>Assim será o futuro?

>TVpontocom: Será assim daqui a alguns anos?

Como será nosso dia a dia com a tecnologia? Afinal, de que forma a informação nos chegará e como vamos usá-la? Você já imaginou? Nem precisa, tem gente por aí pensando por nós, 24 horas. Vamos ver o que acontecerá? O que você diz sobre esta realidade? Será que estamos muito longe?

Assista e opine

Fonte: http://goo.gl/HVBNz

Educopédia e NAVE

Olá Amigos

Nesse final de semana participei do projeto Educopédia, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, lá no Colégio Estadual José Leite Lopes ou mais conhecido como NAVE – Núcleo Avançado de Educação que é uma parceria do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a Oi.
O lugar por si só já vale a visita, pois é maravilhoso. Um sonho para quem como eu trabalha e respira educação e tecnologia todos os dias a mais de 10 anos, e estar num lugar daqueles é um sonho que espero sinceramente ver repetido em todos os municípios do estado. Não digo todas as escolas serem como o do NAVE, mas pelo menos uma escola daquela em todos os municípios do estado.

Mas voltando ao projeto do Educopédia, que é um projeto do Subsecretário de Projetos Estratégicos Rafael Parente, fiquei encantado com o método de seleção utilizado pela equipe da UFRJ e do Instituto Oi Futuro, através da Organização Oi Tonomundo, pois foge do tradicional exame de currículo e parte para o que cada um realmente pode fazer. No método proposto por eles efetivamente poderá se avaliar o que cada um tem para dar ao projeto Educopédia. Além de ter tido a sorte de ficar em dois grupos (especialista e grupo de trabalho 1) muito legais, mas gostaria especialmente de agradecer as professoras Renata e Lenita que foram fantásticas nas contribuições e minha nota para elas é 10.

A minha felicidade ficou ainda mais completa, pois tive a oportunidade de encontrar dois queridos amigos virtuais, que neste final de semana se materializaram em carne e osso, deixando de serem apenas bits na imensidão da internet. Espero poder contribuir bastante para o projeto, mas mesmo que não fique no grupo final vou torcer pelo projeto, pois ele é muito bom e vai acrescentar e contribuir bastante a educação do município do Rio de Janeiro.

Sinceramente espero que ideias inovadoras e libertarias sejam mais constantes na educação brasileira. E como diz uma frase de um dos cartazes lá do NAVE que profetiza: “É uma nova era de linguagens que está sendo escrita, um Big Bang de novas informações. Por isso, é preciso inovar. Ser criativo.

Viva o novo.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Novos tempos, novos profissionais


Alexandre Mendes

Um assunto que gosto muito de conversar é sobre o impacto das novas tecnologias em nossas vidas, sobre o que estamos vivenciando no dia-a-dia e não nos damos conta, sobre a transposição de uma linha imaginária entre passado e futuro, bastando para isto ver como mudaram as comunicações e a sociedade, por exemplo. O mundo está mudando, ele diminuiu, e muitos conceitos mudaram, como o trabalho, o tempo e o espaço.

Neste ritmo rápido de mudanças, quantos nomes surgem em nossa mente: século XXI, Internet, relações comerciais diferenciadas, globalização, diferenciação, a “nova empresa” ou empresa “inteligente”, automatização, voz do Cliente.

Hoje vemos profissionais trabalhando sem o esquema tradicional de alocação e sim com tarefas a serem cumpridas, sem a obrigatoriedade de horários rígidos e dias previamente acordados. Este profissional trabalha em seu microcomputador, via Internet, em conjunto com outro colega de sua equipe, sem problemas de horário (fuso horário) e de local (um em cada país, por exemplo), desenvolvendo mais um projeto para a empresa.

O profissional agora precisa ter outra mente, postura e atitude, procurando o tal diferencial. Por outro lado a empresa quer um funcionário versátil, que compartilha o seu conhecimento pensando no todo. Agora eles passam a ser “sócios”, ficando claro para ambos que existe uma forte dependência , que deverá ser tratada da melhor maneira. Hoje as empresas sabem que precisam gerenciar o seu ativo mais precioso e mais cobiçado – o conhecimento.

