Coisas Inúteis que Aprendi na Escola

Olá Amigos

Por intermédio de minha amiga e parceira de NTE Vina ela me apresentou a tira dos Bichinhos de Jardim onde falava das coisas inúteis que aprendemos na nossa vida escolar. Ai li um twittie da Revista Veja em falavam sobre o inchaço do conteúdo escolar. O artigo falava do inchaço do curriculo e a tirinha falava dessas coisas inúteis que aprendemos na escola (é duvido que alguém possa provar que o ensino delas sejam relevantes ou necessárias), são frutos de um currículo escolar inchado e que não para de crescer (ou procriar igual aos bichinhos do filme Gremlins) .

Atentem que no curtíssimo espaço de 2007 até agora, foram incluídos, por emendas, nada menos do que seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Isso mesmo seis novos conteúdos e ainda pode crescer mais( filosofia, sociologia, artes, música, cultura afro-brasileira, cultura indígena, direitos de crianças e adolescentes, educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.), pois há mais emendas no congresso nacional. Tramitam ainda no Congresso centenas de projetos propondo a criação de mais “conteúdos”. No levantamento que fez para sua tese de doutorado, a professora Fátima Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais, constatou que só a Câmara dos Deputados recebeu 545 propostas desse tipo, entre 1995 e 2003.

Não bastasse a dificuldade que já enfrentamos para ensinar aos alunos as disciplinas básicas, como português, matemática e ciências, o inchaço de conteúdos faz com que muitos professores acabem perdendo o controle dos seus cursos. Outra ótica cruel é a que os conteúdos adicionais representam um desafio para gestores, particularmente os de escolas públicas, que normalmente já se veem às voltas com questões como falta de professor e de material didático. Isso sem falar no problema constituído por alunos com dificuldade para aprender operações matemáticas elementares ou a interpretar um texto de conteúdo compatível com as suas idades.

A ideia é que as novas disciplinas sejam lecionadas como parte das disciplinas básicas, sem necessidade de aulas exclusivas para os chamados temas sociais. Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes do período diurno tiveram uma redução de cerca de 80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do ensino médio.

Mas será que resolve?

A questão não é discutir se inovações como filosofia, sociologia, artes e música, além de temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente são ou não relevantes. O problema ocorre quando esses conteúdos são incluídos de forma aleatória, na maioria das vezes pela pressão do corporativismo. Por mais que essas disciplinas sejam importantes, o fato é que acabam ocupando as atenções dos gestores de escola, que precisam despender ainda mais energia na contratação de professores ou em busca de material didático e mudança dos currículos. O ideal seria que o país se concentrasse no essencial nessa área e, a partir daí, pudesse se empenhar, de fato, em fazer o melhor para assegurar educação de qualidade para todos.

É um tema que merece a nossa atenção é um debate mais profundo.

Bem então mãos a obra.

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Abraços

Equipe NTE Itaperuna