>Discussão Interessante

>Olá Amigos

Essas duas reportagens abaixo inciaram um debate bem animado e interessante em duas listas de discussão do qual eu participo. O legal de todo debate e discussão via blogs, foruns e afins e o fato de poder trocar informação, ler outros pontos de vistas e o mais importante a crescer profissionalmemte. Na primeira reportagem, da Revista Veja deu muita discussão em qual seria o papel do professor dentro dessa nova realidade tecnologica que esta chegando as escolas. Em alguns casos essa realidade nem existe e em outras como na reportagem elas existem com tudo de top de linha.

Na outra reportagem, o Estadão levanta a questão do uso intensivo do notebook em sala de aula. Os governos do Rio de Janeiro (pioneiro na iniciativa), São Paulo e Rio Grande do Sul estão distribuindo notebooks ou vendendo a preço de custo aos professores da rede. E fala tambem da chegada dos notebooks dos alunos atraves do projeto UCA do Governo Federal.

Além dessas duas reportagens há uma reportagem imperdivel da Prof. Fátima Franco, autora dos blogs Leitura e Escrita na Escola e Tecnologias na Educação e moderadora do grupo Blogs Educativos ao blog Planeta Escola da Debora Bortoleti. A Prof. Fátima Franco em sua entrevista cita com uma perfeição cirurgica o papel do professor. Vamos a definição dela:

O que um professor deve ter em mente quando pensa em iniciar o uso da tecnologia em sua prática docente? Como se tornar um mediador da tecnologia em suas aulas?

O professor precisa delimitar muito bem os objetivos que pretende alcançar, utilizando as tecnologias de informação e comunicação. Se o que ele pretende é apenas transpor as práticas de sala de aula para o computador, é melhor se atualizar antes, para aprender a ser um mediador no uso das tecnologias. Para ser um mediador é preciso que o professor compreenda que é necessária uma revisão nos conceitos de ensino-aprendizagem. O professor não é mais o dono do conhecimento. O conhecimento está disponível em toda parte, basta ter acesso à internet. O novo papel do professor, como mediador, exige que ele seja um usuário da Internet e Web, que saiba selecionar informações que possam se transformam em conhecimento e mediar estas informações com os alunos.

Perfeita definição do papel do professor que quer ingressar no uso e aplicação das TICs.

Você tem opinião diferente?

Então opine. Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Discussão Interessante

Olá Amigos

Essas duas reportagens abaixo inciaram um debate bem animado e interessante em duas listas de discussão do qual eu participo. O legal de todo debate e discussão via blogs, foruns e afins e o fato de poder trocar informação, ler outros pontos de vistas e o mais importante a crescer profissionalmemte. Na primeira reportagem, da Revista Veja deu muita discussão em qual seria o papel do professor dentro dessa nova realidade tecnologica que esta chegando as escolas. Em alguns casos essa realidade nem existe e em outras como na reportagem elas existem com tudo de top de linha.

Na outra reportagem, o Estadão levanta a questão do uso intensivo do notebook em sala de aula. Os governos do Rio de Janeiro (pioneiro na iniciativa), São Paulo e Rio Grande do Sul estão distribuindo notebooks ou vendendo a preço de custo aos professores da rede. E fala tambem da chegada dos notebooks dos alunos atraves do projeto UCA do Governo Federal.

Além dessas duas reportagens há uma reportagem imperdivel da Prof. Fátima Franco, autora dos blogs Leitura e Escrita na Escola e Tecnologias na Educação e moderadora do grupo Blogs Educativos ao blog Planeta Escola da Debora Bortoleti. A Prof. Fátima Franco em sua entrevista cita com uma perfeição cirurgica o papel do professor. Vamos a definição dela:

O que um professor deve ter em mente quando pensa em iniciar o uso da tecnologia em sua prática docente? Como se tornar um mediador da tecnologia em suas aulas?

