Fronteiras Digitais

Olá Amigos

Procurando sobre arquitetura escolar encontrei esse vídeo muito legal sobre escola, nativos digitais e educação. A escola, mesmo com o avanço tecnológico e a facilidade de acesso à tecnologia da informação, permanece conservadora de uma prática ainda distante da vida de seus frequentadores que vivem conectados e

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=7QV_vHJWqQI&hl=pt_BR&fs=1&]

Mas diante de tão grande dilema, o que poderemos fazer para reverter esse quadro? Como conviver com com essa geração tão antenada? O professor Jarbas Novelino (@Novelino) do maravilhoso Boteco Escola em uma série de postagens sobre arquitetura escolar cita:

Gente pode aprender em qualquer lugar. Mas há lugares mais agradáveis que podem garantir aprendizagens que não separam corpo e mente. Mais que isso, lugares que nos ofereçam prazer de viver e aprender vivencialmente. Acho que esse modo de pensar contraria gente que anda pensando que é preciso acabar com a escola. O que precisamos é de uma escola que não ignore nosso corpo, nossa animalidade, nossa sociabilidade, nossa historicidade. Isso tudo precisa estar presente em conversas sobre arquitetura e educação. Esse é um desafio para profissionais que se acham especializados em tecnologia educacional.

Para pensar não? Mas me diz uma coisa ai: Você concorda ou não?

Critique

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Abraços

Equipe NTE Itaperuna

WebGincanas: Liberdade e Estrutura

Abril 24, 2009 by jarbas

leger-2

Retomo aqui assunto que já abordei outras vezes neste Boteco. Uso de novos meios de comunicação e idéias mal assimiladas de construtivismo podem levar a um laissez faire pedagógico cujo exemplo mais frequente é o pedido docente “procurem na Internet“. Por isso é comum a gente ver muitos estudantes completamente perdidos no imenso mar de informações do ciberespaço. Vez ou outra, algum desses náufragos de Internet joga uma garrafa ao mar, esperando ser resgatado por alguém de boa vontade. Durante alguns anos fiquei à disposição de educadores para responder questões sobre WebQuests no site da Escola do Futuro da USP. De vez em quando, os correspondentes não eram professores, nem o assunto era WebQuest. Quase toda semana eu recebia algum pedido desesperado de estudantes cujos professores haviam dito a fala mágica “pesquisem na Internet”.

Lembro-me de que certa vez um estudante de ensino médio me escreveu pedindo uma informação bem organizada, escrita numas duas páginas, sobre Revolução Industrial, relacionando tal evento histórico com a dinâmica da economia atual. Na prática, ele me pedia para elaborar um trabalho escolar solicitado pelo docente. Ele deve ter buscado na Internet. Há muita coisa sobre o assunto na rede mundial de computadores. Mas marinheiros de primeira viagem têm muita dificuldade para encontrar o “tesouro”. Eles têm dificuldade para selecionar informações de qualidade. Têm dificuldade para transformar as informações encontradas num novo produto. Alguns descobrem sites onde há educadores de plantão para fornecer respostas sobre um assunto. E mesmo que o tema estudado nada tenha a ver com a pauta de tais educadores, usam o serviço de apoio para pedir socorro. O caso mais famoso que conheço é o de um aluno que entrou num site de bioética para doutorandos em filosofia, pedindo ao responsável, o filósofo Aquiles von Zuben, que lhe mandasse rapidamente um texto curto sobre o sentido da vida, tema que seu professor havia pedido para pesquisar na Internet.

Os dois casos aqui relatados mostram situações nas quais os alunos vão para a Internet sem ajuda de qualquer estrutura capaz de apoiá-los na busca. É quase certo que os professores desses alunos acham que não podem fornecer dicas ou modos de organizar a busca porque acreditam que os estudantes devem “construir o próprio conhecimento”. E isso não é um equívoco apenas de professores do chão-de-escola. Há acadêmicos influentes que pensam da mesma forma. Numa mesa redonda num programa de TV introduzi a idéia de estrutura dizendo que os professores devem ser como cartógrafos, elaborando mapas que ajudem seus alunos a navegar pelos mares da Internet. Um figurão da academia ficou impaciente. Pediu a palavra. Me disse que eu parecia ignorar que os alunos devem construir o conhecimento e pontificou que os estudantes devem ser tudo na navegação: cartógrafos, pilotos, navegadores, descobridores. Só não medisse como marinheiros de primeira viagem podem construir mapas de certas áreas de conhecimento sem nada saber sobre elas. Por isso continuei a pensar que mapas de navegação precisam ser feitos por conhecedores do assunto, os professores.

