprego se ele não está de acordo com suas expectativas
  • Ficam no trabalho se é algo que desejam

GERAÇÃO Z
Nascidos a partir de 1996
Características de seus membros

  • Começarão a aparecer na força de trabalho daqui a aproximadamente cinco anos
    Como a Geração Y, a tecnologia e em especial a Internet será um fator de influência significativa nas suas vidas

Questões necessitando de respostas imediatas:

  • Como os alunos da Geração Y estão se saindo na Escola atualmente?
  • As teorias educacionais, as metodologias de ensino e aprendizagem adotadas normalmente pelas nossas Escolas são adequadas aos alunos Nativos Digitais?
  • Como os professores Imigrantes Digitais conseguirão criar ambientes de aprendizagem adequados aos seus alunos Nativos Digitais?
  • Como as empresas receberão seus funcionários Nativos Digitais?
  • O que acontecerá às empresas quando os Nativos Digitais assumirem postos significativos?

Nativos versus Imigrantes Digitais

Antonio Mendes Ribeiro

Marc Prensky, no seu próprio blog, se auto proclama um visionário, um inventor, um futurista, além de consultor, projetista de jogos e aprendizado e um autor (dos livros Digital Games –Based Learning e Don´t Bother Me Mom—I´m Learning!). Ele caracterizou, sem precisar de muita futurologia, o perfil de dois tipos de usuários atuais da Internet: os Nativos Digitais e os Imigrantes Digitais. Esses usuários têm a ver com as diversas gerações que temos atualmente. Em princípio no mundo convivem ao mesmo tempo cinco gerações, sendo que quatro delas normalmente fazem parte ativa da força de trabalho. A experiência de cada elemento dessas gerações influencia a sua visão da vida e do trabalho. A geração mais nova que está chegando agora às empresas é chamada de vários nomes: Geração D (de digital), ou Geração N (de Net), ou ainda, por questionarem tudo, Geração Y (Why?). Veja detalhes das diversas gerações na tabela abaixo.

Os Imigrantes Digitais são membros das gerações mais antigas, são os que conseguiram aprender a usar as tecnologias digitais, uns mais, outros menos. O fazem como os imigrantes, se adaptam ao novo ambiente, mas sem deixar de ter o seu sotaque, isto é, o seu pé no passado. Usam as novas tecnologias, mas de uma maneira diferente das gerações mais recentes. Exemplos dados pelo autor (alguns certamente acham que foi pelo inventor), de como os imigrantes usam as tecnologias:

  • Necessitam mandar imprimir um texto digital quando querem alterá-lo, para depois digitar as modificações registradas no papel;
  • A Internet é sempre a segunda fonte de informação;
  • Lêem os manuais de dispositivos ou de programas em vez de aprenderem com o seu uso;
  • Imprimem os emails recebidos (ou mandam alguém fazê-lo), para depois decidirem que ação tomar;
  • Convidam as pessoas para dar uma chegada à sua sala, para ver no computador um site interessante que acabou de localizar, em vez de mandar-lhes o seu endereço.

Já os Nativos Digitais são da Geração Y, nasceram com a tecnologia, tem-na no sangue. Falam fluentemente a linguagem digital dos computadores, vídeo-games, Internet, MP5 players, máquinas fotográficas. Eles pensam e processam informação fundamental e diferentemente de seus antecessores. Os seus pais, professores e agora chefes não percebem e muito menos entendem essas diferenças e normalmente não tem condições de avaliar as implicações deste fato. O nosso autor (futurista ou realista?) salienta algumas das características de um Nativo Digital:

  • Recebem e passam informação rapidamente, usando várias mídias;
  • Usam várias aplicações ao mesmo tempo, enquanto conversam nos mensageiros, vem vídeos do Youtube;
  • Preferem as imagens antes dos textos, se estes não tiverem imagens certamente serão desconhecidos;
  • Fazem acessos aleatórios, não seqüenciais, nas páginas hipermídia da web;
  • Preferem jogos em vez de trabalho “sério”;
  • Estão constantemente interagindo com os amigos nas redes sociais.
  • Colocam na rede seus próprios textos, fotos, vídeos

Essas características, que os Nativos Digitais adquiriram e aprimoraram através de anos de interação não são muito apreciadas pelos Imigrantes Digitais. Para eles tudo isso é estranho. Preferem fazer as coisas “lentamente, passo a passo, uma coisa de cada vez, individualmente, e acima de tudo seriamente”. Acham que o trabalho, o aprendizado não pode e não deveria ser divertido. Já os nativos, que nasceram numa nova cultura, aprendem com facilidade a nova linguagem digital. Apesar de que seus pais, professores e chefes tentem forçá-los insistentemente em aprender a linguagem do passado, eles resistem bravamente em fazê-lo. Um dia, para a satisfação de nosso autor projetista de jogos e aprendizagem, aprenderão novos e antigos conteúdos se divertindo, com ou sem a ajuda de seus professores Imigrantes Digitais.

