Blogs educativos


Os blogs educativos ou blogues educativos ou edublogues são publicações (quase sempre ordenadas cronológicamente), que levam vantagem sobre as Home pages pela facilidade de criação, manutenção e publicação, já que atualmente não é necessário nenhum conhecimento em programação para criá-los e atualizá-los.

Além disso, os edublogues permitem a publicação de idéias em tempo real e possibilitam a interação com qualquer pessoa do mundo que esteja conectada. Sua principal característica são os textos que podem ser lidos e comentados, abrangendo uma infinidade de assuntos: diários, notícias, poesias, músicas, fotografias, enfim, tudo que a imaginação do autor permitir, desde que dentro de um contexto educacional ou pedagógico.

Como num veloz arquivo eletrônico, ele permite a abordagem de diversos assuntos, aumentando a interatividade com os visitantes, que passam a constituir uma comunidade. Ampliam-se assim, as possibilidades de um diálogo com outras formas de saber entre as diferentes disciplinas do conhecimento escolar. Os blogs podem ajudar a construir redes sociais, redes de saberes ou mesmo comunidades de aprendizagem.

Na educação, os blogs são uma excelente ferramenta para publicação de idéias. Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, com potencial para reinventar o trabalho pedagógico.

Blogs em ação

Os conhecimentos adquiridos pela turma durante os projetos de estudo, bem como as demais atividades, podem ser registradas no blog, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Os blogs são usados com o objetivo de desenvolver o hábito de registro e para divulgar boas iniciativas. São estratégias que visam dar a palavra aos estudantes e desenvolver a sua criatividade.

Todo o processo, desde escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os objetivos do blog, pode ser feito coletivamente. Também é possível fazer do blog um jornal da turma.

Vantagens dos blogs educativos

Os blogs são um espaço privilegiado para a organização de aulas, oficinas, pesquisas, onde pode-se sistematizar um assunto organizando-o de acordo com as necessidades específicas de um grupo (de alunos ou professores), constituindo-se em um significativo do processo de aprendizagem. A sua aplicação no cotidiano escolar pode se dar na forma de blogs pessoais onde os alunos escrevem livremente, bem como podem ser Blogs voltados para os conteúdos abordados através da publicações de notícias, reportagem, pesquisas, histórias, debates ou através da criação de textos.

Alguns motivos para usar blogs como atividade de ensino-aprendizagem

1. A web é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
2. Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
3. Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
4. Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
5. Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
6. Desenvolver o espírito de colaboração (aprender a conviver)
7. Aprender a aprender.

A utilização de blogs na educação, possibilita o enriquecimento das aulas e projetos através da publicação e interação de idéias na Internet. Basta adequá-los aos objetivos educacionais, para que o conhecimento seja construído através da interação dos recursos informáticos e das capacidades individuais, criando um ambiente favorável para a aprendizagem.

Algumas possibilidades

Para professores

1. Desenvolvimento de projetos escolares.
2. Trabalhos Inter-trans-Multi disciplinares.
3. Produção de material instrucional.
4. Outras atividades

Para alunos

1. Produção de resumos/sínteses da matéria.
2. Log (descrição) de desenvolvimento de projetos escolares.
3. Aprendizagem colaborativa.

Para professores e alunos

Conversações sobre assuntos iniciados em sala, e que podem ser aprofundados em Lista de discussão, com síntese numa wiki.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogs_educativos

>Blogs educativos

>
Os blogs educativos ou blogues educativos ou edublogues são publicações (quase sempre ordenadas cronológicamente), que levam vantagem sobre as Home pages pela facilidade de criação, manutenção e publicação, já que atualmente não é necessário nenhum conhecimento em programação para criá-los e atualizá-los.

Além disso, os edublogues permitem a publicação de idéias em tempo real e possibilitam a interação com qualquer pessoa do mundo que esteja conectada. Sua principal característica são os textos que podem ser lidos e comentados, abrangendo uma infinidade de assuntos: diários, notícias, poesias, músicas, fotografias, enfim, tudo que a imaginação do autor permitir, desde que dentro de um contexto educacional ou pedagógico.