Enfrentamos aqui uma situação delicada. Educação é uma atividade cujo sucesso é medido pela autonomia intelectual de quem estudou uma matéria ou assunto. Ou seja, sabemos que houve boa educação quando os formandos são capazes de elaborar saberes sobre o assunto estudado sem tutela de professores ou de qualquer outros agentes culturais. A palavra para isso é autonomia. Por isso a orientação do ensino numa perspectiva construtivista é tão importante. Por outro lado qualquer processo construtivo progride mais quando os construtores podem contar com andaimes e ferramentas já prontas. É assim que entendo o papel de WebGincanas. Vejo-as como mapas que podem facilitar navegações pela Internet. Se você prefere a metáfora da construção, vejo WebGincanas como andaimes e ferramentas que facilitam construção de saber inicial sobre um assunto, com uso de informações existentes na Internet.

Não falei explicitamente de liberdade. Alguns a entendem como situação na qual os alunos tomam todas as decisões sobre o processo de aprendizagem. Não vejo a coisa desta maneira. Penso que os professores podem fazer propostas. Podem inclusive organizar estruturas. Não acho que com isso os alunos não terão liberdade. Boa aprendizagem é resultado de negocição de significados. Algumas vezes parece que o professor deve ter a primeira palavra para que a negociação comece.

Já abordei a questão de liberdade e estrutura numa coleção de eslaides publicada no meu espaço do Slideshare. Ao ver tal matéria, repare que o modelo WebGincana estava num estágio de desenvolvimento que não incluía algumas das características atuais. Tirante este detalhe, acho que o material ainda é uma boa referência para conversas sobre fundamentos do modelo de estrutura ao qual dei o nome de WebGincana. Para ver a coleção de eslaides, clique no destaque que segue.

Fonte: http://jarbas.wordpress.com/2009/04/24/webgincanas-liberdade-e-estrutura/

>WebGincanas: Liberdade e Estrutura

>Abril 24, 2009 by jarbas

leger-2

Retomo aqui assunto que já abordei outras vezes neste Boteco. Uso de novos meios de comunicação e idéias mal assimiladas de construtivismo podem levar a um laissez faire pedagógico cujo exemplo mais frequente é o pedido docente “procurem na Internet“. Por isso é comum a gente ver muitos estudantes completamente perdidos no imenso mar de informações do ciberespaço. Vez ou outra, algum desses náufragos de Internet joga uma garrafa ao mar, esperando ser resgatado por alguém de boa vontade. Durante alguns anos fiquei à disposição de educadores para responder questões sobre WebQuests no site da Escola do Futuro da USP. De vez em quando, os correspondentes não eram professores, nem o assunto era WebQuest. Quase toda semana eu recebia algum pedido desesperado de estudantes cujos professores haviam dito a fala mágica “pesquisem na Internet”.

Lembro-me de que certa vez um estudante de ensino médio me escreveu pedindo uma informação bem organizada, escrita numas duas páginas, sobre Revolução Industrial, relacionando tal evento histórico com a dinâmica da economia atual. Na prática, ele me pedia para elaborar um trabalho escolar solicitado pelo docente. Ele deve ter buscado na Internet. Há muita coisa sobre o assunto na rede mundial de computadores. Mas marinheiros de primeira viagem têm muita dificuldade para encontrar o “tesouro”. Eles têm dificuldade para selecionar informações de qualidade. Têm dificuldade para transformar as informações encontradas num novo produto. Alguns descobrem sites onde há educadores de plantão para fornecer respostas sobre um assunto. E mesmo que o tema estudado nada tenha a ver com a pauta de tais educadores, usam o serviço de apoio para pedir socorro. O caso mais famoso que conheço é o de um aluno que entrou num site de bioética para doutorandos em filosofia, pedindo ao responsável, o filósofo Aquiles von Zuben, que lhe mandasse rapidamente um texto curto sobre o sentido da vida, tema que seu professor havia pedido para pesquisar na Internet.