O professor precisa delimitar muito bem os objetivos que pretende alcançar, utilizando as tecnologias de informação e comunicação. Se o que ele pretende é apenas transpor as práticas de sala de aula para o computador, é melhor se atualizar antes, para aprender a ser um mediador no uso das tecnologias. Para ser um mediador é preciso que o professor compreenda que é necessária uma revisão nos conceitos de ensino-aprendizagem. O professor não é mais o dono do conhecimento. O conhecimento está disponível em toda parte, basta ter acesso à internet. O novo papel do professor, como mediador, exige que ele seja um usuário da Internet e Web, que saiba selecionar informações que possam se transformam em conhecimento e mediar estas informações com os alunos.

Perfeita definição do papel do professor que quer ingressar no uso e aplicação das TICs.

Você tem opinião diferente?

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Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>O papel do professor: guiar o aprendizado

>

Escola do futuro

25 de março de 2009

Pedro Silveira
O professor Gilberto Soares: parceria com a internet

A facilidade com que os alunos interagem com a tecnologia também impôs uma mudança de comportamento em sala de aula. Hoje, já não é exclusividade dos mais jovens manter blogs, atualizar perfis em redes sociais ou bater papo com amigos na internet. A geração digital passou a exigir que o professor fizesse o mesmo – e ele está mudando pouco a pouco. Os motivos são claros. Em um mundo onde todos recorrem à rapidez do computador, nenhuma criança aguenta mais ouvir horas de explicações enfadonhas transcritas em uma lousa monocromática. “A tecnologia faz parte do cotidiano de todos os jovens. Os alunos esperam que o professor se utilize disso em sala de aula. Seu papel mudou completamente, mas continua essencial. Ele guia o processo de aprendizagem, sendo o elo entre o aluno e a comunidade científica”, afirma Linda Harasim, professora da Universidade Simon Fraser, em Vancouver, no Canadá. Confira o perfil do novo professor.

O problema é, justamente, adaptar a tecnologia ao conteúdo pedagógico. É consenso entre os especialistas que não basta apenas investir em laboratórios, salas multimídia e projetores de luz. Muitas escolas, mesmo aquelas que gastam rios de dinheiro em equipamentos de última geração, deixam de lado o treinamento dos professores. Sem mudança na metodologia, as novas ferramentas são subtilizadas. “Passamos praticamente uma década do novo milênio e nosso modelo educacional ainda reflete a prática dos séculos XIX e XX. A internet ainda é usada, geralmente, como tampa-buraco ou enfeite nas salas de aula tradicionais”, acrescenta Harasim.

O professor de informática Jean Marconi, de Brasília, acompanhou de perto a dificuldade imposta pelos novos recursos tecnológicos. Quando o colégio onde trabalha investiu pela primeira vez em equipamentos digitais, a direção não se preocupou em desenvolver um novo método de ensino nem capacitar os professores. Marconi aproveitou a formação em tecnologia da educação e propôs à escola treinar seus colegas. Hoje, segundo ele, todos já têm contato com as novidades e criam projetos para suas próprias disciplinas. “O colégio tinha a proposta, mas andava a passos lentos. Fui, então, de professor em professor despertando a curiosidade. Consegui que houvesse uma integração entre o conhecimento do educador e a tecnologia. Mas há alguns que ainda têm medo de mexer com essas ferramentas”.

Para a pedagoga Sílvia Fichmann, coordenadora do Laboratório de Investigação de Novos Cenários de Aprendizagem (LINCA) na Escola do Futuro da USP, um dos motivos pelos quais os professores ainda resistem em utilizar a tecnologia é o receio de perder o posto de detentor único de conhecimento. “A internet rompeu com uma série de paradigmas. O professor, hoje, tem de se conscientizar de que não sabe tudo e precisa ser muito mais parceiro do aluno na busca pelo saber”, afirma. Sílvia diz que não é fácil lidar com as novas ferramentas, mas cabe ao educador coordenar e orientar as tarefas. “O problema é que existem três tipos de professor: os que preferem o método tradicional, aqueles que não sabem utilizar a tecnologia e, finalmente, os que se adaptaram ao novo contexto. Eles convivem em uma mesma sala de aula, o que impede a adoção completa da tecnologia”, completa.