Há muito se investe em pesquisa do perfil do cliente, de forma a conquistá-lo seja através de ofertas, prêmios, descontos ou novos produtos. A empresa, ao ter em suas mãos informações do cliente, passa a tratá-lo como um valioso bem. Ela quer retê-lo o maior tempo possível e sabe que isto não é das tarefas mais fáceis. O importante agora não são só os dados pessoais, mas também seus gostos, preferências e estilo. É preciso conhecê-lo, surpreendê-lo, conquistá-lo.

Mas afinal, o que é conhecimento? Pelo o que vimos até agora, fica claro que ele toma importante papel na Organização e o momento atual é de criar, descobrir, pesquisar. Mas como lapidar tal “diamante”? Como transformar informação em conhecimento? Como disponibilizar este conhecimento de forma que um outro indivíduo possa facilmente acessá-lo? Podemos separar informação e indivíduo?

Até!

Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/3684/tendencias/novos_tempos_novos_profissionais/

>Novos tempos, novos profissionais

>
Alexandre Mendes

Um assunto que gosto muito de conversar é sobre o impacto das novas tecnologias em nossas vidas, sobre o que estamos vivenciando no dia-a-dia e não nos damos conta, sobre a transposição de uma linha imaginária entre passado e futuro, bastando para isto ver como mudaram as comunicações e a sociedade, por exemplo. O mundo está mudando, ele diminuiu, e muitos conceitos mudaram, como o trabalho, o tempo e o espaço.

Neste ritmo rápido de mudanças, quantos nomes surgem em nossa mente: século XXI, Internet, relações comerciais diferenciadas, globalização, diferenciação, a “nova empresa” ou empresa “inteligente”, automatização, voz do Cliente.

Hoje vemos profissionais trabalhando sem o esquema tradicional de alocação e sim com tarefas a serem cumpridas, sem a obrigatoriedade de horários rígidos e dias previamente acordados. Este profissional trabalha em seu microcomputador, via Internet, em conjunto com outro colega de sua equipe, sem problemas de horário (fuso horário) e de local (um em cada país, por exemplo), desenvolvendo mais um projeto para a empresa.

O profissional agora precisa ter outra mente, postura e atitude, procurando o tal diferencial. Por outro lado a empresa quer um funcionário versátil, que compartilha o seu conhecimento pensando no todo. Agora eles passam a ser “sócios”, ficando claro para ambos que existe uma forte dependência , que deverá ser tratada da melhor maneira. Hoje as empresas sabem que precisam gerenciar o seu ativo mais precioso e mais cobiçado – o conhecimento.

Há muito se investe em pesquisa do perfil do cliente, de forma a conquistá-lo seja através de ofertas, prêmios, descontos ou novos produtos. A empresa, ao ter em suas mãos informações do cliente, passa a tratá-lo como um valioso bem. Ela quer retê-lo o maior tempo possível e sabe que isto não é das tarefas mais fáceis. O importante agora não são só os dados pessoais, mas também seus gostos, preferências e estilo. É preciso conhecê-lo, surpreendê-lo, conquistá-lo.

Mas afinal, o que é conhecimento? Pelo o que vimos até agora, fica claro que ele toma importante papel na Organização e o momento atual é de criar, descobrir, pesquisar. Mas como lapidar tal “diamante”? Como transformar informação em conhecimento? Como disponibilizar este conhecimento de forma que um outro indivíduo possa facilmente acessá-lo? Podemos separar informação e indivíduo?

Até!

Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/3684/tendencias/novos_tempos_novos_profissionais/

Hiperinflação de conteúdo: e se a gente não aguentar mais?


Ana Amélia Erthal

Imagine que não aguentamos mais conviver com tanto conteúdo, que nossa atenção ficou tão reduzida que não conseguimos mais nos concentrar em nada com profundidade, que os estímulos nos interrompendo a todo instante em tantas mídias diferentes eram tantos que … não conseguimos ler os jornais, acompanhar os twitts, ver os filmes na TV, não respondemos e-mails, não olhamos nossos blogs e portais favoritos, não acompanhamos as séries, não damos mais conta de tanta informação… e, por fim, não resistimos à cultura contemporânea do excesso.

