Qual a fórmula da Educação de Qualidade?

Quem tem razão na busca deste Cálice Sagrado?

Sala-de-aula-com-carteiras-vazias-e-um-professor-escrevendo-na-lousa

Imaginem uma sala de aula convencional, como tantas que conhecemos, podendo ser tanto àquela em que você estudou quanto outra qualquer, independentemente do contexto em que aconteça, neste caso sendo possível pensar ainda naquela que foi utilizada na formação de seus pais e avós ou na de seus filhos. O que lhe vem à cabeça? Uma mesa de professor tendo às costas um quadro negro ou lousa? Fileiras de carteiras de alunos? O andamento da aula, com os alunos voltados para o professor, prestando atenção naquilo que é por ele ensinado? Atividades e tarefas sendo colocadas na lousa para que os alunos trabalhem individualmente e em silêncio?

Pois esta é a escola de ontem e que continua sendo aquela que está em uso nos dias de hoje na maioria das redes e escolas brasileiras e em várias partes do mundo. E, creiam, continuará ainda a ser a dura realidade pela qual terão que passar milhares, ou melhor, milhões de estudantes em seus processos formativos. Sua perspectiva continuará sendo retilínea (a olhar para a lousa e para a cabeça de seu companheiro instalado a sua frente), individualista, pautada naquilo que o professor (o detentor dos conhecimentos) estiver a ensinar e, em grande parte dos casos, reprodutivista de conteúdos.

Faltam então as inovações tecnológicas? Computadores e Internet seriam a resposta necessária e adequada a esta situação? Precisamos equipar as escolas com modernos “gadgets” (termo utilizado pelos especialistas em tecnologia para falar sobre os recursos eletrônicos incorporados regularmente ao cotidiano) como câmeras digitais, netbooks, redes wireless, scanners e tantos outros instrumentos de alta tecnologia para que surja a escola do futuro?

Ou será que carecemos de novos e revolucionários métodos de ensino que estimulem e realmente promovam o processo de ensino-aprendizagem gerando verdadeiro interesse e participação dos estudantes? Neste caso, seriam necessários também materiais didáticos inovadores e o preparo dos professores para seu uso, não é mesmo?

Talvez a resposta esteja na melhoria das relações entre professores e alunos… Quem sabe um aprofundamento em psicologia e relações humanas para os docentes acabe promovendo um intercâmbio e uma ponte bem constituída para a efetivação da educação nas salas de aula brasileiras.

Outra possibilidade pensada por muitos se refere à ideia de que para tudo modificar é preciso melhorar a qualidade do trabalho dos gestores das redes e escolas brasileiras. Se tivermos por parte destes profissionais maior foco e cobrança (tanto em relação a eles quanto deles sobre os professores e demais profissionais que atuam nas escolas), planejamentos e execução meticulosa de projetos educacionais, iremos obter melhores resultados em nossas salas de aula.

Há também aqueles que pensam ser indispensável inserir e estimular mais a participação das famílias na vida escolar de seus filhos. Os pais devem acompanhar mais de perto não apenas a questão das notas e do rendimento escolar nas disciplinas, mas conhecer os professores, participar também de eventos de outra natureza nas escolas, acompanhar as mudanças que estão sendo promovidas nas redes e na legislação…

Existem também pessoas que acreditam que a escola precisa estar mais atenta às mudanças da clientela que atende, ou seja, de seus alunos. Os estudantes do século XXI têm outro perfil, são mais ligados na informação, mas não sabem transformar todos os dados aos quais têm acesso em conhecimento, como lidar com isto? E outra, de que forma tornar as escolas palatáveis aos olhos desta geração tão plugada e íntima das tecnologias? Desprezar esta realidade significa, na visão destes especialistas, sacrificar qualquer tentativa de melhorar a qualidade da educação no país…

Outra corrente advoga a ideia da aproximação entre a educação e a cultura como sendo o meio através do qual seriam criadas condições para efetivar um aprendizado lúdico, diferenciado, interessante e verdadeiramente estimulante aos olhos dos estudantes e mesmo dos professores. Cinema na escola, teatro, artes plásticas, música, dança, literatura e todos os recursos da arte e da cultura disponíveis poderiam e deveriam ser colocados em pauta e transformados em meios e recursos para tornar nossas salas de aula locais em que a aprendizagem realmente acontece.

Não podemos nos esquecer dos esforços que já estão sendo realizados para “mensurar” a educação e permitir que, através de dados e informações coletadas possamos entender os dilemas de nosso sistema educacional e resolver seus problemas com a escolha dos melhores e mais adequados “remédios”. Há pessoas que acreditam que este esforço inicial de compreensão dos problemas educacionais a partir da mensuração de seus gargalos com exames nacionais, estaduais ou municipais das redes, escolas, professores e alunos já é mais de meio caminho andado rumo à solução das dificuldades da educação…

A formação e atualização dos conhecimentos e práticas educacionais utilizadas pelos educadores é outra forte vertente sempre colocada em pauta quando se discutem as soluções educacionais preconizadas para as escolas brasileiras. Discussões sobre salários melhores, reconhecimento do esforço individual e coletivo de redes e escolas, gratificações e bonificações constitui outra seara que sempre é colocada em pauta quando se fala em resolver os “nós” que estrangulam e impedem a educação de qualidade no país.

Investimentos em laboratórios de ciências, bibliotecas, quadras esportivas e projetos relacionados a esporte e ciência também estão sempre sendo colocados como alternativas importantes para a qualidade da educação. Até mesmo o ensino religioso e as disciplinas que trabalham a filosofia, a sociologia, as relações humanas, a ética, a moral e a cidadania são pensados como projetos importantes para a educação.

Mas, como podemos realmente efetivar transformações que modifiquem a visão inicialmente apresentada neste artigo e que evidencia uma triste e dura realidade vivida em nossas escolas – semanalmente apregoada pela imprensa através de artigos e mais artigos que demonstram as dificuldades de nossos estudantes até mesmo para as mais básicas ações educacionais, como ler, escrever e fazer cálculos matemáticos?