Lousa interativa – As novas ferramentas nunca preocuparam a professora de Ensino Fundamental Éride Rosseti (na foto ao lado), de São Paulo. Com 32 anos de magistério, a educadora assistiu a passagem do quadro-negro para o magnético e maneja, agora, sem problemas a lousa interativa, que permite salvar as tarefas feitas pelos alunos, além de exibir imagens, músicas e vídeos. Incentivada pelo colégio, ela participa de cursos de capacitação e é usuária da comunidade virtual da escola, na qual posta comentários sobre as aulas e exercícios de fixação. “Com a tecnologia, posso interagir com os alunos em tempo real. É uma forma de eles não se sentirem sozinhos quando estão fazendo a lição em casa. As crianças adoram e o professor tem de cumprir o papel social de abraças as novas tecnologias”, diz.

Criar um blog foi a alternativa encontrada pela professora de ciências carioca Andrea Barreto para incentivar o hábito da leitura entre seus alunos da rede pública. Sem recursos, ela criou um espaço virtual, no qual os jovens podem tirar dúvidas e participar das discussões feitas em sala de aula. “Percebi a necessidade de ensinar dentro desse novo contexto depois que vi o desinteresse dos alunos. Mesmo os alunos mais carentes acessam a internet das lan houses e isso aumentou o rendimento”, observa.

Mas a educação high-tech também oferece riscos, sobretudo devido à variedade de informação presente na web. Com a experiência de quem mantém um blog, tem conta no Orkut e usa diariamente o MSN, o professor de química Paulo Marcelo Pontes, de Recife, diz que não há como evitar que um aluno deixe de acessar bate-papo ou qualquer outra ferramenta disponível na rede. “Competir com isso traz mais desestímulo do que satisfação. O professor tem de produzir materiais e conteúdos que façam os estudantes participarem ou se interessarem pelo que está sendo divulgado”, conclui.

(Caio Barretto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause)

Links Relacionados

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/papel-professor-manter-se-antenado-430583.shtml

Notebook na sala de aula é esperança para setor de PCs

Mesmo diante da crise, disseminação do uso de PCs portáteis em escolas garante otimismo

Taís Fuoco – Reuters

Componentes.montarControleTexto(“ctrl_texto”)

Professor de escola estadual, Fábio Braz utiliza seu notebook particular nas aulas

Marcelo Ximenez/AE

Professor de escola estadual, Fábio Braz utiliza seu notebook particular nas aulas

SÃO PAULO – A disseminação do uso de notebooks nas salas de aula de escolas públicas e privadas está garantindo o otimismo dos fabricantes de PCs, mesmo em um ano em que os institutos de pesquisa já admitem que o crescimento das vendas será menor que em 2008.

A licitação do Ministério da Educação pelos primeiros 150 mil notebooks educacionais é só a ponta do iceberg de um segmento que anima os fabricantes. De tela menor que um notebook tradicional e com alguns softwares educacionais instalados, os equipamentos –também conhecidos por netbooks– são vistos por entusiastas como o substituto do material didático.

A Positivo Informática, por exemplo, empresa que mais vende PCs no varejo brasileiro, já fornece notebooks educacionais para 39 escolas particulares, duas instituições de ensino superior (particulares) e três municípios (Indaiatuba, Jundiaí e Manaus) do país.

A brasileira Comsat Tecnologia, vencedora do pregão do governo federal com preço de 550 reais por equipamento, ainda não assinou o contrato, mas já deu início à produção local porque negocia a entrega de outros lotes do equipamento para prefeituras, escolas particulares e universidades.

“Iniciamos a produção independente do pregão porque estamos envolvidos em vários outros projetos”, afirmou Jakson Alexandre Sosa, presidente da Comsat, em entrevista à Reuters.

