>Ensinar os Nativos Digitais

>16 de Dezembro, 2010, Jorge Simões

Mark Prensy em dois artigos publicados em 2001 (Prensy, 2001a e Prensky, 2001b) e, mais recentemente, no livro Teaching Digital Natives – Partnering for Real Learning, apresenta a sua visão sobre a geração de pessoas que, nascidas nas décadas de 1980 e 1990, estavam a entrar no século XXI tendo vivido sempre imersos num mundo dominado pela tecnologia. Esta geração, que Prensky designa por nativos digitais, cresceu tendo como “língua” nativa a linguagem digital das tecnologias de informação e comunicação. Por oposição, as gerações anteriores, onde encontram ainda muitos dos professores dos nativos digitais, são imigrantes digitais. Estes, podem aprender a nova “língua” digital mas esta nunca será a sua “língua” nativa. Por isso, falarão sempre a “língua” digital com sotaque. A partir desta visão metafórica do contexto em que vive a geração dos nativos digitais, Prensky defende a necessidade de uma adaptação radical dos métodos de ensino a essa realidade onde coexistem as diferentes vivências dos alunos, os nativos digitais, e as dos seus professores, os imigrantes digitais. A existência dos nativos digitais é também defendida por Downes (2006) e por Tapscott (1998) que designa essa geração por “net generation”. Os nativos digitais são também designados por geração Y.

A contrapor a estas perspectivas de existência de uma geração digital em relação à qual os sistemas de ensino tradicionais se encontram desfasados há quem defenda a procura de mais evidências empíricas que sustentem a necessidade de adaptar os sistemas de ensino aos nativos digitais. Bennett, Maton e Kervin (2008) criticam a existência de uma geração digital tão distinta das gerações anteriores que obrigue a novos métodos de ensino. Defendem a necessidade de estudos mais aprofundados argumentando que o uso de tecnologias e as competências digitais reveladas pelos indivíduos da geração actual de estudantes não é uniforme. Embora reconhecendo que vivemos num mundo fortemente influenciado pela tecnologia assim como a adesão das gerações mais novas a essa realidade, argumentam a necessidade de aprofundar a investigação neste domínio e evitar o que designam por “pânico moral”.

Independentemente da polémica à volta deste tema e de haver a necessidade de investigar com maior profundidade a adaptação dos sistemas de ensino aos nativos digitais, a existência desta geração digital é um facto. E não faltam estudos empíricos que o demonstram: ver, por exemplo os posts Inquérito EU Kids Online: Políticas de Segurança na Internet e Software Social no Ensino e os estudos da Kaiser Family Foundation e da Nielsen Company.

Qual será então o caminho a seguir? Como garantir que a sociedade futura seja constituída por pessoas com conhecimentos e competências mais desenvolvidas? O que é que no futuro, será importante conhecer e de que forma se deve obter esse conhecimento? Quais as competências a desenvolver? As respostas a estas questões dependerão do que a sociedade actual entender o que deve ser uma pessoa instruída no século XXI (ver Competências para o Século XXI e Marc Prensky’s Essential 21st Century Skills).

Independentemente das respostas só é possível um ensino de qualidade com professores competentes, cientificamente bem preparados, alunos motivados e uma sociedade que promova a aquisição de conhecimentos e de competências como um dos seus valores fundamentais. A tecnologia será apenas mais uma ferramenta que auxilia no processo? Se há uma coisa que a Web 2.0 nos ensinou é que o importante são as pessoas e as suas interacções e não as tecnologias. Estas têm um lugar importante mas para muitos são apenas um meio. No entanto, na opinião de Siemens (2009), a tecnologia não é neutra. A tecnologia é filosofia. As ferramentas moldam a visão que os indivíduos têm do mundo e influenciam as suas acções.

Um projecto como o escolinhas.pt tem o mérito de envolver todas as pessoas e entidades com responsabilidades da formação das gerações mais novas: encarregados de educação, professores, autarquias e sociedade em geral. Todos estes actores do processo educativo de crianças e jovens podem colaborar entre si e participar activamente tirando partido de todas as ferramentas sociais da plataforma. As pessoas são o fundamental e a tecnologia apenas vem potenciar de forma cada vez mais significativa as suas interacções, criando as necessárias sinergias para um ensino de qualidade e adaptado às novas realidades.

Referências:

Bennett, S., Maton, K. and Kervin, L. (2008), The ‘Digital Natives’ Debate: A Critical Review of the Evidence. British Journal of Educational Technology, 39: 775–786. doi: 10.1111/j.1467-8535.2007.00793.x.

Downes, S. (2006). E-Learning 2.0. eLearn Magazine.

Prensky, M. (2001a). Digital Natives, Digital Immigrants. On the Horizon, 9, 5, 1–6.

Prensky, M. (2001b). Digital Natives, Digital Immigrants, part II. Do they really think differently? On the Horizon, 9, 6, 1-6.

Prensky, M. (2010). Teaching Digital Natives – Partnering for Real Learning, Corwin.