Como num veloz arquivo eletrônico, ele permite a abordagem de diversos assuntos, aumentando a interatividade com os visitantes, que passam a constituir uma comunidade. Ampliam-se assim, as possibilidades de um diálogo com outras formas de saber entre as diferentes disciplinas do conhecimento escolar. Os blogs podem ajudar a construir redes sociais, redes de saberes ou mesmo comunidades de aprendizagem.

Na educação, os blogs são uma excelente ferramenta para publicação de idéias. Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, com potencial para reinventar o trabalho pedagógico.

Blogs em ação

Os conhecimentos adquiridos pela turma durante os projetos de estudo, bem como as demais atividades, podem ser registradas no blog, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Os blogs são usados com o objetivo de desenvolver o hábito de registro e para divulgar boas iniciativas. São estratégias que visam dar a palavra aos estudantes e desenvolver a sua criatividade.

Todo o processo, desde escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os objetivos do blog, pode ser feito coletivamente. Também é possível fazer do blog um jornal da turma.

Vantagens dos blogs educativos

Os blogs são um espaço privilegiado para a organização de aulas, oficinas, pesquisas, onde pode-se sistematizar um assunto organizando-o de acordo com as necessidades específicas de um grupo (de alunos ou professores), constituindo-se em um significativo do processo de aprendizagem. A sua aplicação no cotidiano escolar pode se dar na forma de blogs pessoais onde os alunos escrevem livremente, bem como podem ser Blogs voltados para os conteúdos abordados através da publicações de notícias, reportagem, pesquisas, histórias, debates ou através da criação de textos.

Alguns motivos para usar blogs como atividade de ensino-aprendizagem

1. A web é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
2. Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
3. Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
4. Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
5. Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
6. Desenvolver o espírito de colaboração (aprender a conviver)
7. Aprender a aprender.

A utilização de blogs na educação, possibilita o enriquecimento das aulas e projetos através da publicação e interação de idéias na Internet. Basta adequá-los aos objetivos educacionais, para que o conhecimento seja construído através da interação dos recursos informáticos e das capacidades individuais, criando um ambiente favorável para a aprendizagem.

Algumas possibilidades

Para professores

1. Desenvolvimento de projetos escolares.
2. Trabalhos Inter-trans-Multi disciplinares.
3. Produção de material instrucional.
4. Outras atividades

Para alunos

1. Produção de resumos/sínteses da matéria.
2. Log (descrição) de desenvolvimento de projetos escolares.
3. Aprendizagem colaborativa.

Para professores e alunos

Conversações sobre assuntos iniciados em sala, e que podem ser aprofundados em Lista de discussão, com síntese numa wiki.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogs_educativos

Precisando se atualizar, professor?

Profissão Mestre

Site-Profissao-Mestre

www.profissaomestre.com.br

Uma das maiores dificuldades vividas pelos professores se refere à falta de oportunidades para obter informações a respeito da profissão que exerce. O intercâmbio que ocorre em boa parte das escolas é insuficiente para que se saiba o que ocorre entre as paredes de uma única instituição, imagine então em relação ao que ocorre em outras.

Cabe a cada escola incentivar uma comunicação mais freqüente entre os professores e integrar as ações de profissionais que trabalham com diferentes disciplinas e níveis de aprendizagem (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio). É ferramenta importantíssima essa integração e troca de informações, para a efetivação de uma educação adequada, inclusive, aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Espera-se que as escolas consigam articular projetos, unindo diferentes áreas do conhecimento e integrando seus estudantes ao mundo que os cerca, de forma a conceder-lhes condições para melhor lidar com as condições que os esperam como cidadãos e profissionais.

Se os professores não estiverem bem preparados, a repercussão de seus trabalhos pode reverter negativamente para seus pupilos.

Para aumentar suas possibilidades, além daquilo que podem obter com a troca de informações dentro do próprio ambiente escolar onde trabalham, os professores devem ler livros específicos de suas áreas de formação ou relacionados à pedagogia, informar-se através de jornais e revistas, assistir filmes na televisão e no cinema e navegar pela internet a procura de artigos, materiais de apoio, dicas e orientações para o exercício de sua profissão.

