Software Livre na Educação

Neste artigo vou demonstrar práticas de sucesso na utilização do software livre como ferramenta educacional. O software livre além de possuir diversas aplicações pedagógicas, hoje pode contribuir significativamente para a disseminação e uso em larga escala de soluções eficientes e de baixo custo para a educação e inclusão digital. Pois hoje em nosso planeta, o computador e a internet esta acessível nada mais do que à apenas 5% de nossas crianças.

Na utilização de softwares proprietários o licenciamento é necessário, pois a cada dia aumenta a fiscalização das fábricas em busca de seu único objetivo, a obtenção de lucros. Todos sabemos que para adquirirmos licenças para sistema operacional, suíte de escritório e no caso algumas ferramentas na área pedagógica, um computador custaria no mínimo 3 vezes mais do o mesmo hardware embarcado com sistema e aplicações livres.

A Secretaria Municipal da Educação da cidade de Horizontina, vêm demostrando com sucesso, a adoção do software livre na educação. Primeiramente a escolha em adotar o software livre foi pela economia, onde se estruturaria apenas um laboratório de informática com softwares proprietários, optando por sistemas livres, equipou-se dois laboratórios com internet, ambiente climatizado etc.

Depois da implantação se observou que a utilização de software livre na educação é muito mais do que somente economia, e sim um conjunto de benefícios antes imagináveis, cito, dezenas de ferramentas realmente de cunho pedagógicas, sistema operacional robusto de pouco suporte, segurança, sem problemas com vírus ou outras pragas virtuais, um ambiente de fácil interação com o usuário, e tudo isso livre e de código fonte aberto.

Gosto muito de uma citação, para Silveira e Cassino (2003), o Software Livre representa uma opção pela criação, pela colaboração e pela independência tecnológica e cultural, uma vez que é baseado no princípio do compartilhamento do conhecimento e na solidariedade praticada pela inteligência coletiva conectada na rede mundial de computadores. Desta forma, o software livre apresenta um caráter libertário, pois permite a democratização do conhecimento, a construção coletiva, o estímulo à colaboração, à autonomia e a independência tecnológica, pois não podemos nos limitar a ser apenas consumidores de produtos e tecnologias proprietárias.

Inserir a escola na cultura da informação é equipá-la com um arsenal de recursos disponíveis, como o computador e a internet. Todavia, esses recursos têm valor apenas se tiverem o seu uso submetido a um tratamento pedagógico adequado.

Ao considerarmos o uso de computadores na educação, temos que considerar diversos fatores, como hardware, software, infra-estrutura de redes e recursos humanos. Então de nada adianta ter disponibilidade de ótima infra-estrutura tecnológica, sem os recursos humanos capacitados.

A educação municipal da cidade de Horizontina, após implantar toda e infra-estrutura vêm capacitando o corpo docente e demais funcionários no uso do computador com software livre, apresentando o arsenal que possui a distribuição Linux Edubuntu, fazendo com que o computador se torne uma extensão da sala de aula, e também oportunizando os primeiros contatos ao PC a funcionários das escolas.

Abaixo foto da capacitação na educação municipal de Horizontina, na qual sou instrutor pelo departamento de extensão da Faculdade Setrem.

Selecionei na sequência algumas ferramentas que podem ser trabalhadas em sistemas livres, oferecendo ótimas atividades de apoio a diversos conteúdos e disciplinas trabalhadas em sala de aula.

