Artistas-educadores e Educadores-artistas

 João Luís de Almeida Machado

Acredite ou não, entre os maiores mestres que tenho na vida estão expoentes como Charles Chaplin, Pablo Picasso, Machado de Assis, Elis Regina e tantos outros grandes artistas. Nestas linhas os chamarei de Artistas-educadores.

Impossível não aprender, por exemplo, escutando o Bêbado e a Equilibrista, de nosso saudoso Tom Jobim, em performance inesquecível da Elis. A história está lá, a ditadura militar que nos oprimiu, os exilados, a abertura política iminente, a anistia ampla, geral e irrestrita… Toda a oportunidade para que nos transformemos em nossas aulas em Educadores-artistas. Há aqueles que talvez até se sintam instados a soltar a voz e cantar, acompanhado por um CD ou pen-drive espetado no computador, ao lado de Elis, a chamar os alunos, a lhes mostrar o engajamento e a luta dos estudantes de então…

Ao ver Tempos Modernos, em outro caso de lições trazidas por estes artistas-mestres, artesãos da palavra, do celuloide, das canções e dos pincéis, percebemos rindo a linha de produção, o sistema capitalista, suas contradições, seus objetivos primordiais e o homem como mais uma engrenagem, mola-mestra (ou não) de todo o ciclo produtivo, descartável, passível de troca e substituição a qualquer momento. Chaplin capturou como ninguém, num clássico indiscutível, da década de 1930, o que hoje ainda não conseguimos ver, perceber e se libertar, quebrar as correntes…

E a guerra, seu terror, seus dramas, sua destruição material e de tudo aquilo que é maior para o ser humano (a alma, o sentimento, o cérebro, o corpo). Visualizar Guernica, de Picasso, é entrar com profundidade naquilo que seus pincéis traduziram em relação a tragédia da Guerra Civil Espanhola e como aquilo prejudicou cada um e todos os envolvidos. Quem ganhou? Alguém ganhou? Para quem foram os lucros da indústria bélica e da reconstrução do país depois de tantas lágrimas, de tanto sangue, de tantos corpos?

E Machado, com suas obras, a nos trazer o cotidiano, as mazelas, os relacionamentos, a alma humana capturada por seus sagazes olhos e traduzida em contos e romances que o tornaram um dos maiores entre todos os mestres da língua portuguesa? Qual mestre, como ele e tantos escritores sagazes de então ou de outras épocas foram tão felizes em nos colocar no olho do furacão da vida como ela é?

Arte e educação conversam o tempo todo. Não há como separar, distinguir ou tentar de algum modo macular a relação. Buscar o diálogo, a interface, o relacionamento continuado entre ambas, ainda mais agora, neste universo globalizado e plugado, em que museus, obras literárias, filmes e músicas (entre outras produções artísticas) estão tão próximas, ao nosso alcance por um simples clique do mouse ou toque na tela do celular ou de um tablet.

Pensar a educação e a arte, neste mundo virtual conectado, em que tudo pode estar conversando e próximo, respeitando os artistas e produtores culturais mas fazendo-os perceber também o quanto suas realizações educam e, no sentido inverso, mostrando para todos os professores, de diferentes áreas do sabe, o quanto esta integração é fundamental, é referencial para o mundo em que vivemos hoje.

Sobre o autor: João Luís de Almeida Machado, CGerente de Tecnologia Educacional do Sistema de Ensino Poliedro, Doutor em educação pela PUC-SP, Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie (SP), é autor dos livros “Na Sala de Aula com a Sétima Arte” e “O Prazer de Aprender” e membro da Academia Caçapavense de Letras. Twitter: @joaoluis28; Facebook: https://www.facebook.com/joaoluis28 ; Blog: www.vithais.com.br ; e-mail: joaoluis28@gmail.com 

Educar o educador

José Manuel Moran

De um professor espera-se, em primeiro lugar, que seja competente na sua especialidade, que conheça a matéria, que esteja atualizado. Em segundo lugar, que saiba comunicar-se com os seus alunos, motivá-los, explicar o conteúdo, manter o grupo atento, entrosado, cooperativo, produtivo.

Muitos se satisfazem em ser competentes no conteúdo de ensino, em dominar determinada área de conhecimento e em aprimorar-se nas técnicas de comunicação desse conteúdo. São os professores bem preparados, que prestam um serviço importante socialmente em troca de uma remuneração, em geral, mais baixa do que alta.