Em termos de internet, um dos sites voltados para a informação do professor é Profissão Mestre (www.profissaomestre.com.br). Trata-se de um site que disponibiliza artigos voltados especificamente para os profissionais da educação, onde há orientações para questões relacionadas às estratégias de aula, disciplina dos alunos, dicas quanto ao uso de tecnologia, motivação para o trabalho e outras temáticas que povoam o dia a dia escolar.

De visual simples e descomplicado, o que a princípio pode afastar os visitantes que anseiam por grandes efeitos visuais, o site Profissão Mestre tem na parte alta de sua homepage os canais de acesso a seu material (letras em preto, com fundo verde), onde encontramos as sessões Em Foco, O Novo Professor, Novas Tecnologias e Sala de Aula.

Cada uma delas trabalha uma área específica de interesse, sendo que, a sessão Em Foco dá destaque as questões de maior interesse no presente momento, podendo abordar temas que pertençam aos outros segmentos do site.

No Em Foco, são apresentadas matérias como:
Professor nota dez – que lista as qualidades fundamentais para que um professor seja bem sucedido em seu trabalho.
7 dicas para dar aulas melhores.
Definindo metas – onde o professor fica sabendo que para seu trabalho dar certo é necessário estabelecer prioridades.
Maneiras de aumentar a participação de seus alunos nas aulas.
Educando para a realidade.
O que eles procuram – que fala sobre as características procuradas pelas empresas para o profissional do futuro.

No setor Novo Professor, há artigos que orientam os professores quanto a caminhos que ele pode seguir para melhorar seu rendimento no trabalho, sentir-se melhor nas aulas, adaptar-se aos novos tempos e prosperar na profissão. Entre os títulos destacados, selecionei os seguintes para que se tenha uma idéia do conteúdo desse link:-
Quatro fatores para o sucesso.
Só aprende quem faz.
Adapte-se (aos novos tempos, as mudanças da educação).
Construa sua competência e trajetória pessoal.
Tarefa de Casa – que orienta na organização do trabalho escolar que deve ser desenvolvido em casa.

Ao entrar no setor destinado as Novas Tecnologias, encontram-se novas matérias, dessa vez voltadas para o uso de equipamentos que tem invadido a sala de aula e as conversas de nossos alunos, principalmente, o computador e sua principal aliada, a Internet. São artigos como:-
Internet para viagem – que explora a onda da internet, através dos telefones celulares.
Novas Mídias – em que se comenta sobre os novos equipamentos a disposição, que integram funções (computador, DVD, telefone, rádio,…).
Regras para o ensino a distância (dentro das novas tecnologias).
Literatura à distância – que fala sobre o uso do computador para um curso a distância sobre literatura destinado aos professores.

No último setor disponível, chamado de Sala de Aula, temos material voltado para metodologia de aula, relação aluno-professor, projetos,…
Veja alguns dos artigos:-
Ganhe mais tempo (para administrar melhor o seu cotidiano).
Dicas para se tornar um professor mais criativo.
Jogo de memória (estratégia de aula).
Sexo, drogas e Rock and Roll. E outros assuntos difíceis para se tratar em sala de aula.
Registro de projetos.

Professores, vale conferir as dicas do Profissão Mestre. Com elas suas aulas podem ficar ainda melhores.

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=139

>Precisando se atualizar, professor?

>

Profissão Mestre

Site-Profissao-Mestre

www.profissaomestre.com.br

Uma das maiores dificuldades vividas pelos professores se refere à falta de oportunidades para obter informações a respeito da profissão que exerce. O intercâmbio que ocorre em boa parte das escolas é insuficiente para que se saiba o que ocorre entre as paredes de uma única instituição, imagine então em relação ao que ocorre em outras.

Cabe a cada escola incentivar uma comunicação mais freqüente entre os professores e integrar as ações de profissionais que trabalham com diferentes disciplinas e níveis de aprendizagem (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio). É ferramenta importantíssima essa integração e troca de informações, para a efetivação de uma educação adequada, inclusive, aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Espera-se que as escolas consigam articular projetos, unindo diferentes áreas do conhecimento e integrando seus estudantes ao mundo que os cerca, de forma a conceder-lhes condições para melhor lidar com as condições que os esperam como cidadãos e profissionais.