Se esse cenário existisse, a primeira providência seria banir o direito da leitura. Sim, porque afinal de contas, ler faz mal. Ou como diz o nosso caríssimo presidente Lula, “ler dá azia”. Claro que tudo isso é uma brincadeira, mas serve pra gente pensar mais um pouco sobre a Era do Excesso de informação, que já esteve nessa coluna algumas vezes.

O filme Fahrenheit 451 faz uma leitura bem legal e mostra exatamente esse cenário em que a leitura é proibida. Ele foi adaptado do livro de Ray Bradbury e conta a história de um tempo no futuro em que o trabalho dos bombeiros era destruir livros. As pessoas “deduram” as outras e os bombeiros vão até as casas, procuram os livros proibidos, juntam tudo e depois incendeiam. Em vez de apagar, os “firemen” acendem o fogo, já é bem curioso. O filme tem esse nome porque é essa a temperatura em que o papel queima e embora seja antigo, tem um roteiro bem inteligente. É engraçado ver a revista/ jornal que mais parece um quadrinho, mas sem nenhuma letra, aliás, não há inscrição nenhuma em todo o filme, a não ser nos livros proibidos.

Outra passagem muito legal é a do comandante dos bombeiros explicando para o operador de lança-chamas porque é que os livros são perigosos para a mente humana e como eles nos tornam diferentes um dos outros. Para efeito de análise, podemos aplicar esse conceito dele para as outras mídias e conteúdos também: como nos diferenciamos por eles?

Eu preparei uma pequena edição de quatro minutos. Na primeira parte há o ritual de queimar livros e na segunda, o discurso do comandante, veja:

Fahrenheit 451

Então, o que achou? Se quiser saber mais sobre cultura do excesso, leia também esse artigo no blog do Encontro de 2 Mundos.

Up the Webwriters!

Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/13217/webwriting/hiperinflacao_de_conteudo_e_se_a_gente_nao_aguentar_mais/

Eu vi o Homem na Lua: 40 anos

Olá Amigos

Já fazem 40 anos desde aquele dia em que vi um montão de pessoas na sala da minha casa. Perguntei ao meu pai o que estava acontecendo e ele falou:

– Meu filho o que está acontecendo é história. O homem chegou a lua.

Apollo 11 astronaut Edwin Buzz Aldrin, Jr., the lunar module pilot of the first lunar landing mission, stands on the surface of the moon.
NASA/Newsmakers/Getty Images

Parei e fiquei olhando ali meio incrédulo, pois como o homem pode ir a lua, mas os meus olhos me mostravam que sim. Desde então acalentei o sonho de ser um astronauta, alias sonho de qualquer garoto na infância. Usar aquela roupa maneira, viajar de foguete (ou funete, né mãe?) e poder ir a onde ninguém mais foi.

Apollo 11 lifted off aboard the powerful Saturn V rocket.
Ralph Morse/Time Life Pictures/Getty Images

Em 20 de julho de 1969, aparelhos de televisão em todo o mundo transmitiram a mesma imagem indistinta: Neil Armstrong descendo a escada do Módulo de Pouso Lunar Eagle e tocando a superfície da Lua com sua bota. A frase dele, “um pequeno passo para um homem, um salto imenso para a humanidade”, tornou-se uma das mais conhecidas na história. O famoso pouso foi um final triunfante para a corrida espacial.

The lunar landing module Eagle descends onto the surface of the moon, carrying Apollo 11 astronauts Buzz Aldrin and Neil Armstrong.
MPI/Getty Images

Mas aquele momento histórico na superfície da lua foi resultado de muitos anos de esforços dos programas espaciais norte-americano e soviético. Os astronautas que primeiro desceram à superfície da Lua tiveram de viajar 383 mil quilômetros para chegar ao seu destino, sobreviver ao severo ambiente lunar e voltar para casa são e salvo. Não foi uma tarefa fácil.

Virgil I. Grissom, Edward White and Roger Chaffee were killed in a fire inside a practice module for the aborted Apollo 1 mission at Cape Kennedy, Florida.
MPI/Getty Images

Até hoje, apenas 12 pessoas – todas homens e todas integrantes do programa espacial dos Estados Unidos – caminharam na Lua. Mesmo com toda a tecnologia do século 21, a profissão de astronauta ainda é conhecida como carreira para poucos e destemidos bravos. Mas se os astronautas de hoje podem ser considerados homens corajosos, o que dizer daqueles que sem qualquer garantia de sobrevivência, e a troco de quase nenhum dinheiro, deram os primeiros passos da humanidade rumo ao espaço na década de 40?