Na educação, escolar ou empresarial, precisamos de pessoas que sejam competentes em determinadas áreas de conhecimento, em comunicar esse conteúdo aos seus alunos, mas também que saibam interagir de forma mais rica, profunda, vivencial, facilitando a compreensão e a prática de formas autênticas de viver, de sentir, de aprender, de comunicar-se. Ao educar facilitamos, num clima de confiança, interações pessoais e grupais que ultrapassam o conteúdo para, através dele, ajudar a construir um referencial rico de conhecimento, de emoções e de práticas.

As mudanças na educação dependem, em primeiro lugar, de termos educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos.

Os grandes educadores atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Dentro ou fora da aula chamam a atenção. Há sempre algo surpreendente, diferente no que dizem, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se. São um poço inesgotável de descobertas.

Enquanto isso, boa parte dos professores é previsível, não nos surpreende; repete fórmulas, sínteses.

O contato com educadores entusiasmados atrai, contagia, estimula, os torna próximos da maior parte dos alunos. Mesmo que não concordemos com todas as suas idéias, os respeitamos.

As primeiras reações que o bom professor e educador despertam no aluno são a confiança, a admiração e o entusiasmo. Isso facilita enormemente o processo de ensino-aprendizagem.

As mudanças na educação dependem também de termos administradores, diretores e coordenadores mais abertos, que entendam todas as dimensões que estão envolvidas no processo pedagógico, além das empresariais ligadas ao lucro; que apoiem os professores inovadores, que equilibrem o gerenciamento empresarial, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação.

As mudanças na educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos, motivados, facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador.

Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a ajudá-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se tornam pessoas mais produtivas.

Fonte: http://www.eca.usp.br/prof/moran/uber.htm#educar

Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2010


Conforme indicação do twitter, via Conteúdos Educacionais, socializo aos educadores a informação logo abaixo:

Estão abertas as inscrições do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2010

Educadores de todo o Brasil já podem enviar seus projetos e garantir sua participação

Estão abertas até o dia 02 de julho as inscrições para a quinta edição do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores, que valoriza e reconhece os melhores projetos educacionais desenvolvidos por professores brasileiros que utilizem tecnologia em processos de ensino e aprendizagem.

Para concorrer, basta acessar o site www.educadoresinovadores.com.br e seguir as instruções. Educadores de todo o Brasil podem se inscrever nas seguintes categorias:

1) Ensino Básico

Podem se inscrever duplas de educadores e gestores da rede pública de ensino, independentemente de sua área de atuação (ex. Português, matemática, física, etc.): Secretarias Municipais ou Estaduais de Ensino, incluindo os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs ou NRTEs), escolas públicas (municipais, estaduais ou federais), instituições de ensino sem fins lucrativos (ONGs, Fundações, etc).

Inovação em Comunidade
Inovação em Colaboração
Inovação em Conteúdo

2) Ensino Técnico

Podem se inscrever individualmente educadores que lecionem disciplinas relacionadas à Tecnologia da Informação em escolas técnicas públicas.

Educador Inovador de TI – Escolas Técnicas

Todos os projetos finalistas nas categorias de Ensino Básico estarão automaticamente concorrendo na categoria Educador Inovador, cuja votação para escolha dos finalistas contará novamente com o voto popular online.
Premiação

O Educadores Inovadores conta com três etapas. Até o dia 19 de julho, doze projetos serão escolhidos e participarão da etapa nacional do Prêmio que será realizado em São Paulo no mês de agosto.

Aqueles que apresentarem os melhores trabalhos serão premiados com um Notebook contendo o sistema operacional Microsoft Windows e o pacote de aplicativos Office. Assim, poderão dar continuidade na criação de novas idéias, beneficiando cada vez mais pessoas e compartilhando o gosto e o conhecimento pela tecnologia educacional.

Após a etapa nacional, os responsáveis pelos projetos vencedores nas categorias destinadas à educação básica concorrerão com seus trabalhos no Fórum Regional da Microsoft, que será realizado em algum país da América Latina. Os classificados nessa etapa irão participar do Microsoft Worldwide Innovative Teachers Forum que, esse ano, será realizado na África do Sul.
Em 2009, o Fórum Mundial foi sediado pela primeira vez no Brasil, em Salvador (BA), e premiou dois educadores brasileiros: o professor Lucrécio Filho de Oliveira, de Formoso do Araguaia (TO) e o educador Alex Vieira dos Santos. Na etapa nacional da premiação foram recebidos mais de 700 trabalhos.