  • Gcompris – Coletânea com mais de 80 atividades, onde o aluno pode aprender cores, quantidades, além de desenvolver diversas habilidades como: raciocínio lógico-matemático, percepção, análise e síntese visual, associação, cores e iniciação ao computador.
  • Childsplay – Suíte educacional com atividades de tabuada, conhecendo os animais, língua inglesa, letramento, quebra-cabeça, jogo de memória entre outras.
  • BlinKen – Jogo de memória similar ao brinquedo antigo Genius da estrela. Excelente módulo para trabalhar a memórias das crianças.
  • Kalzium – Tabela periódica completa com diversas informações dos elementos químicos.
  • Kanagram – Jogo de confusão de palavras, indicado para o ensino de Língua Portuguesa ou Língua Estrangeira.
  • Kbruch – Atividades com operações de soma, subtração, multiplicação e divisão de frações, fatoração, comparação de valores e conversão.
  • KhangMan – Baseado no jogo bastante popular, “jogo da forca”.
  • KmPlot – Pode ser usado para desenhar as funções cartesianas, paramétricas e as funções nas coordenadas polares.
  • Kpercentage – Atividades de porcentagem.
  • Kstars (Estrelas) – Programa que é um planetário. Ele apresenta uma precisa representação do céu à noite com estrelas, constelações, grupos de estrelas, nebulosas, galáxias, todos os planetas, o Sol, a Lua, cometas e asteróides da maneira em que se encontram em qualquer hora configurada, de qualquer localidade da terra.
  • Ktouch – Prática de digitação.
  • Kturtle – Trabalhando linguagem de programação para computadores, linguagem LOGO.
  • Kverbos – Indicado para o ensino do idioma espanhol, mais especificamente, das formas verbais.
  • KwordQuiz – Atividades de palavras onde pode ser criado atividades aos alunos.
  • Marble – Mapa interativo, que pode ser visto em forma de globo.
  • Tux Paint – Programa educativo perfeito para incentivar a criatividade das crianças utilizando ferramentas simples de desenhos no computador.
  • Atomix – Jogo para o aprendizado de elementos químicos.
  • Homem-batata – Jogo onde a criança pode arrastar e soltar olhos, bocas, bigodes e outras partes da face bem como adereços para confeccionar diferentes bonecos Homem-Batata.
  • Kgeography – Módulo voltado para a geografia, sendo possível visualizar bandeiras de determinada regiões, mapas, Capitais e diversos outros recursos.
  • Kig – É o famoso plano cartesiano muito utilizado em desenho geométrico.
  • Keduca – Sistema de testes muito útil para aplicar provas.
  • TuxMath – Jogo para treinamento de matemática.
  • TuxType – Jogo para treinar digitação.

E tudo isso livre de licenças, só instalar, explorar e utilizar. Por isso “Liberte-se”.

Fonte: http://www.oficinadanet.com.br/artigo/1288/software_livre_na_educacao

Obra Prima

Olá Amigos

Li hoje no blog do Rodrigo Leão, o Nóis na Tira um texto que ele escreveu, que eu reproduzo abaixo. O texto é uma obra prima do pensamento livre, do compartilhamento e da liberdade. A partir da leitura do texto de O rumor da língua, de Roland Barthes ele escreveu uma reflexão intitulada Por que não liberar? que fala sobre direitos autorais que eu fiquei encantado. Alias e dele a tira que esta no Caldeirão de Ideias, sobre licença Creative Commons, para os professores. Bem legal.

Voltando ao texto ele cita que: “Porém, graças à internet e principalmente à noção de “compartilhamento” que foi enriquecida e evidenciada em muito com o surgimento do projeto GNU e do Linux. Após essas iniciativas do compartilhamento do saber, outras iniciativas foram surgindo e hoje nós encontramos inúmeras formas e projetos que incentivam a livre distribuição e utilização dos mais variados materiais.”

Ele encerra o texto assim: “Viva a criação e a liberdade. Isso é o que verdadeiramente movimenta o mundo.

Leiam e me digam se eu não tenho razão.

Abraços

Equipe

>Obra Prima

>Olá Amigos

Li hoje no blog do Rodrigo Leão, o Nóis na Tira um texto que ele escreveu, que eu reproduzo abaixo. O texto é uma obra prima do pensamento livre, do compartilhamento e da liberdade. A partir da leitura do texto de O rumor da língua, de Roland Barthes ele escreveu uma reflexão intitulada Por que não liberar? que fala sobre direitos autorais que eu fiquei encantado. Alias e dele a tira que esta no Caldeirão de Ideias, sobre licença Creative Commons, para os professores. Bem legal.

Voltando ao texto ele cita que: “Porém, graças à internet e principalmente à noção de “compartilhamento” que foi enriquecida e evidenciada em muito com o surgimento do projeto GNU e do Linux. Após essas iniciativas do compartilhamento do saber, outras iniciativas foram surgindo e hoje nós encontramos inúmeras formas e projetos que incentivam a livre distribuição e utilização dos mais variados materiais.”