Os Eleitos - Ed. Especial (DVD Duplo)

Outra emoção sobre o pouso do homem na lua foi o filme “Os Eleitos” (1983) de Philip Kaufman (A Insustentável Leveza do Ser). O filme conta sobre o épico e glorioso sonho americano de conquistar os céus e viajar pelo espaço. Esse sonho também é um marco cinematrográfico que mostra um audacioso piloto de testes, sete valentes astronautas em uma brilhante jornada de heroísmo: Os Eleitos, o espetacular filme de Phillip Kaufman baseado na obra de Tom Wolfe.

http://static.hsw.com.br/gif/homem-na-lua-bg-top.jpg

Vencedor de 4 Oscar, Os Eleitos narra a história do pioneiro programa Mercury e seus astronautas: nomes como Shepard, Grissom, Glenn, Carpenter, Schirra, Cooper e Slayton, os primeiros americanos a viajarem com suas primitivas naves espaciais rumo a uma nova fronteira.

http://static.hsw.com.br/gif/homem-na-lua-bg-bottom.jpg

Antes deles, porém, os livros de histórias falam sobre o lendário Chuck Yeagar, o homem que muito antes das luzes da fama se voltarem para os “espaçonautas”, se tornou o primeiro homem a quebrar a barreira do som pilotando o admirável X-1. Sam Shepard (como Yeager), Dennis Quaid, Barbara Hershey, Fred Ward e muitos outros, fazem desta divertida e arrebatadora saga humana, algo tocante e envolvente. Os Eleitos é um entretenimento emocionante, em todos os seus preciosos momentos.

full moon
NASA/Photodisc/Getty Images

A cena deles caminhando todos juntos dentro do galpão é uma das mais bonitas já filmadas. Assista o trailer do filme e depois corra para locadora.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QuR1p7UdI2Y&hl=pt-br&fs=1&]

Isso mostra o tão importantes são os sonhos. Eles devem ser sempre alimentados. O mundo é de quem sonha, acredita e realiza.

Mas tem uma coisa que eu gostaria muito de saber:

O que você estava fazendo nesse dia?

Me conte a sua história.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Uma visão contemporânea do professor do futuro e o uso da informática educativa na escola

>
Vivemos num mundo, onde em muitos aspectos e parecido com o mundo em que viveram os nossos pais e avós. Muitas invenções feitas nesse século estão disponíveis a todos, em quase todos os setores da vida humana.

Os computadores, a internet e outras tecnologias relacionadas à telecomunicação encontram-se em quase todos os ambientes dos quais o ser humano esta presente. É como não podia deixar de ser a escola e em particular a educação está sofrendo com esse avanço tecnológico.

Atualmente estamos assistindo a uma revolução cultural que se caracteriza pelo amplo uso das tecnologias da informação e comunicação. O conhecimento é um fator importante de produção nessa sociedade.

Ainda que não pareça tão evidente para alguns, essas mudanças estão presentes no nosso dia a dia, transformando o mundo em que vivemos todo dia um pouquinho mais. Para alguns de nós educadores, elas podem não parecer tão importantes ou significativas, mas de alguma forma esse avanço tecnológico está mudando o nosso jeito de aprender e ensinar.

Nos tempos atuais, a escola não pode ser conformar com o simplesmente ensinar a ler e escrever, como único mecanismo de superação pessoal. Se quisermos que nossos alunos tenham oportunidades na sociedade, nos devemos assumir o nosso desafio de levá-los a um novo patamar.

O mundo esta se confrontando com o nascimento de uma nova era, um novo sistema social, em que o conhecimento, o acesso e as aptidões para usar as novas tecnologias serão o elemento-chave da economia, da geração de riquezas e principalmente com a educação.

Se não tomarmos a responsabilidade de formar nossos alunos para que sejam inseridos na “sociedade da informação”, estaremos relegando eles, ou melhor, condenando eles as piores condições ou a exclusão social.

Se ignorarmos o que esta acontecendo no mundo, se, por medo ou por acreditar que é algo muito distante de nós, ou ficarmos indiferentes e não nos prepararmos, estaremos condenados a ser vitimas passivas daquilo que outros decidirem.