A empresa licenciou o modelo portátil Mobilis da indiana Encore e passou a produzir o equipamento em porto Alegre (RS) onde, além de ter uma unidade própria dentro do parque de tecnologia da PUC-RS, contrata produção terceirizada da Teicon.

Segundo Sosa, os planos da Comsat prevêem uma produção mensal de 35 mil equipamentos, mas ele afirma que as duas unidades fabris têm capacidade para mais de 200 mil equipamentos, se for preciso.

“O notebook educacional pode garantir uma janela importante no mercado de PCs”, afirma o executivo. Segundo ele, os portáteis de telas entre 7 e 9 polegadas têm vantagens como menor custo, baixo consumo de energia, facilidade de uso e conectividade que podem pesar na escolha do consumidor.

Além disso, se usados na sala de aula, “o índice de repetência cai violentamente, o aluno se integra digitalmente e traz a família para o ambiente”, afirma.

MOMENTO DE TRANSIÇÃO

Marcel Campos, gerente de marketing da taiuanesa Asus no Brasil, acredita que o Brasil vive um momento de transição no que se refere ao modelo educacional, seja entre os alunos, mas principalmente entre os professores.

A companhia se notabilizou por lançar no varejo de Taiwan em 2007 o modelo EeePC, cujas três letras “E” referem-se a “easy to work, easy to study, easy to play” (em português fácil para trabalhar, fácil para estudar e para brincar, respectivamente).

Segundo Campos, “a tecnologia está invadindo (a sala de aula) não só pelo custo, como pelas facilidades”.

A empresa, que desembarcou no Brasil recentemente e passou a fabricar dois de seus modelos de netbooks no país em janeiro, afirma estar em negociações com “um dos grandes grupos educacionais do país” para levar seus modelos portáteis às escolas. Este é seu primeiro contrato na área educacional no Brasil.

O modelo envolve subsídio por parte da escola privada. Por isso, ela paga parte do custo e o aluno a outra parte. De acordo com o executivo, a Asus também negocia com outras redes de escolas para adotar um modelo em que o equipamento seja propriedade da instituição e o aluno possa usar durante o curso, mas não terá a posse do equipamento. “Será um uso consignado”, explicou.

CUSTO AINDA É BARREIRA

Para o vice-presidente de tecnologia educacional da Positivo, André Caldeira, o conceito de um computador por aluno “ainda esbarra na barreira do custo” em diversas regiões do país.

Mesmo assim, a companhia tem conseguido contratos com escolas onde grupos de alunos compartilham um mesmo notebook e muitas vezes saem com ele para desenvolver pesquisas.

“Os professores também têm mostrado bastante interesse”, afirmou o executivo à Reuters. Segundo ele, enquanto as crianças têm muita facilidade no uso dos microcomputadores, os professores nem tanto.

“As crianças são nativos digitais, mas os professores são imigrantes digitais”, comparou. Por isso, a fabricante desenvolveu programas com condições especiais de prazo e preço para facilitar a aquisição dos equipamentos pela classe docente.

A fabricante chinesa de computadores Lenovo, que se prepara para estrear no varejo brasileiro em maio, também aposta nos netbooks e lançou na semana passada a chegada dos primeiros modelos ao Brasil.

Segundo Luciano Beraldo, gerente de portáteis da companhia no país, os modelos são indicados tanto para uso em empresas como em escolas.

“A Lenovo não entrou nesse segmento (de notebook educacional) logo na primeira onda, mas há pesquisas que mostram o grande potencial desse mercado”, afirmou Beraldo.