Quem tem razão neste emaranhado de soluções que estão sendo propostas e realizadas de forma isolada em escolas e redes brasileiras, por iniciativas individuais, governamentais ou privadas? Seria possível apontar um destes caminhos como sendo a chave que irá desencadear a imprescindível revolução pela qual nossa educação precisa passar para alcançar a tão sonhada qualidade?

Tive a preocupação de enumerar toda esta série de ideias que estão sendo discutidas e colocadas em prática em nosso país e também fora dele porque na realidade acredito que a escola de nossos sonhos só irá surgir a partir do momento em que conseguirmos concatenar e realizar todas as ações aqui listadas (além de outras tantas a serem sugeridas). Tenho consciência que isso só acontecerá após planejamento e intercâmbio de experiências, com o apoio decisivo de todos os setores da sociedade e vontade política para tal, com os devidos e calculados investimentos e, principalmente, num contexto de confiança, solidariedade e disposição real para que esta transformação realmente ocorra.

Creio, sinceramente, que a educação de qualidade é o elemento decisivo para completar a transição que o Brasil precisa rumo à justiça social, ao desenvolvimento econômico e a superação de suas mazelas e incongruências. Não é preciso enumerar as vantagens que decorreriam desta revolução, mas apenas como exercício complementar e de finalização deste texto, podemos destacar que a educação de qualidade poderia legar ao país, por exemplo: maior qualificação da mão de obra, preparação para o exercício pleno da cidadania, diminuição dos índices de violência, maior preocupação e ações em prol do meio ambiente, redução dos casos de doenças e gastos com saúde, combate sistemático a corrupção, aumento dos índices de produtividade, inserção mais rápida ao mundo tecnológico…

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1477

Arquitetura Escolar

Olá Amigos

Hoje abaixo há uma postagem do professor João Luís de Almeida Machado editor do portal Planeta Educação de vários outros blogs, intitulada “Qual a fórmula da Educação de Qualidade?” . Nela ele comenta sobre os padrões de arquitetura vigentes, conservadoras e as atuais mais modernas.

http://faggiani.files.wordpress.com/2006/08/sala_aula.jpg

E verdade que elas influenciam sim na aprendizagem e no desempenho de alunos e que também facilita a aplicação das TICs no cotidiano escolar. Sobre esse tema inclusive foi escrito vários textos e também foi proposto uma blogagem coletiva iniciado pelo professor Jarbas Jovelino editor do Boteco Escola que escreveu uma série de posts interessantes no seu blog sobre “Arquitetura e Educação”: Arquitetura e Educação, Prédios e equipamentos escolares ensinam, TIC’s e arquitetura escolar, Escolas como fortalezas, Tecnologia, arquitetura e educação, Sala da diretora X sala dos professores e pelo professor José Antônio Kuller do blog Germinal – Educação e Trabalho que escreveu os maravilhosos textos Escola do Futuro? , Arquitetura Escolar e Indução Pedagogica e o Arquitetura escolar e Aprendizagem Criativa baseado nos textos do Jarbas Jovelino.

Há textos igualmente interessantes que vem acresentar algum molho nessa discussão. Textos como os feitos pelo professor Allison Bruno do blog abruno.com [ Blog ], da Cybelle Meyer editora do blog Educar Já e do Cybelle Meyer: Falando Sobre com uma postagem igualmente fantástica, do Sergio Lime editor do blog Blog e Fisica que escreveu um texto muito legal em cima de uma pergunta que gerou uma discussão iniciada na lista de discussão blogs Educativos da qual eu participo junto com os amigos citados acima.

Por isso os blogs são essa ferramenta poderosa. Eles tem o poder de iniciar uma discussão e trazer a luz para alguns pontos que para alguns até então estavam ocultos ou eram desconhecidos. Por isso sempre que visitar algum blog comente, expresse sua opinião pois alguem pode precisar dela.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Qual a fórmula da Educação de Qualidade?

>

Quem tem razão na busca deste Cálice Sagrado?

Sala-de-aula-com-carteiras-vazias-e-um-professor-escrevendo-na-lousa

Imaginem uma sala de aula convencional, como tantas que conhecemos, podendo ser tanto àquela em que você estudou quanto outra qualquer, independentemente do contexto em que aconteça, neste caso sendo possível pensar ainda naquela que foi utilizada na formação de seus pais e avós ou na de seus filhos. O que lhe vem à cabeça? Uma mesa de professor tendo às costas um quadro negro ou lousa? Fileiras de carteiras de alunos? O andamento da aula, com os alunos voltados para o professor, prestando atenção naquilo que é por ele ensinado? Atividades e tarefas sendo colocadas na lousa para que os alunos trabalhem individualmente e em silêncio?

Pois esta é a escola de ontem e que continua sendo aquela que está em uso nos dias de hoje na maioria das redes e escolas brasileiras e em várias partes do mundo. E, creiam, continuará ainda a ser a dura realidade pela qual terão que passar milhares, ou melhor, milhões de estudantes em seus processos formativos. Sua perspectiva continuará sendo retilínea (a olhar para a lousa e para a cabeça de seu companheiro instalado a sua frente), individualista, pautada naquilo que o professor (o detentor dos conhecimentos) estiver a ensinar e, em grande parte dos casos, reprodutivista de conteúdos.

Faltam então as inovações tecnológicas? Computadores e Internet seriam a resposta necessária e adequada a esta situação? Precisamos equipar as escolas com modernos “gadgets” (termo utilizado pelos especialistas em tecnologia para falar sobre os recursos eletrônicos incorporados regularmente ao cotidiano) como câmeras digitais, netbooks, redes wireless, scanners e tantos outros instrumentos de alta tecnologia para que surja a escola do futuro?

Ou será que carecemos de novos e revolucionários métodos de ensino que estimulem e realmente promovam o processo de ensino-aprendizagem gerando verdadeiro interesse e participação dos estudantes? Neste caso, seriam necessários também materiais didáticos inovadores e o preparo dos professores para seu uso, não é mesmo?