Se os professores não estiverem bem preparados, a repercussão de seus trabalhos pode reverter negativamente para seus pupilos.

Para aumentar suas possibilidades, além daquilo que podem obter com a troca de informações dentro do próprio ambiente escolar onde trabalham, os professores devem ler livros específicos de suas áreas de formação ou relacionados à pedagogia, informar-se através de jornais e revistas, assistir filmes na televisão e no cinema e navegar pela internet a procura de artigos, materiais de apoio, dicas e orientações para o exercício de sua profissão.

Em termos de internet, um dos sites voltados para a informação do professor é Profissão Mestre (www.profissaomestre.com.br). Trata-se de um site que disponibiliza artigos voltados especificamente para os profissionais da educação, onde há orientações para questões relacionadas às estratégias de aula, disciplina dos alunos, dicas quanto ao uso de tecnologia, motivação para o trabalho e outras temáticas que povoam o dia a dia escolar.

De visual simples e descomplicado, o que a princípio pode afastar os visitantes que anseiam por grandes efeitos visuais, o site Profissão Mestre tem na parte alta de sua homepage os canais de acesso a seu material (letras em preto, com fundo verde), onde encontramos as sessões Em Foco, O Novo Professor, Novas Tecnologias e Sala de Aula.

Cada uma delas trabalha uma área específica de interesse, sendo que, a sessão Em Foco dá destaque as questões de maior interesse no presente momento, podendo abordar temas que pertençam aos outros segmentos do site.

No Em Foco, são apresentadas matérias como:
Professor nota dez – que lista as qualidades fundamentais para que um professor seja bem sucedido em seu trabalho.
7 dicas para dar aulas melhores.
Definindo metas – onde o professor fica sabendo que para seu trabalho dar certo é necessário estabelecer prioridades.
Maneiras de aumentar a participação de seus alunos nas aulas.
Educando para a realidade.
O que eles procuram – que fala sobre as características procuradas pelas empresas para o profissional do futuro.

No setor Novo Professor, há artigos que orientam os professores quanto a caminhos que ele pode seguir para melhorar seu rendimento no trabalho, sentir-se melhor nas aulas, adaptar-se aos novos tempos e prosperar na profissão. Entre os títulos destacados, selecionei os seguintes para que se tenha uma idéia do conteúdo desse link:-
Quatro fatores para o sucesso.
Só aprende quem faz.
Adapte-se (aos novos tempos, as mudanças da educação).
Construa sua competência e trajetória pessoal.
Tarefa de Casa – que orienta na organização do trabalho escolar que deve ser desenvolvido em casa.

Ao entrar no setor destinado as Novas Tecnologias, encontram-se novas matérias, dessa vez voltadas para o uso de equipamentos que tem invadido a sala de aula e as conversas de nossos alunos, principalmente, o computador e sua principal aliada, a Internet. São artigos como:-
Internet para viagem – que explora a onda da internet, através dos telefones celulares.
Novas Mídias – em que se comenta sobre os novos equipamentos a disposição, que integram funções (computador, DVD, telefone, rádio,…).
Regras para o ensino a distância (dentro das novas tecnologias).
Literatura à distância – que fala sobre o uso do computador para um curso a distância sobre literatura destinado aos professores.

No último setor disponível, chamado de Sala de Aula, temos material voltado para metodologia de aula, relação aluno-professor, projetos,…
Veja alguns dos artigos:-
Ganhe mais tempo (para administrar melhor o seu cotidiano).
Dicas para se tornar um professor mais criativo.
Jogo de memória (estratégia de aula).
Sexo, drogas e Rock and Roll. E outros assuntos difíceis para se tratar em sala de aula.
Registro de projetos.

Professores, vale conferir as dicas do Profissão Mestre. Com elas suas aulas podem ficar ainda melhores.

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=139

Projeto Cinema no Caldeirão – 07/03

Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o projeto Cinema no Caldeirão é o “Encontrando Forrester” do fantástico, polêmico e talentosíssimo diretor Gus Van Sant, o mesmo diretor de outros filmes igualmente polêmicos como “Drugstore Cowboy” e “Garotos de Programa” entre outros.

