Uso pedagógico do E-mail

26/08/2009

Lembra como eram as comunicações escritas antigamente?

Lembra como eram as comunicações escritas antigamente?
Há uma década atrás, quando eu participava da formação de um grupo de professores para o uso pedagógico dos computadores e da Internet e perguntava à turma “quem tem e-mail?”, de cada 100 professores apenas uns cinco levantavam a mão e, então, quando eu perguntava, quem se lembra do seu e-mail, raramente um desses cinco levantava a mão.
Felizmente os tempos mudam e agora para cada 100 professores, pelo menos 80 têm e-mail e cerca de 50 sabe dizê-lo de memória. Mas, afinal, para que usamos o e-mail? Será que exploramos o potencial “pedagógico” que ele nos oferece?
O e-mail, ou correio eletrônico (“eletronic mail”), originou-se no início da década de 60 e visava permitir uma troca rápida de informações em sistemas de computadores interligados. Grande parte do potencial que se percebeu logo de início com a interligação de computadores em rede mundial (Internet) estava ligado justamente a essa incrível possibilidade de substituir as “cartas em papel” por “cartas eletrônicas”.

Programa editor de e-mail
Programa editor de e-mail
Com o passar dos anos e a implantação efetiva de uma rede de computadores mundial, o e-mail passou a ser a forma mais rápida e eficaz de trocar mensagens assíncronas (não simultâneas) entre as pessoas. Mais recentemente, com o aumento da velocidade de transmissão de dados e o desenvolvimento de tecnologias que nos permitem anexar, enviar e receber arquivos, imagens, filmes, etc., o e-mail passou a ser uma espécie de “transportadora digital” capaz de levar de um computador a outro qualquer artigo digitalizado.
Evidentemente nem tudo é alegria e com o e-mail vieram os “spams” (e-mails não desejados, geralmente de propaganda) e os mais variados golpes de picaretas de todos os tipos. Além disso, como os e-mails podem transportar arquivos, eles podem também transportar vírus nesses arquivos ou, a pior praga de todas, aquelas imensas apresentações de Power Point que alguns “amigos” acham que seria ótimo se víssemos, mesmo que demore horas para baixar esses arquivos.
Feita essa introdução, vamos à questão central: de que maneira um professor pode usar o seu e-mail para fins pedagógicos?
Evidentemente uma resposta banal seria dizer que basta cada um usar sua criatividade, e é verdade, mas vamos tentar relacionar alguns usos e vamos deixar essa criatividade para as sugestões que serão enviadas nos comentários desse artigo.

O e-mail como forma de inclusão digital

Já apontei em outro artigo (“Cidadania digital”) que o simples fato de possibilitarmos a alguém a posse e uso de um e-mail já é, de certa forma, uma maneira de promover a inclusão digital dessa pessoa. No caso da Internet, e em especial das ferramentas Web 2.0, possuir um e-mail é fundamental para poder se cadastrar em diversos serviços gratuitos, além da possibilidade óbvia de trocar mensagens com outras pessoas e de “poder ser encontrado na rede”.
Se pensarmos em uma escola e nos alunos que desejamos que usem a Internet e as ferramentas Web 2.0 disponíveis nela, fica claro que a primeira ação que podemos fazer para promover a inclusão digital de nossos alunos é justamente ajudá-los a criarem seus e-mail e então explorarmos com eles as diversas possibilidades que se seguem daí.
Veja que é importante garantir sempre que o aluno tenha acesso aos computadores da escola e à Internet para poder lhe propor tarefas e atividades que usem esses recursos, pois não faz sentido pedir tarefas por e-mail se o aluno não tem como acessar a Internet na própria escola.

O e-mail como forma de contato extraclasse

Receba, envie, troque.
Receba, envie, troque.
Um professor que já se considere ou que esteja tentando ser um “Professor Digital” (faça o teste!) certamente pesquisa na Internet, lê jornais e revistas eletrônicas e tem sempre um assunto novo para comentar com seus alunos. Ao invés de recortar jornais e revistas e levá-los para a escola para colá-los em um mural, porque não distribuí-los diretamente aos alunos por e-mail?
Recados, calendários de provas, dicas sobre o assunto em estudo, sugestões de leitura extra ou mesmo curiosidades diversas (mas relevantes educacionalmente) podem ser enviadas ao custo de “um clique” se usarmos o e-mail como forma de distribuição desses materiais. Daí vem a importância de, antes de tudo, criarmos e-mails para nossos alunos e termos essa lista de e-mails conosco.
Além disso, um antigo sistema de apoio ao aluno em período extraclasse conhecido como “plantão de dúvidas” pode ser implementado usando-se o e-mail se você disponibilizar aos seus alunos o seu endereço de e-mail.

O e-mail como instrumento de produção de texto e conteúdo

Digitando também se produz textos
Digitando se produz textos
É óbvio que o e-mail, por sua característica fundamental como ferramenta de expressão escrita,  possibilita que o professor da área de Linguagem possa usá-lo para propor aos seus alunos a produção de textos. Por outro lado, produzir textos é uma atividade presente em todas as disciplinas e, portanto, todas podem usar o e-mail como um expediente útil para se produzir e entregar textos.
Da mesma forma, aqueles trabalhos de pesquisa que normalmente resultam em pilhas de papel impresso, podem ser solicitados de forma mais “ecológica e sustentável” na forma de arquivos digitais. Dado que o e-mail aceita figuras anexas ao texto e que outros tipos de arquivos, como apresentações, imagens, planilhas, músicas e mesmo pequenos filmes, podem ser anexados ao e-mail, tem-se uma infinidade de possibilidades muito mais ricas para a produção desses trabalhos do que o velho expediente do “papel”. Por outro lado, é muito mais fácil receber e organizar esses trabalhos quando eles são entregues por e-mail e o professor se organiza para recebê-los.