Talvez a resposta esteja na melhoria das relações entre professores e alunos… Quem sabe um aprofundamento em psicologia e relações humanas para os docentes acabe promovendo um intercâmbio e uma ponte bem constituída para a efetivação da educação nas salas de aula brasileiras.

Outra possibilidade pensada por muitos se refere à ideia de que para tudo modificar é preciso melhorar a qualidade do trabalho dos gestores das redes e escolas brasileiras. Se tivermos por parte destes profissionais maior foco e cobrança (tanto em relação a eles quanto deles sobre os professores e demais profissionais que atuam nas escolas), planejamentos e execução meticulosa de projetos educacionais, iremos obter melhores resultados em nossas salas de aula.

Há também aqueles que pensam ser indispensável inserir e estimular mais a participação das famílias na vida escolar de seus filhos. Os pais devem acompanhar mais de perto não apenas a questão das notas e do rendimento escolar nas disciplinas, mas conhecer os professores, participar também de eventos de outra natureza nas escolas, acompanhar as mudanças que estão sendo promovidas nas redes e na legislação…

Existem também pessoas que acreditam que a escola precisa estar mais atenta às mudanças da clientela que atende, ou seja, de seus alunos. Os estudantes do século XXI têm outro perfil, são mais ligados na informação, mas não sabem transformar todos os dados aos quais têm acesso em conhecimento, como lidar com isto? E outra, de que forma tornar as escolas palatáveis aos olhos desta geração tão plugada e íntima das tecnologias? Desprezar esta realidade significa, na visão destes especialistas, sacrificar qualquer tentativa de melhorar a qualidade da educação no país…

Outra corrente advoga a ideia da aproximação entre a educação e a cultura como sendo o meio através do qual seriam criadas condições para efetivar um aprendizado lúdico, diferenciado, interessante e verdadeiramente estimulante aos olhos dos estudantes e mesmo dos professores. Cinema na escola, teatro, artes plásticas, música, dança, literatura e todos os recursos da arte e da cultura disponíveis poderiam e deveriam ser colocados em pauta e transformados em meios e recursos para tornar nossas salas de aula locais em que a aprendizagem realmente acontece.

Não podemos nos esquecer dos esforços que já estão sendo realizados para “mensurar” a educação e permitir que, através de dados e informações coletadas possamos entender os dilemas de nosso sistema educacional e resolver seus problemas com a escolha dos melhores e mais adequados “remédios”. Há pessoas que acreditam que este esforço inicial de compreensão dos problemas educacionais a partir da mensuração de seus gargalos com exames nacionais, estaduais ou municipais das redes, escolas, professores e alunos já é mais de meio caminho andado rumo à solução das dificuldades da educação…

A formação e atualização dos conhecimentos e práticas educacionais utilizadas pelos educadores é outra forte vertente sempre colocada em pauta quando se discutem as soluções educacionais preconizadas para as escolas brasileiras. Discussões sobre salários melhores, reconhecimento do esforço individual e coletivo de redes e escolas, gratificações e bonificações constitui outra seara que sempre é colocada em pauta quando se fala em resolver os “nós” que estrangulam e impedem a educação de qualidade no país.

Investimentos em laboratórios de ciências, bibliotecas, quadras esportivas e projetos relacionados a esporte e ciência também estão sempre sendo colocados como alternativas importantes para a qualidade da educação. Até mesmo o ensino religioso e as disciplinas que trabalham a filosofia, a sociologia, as relações humanas, a ética, a moral e a cidadania são pensados como projetos importantes para a educação.

Mas, como podemos realmente efetivar transformações que modifiquem a visão inicialmente apresentada neste artigo e que evidencia uma triste e dura realidade vivida em nossas escolas – semanalmente apregoada pela imprensa através de artigos e mais artigos que demonstram as dificuldades de nossos estudantes até mesmo para as mais básicas ações educacionais, como ler, escrever e fazer cálculos matemáticos?

Quem tem razão neste emaranhado de soluções que estão sendo propostas e realizadas de forma isolada em escolas e redes brasileiras, por iniciativas individuais, governamentais ou privadas? Seria possível apontar um destes caminhos como sendo a chave que irá desencadear a imprescindível revolução pela qual nossa educação precisa passar para alcançar a tão sonhada qualidade?

Tive a preocupação de enumerar toda esta série de ideias que estão sendo discutidas e colocadas em prática em nosso país e também fora dele porque na realidade acredito que a escola de nossos sonhos só irá surgir a partir do momento em que conseguirmos concatenar e realizar todas as ações aqui listadas (além de outras tantas a serem sugeridas). Tenho consciência que isso só acontecerá após planejamento e intercâmbio de experiências, com o apoio decisivo de todos os setores da sociedade e vontade política para tal, com os devidos e calculados investimentos e, principalmente, num contexto de confiança, solidariedade e disposição real para que esta transformação realmente ocorra.

Creio, sinceramente, que a educação de qualidade é o elemento decisivo para completar a transição que o Brasil precisa rumo à justiça social, ao desenvolvimento econômico e a superação de suas mazelas e incongruências. Não é preciso enumerar as vantagens que decorreriam desta revolução, mas apenas como exercício complementar e de finalização deste texto, podemos destacar que a educação de qualidade poderia legar ao país, por exemplo: maior qualificação da mão de obra, preparação para o exercício pleno da cidadania, diminuição dos índices de violência, maior preocupação e ações em prol do meio ambiente, redução dos casos de doenças e gastos com saúde, combate sistemático a corrupção, aumento dos índices de produtividade, inserção mais rápida ao mundo tecnológico…

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1477

>Arquitetura Escolar

>Olá Amigos

Hoje abaixo há uma postagem do professor João Luís de Almeida Machado editor do portal Planeta Educação de vários outros blogs, intitulada “Qual a fórmula da Educação de Qualidade?” . Nela ele comenta sobre os padrões de arquitetura vigentes, conservadoras e as atuais mais modernas.