O papel Sean Connery como mestre norteador e F. Murray Abraham como o professor preconceituoso e arrogante já valem a indicação do filme. O enredo do filme está basicamente estruturado sobre três personagens.

O primeiro é Jamal Wallace, um negro de dezesseis anos que mora no Bronx e que se dedica a jogar Basquete. Aluno de escola pública, Jamal recebe uma bolsa para estudar em um colégio freqüentado pelas elites, em Manhattan.

O segundo é William Forrester, escritor consagrado pela crítica e pelo público após publicar seu primeiro e único livro. Desiludido com a incompreensão da sua obra, Forrester desenvolve uma fobia social, isola-se em seu apartamento, também no Bronx, onde divide espaço com os livros que lê.

O terceiro é Crawford, professor de literatura na escola de Manhattan, e escritor frustrado. Destes três personagens, o único negro é Jamal; Forrester e Crawford são brancos.

Jamal Wallace, como já dissemos, é negro, pobre e mora no subúrbio de Nova York. Seus amigos são também negros e pobres, identificados com a cultura do Bronx e empregam o tempo ocioso jogando basquete de rua, esporte em que se destaca Jamal. No filme a bola de basquete parece imantada às mãos de Jamal, e serve como elo entre este e sua cultura de origem. No entanto, o personagem é profundo conhecedor de literatura e língua inglesa, e deseja também ser um escritor de qualidade. Sua postura identitária é permanentemente conflituosa: da mesma forma como se reconhece um negro pobre do Bronx, necessita se fazer aceito junto aos brancos. Jamal deseja ser reconhecido como igual entre os brancos.

No outro extremo temos o professor de literatura Crawford, um escritor frustrado e reconhecido pelos seus alunos como autoritário e vingativo. Crawford assumirá para si a função de preservar uma suposta pureza cultural, representada no filme pela literatura.

Como outro personagem temos o escritor William Forrester. Forrester publicou apenas um romance, no entanto, é um autor consagrado pelo público e pela crítica. Apesar de todo o seu sucesso, resolve se recolher a uma vida solitária em seu apartamento, no alto de um velho prédio, também no Bronx. Seu único contato com o mundo exterior é através do seu secretário, e da janela do seu apartamento, Forrester tem a visão da quadra onde Jamal e seus amigos jogam basquete. O filme retrata o escritor através de um clássico clichê: o artista anti-social e quase inatingível. É este o caso de William Forrester: o escritor amargurado que despreza seus leitores e escreve para suprir uma necessidade pessoal, alcoólatra, sociofóbico e que mora no alto de uma torre.

A discussão que o filme propõe a respeito da literatura e da figura do escritor é vasta, e não há espaço para discutirmos aqui. Cabe-nos sim observar que a despeito de toda a sua introspecção, Forrester tem a função de facilitar o diálogo entre Jamal e a cultura do “outro”, representada, neste caso, pela literatura e pela aceitação plena no colégio em Manhattan. É o escritor que convida Jamal para entrar em seu apartamento, é ele que propõe o diálogo através da leitura crítica dos textos do adolescente que almeja escrever bem; sua função é mediar dois mundos, tornando possível o trânsito de Jamal por estes, ou seja, cabe a William Forrester o papel de mestre.

Ao contribuir com a resolução do impasse entre Jamal Wallace e Crawford, entre protagonista e antagonista, Forrester também se transforma, também cede em suas posições, também recicla sua subjetividade. Tanto Jamal quanto Forrester, por aceitarem o diálogo, posicionam-se em áreas fronteiriças. No caso destes dois personagens, a identidade pode ser compreendida enquanto fronteira, o que não acontece com o professor Crawford; que está enraizado em seus preconceitos e, assim, este personagem é o único que não se desenvolve, terminando ultrapassado e desmoralizado.

Assim, o que o filme Encontrando Forrester propõe é justamente a importância do diálogo interétnico, e a compreensão de que identidades são constituídas na mobilidade, e móveis devem permanecer. Proposta interessante para um tempo de pouco dialogo entre os seres humanos e aos fantasmas da xenofobia, sempre presentes.