O e-mail como documentação e biblioteca de atividades e tarefas

Biblioteca digital: baixo custo, pouco espaço
Baixo custo, pouco espaço
Ao contrário dos papéis, que ocupam muito espaço, estragam, extraviam-se e são produzidos a partir de pobres árvores indefesas, os e-mails ocupam um “espaço de armazenamento” quase nulo e têm uma durabilidade virtualmente infinita. Trabalhos, tarefas, textos e toda sorte de atividade que os alunos puderem lhe enviar por e-mail poderão ser armazenados sem nenhum custo e terão a durabilidade que você quiser, pois você pode gravá-los em um CDROM ou, simplesmente, deixá-los armazenados no provedor de e-mails (como o GMail, por exemplo, que tem mais de 8 Gb de espaço de armazenamento disponível para cada conta de e-mail que você quiser ter).
Nem sempre é fácil recuperar um trabalho ou uma tarefa que um aluno fez no início do ano para avaliá-lo no final do ano, mas se este trabalho ou tarefa foi entregue por e-mail isso se torna uma tarefa extremamente simples. E se você usar o e-mail sistematicamente, ao final do ano será muito fácil “ver” quem lhe enviou as tarefas pedidas e quem não o fez.

Sete dicas para usar bem o e-mail com seus alunos

  1. Garanta, na sua escola, a inclusão digital dos seus alunos e o acesso deles aos computadores e à Internet. Argumentos para esse uso não faltam, mas às vezes é preciso enfrentar alguma resistência dos gestores, principalmente quando esses são retrógrados e se envolvem pouco com a comunidade escolar. É preciso garantir sempre que os alunos tenham acesso a esses equipamentos e recursos.
  2. Providencie para que todos os seus alunos tenham um endereço de e-mail e saibam como enviar e receber e-mails. Há diversos provedores de e-mails gratuitos e a maioria dos alunos já possuem um e-mail, embora nem saibam disso, pois muitos têm “MSN” e para tê-lo é preciso ter um e-mail do Hotmail. O Yahoo também fornece e-mails gratuitos e minha sugestão pessoal é o uso do Gmail (e-mail do Google).
  3. Crie um endereço de e-mail seu para usá-lo exclusivamente com seus alunos. Isso facilitará sua organização e com um pouco de criatividade você pode criar um e-mail fácil de ser lembrado, como professorfulano@gmail.com, ou escrevaparafulano@yahoo.com.br, etc.
  4. Anote os e-mails de todos os seus alunos e divulgue o seu e-mail para todos eles. Você pode até mesmo levá-los à sala de informática e fornecer uma tabela do Excel com campos para preencherem o nome, o número de chamada, a classe, a série e o endereço de e-mail. Com essa tabela em mão você terá, literalmente, uma porta de acesso à todos eles a qualquer momento.
  5. Quando solicitar algum trabalho, texto ou qualquer outra comunicação que o aluno lhe enviará por e-mail, acostume-os a escreverem no cabeçalho do e-mail o nome, o número de chamada, a série e a classe, como por exemplo: “Juquinha, 28, 2A”. Isso lhe permite identificar facilmente o aluno e usar filtros para classificar as mensagens por classe, por exemplo. Para saber como usar esses filtros, visite qualquer provedor de e-mail (como o Gmail, por exemplo) e procure lá informações sobre como usar bem as ferramentas disponíveis ou, ainda, pergunte aos colegas, aos amigos e a seus próprios alunos.
  6. Organize os endereços de e-mail dos seus alunos de forma que você possa selecionar todos de uma classe, por exemplo, quando quiser enviar um recado para a classe toda. Não abuse demais desse recurso, mas se você quiser pode enviar “resumos semanais” com dicas, sugestões e lembretes, por exemplo.
  7. Discuta com os alunos as regras de segurança no uso do e-mail e o bom uso da netiqueta. É importante, nesse novo mundo “virtual” que os alunos aprendam desde cedo que existem regras sociais até mesmo no uso das mídias digitais “à distância”.

Alguns links e recursos relacionados ao tema:

Fonte:

Uso pedagógico do blog – o Edublog

By profjc

Um blog de adolecente criado em 2004

Um blog de adolecente criado em 2004

“Algumas coisas que um novato na blogosfera precisa saber sobre a criação e manutenção de blogs de uma forma geral e, em especial, sobre os edublogs”.

Há cinco anos atrás eu escrevi um artigo intitulado “Blogs, Flogs e a inclusão websocial”. Na época o foco do artigo consistia em mostrar que estava nascendo uma forma de inclusão social na web, a que eu chamei de “inclusão websocial”, onde usuários sem conhecimentos da linguagem HTML e de outras linguagens de criação de páginas para a web podiam começar a criar seus “sites” e assim conquistar seu espaço de autoria na web por meio dos blogs, dos flogs e de outras ferramentas que então estavam despontando na rede (inclusive o Orkut).