Ele encerra o texto assim: “Viva a criação e a liberdade. Isso é o que verdadeiramente movimenta o mundo.

Leiam e me digam se eu não tenho razão.

Abraços

Equipe

Por que não liberar?

Voltar à velha rotina de imersão em livros é sempre muito produtivo. Esta semana tive contato com um ótimo texto, daqueles que ficam grudados na gente e que temos certeza que dificilmente iremos esquecer. O texto de que falo é O rumor da língua, de Roland Barthes.

O melhor do texto de Barthes é o modo como ele traz os holofotes para cima do leitor e estabelece: o leitor é livre para fazer o que bem entender com o texto, e como texto podemos entender não só os livros, mas tudo que podemos ler (o próprio mundo é um texto). O importante da afirmação do autor é que, se pararmos e erguermos a cabeça (como ele próprio diz) não há como questionar a liberdade do leitor. Lembro muito bem dos meus primeiros anos de leitura, quando eu construía as minhas histórias em quadrinhos com os personagens dos gibis que comprava na feira.

Para os que produzem algum tipo de material para ser “lido” (leitura aqui entendida como algo muito além da leitura só de livro), como música, pintura, fotografia, propaganda, quadrinhos, arte ou entretenimento em geral, isso traz um imenso dilema: se o meu leitor, alvo principal de minha produção, cria e recria a minha obra o tempo todo, porque proibi-lo de divulgar, de tornar pública essa criação?

Quando eu iniciei com a publicação de tirinhas, antes do imenso hiato que separa minha antiga fase da fase atual, eu tinha um pensamento muito parecido com o de Charles Schultz, genial criador do adorável Snoopy. Pra quem não sabe, Schultz proibiu a utilização de qualquer um de seus personagens, apenas ele e o animador da série de TV, poderiam usar os adoráveis personagens de Peanuts. Com isso, o autor desejava que sua obra não fosse “pervertida”, que não colocassem seus personagens em rumos e caminhos muito diferentes dos que ele imaginou.

Isso é bom, se pensarmos que a obra manterá sempre o seu espírito original, da mesma forma que o seu criador planejou. No entanto acarreta alguns problemas que, pondo em uma balança, acabam prejudicando mais a obra do que ajudando. Primeiro, devemos pensar no dano que isto causa para as gerações futuras. Hoje o acesso aos Peanuts já é algo difícil para a nova geração, tão habituada que está aos animes. Imagine então daqui a 10 ou 20 anos. Se os traços de Schultz e as animações derivadas de suas tiras já parecem retrógadas para a garotada, como será daqui a duas décadas? Se a produção de outras obras estivesse permitida pelo autor a coisa poderia ser muito diferente: a genialidade dos personagens de Peanuts poderiam sobreviver por um tempo indeterminado em tiras, revistas e animações (até filmes) que se repetiriam e se recriariam ao longo dos anos.

Evidentemente a liberação de obras por outros que não o criador pode gerar alguns constrastes demasiadamente bruscos quando comparadas criação derivada e criação original, um belo exemplo disso é a nova versão de desenhos feitas para o Pica-Pau no início deste século. A nova ave em nada se parece com o personagem perverso e carismático que encantou o público do século XX. Entretanto, o Pica-Pau continua lá e outras obras que resgatem o espírito original do personagem podem ser criadas. Sem falar que as obras derivadas do original, muitas vezes, podem ser muito boas e até melhores. Vejam o que aconteceu com os Looney Toones, criação iniciada por Tex Avery. A Warner caprichou nas novas versões da série e conseguiu produzir desenhos tão bons quanto os originais (com todas as adaptações e inovações necessárias).

Hoje, como podem ver pelo que eu disse até aqui, meu pensamento é completamente diferente. Na arte e no entretenimento não vejo motivo para proibir outra pessoa de desfrutar, criar e produzir a partir de algo que eu fiz. Por que proibir o acesso das pessoas à minha criação só porque elas não podem pagar para ter acesso a elas? A resposta está na indústria do consumo e na sociedade que até bem pouco tempo seguia muito bem as regras do mercado capitalista.