A relação entre criador e criatura não é nada profunda, no começo. Os diálogos dos dois são o forte do filme. “Essa não é uma pergunta sobre sopa” é o código usado por eles, quando a pergunta era de cunho mais pessoal. O mais rico do filme “Encontrando Forrester” parte de uma relação entre dois indivíduos antagônicos, que dividem o amor pela literatura e pela arte de escrever. Jamal vê seus trabalhos revisados pelo ilustre autor e a medida em que os encontros entre mestre e aprendiz ocorrem, tanto se desperta uma amizade inusitada, na qual Jamal encontra um guia para ajudá-lo a desenvolver seu talento, como Forrester também encontra ajuda para se libertar da sua condição de ermitão.

A produção realça a amizade dos personagens, a importância da presença de Jamal na reclusão de Forrester. Ele acreditava que tudo já estava definido em sua vida, que não havia mais nada a ousar. Por isso, ”Encontrando Forrester” emociona. E como.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Projeto Cinema no Caldeirão – 07/03

>Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o projeto Cinema no Caldeirão é o “Encontrando Forrester” do fantástico, polêmico e talentosíssimo diretor Gus Van Sant, o mesmo diretor de outros filmes igualmente polêmicos como “Drugstore Cowboy” e “Garotos de Programa” entre outros.

O papel Sean Connery como mestre norteador e F. Murray Abraham como o professor preconceituoso e arrogante já valem a indicação do filme. O enredo do filme está basicamente estruturado sobre três personagens.

O primeiro é Jamal Wallace, um negro de dezesseis anos que mora no Bronx e que se dedica a jogar Basquete. Aluno de escola pública, Jamal recebe uma bolsa para estudar em um colégio freqüentado pelas elites, em Manhattan.

O segundo é William Forrester, escritor consagrado pela crítica e pelo público após publicar seu primeiro e único livro. Desiludido com a incompreensão da sua obra, Forrester desenvolve uma fobia social, isola-se em seu apartamento, também no Bronx, onde divide espaço com os livros que lê.

O terceiro é Crawford, professor de literatura na escola de Manhattan, e escritor frustrado. Destes três personagens, o único negro é Jamal; Forrester e Crawford são brancos.

Jamal Wallace, como já dissemos, é negro, pobre e mora no subúrbio de Nova York. Seus amigos são também negros e pobres, identificados com a cultura do Bronx e empregam o tempo ocioso jogando basquete de rua, esporte em que se destaca Jamal. No filme a bola de basquete parece imantada às mãos de Jamal, e serve como elo entre este e sua cultura de origem. No entanto, o personagem é profundo conhecedor de literatura e língua inglesa, e deseja também ser um escritor de qualidade. Sua postura identitária é permanentemente conflituosa: da mesma forma como se reconhece um negro pobre do Bronx, necessita se fazer aceito junto aos brancos. Jamal deseja ser reconhecido como igual entre os brancos.

No outro extremo temos o professor de literatura Crawford, um escritor frustrado e reconhecido pelos seus alunos como autoritário e vingativo. Crawford assumirá para si a função de preservar uma suposta pureza cultural, representada no filme pela literatura.

Como outro personagem temos o escritor William Forrester. Forrester publicou apenas um romance, no entanto, é um autor consagrado pelo público e pela crítica. Apesar de todo o seu sucesso, resolve se recolher a uma vida solitária em seu apartamento, no alto de um velho prédio, também no Bronx. Seu único contato com o mundo exterior é através do seu secretário, e da janela do seu apartamento, Forrester tem a visão da quadra onde Jamal e seus amigos jogam basquete. O filme retrata o escritor através de um clássico clichê: o artista anti-social e quase inatingível. É este o caso de William Forrester: o escritor amargurado que despreza seus leitores e escreve para suprir uma necessidade pessoal, alcoólatra, sociofóbico e que mora no alto de uma torre.