Siemens, G. (2009). Technology as Philosophy, Elearnspace.

Tapscott, D. (1998). Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation. New York: McGraw-Hill.

Dica da sempre maravilhosa @profteresa

Fonte http://migre.me/3AAlv

Ensinar os Nativos Digitais

16 de Dezembro, 2010, Jorge Simões

Mark Prensy em dois artigos publicados em 2001 (Prensy, 2001a e Prensky, 2001b) e, mais recentemente, no livro Teaching Digital Natives – Partnering for Real Learning, apresenta a sua visão sobre a geração de pessoas que, nascidas nas décadas de 1980 e 1990, estavam a entrar no século XXI tendo vivido sempre imersos num mundo dominado pela tecnologia. Esta geração, que Prensky designa por nativos digitais, cresceu tendo como “língua” nativa a linguagem digital das tecnologias de informação e comunicação. Por oposição, as gerações anteriores, onde encontram ainda muitos dos professores dos nativos digitais, são imigrantes digitais. Estes, podem aprender a nova “língua” digital mas esta nunca será a sua “língua” nativa. Por isso, falarão sempre a “língua” digital com sotaque. A partir desta visão metafórica do contexto em que vive a geração dos nativos digitais, Prensky defende a necessidade de uma adaptação radical dos métodos de ensino a essa realidade onde coexistem as diferentes vivências dos alunos, os nativos digitais, e as dos seus professores, os imigrantes digitais. A existência dos nativos digitais é também defendida por Downes (2006) e por Tapscott (1998) que designa essa geração por “net generation”. Os nativos digitais são também designados por geração Y.

A contrapor a estas perspectivas de existência de uma geração digital em relação à qual os sistemas de ensino tradicionais se encontram desfasados há quem defenda a procura de mais evidências empíricas que sustentem a necessidade de adaptar os sistemas de ensino aos nativos digitais. Bennett, Maton e Kervin (2008) criticam a existência de uma geração digital tão distinta das gerações anteriores que obrigue a novos métodos de ensino. Defendem a necessidade de estudos mais aprofundados argumentando que o uso de tecnologias e as competências digitais reveladas pelos indivíduos da geração actual de estudantes não é uniforme. Embora reconhecendo que vivemos num mundo fortemente influenciado pela tecnologia assim como a adesão das gerações mais novas a essa realidade, argumentam a necessidade de aprofundar a investigação neste domínio e evitar o que designam por “pânico moral”.

Independentemente da polémica à volta deste tema e de haver a necessidade de investigar com maior profundidade a adaptação dos sistemas de ensino aos nativos digitais, a existência desta geração digital é um facto. E não faltam estudos empíricos que o demonstram: ver, por exemplo os posts Inquérito EU Kids Online: Políticas de Segurança na Internet e Software Social no Ensino e os estudos da Kaiser Family Foundation e da Nielsen Company.

Qual será então o caminho a seguir? Como garantir que a sociedade futura seja constituída por pessoas com conhecimentos e competências mais desenvolvidas? O que é que no futuro, será importante conhecer e de que forma se deve obter esse conhecimento? Quais as competências a desenvolver? As respostas a estas questões dependerão do que a sociedade actual entender o que deve ser uma pessoa instruída no século XXI (ver Competências para o Século XXI e Marc Prensky’s Essential 21st Century Skills).

Independentemente das respostas só é possível um ensino de qualidade com professores competentes, cientificamente bem preparados, alunos motivados e uma sociedade que promova a aquisição de conhecimentos e de competências como um dos seus valores fundamentais. A tecnologia será apenas mais uma ferramenta que auxilia no processo? Se há uma coisa que a Web 2.0 nos ensinou é que o importante são as pessoas e as suas interacções e não as tecnologias. Estas têm um lugar importante mas para muitos são apenas um meio. No entanto, na opinião de Siemens (2009), a tecnologia não é neutra. A tecnologia é filosofia. As ferramentas moldam a visão que os indivíduos têm do mundo e influenciam as suas acções.

Um projecto como o escolinhas.pt tem o mérito de envolver todas as pessoas e entidades com responsabilidades da formação das gerações mais novas: encarregados de educação, professores, autarquias e sociedade em geral. Todos estes actores do processo educativo de crianças e jovens podem colaborar entre si e participar activamente tirando partido de todas as ferramentas sociais da plataforma. As pessoas são o fundamental e a tecnologia apenas vem potenciar de forma cada vez mais significativa as suas interacções, criando as necessárias sinergias para um ensino de qualidade e adaptado às novas realidades.

Referências:

Bennett, S., Maton, K. and Kervin, L. (2008), The ‘Digital Natives’ Debate: A Critical Review of the Evidence. British Journal of Educational Technology, 39: 775–786. doi: 10.1111/j.1467-8535.2007.00793.x.

Downes, S. (2006). E-Learning 2.0. eLearn Magazine.

Prensky, M. (2001a). Digital Natives, Digital Immigrants. On the Horizon, 9, 5, 1–6.