A única maneira de assumir essas mudanças com responsabilidade é compreendê-las. E bom que integremos essa tecnologia para transformar o mundo, para nos divertimos e, também, para transformar a própria tecnologia.

O mundo está mudando e também deve mudar a educação que damos aos nossos alunos, para que enfrentem e se desenvolvam nesse mundo onde o domínio e a transformação de informação em conhecimento, onde as redes sociais formam e define quem você é dentro desse mundo novo. Para isso precisamos estar preparados, motivados e capazes de levá-los, ou melhor, ir com eles a esse futuro que já chegou.

Eu costumo me perguntar por que devemos usar tecnologia na escola e a resposta é sempre uma pergunta: Por que queremos que a escola seja moderna? Possivelmente, ainda que isso pareça impensável para alguns, não interessa que a escola seja moderna ou atual.

A escola não precisa estar na moda, no sentido fashion da palavra seus ou no sentido top da tecnologia, mas o que interessa é a escola conseguir os seus objetivos: formar integralmente seus alunos, capacitando-os para que se insiram no mundo moderno para que eles sejam protagonistas, os senhores dos seus destinos, de suas vidas e se transformem em agentes de mudança social.

Propor o uso do computador nas escolas despertou grande interesse, mais ainda gerou uma expectativa em todos os segmentos da educação. Criou-se um mito de que apenas a chegada dos computadores nas escolas ocasionaria uma grande revolução no sistema de ensino, uma revolução da qualidade educativa, com a qual se conseguiria cumprir os objetivos da educação que a sociedade esperava e que precisava.

Quando acreditamos que os aparelhos têm em si o poder de gerar esta mudança, sentimos que tais equipamentos nos enganaram que não cumpriram a promessa de “modernizar” e “melhorar” a qualidade de nossa educação. Os computadores são meios e não o fim.

O erro esta em pensar que eles são “varinhas mágicas”, e que a sua simples presença na escola basta para transformar a realidade de uma instituição educativa. O certo é de que não existe formula mágica para enfrentar o problema a partir de outra perspectiva de ação.

O sistema educativo e a escola são processos culturais. A escola não é o agregado de coisas que formam o “edifício escolar”. A escola é uma instituição social, na qual se somam pessoas (professores, alunos e funcionários), normas e processos sociais. E uma mudança na escola instituição passa por uma profunda revolução educacional.

Uma nova visão sobre o que se pretende nessa mudança deve partir primeiro sobre o modo de como se ensina, se aprende, se avalia e se compartilha e como se constrói essa relação onde todos são agentes de aprendizagem.

Precisamos deixar de ver os computadores e a internet como “coisas que chegam” e que são eles que tem efeito sobre os nossos alunos e sobre a escola. Essas ferramentas, sim eles são apenas ferramentas, que só produziram algum efeito na escola, se nos professores, que construímos a vida na escola, nos apropriarmos dela, transformando-as em recursos a favor da aprendizagem e integrando-as aos outros recursos disponíveis.

A informática educativa supõe o uso das tecnologias da informação e comunicação com intencionalidade pedagógica, integrando-as como recursos dentro do planejamento do processo de aprendizagem. Simplificando utilizar os computadores para que os alunos aprendam algo. A peça chave desse processo é a intencionalidade pedagógica com a qual se realiza a atividade.

Desta maneira, o professor aparece como o elemento chave. Ele é encarregado de fazer uso de tais recursos tecnológicos para atingir seus objetivos. Ele decidirá a hora, os conteúdos, os níveis e as possibilidades na utilização do computador, já que o professor e ele que tem a visão do processo educativo que está desenvolvendo com seus alunos,

Durante algum tempo, ouvi-se que os professores iam ser substituídos pelo computador. Isso não passa de algo sem sentido, pois diferentemente da indústria, onde a maquina substituiu o trabalhador por causa de seu trabalho repetitivo, na educação o professor não será substituído, pois o trabalho do educador é muito diferente de uma repetição mecânica ou automática.

A não ser em casos onde o professor se limita a transmitir informação e a avaliar a memória de seus alunos, nesse caso seja possível a sua substituição por uma maquina, que também pode transmitir informação e avaliar a memorização.

