Educação, Tecnologia e seus Caminhos


Por *Divina Salvador Silva

Nos nossos tempos modernos, em que mudanças vertiginosas estão ocorrendo, mais importante que Aprender a Aprender é Aprender a Desaprender. Só que aprender a desaprender é bem mais difícil. Crenças depois de estabelecidas, não podem mais ser apagadas, só enfraquecidas.

O mundo está se transformando, novas descobertas acontecem e a distância entre o presente e o futuro se torna cada vez menor.

É claro que a Tecnologia não é responsável por toda a transformação cultural que ela impulsiona. A mudança tecnológica apenas cria novos espaços de possibilidades a serem, então explorados, (no caso das novas tecnologias da informática seria, rede de computadores, processamento de linguagem, inteligência artificial, linguagens icônicas, hipertextos, multimídia…)

O educador precisa acompanhar a evolução tecnológica, para que o processo-ensino-aprendizagem ocorra de forma eficaz.

Sabemos que para uma planta crescer temos que podá-la.

E como fazer isto com o professor? E com o aluno?

Configura-se que na escola moderna, Aluno aprende com Professor; Professor aprende com Aluno; Aluno aprende com Aluno (este último tem ganhado grande espaço no contexto educacional, quando se trata de Aprendizagem por Projetos) e professor aprende com professor.

Os conteúdos e as aprendizagens são orientações expressas pela atual forma educativa, onde surge uma preocupação pela adequação à realidade inserida. A escola acorda e começa a trilhar em um caminho entre a teoria e a prática e o ensino globalizado.

As dificuldades levam a escola a se “re” organizar, a aprofundar e adotar uma postura diante da questão.
O ponto alvo está em o diretor ouvir os seus especialistas que são os professores, os alunos, os funcionários e juntos então montar uma proposta metodológica, um plano de trabalho, enfim uma trajetória de vida para a escola.

Paulo Freire, deixa claro em seu livro “Pedagogia da autonomia” que somente um método será capaz deste efeito.

“A Ação e o Diálogo”.

O diálogo é a base do método de Paulo Freire. Mas o que é o diálogo?

– É uma relação de comunicação de intercomunicação, que gera a crítica e a problematização, uma vez que é possível a ambos o parceiro perguntar “por que?”.

DIA significa ultrapassar e LOGO significa razão.

Diálogo no estudo da raiz da palavra caracteriza por: – ultrapassar para o lado da razão.

O diálogo nutre-se, portanto, da humildade, da simpatia, da esperança, da confiança dos que o realizam, passando sim para o lado da razão, onde o primeiro passo será a “Ação“.

O respeito mútuo implica na superação dos próprios pontos de vista e implica em compartilhar com o outro uma escala de valores e juntos definir as metas a serem trabalhadas.

Piaget, Paulo Freire; Maturana e Varela (l982) e outros autores ressaltam que é só na cooperação que a superação da crise se efetiva. O homem isolado não chegaria jamais a conhecimento algum. O fenômeno do amor é que permite a transformação, pois é só vendo-se no outro que se tem coragem de promover a mudança ética. Piaget considera que nas relações cooperativas, o respeito mútuo é uma exigência.

É preciso que o processo educativo não transmita certezas, que ele seja agradável e significativo, privilegie a expressão e a comunicação de todos os participantes, promova o encontro, a convivência e a cooperação.

Divina Salvador Silva – Pedagoga – Especializada em Orientação, Supervisão e Administração Escolar; Profª/Coord. de Informática Educacional.

Fonte: http://www.centrorefeducacional.com.br/edutecnol.htm

>Você é um Professor Digital?

>By profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

  1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);
  2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;
  3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;
  4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;
  5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;
  6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);
  7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;
  8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;
  9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;
  10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

Você é um Professor Digital?

By profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

  1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);
  2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;
  3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;
  4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;
  5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;
  6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);
  7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;
  8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;
  9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;
  10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

O papel das novas tecnologias

Autor: Antônio Mendes Ribeiro

Ao escolher uma tecnologia educacional temos vários problemas envolvidos, entre os quais podemos citar:

O espaço que ela propicia

Cada tipo de tecnologia tem suas funcionalidades próprias, seja para distribuir conteúdos (Powerpoint), permitir interação(correio eletrônico), colaboração ou conexão (redes sociais), até mesmo a administração da participação dos alunos num curso (relatórios de atividades realizadas no Moodle). O ambiente criado pela tecnologia, que permite a realização das atividades de aprendizado, caracteriza o seu espaço, que pode ser, por exemplo, aberto e coletivo (wiki) ou fechado e individual (Powerpoint), de acordo com as estruturas existentes.