A discussão que o filme propõe a respeito da literatura e da figura do escritor é vasta, e não há espaço para discutirmos aqui. Cabe-nos sim observar que a despeito de toda a sua introspecção, Forrester tem a função de facilitar o diálogo entre Jamal e a cultura do “outro”, representada, neste caso, pela literatura e pela aceitação plena no colégio em Manhattan. É o escritor que convida Jamal para entrar em seu apartamento, é ele que propõe o diálogo através da leitura crítica dos textos do adolescente que almeja escrever bem; sua função é mediar dois mundos, tornando possível o trânsito de Jamal por estes, ou seja, cabe a William Forrester o papel de mestre.

Ao contribuir com a resolução do impasse entre Jamal Wallace e Crawford, entre protagonista e antagonista, Forrester também se transforma, também cede em suas posições, também recicla sua subjetividade. Tanto Jamal quanto Forrester, por aceitarem o diálogo, posicionam-se em áreas fronteiriças. No caso destes dois personagens, a identidade pode ser compreendida enquanto fronteira, o que não acontece com o professor Crawford; que está enraizado em seus preconceitos e, assim, este personagem é o único que não se desenvolve, terminando ultrapassado e desmoralizado.

Assim, o que o filme Encontrando Forrester propõe é justamente a importância do diálogo interétnico, e a compreensão de que identidades são constituídas na mobilidade, e móveis devem permanecer. Proposta interessante para um tempo de pouco dialogo entre os seres humanos e aos fantasmas da xenofobia, sempre presentes.

A relação entre criador e criatura não é nada profunda, no começo. Os diálogos dos dois são o forte do filme. “Essa não é uma pergunta sobre sopa” é o código usado por eles, quando a pergunta era de cunho mais pessoal. O mais rico do filme “Encontrando Forrester” parte de uma relação entre dois indivíduos antagônicos, que dividem o amor pela literatura e pela arte de escrever. Jamal vê seus trabalhos revisados pelo ilustre autor e a medida em que os encontros entre mestre e aprendiz ocorrem, tanto se desperta uma amizade inusitada, na qual Jamal encontra um guia para ajudá-lo a desenvolver seu talento, como Forrester também encontra ajuda para se libertar da sua condição de ermitão.

A produção realça a amizade dos personagens, a importância da presença de Jamal na reclusão de Forrester. Ele acreditava que tudo já estava definido em sua vida, que não havia mais nada a ousar. Por isso, ”Encontrando Forrester” emociona. E como.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Encontrando Forrester

Novos Mapas, Novos Caminhos

Cena-do-filme-Senhor-e-jovem-negro-conversando

“Encontrando Forrester” é indicativo de caminhos que podemos (e devemos) percorrer, serve como um autêntico mapa a indicar alguns dos melhores percursos para todos. No caso do filme, essa orientação ambienta-se num ambiente ainda mais propício a atitudes que norteiem e apresentem soluções de continuidade para as pessoas, ou seja, numa escola. O que, a princípio, poderia parecer o óbvio, a estruturação de uma relação entre professor, literalmente escolado pela vida e sustentado pelo conhecimento adquirido através de seus estudos, e aluno (ou seu coletivo), tem um deslocamento de eixo, uma transposição de ordem, com os professores e a escola funcionando no sentido inverso daquilo que dela esperamos.

Mas, afinal, o que esperamos da(s) escola(s)?

O filme de Gus Van Sant nos mostra um pouco daquilo que as escolas se tornaram e nos faz refletir se estamos vivendo uma prática educacional que possa ser realmente apreciada e aproveitada por alunos e professores. Um momento de reflexão sobre a educação proposto por um filme, mesmo que tratando de uma realidade que não é a nossa, brasileira, mas a de um país com o qual temos relações tão próximas (assim como todo o mundo e a cultura ocidentais), é um indício de que há qualidades que devem ser examinadas no todo da película.

Mas, voltando a questão, a escola deve ser um ambiente proporcionador de possibilidades de aprendizagem, deve permitir aos educandos o acesso ao conhecimento, deve fazer com que a relação estabelecida entre os estudantes e o que a eles é oferecido por cada matéria seja sedimentada pela curiosidade (pelo estímulo, pelo prazer), deve ser um ambiente que permita a participação e a interação (a troca de experiências entre os alunos e os professores), deve promover projetos e práticas que envolvam os alunos coletivamente, entre tantas outras alternativas de pensar educação que encontramos hoje em dia, essas me parecem ser aceitas por um contingente respeitável de educadores e, admitidas por pessoas que trabalham educação com extrema seriedade.