As diversas gerações existentes no mundo de hoje são caracterizadas na tabela abaixo, baseada no artigo de Jane Hart: Understanding Today´s Learner. É uma classificação baseada em fatos verificados em países ocidentais e desenvolvidos. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, podemos fazer algumas correlações, ou verificar que em algumas de suas regiões mais prósperas, onde o acesso às tecnologias é mais difundido, a classificação é válida. Algumas estatísticas tem mostrado que nesses países o número de Nativos Digitais, de todas as gerações e em especial da Geração Y, está crescendo de forma acelerada, muitas vezes com apoio do próprio governo.

Gerações e Características de seus membros

VETERANOS
Nascidos de 1925 a 1945
Geração Silenciosa
Características de seus membros

  • Nasceram em tempos de crises econômicas, o que os fez disciplinados e saber que devem se sacrificar
  • Colocam o dever antes do prazer
  • Acreditam que a paciência é auto-gratificante
  • Vêem o trabalho como uma obrigação
  • Como trabalhadores são leais, dedicados e trabalham pesado
  • Respeitam a autoridade, trabalham segundo regras existentes
  • Alguns ainda estão na força de trabalho, na ativa

BABY BOOMERS
Nascidos de 1946 a 1964
Numa fase de explosão de nascimentos, em função do desenvolvimento econômico do pós-guerra
Características de seus membros

  • Nasceram numa época de prosperidade econômica, num ambiente fortemente familiar, com a mãe presente o tempo todo em casa
  • São competitivos,otimistas e focam nas realizações pessoais
  • São viciados no trabalho, vivem no mesmo, levando-o muitas vezes para casa
  • São definidos por seu trabalho ou profissão
  • Gostam de se sentir valorizados e necessários
  • Não compatibilizam a vida pessoal com o trabalho, considerando um malabarismo fazê-lo
  • Muitos sacrificam a vida pessoal em detrimento da carreira profissional
  • Dominaram a força de trabalho por muito tempo, hoje detém postos significativos na hierarquia das empresas

GERAÇÃO X
Nascidos de 1965 a 1979
Características de seus membros

  • Nasceram em circunstâncias diversas, muitos com pais divorciados ou separados, a mãe no trabalho era uma norma
  • Isso fez com que se tornassem resistentes, independentes e adaptáveis
  • Assumem o emprego de forma séria
  • Tem uma maneira pragmática de fazer as coisas
  • Trabalham para viver, não vivem para trabalhar
  • Saem e entram nos empregos em função das necessidades da família

GERAÇÃO Y
Nascidos de 1980 a 1995
Geração NET

Geração D

Geração do Milênio

É a geração mais numerosa

Características de seus membros

  • São filhos dos Baby-Boomers, que os mimaram e deram-lhes muita atenção, o que fez com que apresentem alto grau de auto-confiança
  • Nasceram em tempos de prosperidade, por isso não temem o desemprego
  • Gastaram maior tempo em educação de tempo integral
  • São independentes e muito sociais
  • Questionam qualquer coisa
  • No emprego não temem mudanças
  • O trabalho é um meio não um fim
  • Gostam de horas flexíveis de trabalho, para trabalhar em casa e para ter tempo de viajar
  • Saem felizes do emprego se ele não está de acordo com suas expectativas
  • Ficam no trabalho se é algo que desejam

GERAÇÃO Z
Nascidos a partir de 1996
Características de seus membros

  • Começarão a aparecer na força de trabalho daqui a aproximadamente cinco anos
    Como a Geração Y, a tecnologia e em especial a Internet será um fator de influência significativa nas suas vidas

Questões necessitando de respostas imediatas:

  • Como os alunos da Geração Y estão se saindo na Escola atualmente?
  • As teorias educacionais, as metodologias de ensino e aprendizagem adotadas normalmente pelas nossas Escolas são adequadas aos alunos Nativos Digitais?
  • Como os professores Imigrantes Digitais conseguirão criar ambientes de aprendizagem adequados aos seus alunos Nativos Digitais?
  • Como as empresas receberão seus funcionários Nativos Digitais?
  • O que acontecerá às empresas quando os Nativos Digitais assumirem postos significativos?