Prensky, M. (2001b). Digital Natives, Digital Immigrants, part II. Do they really think differently? On the Horizon, 9, 6, 1-6.

Prensky, M. (2010). Teaching Digital Natives – Partnering for Real Learning, Corwin.

Siemens, G. (2009). Technology as Philosophy, Elearnspace.

Tapscott, D. (1998). Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation. New York: McGraw-Hill.

Dica da sempre maravilhosa @profteresa

Fonte http://migre.me/3AAlv

Um dia, seu filho vai se sentir como você se sente


Todas as crianças estão (ou querem estar) na internet e a usam com desenvoltura; daqui para a frente, elas devem transformar esse ambiente

por Bruno Galo, Rafael Cabral e Ana Freitas

“Se pudesse escolher, adoraria ser criança agora”, suspira o apresentador e blogueiro Marcelo Tas. Observador da relação dos pequenos com as novas tecnologias, ele se diz fascinado com as possibilidades de interação, participação e expressão do mundo atual.

Para Tas, a linguagem da rede é muito parecida com o universo das crianças: fragmentado, espontâneo e não-linear pela própria natureza.”Ao contrário dos adultos, que são mais enquadrados pelos vícios e hábitos de linguagem, com os sentidos mais domesticados, as crianças estão abertas às (novas) experiências, sem preconceito”, defende.

Não por acaso, hoje, de um jeito ou de outro, as crianças estão – ou querem estar – na internet. A presença dos pequenos na rede é maciça e não para de crescer. Por aqui, de acordo com uma pesquisa da Turner Brasil Network do ano passado, 51% das crianças e jovens, entre 6 e 14 anos, acessam a web todos os dias. Segundo um estudo recente da Nielsen, nos Estados Unidos, enquanto o número total de usuários cresceu 10% entre 2004 e 2009, o de crianças, entre 2 e 11 anos, subiu 19%.

“Muita gente diz que a internet está nos tornando mais burros. De certa forma, isso é verdade. Desaprendi a decorar telefones, endereços, dados geográficos, datas. Mas tudo bem. Aprendi muitas outras coisas que compensam o que perdi”, diz o educador brasileiro Paulo Blinkstein. “Sempre foi assim na história da humanidade. Lembre-se que houve época que não havia escrita, e o que se valorizava era a memorização pura”, exemplifica.

“Enquanto o adulto vê a internet como um substantivo, a criança a vê como um verbo. Ou seja, uma ferramenta que permite a ela fazer o que deseja. E hoje, para formar uma frase, todos, não só as crianças, precisamos deste verbo”, acredita Volney Faustini, pesquisador da área. Para os pequenos, a tecnologia até parece invisível. O fascínio que elas despertam está muito mais nas suas possibilidades, do que nelas mesmas. Em suma, elas são um meio e não um fim em si. “O adulto é atraído pela ferramentas. A criança, pela história que elas contam”, analisa Tas.

Hoje, no entanto, pesquisar na internet, enviar e-mail, criar blog e postar vídeo no YouTube são coisas que as crianças já fazem e aprendem a fazer sozinhas. É preciso, portanto, estimulá-las a extrapolar esse modelo de publicação e de acesso a informação. Para Blinkstein, que é especialista no uso da tecnologia aplicada à educação, a disponibilidade instantânea de informação está tornando a educação tradicional cada vez mais obsoleta, deixando as crianças à deriva. “Infelizmente, elas não aprendem a usar o seu tempo online para atividades mais profundas. A internet se vira só um passatempo, o que é trágico”, afirma.

“Usar o computador como uma ferramenta de investigação cientifica profunda não é espontâneo, não se aprende sozinho. É preciso ter um professor muito bem preparado, materiais de qualidade e formas de avaliação aprofundadas. E, principalmente, a tecnologia permite centrar a educação no aluno, e não no professor”, explica Blinkstein.

INOVAÇÃO

Ah, sim. Se você chegou até aqui sem entender o porquê do título, responda: você já ficou surpreso – ou até mesmo assustado – com a desenvoltura e naturalidade que seu filho demonstra ao mexer com os equipamentos eletrônicos e o computador na sua casa? Fique tranquilo. Você não está sozinho e nem é o primeiro a ter essa impressão.

“Tudo que existe no mundo antes de nascermos é absolutamente natural. As novidades que surgem enquanto somos jovens são uma oportunidade e, com sorte, uma carreira a seguir. Tudo aquilo que aparece depois que você tem trinta anos, entretanto, é anormal, o fim do mundo como o conhecemos. Isso, até que tenhamos convivido com essa novidade por uns bons dez ou quinze anos, quando, enfim, ela começa a parecer normal”, definiu certa vez – e com rara precisão – Douglas Adams, autor inglês do livro O Guia do Mochileiro das Galáxias

URS GASSER, professor

Urs Gasser é professor do centro de Internet e Sociedade da Universidade de Harvard e co-autor do livro Born Digital: Undestanding the First Generation of Digital Natives (Nascidos digitais: entendendo a primeira geração de nativos digitais), amplo estudo sobre aqueles que nasceram após 1980. No geral, o livro é otimista quanto ao futuro da internet, “importante para formar cidadãos globais com espírito de inovação e colaborativismo”, mas critica a falta de segurança dos dados das crianças na rede.