Para acompanhar as novidades do Prêmio, confira: www.educadoresinovadores.com.br

Mais informações no Blog: http://educadoresinovadores.spaces.live.com

Siga no Twitter: www.twitter.com/eduinova

Para mais informações:
Criax Comunicação Organizacional
(11) 3817-4665
E-mail: contato@educadoresinovadores.com.br

Geração Y e os estilos de aprendizagem

por Michele Schmitz
Twitter: @micheleschmitz

Café? Puro, com açúcar ou adoçante? Se você aprecia café puro, que expressão faz ao beber um bem adocicado? E o contrário, quem está acostumado ao café com açúcar ou adoçante, que sensação tem ao experimentar um café puro?


Isso é apenas uma provocação simples, para evidenciar que até mesmo em nossas opções de cafés, quando estas não atendem nossas peculiares características, nos causam sensações desagradáveis.

E o que isso tem a ver com estilos de aprendizagem? Ora, a resposta parece óbvia e, talvez, senso comum: aprendemos de maneiras diferentes. Sim, epistemologicamente isso já foi evidenciado há muito tempo. Eis que agora, a Geração Y vem confirmar que não é possível mais crer que todos aprendem da mesma forma e oferecer estratégias didáticas que não respeitem este pressuposto para uma classe, seja em qualquer nível de ensino, faixa etária.

Alguns aprendem mais em atividades em grupos, outros individualmente. Escrever e fazer exercícios sobre assuntos em estudo pode ser o estilo de aprendizagem de alguns, sendo que outros necessitam interagir, experimentar, comunicar, testar suas hipóteses de diversas maneiras e criar soluções.

Em pensar que há pouco tempo acreditava-se que todos aprendiam da mesma forma, em mesmos ritmos e tempos, linearmente em processos de ouvir, copiar, fazer exercícios de compreensão, exercícios de fixação e finalmente “provar” que aprendeu em testes e provas.

O nível de exigência cognitiva era tão pouco complexo, que algumas questões que “caíam” nas provas eram idênticas as realizadas nos exercícios em classe.

Sem dúvida, os objetivos do ensino eram transmissão de informação, memorização e fixação de conteúdos. As respostas de por que esse modelo de educação não é mais adequado, dispensa esforços. Era apropriado ao contexto, à geração em tempos pré Revolução Industrial.

Por outro lado, a Geração Y, expressão denominada aos que nasceram a partir da década de 80, vem certificar que temos diferentes estilos de aprendizagem e nos ajuda a entender e criar as mudanças urgentemente necessárias em como ensinar neste novo contexto.

Dentre tantas, cito algumas características inerentes desta geração, as quais são fundamentais serem consideradas:

1) necessidade de aprender a partir de desafios reais, na busca de soluções inovadoras;
2) multitarefas;
3) engajados;
4) questionadores e
5) colaborativos, aprendem em redes.

Em suma, aprendemos de formas diferenciadas, temos habilidades e competências distintas, que precisam ser respeitadas, valorizadas e estimuladas.

Se nos causa sensação desagradável beber um café que contraria nossos paladares, imagina sermos forçados a aprendermos com métodos que não respeitem nossos estilos próprios de desenvolvimento. A Geração Y vem colaborar fenomenalmente alavancando um novo ensinar, para um novo aprender. Mas é fato: profissionais da educação têm expectativas com “eles” e “eles” também têm as suas com os profissionais da educação. A Gabi e o Rafinha nos ajudam a visualizar as características desta geração.

Fonte: http://www.tfedu.com.br/blog/Lists/Posts/Post.aspx?ID=9

Hiperinflação de conteúdo: e se a gente não aguentar mais?


Ana Amélia Erthal

Imagine que não aguentamos mais conviver com tanto conteúdo, que nossa atenção ficou tão reduzida que não conseguimos mais nos concentrar em nada com profundidade, que os estímulos nos interrompendo a todo instante em tantas mídias diferentes eram tantos que … não conseguimos ler os jornais, acompanhar os twitts, ver os filmes na TV, não respondemos e-mails, não olhamos nossos blogs e portais favoritos, não acompanhamos as séries, não damos mais conta de tanta informação… e, por fim, não resistimos à cultura contemporânea do excesso.