Ele citou dados da consultoria IDC que estimam que a venda de netbooks cresça de 430 mil unidades em 2007 para 9,2 milhões em 2012 no mundo, dos quais a maior parte deve ser para uso no setor de educação, disse ele.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) o mercado de computadores pessoais no Brasil em 2009 não deve crescer, apresentando as mesmas vendas de 12 milhões de máquinas de 2008. Porém, isoladamente, as vendas de notebooks devem disparar 40 por cento, para 6 milhões de unidades, enquanto as de computadores de mesa devem recuar 22 por cento, também para 6 milhões de unidades.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,notebook-na-sala-de-aula-e-esperanca-para-setor-de-pcs,347277,0.htm

O papel do professor: guiar o aprendizado

Escola do futuro

25 de março de 2009

Pedro Silveira
O professor Gilberto Soares: parceria com a internet

A facilidade com que os alunos interagem com a tecnologia também impôs uma mudança de comportamento em sala de aula. Hoje, já não é exclusividade dos mais jovens manter blogs, atualizar perfis em redes sociais ou bater papo com amigos na internet. A geração digital passou a exigir que o professor fizesse o mesmo – e ele está mudando pouco a pouco. Os motivos são claros. Em um mundo onde todos recorrem à rapidez do computador, nenhuma criança aguenta mais ouvir horas de explicações enfadonhas transcritas em uma lousa monocromática. “A tecnologia faz parte do cotidiano de todos os jovens. Os alunos esperam que o professor se utilize disso em sala de aula. Seu papel mudou completamente, mas continua essencial. Ele guia o processo de aprendizagem, sendo o elo entre o aluno e a comunidade científica”, afirma Linda Harasim, professora da Universidade Simon Fraser, em Vancouver, no Canadá. Confira o perfil do novo professor.

O problema é, justamente, adaptar a tecnologia ao conteúdo pedagógico. É consenso entre os especialistas que não basta apenas investir em laboratórios, salas multimídia e projetores de luz. Muitas escolas, mesmo aquelas que gastam rios de dinheiro em equipamentos de última geração, deixam de lado o treinamento dos professores. Sem mudança na metodologia, as novas ferramentas são subtilizadas. “Passamos praticamente uma década do novo milênio e nosso modelo educacional ainda reflete a prática dos séculos XIX e XX. A internet ainda é usada, geralmente, como tampa-buraco ou enfeite nas salas de aula tradicionais”, acrescenta Harasim.

O professor de informática Jean Marconi, de Brasília, acompanhou de perto a dificuldade imposta pelos novos recursos tecnológicos. Quando o colégio onde trabalha investiu pela primeira vez em equipamentos digitais, a direção não se preocupou em desenvolver um novo método de ensino nem capacitar os professores. Marconi aproveitou a formação em tecnologia da educação e propôs à escola treinar seus colegas. Hoje, segundo ele, todos já têm contato com as novidades e criam projetos para suas próprias disciplinas. “O colégio tinha a proposta, mas andava a passos lentos. Fui, então, de professor em professor despertando a curiosidade. Consegui que houvesse uma integração entre o conhecimento do educador e a tecnologia. Mas há alguns que ainda têm medo de mexer com essas ferramentas”.

Para a pedagoga Sílvia Fichmann, coordenadora do Laboratório de Investigação de Novos Cenários de Aprendizagem (LINCA) na Escola do Futuro da USP, um dos motivos pelos quais os professores ainda resistem em utilizar a tecnologia é o receio de perder o posto de detentor único de conhecimento. “A internet rompeu com uma série de paradigmas. O professor, hoje, tem de se conscientizar de que não sabe tudo e precisa ser muito mais parceiro do aluno na busca pelo saber”, afirma. Sílvia diz que não é fácil lidar com as novas ferramentas, mas cabe ao educador coordenar e orientar as tarefas. “O problema é que existem três tipos de professor: os que preferem o método tradicional, aqueles que não sabem utilizar a tecnologia e, finalmente, os que se adaptaram ao novo contexto. Eles convivem em uma mesma sala de aula, o que impede a adoção completa da tecnologia”, completa.


