Estudar Vale a Pena

Olá Amigos

Hoje 11/08 é o Dia do Estudante, e em comemoração está rolando na blogosfera uma “blogagem coletiva” com o tema #estudarvaleapena. O movimento foi idealizado por uma marca conhecida que está envolvida na iniciativa, mas o movimento é valido e mostra engajamento de todos por uma boa causa: a educação no Brasil.

Fui criado dentro de uma casa onde estudar e ler eram coisas prioritárias. Mas a falta de recursos me impediu de estudar “nos melhores colégios” e a saída foi estudar em escolas publicas. Mas desde o inicio meu pai me disse que o que importava de verdade era a minha vontade de me superar. Então tomado por esse sentimento de superação fui à luta.

Fiz a educação infantil e o ensino fundamental em escola publica, fiz o exame de admissão (sim eu sou daquele tempo sim) e consegui uma vaga no melhor colégio de ensino médio público. Mas ai o destino coloca seu dedo e dá uma quinada na minha vida. Minha avó que era costureira, fazia roupas para a dona de um colégio de ensino médio de renome, com horário integral e construtivista. Fui estudar lá com bolsa de estudos e desde o primeiro dia vi que eu era o diferente no pedaço.

Eu chegava de bicicleta e meus amigos de motorista, todos frequentavam clubes de equitação, tênis e de iatismo e eu soltava pipa no quintal de casa e batia bola na rua. Mundos bem diferentes, mas ai que entra a superação na historia. Me lembre-me de meu pai falando que se eu quiser ser notado eu deveria ser melhor que todos eles. Então fui a luta e fiz a diferença a meu favor.

Fui o melhor aluno durante três anos seguidos, e como consequência passei no vestibular pra engenharia como 1º colocado na disciplina e 3º no geral. Nem acreditei quando vi o resultado. Ai meu pai que estava sentado escrevendo algo olhou pra mim é me perguntou: Parabéns meu filho!!! Ai, você conseguiu e agora?

Olhei pra ele e me vi revendo toda a caminhada e todo esforço que foi feito até ali, pensando no que estava ainda por vir e vi que estudar tinha valido a pena mesmo. Mudou não só o meu destino, mas a vida de muitas pessoas a minha volta. Hoje digo aos meus alunos que não estudamos para ser melhores “que os outros”, mas sim para sermos melhores “pra todos”.

Certa vez fui a UERJ ver uma palestra do grande mestre professor Darcy Ribeiro e lá ele disse uma coisa que eu nunca esqueci. Ele disse que a verdadeira revolução começa e termina na sala de aula. Que com a força da superação pessoal podemos fazer do mundo um lugar melhor.

Como muito bem disse Fernando Pessoa “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…” , então nunca deixe que nenhum limite tire de você a ambição da auto-superação. Exemplos de pessoas que começaram a estudar tarde são conseguiram se formar são comuns hoje em dia.

E acredite estudar vale a pena sim. Estudar não transforma só você, mas transforma o mundo todo a sua volta.

Abraços

Robson Freire

Vida Nova!!!! Morando fora de Casa

Universitários movimentam locação de imóveis no início do ano

Imagine ter que acordar cedo sozinho, pegar ônibus, almoçar em restaurantes, dividir a casa com um monte de gente diferente, ter que cuidar da limpeza do local e ainda cuidar para que as contas não se atrasem… Agora imagine fazer isso tudo todos os dias e ainda em outra cidade, longe dos seus pais e familiares. Essa é a opção de vida que muitos estudantes fazem quando resolvem se preparar para o vestibular ou fazer uma faculdade longe de casa, em outra cidade. Geralmente, esses jovens migram do interior para as capitais, atrás de melhores escolas e universidades.

Mas é claro que nem sempre as coisas acontecem como narrado acima. Existem diferentes tipos de habitações para calouros de fora, como os alojamentos oferecidos por universidades para os estudantes que passam em seus vestibulares e não têm onde morar, as repúblicas (pequenas pensões onde estudantes dividem apartamentos) e, para quem tiver mais condições, casas ou apartamento para alugar. Na maioria das vezes, os estudantes da mesma cidade dividem apartamentos por já se conhecerem, mas, pode acontecer de você só conseguir dividir moradia com pessoas desconhecidas.

Ainda com a roupa suja de tinta do trote que recebeu após fazer matrícula no curso desejado, muitos jovens sairam de suas cidades na companhia dos pais, ou sozinhos, em busca de um lugar para morar fora de sua cidade bem perto da faculdade. Encontrar uma casa para estudantes no bairro pertinho da faculdade, no mesmo dia em que fez matrícula e como tirar a sorte grande.

Esses jovens e outros estudantes recém-aprovados nos vestibulares das principais universidades do país provocam um “boom” no mercado de aluguel de imóveis neste início do ano.

Por si só, terminar o colégio e entrar na faculdade já é uma grande mudança, cheia de desafios. Para quem ingressa em um curso longe de casa, a mudança é mais drástica. Não troca só de escola, como de quarto, de horários, de amigos. A galera da república da Zuleide, na Malhação, passa por apuros diários! Será que na vida real é assim?

Morar sozinho é o sonho de muitos que querem sair debaixo da barra da saia da mãe. Quando já se passou pela experiência de morar com várias pessoas diferentes numa república, esse desejo é maior ainda. Ter seu próprio quarto, poder estudar em paz, assistir seu canal de TV favorito, arrumar a casa quando tem vontade e do seu jeito. As vantagens são inúmeras.

No entanto, morar sozinho não se resume a ser livre e independente. A empreitada exige mais organização do que se imagina, afinal começar cedo a cuidar de uma casa não é fácil. Arrumar a casa sozinho, pagar as contas sozinho, cozinhar sozinho e pra uma única pessoa… no final, pra despistar a solidão falar sozinho já é quase automático.