Se esse cenário existisse, a primeira providência seria banir o direito da leitura. Sim, porque afinal de contas, ler faz mal. Ou como diz o nosso caríssimo presidente Lula, “ler dá azia”. Claro que tudo isso é uma brincadeira, mas serve pra gente pensar mais um pouco sobre a Era do Excesso de informação, que já esteve nessa coluna algumas vezes.

O filme Fahrenheit 451 faz uma leitura bem legal e mostra exatamente esse cenário em que a leitura é proibida. Ele foi adaptado do livro de Ray Bradbury e conta a história de um tempo no futuro em que o trabalho dos bombeiros era destruir livros. As pessoas “deduram” as outras e os bombeiros vão até as casas, procuram os livros proibidos, juntam tudo e depois incendeiam. Em vez de apagar, os “firemen” acendem o fogo, já é bem curioso. O filme tem esse nome porque é essa a temperatura em que o papel queima e embora seja antigo, tem um roteiro bem inteligente. É engraçado ver a revista/ jornal que mais parece um quadrinho, mas sem nenhuma letra, aliás, não há inscrição nenhuma em todo o filme, a não ser nos livros proibidos.

Outra passagem muito legal é a do comandante dos bombeiros explicando para o operador de lança-chamas porque é que os livros são perigosos para a mente humana e como eles nos tornam diferentes um dos outros. Para efeito de análise, podemos aplicar esse conceito dele para as outras mídias e conteúdos também: como nos diferenciamos por eles?

Eu preparei uma pequena edição de quatro minutos. Na primeira parte há o ritual de queimar livros e na segunda, o discurso do comandante, veja:

Fahrenheit 451

Então, o que achou? Se quiser saber mais sobre cultura do excesso, leia também esse artigo no blog do Encontro de 2 Mundos.

Up the Webwriters!

Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/13217/webwriting/hiperinflacao_de_conteudo_e_se_a_gente_nao_aguentar_mais/

Professor 2.0

By profjc

por José Carlos Antonio

Web 2.0

Enquanto alguns professores ainda desenterram velhas desculpas para não utilizarem os computadores e a Internet como ferramentas úteis no processo de ensino aprendizagem, outros já se lançam a uma nova geração de tecnologias que chegaram e emplacaram: a Web 2.0. Essa nova versão de professor é o que estamos chamando aqui de “Professor 2.0”.

Se você ainda é um professor 1.0 ou, talvez, aquele professor 0.1 que ainda está ensaiando os primeiros passos para usar o computador em suas aulas, a boa notícia é que você pode fazer um “upgrade” rapidinho, e com quase nenhum esforço, para essa nova plataforma de oportunidades.

A Web 2.0 é, nas palavras de Tim O’Reilly, que cunhou o termo: “a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”. Mas e para nós, educadores, o que é a Web. 2.0?

A Web 2.0 pode ser vista por educadores como uma “grande caixa de ferramentas atraentes, simples e úteis”. Essas ferramentas têm como algumas de suas principais características:

  • Utilização da Web como plataforma: serviços que antes dependiam de software instalado na máquina, podem ser acessados direto pelo navegador Web, a qualquer momento e de qualquer lugar.
  • Aperfeiçoamento constante: as ferramentas estão cada vez melhores e com mais possibilidades, o que ocorre graças às contribuições dos próprios usuários.
  • Serem total ou parcialmente gratuitas.
  • Permitirem que o usuário utilize a ferramenta para si mesmo ou para compartilhar informações e outros recursos com a coletividade.
  • Permitirem a produção, o armazenamento e o compartilhamento de diferentes mídias (imagens, vídeos, sons, textos, etc.).
  • Permitirem a construção coletiva do conhecimento, de forma que vários atores possam contribuir de forma conjunta e que o usuário da Internet possa ser também autor de conteúdo e não apenas um receptor passivo.
  • Permitirem o uso e a produção compartilhada, de forma que várias pessoas possam editar conjuntamente um texto, produzir e comentar um vídeo ou ajudem a eleger o que deve aparecer na página inicial de um site.
  • Permitirem e estimularem a formação de comunidades virtuais que compartilham interesses comuns.
  • Oferecerem interfaces amigáveis com o usuário, de maneira que ele possa aprender e usar os recursos oferecidos pela ferramenta de forma simples e rápida.