Os dois casos aqui relatados mostram situações nas quais os alunos vão para a Internet sem ajuda de qualquer estrutura capaz de apoiá-los na busca. É quase certo que os professores desses alunos acham que não podem fornecer dicas ou modos de organizar a busca porque acreditam que os estudantes devem “construir o próprio conhecimento”. E isso não é um equívoco apenas de professores do chão-de-escola. Há acadêmicos influentes que pensam da mesma forma. Numa mesa redonda num programa de TV introduzi a idéia de estrutura dizendo que os professores devem ser como cartógrafos, elaborando mapas que ajudem seus alunos a navegar pelos mares da Internet. Um figurão da academia ficou impaciente. Pediu a palavra. Me disse que eu parecia ignorar que os alunos devem construir o conhecimento e pontificou que os estudantes devem ser tudo na navegação: cartógrafos, pilotos, navegadores, descobridores. Só não medisse como marinheiros de primeira viagem podem construir mapas de certas áreas de conhecimento sem nada saber sobre elas. Por isso continuei a pensar que mapas de navegação precisam ser feitos por conhecedores do assunto, os professores.

Enfrentamos aqui uma situação delicada. Educação é uma atividade cujo sucesso é medido pela autonomia intelectual de quem estudou uma matéria ou assunto. Ou seja, sabemos que houve boa educação quando os formandos são capazes de elaborar saberes sobre o assunto estudado sem tutela de professores ou de qualquer outros agentes culturais. A palavra para isso é autonomia. Por isso a orientação do ensino numa perspectiva construtivista é tão importante. Por outro lado qualquer processo construtivo progride mais quando os construtores podem contar com andaimes e ferramentas já prontas. É assim que entendo o papel de WebGincanas. Vejo-as como mapas que podem facilitar navegações pela Internet. Se você prefere a metáfora da construção, vejo WebGincanas como andaimes e ferramentas que facilitam construção de saber inicial sobre um assunto, com uso de informações existentes na Internet.

Não falei explicitamente de liberdade. Alguns a entendem como situação na qual os alunos tomam todas as decisões sobre o processo de aprendizagem. Não vejo a coisa desta maneira. Penso que os professores podem fazer propostas. Podem inclusive organizar estruturas. Não acho que com isso os alunos não terão liberdade. Boa aprendizagem é resultado de negocição de significados. Algumas vezes parece que o professor deve ter a primeira palavra para que a negociação comece.

Já abordei a questão de liberdade e estrutura numa coleção de eslaides publicada no meu espaço do Slideshare. Ao ver tal matéria, repare que o modelo WebGincana estava num estágio de desenvolvimento que não incluía algumas das características atuais. Tirante este detalhe, acho que o material ainda é uma boa referência para conversas sobre fundamentos do modelo de estrutura ao qual dei o nome de WebGincana. Para ver a coleção de eslaides, clique no destaque que segue.

Fonte: http://jarbas.wordpress.com/2009/04/24/webgincanas-liberdade-e-estrutura/

WebGincanas: melhorias no modelo

By jarbas

ESTRUTURA DE UMA WEBGINCA PADRÃO HOJE

Faz algum tempo que defini, com a colaboração do Carlos Seabra, três possibilidades de organização de uma WebGincana. Para facilitar colaboração entre autores e garantir certa unidade na produção do modelo, estabelecemos que seria conveniente trabalhar com as seguintes alternativas:

  • WebGincanas curtas, com dez questões.
  • WebGincanas longas, com vinte questões.
  • WebGincanas padrão, com quinze questões.

Além do número de questões, estabelecemos outras orientações para cada uma das três alternativas. Não vou entrar em detalhes. No momento quero abordar as WG’s padrão, sugerindo algumas inovações no modo de conceber e propor questões.

Numa WebGincana padrão é preciso criar quinze questões para desafiar os alunos a encontrarem respostas na rede mundial de computadores (Web). Tais questões devem requerer respostas curtas (nada muito além de três itens (palavras, imagens, sons ou símbolos). Mas, elas não devem se assemelhar àquelas perguntas que tanto nos atormentaram nos questionários do velhos livros didáticos, ou a provas de professores que ficam apenas no quantos são, quando foi, cite dois exemplos etc. As questões precisam desafiar os respondentes a encontrarem, às vezes de maneira interpretativa, o que importa em textos, imagens e sons disponíveis na grande rede.

Autores de WebGincanas devem ser criativos e imaginosos para que as questões propostas tenham algumas das seguintes qualidades:

  • Humor.
  • Surpresa.
  • Encantamento.