Um aspecto importante que devemos considerar é o criador do espaço, aquele que em última instância define as regras do jogo no ambiente, libera ou restringe as estruturas ou os mecanismos disponibilizados pela tecnologia. Aquele que exerce o poder sobre o ambiente. Cada tipo de espaço tecnológico tem associada, de forma explícita ou implícita, uma pedagogia, podendo no mesmo serem adotadas ou integradas abordagens comportamentalistas, cognitivistas, construtivistas, conectivistas. Alguns espaços são mais próprios para adoção, por exemplo, de abordagens comportamentalistas (Powerpoint), que normalmente colabora para que um professor exerça todo o poder na sua aula.

A estrutura existente

Como agir num espaço tecnológico é definido por suas estruturas, que podem ser hierárquicas ou flexíveis, abertas ou fechadas, livres ou administradas, promovidas ou criadas. Elas é quem definem, em última instância o controle sobre o espaço: se as atividades ou recursos são centrados num autor, nos leitores, em grupos ou comunidades (sejam professores ou alunos). A estrutura do Powerpoint ( conteúdos seqüenciais, a serem apresentados por um autor para muitos leitores), favorece de forma significativa aulas centradas no professor. As estruturas em rede (não hierárquicas) favorecem a autonomia dos alunos, na medida em que permitem que eles assumam por conta própria o controle de suas atividades de aprendizagem, conseguindo assumir uma identidade própria e coletiva no seu ambiente de trabalho.

As tecnologias com suas estruturas e mecanismos específicos favorecem de forma explícita as diversas possibilidades de controle.Mesmo com o uso de tecnologias mais flexíveis muitas vezes os alunos individualmente ou em grupos não conseguem assumir o controle do ambiente, pois ele pode ser exercido de forma implícita pelo professor (o dono do espaço). Neste caso é mais um controle cultural, pois podemos levar para os espaços abertos, todas as posturas e hábitos que estamos acostumados a vivenciar na nossa prática convencional de ensinar e aprender. Num fórum colocado num LMS pelo professor, para que os alunos discutam livremente sobre um certo tema, os alunos não se comportam da mesma forma como se estivessem, por exemplo, interagindo com seus amigos na sua comunidade do Orkut.

O nível de conhecimento possível de se alcançar

Nem toda tecnologia favorece a construção de um conhecimento de forma plena. O Powerpoint, por exemplo, voltado para apresentações, com uma estrutura normalmente linear e seqüencial, é mais adequado para a transferência de conhecimentos. É o que acontece numa aula expositiva com o professor fazendo uso dessa tecnologia. Dependendo do Powerpoint os alunos são meros receptores das mensagens do professor ( qualquer coisa mais rica do que isto, teria que ser feita com outro tipo de tecnologia, ou através de contatos diretos pessoais). Já outras tecnologias auxiliam mais na aquisição de habilidades, permitindo que o aprendiz acomode novos conhecimentos, relacionando-os com os já existentes. É o caso de um navegador da internet, que ao permitir a transferência de conhecimentos de uma página para o aluno, permite que o mesmo navegue em outros sites, na medida que este dê significado aos links existentes. Tutoriais com estruturas ramificadas também auxiliam a aquisição deste nível do conhecimento. Para a aquisição de novos conhecimentos por um aluno, a partir dos conhecimentos existentes, a tecnologia tem que ser mais social, favorecer a sua interação com os demais integrantes de seu grupo de pares. É o caso dos e-grupos ou fóruns fechados. Para adquirir de forma plena um conhecimento precisamos contextualizá-lo e validá-lo junto a especialistas na área ou outras pessoas com os mesmos interesses, o que pode ser feito conectando-se em redes sociais.Na medida que participamos de uma comunidade de prática, interagindo com colegas mais experientes em algum assunto de interesse comum, temos a chance de acessar novas informações, socializarmos as nossas visões, expor, refletir, reconstruir e desenvolver de forma plena nossos conhecimentos.