http://faggiani.files.wordpress.com/2006/08/sala_aula.jpg

E verdade que elas influenciam sim na aprendizagem e no desempenho de alunos e que também facilita a aplicação das TICs no cotidiano escolar. Sobre esse tema inclusive foi escrito vários textos e também foi proposto uma blogagem coletiva iniciado pelo professor Jarbas Jovelino editor do Boteco Escola que escreveu uma série de posts interessantes no seu blog sobre “Arquitetura e Educação”: Arquitetura e Educação, Prédios e equipamentos escolares ensinam, TIC’s e arquitetura escolar, Escolas como fortalezas, Tecnologia, arquitetura e educação, Sala da diretora X sala dos professores e pelo professor José Antônio Kuller do blog Germinal – Educação e Trabalho que escreveu os maravilhosos textos Escola do Futuro? , Arquitetura Escolar e Indução Pedagogica e o Arquitetura escolar e Aprendizagem Criativa baseado nos textos do Jarbas Jovelino.

Há textos igualmente interessantes que vem acresentar algum molho nessa discussão. Textos como os feitos pelo professor Allison Bruno do blog abruno.com [ Blog ], da Cybelle Meyer editora do blog Educar Já e do Cybelle Meyer: Falando Sobre com uma postagem igualmente fantástica, do Sergio Lime editor do blog Blog e Fisica que escreveu um texto muito legal em cima de uma pergunta que gerou uma discussão iniciada na lista de discussão blogs Educativos da qual eu participo junto com os amigos citados acima.

Por isso os blogs são essa ferramenta poderosa. Eles tem o poder de iniciar uma discussão e trazer a luz para alguns pontos que para alguns até então estavam ocultos ou eram desconhecidos. Por isso sempre que visitar algum blog comente, expresse sua opinião pois alguem pode precisar dela.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

O papel das tecnologias digitais no contexto escolar

09 de novembro de 2006, 20:40

Para os envolvidos em educação: é importante superar uma visão reducionista que entende as tecnologias digitais usadas pelos professores numa perspectiva meramente técnica.

Por Valéria Roque

Essa discussão volta-se para questões acerca da incorporação das tecnologias digitais às ações educativas formais e o papel do professor frente às atuais demandas trazidas por essas tecnologias.

Primeiramente é necessário destacar, como o faz Arruda (2004), que a partir da maior difusão de acesso à internet, em torno do ano de 1995, diversos pesquisadores começaram a associar esse tema às pesquisas educacionais. Esse autor, em consonância com Castells (2001), reconhece que tal difusão seja relativa, mostrando-se mais presentes junto às camadas A e B da população brasileira.

No entanto, destaca que “a utilização de tecnologias educacionais no contexto escolar está inserida em uma realidade econômica mais ampla, marcada por um processo de reestruturação capitalista” (ARRUDA pg. 14, 2004), que gerou a organização de movimentos de mudanças pedagógicas, não apenas no Brasil, como também em outros países, como, Chile, Portugal e Espanha.

No curso desse movimento diversas modificações foram trazidas para nosso sistema educacional, em formatos distintos e diversos, que vão desde medidas avaliativas, como ao lançamento de Parâmetros Curriculares. Não é objetivo deste texto debater sobre essas transformações, mas sim reconhecer que, a preocupação em se incorporar as tecnologias digitais nos processos educacionais vêm associadas a elas.

Nesse fluxo as pesquisas educacionais conseguem identificar, junto às escolas públicas e privadas um movimento de “informatização” desse espaço. Cabe também destacar que esse movimento tem por meta a difusão dos meios informatizados junto aos educandos. No entanto, tal processo deve ser analisado com cautela e um certo grau de relativização.

Relacionar as tecnologias digitais à educação exige o reconhecimento de dois pontos, considerados por mim e Arruda (2005) como fundamentais. Primeiro, as tecnologias digitais trazem possibilidades interativas para a educação as quais, aparentemente, ainda não foram, genericamente, incorporadas nas práticas docentes, independentemente à adoção, ou não, dessa nova linguagem.

Tais possibilidades interativas podem trazer para a docência novos encaminhamentos quanto ao processo de aquisição do conhecimento pelo aluno. Compreendo que a utilização das tecnologias digitais deva ser assumida como parte da cultura escolar. Embora seja notória a importância atribuída a essas novas tecnologias no âmbito escolar, uma vez que esta é por vezes utilizada como estratégia de marketing por escolas privadas, ainda é desconhecido o(s) modo(s) como essas tecnologias são apropriadas pelos professores.

Em segundo lugar, como indica Arruda (2004), existe um descompasso entre o domínio que o docente apresenta destas novas linguagens frente aos conhecimentos que seus alunos possuem.

Esse ponto registra-se como um complicador a mais para o docente que, além de necessitar possuir um conhecimento específico acerca das possibilidades postas pela disciplina escolar a qual leciona, deverá também ser capaz de identificar as tecnologias digitais como linguagem favorecedora para apreensão da realidade?

Como o docente fará esse último movimento sem apresentar, até mesmo, conhecimentos básicos na área da informática?

Destaco ainda que, conhecimentos básicos mostram-se insuficientes para a apreensão, pelo professor, das potencialidades das tecnologias digitais para o ensino. Promover a discussão sobre a incorporação e as implicações das tecnologias digitais nas escolas, em especial nas disciplinas escolares, significa assumir a idéia da constituição de “sujeitos comunicacionais” pela instituição escolar.

Em pesquisa recentemente desenvolvida (1), tive a oportunidade de observar como os professores de escolas privadas de Belo Horizonte utilizam tecnologias digitais em sua prática pedagógica. Resultados parciais vêm indicando aos pesquisadores envolvidos que, embora a literatura conhecida aponte o caráter amplo dado ao desenvolvimento tecnológico ao longo da história humana, na escola ainda persiste uma interpretação muito mais ligada à questão técnica.