Outra coisa. As perguntas devem ser redigidas para driblarem os mecanismos de busca (Google, Yahho etc). Ou seja, precisam ser escritas de maneira a evitar que os mecanismos de busca achem a resposta automaticamente. O que se quer numa WebGincana é que os alunos leiam ou examinem a fonte de informação para nela encontrar a resposta procurada. WebGincana não é uma atividade para treinar competência no uso de mecanismos de busca. É um desafio para que as pessoas encontrem informação exercendo suas capacidades de leitura das palavras escritas ou faladas, dos sons, das imagens, dos mapas, dos gráficos.

Além das questões que requerem uso de recursos da Web, dois complementos dão ao modelo uma uma cara mais nítida de gincana: atividades e missões. As atividades são ações que devem envolver o grupo em alguma produção simples:

  • desenhar à mão,
  • colorir imagens,
  • copiar figuras num álbum eletrônico,
  • recortar figuras,
  • fotografar um objeto,
  • etc.

ou em uma apresentação

  • cantar um música,
  • declamar um poema num jogral,
  • dramatizar um pequeno texto
  • etc.

As missões são algo bem gincaneiro, propondo para o grupo busca de de objetos, de pessoas que possam fornecer de viva voz alguma informação. Eis aqui alguns exemplos de missões:

  • Façam contato via celular com pessoa que tem sotaque de gaúcho e transfiram-na para falar com o professor ou professora.
  • Tragam até o local da WebGincana pessoa que calça quarenta e quatro ou mais.
  • Encontrem pessoa que fale sueco; gravem a voz de tal pessoa falando aquela língua escandinava; apresentem a gravação para a classe.
  • Encontrem na biblioteca o um livro de Josué Guimarães e tragam-no até a sala da WebGincana.

Relacionei alguns exemplos para dar uma idéia do que pode ser feito em missões. Espero que os autores sejam bastante criativos e inventem coisas muito mais interessantes.

Quero ressaltar um ponto importante: atividades e missões complementam resposta encontrada na Web. Não são ações independentes. Precisam estar vinculadas a um conteúdo previamente encontrado pelos alunos. Dou um exemplo. Veja o caso que segue

  • Missão. Encontrem, na biblioteca, uma outra obra do autor do romance ambientado numa cidade com nome de estrela e traga a obra até a sala da WebGincana.

Tal missão deve estar vinculada a uma questão como a que segue.

  • Questão. Encontrem nome de duas ou mais obras do escritor gaúcho que escreveu um romance que se passa numa cidade que tem nome de estrela.

O mesmo tipo de cuidado vale para as atividade. Veja aqui uma possível atividade.

  • Atividade. Ensaiem e apresentem um jogral de um poema do escritor brasileiro cujo sobrenome corresponde a um símbolo da pátria.

Essa atividade deve estar vinculada a uma questão como a que segue.

  • Questão. Ele foi um dos maiores poetas brasileiros e carregava no sobrenome um símbolo da pátria.

Numa WebGincana padrão é preciso criar três atividades e duas missões. Cabe ao autor decidir que questões merecem complemento na forma de atividade ou missão. Espero que interessados na elaboração de WebGincanas percebam que atividades e missões tem diversas finalidades. Listo aqui algumas delas.

  • Criar maior interesse e dinâmica no estudo do tema escolhido.
  • Integrar outras fontes de informação, sobretudo as ambientais, ao trabalho.
  • Ativar certas habilidades necessárias como consultar a biblioteca, apresentar-se em público, entrevistar pessoas, reparar em detalhes do ambiente em que vive.

UM CAMINHO DE MUDANÇA

Descrevi até aqui orientações elaboradas há uns três anos. Elas surgiram com base em pressupostos que privilegiam informações escritas. De um lado pagam tributo a uma educação muito centrada em textos. De outro, são bastante congruentes com as fontes disponíveis na Web, majoritariamente textuais. Mas a rede mundial de computadores está incorporando, cada vez mais, informações imagéticas e sonoras a seu acervo. Além disso, muitas fontes de informação são interativas; o usuário pode manipulá-las de alguma forma.

A fartura de imagens e sons, assim como a possibilidades interativas de alguns sites, sugerem tratamento mais rico das questões que as orientações originais que descrevi. Acho que podemos experimentar algumas mudanças. Sugiro inicialmente que das quinze questões de uma WebGincana padrão, seis exijam leitura/interpretação de imagens, obtenção de informação em fonte sonora e algum tipo de intereção em sites nos quais isso for possível.