O professor deve assumir a inserção da tecnologia não na escola inteira, mas nas suas aulas. Para isso ele precisa de formação, apoio e acompanhamento pedagógico. Ele deve ir se apropriando progressivamente dessas tecnologias, pensando num minimalismo tecnológico onde controlar e dirigir o processo de inserção dessas ferramentas é fundamental para o sucesso do uso dos recursos.

Para que os computadores tenham o efeito que esperamos dentro da educação, é necessário que nós, que construímos o processo educativo, tiremos proveito deles, transformando-os em instrumentos a serviço de nossos fins: uma educação libertadora para aqueles setores excluídos da sociedade.

Para isso é preciso pautar as ações em fundamentos de se usar a informática dentro dos ambientes escolares. São essas ações:
* Informática a serviço da aprendizagem
* Professor ativo
* Compromisso afetivo
* Liderança do professor
* Contextualizada
* Adaptável a diferentes infra-estruturas
* integrada a sala de aula
* Equipe coordenadora comprometida
* Projeção na comunidade

Pautando nesses princípios acima a busca por uma melhor qualidade na educação, se torna palpável, pois oferece inumeráveis vantagens para fazer da escola um espaço aberto a novos conhecimentos, novos processos de ensino, a novos espaços de participação e colaboração com outras escolas, em contextos sociais e culturais diferentes.

Isso exige de nós educadores, novas habilidades para oferecer a nossos alunos novas oportunidades de aprendizagem. Para isso o professor deve tomar decisões pedagógicas acertadas com respeito a como e quando inserir a tecnologia na sala de aula. Trata-se de pensar o que queremos fazer com os nossos alunos, para depois utilizar as metodologias e os recursos para consegui-los.

Novamente citando os computadores são um meio e não um fim em si mesmo. São os recursos didáticos dentro de uma proposta de educação, que visa a formação da pessoa em todas as suas dimensões, possibilidades e capacidades para transformá-lo em dono do seu próprio desenvolvimento.

Isto nos convida a mudar o papel de transmissor de conhecimentos para o gestor de aprendizagem. A figura do transmissor de conhecimento e da importância da memorização vai perdendo força.

Trata-se, definitivamente, de ir banindo a escola enciclopédia e memorizadora para promover, com força, uma escola que ensina a aprender e ensina a pensar. Uma escola que será um pilar da construção da nova cultura requerida pelas mudanças cientificas, tecnológicas e culturais. Essa realidade, portanto exige que nós inovemos os objetivos e metodologias pedagógicas, pois diante dessas novas habilidades, a didática deve se adequar, permitindo espaços de interação com a informação, de forma critica permanente e autónoma.

Precisamos entender que escola deve ser a responsável pela formação não somente de seus estudantes, mas também de suas famílias, de professores, das pessoas em seu entorno e da comunidade de educação. Formar para integrar e consolidar diferentes possibilidades de parcerias usando para isso todos os recursos disponíveis.

Criar uma rede de conhecimento que descentralize da escola o saber. Assim, os professores podem aprender com as crianças, as famílias, com os professores, a comunidade, com as famílias e a escola, com a comunidade criando assim uma teia de saberes e conhecimentos.

Robson Freire
Coordenador do Núcleo de Tecnologia Educacional de Itaperuna – NTE Itaperuna

Uma visão contemporânea do professor do futuro e o uso da informática educativa na escola


Vivemos num mundo, onde em muitos aspectos e parecido com o mundo em que viveram os nossos pais e avós. Muitas invenções feitas nesse século estão disponíveis a todos, em quase todos os setores da vida humana.

Os computadores, a internet e outras tecnologias relacionadas à telecomunicação encontram-se em quase todos os ambientes dos quais o ser humano esta presente. É como não podia deixar de ser a escola e em particular a educação está sofrendo com esse avanço tecnológico.

Atualmente estamos assistindo a uma revolução cultural que se caracteriza pelo amplo uso das tecnologias da informação e comunicação. O conhecimento é um fator importante de produção nessa sociedade.

Ainda que não pareça tão evidente para alguns, essas mudanças estão presentes no nosso dia a dia, transformando o mundo em que vivemos todo dia um pouquinho mais. Para alguns de nós educadores, elas podem não parecer tão importantes ou significativas, mas de alguma forma esse avanço tecnológico está mudando o nosso jeito de aprender e ensinar.