Universitários fazem mercado de aluguel de imóveis crescer até 35%

Procura de estudantes por um lugar para morar é intensa no início do ano. Isso representa para o mercado imobiliário aumento na procura de imóveis para aluguel por parte de universitários na capital paulista. Isto porque, após os resultados das provas do vestibular, muitas pessoas que residem fora da cidade ou do Estado começam a buscar um local para morar durante os anos de estudos.

Poucos estudantes se enquadram no perfil de alunos de baixa renda que podem concorrer a vaga nas moradias fornecidas pelas universidades públicas, como o conjunto habitacional da USO conhecido como Crusp. O jeito, então,  para quem tem de mudar de cidade para fazer o curso superior, é morar em repúblicas ou em imóveis alugados.

Mas quanto custa morar fora de casa?

Nessa hora saber onde procurar um apartamento para alugar é uma mão na roda. A entrada na faculdade é a principal passagem da vida adolescente para a adulta. Não é a toa que a gente estranha. É normal se sentir deslocado, ansioso e até triste quando rola uma grande mudança na nossa vida. No começo, é um pouquinho complicado se adaptar mesmo, mas quem passou por isso, garante que é possível se acostumar e curtir a experiência para toda a vida.

Tem gente que se deprime, mas quem consegue superar a saudade vive uma experiência única. “É um novo mundo que se abre. A oportunidade perfeita para mostrar quem se é de verdade. Além do mais, não precisa ser definitivo.”

Depois, no término do curso, chega a hora de decidir o contrário, o que cada um quer fazer. Há quem volta para a cada dos pais e quem curtiu tanto a liberdade que está pronto para seguir a vida.

Seja qual for a sua decisão… Arisque-se

Como sempre digo aos meus amigos “O futuro é clichê. O futuro, a gente faz agora.”

Abraços

Robson Freire

Como estudar e trabalhar com um serviço de internet tão ruim?

Internet de tartarugas

Devagar quase parando. É com essa banda larga que, lamentavelmente, temos de conviver no Brasil.

Situação que torna irônicas as informações de que os internautas brasileiros estão entre os campeões de utilização da internet. Talvez fiquem tanto tempo conectados devido à lentidão do acesso.

O serviço é muito, muito ruim, um acinte, um desrespeito a todos nós, que já não sabemos como viver sem computador, exceto, talvez, o colunista Ruy Castro, pelo que expõe em seus brilhantes artigos nesta Folha, sobre sua independência do telefone celular e do e-mail.

Como estudar, trabalhar e ter várias opções de lazer com um serviço de banda larga tão ruim?

É preocupante, porque a parte digital da vida é cada vez mais importante, especialmente nos mundos empresarial, científico e educacional. Corremos o risco de marcar passo, enquanto contarmos com poucas (e ruins) opções de acesso. Parte da produtividade e do avanço econômico, hoje, corre pelas conexões da web. Ou caminha lentamente, em nossa realidade brasileira.

O governo federal mirou parte do problema – o custo proibitivo para os de menor poder aquisitivo, que são a maioria dos brasileiros. Mas o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), para ter sucesso, terá de oferecer, além de preço justo, velocidade de acesso. Caso contrário, no segmento da classe média, continuaremos nas mãos das mesmas operadoras.

Gostaria de não ter de retomar esse assunto. Mas a impressão que tenho é que não se resolverá tão cedo.

Há horários em que já antevemos sites que não abrirão, porque a banda vai se estreitando até parar.

Vislumbramos que os e-mails ficarão perdidos no espaço, sem o bom humor do velho seriado.

Se o serviço é caro, por que é tão ruim? Normalmente, pagar mais significa, pelo menos, ter bom serviço.

Em geral, quando algum consumidor nos consulta sobre a precariedade de um serviço, sugerimos que o troque. Que opte pelos concorrentes.

No caso do acesso à internet, é complicado sugerir isso. Há um oligopólio mal disfarçado, e o padrão de qualidade é bem semelhante em suas falhas e inconsistência.

Poderíamos ter virado essa página, após o caso do Speedy. Que foi forçado a interromper as vendas do serviço por algum tempo. Após esse período, contudo, ele voltou e a situação no mercado continuou bem semelhante à anterior. Em maior ou menor grau, isso poderia valer também para as outras operadoras.

A banda lenta irrita, atrapalha o ritmo do trabalho e, apesar disso, a fatura do serviço é bem salgada. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), esvaziada no atual governo, olha para o lado enquanto sofremos nas mãos das operadoras.

Vai melhorar com o retorno da Telebrás? Depende de como voltar.

Se oferecer bom serviço com alta velocidade de acesso, sacudirá o mercado, não tenho dúvida. Não pode ficar, porém, somente com os internautas que não interessam às companhias privadas. Tem que disputar todo o mercado, inclusive o mais lucrativo.

Quase sempre discordo do Estado empresário. Custa demais e sofre injunções políticas. Vira cabide de empregos. Mas o abuso e o desrespeito na prestação de serviços de acesso à internet são tão descarados, tão evidentes, que a estatização, indiretamente, foi estimulada pelas empresas privadas desse segmento.

O PNBL, portanto, não pode ser somente bravata eleitoral ou apetite estatal pela economia. Já estamos cansados de ser explorados. A expectativa é mudar o cenário desse mercado, para melhor, evidentemente.

Parece que as operadoras não entendem muito bem o que seja atender bem o cliente. Nem do que trata o Código de Defesa do Consumidor, o que é um desplante. Desconhecer a legislação, porém, não é desculpa para não respeitá-la. Tudo isso já passou dos limites. Esperamos que o PNBL mude esse quadro logo.

Artigo da advogada Maria Inês Dolci, publicado hoje na Folha.