Afinal, o que é um nativo digital?

Usamos esse termo em um sentido metafórico. Ele descreve a população de jovens nascidos depois dos anos 1980 e que teve acesso às tecnologias digitais de uma maneira significativa. São as crianças e os adolescentes de hoje, que não conseguem imaginar a vida sem o Google ou a Wikipedia. É importante destacar que nem todas as crianças hoje são nativas digitais, já que existe uma exclusão digital muito grande e nem todas têm a oportunidade (ou a habilidade) de participar do ciberespaço.

A relação da geração pós-Napster com as leis de copyright pode ajudar a atualizar as leis de direitos autorais?

A resposta da Justiça para a cultura de compartilhamento hoje é a repressão. Quando essas crianças envelhecerem, no entanto, essas leis se tornarão mais brandas e se adaptarão a essa nova lógica. A ascensão dos Partidos Piratas na Europa é o começo desse desenvolvimento.

A criatividade das crianças esbarra nos interesses da indústria?

Às vezes. Não sabemos se a internet vai continuar sendo a plataforma aberta que conhecemos hoje, possibilitando a cultura do remix e o compartilhamento, pois há forças significativas que defendem uma versão mais controlada da rede, por causa de seus interesses. Isso sim pode prejudicar a criatividade. Estamos em uma encruzilhada. Não sabemos se a arquitetura da internet continuará a mesma, mas foi ela que propiciou a parte boa da cultura digital.

Com tantas fontes, as crianças digitais são mais críticas com aquilo que consomem?

A criança média, não. Porém, vemos que quanto mais conectada, mais ela está predisposta a checar em mais de uma fonte. Descobrimos uma regra: Quanto mais conectada a criança, mais discernimento ela tem.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,um-dia–seu-filho-vai-se-sentir-como-voce-se-sente-,3048,0.shtm#

Conectados, multitarefa, radicais, isolados e burros

Visão mais pessimista das crianças de hoje aponta que a navegação aleátória tira delas o tempo necessário para o desenvolvimento intelectual

por Rafael Cabral, Bruno Galo e Ana Freitas

Conectadas de berço, as crianças pensam e agem cada vez mais rapidamente, além de conseguirem realizar várias atividades ao mesmo tempo. Mas quem disse que tudo isso é bom?

“É verdade que elas são multitarefas, mas isso só faz que elas adquiram o que os cientistas chamam de estado de atenção parcial contínua”, defende o professor Mark Bauerlein, autor do livro The Dumbest Generation (leia abaixo). Elas pulam de um texto para o outro em poucos segundos, mas quanto deles elas conseguem entender no final?

Por mais que já seja reconhecida a importância do pensamento fragmentado que impera na web, para Bauerlein é ainda “a lógica linear que comanda todas as áreas de pensamento, da Ciência ao Direito” – e nisso as novas tecnologias não teriam muito a contribuir.

Ao permitir uma excessiva personalização do que se consome, o ciberespaço acabaria privando as crianças de alguns conhecimentos básicos e necessários. “O comportamento que veio com a web simplesmente destrói hábitos necessários para o desenvolvimento intelectual, como a atenção e o discernimento”, dispara Bauerlein, pessimista.

Além disso, como defendeu recentemente o intelectual Umberto Eco, a abundância de informações (vindas principalmente da web) sobre acontecimentos do presente, sejam eles relevantes ou não, acabam soterrando as pessoas e impedindo-as de compreender seu contexto histórico. Imagine então as crianças navegando sozinhas em meio a esse caótico ciberespaço.

Ao mesmo tempo em que aproxima, o virtual também isola. Entre os pontos negativos do digital está a possibilidade de evitarmos o contato com assuntos importantes (mas que, por um motivo ou outro, escolhemos não acessar).

Uma pesquisa do ano passado feita pela SaferNet mostrou que, por navegarem sem acompanhamento de adultos, 53% das crianças já tiveram contato com conteúdos agressivos ou considerados impróprios para sua idade. O estudo revela também que 64% dos jovens usam a web no próprio quarto e que 87% não têm restrições no uso da internet. Elas podem ler, ouvir e assistir apenas aquilo que lhes interessa – e isso, em vez de abrir suas cabeças, pode torná-las mais radicais em suas crenças e preconceitos, além de aliená-las do oposto. Com a televisão, bem ou mal, éramos obrigados a ver um pouco de tudo.

AJUDA OU ATRAPALHA?