Naquela época os blogs eram vistos por muitos professores como “coisa de adolescente”, pois os blogs nasceram com a inspiração de serem “diários digitais” e, além disso, a maioria dos blogs brasileiros tinha mesmo o formato de diário de adolescente, pois eram blogs criados por adolescentes e que tinham como público alvo outros adolescentes.

O fato é que os adolescentes saíram na frente e criaram seus blogs, tornam-se autores e ocuparam seu espaço na web, enquanto os professores, em sua maioria, ainda discutiam se valia ou não a pena usar novas tecnologias na educação.

Um blog de matemática

Um blog de matemática

O tempo passou. Cinco anos, na história da web, é um tempo imenso! De 2004 para cá os blogs brasileiros caíram também no gosto de muitos “adultos”. Jornalistas, profissionais liberais, donas de casa e (vejam só!) até mesmo professores começaram a ocupar cada vez mais a blogosfera.

Hoje em dia eu creio que seja bobagem discutir a utilidade das TICs na educação, ou explicar o que é um blog, mas talvez ainda seja tempo de falar um pouco sobre o uso pedagógico dos blogs, principalmente tendo em vista que a cada dia mais e mais professores ingressam nesse incrível mundo da publicação e da autoria.

Apesar de sua origem com formato e pretensão de “diário”, o blog é, na verdade, um site. Ter um blog ou ter um site é a mesma coisa se o objetivo for possuir um endereço na Internet onde se possam publicar materiais diversos. A única diferença é que um “site”, no sentido original do termo, é um espaço que requer a criação não apenas de conteúdo, mas também de layouts, programações em HTML, CSS, javascript, PHP, SQL e outras linguagens usadas na net.

O blog, no entanto, oferece toda essa programação, o layout, as ferramentas de divulgação e até mesmo seu “endereço na web” prontos, de forma que aos seus donos cabe apenas prover o conteúdo. E é aí que está o “X” da questão!

Para que um blog sobreviva na blogosfera e cumpra seu papel como espaço de publicação e autoria, ele precisa ter pelo menos 4 requisitos básicos:

  1. Possuir um objetivo claro
  2. Visar um público específico
  3. Possuir conteúdo útil para o público visado
  4. Ser atualizado frequentemente
Um blog de Física

Um blog de Física

A “cara” do seu blog não é tão importante quanto o conteúdo que você colocará nele, principalmente se estamos falando em um edublog, mas dependendo do seu público ela pode ser também um requisito. Há muitos layouts disponíveis e você pode escolher aquele que julgar mais adequado. Vamos então nos ater ao conteúdo e ao pressuposto de que você quer dar um “uso pedagógico” ao seu blog.

Um blog com fins pedagógicos, um edublog, é um blog destinado a algum propósito educacional. Então, o primeiro passo a ser dado é definir o objetivo do seu blog. Você pode dar esse passo respondendo à seguinte pergunta: quem vier ao meu blog poderá aprender sobre…

Esse blog aqui, por exemplo, “Professor Digital”, é um edublog que tem como objetivo fornecer reflexões, dicas, sugestões e materiais de consulta sobre o uso pedagógico das TICs. Mas eu também tenho um outro blog onde o objetivo é discutir a Educação de forma mais geral, outro onde discuto assuntos relativos à Física e, ainda, um outro onde simplesmente faço um diário de reflexões sobre minha escola. Cada um deles tem um objetivo diferente e, por isso mesmo, são blogs diferentes.

Um professor de história pode criar um blog com o objetivo de fornecer material extracurricular de história para seus alunos, ou pode querer criar um onde apresentará e discutirá situações da atualidade, ou ambos; um professor de matemática pode criar um blog para ensinar matemática, ou para contar a história da matemática e contextualizar suas aulas, etc. O assunto do blog, em si, pode variar imensamente, mas é importante entender que edublogs são blogs focados na educação.

O segundo passo consiste em definir o seu público alvo. Se você leciona para alunos do Ensino Médio, então esse pode ser seu público-alvo. Mas se quiser fazer um blog para apresentar experiências didáticas, sugestões de aulas, discutir currículo ou apresentar ferramentas auxiliares para os professores da sua área, então é claro que seu público-alvo serão os professores e não os alunos. Você pode ser “pretensioso” e querer atender esses diferentes públicos em um mesmo blog, mas você corre o risco de acabar não atendendo a nenhum deles e vê-los rejeitar o seu blog.

É melhor focar seu blog em um público-alvo bem específico e concentrar esforços aí. Se você quiser atingir diferentes públicos, crie diferentes blogs, é mais eficaz. Nesse blog aqui o meu público alvo são professores e formadores de professores interessados no uso pedagógico das TICs. Nos meus outros blogs os públicos-alvos são diferentes.

O terceiro passo é a parte que requer mais “suor”: publicar conteúdo relevante. Não é preciso que o conteúdo seja produzido por você mesmo, mas é preciso que o conteúdo seja relevante, interessante e útil para quem visitar seu blog em busca da aprendizagem que você está oferencendo. Neste blog aqui a minha opção foi a de publicar meus próprios artigos sobre o uso pedagógico das TICs, mas há centenas de excelentes blogs que reúnem diversas publicações de outros blogs, inclusive do meu, e que oferecem ao seu público um material muito mais rico do que o material que cada blog “original” oferece aos seus leitores.