Porém, graças à internet e principalmente à noção de “compartilhamento” que foi enriquecida e evidenciada em muito com o surgimento do projeto GNU e do Linux. Após essas iniciativas do compartilhamento do saber, outras iniciativas foram surgindo e hoje nós encontramos inúmeras formas e projetos que incentivam a livre distribuição e utilização dos mais variados materiais.

Os gigantes da indústria ainda teimam em criticar esse modelo, alegando que isso tira os benefícios do autor. Sob o pretesto imbecil de que assim o autor não terá reconhecimento – como se reconhecimento se traduzisse no número de zeros à direita que a sua conta bancária possui.

Alguns exemplos de como essas desculpas estão erradas podem ser encontradas aos montes por aí. Para iniciar, podemos falar do mais famoso: Linus Torvalds. Alguém acredita que o célebre criador do Linux seria tão famoso se não tivesse liberado a sua criação pra todo mundo usar, abusar e modificar? Certamente não. Outro caso significativo é do Radiohead, que lançou um álbum na web, que você pagava o quanto quisesse e se quisesse, e que redendeu mais lucro do que o álbum anterior, vendido nos moldes tradicionais. No campo dos quadrinhos, há a mais famosa das webcomics nacionais: os Malvados. André Dahmer, criador do site, não permite a livre utilização e criação de obras derivadas, mas permite a circulação das suas tiras pela web sem problemas (desde que o avise antes), e isso certamente foi o que o tornou mais popular e o faz hoje vender camisetas, canecas e livros das tiras que (pasmem) ele publica no site.

Enfim, isso tudo serve apenas pra tentar fazer você, que produz ou consome algum tipo de produto cultura, entender que há outras maneiras de se lucrar com a obra. Não é necessário amarrar ela em inúmeros “direitos autorais” para que os outros saibam quem a produziu (vaidade inevitável). Não é justo privar as pessoas de escutar uma música, ler um livro ou um quadrinho, ver uma pintura só porque elas não podem pagar por isso. Muito menos justo é impedi-las de expor suas “leituras” de produções que elas ouviram, leram e observaram.

Viva a criação e a liberdade. Isso é o que verdadeiramente movimenta o mundo.

É isso.

Ótima semana pra todos.

Um abraço.

Deus esteja

Fonte: http://noisnatira.com/2009/03/29/por-que-nao-liberar/

>Por que não liberar?

>

Voltar à velha rotina de imersão em livros é sempre muito produtivo. Esta semana tive contato com um ótimo texto, daqueles que ficam grudados na gente e que temos certeza que dificilmente iremos esquecer. O texto de que falo é O rumor da língua, de Roland Barthes.

O melhor do texto de Barthes é o modo como ele traz os holofotes para cima do leitor e estabelece: o leitor é livre para fazer o que bem entender com o texto, e como texto podemos entender não só os livros, mas tudo que podemos ler (o próprio mundo é um texto). O importante da afirmação do autor é que, se pararmos e erguermos a cabeça (como ele próprio diz) não há como questionar a liberdade do leitor. Lembro muito bem dos meus primeiros anos de leitura, quando eu construía as minhas histórias em quadrinhos com os personagens dos gibis que comprava na feira.

Para os que produzem algum tipo de material para ser “lido” (leitura aqui entendida como algo muito além da leitura só de livro), como música, pintura, fotografia, propaganda, quadrinhos, arte ou entretenimento em geral, isso traz um imenso dilema: se o meu leitor, alvo principal de minha produção, cria e recria a minha obra o tempo todo, porque proibi-lo de divulgar, de tornar pública essa criação?

Quando eu iniciei com a publicação de tirinhas, antes do imenso hiato que separa minha antiga fase da fase atual, eu tinha um pensamento muito parecido com o de Charles Schultz, genial criador do adorável Snoopy. Pra quem não sabe, Schultz proibiu a utilização de qualquer um de seus personagens, apenas ele e o animador da série de TV, poderiam usar os adoráveis personagens de Peanuts. Com isso, o autor desejava que sua obra não fosse “pervertida”, que não colocassem seus personagens em rumos e caminhos muito diferentes dos que ele imaginou.

Isso é bom, se pensarmos que a obra manterá sempre o seu espírito original, da mesma forma que o seu criador planejou. No entanto acarreta alguns problemas que, pondo em uma balança, acabam prejudicando mais a obra do que ajudando. Primeiro, devemos pensar no dano que isto causa para as gerações futuras. Hoje o acesso aos Peanuts já é algo difícil para a nova geração, tão habituada que está aos animes. Imagine então daqui a 10 ou 20 anos. Se os traços de Schultz e as animações derivadas de suas tiras já parecem retrógadas para a garotada, como será daqui a duas décadas? Se a produção de outras obras estivesse permitida pelo autor a coisa poderia ser muito diferente: a genialidade dos personagens de Peanuts poderiam sobreviver por um tempo indeterminado em tiras, revistas e animações (até filmes) que se repetiriam e se recriariam ao longo dos anos.

Evidentemente a liberação de obras por outros que não o criador pode gerar alguns constrastes demasiadamente bruscos quando comparadas criação derivada e criação original, um belo exemplo disso é a nova versão de desenhos feitas para o Pica-Pau no início deste século. A nova ave em nada se parece com o personagem perverso e carismático que encantou o público do século XX. Entretanto, o Pica-Pau continua lá e outras obras que resgatem o espírito original do personagem podem ser criadas. Sem falar que as obras derivadas do original, muitas vezes, podem ser muito boas e até melhores. Vejam o que aconteceu com os Looney Toones, criação iniciada por Tex Avery. A Warner caprichou nas novas versões da série e conseguiu produzir desenhos tão bons quanto os originais (com todas as adaptações e inovações necessárias).

Hoje, como podem ver pelo que eu disse até aqui, meu pensamento é completamente diferente. Na arte e no entretenimento não vejo motivo para proibir outra pessoa de desfrutar, criar e produzir a partir de algo que eu fiz. Por que proibir o acesso das pessoas à minha criação só porque elas não podem pagar para ter acesso a elas? A resposta está na indústria do consumo e na sociedade que até bem pouco tempo seguia muito bem as regras do mercado capitalista.

Porém, graças à internet e principalmente à noção de “compartilhamento” que foi enriquecida e evidenciada em muito com o surgimento do projeto GNU e do Linux. Após essas iniciativas do compartilhamento do saber, outras iniciativas foram surgindo e hoje nós encontramos inúmeras formas e projetos que incentivam a livre distribuição e utilização dos mais variados materiais.

Os gigantes da indústria ainda teimam em criticar esse modelo, alegando que isso tira os benefícios do autor. Sob o pretesto imbecil de que assim o autor não terá reconhecimento – como se reconhecimento se traduzisse no número de zeros à direita que a sua conta bancária possui.

Alguns exemplos de como essas desculpas estão erradas podem ser encontradas aos montes por aí. Para iniciar, podemos falar do mais famoso: Linus Torvalds. Alguém acredita que o célebre criador do Linux seria tão famoso se não tivesse liberado a sua criação pra todo mundo usar, abusar e modificar? Certamente não. Outro caso significativo é do Radiohead, que lançou um álbum na web, que você pagava o quanto quisesse e se quisesse, e que redendeu mais lucro do que o álbum anterior, vendido nos moldes tradicionais. No campo dos quadrinhos, há a mais famosa das webcomics nacionais: os Malvados. André Dahmer, criador do site, não permite a livre utilização e criação de obras derivadas, mas permite a circulação das suas tiras pela web sem problemas (desde que o avise antes), e isso certamente foi o que o tornou mais popular e o faz hoje vender camisetas, canecas e livros das tiras que (pasmem) ele publica no site.

Enfim, isso tudo serve apenas pra tentar fazer você, que produz ou consome algum tipo de produto cultura, entender que há outras maneiras de se lucrar com a obra. Não é necessário amarrar ela em inúmeros “direitos autorais” para que os outros saibam quem a produziu (vaidade inevitável). Não é justo privar as pessoas de escutar uma música, ler um livro ou um quadrinho, ver uma pintura só porque elas não podem pagar por isso. Muito menos justo é impedi-las de expor suas “leituras” de produções que elas ouviram, leram e observaram.

Viva a criação e a liberdade. Isso é o que verdadeiramente movimenta o mundo.

É isso.

Ótima semana pra todos.

Um abraço.