De quais ferramentas estamos falando? Estamos falando de páginas de construção coletiva de conteúdos (como a Wikpédia), dos blogs (há milhares deles), de mapas interativos (como os do Google ou o Frapper), geradores de estórias em quadrinhos (como o ToonDoo), livros virtuais (como o TikaTok), galerias públicas de imagens (Flickr, Picassa, MySpace), vídeos e apresentações (YouTube, SlidShares), bibliotecas virtuais e repositórios de arquivos (RapidShare), avatares falantes (Voki), podcasts, webquests, webnotes, MySpaces, Orkut, SecondLife, Educarede, etc. etc. etc. Enfim, estamos falando de uma enormidade de sites que oferecem ferramentas de criação, espaço para armazenamento e compartilhamento e possibilidade de agregar pessoas formando comunidades.

O universo de possibilidades de uso pedagógico dessas ferramentas aumenta de forma exponencial na mesma medida em que as próprias ferramentas se multiplicam e se aperfeiçoam. O próprio Google, por exemplo, que é uma ferramenta Web 2.0 e, que começou como um simples site de busca, criou uma galeria de outras ferramentas interessantes que inclui até um escritório online, o GoogleDocs, onde é possível usar aplicativos como editores de textos, apresentações e planilhas eletrônicas sem precisar ter softwares de escritório (como o Office, da Microsoft, ou o OpenOffice, por exemplo) instalados no seu computador, documentos que podem ser acessados pela Internet de qualquer lugar, em qualquer momento e que podem ser compartilhados por quaisquer pessoas com quem você queira compartilhar.

Porque mesmo o professor que ainda não utiliza os computadores e a Internet para ensinar regularmente pode fazer um “upgrade” e já começar a usar as feramentas Web 2.0? Porque elas se baseiam fortemente no paradigma que tanto buscamos na educação: é preciso aprender a aprender. As ferramentas Web 2.0 são fáceis de serem “aprendidas” e tanto alunos como professores conseguem um domínio rápido sobre elas. Para o professor, aprender a usar uma ferramenta de produção de histórias em quadrinhos, por exemplo, não requer nenhuma oficina de capacitação ou curso específico, basta sentar na frente de computador e dar uma porção de cliques, justamente como os alunos fazem quando querem aprender a usar uma nova ferramenta da Internet. A questão importante para o professor não é “como usar as ferramentas”, e sim “para qual propósito pedagógico usá-las”.

Um bom professor prepara uma boa aula usando todos os recursos que tiver à sua disposição e quanto maior for a gama desses recursos, melhor ele sabe que será sua aula. Com a Web 2.0 à disposição, o professor não precisa mais se conformar em continuar com sua versão de aula 0.1 ou 1.0, agora ele pode fazer esse upgrade e se tornar também um professor 2.0. O passo mais importante para esse upgrade é experimentar em si mesmo o paradigma que norteia suas ações com os seus alunos: aprender a aprender e continuar aprendendo sempre.

Para saber mais sobre a Web 2.0 acesse:

Para conhecer algumas ferramentas Web 2.0 acesse:

  • Educarede: portal com várias ferramentas interativas e que permite a criação de uma comunidade virtual com vários recursos
  • Voki: avatares falantes
  • SlideShare: pesquise, use e compartilhe apresentações de slides
  • YouTube: pesquise, use e compartilhe vídeos
  • Wikipédia: pesquise e colabore na construção de uma enciclopédia online
  • WebNote: compartilhe recados na forma de “Post-it” pela Internet
  • Ferramentas Google: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • Ferramentas Yahoo: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • ToonDoo: ferramenta de criação e compartilhamento de quadrinhos
  • TikaTok: ferramenta de criação e compartilhamento de livrinhos virtuais
  • Flickr: ferramenta de compartilhamento de imagens do Yahoo
  • Picassa: ferramenta de compartilhamento de imagens do Google
  • Blogger: ferramenta de criação de blogs
  • WordPress: ferramenta de criação de blogs
  • RapidShare: pastas de compartilhamento de arquivos de qualquer formato
  • Orkut: site de relacionamento e de criação de comunidades virtuais
  • MySpace: site de relacionamento e de compartilhamento
  • Frappr: mapa interativo
  • WetPaint: ferramenta para criar sites colaborativos como o formato wiki

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/23/professor-20/

>Professor 2.0

>By profjc

por José Carlos Antonio

Web 2.0

Enquanto alguns professores ainda desenterram velhas desculpas para não utilizarem os computadores e a Internet como ferramentas úteis no processo de ensino aprendizagem, outros já se lançam a uma nova geração de tecnologias que chegaram e emplacaram: a Web 2.0. Essa nova versão de professor é o que estamos chamando aqui de “Professor 2.0”.