Hoje temos condições de organizarmos um processo de aprendizagem de forma diferente, utilizando ferramentas pessoais e software social, que com seus espaços e estruturas inovadores, permitirão que os nossos alunos construam e referendem seus conhecimento de forma mais efetiva. Podemos ter ecologias de aprendizado, abertas e em rede, de modo a dar poder aos mesmos para que exerçam uma identidade própria, necessária para a resolução de problemas, por conta própria e em parceria com seus colegas. É a forma que se tem para permitir a individualização do aprendizado, em função das necessidades específicas de cada aluno, através da criação de um ambiente no qual possa exercer de forma criativa sua autonomia, em colaboração com colegas, professores e especialista dos assuntos em questão.
O autor Christian Dalsgaard, no seu artigo Social Software: E-Learning Beyound Learning Management Systems, advoga o uso separado das ferramentas pessoais e das redes sociais, em outros espaços, fora dos LMS. A ecologia de aprendizado proposta é baseada nas estratégias pedagógicas abaixo:


· UM ESPAÇO PRÓPRIO SOMENTE PARA OS ASPECTOS ADMINISTRATIVOS (Sistemas de Gerência de Aprendizado), com suas estruturas mais formais, onde o professor pode disponibilizar seus materiais, as tarefas a serem desenvolvidas pelos alunos e efetuar o acompanhamento e avaliação das mesmas

· UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS (INDIVIDUAIS E COLETIVAS) PARA A CONSTRUÇÃO, APRESENTAÇÃO DE MÍDIAS, REFLEXÃO E COLABORAÇÃO COM SEUS PARES, acessadas em diversos espaços específicos da internet ( servidores online)

· FACILITAÇÃO NAS REDES SOCIAIS, VISANDO A CONEXÃO ENTRE ALUNOS NUM MESMO CONTEXTO DE APRENDIZADO, PARA TRABALHO COLABORATIVO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, em espaços abertos e não hierárquicos, criados e vivenciados pelos próprios alunos

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=13309#cPost

>O papel das novas tecnologias

>Autor: Antônio Mendes Ribeiro

Ao escolher uma tecnologia educacional temos vários problemas envolvidos, entre os quais podemos citar:

O espaço que ela propicia

Cada tipo de tecnologia tem suas funcionalidades próprias, seja para distribuir conteúdos (Powerpoint), permitir interação(correio eletrônico), colaboração ou conexão (redes sociais), até mesmo a administração da participação dos alunos num curso (relatórios de atividades realizadas no Moodle). O ambiente criado pela tecnologia, que permite a realização das atividades de aprendizado, caracteriza o seu espaço, que pode ser, por exemplo, aberto e coletivo (wiki) ou fechado e individual (Powerpoint), de acordo com as estruturas existentes.

Um aspecto importante que devemos considerar é o criador do espaço, aquele que em última instância define as regras do jogo no ambiente, libera ou restringe as estruturas ou os mecanismos disponibilizados pela tecnologia. Aquele que exerce o poder sobre o ambiente. Cada tipo de espaço tecnológico tem associada, de forma explícita ou implícita, uma pedagogia, podendo no mesmo serem adotadas ou integradas abordagens comportamentalistas, cognitivistas, construtivistas, conectivistas. Alguns espaços são mais próprios para adoção, por exemplo, de abordagens comportamentalistas (Powerpoint), que normalmente colabora para que um professor exerça todo o poder na sua aula.

A estrutura existente

Como agir num espaço tecnológico é definido por suas estruturas, que podem ser hierárquicas ou flexíveis, abertas ou fechadas, livres ou administradas, promovidas ou criadas. Elas é quem definem, em última instância o controle sobre o espaço: se as atividades ou recursos são centrados num autor, nos leitores, em grupos ou comunidades (sejam professores ou alunos). A estrutura do Powerpoint ( conteúdos seqüenciais, a serem apresentados por um autor para muitos leitores), favorece de forma significativa aulas centradas no professor. As estruturas em rede (não hierárquicas) favorecem a autonomia dos alunos, na medida em que permitem que eles assumam por conta própria o controle de suas atividades de aprendizagem, conseguindo assumir uma identidade própria e coletiva no seu ambiente de trabalho.