Deus esteja

Fonte: http://noisnatira.com/2009/03/29/por-que-nao-liberar/

Transforme seu pendrive em um sistema operacional totalmente funcional e móvel!

Por Adriel Kotviski
terça-feira, 7 de abril de 2009

Como instalar o Linux em uma memória USB autoexecutável.

O Linux vem se mostrando cada vez mais dinâmico e robusto. Prova disso, são as inúmeras distribuições que não necessitam de muitas configurações para funcionarem perfeitamente, como é o exemplo da distribuição Ubuntu.

Outro fato que mostra como o Linux vem melhorando são os LiveCDs – sistemas operacionais completos, que funcionam perfeitamente e que não necessitam de instalação (e nem mesmo de que seu computador possua HD).

O que as pessoas não sabem, é que você também pode criar sistemas do tipo LiveCD utilizando pendrives! Isso mesmo, você terá um sistema operacional totalmente funcional dentro de um pendrive, e poderá levá-lo para onde quiser e rodá-lo a partir de qualquer computador que disponha de opções para dar boot a partir da USB.

Exemplo de pendrive.

Neste tutorial você irá aprender como instalar um sistema operacional Linux em um pendrive, através do Windows ou do próprio Linux. Se você já é usuário do Linux, aprenda como ter um sistema operacional móvel. Se você nunca mexeu com Linux, faça o teste e veja como é o Linux sem alterar nada em seu computador, pois o sistema do pendrive não altera em nada o HD da sua máquina.

Criando um Live USB

Para transformar seu pendrive em um sistema operacional móvel, você irá usar um programa chamado UNetBootIn. Escolhemos ele por ser muito versátil e intuitivo. Além de possuir a possibilidade de ser utilizado tanto no Windows quanto no Linux, ele possui suporte às mais conhecidas distribuições Linux da atualidade.

Para baixar a versão para Windows, clique aqui. Se você utiliza o Linux, baixe o programa a partir deste link.

O UNetBootIn permite que você crie os Live USBs a partir de imagens ISO que você já tenha em seu computador, ou através de imagens que o UNetBootIn baixa a partir do site do desenvolvedor da distribuição que você deseja.

Se você deseja baixar a imagem a partir do UNetBootIn, selecione a distribuição que você preferir a partir da lista que o programa possui, em seguida selecione a versão. O UNetBootIn seleciona automaticamente a versão mais recente.

UNetBootIn - Fazer Download de Distribuição

Se você já possui uma ISO em seu computador, selecione ao lado de “Imagem”, e em seguida clique no botão ao lado direito para selecionar onde está o arquivo de imagem ISO.

Após ter escolhido a fonte para a criação do sistema Live USB, selecione a letra correspondente ao local onde foi montado o pendrive, e em seguida clique em OK. Agora basta você aguardar, em breve seu Live USB estará pronto.

UNetBootIn - Selecionar Imagem ISO

Configurando seu computador

Para que seu computador inicie o sistema Live USB, você deverá configurá-lo para que procure por dispositivos “bootáveis” pela USB antes de procurar pelo HD. Para isso, você deve entrar no Setup da BIOS pressionando DEL logo após o computador ter sido ligado (o botão para acessar o Setup pode mudar, isso depende do fabricante da placa-mãe do seu computador. Em alguns casos, por exemplo, a tecla de acesso é F10.)

Após ter entrado no Setup, procure por algum menu (em alguns casos é uma opção dentro de outro menu) com um nome parecido com “Boot Priority”. Primeiro, deixe a segunda prioridade de boot (“Second Boot Priority”) igual à primeira (“First Boot Priority”). Em seguida, mude onde indica qual é a primeira prioridade do boot para USB, ou, em outros casos, “Removable”. Se houver uma terceira opção, deixe-a como “CD-Rom”.

Feito isso, saia do submenu pressionando ESC. Para salvar as configurações, pressione F10, ou selecione o menu “Save & Exit Setup” (em alguns casos este nome também pode variar).

Pronto! Agora basta você reiniciar seu computador e configurar seu sistema operacional móvel de acordo com suas preferências.