Tanto criar seus próprios artigos e seu próprio conteúdo, quanto pesquisar na Internet bons artigos e materiais para então oferecê-los aos leitores do seu blog, demanda trabalho, tempo de dedicação e muita responsabilidade, pois mesmo não sendo um material assinado por você, ao torná-lo disponível no seu blog, você estará sendo co-responsável pela divulgação desse material. Para quem trabalha com Educação a responsabilidade por oferecer material de qualidade e informação confiável é um dos pressupostos básicos.

Por fim, o quarto passo talvez seja mais difícil do que o terceiro, pois implica em repetir o terceiro passo muitas vezes, já que um blog que não recebe atualizações frequentes tende a se tornar apenas um “repositório de textos mortos”. É claro que esse blog sempre receberá visitas de novos usuários, mas ele perderá seus antigos leitores por falta de conteúdo atualizado. Por outro lado, dependendo dos conteúdos que você publique no seu blog, atualizá-lo poderá não ser uma tarefa fácil. Além disso, é preciso dedicar um bom tempo para essas atualizações.

Blog da EE Paulina Rosa

Blog da EE Paulina Rosa

Resumindo: criar um blog é fácil, criar um blog útil é um pouco mais difícil. Criar um blog útil e mantê-lo útil ao longo do tempo é ainda mais difícil e trabalhoso, mas é muito compensador se o objetivo que você escolheu estiver sendo atingido ao longo da vida do seu blog.

Os blogs são ferramentas web 2.0 disponíveis gratuitamente na rede e oferecidas por muitas empresas. Para criar seu blog você pode usar qualquer uma dessas empresas e o processo de criação dura cerca de cinco minutos e requer apenas uma meia dúzia de cliques no mouse. Veja no final do artigo alguns links de empresas que oferecem blogs e hospedagem gratuita para eles.

Alguns exemplos de uso pedagógico para blogs são listados abaixo e não esgotam nem de longe as possibilidades, mas podem ajudar os iniciantes a descobrirem alguma utilidade para o seu blog:

  • Blog de conteúdo curricular: muitos professores usam seus blogs para publicar os conteúdos curriculares de suas aulas e assim permitirem que seus alunos os consultem pela Internet. Com isso os alunos podem acessar textos, filmes, músicas, simulações, animações e outros materiais usados em classe ou sugeridos como materiais extras;
  • Blog de apoio às atividades de classe: os blogs podem servir como meios auxiliares para se “propor tarefas” ou para “receber tarefas”. Por exemplo, você pode publicar uma poesia e pedir aos seus alunos que “comentem a poesia”, como faria em sala de aula com textos impressos, a única diferença é que esses comentários ficam publicados no seu blog;
  • Blog de registro de projeto: você pode usar blogs para registrar o andamento de um projeto, onde além de você, os grupos de alunos que participam do projeto também podem escrever no blog (ou por meio de comentários ou diretamente, publicando textos eles mesmos sob sua supervisão). Imagine por exemplo que sua escola participe de um projeto de reciclagem, todas as atividades do projeto, desde as reuniões iniciais até o os resultados finais, podem ser documentas de forma bem rica (usando imagens, textos, filmes, depoimentos gravados, etc.) no blog;
  • Blog institucional da escola: uma escola pode (e realmente deve) possuir um site ou um blog (que é bem mais simples de criar e manter do que um site) onde publique as notícias, eventos, avisos, comunicados, horários, dados dos professores e da escola, etc., a fim de facilitar sua comunicação com a comunidade. Muitas escolas já possuem blogs e os utiliza como uma forma de prestar contas à comunidade e de informar melhor suas ações;
  • Blog de uma disciplina: como a atualização de um blog requer que seu autor (ou autores) publique novas matérias regularmente, em algumas escolas os professores de uma dada disciplina se unem e mantêm um blog para a disciplina toda. Nesse blog se podem publicar dicas para os alunos, materiais extras, datas de provas, provas resolvidas, listas de exercícios, etc., e os alunos podem compartilhar materiais de diversos professores sobre um mesmo assunto.

É claro que um único blog pode servir para várias dessas finalidades (e outras ainda), mas tenha em mente que quanto mais “confuso e desfocado” for o seu blog, mais dificilmente ele será útil ou despertará a atenção do seu público alvo.

Professores que possuem blogs afirmam que isso facilita seu trabalho, pois com o blog eles podem:

  • fornecer e armazenar materiais de consulta para os alunos;
  • criar atividades que os alunos possam acessar de suas casas e entregar via Internet;
  • criar “bibliotecas” de atividades e materiais que ficam disponíveis de um ano para outro, poupando espaço e recursos;
  • divulgar o seu trabalho e torná-lo transparente para os pais dos alunos e para a comunidade toda;
  • interagir com outros professores de sua área e trocar informações, links, materiais, atividades, etc.;
  • melhorar seu relacionamento com os alunos e fornecer a eles maior possibilidade de acesso ao professor.

Uma dica final, e bastante interessante, é criar um blog para a escola e colocar nele os links para os blogs dos professores e alunos da escola, criando assim uma forma simplifica de “Comunidade Virtual” e explorando com isso diversas novas possibilidades de interação e participação colaborativa.