Nos tempos atuais, a escola não pode ser conformar com o simplesmente ensinar a ler e escrever, como único mecanismo de superação pessoal. Se quisermos que nossos alunos tenham oportunidades na sociedade, nos devemos assumir o nosso desafio de levá-los a um novo patamar.

O mundo esta se confrontando com o nascimento de uma nova era, um novo sistema social, em que o conhecimento, o acesso e as aptidões para usar as novas tecnologias serão o elemento-chave da economia, da geração de riquezas e principalmente com a educação.

Se não tomarmos a responsabilidade de formar nossos alunos para que sejam inseridos na “sociedade da informação”, estaremos relegando eles, ou melhor, condenando eles as piores condições ou a exclusão social.

Se ignorarmos o que esta acontecendo no mundo, se, por medo ou por acreditar que é algo muito distante de nós, ou ficarmos indiferentes e não nos prepararmos, estaremos condenados a ser vitimas passivas daquilo que outros decidirem.

A única maneira de assumir essas mudanças com responsabilidade é compreendê-las. E bom que integremos essa tecnologia para transformar o mundo, para nos divertimos e, também, para transformar a própria tecnologia.

O mundo está mudando e também deve mudar a educação que damos aos nossos alunos, para que enfrentem e se desenvolvam nesse mundo onde o domínio e a transformação de informação em conhecimento, onde as redes sociais formam e define quem você é dentro desse mundo novo. Para isso precisamos estar preparados, motivados e capazes de levá-los, ou melhor, ir com eles a esse futuro que já chegou.

Eu costumo me perguntar por que devemos usar tecnologia na escola e a resposta é sempre uma pergunta: Por que queremos que a escola seja moderna? Possivelmente, ainda que isso pareça impensável para alguns, não interessa que a escola seja moderna ou atual.

A escola não precisa estar na moda, no sentido fashion da palavra seus ou no sentido top da tecnologia, mas o que interessa é a escola conseguir os seus objetivos: formar integralmente seus alunos, capacitando-os para que se insiram no mundo moderno para que eles sejam protagonistas, os senhores dos seus destinos, de suas vidas e se transformem em agentes de mudança social.

Propor o uso do computador nas escolas despertou grande interesse, mais ainda gerou uma expectativa em todos os segmentos da educação. Criou-se um mito de que apenas a chegada dos computadores nas escolas ocasionaria uma grande revolução no sistema de ensino, uma revolução da qualidade educativa, com a qual se conseguiria cumprir os objetivos da educação que a sociedade esperava e que precisava.

Quando acreditamos que os aparelhos têm em si o poder de gerar esta mudança, sentimos que tais equipamentos nos enganaram que não cumpriram a promessa de “modernizar” e “melhorar” a qualidade de nossa educação. Os computadores são meios e não o fim.

O erro esta em pensar que eles são “varinhas mágicas”, e que a sua simples presença na escola basta para transformar a realidade de uma instituição educativa. O certo é de que não existe formula mágica para enfrentar o problema a partir de outra perspectiva de ação.

O sistema educativo e a escola são processos culturais. A escola não é o agregado de coisas que formam o “edifício escolar”. A escola é uma instituição social, na qual se somam pessoas (professores, alunos e funcionários), normas e processos sociais. E uma mudança na escola instituição passa por uma profunda revolução educacional.

Uma nova visão sobre o que se pretende nessa mudança deve partir primeiro sobre o modo de como se ensina, se aprende, se avalia e se compartilha e como se constrói essa relação onde todos são agentes de aprendizagem.

Precisamos deixar de ver os computadores e a internet como “coisas que chegam” e que são eles que tem efeito sobre os nossos alunos e sobre a escola. Essas ferramentas, sim eles são apenas ferramentas, que só produziram algum efeito na escola, se nos professores, que construímos a vida na escola, nos apropriarmos dela, transformando-as em recursos a favor da aprendizagem e integrando-as aos outros recursos disponíveis.

A informática educativa supõe o uso das tecnologias da informação e comunicação com intencionalidade pedagógica, integrando-as como recursos dentro do planejamento do processo de aprendizagem. Simplificando utilizar os computadores para que os alunos aprendam algo. A peça chave desse processo é a intencionalidade pedagógica com a qual se realiza a atividade.