Para o educador Paulo Blinkstein o problema é esperar de tecnologias como os videogames uma solução pronta e ignorar as nuances entre o que ajuda e o que prejudica no desenvolvimento das crianças. “Os games são mídias poderosas para a educação, mas existe uma grande falácia na ideia de que podemos aprender brincando, sem esforço e sentados no sofá. O uso educativo do videogame é limitado pelas suas próprias características. Não há milagre.”

Se os jogos podem ajudar no desenvolvimento da noção de espaço e nos reflexos, por sua vez eles podem também prejudicar, a evolução psicomotora dos jovens. “Se a criança ficar bitolada e não se movimentar, explorando seu ambiente físico, isso repercutirá na sua vida futura”, explica o neurologista Jairo Werner, professor da Universidade Federal Fluminense – UFF.

REDES SOCIAIS

Para Mark Bauerlein, apesar de os sites de relacionamentos prometerem aos internautas conhecer novos amigos e interagir com pessoas novas, as crianças acabam se fechando ainda mais nos seus grupos quando entram nessas redes. “Apesar de toda a utopia em cima da interação que esses sites propiciam, o papo das crianças acaba sendo uma extensão do grupinho que se encontra na lanchonete do colégio”.

De acordo com pesquisa realizada pela Turner International Brasil, 77% das crianças se cadastraram pela primeira vez em uma rede social, como o Orkut ou Facebook, quando tinham entre 5 e 8 anos de idade. 73% delas admitem que seus contatos são formados por amigos do dia-a-dia.

MARK BAUERLEIN, professor

A geração digital é a mais burra de todos os tempos. Essa é a tese central do livro The Dumbest Generation, de Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory, em Atlanta, sul dos EUA. Bauerlein acredita, por exemplo, que as redes sociais prometem muito e cumprem pouco: as conversas acabam reproduzindo a fofoca do colégio e pouco acrescentam no desenvolvimento intelectual das crianças. Além disso, ele defende a importância cada vez maior do pensamento linear em contraposição à fragmentação da internet.

Não é normal que os mais velhos reclamem dos hábitos dos mais novos? A crítica da era digital não é a mesma que foi feita quando surgiu a TV?

Sim. Nós sempre ouviremos os mais velhos reclamando dos mais novos – mas eu não acho que isso invalida a crítica deles. É verdade, aliás, que assistir televisão demais prejudica o desenvolvimento das crianças e, por isso, os pediatras forçaram regras para a programação. É a doutrinação dos mais velhos que forma uma sociedade saudável. Um jovem precisa saber, por exemplo, o que aconteceu em Cuba em 1959 para lembrar que a história não começou quando ele fez seu aniversário de 13 anos.

Por que então você considera essa geração a mais burra de todos os tempos?

Em termos de inteligência pura, eles são tão espertos quanto sempre foram. Mas quando você vê o conhecimento deles de história, literatura, filosofia, eles são completamente ignorantes. Isso porque a maioria do tempo livre dessas crianças é gasto com ferramentas digitais que simplesmente repercutem umas as outras. Eles não leem jornais, eles mexem no Facebook. Eles não leem livros, eles mandam SMS. Isso tira deles o tempo que era destinado para a formação intelectual.

Você vê alguma solução para esse “desvio”, agora que o digital se torna onipresente?

Crianças sempre serão crianças, mas antes os pais tinham armas poderosas para limitar o tempo delas. Agora elas podem brigar, fofocar, praticar bullying, amar e odiar na internet. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Imagine um quarto de criança: antes ele era um espaço de isolamento, agora é um hub. Até que deixemos esse espaço menos ‘social’, as coisas estarão erradas.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,conectados-multitarefa-radicais-isolados-e-burros,3049,0.shtm

>Nativos versus Imigrantes Digitais

>Antonio Mendes Ribeiro

Marc Prensky, no seu próprio blog, se auto proclama um visionário, um inventor, um futurista, além de consultor, projetista de jogos e aprendizado e um autor (dos livros Digital Games –Based Learning e Don´t Bother Me Mom—I´m Learning!). Ele caracterizou, sem precisar de muita futurologia, o perfil de dois tipos de usuários atuais da Internet: os Nativos Digitais e os Imigrantes Digitais. Esses usuários têm a ver com as diversas gerações que temos atualmente. Em princípio no mundo convivem ao mesmo tempo cinco gerações, sendo que quatro delas normalmente fazem parte ativa da força de trabalho. A experiência de cada elemento dessas gerações influencia a sua visão da vida e do trabalho. A geração mais nova que está chegando agora às empresas é chamada de vários nomes: Geração D (de digital), ou Geração N (de Net), ou ainda, por questionarem tudo, Geração Y (Why?). Veja detalhes das diversas gerações na tabela abaixo.