Lousa interativa – As novas ferramentas nunca preocuparam a professora de Ensino Fundamental Éride Rosseti (na foto ao lado), de São Paulo. Com 32 anos de magistério, a educadora assistiu a passagem do quadro-negro para o magnético e maneja, agora, sem problemas a lousa interativa, que permite salvar as tarefas feitas pelos alunos, além de exibir imagens, músicas e vídeos. Incentivada pelo colégio, ela participa de cursos de capacitação e é usuária da comunidade virtual da escola, na qual posta comentários sobre as aulas e exercícios de fixação. “Com a tecnologia, posso interagir com os alunos em tempo real. É uma forma de eles não se sentirem sozinhos quando estão fazendo a lição em casa. As crianças adoram e o professor tem de cumprir o papel social de abraças as novas tecnologias”, diz.

Criar um blog foi a alternativa encontrada pela professora de ciências carioca Andrea Barreto para incentivar o hábito da leitura entre seus alunos da rede pública. Sem recursos, ela criou um espaço virtual, no qual os jovens podem tirar dúvidas e participar das discussões feitas em sala de aula. “Percebi a necessidade de ensinar dentro desse novo contexto depois que vi o desinteresse dos alunos. Mesmo os alunos mais carentes acessam a internet das lan houses e isso aumentou o rendimento”, observa.

Mas a educação high-tech também oferece riscos, sobretudo devido à variedade de informação presente na web. Com a experiência de quem mantém um blog, tem conta no Orkut e usa diariamente o MSN, o professor de química Paulo Marcelo Pontes, de Recife, diz que não há como evitar que um aluno deixe de acessar bate-papo ou qualquer outra ferramenta disponível na rede. “Competir com isso traz mais desestímulo do que satisfação. O professor tem de produzir materiais e conteúdos que façam os estudantes participarem ou se interessarem pelo que está sendo divulgado”, conclui.

(Caio Barretto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause)

Links Relacionados

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/papel-professor-manter-se-antenado-430583.shtml

>Notebook na sala de aula é esperança para setor de PCs

>

Mesmo diante da crise, disseminação do uso de PCs portáteis em escolas garante otimismo

Taís Fuoco – Reuters

Componentes.montarControleTexto(“ctrl_texto”)

Professor de escola estadual, Fábio Braz utiliza seu notebook particular nas aulas

Marcelo Ximenez/AE

Professor de escola estadual, Fábio Braz utiliza seu notebook particular nas aulas

SÃO PAULO – A disseminação do uso de notebooks nas salas de aula de escolas públicas e privadas está garantindo o otimismo dos fabricantes de PCs, mesmo em um ano em que os institutos de pesquisa já admitem que o crescimento das vendas será menor que em 2008.

A licitação do Ministério da Educação pelos primeiros 150 mil notebooks educacionais é só a ponta do iceberg de um segmento que anima os fabricantes. De tela menor que um notebook tradicional e com alguns softwares educacionais instalados, os equipamentos –também conhecidos por netbooks– são vistos por entusiastas como o substituto do material didático.

A Positivo Informática, por exemplo, empresa que mais vende PCs no varejo brasileiro, já fornece notebooks educacionais para 39 escolas particulares, duas instituições de ensino superior (particulares) e três municípios (Indaiatuba, Jundiaí e Manaus) do país.

A brasileira Comsat Tecnologia, vencedora do pregão do governo federal com preço de 550 reais por equipamento, ainda não assinou o contrato, mas já deu início à produção local porque negocia a entrega de outros lotes do equipamento para prefeituras, escolas particulares e universidades.

“Iniciamos a produção independente do pregão porque estamos envolvidos em vários outros projetos”, afirmou Jakson Alexandre Sosa, presidente da Comsat, em entrevista à Reuters.

A empresa licenciou o modelo portátil Mobilis da indiana Encore e passou a produzir o equipamento em porto Alegre (RS) onde, além de ter uma unidade própria dentro do parque de tecnologia da PUC-RS, contrata produção terceirizada da Teicon.