Desta maneira, o professor aparece como o elemento chave. Ele é encarregado de fazer uso de tais recursos tecnológicos para atingir seus objetivos. Ele decidirá a hora, os conteúdos, os níveis e as possibilidades na utilização do computador, já que o professor e ele que tem a visão do processo educativo que está desenvolvendo com seus alunos,

Durante algum tempo, ouvi-se que os professores iam ser substituídos pelo computador. Isso não passa de algo sem sentido, pois diferentemente da indústria, onde a maquina substituiu o trabalhador por causa de seu trabalho repetitivo, na educação o professor não será substituído, pois o trabalho do educador é muito diferente de uma repetição mecânica ou automática.

A não ser em casos onde o professor se limita a transmitir informação e a avaliar a memória de seus alunos, nesse caso seja possível a sua substituição por uma maquina, que também pode transmitir informação e avaliar a memorização.

O professor deve assumir a inserção da tecnologia não na escola inteira, mas nas suas aulas. Para isso ele precisa de formação, apoio e acompanhamento pedagógico. Ele deve ir se apropriando progressivamente dessas tecnologias, pensando num minimalismo tecnológico onde controlar e dirigir o processo de inserção dessas ferramentas é fundamental para o sucesso do uso dos recursos.

Para que os computadores tenham o efeito que esperamos dentro da educação, é necessário que nós, que construímos o processo educativo, tiremos proveito deles, transformando-os em instrumentos a serviço de nossos fins: uma educação libertadora para aqueles setores excluídos da sociedade.

Para isso é preciso pautar as ações em fundamentos de se usar a informática dentro dos ambientes escolares. São essas ações:
* Informática a serviço da aprendizagem
* Professor ativo
* Compromisso afetivo
* Liderança do professor
* Contextualizada
* Adaptável a diferentes infra-estruturas
* integrada a sala de aula
* Equipe coordenadora comprometida
* Projeção na comunidade

Pautando nesses princípios acima a busca por uma melhor qualidade na educação, se torna palpável, pois oferece inumeráveis vantagens para fazer da escola um espaço aberto a novos conhecimentos, novos processos de ensino, a novos espaços de participação e colaboração com outras escolas, em contextos sociais e culturais diferentes.

Isso exige de nós educadores, novas habilidades para oferecer a nossos alunos novas oportunidades de aprendizagem. Para isso o professor deve tomar decisões pedagógicas acertadas com respeito a como e quando inserir a tecnologia na sala de aula. Trata-se de pensar o que queremos fazer com os nossos alunos, para depois utilizar as metodologias e os recursos para consegui-los.

Novamente citando os computadores são um meio e não um fim em si mesmo. São os recursos didáticos dentro de uma proposta de educação, que visa a formação da pessoa em todas as suas dimensões, possibilidades e capacidades para transformá-lo em dono do seu próprio desenvolvimento.

Isto nos convida a mudar o papel de transmissor de conhecimentos para o gestor de aprendizagem. A figura do transmissor de conhecimento e da importância da memorização vai perdendo força.

Trata-se, definitivamente, de ir banindo a escola enciclopédia e memorizadora para promover, com força, uma escola que ensina a aprender e ensina a pensar. Uma escola que será um pilar da construção da nova cultura requerida pelas mudanças cientificas, tecnológicas e culturais. Essa realidade, portanto exige que nós inovemos os objetivos e metodologias pedagógicas, pois diante dessas novas habilidades, a didática deve se adequar, permitindo espaços de interação com a informação, de forma critica permanente e autónoma.

Precisamos entender que escola deve ser a responsável pela formação não somente de seus estudantes, mas também de suas famílias, de professores, das pessoas em seu entorno e da comunidade de educação. Formar para integrar e consolidar diferentes possibilidades de parcerias usando para isso todos os recursos disponíveis.

Criar uma rede de conhecimento que descentralize da escola o saber. Assim, os professores podem aprender com as crianças, as famílias, com os professores, a comunidade, com as famílias e a escola, com a comunidade criando assim uma teia de saberes e conhecimentos.

Robson Freire
Coordenador do Núcleo de Tecnologia Educacional de Itaperuna – NTE Itaperuna