Os Imigrantes Digitais são membros das gerações mais antigas, são os que conseguiram aprender a usar as tecnologias digitais, uns mais, outros menos. O fazem como os imigrantes, se adaptam ao novo ambiente, mas sem deixar de ter o seu sotaque, isto é, o seu pé no passado. Usam as novas tecnologias, mas de uma maneira diferente das gerações mais recentes. Exemplos dados pelo autor (alguns certamente acham que foi pelo inventor), de como os imigrantes usam as tecnologias:

  • Necessitam mandar imprimir um texto digital quando querem alterá-lo, para depois digitar as modificações registradas no papel;
  • A Internet é sempre a segunda fonte de informação;
  • Lêem os manuais de dispositivos ou de programas em vez de aprenderem com o seu uso;
  • Imprimem os emails recebidos (ou mandam alguém fazê-lo), para depois decidirem que ação tomar;
  • Convidam as pessoas para dar uma chegada à sua sala, para ver no computador um site interessante que acabou de localizar, em vez de mandar-lhes o seu endereço.

Já os Nativos Digitais são da Geração Y, nasceram com a tecnologia, tem-na no sangue. Falam fluentemente a linguagem digital dos computadores, vídeo-games, Internet, MP5 players, máquinas fotográficas. Eles pensam e processam informação fundamental e diferentemente de seus antecessores. Os seus pais, professores e agora chefes não percebem e muito menos entendem essas diferenças e normalmente não tem condições de avaliar as implicações deste fato. O nosso autor (futurista ou realista?) salienta algumas das características de um Nativo Digital:

  • Recebem e passam informação rapidamente, usando várias mídias;
  • Usam várias aplicações ao mesmo tempo, enquanto conversam nos mensageiros, vem vídeos do Youtube;
  • Preferem as imagens antes dos textos, se estes não tiverem imagens certamente serão desconhecidos;
  • Fazem acessos aleatórios, não seqüenciais, nas páginas hipermídia da web;
  • Preferem jogos em vez de trabalho “sério”;
  • Estão constantemente interagindo com os amigos nas redes sociais.
  • Colocam na rede seus próprios textos, fotos, vídeos

Essas características, que os Nativos Digitais adquiriram e aprimoraram através de anos de interação não são muito apreciadas pelos Imigrantes Digitais. Para eles tudo isso é estranho. Preferem fazer as coisas “lentamente, passo a passo, uma coisa de cada vez, individualmente, e acima de tudo seriamente”. Acham que o trabalho, o aprendizado não pode e não deveria ser divertido. Já os nativos, que nasceram numa nova cultura, aprendem com facilidade a nova linguagem digital. Apesar de que seus pais, professores e chefes tentem forçá-los insistentemente em aprender a linguagem do passado, eles resistem bravamente em fazê-lo. Um dia, para a satisfação de nosso autor projetista de jogos e aprendizagem, aprenderão novos e antigos conteúdos se divertindo, com ou sem a ajuda de seus professores Imigrantes Digitais.

As diversas gerações existentes no mundo de hoje são caracterizadas na tabela abaixo, baseada no artigo de Jane Hart: Understanding Today´s Learner. É uma classificação baseada em fatos verificados em países ocidentais e desenvolvidos. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, podemos fazer algumas correlações, ou verificar que em algumas de suas regiões mais prósperas, onde o acesso às tecnologias é mais difundido, a classificação é válida. Algumas estatísticas tem mostrado que nesses países o número de Nativos Digitais, de todas as gerações e em especial da Geração Y, está crescendo de forma acelerada, muitas vezes com apoio do próprio governo.

Gerações e Características de seus membros

VETERANOS
Nascidos de 1925 a 1945
Geração Silenciosa
Características de seus membros

  • Nasceram em tempos de crises econômicas, o que os fez disciplinados e saber que devem se sacrificar
  • Colocam o dever antes do prazer
  • Acreditam que a paciência é auto-gratificante
  • Vêem o trabalho como uma obrigação
  • Como trabalhadores são leais, dedicados e trabalham pesado
  • Respeitam a autoridade, trabalham segundo regras existentes
  • Alguns ainda estão na força de trabalho, na ativa

BABY BOOMERS
Nascidos de 1946 a 1964
Numa fase de explosão de nascimentos, em função do desenvolvimento econômico do pós-guerra
Características de seus membros

  • Nasceram numa época de prosperidade econômica, num ambiente fortemente familiar, com a mãe presente o tempo todo em casa
  • São competitivos,otimistas e focam nas realizações pessoais
  • São viciados no trabalho, vivem no mesmo, levando-o muitas vezes para casa
  • São definidos por seu trabalho ou profissão
  • Gostam de se sentir valorizados e necessários
  • Não compatibilizam a vida pessoal com o trabalho, considerando um malabarismo fazê-lo
  • Muitos sacrificam a vida pessoal em detrimento da carreira profissional
  • Dominaram a força de trabalho por muito tempo, hoje detém postos significativos na hierarquia das empresas

GERAÇÃO X
Nascidos de 1965 a 1979
Características de seus membros

  • Nasceram em circunstâncias diversas, muitos com pais divorciados ou separados, a mãe no trabalho era uma norma
  • Isso fez com que se tornassem resistentes, independentes e adaptáveis
  • Assumem o emprego de forma séria
  • Tem uma maneira pragmática de fazer as coisas
  • Trabalham para viver, não vivem para trabalhar
  • Saem e entram nos empregos em função das necessidades da família