Os dados obtidos até o momento confirmam a perspectiva de Arruda (2004) a qual afirma que a, as tecnologias digitais são tratadas no âmbito escolar somente no seu aspecto de produção de técnicas e ferramentas, limitando a presença das tecnologias tão somente aos chamados “recursos” didáticos, como quadro, giz, aparelhos, livros etc.

Deixa-se de observar aspectos muito mais amplos de introdução de tecnologias no ensino. Alava (2002) afirma-nos que no sentido mais amplo atribuído às tecnologias, o processo de ensino-aprendizagem acontece sempre mediado por alguma tecnologia, seja organizacional, simbólica ou ferramenta/recurso.

Na verdade, na sociedade contemporânea há uma estreita vinculação entre tecnologia e “novidade”, principalmente porque na modernidade a tecnologia está ligada à produção (PAIVA, 1999). O modelo de produção atual é caracterizado pela grande diversidade de produtos e segmentação de mercado, o que leva as empresas a buscarem constantemente o desenvolvimento tecnológico visando a “diferenciação” em um mercado amplamente competitivo.

Entretanto, a análise das práticas pedagógicas e de alguns softwares voltados para o ensino tem indicado um uso das tecnologias digitais bastante próximo àquele atribuído, por exemplo, ao livro didático. Nesse último caso o conteúdo presente no material didático é incorporado como fim da aprendizagem e não como meio.

As tecnologias digitais (softwares, internet) são tratadas como “livros didáticos animados” ou simples material de pesquisa, similar ao que ocorre com revistas e jornais.

Essas características presentes na prática pedagógica revelam não apenas um desconhecimento acerca das possibilidades para as atividades educacionais, mas também (se não, sobretudo) uma concepção de ensino de distante das orientações recentes postas para educação brasileira a partir da década de 1990.

Uma outra forma de aprender

Alava (2002) (2) afirma que estas novas tecnologias dizem respeito, sobretudo aos educadores, no entanto são vistas como elementos técnicos que “renovam” o ensino somente através da introdução do maquinário na escola.

No entanto as novas tecnologias da informação e comunicação oferecem novas possibilidades de aprender e devem deixar o estatuto de simples auxiliar (na aprendizagem) para tornar-se centro de uma outra forma de aprender, que afeta, em primeiro lugar a mudança dos modos de comunicação e dos modos de interação.

Finalizo afirmando a necessidade de pesquisas favoreçam a apreensão das possibilidades cognitivas postas por essa linguagem, a fim de superar um visão reducionista que percebe as tecnologias numa perspectiva meramente técnica. [Webinsider]

Notas

(1) ALLAIN, L., ARRUDA, E. ROQUE ASCENÇÃO, V. Implicações das Novas Tecnologias na Prática Pedagógica de Professores de Ciências, Geografia e História das séries iniciais: um recorte pedagógico e comunicacional. Belo Horizonte, Universidade FUMEC, 2005.

(2) Autores como SANCHO (1998), LANDRY (2002), GREEN e BIGUN (1995), ARRUDA (2004), SILVA (2003), dentre outros também apresentam olhares mais amplos sobre as tecnologias e buscam desmistificar a idéia de que tecnologia está ligada sempre a algo recente.

Bibliografia

ALAVA, Séraphin & colaboradores. Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed, 2002

ARRUDA, Eucidio. Ciberprofessor: Novas Tecnologias, Ensino e Trabalho Docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2004

CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003.

GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.

PAIVA, José Eustáquio Machado de. Um estudo acerca do conceito de tecnologia. In: Educação & Tecnologia. Belo Horizonte: Revista do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, v. 4 n. ½ jan/dez. 1999.

Sobre o autor

Valéria de Oliveira Roque Ascenção (valeriaroque@gmail.com) é professora da Universidade Fumec.

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/11/09/o-papel-das-tecnologias-digitais-no-contexto-escolar/

>O papel das tecnologias digitais no contexto escolar

>09 de novembro de 2006, 20:40

Para os envolvidos em educação: é importante superar uma visão reducionista que entende as tecnologias digitais usadas pelos professores numa perspectiva meramente técnica.

Por Valéria Roque

Essa discussão volta-se para questões acerca da incorporação das tecnologias digitais às ações educativas formais e o papel do professor frente às atuais demandas trazidas por essas tecnologias.

Primeiramente é necessário destacar, como o faz Arruda (2004), que a partir da maior difusão de acesso à internet, em torno do ano de 1995, diversos pesquisadores começaram a associar esse tema às pesquisas educacionais. Esse autor, em consonância com Castells (2001), reconhece que tal difusão seja relativa, mostrando-se mais presentes junto às camadas A e B da população brasileira.

No entanto, destaca que “a utilização de tecnologias educacionais no contexto escolar está inserida em uma realidade econômica mais ampla, marcada por um processo de reestruturação capitalista” (ARRUDA pg. 14, 2004), que gerou a organização de movimentos de mudanças pedagógicas, não apenas no Brasil, como também em outros países, como, Chile, Portugal e Espanha.

No curso desse movimento diversas modificações foram trazidas para nosso sistema educacional, em formatos distintos e diversos, que vão desde medidas avaliativas, como ao lançamento de Parâmetros Curriculares. Não é objetivo deste texto debater sobre essas transformações, mas sim reconhecer que, a preocupação em se incorporar as tecnologias digitais nos processos educacionais vêm associadas a elas.

Nesse fluxo as pesquisas educacionais conseguem identificar, junto às escolas públicas e privadas um movimento de “informatização” desse espaço. Cabe também destacar que esse movimento tem por meta a difusão dos meios informatizados junto aos educandos. No entanto, tal processo deve ser analisado com cautela e um certo grau de relativização.

Relacionar as tecnologias digitais à educação exige o reconhecimento de dois pontos, considerados por mim e Arruda (2005) como fundamentais. Primeiro, as tecnologias digitais trazem possibilidades interativas para a educação as quais, aparentemente, ainda não foram, genericamente, incorporadas nas práticas docentes, independentemente à adoção, ou não, dessa nova linguagem.