Segundo Sosa, os planos da Comsat prevêem uma produção mensal de 35 mil equipamentos, mas ele afirma que as duas unidades fabris têm capacidade para mais de 200 mil equipamentos, se for preciso.

“O notebook educacional pode garantir uma janela importante no mercado de PCs”, afirma o executivo. Segundo ele, os portáteis de telas entre 7 e 9 polegadas têm vantagens como menor custo, baixo consumo de energia, facilidade de uso e conectividade que podem pesar na escolha do consumidor.

Além disso, se usados na sala de aula, “o índice de repetência cai violentamente, o aluno se integra digitalmente e traz a família para o ambiente”, afirma.

MOMENTO DE TRANSIÇÃO

Marcel Campos, gerente de marketing da taiuanesa Asus no Brasil, acredita que o Brasil vive um momento de transição no que se refere ao modelo educacional, seja entre os alunos, mas principalmente entre os professores.

A companhia se notabilizou por lançar no varejo de Taiwan em 2007 o modelo EeePC, cujas três letras “E” referem-se a “easy to work, easy to study, easy to play” (em português fácil para trabalhar, fácil para estudar e para brincar, respectivamente).

Segundo Campos, “a tecnologia está invadindo (a sala de aula) não só pelo custo, como pelas facilidades”.

A empresa, que desembarcou no Brasil recentemente e passou a fabricar dois de seus modelos de netbooks no país em janeiro, afirma estar em negociações com “um dos grandes grupos educacionais do país” para levar seus modelos portáteis às escolas. Este é seu primeiro contrato na área educacional no Brasil.

O modelo envolve subsídio por parte da escola privada. Por isso, ela paga parte do custo e o aluno a outra parte. De acordo com o executivo, a Asus também negocia com outras redes de escolas para adotar um modelo em que o equipamento seja propriedade da instituição e o aluno possa usar durante o curso, mas não terá a posse do equipamento. “Será um uso consignado”, explicou.

CUSTO AINDA É BARREIRA

Para o vice-presidente de tecnologia educacional da Positivo, André Caldeira, o conceito de um computador por aluno “ainda esbarra na barreira do custo” em diversas regiões do país.

Mesmo assim, a companhia tem conseguido contratos com escolas onde grupos de alunos compartilham um mesmo notebook e muitas vezes saem com ele para desenvolver pesquisas.

“Os professores também têm mostrado bastante interesse”, afirmou o executivo à Reuters. Segundo ele, enquanto as crianças têm muita facilidade no uso dos microcomputadores, os professores nem tanto.

“As crianças são nativos digitais, mas os professores são imigrantes digitais”, comparou. Por isso, a fabricante desenvolveu programas com condições especiais de prazo e preço para facilitar a aquisição dos equipamentos pela classe docente.

A fabricante chinesa de computadores Lenovo, que se prepara para estrear no varejo brasileiro em maio, também aposta nos netbooks e lançou na semana passada a chegada dos primeiros modelos ao Brasil.

Segundo Luciano Beraldo, gerente de portáteis da companhia no país, os modelos são indicados tanto para uso em empresas como em escolas.

“A Lenovo não entrou nesse segmento (de notebook educacional) logo na primeira onda, mas há pesquisas que mostram o grande potencial desse mercado”, afirmou Beraldo.

Ele citou dados da consultoria IDC que estimam que a venda de netbooks cresça de 430 mil unidades em 2007 para 9,2 milhões em 2012 no mundo, dos quais a maior parte deve ser para uso no setor de educação, disse ele.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) o mercado de computadores pessoais no Brasil em 2009 não deve crescer, apresentando as mesmas vendas de 12 milhões de máquinas de 2008. Porém, isoladamente, as vendas de notebooks devem disparar 40 por cento, para 6 milhões de unidades, enquanto as de computadores de mesa devem recuar 22 por cento, também para 6 milhões de unidades.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,notebook-na-sala-de-aula-e-esperanca-para-setor-de-pcs,347277,0.htm