GERAÇÃO Y
Nascidos de 1980 a 1995
Geração NET

Geração D

Geração do Milênio

É a geração mais numerosa

Características de seus membros

  • São filhos dos Baby-Boomers, que os mimaram e deram-lhes muita atenção, o que fez com que apresentem alto grau de auto-confiança
  • Nasceram em tempos de prosperidade, por isso não temem o desemprego
  • Gastaram maior tempo em educação de tempo integral
  • São independentes e muito sociais
  • Questionam qualquer coisa
  • No emprego não temem mudanças
  • O trabalho é um meio não um fim
  • Gostam de horas flexíveis de trabalho, para trabalhar em casa e para ter tempo de viajar
  • Saem felizes do emprego se ele não está de acordo com suas expectativas
  • Ficam no trabalho se é algo que desejam

GERAÇÃO Z
Nascidos a partir de 1996
Características de seus membros

  • Começarão a aparecer na força de trabalho daqui a aproximadamente cinco anos
    Como a Geração Y, a tecnologia e em especial a Internet será um fator de influência significativa nas suas vidas

Questões necessitando de respostas imediatas:

  • Como os alunos da Geração Y estão se saindo na Escola atualmente?
  • As teorias educacionais, as metodologias de ensino e aprendizagem adotadas normalmente pelas nossas Escolas são adequadas aos alunos Nativos Digitais?
  • Como os professores Imigrantes Digitais conseguirão criar ambientes de aprendizagem adequados aos seus alunos Nativos Digitais?
  • Como as empresas receberão seus funcionários Nativos Digitais?
  • O que acontecerá às empresas quando os Nativos Digitais assumirem postos significativos?

Nativos versus Imigrantes Digitais

Antonio Mendes Ribeiro

Marc Prensky, no seu próprio blog, se auto proclama um visionário, um inventor, um futurista, além de consultor, projetista de jogos e aprendizado e um autor (dos livros Digital Games –Based Learning e Don´t Bother Me Mom—I´m Learning!). Ele caracterizou, sem precisar de muita futurologia, o perfil de dois tipos de usuários atuais da Internet: os Nativos Digitais e os Imigrantes Digitais. Esses usuários têm a ver com as diversas gerações que temos atualmente. Em princípio no mundo convivem ao mesmo tempo cinco gerações, sendo que quatro delas normalmente fazem parte ativa da força de trabalho. A experiência de cada elemento dessas gerações influencia a sua visão da vida e do trabalho. A geração mais nova que está chegando agora às empresas é chamada de vários nomes: Geração D (de digital), ou Geração N (de Net), ou ainda, por questionarem tudo, Geração Y (Why?). Veja detalhes das diversas gerações na tabela abaixo.

Os Imigrantes Digitais são membros das gerações mais antigas, são os que conseguiram aprender a usar as tecnologias digitais, uns mais, outros menos. O fazem como os imigrantes, se adaptam ao novo ambiente, mas sem deixar de ter o seu sotaque, isto é, o seu pé no passado. Usam as novas tecnologias, mas de uma maneira diferente das gerações mais recentes. Exemplos dados pelo autor (alguns certamente acham que foi pelo inventor), de como os imigrantes usam as tecnologias:

  • Necessitam mandar imprimir um texto digital quando querem alterá-lo, para depois digitar as modificações registradas no papel;
  • A Internet é sempre a segunda fonte de informação;
  • Lêem os manuais de dispositivos ou de programas em vez de aprenderem com o seu uso;
  • Imprimem os emails recebidos (ou mandam alguém fazê-lo), para depois decidirem que ação tomar;
  • Convidam as pessoas para dar uma chegada à sua sala, para ver no computador um site interessante que acabou de localizar, em vez de mandar-lhes o seu endereço.

Já os Nativos Digitais são da Geração Y, nasceram com a tecnologia, tem-na no sangue. Falam fluentemente a linguagem digital dos computadores, vídeo-games, Internet, MP5 players, máquinas fotográficas. Eles pensam e processam informação fundamental e diferentemente de seus antecessores. Os seus pais, professores e agora chefes não percebem e muito menos entendem essas diferenças e normalmente não tem condições de avaliar as implicações deste fato. O nosso autor (futurista ou realista?) salienta algumas das características de um Nativo Digital:

  • Recebem e passam informação rapidamente, usando várias mídias;
  • Usam várias aplicações ao mesmo tempo, enquanto conversam nos mensageiros, vem vídeos do Youtube;
  • Preferem as imagens antes dos textos, se estes não tiverem imagens certamente serão desconhecidos;
  • Fazem acessos aleatórios, não seqüenciais, nas páginas hipermídia da web;
  • Preferem jogos em vez de trabalho “sério”;
  • Estão constantemente interagindo com os amigos nas redes sociais.
  • Colocam na rede seus próprios textos, fotos, vídeos