Exemplifico possibilidades de questões que não exijam apenas leitura e interpretação de texto. Para tanto, vou considerar uma WebQuest hipotética sobre a Américado Sul.

  • Questão. Em Geography Zone, há um desafio para apontar num mapa países do continente. Vocês devem jogar o jogo e obter na segunda tentativa pelo menos 80% de acertos. Para entrar no desafio Países da América do Sul, cliquem aqui.
  • Questão. Descubram o nome das moedas dos países da América do Sul que tem mais de um idioma oficial. Os dados necessários podem ser pesquisados no site Países, no qual vocês chegam com um clique aqui.
  • Questão. Vejam as fotos do Brsil feitas por Jeff, ciclista que atravessou a nossa América do de sul a norte. Selecionem e copiem uma foto do Jeff sobre o rio Madeira. Encontrem em mapa do site do próprio Jeff, trecho do rio Madeira nas proximidades de Porto Velho. Chamem o professor para mostrar o achado de vocês na tela. Ah! Aqui está o site do Jeff.

Paro por aqui. Começarei a experimentar essas e outras mudanças com meus alunos deste ano.

Fonte: http://jarbas.wordpress.com/2009/03/20/webgincanas-melhorias-no-modelo/

>WebGincanas: melhorias no modelo

>By jarbas

ESTRUTURA DE UMA WEBGINCA PADRÃO HOJE

Faz algum tempo que defini, com a colaboração do Carlos Seabra, três possibilidades de organização de uma WebGincana. Para facilitar colaboração entre autores e garantir certa unidade na produção do modelo, estabelecemos que seria conveniente trabalhar com as seguintes alternativas:

  • WebGincanas curtas, com dez questões.
  • WebGincanas longas, com vinte questões.
  • WebGincanas padrão, com quinze questões.

Além do número de questões, estabelecemos outras orientações para cada uma das três alternativas. Não vou entrar em detalhes. No momento quero abordar as WG’s padrão, sugerindo algumas inovações no modo de conceber e propor questões.

Numa WebGincana padrão é preciso criar quinze questões para desafiar os alunos a encontrarem respostas na rede mundial de computadores (Web). Tais questões devem requerer respostas curtas (nada muito além de três itens (palavras, imagens, sons ou símbolos). Mas, elas não devem se assemelhar àquelas perguntas que tanto nos atormentaram nos questionários do velhos livros didáticos, ou a provas de professores que ficam apenas no quantos são, quando foi, cite dois exemplos etc. As questões precisam desafiar os respondentes a encontrarem, às vezes de maneira interpretativa, o que importa em textos, imagens e sons disponíveis na grande rede.

Autores de WebGincanas devem ser criativos e imaginosos para que as questões propostas tenham algumas das seguintes qualidades:

  • Humor.
  • Surpresa.
  • Encantamento.

Outra coisa. As perguntas devem ser redigidas para driblarem os mecanismos de busca (Google, Yahho etc). Ou seja, precisam ser escritas de maneira a evitar que os mecanismos de busca achem a resposta automaticamente. O que se quer numa WebGincana é que os alunos leiam ou examinem a fonte de informação para nela encontrar a resposta procurada. WebGincana não é uma atividade para treinar competência no uso de mecanismos de busca. É um desafio para que as pessoas encontrem informação exercendo suas capacidades de leitura das palavras escritas ou faladas, dos sons, das imagens, dos mapas, dos gráficos.

Além das questões que requerem uso de recursos da Web, dois complementos dão ao modelo uma uma cara mais nítida de gincana: atividades e missões. As atividades são ações que devem envolver o grupo em alguma produção simples:

  • desenhar à mão,
  • colorir imagens,
  • copiar figuras num álbum eletrônico,
  • recortar figuras,
  • fotografar um objeto,
  • etc.

ou em uma apresentação

  • cantar um música,
  • declamar um poema num jogral,
  • dramatizar um pequeno texto
  • etc.

As missões são algo bem gincaneiro, propondo para o grupo busca de de objetos, de pessoas que possam fornecer de viva voz alguma informação. Eis aqui alguns exemplos de missões:

  • Façam contato via celular com pessoa que tem sotaque de gaúcho e transfiram-na para falar com o professor ou professora.
  • Tragam até o local da WebGincana pessoa que calça quarenta e quatro ou mais.
  • Encontrem pessoa que fale sueco; gravem a voz de tal pessoa falando aquela língua escandinava; apresentem a gravação para a classe.
  • Encontrem na biblioteca o um livro de Josué Guimarães e tragam-no até a sala da WebGincana.

Relacionei alguns exemplos para dar uma idéia do que pode ser feito em missões. Espero que os autores sejam bastante criativos e inventem coisas muito mais interessantes.

Quero ressaltar um ponto importante: atividades e missões complementam resposta encontrada na Web. Não são ações independentes. Precisam estar vinculadas a um conteúdo previamente encontrado pelos alunos. Dou um exemplo. Veja o caso que segue

  • Missão. Encontrem, na biblioteca, uma outra obra do autor do romance ambientado numa cidade com nome de estrela e traga a obra até a sala da WebGincana.

Tal missão deve estar vinculada a uma questão como a que segue.

  • Questão. Encontrem nome de duas ou mais obras do escritor gaúcho que escreveu um romance que se passa numa cidade que tem nome de estrela.

O mesmo tipo de cuidado vale para as atividade. Veja aqui uma possível atividade.

  • Atividade. Ensaiem e apresentem um jogral de um poema do escritor brasileiro cujo sobrenome corresponde a um símbolo da pátria.

Essa atividade deve estar vinculada a uma questão como a que segue.

  • Questão. Ele foi um dos maiores poetas brasileiros e carregava no sobrenome um símbolo da pátria.

Numa WebGincana padrão é preciso criar três atividades e duas missões. Cabe ao autor decidir que questões merecem complemento na forma de atividade ou missão. Espero que interessados na elaboração de WebGincanas percebam que atividades e missões tem diversas finalidades. Listo aqui algumas delas.

  • Criar maior interesse e dinâmica no estudo do tema escolhido.
  • Integrar outras fontes de informação, sobretudo as ambientais, ao trabalho.
  • Ativar certas habilidades necessárias como consultar a biblioteca, apresentar-se em público, entrevistar pessoas, reparar em detalhes do ambiente em que vive.

UM CAMINHO DE MUDANÇA

Descrevi até aqui orientações elaboradas há uns três anos. Elas surgiram com base em pressupostos que privilegiam informações escritas. De um lado pagam tributo a uma educação muito centrada em textos. De outro, são bastante congruentes com as fontes disponíveis na Web, majoritariamente textuais. Mas a rede mundial de computadores está incorporando, cada vez mais, informações imagéticas e sonoras a seu acervo. Além disso, muitas fontes de informação são interativas; o usuário pode manipulá-las de alguma forma.

A fartura de imagens e sons, assim como a possibilidades interativas de alguns sites, sugerem tratamento mais rico das questões que as orientações originais que descrevi. Acho que podemos experimentar algumas mudanças. Sugiro inicialmente que das quinze questões de uma WebGincana padrão, seis exijam leitura/interpretação de imagens, obtenção de informação em fonte sonora e algum tipo de intereção em sites nos quais isso for possível.

Exemplifico possibilidades de questões que não exijam apenas leitura e interpretação de texto. Para tanto, vou considerar uma WebQuest hipotética sobre a Américado Sul.

  • Questão. Em Geography Zone, há um desafio para apontar num mapa países do continente. Vocês devem jogar o jogo e obter na segunda tentativa pelo menos 80% de acertos. Para entrar no desafio Países da América do Sul, cliquem aqui.
  • Questão. Descubram o nome das moedas dos países da América do Sul que tem mais de um idioma oficial. Os dados necessários podem ser pesquisados no site Países, no qual vocês chegam com um clique aqui.
  • Questão. Vejam as fotos do Brsil feitas por Jeff, ciclista que atravessou a nossa América do de sul a norte. Selecionem e copiem uma foto do Jeff sobre o rio Madeira. Encontrem em mapa do site do próprio Jeff, trecho do rio Madeira nas proximidades de Porto Velho. Chamem o professor para mostrar o achado de vocês na tela. Ah! Aqui está o site do Jeff.

Paro por aqui. Começarei a experimentar essas e outras mudanças com meus alunos deste ano.

Fonte: http://jarbas.wordpress.com/2009/03/20/webgincanas-melhorias-no-modelo/