Glossário online: Blog, Edublog, HTML, Comunidade Virtual

Onde criar seu blog: Blogger (br), WordPress, Blig, BLog Sapo, UOL Blog, Spaces, Blog Some.

Onde discutir sobre blogs: Lista Blogs Educativos (Yahoo)

Uso pedagógico dos blogs – os “edublogs”

“Algumas coisas que um novato na blogosfera precisa saber sobre a criação e manutenção de blogs de uma forma geral e, em especial, sobre os edublogs”.

Há cinco anos atrás eu escrevi um artigo intitulado “Blogs, Flogs e a inclusão websocial”. Na época o foco do artigo consistia em mostrar que estava nascendo uma forma de inclusão social na web, a que eu chamei de “inclusão websocial”, onde usuários sem conhecimentos da linguagem HTML e outras linguagens de criação de páginas para a web podiam começar a criar seus “sites” e, assim, conquistar seu espaço de autoria na web por meio dos blogs, dos flogs e de outras ferramentas que então estavam despontando na rede (inclusive o Orkut).

Naquela época os blogs eram vistos por muitos professores como “coisa de adolescente”, pois os blogs nasceram com a inspiração de serem “diários digitais” e, além disso, a maioria dos blogs brasileiros tinha mesmo o formato de diário de adolescente, pois eram blogs de adolescentes e tinham como público alvo outros adolescentes.

O fato é que os adolescentes saíram na frente e criaram seus blogs, tornam-se autores e ocuparam seu espaço na web, enquanto os professores, em sua maioria, ainda discutiam se valia ou não a pena usar novas tecnologias na educação e, grande parte deles, nem sequer usavam e-mail ou computadores.

O tempo passou. Cinco anos, na história da web, é um tempo imenso! De 2004 para cá os blogs brasileiros caíram também no gosto de muitos “adultos”. Jornalistas, profissionais liberais, donas de casa e (vejam só!) até mesmo professores começaram a ocupar cada vez mais a blogosfera.

Hoje em dia eu creio que seja bobagem discutir a utilidade das TICs na educação, ou explicar o que é um blog, mas talvez ainda seja tempo de falar um pouco sobre o uso pedagógico dos blogs, principalmente tendo em vista que, a cada dia, mais e mais professores ingressam nesse incrível mundo da publicação e da autoria.

Apesar de sua origem com formato e pretensão de “diário”, o blog é, na verdade, um site. Ter um blog ou ter um site é a mesma coisa se o objetivo for possuir um endereço na Internet onde se possam publicar materiais diversos. A única diferença é que um “site”, no sentido original do termo, é um espaço que requer a criação não apenas de conteúdo, mas também de layouts, programações em HTML, CSS, javascript, PHP, SQL e outras linguagens usadas na net. Porém, o blog oferece toda essa programação, o layout, as ferramentas de divulgação e até mesmo seu “endereço na web” prontos, de forma que aos seus donos cabe apenas prover o conteúdo. E é aí que está o “X” da questão!

Para que um blog sobreviva na blogosfera, e cumpra seu papel como espaço de publicação e autoria, ele precisa ter pelo menos 4 requisitos básicos:

  1. Possuir um objetivo claro
  2. Visar um público específico
  3. Possuir conteúdo útil para o público visado
  4. Ser atualizado frequentemente

A “cara” do seu blog não é tão importante quanto o conteúdo que você colocará nele, mas dependendo do seu público ela pode ser também um requisito. Há muitos layouts disponíveis e você pode escolher aquele que julgar mais adequado. Vamos então nos ater ao conteúdo e ao pressuposto de que você quer dar um “uso pedagógico” ao seu blog.

Um blog com fins pedagógicos é um blog destinado a algum propósito educacional. Então, o primeiro passo a ser dado é definir o objetivo do seu blog e você pode dar esse passo respondendo a seguinte pergunta: quem vier ao meu blog poderá aprender sobre…

Esse blog aqui, por exemplo, “Professor Digital”, é um edublog que tem como objetivo fornecer reflexões, dicas, sugestões e materiais de consulta sobre o uso pedagógico das TICs. Mas eu também tenho um outro blog onde o objetivo é discutir a Educação de forma mais geral, outro onde discuto assuntos relativos à física e, ainda, um outro onde simplesmente faço um diário de reflexões sobre minha escola. Cada um deles tem um objetivo diferente e, por isso mesmo, são blogs diferentes. Um professor de história pode criar um blog com o objetivo de fornecer material extracurricular de história para seus alunos, ou pode querer criar um onde apresentará e discutirá situações da atualidade, ou ambos; um professor de matemática pode criar um blog para ensinar matemática, ou para contar a história da matemática e contextualizar suas aulas, etc. Se o objetivo é promover de alguma forma a melhoria da Educação, então teremos um blog com finalidade educacional, isto é, um edublog; o assunto em si pode variar imensamente mas é importante entender que edublogs são blogs focados na educação.