Tais possibilidades interativas podem trazer para a docência novos encaminhamentos quanto ao processo de aquisição do conhecimento pelo aluno. Compreendo que a utilização das tecnologias digitais deva ser assumida como parte da cultura escolar. Embora seja notória a importância atribuída a essas novas tecnologias no âmbito escolar, uma vez que esta é por vezes utilizada como estratégia de marketing por escolas privadas, ainda é desconhecido o(s) modo(s) como essas tecnologias são apropriadas pelos professores.

Em segundo lugar, como indica Arruda (2004), existe um descompasso entre o domínio que o docente apresenta destas novas linguagens frente aos conhecimentos que seus alunos possuem.

Esse ponto registra-se como um complicador a mais para o docente que, além de necessitar possuir um conhecimento específico acerca das possibilidades postas pela disciplina escolar a qual leciona, deverá também ser capaz de identificar as tecnologias digitais como linguagem favorecedora para apreensão da realidade?

Como o docente fará esse último movimento sem apresentar, até mesmo, conhecimentos básicos na área da informática?

Destaco ainda que, conhecimentos básicos mostram-se insuficientes para a apreensão, pelo professor, das potencialidades das tecnologias digitais para o ensino. Promover a discussão sobre a incorporação e as implicações das tecnologias digitais nas escolas, em especial nas disciplinas escolares, significa assumir a idéia da constituição de “sujeitos comunicacionais” pela instituição escolar.

Em pesquisa recentemente desenvolvida (1), tive a oportunidade de observar como os professores de escolas privadas de Belo Horizonte utilizam tecnologias digitais em sua prática pedagógica. Resultados parciais vêm indicando aos pesquisadores envolvidos que, embora a literatura conhecida aponte o caráter amplo dado ao desenvolvimento tecnológico ao longo da história humana, na escola ainda persiste uma interpretação muito mais ligada à questão técnica.

Os dados obtidos até o momento confirmam a perspectiva de Arruda (2004) a qual afirma que a, as tecnologias digitais são tratadas no âmbito escolar somente no seu aspecto de produção de técnicas e ferramentas, limitando a presença das tecnologias tão somente aos chamados “recursos” didáticos, como quadro, giz, aparelhos, livros etc.

Deixa-se de observar aspectos muito mais amplos de introdução de tecnologias no ensino. Alava (2002) afirma-nos que no sentido mais amplo atribuído às tecnologias, o processo de ensino-aprendizagem acontece sempre mediado por alguma tecnologia, seja organizacional, simbólica ou ferramenta/recurso.

Na verdade, na sociedade contemporânea há uma estreita vinculação entre tecnologia e “novidade”, principalmente porque na modernidade a tecnologia está ligada à produção (PAIVA, 1999). O modelo de produção atual é caracterizado pela grande diversidade de produtos e segmentação de mercado, o que leva as empresas a buscarem constantemente o desenvolvimento tecnológico visando a “diferenciação” em um mercado amplamente competitivo.

Entretanto, a análise das práticas pedagógicas e de alguns softwares voltados para o ensino tem indicado um uso das tecnologias digitais bastante próximo àquele atribuído, por exemplo, ao livro didático. Nesse último caso o conteúdo presente no material didático é incorporado como fim da aprendizagem e não como meio.

As tecnologias digitais (softwares, internet) são tratadas como “livros didáticos animados” ou simples material de pesquisa, similar ao que ocorre com revistas e jornais.

Essas características presentes na prática pedagógica revelam não apenas um desconhecimento acerca das possibilidades para as atividades educacionais, mas também (se não, sobretudo) uma concepção de ensino de distante das orientações recentes postas para educação brasileira a partir da década de 1990.

Uma outra forma de aprender

Alava (2002) (2) afirma que estas novas tecnologias dizem respeito, sobretudo aos educadores, no entanto são vistas como elementos técnicos que “renovam” o ensino somente através da introdução do maquinário na escola.

No entanto as novas tecnologias da informação e comunicação oferecem novas possibilidades de aprender e devem deixar o estatuto de simples auxiliar (na aprendizagem) para tornar-se centro de uma outra forma de aprender, que afeta, em primeiro lugar a mudança dos modos de comunicação e dos modos de interação.

Finalizo afirmando a necessidade de pesquisas favoreçam a apreensão das possibilidades cognitivas postas por essa linguagem, a fim de superar um visão reducionista que percebe as tecnologias numa perspectiva meramente técnica. [Webinsider]

Notas

(1) ALLAIN, L., ARRUDA, E. ROQUE ASCENÇÃO, V. Implicações das Novas Tecnologias na Prática Pedagógica de Professores de Ciências, Geografia e História das séries iniciais: um recorte pedagógico e comunicacional. Belo Horizonte, Universidade FUMEC, 2005.

(2) Autores como SANCHO (1998), LANDRY (2002), GREEN e BIGUN (1995), ARRUDA (2004), SILVA (2003), dentre outros também apresentam olhares mais amplos sobre as tecnologias e buscam desmistificar a idéia de que tecnologia está ligada sempre a algo recente.

Bibliografia

ALAVA, Séraphin & colaboradores. Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed, 2002

ARRUDA, Eucidio. Ciberprofessor: Novas Tecnologias, Ensino e Trabalho Docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2004

CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003.

GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.

PAIVA, José Eustáquio Machado de. Um estudo acerca do conceito de tecnologia. In: Educação & Tecnologia. Belo Horizonte: Revista do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, v. 4 n. ½ jan/dez. 1999.

Sobre o autor

Valéria de Oliveira Roque Ascenção (valeriaroque@gmail.com) é professora da Universidade Fumec.