Se você ainda é um professor 1.0 ou, talvez, aquele professor 0.1 que ainda está ensaiando os primeiros passos para usar o computador em suas aulas, a boa notícia é que você pode fazer um “upgrade” rapidinho, e com quase nenhum esforço, para essa nova plataforma de oportunidades.

A Web 2.0 é, nas palavras de Tim O’Reilly, que cunhou o termo: “a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”. Mas e para nós, educadores, o que é a Web. 2.0?

A Web 2.0 pode ser vista por educadores como uma “grande caixa de ferramentas atraentes, simples e úteis”. Essas ferramentas têm como algumas de suas principais características:

  • Utilização da Web como plataforma: serviços que antes dependiam de software instalado na máquina, podem ser acessados direto pelo navegador Web, a qualquer momento e de qualquer lugar.
  • Aperfeiçoamento constante: as ferramentas estão cada vez melhores e com mais possibilidades, o que ocorre graças às contribuições dos próprios usuários.
  • Serem total ou parcialmente gratuitas.
  • Permitirem que o usuário utilize a ferramenta para si mesmo ou para compartilhar informações e outros recursos com a coletividade.
  • Permitirem a produção, o armazenamento e o compartilhamento de diferentes mídias (imagens, vídeos, sons, textos, etc.).
  • Permitirem a construção coletiva do conhecimento, de forma que vários atores possam contribuir de forma conjunta e que o usuário da Internet possa ser também autor de conteúdo e não apenas um receptor passivo.
  • Permitirem o uso e a produção compartilhada, de forma que várias pessoas possam editar conjuntamente um texto, produzir e comentar um vídeo ou ajudem a eleger o que deve aparecer na página inicial de um site.
  • Permitirem e estimularem a formação de comunidades virtuais que compartilham interesses comuns.
  • Oferecerem interfaces amigáveis com o usuário, de maneira que ele possa aprender e usar os recursos oferecidos pela ferramenta de forma simples e rápida.

De quais ferramentas estamos falando? Estamos falando de páginas de construção coletiva de conteúdos (como a Wikpédia), dos blogs (há milhares deles), de mapas interativos (como os do Google ou o Frapper), geradores de estórias em quadrinhos (como o ToonDoo), livros virtuais (como o TikaTok), galerias públicas de imagens (Flickr, Picassa, MySpace), vídeos e apresentações (YouTube, SlidShares), bibliotecas virtuais e repositórios de arquivos (RapidShare), avatares falantes (Voki), podcasts, webquests, webnotes, MySpaces, Orkut, SecondLife, Educarede, etc. etc. etc. Enfim, estamos falando de uma enormidade de sites que oferecem ferramentas de criação, espaço para armazenamento e compartilhamento e possibilidade de agregar pessoas formando comunidades.

O universo de possibilidades de uso pedagógico dessas ferramentas aumenta de forma exponencial na mesma medida em que as próprias ferramentas se multiplicam e se aperfeiçoam. O próprio Google, por exemplo, que é uma ferramenta Web 2.0 e, que começou como um simples site de busca, criou uma galeria de outras ferramentas interessantes que inclui até um escritório online, o GoogleDocs, onde é possível usar aplicativos como editores de textos, apresentações e planilhas eletrônicas sem precisar ter softwares de escritório (como o Office, da Microsoft, ou o OpenOffice, por exemplo) instalados no seu computador, documentos que podem ser acessados pela Internet de qualquer lugar, em qualquer momento e que podem ser compartilhados por quaisquer pessoas com quem você queira compartilhar.

Porque mesmo o professor que ainda não utiliza os computadores e a Internet para ensinar regularmente pode fazer um “upgrade” e já começar a usar as feramentas Web 2.0? Porque elas se baseiam fortemente no paradigma que tanto buscamos na educação: é preciso aprender a aprender. As ferramentas Web 2.0 são fáceis de serem “aprendidas” e tanto alunos como professores conseguem um domínio rápido sobre elas. Para o professor, aprender a usar uma ferramenta de produção de histórias em quadrinhos, por exemplo, não requer nenhuma oficina de capacitação ou curso específico, basta sentar na frente de computador e dar uma porção de cliques, justamente como os alunos fazem quando querem aprender a usar uma nova ferramenta da Internet. A questão importante para o professor não é “como usar as ferramentas”, e sim “para qual propósito pedagógico usá-las”.