O segundo passo consiste em definir o seu público alvo. Se você leciona para alunos do Ensino Médio, então esse pode ser seu público-alvo. Mas se quiser fazer um blog para apresentar experiências didáticas, sugestões de aulas, discutir currículo ou apresentar ferramentas auxiliares para os professores da sua área, então é claro que seu público-alvo serão professores e não alunos. Você pode ser “pretensioso” e querer atender esses diferentes públicos, mas você corre o risco de acabar não atendendo a nenhum deles e vê-los rejeitar o seu blog. É melhor focar em um público-alvo bem específico e concentrar esforços aí. Se você quiser atingir diferentes públicos, crie diferentes blogs, é mais eficaz. Nesse blog aqui o meu público alvo são professores e formadores de professores interessados no uso pedagógico das TICs. Nos meus outros blogs os públicos-alvos são diferentes.

O terceiro passo é a parte que requer mais “suor”: publicar conteúdo relevante. Não é preciso que o conteúdo seja produzido por você mesmo, mas é preciso que o conteúdo seja relevante, interessante e útil para quem visitar seu blog em busca da aprendizagem que você está promovendo. Neste blog aqui a minha opção foi a de publicar meus próprios artigos sobre o uso pedagógico das TICs, mas há centenas de excelentes blogs que reúnem diversas publicações de outros blogs e oferecem ao seu público um material muito mais rico do que o material que cada blog “original” oferece aos seus leitores.

Tanto criar seus próprios artigos e seu próprio conteúdo, quanto pesquisar na Internet bons artigos e materiais para então oferecê-los aos seus leitores demanda trabalho, tempo de dedicação e muita responsabilidade, pois mesmo não sendo um material assinado por você, ao torná-lo disponível no seu blog você estará sendo co-responsável pela divulgação desse material. Para quem trabalha com Educação a responsabilidade por oferecer material de qualidade é um dos pressupostos básicos.

Por fim, o quarto passo talvez seja mais difícil do que o terceiro, pois implica em repetir o terceiro passo muitas vezes, já que um blog que não recebe atualizações frequentes tende a se tornar apenas um “repositório de textos mortos”. É claro que esse blog sempre receberá visitas de novos usuários, mas ele perderá seus antigos leitores por falta de conteúdo atualizado. Por outro lado, dependendo dos conteúdos que você publique no seu blog, atualizá-lo poderá não ser uma tarefa fácil. Além disso, é preciso dedicar um bom tempo para essas atualizações.

Resumindo: criar um blog é fácil, criar um blog útil é um pouco mais difícil. Criar um blog útil e mantê-lo útil ao longo do tempo é ainda mais difícil e trabalhoso, mas é muito compensador se o objetivo que você escolheu estiver sendo atingido ao longo da vida do seu blog.

Os blogs são ferramentas web 2.0 disponíveis gratuitamente na rede e oferecidas por muitas empresas. Para criar seu blog você pode usar qualquer uma dessas empresas e o processo de criação dura cerca de cinco minutos e requer apenas uma meia dúzia de cliques no mouse. Veja no final do artigo alguns links de empresas que oferecem blogs e hospedagem gratuita para eles.

Algumas exemplos de uso pedagógico para blogs são listados abaixo e não esgotam nem de longe as possibilidades mas podem ajudar os iniciantes a descobrirem alguma utilidade para o seu blog:

* Blog de conteúdo curricular: muitos professores usam seus blogs para publicar os conteúdos curriculares de suas aulas e permitirem que seus alunos os consultem pela Internet. Com isso os alunos podem acessar textos, filmes, músicas, simulações, animações e outros materiais usados em classe ou sugeridos como materiais extras;

* Blog de apoio às atividades de classe: os blogs podem servir como meios auxiliares de se “deixar tarefas” ou de se “receber tarefas”. Por exemplo, você pode publicar uma poesia e pedir aos seus alunos que “comentem a poesia”, como faria em sala de aula com textos impressos, a única diferença é que esses comentários ficam publicados no seu blog;

* Blog de registro de projeto: você pode usar blogs para registrar o andamento de um projeto, por exemplo, onde além de você os grupos de alunos que participam do projeto também podem escrever no blog (ou por meio de comentários ou publicando textos, eles mesmos). Imagine por exemplo que sua escola participe de um projeto de reciclagem, todas as atividades do projeto, desde as reuniões iniciais até o os resultados finais, podem ser documentas de forma bem rica (usando imagens, textos, filmes, depoimentos gravados, etc.) no blog;

* Blog da escola: uma escola pode (e realmente deve) possuir um site ou um blog (que é bem mais simples) onde publique as notícias, eventos, avisos, comunicados, horários, dados dos professores e da escola, etc., a fim de facilitar sua comunicação com a comunidade. Muitas escolas já possuem blogs e os utiliza como uma forma de prestar contas à comunidade e de informar melhor suas ações;

* Blog da disciplina: como a atualização de um blog requer que seu autor (ou autores) publique novas matérias regularmente, em algumas escolas os professores de uma dada disciplina se unem e mantêm um blog para a disciplina toda. Nesse blog se podem publicar dicas para os alunos, materiais extras, datas de provas, provas resolvidas, listas de exercícios, etc.

É claro que um único blog pode servir para várias dessas finalidades (e outras ainda), mas tenha em mente que quanto mais “confuso” e “desfocado” for o seu blog, mais dificilmente ele será útil ou despertará a atenção do seu público alvo.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2009/10/26/uso-pedagogico-do-blog-o-edublog/

E agora, Mestre Giz?