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/11/09/o-papel-das-tecnologias-digitais-no-contexto-escolar/

Para Refletir

Olá Amigos

Hoje estamos abrindo o Caldeirão de Ideias para um debate iniciado pelas minhas amigas – DTERJ13 ligado ao NTE Rio IIIMulher é desdobrável. Eu sou.” e pela Cybele Meyer dos blogs Cybele Meuyer: Falando Sobre… e o já consagrado Educar Já!. Elas iniciaram debates com temas pra lá de interessantes. Um sobre gestão, um sobre a otica do professor e mudança e o outro sobre uma avaliação profissional sobre o papel do professor, que inclusive foi tema de um debate bem amplo.


O texto colocado abaixo foi uma contribuição da Fernanda Melo na lista de discussão para a turma dos NTEs do Estado do Rio de Janeiro e a da Tatiane Martins intitulado “São as crenças dos professores sobre os alunos que determinam o efeito professor e seu ensino” que pode ser lida no blog dela nos fazem refletir sobre como vemos e sobre o que queremos da educação. Os textos e os destaques da Tatiane Martins são imperdíveis para todo profissional de educação que atua ou não com o uso de TICs em seu cotidiano ou está tentando usar. O da Cybele Meyer intitulado Precisamos mudar a ótica do professor ela coloca uma avaliação precisa da otica atual da classe e da necessidade urgente de mudança que se faz.

O texto da Fernanda Mello mostra que sem o envolvimento dos diretores ou gestores na implantação das TICs na escola, esse processo se torna mais longo, doloroso e quase inaplicavel.

E nosso papel como veiculo de divulgação e reflexão nos interessa trazer para o Caldeirão de Ideias esses debates, para que os leitores possam opinar e deixar aqui suas reflexões que com certeza contribuirão em muito o desenvolvimento profissional de outros leitores.

Por isso não deixe de ler, refletir e opinar.

Comente

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>Para Refletir

>Olá Amigos

Hoje estamos abrindo o Caldeirão de Ideias para um debate iniciado pelas minhas amigas – DTERJ13 ligado ao NTE Rio IIIMulher é desdobrável. Eu sou.” e pela Cybele Meyer dos blogs Cybele Meuyer: Falando Sobre… e o já consagrado Educar Já!. Elas iniciaram debates com temas pra lá de interessantes. Um sobre gestão, um sobre a otica do professor e mudança e o outro sobre uma avaliação profissional sobre o papel do professor, que inclusive foi tema de um debate bem amplo.


O texto colocado abaixo foi uma contribuição da Fernanda Melo na lista de discussão para a turma dos NTEs do Estado do Rio de Janeiro e a da Tatiane Martins intitulado “São as crenças dos professores sobre os alunos que determinam o efeito professor e seu ensino” que pode ser lida no blog dela nos fazem refletir sobre como vemos e sobre o que queremos da educação. Os textos e os destaques da Tatiane Martins são imperdíveis para todo profissional de educação que atua ou não com o uso de TICs em seu cotidiano ou está tentando usar. O da Cybele Meyer intitulado Precisamos mudar a ótica do professor ela coloca uma avaliação precisa da otica atual da classe e da necessidade urgente de mudança que se faz.

O texto da Fernanda Mello mostra que sem o envolvimento dos diretores ou gestores na implantação das TICs na escola, esse processo se torna mais longo, doloroso e quase inaplicavel.

E nosso papel como veiculo de divulgação e reflexão nos interessa trazer para o Caldeirão de Ideias esses debates, para que os leitores possam opinar e deixar aqui suas reflexões que com certeza contribuirão em muito o desenvolvimento profissional de outros leitores.

Por isso não deixe de ler, refletir e opinar.

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Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Gestão escolar e novas tecnologias

Como é possível?

Uma questão importante e, no entanto, pouco abordada comparativamente à sua importância, diz respeito à relação entre os gestores das unidades educacionais (UEs) e o uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) no ambiente escolar.

Como é possivel?

Embora seja um fato bem estabelecido que as escolas só tenham a ganhar com o uso das TICs, tanto do ponto de vista pedagógico como do ponto de vista gerencial, ainda há uma lacuna bem pronunciada entre a compreensão da necessidade desse uso e a implementação efetiva dessas novas tecnologias na escola.

O uso das novas tecnologias que, em um primeiro momento, se parece com um complicador a mais na árdua tarefa de gestão do ambiente escolar, acaba se mostrando uma solução simplificadora na medida em que pequenas ações vão se somando e produzindo uma escola mais dinâmica, com um ensino de melhor qualidade e uma gestão menos complexa.

Muitos gestores têm tanta dificuldade em lidar com essas novas tecnologias quanto o corpo docente da escola e isso lhes dá, assim como dá ao corpo docente, a falsa impressão de que a tecnologia é um complicador a mais e, por isso, quanto menos tecnologia mais simples será o processo de gestão da escola. Mas esse é um erro conceitual que a prática vem mostrando ser danoso.

Escolas que abraçaram o uso das novas tecnologias e modernizaram tanto a prática pedagógica quanto os processos administrativos descobriram que é possível realizar as mesmas tarefas que antes com um esforço muito menor e, além disso, perceberam que as novas tecnologias também criam novas possibilidades que não existiriam sem elas.

Investir no uso das novas tecnologias não demanda a elaboração de projetos mirabolantes e nem a necessidade de recursos exorbitantes. Esse investimento pode ser gradual, com pouco ou nenhum recurso, e não precisa estar atrelado a um projeto específico da Secretaria de Educação, da Diretoria de Ensino ou de alguma instituição paralela.