Um bom professor prepara uma boa aula usando todos os recursos que tiver à sua disposição e quanto maior for a gama desses recursos, melhor ele sabe que será sua aula. Com a Web 2.0 à disposição, o professor não precisa mais se conformar em continuar com sua versão de aula 0.1 ou 1.0, agora ele pode fazer esse upgrade e se tornar também um professor 2.0. O passo mais importante para esse upgrade é experimentar em si mesmo o paradigma que norteia suas ações com os seus alunos: aprender a aprender e continuar aprendendo sempre.

Para saber mais sobre a Web 2.0 acesse:

Para conhecer algumas ferramentas Web 2.0 acesse:

  • Educarede: portal com várias ferramentas interativas e que permite a criação de uma comunidade virtual com vários recursos
  • Voki: avatares falantes
  • SlideShare: pesquise, use e compartilhe apresentações de slides
  • YouTube: pesquise, use e compartilhe vídeos
  • Wikipédia: pesquise e colabore na construção de uma enciclopédia online
  • WebNote: compartilhe recados na forma de “Post-it” pela Internet
  • Ferramentas Google: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • Ferramentas Yahoo: várias ferramentas de pesquisa, criação e compartilhamento
  • ToonDoo: ferramenta de criação e compartilhamento de quadrinhos
  • TikaTok: ferramenta de criação e compartilhamento de livrinhos virtuais
  • Flickr: ferramenta de compartilhamento de imagens do Yahoo
  • Picassa: ferramenta de compartilhamento de imagens do Google
  • Blogger: ferramenta de criação de blogs
  • WordPress: ferramenta de criação de blogs
  • RapidShare: pastas de compartilhamento de arquivos de qualquer formato
  • Orkut: site de relacionamento e de criação de comunidades virtuais
  • MySpace: site de relacionamento e de compartilhamento
  • Frappr: mapa interativo
  • WetPaint: ferramenta para criar sites colaborativos como o formato wiki

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/23/professor-20/

>A interface aluno – professor

>“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanente, na prática e na reflexão sobre a prática”. (Freire, 1986)

Na EAD a relação no processo de docente tem tríplices aspectos: professor, educador e tutor. O professor se projeta quando colabora com o estudante para acordar a crítica e a criatividade, quando são colocadas no plano de julgamento e aproveitamento do já vivenciado.

O educador assume seu papel, quando o foco principal são os valores que induzem à autonomia. Desta visão, os dois papéis se concretizam no processo docente. Em outras palavras, tratando-se de construção do saber, a docência é marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudo, orientar, estimular e provocar o participante a construir o seu próprio saber, partindo do princípio de que não há resposta feita, a cada um compete “criar” um pronunciamento pessoal.

Na docência há uma dimensão de busca que perpassa a aprendizagem e caracteriza-se como uma presença. A presença é representada como um campo em que podem conviver o passado e o futuro, subsidiando projeções a serem vividas autonomamente.

A docência caracteriza-se por seu caráter solidário e interativo, possibilitando o relacionamento da pessoa como um ser existente e vivenciado como eu, tu, nós e outros, do que decorre em conjunto de dificuldades, inclusive para colocar-se “entre” outros, como uma presença que se põe intencionalmente.

O professor, e, principalmente o tutor, é sempre alguém que possui duas características essenciais: domínio do conteúdo técnico-científico e, ao mesmo tempo, habilidade para estimular a busca de resposta pelo participante. Ele é uma figura singular em todas as instituições de ensino a distância, pois é um conselheiro, um orientador, um assessor, etc., que auxilia os alunos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de reduzir ou eliminar as distâncias que definem os estudos por esta modalidade.

A orientação educativa no processo considera como relevante às necessidades dos participantes e o contexto educativo do mesmo. Daí, o conceito de professor vai alargando-se e mesclando-se com os conceitos de professor e educador – TUTOR!

A tutoria é exercida em momentos diferenciados, podendo ocorrer diretamente ou à distância. Destaca-se que em qualquer dos dois momentos – diretamente ou à distância – o contato com o aluno não consiste em um “jogo” de perguntas e respostas, consiste em discutir e indicar bibliografia que amplia o raio de visão do educando, para que seja possível desenvolver respostas críticas e criativas, consideradas como momentos para ampliação básica do “saber”, voltadas para oportunizar a análise de possibilidades de aplicação prática do saber conquistado.