No filme, o professor (o experiente F. Murray Abraham, vencedor do Oscar de melhor ator, por sua interpretação de Salieri, no ótimo e imperdível “Amadeus”, de Milos Forman, sobre a vida de Mozart) defronta-se com uma situação inusitada para seus vários anos de prática educacional ao encontrar em sua sala de aula, numa escola particular frequentada eminentemente por brancos provenientes de uma camada social mais abastada, um aluno negro de origem humilde (chamado no filme de Jamal), alçado a uma melhor possibilidade de estudos em virtude de suas grandes habilidades atléticas (trata-se de um ótimo jogador de basquete) e de seu surpreendente rendimento escolar.

Cena-do-filme-jovem-em-pe-conversando-com-homem-de-terno-sentado

O preconceito racial e social não permitem que o professor seja capaz de perceber o grande potencial do referido aluno, fazendo com que o mesmo se feche a qualquer possibilidade de admitir que os trabalhos e textos produzidos por esse aluno possam mesmo ter sido produzidos por ele.

Jamal passa então a viver uma relação conturbada na escola, onde o professor procura provas de que os trabalhos produzidos por ele tenham sido escritos por uma outra pessoa.

O que faz com que possamos perceber os novos caminhos citados no início do texto é a existência de um terceiro personagem importante na trama, o escritor William Forrester vivido por Sean Connery (de tantos grandes filmes e de imenso talento), autor de um clássico da literatura americana, que depois da publicação e do reconhecimento do livro pela crítica especializada, retirou-se, aposentando-se prematuramente, escondendo-se no Bronx, o bairro onde vive Jamal. Por acidente, os dois acabam se conhecendo e, a relação tempestuosa de início, amadurece de forma a trazer bons resultados para ambos. Além de grande jogador de basquete (o que lhe permite obter o reconhecimento e maior proximidade com os alunos da escola particular onde estuda), Jamal tem grande sensibilidade literária, lê com grande frequência, seleciona suas leituras e, além disso, escreve mesmo quando não há pedidos da escola. Essa insistência, essa persistência de Jamal em ler e estudar, fazem com que Forrester acabe se interessando por ele e o auxilie, troque idéias, aperfeiçoe suas próprias concepções (justamente o que esperamos de nossos professores) e, acabe por influenciá-lo do alto de sua experiência (omitindo a maior parte do tempo sua identidade e, obviamente, sua eminência devido a sua produção literária celebrada).

Cena-do-filme-senhor-e-jovem-conversando-em-ambiente-com-livros

Não é isso que estamos procurando? Diálogo, troca de experiências, aprendizado por parte dos alunos e também dos professores, respeito e consideração pela maturidade e aperfeiçoamento que o tempo trouxe aos mais velhos, leitura de livros independentemente da obrigatoriedade e das imposições escolares? “Encontrando Forrester” abre canais para que esses temas sejam discutidos, tempera essa discussão com outros temas paralelos de grande interesse (como as diferenças étnicas e sociais, a valorização dos livros clássicos e a necessidade de fazer com que se equilibre a atividade física e intelectual nas escolas) e, além de tudo, é um grande divertimento. Filme de temática séria, nos emociona, nos faz pensar, cativa pela força de seus personagens e pela abordagem sensível do diretor Van Sant (o mesmo diretor de filmes polêmicos como “Drugstore Cowboy” e “Garotos de Programa”).

Ficha Técnica

Encontrando Forrester
(Finding Forrester)

País/Ano de produção:- EUA, 2000
Duração/Gênero:- 136 min., drama
Disponível em vídeo e DVD
Direção de Gus Van Sant
Roteiro de Mike Rich
Elenco:- Sean Connery, F. Murray Abraham, Anna Paquin, Robert Brown,
Michael Nouri, April Grace, Matt Damon, Busta Rhymes.

Links

http://www.adorocinema.com/filmes/encontrando-forrester/encontrando-forrester.htm
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=1580

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=46