As tecnologias com suas estruturas e mecanismos específicos favorecem de forma explícita as diversas possibilidades de controle.Mesmo com o uso de tecnologias mais flexíveis muitas vezes os alunos individualmente ou em grupos não conseguem assumir o controle do ambiente, pois ele pode ser exercido de forma implícita pelo professor (o dono do espaço). Neste caso é mais um controle cultural, pois podemos levar para os espaços abertos, todas as posturas e hábitos que estamos acostumados a vivenciar na nossa prática convencional de ensinar e aprender. Num fórum colocado num LMS pelo professor, para que os alunos discutam livremente sobre um certo tema, os alunos não se comportam da mesma forma como se estivessem, por exemplo, interagindo com seus amigos na sua comunidade do Orkut.

O nível de conhecimento possível de se alcançar

Nem toda tecnologia favorece a construção de um conhecimento de forma plena. O Powerpoint, por exemplo, voltado para apresentações, com uma estrutura normalmente linear e seqüencial, é mais adequado para a transferência de conhecimentos. É o que acontece numa aula expositiva com o professor fazendo uso dessa tecnologia. Dependendo do Powerpoint os alunos são meros receptores das mensagens do professor ( qualquer coisa mais rica do que isto, teria que ser feita com outro tipo de tecnologia, ou através de contatos diretos pessoais). Já outras tecnologias auxiliam mais na aquisição de habilidades, permitindo que o aprendiz acomode novos conhecimentos, relacionando-os com os já existentes. É o caso de um navegador da internet, que ao permitir a transferência de conhecimentos de uma página para o aluno, permite que o mesmo navegue em outros sites, na medida que este dê significado aos links existentes. Tutoriais com estruturas ramificadas também auxiliam a aquisição deste nível do conhecimento. Para a aquisição de novos conhecimentos por um aluno, a partir dos conhecimentos existentes, a tecnologia tem que ser mais social, favorecer a sua interação com os demais integrantes de seu grupo de pares. É o caso dos e-grupos ou fóruns fechados. Para adquirir de forma plena um conhecimento precisamos contextualizá-lo e validá-lo junto a especialistas na área ou outras pessoas com os mesmos interesses, o que pode ser feito conectando-se em redes sociais.Na medida que participamos de uma comunidade de prática, interagindo com colegas mais experientes em algum assunto de interesse comum, temos a chance de acessar novas informações, socializarmos as nossas visões, expor, refletir, reconstruir e desenvolver de forma plena nossos conhecimentos.

Hoje temos condições de organizarmos um processo de aprendizagem de forma diferente, utilizando ferramentas pessoais e software social, que com seus espaços e estruturas inovadores, permitirão que os nossos alunos construam e referendem seus conhecimento de forma mais efetiva. Podemos ter ecologias de aprendizado, abertas e em rede, de modo a dar poder aos mesmos para que exerçam uma identidade própria, necessária para a resolução de problemas, por conta própria e em parceria com seus colegas. É a forma que se tem para permitir a individualização do aprendizado, em função das necessidades específicas de cada aluno, através da criação de um ambiente no qual possa exercer de forma criativa sua autonomia, em colaboração com colegas, professores e especialista dos assuntos em questão.
O autor Christian Dalsgaard, no seu artigo Social Software: E-Learning Beyound Learning Management Systems, advoga o uso separado das ferramentas pessoais e das redes sociais, em outros espaços, fora dos LMS. A ecologia de aprendizado proposta é baseada nas estratégias pedagógicas abaixo:


· UM ESPAÇO PRÓPRIO SOMENTE PARA OS ASPECTOS ADMINISTRATIVOS (Sistemas de Gerência de Aprendizado), com suas estruturas mais formais, onde o professor pode disponibilizar seus materiais, as tarefas a serem desenvolvidas pelos alunos e efetuar o acompanhamento e avaliação das mesmas

· UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS (INDIVIDUAIS E COLETIVAS) PARA A CONSTRUÇÃO, APRESENTAÇÃO DE MÍDIAS, REFLEXÃO E COLABORAÇÃO COM SEUS PARES, acessadas em diversos espaços específicos da internet ( servidores online)

· FACILITAÇÃO NAS REDES SOCIAIS, VISANDO A CONEXÃO ENTRE ALUNOS NUM MESMO CONTEXTO DE APRENDIZADO, PARA TRABALHO COLABORATIVO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, em espaços abertos e não hierárquicos, criados e vivenciados pelos próprios alunos

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=13309#cPost