No processo de orientação à distância o atendimento realiza-se a partir da necessidade do aluno, que busca situar-se no contexto da aprendizagem. Neste caso, recursos tecnológicos são os intermediários do diálogo do tutor com o participante. O tutor deve contribuir com informações adequadas para o processo de construção do conhecimento do aluno.

Evidentemente, o professor deve ter domínio do conhecimento em processo, além da habilidade de problematizar e indicar fontes de consulta. Pode-se dizer que o professor é um especialista, tanto no que concerne ao conteúdo do trabalhado na Unidade, como nos procedimentos a adotar para estimular a construção de respostas pessoais.

É essencial que o tutor esteja plenamente consciente do seu papel. Não basta dominar o conteúdo trabalhado. É primordial saber para que e o que significa o proposto.

Fonte: http://wiki.sintectus.com/bin/view/EaD/AvaliacaoComoMotivacaoParaAprendizagem

A interface aluno – professor

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanente, na prática e na reflexão sobre a prática”. (Freire, 1986)

Na EAD a relação no processo de docente tem tríplices aspectos: professor, educador e tutor. O professor se projeta quando colabora com o estudante para acordar a crítica e a criatividade, quando são colocadas no plano de julgamento e aproveitamento do já vivenciado.

O educador assume seu papel, quando o foco principal são os valores que induzem à autonomia. Desta visão, os dois papéis se concretizam no processo docente. Em outras palavras, tratando-se de construção do saber, a docência é marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudo, orientar, estimular e provocar o participante a construir o seu próprio saber, partindo do princípio de que não há resposta feita, a cada um compete “criar” um pronunciamento pessoal.

Na docência há uma dimensão de busca que perpassa a aprendizagem e caracteriza-se como uma presença. A presença é representada como um campo em que podem conviver o passado e o futuro, subsidiando projeções a serem vividas autonomamente.

A docência caracteriza-se por seu caráter solidário e interativo, possibilitando o relacionamento da pessoa como um ser existente e vivenciado como eu, tu, nós e outros, do que decorre em conjunto de dificuldades, inclusive para colocar-se “entre” outros, como uma presença que se põe intencionalmente.

O professor, e, principalmente o tutor, é sempre alguém que possui duas características essenciais: domínio do conteúdo técnico-científico e, ao mesmo tempo, habilidade para estimular a busca de resposta pelo participante. Ele é uma figura singular em todas as instituições de ensino a distância, pois é um conselheiro, um orientador, um assessor, etc., que auxilia os alunos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de reduzir ou eliminar as distâncias que definem os estudos por esta modalidade.

A orientação educativa no processo considera como relevante às necessidades dos participantes e o contexto educativo do mesmo. Daí, o conceito de professor vai alargando-se e mesclando-se com os conceitos de professor e educador – TUTOR!

A tutoria é exercida em momentos diferenciados, podendo ocorrer diretamente ou à distância. Destaca-se que em qualquer dos dois momentos – diretamente ou à distância – o contato com o aluno não consiste em um “jogo” de perguntas e respostas, consiste em discutir e indicar bibliografia que amplia o raio de visão do educando, para que seja possível desenvolver respostas críticas e criativas, consideradas como momentos para ampliação básica do “saber”, voltadas para oportunizar a análise de possibilidades de aplicação prática do saber conquistado.

No processo de orientação à distância o atendimento realiza-se a partir da necessidade do aluno, que busca situar-se no contexto da aprendizagem. Neste caso, recursos tecnológicos são os intermediários do diálogo do tutor com o participante. O tutor deve contribuir com informações adequadas para o processo de construção do conhecimento do aluno.

Evidentemente, o professor deve ter domínio do conhecimento em processo, além da habilidade de problematizar e indicar fontes de consulta. Pode-se dizer que o professor é um especialista, tanto no que concerne ao conteúdo do trabalhado na Unidade, como nos procedimentos a adotar para estimular a construção de respostas pessoais.

É essencial que o tutor esteja plenamente consciente do seu papel. Não basta dominar o conteúdo trabalhado. É primordial saber para que e o que significa o proposto.

Fonte: http://wiki.sintectus.com/bin/view/EaD/AvaliacaoComoMotivacaoParaAprendizagem