Essas características, que os Nativos Digitais adquiriram e aprimoraram através de anos de interação não são muito apreciadas pelos Imigrantes Digitais. Para eles tudo isso é estranho. Preferem fazer as coisas “lentamente, passo a passo, uma coisa de cada vez, individualmente, e acima de tudo seriamente”. Acham que o trabalho, o aprendizado não pode e não deveria ser divertido. Já os nativos, que nasceram numa nova cultura, aprendem com facilidade a nova linguagem digital. Apesar de que seus pais, professores e chefes tentem forçá-los insistentemente em aprender a linguagem do passado, eles resistem bravamente em fazê-lo. Um dia, para a satisfação de nosso autor projetista de jogos e aprendizagem, aprenderão novos e antigos conteúdos se divertindo, com ou sem a ajuda de seus professores Imigrantes Digitais.

As diversas gerações existentes no mundo de hoje são caracterizadas na tabela abaixo, baseada no artigo de Jane Hart: Understanding Today´s Learner. É uma classificação baseada em fatos verificados em países ocidentais e desenvolvidos. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, podemos fazer algumas correlações, ou verificar que em algumas de suas regiões mais prósperas, onde o acesso às tecnologias é mais difundido, a classificação é válida. Algumas estatísticas tem mostrado que nesses países o número de Nativos Digitais, de todas as gerações e em especial da Geração Y, está crescendo de forma acelerada, muitas vezes com apoio do próprio governo.

Gerações e Características de seus membros

VETERANOS
Nascidos de 1925 a 1945
Geração Silenciosa
Características de seus membros

  • Nasceram em tempos de crises econômicas, o que os fez disciplinados e saber que devem se sacrificar
  • Colocam o dever antes do prazer
  • Acreditam que a paciência é auto-gratificante
  • Vêem o trabalho como uma obrigação
  • Como trabalhadores são leais, dedicados e trabalham pesado
  • Respeitam a autoridade, trabalham segundo regras existentes
  • Alguns ainda estão na força de trabalho, na ativa

BABY BOOMERS
Nascidos de 1946 a 1964
Numa fase de explosão de nascimentos, em função do desenvolvimento econômico do pós-guerra
Características de seus membros

  • Nasceram numa época de prosperidade econômica, num ambiente fortemente familiar, com a mãe presente o tempo todo em casa
  • São competitivos,otimistas e focam nas realizações pessoais
  • São viciados no trabalho, vivem no mesmo, levando-o muitas vezes para casa
  • São definidos por seu trabalho ou profissão
  • Gostam de se sentir valorizados e necessários
  • Não compatibilizam a vida pessoal com o trabalho, considerando um malabarismo fazê-lo
  • Muitos sacrificam a vida pessoal em detrimento da carreira profissional
  • Dominaram a força de trabalho por muito tempo, hoje detém postos significativos na hierarquia das empresas

GERAÇÃO X
Nascidos de 1965 a 1979
Características de seus membros

  • Nasceram em circunstâncias diversas, muitos com pais divorciados ou separados, a mãe no trabalho era uma norma
  • Isso fez com que se tornassem resistentes, independentes e adaptáveis
  • Assumem o emprego de forma séria
  • Tem uma maneira pragmática de fazer as coisas
  • Trabalham para viver, não vivem para trabalhar
  • Saem e entram nos empregos em função das necessidades da família

GERAÇÃO Y
Nascidos de 1980 a 1995
Geração NET

Geração D

Geração do Milênio

É a geração mais numerosa

Características de seus membros

  • São filhos dos Baby-Boomers, que os mimaram e deram-lhes muita atenção, o que fez com que apresentem alto grau de auto-confiança
  • Nasceram em tempos de prosperidade, por isso não temem o desemprego
  • Gastaram maior tempo em educação de tempo integral
  • São independentes e muito sociais
  • Questionam qualquer coisa
  • No emprego não temem mudanças
  • O trabalho é um meio não um fim
  • Gostam de horas flexíveis de trabalho, para trabalhar em casa e para ter tempo de viajar
  • Saem felizes do emprego se ele não está de acordo com suas expectativas
  • Ficam no trabalho se é algo que desejam

GERAÇÃO Z
Nascidos a partir de 1996
Características de seus membros

  • Começarão a aparecer na força de trabalho daqui a aproximadamente cinco anos
    Como a Geração Y, a tecnologia e em especial a Internet será um fator de influência significativa nas suas vidas

Questões necessitando de respostas imediatas:

  • Como os alunos da Geração Y estão se saindo na Escola atualmente?
  • As teorias educacionais, as metodologias de ensino e aprendizagem adotadas normalmente pelas nossas Escolas são adequadas aos alunos Nativos Digitais?
  • Como os professores Imigrantes Digitais conseguirão criar ambientes de aprendizagem adequados aos seus alunos Nativos Digitais?
  • Como as empresas receberão seus funcionários Nativos Digitais?
  • O que acontecerá às empresas quando os Nativos Digitais assumirem postos significativos?