A gestão escolar pode implementar um projeto de uso das novas tecnologias a partir do levantamento dos usos atuais dessas tecnologias e de um plano de ação, ou plano de metas, que tenha como objetivos, pelo menos:

  1. A inclusão digital de alunos e professores da escola
  2. A informatização dos dados dos alunos e dos professores e a correspondente geração de relatórios administrativos e pedagógicos
  3. O uso da Internet e de seus recursos Web 2.0 e a implementação de meios de comunicação eficazes com alunos, professores e com a comunidade

Ações que permitem implementar esse plano de ação incluem:

  1. Abertura da Sala de Informática da escola ao uso dos alunos e professores
  2. Estabelecimento de parcerias estratégicas com a comunidade
  3. Disponibilizaçã o de recursos tecnológicos aos professores e aos alunos
  4. Inserção das TICs nos projetos pedagógicos da escola

O gestor não precisa ter um grande domínio da tecnologia para implementar essas ações e gerir esse plano, mas precisa ter sensibilidade para procurar na própria escola e na comunidade as pessoas que têm uma proximidade maior com essas tecnologias e delegar a elas as tarefas que requerem implementações práticas. Cabe ao gestor o papel de criar e manter condições para que essa equipe possa trabalhar com autonomia e disponibilidade de recursos, sendo o ingrediente fundamental para o sucesso desse projeto apenas a predisposição dos gestores ao uso das TICs.

A escola atual ainda está muito presa a amarras antigas que acabam tornando a gestão uma atividade burocrática e um eterno serviço de bombeiro, que está sempre apagando incêndios, ao invés de permitir a ela uma atividade de gerenciamento inteligente de recursos e projetos. Se, por um lado isso é verdade em muitas escolas, por outro, a única forma que quebrar esse circulo vicioso é tomando firmemente a decisão de quebrá-lo.

Há muitas experiências de sucesso que podem ser compartilhadas e adaptadas, mas para isso a gestão precisa procurar sua própria inserção digital e precisa aprender a trabalhar de forma colaborativa também com seus pares. Diretores e coordenadores que não tiram o pé da escola e não procuram soluções entre seus pares, dificilmente verão nascer dentro de sua própria escola as soluções que gostariam de ver implementadas e, mais dificilmente ainda receberão algum pacote de soluções prontas.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2009/02/16/gestao-escolar-e-novas-tecnologias/

>Gestão escolar e novas tecnologias

>Como é possível?

Uma questão importante e, no entanto, pouco abordada comparativamente à sua importância, diz respeito à relação entre os gestores das unidades educacionais (UEs) e o uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) no ambiente escolar.

Como é possivel?

Embora seja um fato bem estabelecido que as escolas só tenham a ganhar com o uso das TICs, tanto do ponto de vista pedagógico como do ponto de vista gerencial, ainda há uma lacuna bem pronunciada entre a compreensão da necessidade desse uso e a implementação efetiva dessas novas tecnologias na escola.

O uso das novas tecnologias que, em um primeiro momento, se parece com um complicador a mais na árdua tarefa de gestão do ambiente escolar, acaba se mostrando uma solução simplificadora na medida em que pequenas ações vão se somando e produzindo uma escola mais dinâmica, com um ensino de melhor qualidade e uma gestão menos complexa.

Muitos gestores têm tanta dificuldade em lidar com essas novas tecnologias quanto o corpo docente da escola e isso lhes dá, assim como dá ao corpo docente, a falsa impressão de que a tecnologia é um complicador a mais e, por isso, quanto menos tecnologia mais simples será o processo de gestão da escola. Mas esse é um erro conceitual que a prática vem mostrando ser danoso.

Escolas que abraçaram o uso das novas tecnologias e modernizaram tanto a prática pedagógica quanto os processos administrativos descobriram que é possível realizar as mesmas tarefas que antes com um esforço muito menor e, além disso, perceberam que as novas tecnologias também criam novas possibilidades que não existiriam sem elas.

Investir no uso das novas tecnologias não demanda a elaboração de projetos mirabolantes e nem a necessidade de recursos exorbitantes. Esse investimento pode ser gradual, com pouco ou nenhum recurso, e não precisa estar atrelado a um projeto específico da Secretaria de Educação, da Diretoria de Ensino ou de alguma instituição paralela.

A gestão escolar pode implementar um projeto de uso das novas tecnologias a partir do levantamento dos usos atuais dessas tecnologias e de um plano de ação, ou plano de metas, que tenha como objetivos, pelo menos:

  1. A inclusão digital de alunos e professores da escola
  2. A informatização dos dados dos alunos e dos professores e a correspondente geração de relatórios administrativos e pedagógicos
  3. O uso da Internet e de seus recursos Web 2.0 e a implementação de meios de comunicação eficazes com alunos, professores e com a comunidade

Ações que permitem implementar esse plano de ação incluem:

  1. Abertura da Sala de Informática da escola ao uso dos alunos e professores
  2. Estabelecimento de parcerias estratégicas com a comunidade
  3. Disponibilizaçã o de recursos tecnológicos aos professores e aos alunos
  4. Inserção das TICs nos projetos pedagógicos da escola

O gestor não precisa ter um grande domínio da tecnologia para implementar essas ações e gerir esse plano, mas precisa ter sensibilidade para procurar na própria escola e na comunidade as pessoas que têm uma proximidade maior com essas tecnologias e delegar a elas as tarefas que requerem implementações práticas. Cabe ao gestor o papel de criar e manter condições para que essa equipe possa trabalhar com autonomia e disponibilidade de recursos, sendo o ingrediente fundamental para o sucesso desse projeto apenas a predisposição dos gestores ao uso das TICs.

A escola atual ainda está muito presa a amarras antigas que acabam tornando a gestão uma atividade burocrática e um eterno serviço de bombeiro, que está sempre apagando incêndios, ao invés de permitir a ela uma atividade de gerenciamento inteligente de recursos e projetos. Se, por um lado isso é verdade em muitas escolas, por outro, a única forma que quebrar esse circulo vicioso é tomando firmemente a decisão de quebrá-lo.

Há muitas experiências de sucesso que podem ser compartilhadas e adaptadas, mas para isso a gestão precisa procurar sua própria inserção digital e precisa aprender a trabalhar de forma colaborativa também com seus pares. Diretores e coordenadores que não tiram o pé da escola e não procuram soluções entre seus pares, dificilmente verão nascer dentro de sua própria escola as soluções que gostariam de ver implementadas e, mais dificilmente ainda receberão algum pacote de soluções prontas.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2009/02/16/gestao-escolar-e-novas-tecnologias/