By profjc

Apagador

Há duas décadas atrás, lá pelo final da década de 80, Mestre Giz reinava na escola e era a última palavra depois do livro didático. Tinha um enorme orgulho, aliás, de conhecer o livro didático, seu mestre, de cabo a rabo. Suas aulas eram impecáveis e se você perdesse uma delas na sexta série A, poderia assistir a mesma aula na sexta série B, pois Mestre Giz tinha uma aula tão “redondinha” que até as piadinhas eram perfeitamente encaixadas no contexto da aula. Absolutamente tudo sem imprevistos e nem improvisos.

Sada de Informática

Como que por mágica, Mestre Giz deu uma cochilada numa bela e preguiçosa tarde, logo depois do almoço, e viu-se transportado no tempo para uma década adiante, lá pelo final dos anos 90, na virada para 2000. Acordou babado e meio assustado com o que viu: uma sala cheia de computadores, com uma Internet meio capenga e dezenas de cadeados por todos os lugares possíveis. Era a escola tecnológica chegando.

Cadeados

Mestre Giz logo desconfiou daquela parafernália toda e concordou de imediato com a gestão da escola de que era preciso colocar muitos cadeados nas portas e impedir os mortais comuns de mexerem naquelas coisas, evitando assim quebrá-las. Também concordou que seria preciso muito treinamento, formação e projetos inovadores nos próximos anos para que se pudessem usar aquelas coisas e, acima de tudo, era preciso saber para que se usariam aquelas coisas. Se era para ensinar, ele não precisava, pois já sabia fazer isso.

Surfando na net

Dias, semanas, meses e anos se passaram e os alunos revoltosos continuavam querendo usar aquelas maquininhas. Mas para quê? Mestre Giz até foi obrigado a fazer um curso sobre como usar um tal de Word e outro Excel, mas já havia esquecido tudo e, além disso, ele não precisava realmente daquilo. Alguns colegas, até mais velhos do que ele, já tinham computadores em sua casa e os usavam, até para “surfar” na Internet, e ele mesmo já havia comprado um para sua filha, mas na escola as coisas eram diferentes porque faltava alguma coisa a mais para poder usar os computadores: faltava um motivo!

Lan House

Certa vez um professor metido a diferente levou a classe até a Sala de Informática, mas quebrou a cara porque os computadores estavam muito velhos e desatualizados e a Internet nem funcionava em alguns computadores. Além disso, os alunos usavam as Lan Houses do bairro e dispunham de máquinas muito melhores em suas próprias casas. Mestre Giz não pôde esconder um certo sorriso de satisfação ao ver comprovada a sua tese de que aquelas maquininhas eram mesmo inúteis na escola.

Como o tempo é o grande carrasco das verdades absolutas, um dia aquele professor teimoso, de tanto teimar, conseguiu fazer algo dar certo na Sala de Informática. Não foi nada de muito sofisticado, apenas uma pesquisa rápida na Internet e um texto, digitado naquele tal de Word. Pura perda de tempo, concluiu logo Mestre Giz. A cena se repetiu outras vezes e até mesmo com outros professores, mas a grande pergunta de Mestre Giz continuava sem resposta: e para que EU preciso disso?

Giz e lousa

Hoje cedo Mestre Giz levantou da cama pelo mesmo lado que sempre levanta, pisou com o pé direito primeiro, como sempre, e tomou seu café com leite e pão com manteiga antes de ir para a escola. Escola que, aliás, parece cada dia pior. Os alunos já não têm mais tanto respeito como antes e nem demonstram muito interesse pelas suas aulas que, à propósito, continuam “redondinhas” como há duas décadas! “Azar o deles”, sentencia Mestre Giz.

Professor Conectado

Alguns colegas professores andam com notebooks ao invés de cadernos, e usam um tal de data-show de vez em quando, ao invés do projetor de slides. Parece que é melhor, mas dá muito trabalho fazer alguma coisa no computador para depois ter que usar o notebook da escola e o data-show e, além disso, não há ninguém na escola para fazer toda essa montagem para os professores. Os professores têm que, eles mesmos, colocarem as imagens no computador e ligar tudo no data-show. Assim fica muito difícil, conclui para si mesmo Mestre Giz, com um certo ar de espanto com aqueles professores que conseguem fazer essas coisas sozinhos e sem cursos ou formações especiais.

Giz e lousa com cor

Na hora do intervalo, Mestre Giz fez as contas para sua aposentadoria e descobriu que agora falta pouco. Ainda bem, pensou ele, afinal a escola mudou muito e está cada dia mais difícil ensinar. Ele tem pena desses professores mais novos que são obrigados a usarem computadores, Internet, data-show, DVD e outras porcarias para poderem ensinar suas disciplinas. Ele nunca precisou de nada disso. É pena também que os alunos não saibam dar o merecido valor às suas aulas e não entendam que ele já sabe tudo o que os alunos precisam saber. É pena que a juventude ache que pode escolher o que aprender só porque tem uma tal de Internet e que passem tanto tempo nos computadores ao invés de estarem mergulhados nos livros.

Quando estava saindo para o almoço uma aluna lhe perguntou se não podia entregar em um CDROM a pesquisa que ele passou como tarefa, ou mandar por e-mail. É claro que ele respondeu que não. E como esses alunos estão a cada dia mais atrevidos, a garota lhe perguntou com a maior inocência “porque não?”.