Fonte: http://www.baixaki.com.br/info/1884-transforme-seu-pendrive-em-um-sistema-operacional-totalmente-funcional-e-movel-.htm

>Transforme seu pendrive em um sistema operacional totalmente funcional e móvel!

>Por Adriel Kotviski
terça-feira, 7 de abril de 2009

Como instalar o Linux em uma memória USB autoexecutável.

O Linux vem se mostrando cada vez mais dinâmico e robusto. Prova disso, são as inúmeras distribuições que não necessitam de muitas configurações para funcionarem perfeitamente, como é o exemplo da distribuição Ubuntu.

Outro fato que mostra como o Linux vem melhorando são os LiveCDs – sistemas operacionais completos, que funcionam perfeitamente e que não necessitam de instalação (e nem mesmo de que seu computador possua HD).

O que as pessoas não sabem, é que você também pode criar sistemas do tipo LiveCD utilizando pendrives! Isso mesmo, você terá um sistema operacional totalmente funcional dentro de um pendrive, e poderá levá-lo para onde quiser e rodá-lo a partir de qualquer computador que disponha de opções para dar boot a partir da USB.

Exemplo de pendrive.

Neste tutorial você irá aprender como instalar um sistema operacional Linux em um pendrive, através do Windows ou do próprio Linux. Se você já é usuário do Linux, aprenda como ter um sistema operacional móvel. Se você nunca mexeu com Linux, faça o teste e veja como é o Linux sem alterar nada em seu computador, pois o sistema do pendrive não altera em nada o HD da sua máquina.

Criando um Live USB

Para transformar seu pendrive em um sistema operacional móvel, você irá usar um programa chamado UNetBootIn. Escolhemos ele por ser muito versátil e intuitivo. Além de possuir a possibilidade de ser utilizado tanto no Windows quanto no Linux, ele possui suporte às mais conhecidas distribuições Linux da atualidade.

Para baixar a versão para Windows, clique aqui. Se você utiliza o Linux, baixe o programa a partir deste link.

O UNetBootIn permite que você crie os Live USBs a partir de imagens ISO que você já tenha em seu computador, ou através de imagens que o UNetBootIn baixa a partir do site do desenvolvedor da distribuição que você deseja.

Se você deseja baixar a imagem a partir do UNetBootIn, selecione a distribuição que você preferir a partir da lista que o programa possui, em seguida selecione a versão. O UNetBootIn seleciona automaticamente a versão mais recente.

UNetBootIn - Fazer Download de Distribuição

Se você já possui uma ISO em seu computador, selecione ao lado de “Imagem”, e em seguida clique no botão ao lado direito para selecionar onde está o arquivo de imagem ISO.

Após ter escolhido a fonte para a criação do sistema Live USB, selecione a letra correspondente ao local onde foi montado o pendrive, e em seguida clique em OK. Agora basta você aguardar, em breve seu Live USB estará pronto.

UNetBootIn - Selecionar Imagem ISO

Configurando seu computador

Para que seu computador inicie o sistema Live USB, você deverá configurá-lo para que procure por dispositivos “bootáveis” pela USB antes de procurar pelo HD. Para isso, você deve entrar no Setup da BIOS pressionando DEL logo após o computador ter sido ligado (o botão para acessar o Setup pode mudar, isso depende do fabricante da placa-mãe do seu computador. Em alguns casos, por exemplo, a tecla de acesso é F10.)

Após ter entrado no Setup, procure por algum menu (em alguns casos é uma opção dentro de outro menu) com um nome parecido com “Boot Priority”. Primeiro, deixe a segunda prioridade de boot (“Second Boot Priority”) igual à primeira (“First Boot Priority”). Em seguida, mude onde indica qual é a primeira prioridade do boot para USB, ou, em outros casos, “Removable”. Se houver uma terceira opção, deixe-a como “CD-Rom”.

Feito isso, saia do submenu pressionando ESC. Para salvar as configurações, pressione F10, ou selecione o menu “Save & Exit Setup” (em alguns casos este nome também pode variar).

Pronto! Agora basta você reiniciar seu computador e configurar seu sistema operacional móvel de acordo com suas preferências.

Fonte: http://www.baixaki.com.br/info/1884-transforme-seu-pendrive-em-um-sistema-operacional-totalmente-funcional-e-movel-.htm