Crianças

Sacando como sempre de sua arma mais poderosa, a razão, Mestre Giz disparou na aluna o mesmo petardo que vem disparando há duas décadas em todos aqueles que lhes questionam o porquê dele simplesmente se negar a usar as novas tecnologias na educação: “Ora, minha cara, eu não preciso de nada disso para lhe ensinar minha matéria”. Mas, desta vez, ao invés do silêncio que costuma receber em resposta, a garota, atrevida que é, parece que resolveu retrucar com algo que até então Mestre Giz ainda não havia compreendido muito bem: “Eu sei que VOCÊ não precisa, professor, mas EU preciso e PRECISAREI A VIDA TODA. Porque não posso usar então?”.

E agora, Mestre Giz?

(*) Este texto é uma fábula. Ele é totalmente fictício. Mestre Giz, ou professores que acreditam que não precisam usar as novas tecnologias na escola porque são capazes de ensinar sem elas e que desconhecem a necessidade que os alunos têm de aprender com elas, são personagens inexistentes na vida real. Qualquer semelhança entre os personagens dessa fábula e a realidade cotidiana de uma escola é mero fruto da sua própria imaginação.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2009/09/18/e-agora-mestre-giz/

Você é um Professor Digital?

By profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

  1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);
  2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;
  3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;
  4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;
  5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;
  6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);
  7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;
  8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;
  9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;
  10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

>Você é um Professor Digital?

>By profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

  1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);
  2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;
  3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;
  4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;
  5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;
  6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);
  7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;
  8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;
  9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;
  10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

Você é um Professor digital?

Junho 30, 2008
by profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);

2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;

3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;

4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;

5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;

6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);

7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;

8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;

9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;

10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

>Você é um Professor digital?

>Junho 30, 2008
by profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);

2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;

3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;

4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;

5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;

6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);

7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;

8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;

9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;

10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

Projeto Hoje é Dia de Poesia – 11/03


Olá Amigos

O poema escolhido hoje para o Projeto Hoje é Dia de Poesia é o poema Palíndromo Amoroso do meu querido amigo José Antônio Klaes Roig editor dos blogs Letra Viva do Roig, ControlVerso , GPS – Global Poets Society, Olhar Virtual, Rápido Movimento do Olhar (REM), RPG – Role Poetic Games e do Xadrez Literário , autor do Livro Realidade Virtual, que recomendo com louvor a leitura, advogado, professor, mestrando, pai, marido e servidor público. O cara consegue estar em mil projetos ao mesmo tempo. Desconfio eu que ele inventou a máquina do hiperlink pra ele.

O poema por ser de construção simples, mas mensagem universal, sem falar que é criado a partir da figura chamada palíndromo, que é uma frase que pode ser lida do inicio por fim e vice-versa. Algum professor de língua portuguesa poderia trabalhar com essa questão. O poema original se encontra em http://rapido-olhar.blogspot.com/2009/01/palndromo-amoroso.html.

O curioso desse poema, é que a ideia surgiu por acaso, nada intencional. Surgiu de uma conversa entre duas pessoas que estavam proximas a ele e falavam sobre como viver junto durante anos não garante o conhecimento do proximo. Pronto. Esse comentário ficou martelando a mente dele.

E quando estava revisando um postagem para o RPG Literário, que tratava da figura do palíndromo, as coisas se fundiram e o texto poético saiu de uma vez só. E curioso, por sua estrutura, é o único poema (dos mais de 1.000 que ele já escreveu, desde os 17 anos) que ele sabe de cor.

Também pudera, sua estrutura simples contém uma mensagem universal.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Projeto Hoje é Dia de Poesia – 11/03

>
Olá Amigos

O poema escolhido hoje para o Projeto Hoje é Dia de Poesia é o poema Palíndromo Amoroso do meu querido amigo José Antônio Klaes Roig editor dos blogs Letra Viva do Roig, ControlVerso , GPS – Global Poets Society, Olhar Virtual, Rápido Movimento do Olhar (REM), RPG – Role Poetic Games e do Xadrez Literário , autor do Livro Realidade Virtual, que recomendo com louvor a leitura, advogado, professor, mestrando, pai, marido e servidor público. O cara consegue estar em mil projetos ao mesmo tempo. Desconfio eu que ele inventou a máquina do hiperlink pra ele.

O poema por ser de construção simples, mas mensagem universal, sem falar que é criado a partir da figura chamada palíndromo, que é uma frase que pode ser lida do inicio por fim e vice-versa. Algum professor de língua portuguesa poderia trabalhar com essa questão. O poema original se encontra em http://rapido-olhar.blogspot.com/2009/01/palndromo-amoroso.html.

O curioso desse poema, é que a ideia surgiu por acaso, nada intencional. Surgiu de uma conversa entre duas pessoas que estavam proximas a ele e falavam sobre como viver junto durante anos não garante o conhecimento do proximo. Pronto. Esse comentário ficou martelando a mente dele.

E quando estava revisando um postagem para o RPG Literário, que tratava da figura do palíndromo, as coisas se fundiram e o texto poético saiu de uma vez só. E curioso, por sua estrutura, é o único poema (dos mais de 1.000 que ele já escreveu, desde os 17 anos) que ele sabe de cor.

Também pudera, sua estrutura simples contém uma mensagem universal.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna