Tablets e netbooks na educação

José Manuel Moran

Há uma pressão enorme para incluir as tecnologias móveis na educação. Alguns colégios e instituições superiores entregam tablets ou netbooks para os alunos como parte do material escolar. Há uma tendência à substituição dos livros de texto por conteúdos digitais dentro de tecnologias móveis. Uma justifica é diminuir de peso das mochilas dos alunos; outra, baratear do acesso ao conteúdo não impresso (além de ser ecologicamente mais correto); também é visto como importante oferecer recursos de pesquisa, de leitura e de comunicação próximos dos alunos, dos ambientes digitais que frequentam, para motivá-los mais a aprender.

Este é um campo minado de discussões, decisões, interesses. Qualquer análise ainda é parcial, provisória, precária. Mesmo assim, esta é a percepção que tenho no momento.

As tecnologias móveis trazem enormes desafios, porque descentralizam os processos de gestão do conhecimento: podemos aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e de muitas formas diferentes. Podemos aprender sozinhos e em grupo, estando juntos fisicamente ou conectados. Na medida que entram na sala de aula o seu uso não pode ser só complementar. Podemos repensar a forma de ensinar e de aprender, colocando o professor como mediador, como organizador de processos mais abertos e colaborativos.

No Brasil, os smartphones e os tablets ainda estão numa fase de experimentação dentro das escolas. Trazem desafios complexos. São cada vez mais fáceis de usar, permitem a colaboração entre pessoas próximas e distantes, ampliam a noção de espaço escolar, integrando os alunos e professores de países, línguas e culturas diferentes. E todos, além da aprendizagem formal, têm a oportunidade de se engajar, aprender e desenvolver relações duradouras para suas vidas. Ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e focada no ritmo de cada um.

A tela sensível ao toque permite uma navegação muito mais intuitiva e fácil do que com o mouse. Crianças pequenas encontram os jogos e aplicativos muito mais rapidamente. Com o barateamento progressivo a partir de agora, estarão muito mais presentes dentro e fora da sala de aula. Permitem experimentar muitas formas de pesquisa e desenvolvimento de projetos, jogos, atividades dentro e fora da sala de aula, individual e grupalmente. O professor não precisa focar sua energia em transmitir informações, mas em disponibilizá-las, gerenciar atividades significativas desenvolvidas pelos alunos, saber mediar cada etapa das atividades didáticas. Poderemos ensinar e aprender a qualquer hora, em qualquer lugar e da forma mais conveniente para cada situação. Os próximos passos na educação estarão cada vez mais interligados à mobilidade, flexibilidade e facilidade de uso que os tablets e ipods oferecem a um custo mais reduzido e com soluções mais interessantes, motivadoras e encantadoras. Não podemos esquecer que há usos dispersivos. É cada vez mais difícil concentrar-se em um único assunto ou texto, pela quantidade de solicitações que encontramos nas tecnologias móveis. Tudo está na tela, para ajudar e para complicar, ao mesmo tempo.

As tecnologias móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional em que os professores são o centro, para uma aprendizagem mais participativa e integrada, com momentos presenciais e outros a distância, mantendo vínculos pessoais e afetivos, estando juntos virtualmente.

As inovações mais promissoras encontram-se em escolas que têm tecnologias móveis na sala de aula, utilizadas por professores e alunos. Os programas de um computador ou tablet por aluno, ainda em fase experimental em centenas de escolas municipais, estaduais e particulares, sinalizam mudanças muito importantes na forma de ensinar e de aprender. As aulas são mais focadas em projetos colaborativos, os alunos aprendem juntos, realizam atividades diversificadas em ritmos e tempos diferentes. O professor muda sua postura. Ele sai do centro, da lousa para circular orientando os alunos individualmente e em pequenos grupos. As aulas de 50 minutos não fazem sentido, porque dificultam a sequência de tempos para atividades de pesquisa, análise, apresentação, contextualização e síntese.

Tablets ou netbooks?

No momento atual é difícil escolher uma das duas ferramentas sem perder algo. Os tablets atraem mais, são mais intuitivos, fáceis de manusear, de ler. Aos poucos chegarão com comandos de voz, sem precisar tocar na tela para acontecer o que desejamos conseguir. Os netbooks aos poucos são mais rápidos, leves e com mais recursos. A tendência é a dos ultrabooks. Os tablets não privilegiam o ato de escrever, fundamental para aprender. Têm teclado, mas ainda não está totalmente integrado, de forma fácil para quem escreve muito. Percebo que é uma questão de pouco tempo para termos no mercado tablets que incorporem os melhores recursos dos notebooks mais poderosos. Na minha opinião não deveríamos, atualmente, optar por uma ou outra ferramenta exclusivamente, mas ter ambas disponíveis para os alunos, permitindo a escolha pessoal, de acordo com o perfil de cada um e de como vai utilizá-los mais. Os tablets e smartphones são mais avançados, inovadores e chamativos. Os notebooks procuram incorporar alguns dos avanços de ambos. É uma decisão ainda em aberto, aguardando a evolução integradora das tecnologias móveis.

Alguns aplicativos para tecnologias móveis

Os aplicativos cada vez mais se adaptam aos principais sistemas operacionais, abertos e fechados. Os aplicativos mais interessantes que conheço, principalmente para smartphones, ajudam no aprendizado de línguas. Cursos inteiros podem ser acompanhados por podcast ou vídeos, com testes adequados e ambientes de colaboração como os que acontecem em redes sociais. Gosto, por exemplo, do LearnEnglish do British Council com histórias em capítulos, jogos, desafios e integração com Facebook e Twitter. Outro semelhante é o ESLPod com histórias do cotidiano e explicações das principais expressões em ritmos diferentes. Tem aplicativos como o Stitcher que organiza os programas de rádio e podcast por temas e línguas e são extremamente variados e atualizados e podem ser acessados a qualquer hora e de qualquer lugar. Tem o Google Earth e todas as possibilidades de utilização principalmente em Geografia, o YouTube com a imensa variedade de vídeos, de canais e de facilidade de postagem de novos vídeos feitos pelos alunos. O Google Sky Map – ao apontar o smartphone para o céu e o Google Sky Map mostrará as estrelas, planetas, constelações e muito mais para ajudar a identificar os objetos celestes em vista. O aplicativo mais conhecido é o Wikipedia – da maior enciclopédia online colaborativa. Também é interessante o Celeste CE – Basta apontar a câmera e ver exatamente onde cada objeto do Sistema Solar está localizado de dia ou noite. O My Class Schedule – Aplicativo para que o estudando organize horários de estudo, notas e todas as informações do seu curso. Tem os aplicativos que utilizam a localização por GPS e que permitem  interagir com outras pessoas naquilo que se precisa, enviar fotos, trocar vídeos, desenvolver projetos juntos. A tendência é a de termos muitas mais soluções para todas as nossas necessidades. O que nunca pode faltar é a vontade e o gosto por aprender.

Conclusão

Todas as tecnologias nos ajudam e ao mesmo tempo nos complicam. Depende de como as integramos no que pretendemos. Elas podem nos ajudar a aprender e a evoluir, mas também favorecem a dispersão nas múltiplas telas, aparelhos, aplicativos, redes. Ajudam a comunicar-nos melhor, mas também a desfocar-nos, distrair-nos, tornar-nos dependentes. A educação é um processo rico e complexo de ajudar a aprender, a evoluir, a ser pessoas livres. As tecnologias fazem parte do nosso mundo, nos ajudam, mas ainda precisamos experimentar muito para encontrar caminhos de integração que nos permitam avanços significativos na escola e na vida.
Sobre o autor: José Manuel Moran, Professor de Comunicação na USP(aposentado). Diretor do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp e pesquisador de mudanças na educação presencial e a distância. Meu foco é tornar a escola e a universidade mais inovadoras, empreendedoras e acolhedoras, focando mais a pesquisa, a inter-aprendizagem, os valores humanos e as tecnologias digitais ; Facebook: jmmoran10 ; E-mail: moran10@gmail.com  ; blog: http://moran10.blogspot.com.br/  ; Site Oficial: http://www.eca.usp.br/prof/moran

Artistas-educadores e Educadores-artistas

 João Luís de Almeida Machado

Acredite ou não, entre os maiores mestres que tenho na vida estão expoentes como Charles Chaplin, Pablo Picasso, Machado de Assis, Elis Regina e tantos outros grandes artistas. Nestas linhas os chamarei de Artistas-educadores.

Impossível não aprender, por exemplo, escutando o Bêbado e a Equilibrista, de nosso saudoso Tom Jobim, em performance inesquecível da Elis. A história está lá, a ditadura militar que nos oprimiu, os exilados, a abertura política iminente, a anistia ampla, geral e irrestrita… Toda a oportunidade para que nos transformemos em nossas aulas em Educadores-artistas. Há aqueles que talvez até se sintam instados a soltar a voz e cantar, acompanhado por um CD ou pen-drive espetado no computador, ao lado de Elis, a chamar os alunos, a lhes mostrar o engajamento e a luta dos estudantes de então…

Ao ver Tempos Modernos, em outro caso de lições trazidas por estes artistas-mestres, artesãos da palavra, do celuloide, das canções e dos pincéis, percebemos rindo a linha de produção, o sistema capitalista, suas contradições, seus objetivos primordiais e o homem como mais uma engrenagem, mola-mestra (ou não) de todo o ciclo produtivo, descartável, passível de troca e substituição a qualquer momento. Chaplin capturou como ninguém, num clássico indiscutível, da década de 1930, o que hoje ainda não conseguimos ver, perceber e se libertar, quebrar as correntes…

E a guerra, seu terror, seus dramas, sua destruição material e de tudo aquilo que é maior para o ser humano (a alma, o sentimento, o cérebro, o corpo). Visualizar Guernica, de Picasso, é entrar com profundidade naquilo que seus pincéis traduziram em relação a tragédia da Guerra Civil Espanhola e como aquilo prejudicou cada um e todos os envolvidos. Quem ganhou? Alguém ganhou? Para quem foram os lucros da indústria bélica e da reconstrução do país depois de tantas lágrimas, de tanto sangue, de tantos corpos?

E Machado, com suas obras, a nos trazer o cotidiano, as mazelas, os relacionamentos, a alma humana capturada por seus sagazes olhos e traduzida em contos e romances que o tornaram um dos maiores entre todos os mestres da língua portuguesa? Qual mestre, como ele e tantos escritores sagazes de então ou de outras épocas foram tão felizes em nos colocar no olho do furacão da vida como ela é?

Arte e educação conversam o tempo todo. Não há como separar, distinguir ou tentar de algum modo macular a relação. Buscar o diálogo, a interface, o relacionamento continuado entre ambas, ainda mais agora, neste universo globalizado e plugado, em que museus, obras literárias, filmes e músicas (entre outras produções artísticas) estão tão próximas, ao nosso alcance por um simples clique do mouse ou toque na tela do celular ou de um tablet.

Pensar a educação e a arte, neste mundo virtual conectado, em que tudo pode estar conversando e próximo, respeitando os artistas e produtores culturais mas fazendo-os perceber também o quanto suas realizações educam e, no sentido inverso, mostrando para todos os professores, de diferentes áreas do sabe, o quanto esta integração é fundamental, é referencial para o mundo em que vivemos hoje.

Sobre o autor: João Luís de Almeida Machado, CGerente de Tecnologia Educacional do Sistema de Ensino Poliedro, Doutor em educação pela PUC-SP, Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie (SP), é autor dos livros “Na Sala de Aula com a Sétima Arte” e “O Prazer de Aprender” e membro da Academia Caçapavense de Letras. Twitter: @joaoluis28; Facebook: https://www.facebook.com/joaoluis28 ; Blog: www.vithais.com.br ; e-mail: joaoluis28@gmail.com 

Educação e software livre: ética e técnica de mãos dadas

Muito se discute que a educação deve ser libertadora e formar cidadãos críticos. Mas comumente os laboratórios de informática das escolas possuem softwares proprietários instalados em seus computadores. E a maioria das pessoas não percebe o quanto isso é contraditório. Isso porque toda realização humana está sempre carregada de intenção e de ideologia, mesmo que isso não seja muito explícito à primeira vista. Com isso, a discussão que a dicotomia software livre/software proprietário levanta vai muito além da questão técnica, da computação pura e simples. Mas para chegarmos a esse ponto, é preciso iniciar nossa conversa esclarecendo duas confusões comuns na cabeça das pessoas não familiarizadas com o software livre.

A primeira delas é a ideia de que software livre é sinônimo de software gratuito. Na verdade o software livre (como qualquer outra produção humana) tem um custo. A diferença é que ao invés desse custo ser repassado para os usuários, como normalmente acontece no sistema capitalista, ele é “pago” pelos desenvolvedores e colaboradores, das mais diversas formas. Seja com as despesas de manutenção dos equipamentos utilizados em seu desenvolvimento, seja abrindo mão do lazer, de trabalhos extras ou mesmo de outros projetos pessoais (isso pra citar somente alguns exemplos). Repararam como isso acrescenta um forte componente solidário ao desenvolvimento do software livre? Afinal de contas, quantas pessoas você conhece que trabalhariam de graça para beneficiar desconhecidos? Pois é exatamente isso que os envolvidos como software livre fazem.

Em segundo lugar, a crença de que software livre é uma “terra de ninguém”, em que as pessoas produzem softwares que são apropriados pelos outros, de forma descontrolada, sem nenhum tipo de organização. Ao contrário, o software livre valoriza muito mais as pessoas envolvidas em sua produção. Por exemplo, experimente clicar na seção de ajuda de qualquer software livre e procurar pelo item “Sobre”. Lá você encontrará os nomes dos desenvolvedores e, muitas vezes, até mesmo dos tradutores. Você conhece algum software proprietário que tenha esse cuidado com quem o produziu? No máximo você vai encontrar o nome da empresa que o comercializa.

Assim, conforme anunciado no início desse texto, ao ressaltar elementos como a solidariedade e o compartilhamento, sem deixar de valorizar os responsáveis por sua autoria, o software livre demonstra que, mais do que uma postura puramente técnica, é um movimento social que discute, em sua essência, uma relação diferenciada com o conhecimento humano, baseada no princípio da liberdade. Liberdade para estudar e dissecar esse conhecimento em toda a sua essência. De discuti-lo, questioná-lo e alterá-lo, de forma a mantê-lo sempre atualizado à conjuntura atual. E por fim, mas não menos importante, de compartilhá-lo livremente entre todas as pessoas do planeta, sem nenhum tipo de distição social, étnica ou de gênero. Tudo isso serve para reforçar a ideia de criatividade, colaboração e compartilhamento entre as pessoas, em uma estrutura em que todos podem ser criadores. Isso lembra bastante o ideal de educação ampla e transformadora que tantos educadores (eu incluso) defendem, não é mesmo?

Na contramão dessa ideia está a lógica do software proprietário. Uma vez que ele tem um “dono”, todo o conhecimento produzido pelo seu desenvolvimento pertence a quem detém os direitos sobre ele. Detentor esse que não necessariamente é o seu desenvolvedor (uma vez que essa pode ser a tarefa de um funcionário da empresa “dona” desse software). Assim, você tem um primeiro distanciamento entre quem produz e quem é efetivamente reconhecido como responsável pelo software. Além disso, uma vez que esse produto é propriedade de alguém (ou de uma empresa), resta às outras pessoas somente o “direito” (se é que podemos chamar assim) de utilizá-lo, do jeito que ele foi feito (se essa pessoa puder pagar por ele, claro). E já que o conhecimento em relação à tecnologia por trás desses softwares é restrito, é muito comum vermos iniciativas distintas gerando produtos semelhantes, que não interagem uns com os outros, em uma clara demonstração de desperdício de esforços (que o capitalismo dá o singelo nome de “competição” e, pior, considera saudável). Nessa lógica, poucos são os criadores, cabendo à maioria das pessoas o papel de consumidoras desse conteúdo. Qualquer associação com o conceito de “educação bancária” do grande educador Paulo Freire não é mera coincidência.

Dessa forma, a opção pelo software livre nos ambientes educacionais passa não somente por questões técnicas (como robustez contra falhas e segurança aprimorada, inclusive contra vírus), mas, principalmente, por uma questão ética, uma vez que é uma tecnologia calcada em valores muito caros à educação, como a criatividade, o compartilhamento, a solidariedade a valorização das pessoas enquanto autoras e a liberdade.

Mas, com tantas características positivas, por que o uso do software livre não é mais disseminado, especialmente em ambientes educacionais? Deixando de lado questões pouco éticas, como “favores” e “presentes” oferecidos pela indústria de software proprietário aos seus compradores (especialmente os grandes), um dos sérios problemas que enfrentamos no software livre é justamente a falta de divulgação e de esclarecimento, especialmente para o público mais leigo. Isso é particularmente sério se considerarmos a propaganda que o software proprietário faz (não só comercial como também ideológica) e o preconceito contra o software livre, por ser considerado difícil (as pessoas falam isso, na maioria das vezes, sem nunca tê-los usado) e pouco confiável, pelo fato de, para o usuário final, ser de “graça” (como se valor financeiro fosse sinônimo de qualidade).

Daí a importância da colaboração de todos para a disseminação do software livre. Mesmo sem conhecer nenhuma linguagem de programação, cada um de nós pode atuar das mais diversas formas: traduzindo os softwares e sua documentação (ou produzindo material inédito), esclarecendo as pessoas, fazendo propaganda direta, divulgando softwares livres entre os conhecidos, ajudando em fóruns e grupos de discussão, distribuindo e instalando esses softwares nos computadores… Você escolhe a melhor forma. :-)

E caso esteja sem ideias, escolha um grupo de usuários já estabelecido e comece a participar. Um desses grupos é o Software Livre Educacional (também conhecido como SLEducacional ou SLEdu, para os íntimos). :-) Esse grupo, formado primariamente por educadores(as) dos mais diversos níveis de ensino, foi montado pensando na questão da pouca divulgação e no fato de praticamente não existir documentação pedagógica sobre o uso de softwares livres (geralmente a documentação tem um caráter mais técnico). Por isso, os objetivos básicos do grupo são três: tradução, documentação e divulgação de softwares livres que possam ser utilizados pela educação. Atualmente mantemos um sítio web com notícias, fóruns e documentação, uma lista de discussão e uma estrutura de rede social digital, tudo isso, obviamente, baseado em softwares livres. Além disso, integramos a recém-montada rede latino-americana de software livre e educação, a LibrEdu, que está em fase de estruturação. Maiores detalhes sobre essa rede e suas próximas atividades podem ser encontradas na ata da reunião que aconteceu no último FISL. O SLEducacional é aberto a participação de qualquer pessoa interessada no assunto, basta acessar nossa página ou se cadastrar em nossa lista e se apresentar. Propostas são sempre muito bem-vindas. :-)

Quem quiser ler um pouco mais sobre o que eu penso sobre educação e software livre, pode dar uma olhada nos links ao final desse texto. Também mantenho um blog (que atualizo “devezemquandomente”), um perfil social usando o software friendica e uma conta no microblog identi.ca.

Quem quiser conversar mais, é só usar os comentários aqui do blog ou passar em qualquer desses meus espaços. :-)

E não posso deixar de agradecer ao meu amigo Robson pela honra do convite de aparecer aqui no Caldeirão. Valeu demais! :-)

[1] http://sleducacional.org/node/16
[2] http://www.arede.inf.br/inclusao/edicao-n-61-agosto/2010/entrevista
[2] http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=674

O que é inovação na educação? Onde está a inovação se tudo que teorizamos tem mais de 50 anos

Cybele Meyer

Antes de falar sobre o que é inovação na educação se faz importante falar sobre o significado da palavra “inovar” que, ao contrário do que muita gente acredita, não significa utilizar recursos novos, mas sim, utilizar recursos, mesmo que habituais, de forma inovadora. Podemos também dizer que “inovar” é “renovar”, ou seja, tornar novo ou como se novo fosse.

Educação inovadora é aquela que conta com escolas inovadoras que por sua vez contam com professores inovadores gerando alunos inovadores.

Professor inovador é aquele que faz a diferença na forma como conduz sua aula. Para isso não é preciso fórmula ou muito menos recursos novos, mas criatividade, ousadia, seriedade, comprometimento e responsabilidade.

Professor inovador não é aquele que é previsível, mas sim aquele que surpreende, que é capaz de estimular interações fazendo com que seu aluno reflita e chegue ao resultado pretendido. Sabe que o raciocínio é a estrada que conduz à aprendizagem. Se em um determinado momento o aluno está ficando cansado e perdendo a concentração é a hora de surpreender. Pede então para que todos se levantem, que batam palmas e estalem os dedos, que pulem no mesmo lugar, que girem 360º e que riam muito. Na sequência retoma a ordem e a aula.

Professor inovador não fala sempre no mesmo tom entediando seu aluno, mas joga com os diferentes tons e timbres de voz para chamar a atenção do aluno enfatizando os tópicos importantes. Não fica parado na frente da sala de aula, mas anda por entre os alunos interagindo e promovendo interação. É versátil. Quanto mais versátil for melhor será a sua aula e, consequentemente, maior será a possibilidade de atingir cognitivamente seu aluno, afinal ele é o responsável por indicar os caminhos que levam ao conhecimento e ao desenvolvimento. Esta é uma relação que atua como um facilitador no processo cognitivo e na superação das dificuldades.

Professor inovador é aquele que tem entendimento de que dependendo da relação que estabelece com seu aluno pode ou não facilitar o processo de aprendizagem. Há um interagir entre professor-matéria-aluno resultando num processo cognitivo satisfatório. A harmonia existente nesse triângulo propicia a não supervalorização das partes, facilitando, então, a aprendizagem. O aluno para aprender usa a sua inteligência, e para isso precisa conhecer, refletir, resolver situações-problema e ser instigado. O professor ao se apropriar desses verbos, abre um novo canal de comunicação com seu aluno, pois falam a mesma linguagem.

Professor inovador é aquele que mantém este canal aberto para poder estimular situações de interação e de envolvimento, pois o lugar que ele ocupa não é apenas daquele do que ensina, mas também daquele que conduz ao saber

Professor inovador atenta para outro ponto importante: trata cada aluno como sendo único, como o é. Isso parece óbvio, mas não é. Vivemos em uma época de massificação, em que o “individual” não existe. Somos uma grande massa e tudo é voltado para atingir essa massa. Enfim, a individualidade está em segundo plano e o professor que se conhece a si mesmo e ao outro age diferente e faz a diferença.

Professor inovador não idealiza que seu aluno caminhe com a multidão, mas que saiba por onde está caminhando e aonde quer chegar. É preparado para a vida. É estimulado a ser inovador, a refletir e formar opinião, a ser autônomo em sua aprendizagem, enfim a ser empreendedor. Trabalha valores morais, exercício da cidadania, ética e mostra que ninguém é igual a ninguém, logo ninguém é superior ou inferior a ninguém, simplesmente é diferente.

Professor inovador forma seu aluno para que se sinta apto a construir novos paradigmas para conviver em sociedade. É por esta razão que os conteúdos transmitidos pelo professor devem estar ligados à vida do aluno, com interação e dinamismo, de forma que as pesquisas e os debates façam parte do cotidiano, propiciando uma visão holística e exercitando o ato de pensar que servirá de alavanca para se projetar e promover mudanças na comunidade em que ele está inserido.

De tudo que foi exposto acima se pode perceber que em nenhum momento foi abordada alguma ação ou recurso novo, muito pelo contrário, tudo que foi dito é passível de aplicação em qualquer escola sem o investimento de nenhum recurso que não o de um professor inovador.

Ter um professor inovador é o que faz a escola se tornar inovadora. O gestor deve propiciar um ambiente aberto à inovação desengessando conceitos e teorias vigentes por mais de 50 anos. Ao ambiente aberto está incluído, entre tantos, o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação, porém somente ter estes aparelhos no ambiente escolar não faz com que a educação seja inovadora. Ao ter um professor inovador, com certeza, o uso destes recursos será inovador e os alunos se sentirão motivados e instigados a aprender tornando a aprendizagem um resultado eficaz e promissor.

Assim sendo é possível afirmar que a educação inovadora está ao alcance de todos nós, basta termos um novo olhar, ou seja, um olhar inovador.

Sobre a autora: Cybele Meyer – Educadora, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Docência do Ensino Superior, Especialista em Tutoria e Educação Digital, Artista Plástica e Advogada. Autora dos livros “Inteligências na Prática Educativa”, “Menina Flor”, “Práticas para Lecionar” e o e-Book “O Diário de Juliana” É editora do blog Educa Já! ; Facebook: cybelemeyer ; Twitter: @cybelemeyer ; Email: cybelemeyer@yahoo.com.br

Tablets para todos conseguirão mudar a escola?

Muitos correm atrás de receitas milagrosas para mudar a educação. Se fossem simples, já as teríamos encontrado há muito tempo. Educar é, simultaneamente, fácil e difícil, simples e complexo. Os princípios fundamentais são sempre os mesmos: Saber acolher, motivar, mostrar valores, colocar limites, gerenciar atividades desafiadoras de aprendizagem. Só que as tecnologias móveis, que chegam às mãos de alunos e professores, trazem desafios imensos de como organizar esses processos de forma interessante, atraente e eficiente dentro e fora da sala de aula, aproveitando o melhor de cada ambiente, presencial e o digital.

Algumas questões que serão cada vez mais debatidas a partir de agora são: Por que tudo tem que acontecer dentro da sala de aula, em horários e ritmos predeterminados? Como ensinar numa sala onde os alunos acessam qualquer informação ao vivo? O que fazer nos ambientes digitais e nos presenciais? Como organizar um currículo inovador com alunos que possuem redes informais de aprendizagem e de comunicação tão interessantes?

Algumas ilusões de mudança

Há uma expectativa crescente de que agora a escola mudará rapidamente. Já vimos esse filme muitas vezes. Quando participei no começo dos noventa do projeto Escola do Futuro da USP, imaginava que a estas alturas do século XXI já teríamos escolas muito diferentes, currículos inovadores, flexibilidade em organizar os percursos de cada um. Mas constatamos que as mudanças foram, em geral, mais periféricas do que profundas.

Outra ilusão é a de que entregar tablets e netbooks para professores e alunos provocará uma grande revolução. Gostaria que fosse assim. Sem dúvida é um avanço promissor. Mas se depositarmos muita esperança nessas políticas quantitativas, poderemos frustrar-nos rapidamente. As tecnologias trazem muitas possibilidades, mas, sem ações de formação sólidas, constantes e significativas, boa parte dos professores tende, após a empolgação inicial, a um uso mais básico, conservador – repositório de informações, publicação de materiais – enquanto os alunos podem seguir utilizando-as para inúmeras formas e redes de entretenimento,como jogos, vídeos e conversas online.

Desafios que os tablets trazem

A chegada das tecnologias móveis à sala de aula traz tensões, novas possibilidades e grandes desafios. As próprias palavras “tecnologias móveis” mostram a contradição de utilizá-las em um espaço fixo como a sala de aula: elas são feitas para movimentar-se, para levá-las para qualquer lugar, utilizá-las a qualquer hora e de muitas formas.

Como conciliar mobilidade e espaços e tempos previsíveis? Por que precisamos estar sempre juntos para aprender? A escola precisa entender que uma parte cada vez maior da aprendizagem pode ser feita sem estarmos na sala de aula e sem a supervisão direta do professor. Isso assusta, mas é um processo inevitável. Em lugar de ir contra, por que não experimentamos modelos mais flexíveis? Por que obrigar os alunos a ir todos os dias repetir os mesmos rituais nos mesmos lugares? Não faz mais sentido. A organização industrial da escola em salas, turmas e horários é conveniente para todos – pais, gestores, professores, governantes – menos para os mais diretamente interessados, os alunos. Ter todos os alunos dentro de um espaço previsível todos os dias dá segurança, tranqüilidade para os adultos – os filhos estão protegidos, os pais podem se dedicar aos seus trabalhos, os professores e funcionários se organizam em horários fixos.

A escola não muda por inércia e por conveniência.

Poderíamos ensinar e aprender somente indo dois ou três dias por semana a uma escola e continuar aprendendo através das inúmeras possibilidades dos ambientes online. E o que faríamos com os filhos no restante do tempo? E como orientar todo o processo de aprendizagem a distância? Como transformar isso em horas aula no currículo? Como gerenciar –econômica e didaticamente – esses horários virtuais? Por isso a orientação no mundo permanece no sentido contrário: aumenta-se o número de horas que os alunos permanecem na escola (tempo integral) e continua-se colocando como modelo de educação o os países nórdicos, que valorizam muito mais o professor (importantíssimo) e resolvem tudo na sala de aula com poucas tecnologias (aqui está um dos desafios da mudança).

Viveremos nestes próximos anos um rico processo de aprendizagem na sala de aula focando mais a pesquisa em tempo real, as atividades individuais e grupais online, mudando lentamente as metodologias de transmissão para as da aprendizagem colaborativa e personalizada. Aos poucos perceberemos que não faz sentido confinar os alunos na sala de aula para aprender. Podemos organizar uma parte importante do currículo no ambiente digital e combiná-lo com as atividades em sala de aula de forma que o projeto pedagógico de cada curso integre o presencial e o digital como componentes curriculares indissociáveis. O digital não será um acessório complementar, mas um espaço de aprendizagem tão importante como o da sala de aula. Evitaremos a esquizofrenia atual de manter o mesmo número de aulas presenciais de sempre e ainda pedir para professores e alunos que utilizem o ambiente digital como repositório de materiais, espaço de debate e de publicação.

Com o tempo fará sentido para a maioria repensar os horários, os espaços e as formas de organizar os processos de ensino e aprendizagem. É uma questão de amadurecimento e de profundo intercâmbio de experiências para construir propostas mais arrojadas, testadas e aceitas. Demorará mais do que gostaríamos, mas a chegada das tecnologias móveis à sala de aula é como um cavalo de Tróia.

 Em curto prazo parece que pouco vai mudar; mas em médio prazo nos obrigará a reorganizar o tempo, o espaço e a forma de ensinar e aprender.

Os desafios a nossa frente são fascinantes.

Texto disponível no meu site www.eca.usp.br/prof/moran/tablet.pdf

Sobre o autor: José Manuel Moran, Professor de Comunicação na USP(aposentado). Diretor do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp e pesquisador de mudanças na educação presencial e a distância. Meu foco é tornar a escola e a universidade mais inovadoras, empreendedoras e acolhedoras, focando mais a pesquisa, a inter-aprendizagem, os valores humanos e as tecnologias digitais ; Facebook: jmmoran10 ; E-mail: moran10@gmail.com ; blog: http://moran10.blogspot.com.br/   ; Site Oficial: http://www.eca.usp.br/prof/moran  

Tecnologia deve ser ALIADA e não SOLUÇÃO

Raphaella Marques de Carvalho

Em tempos de mudanças constantes na nossa sociedade, o conhecimento e a informação ultrapassaram as esferas globais para se tornarem altamente digitais. A escola que outrora era a grande fonte do saber, hoje é mais um canal de aprendizado. Nessa perspectiva, a problemática da Educação é compreender e replanejar as suas práticas pedagógicas diante do novo contexto social e digital em que os alunos e todos nós estamos vivendo. Esse novo formato ,segundo Araci Hack Catapan (2003), é um “mundo da comunicação digitalizada que se formaliza com maior agilidade, pois se sustenta na codificação da informação e na comunicação da mensagem por diferentes formas de linguagem.”( http://nourau.uniararas.br/pt_BR/document/?code=200 acessado em 10/01/2012)

A prática pedagógica nem sempre acompanha a velocidade da modernidade, no caso do século XXI, pois ainda temos muitas características do XIX e XX nas nossas salas de aula. Não que sejam obsoletos, porém, não podemos negar as atuais necessidades da sociedade que anseia por mais participação e colaboração, sobretudo, de maneira interativa e altamente digitalizada. Sabemos que o espírito inovador transita em cada geração de alunos e professores, pois o ser humano é criativo e ousado, mesmo com o receoso de alguns diante das novas ações. Para Marshall Berman (1984),

“Ser humano é viver uma vida de paradoxo e contradição. É sentir-se fortalecido pelas imensas organizações burocráticas que detêm o poder de controlar e frequentemente destruir comunidades, valores vidas; e ainda sentir-se compelido a enfrentar essas forças, a lutar para mudar o seu mundo transformando-o em nosso mundo. É ser ao mesmo tempo revolucionário e conservador: aberto a novas possibilidades de experiências e aventuras…” (p.13)

Sendo assim, acredito que os recursos multimídias e digitais podem ser aliados no planejamento escolar se utilizados significativamente para os alunos e sobretudo, desenvolvidos colaborativamente pelos alunos. A formação dos professores é fundamental para confiança no manuseio das ferramentas e adequação dos mesmos na elaboração dos projetos. Atualmente, temos mais variedade e qualidade de plataformas digitais, sites educacionais e ferramentas online. É interessante diversificar os recursos tecnológicos no planejamento das aulas, explorando o máximo dos conteúdos de todas as disciplinas.

Trabalho numa escola do município do Rio de Janeiro e a minha turma do 4ºano do Ensino Fundamental tem um blog (http://estudandoenavegando.blogspot.com.br ), onde publicamos as produções de sala de aula, disponibilizamos os recursos usados nas aulas e sugestões de sites educacionais para estudarem sozinhos. Exploro muitos sites, vídeos, músicas e a plataforma de aulas digitais da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a Educopédia (www.educopedia.com.br ).

As atividades expostas no blog Estudando e Navegando são devidamente planejadas, procuro apresentar os trabalhos que estão vinculados aos recursos multimídia e /ou interdisciplinares. Planejar atividades dessa natureza exige mais pesquisas e uma avaliação mais criteriosa dos recursos que serão utilizados, o que no final demanda mais tempo. Atualmente, o computador é um material tão fundamental como um livro para desenvolver um planejamento mais interativo e atrativo para o aluno.

Administrar um blog educacional permite uma motivação por parte dos alunos nas suas produções, contribuiu para a integração e a valorização com a família em outros ambientes e permite um espaço de colaboração entre os docentes. Eles ficam muito contentes quando sabem que estão ganhando mais seguidores no blog e no twitter. A maioria dos alunos não está conectada nas suas casas, mas calculo uns 20%, que já estão no meu facebook e acompanham o blog. Eles estão “curtindo” estudar mais na internet, para eles, eu sou a professora “flex”, tudo que fazemos compartilho rápido!

É gratificante observar que os alunos estão gostando dessa nova relação comigo fora da sala de aula, pois sempre sugiro que eles acessem o blog para estudarem mais através dos sites e plataformas que ficam disponíveis nas postagens. Essa é a outra vantagem do blog, é possibilidade de deixar disponível “full time” todo material desenvolvido na sala de aula. Estamos numa nova caminhada, acredito que o fruto das novas práticas pedagógicas serão percebidas no futuro, mas uma coisa é certa, o mundo digital é mais real que qualquer coisa e precisamos utilizá-lo e reinventá-lo a favor da Educação.

Sobre a autora: Raphaella Marques de Carvalho, Graduada em História (UGF), especialista em História do Brasil(UCAM), Gestão Educacional (UCB), Docência Superior (AVM) e cursando a pós Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância (UFF), Professora da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Coordenadora do programa Educopédia da Subsecretaria de Novas Tecnologias Educacionais da SME-RJ , Curadora de Conteúdos das redes sociais da Educopédia e Moderadora do blog do programa. Atua na área de Informática Educacional desde 2003, tem experiência como produtora de material digital e projetos pedagógicos vinculados à informática educacional, consultora e oferece treinamentos em escolas particulares do RJ. Professora Blogueira premiada em 3º lugar no Troféu Rioeduca na categoria blog de professora promovido pela SME-RJ em 2011. Twitter: @RaphaellaClio; Facebook: raphaellamarquesdecarvalho ; E-mail: raphaellacarvalho@rioeduca.net ; Site oficial: http://www.raphaellamarques.com/  ; Blog: http://estudandoenavegando.blogspot.com.br

Tecnologias na Educação: Educação Proibida – O Filme

Olá amigos

O blog do Blogs Educativos divulgou uma indicação de filme muito legal chamada Educação Proibida- O filme . La Educación Prohibida é um documentário, produzido por diversos países latino-americanos, questionando a forma como sistemas tradicionais de ensino estão organizados e como alunos e professores se vêem nele.

O filme tem a duração de 2h 25m e 19. É imperdível e recomendável a educadores e pais.
Distribuído em licença em Creative Commons 3.0,permite a reprodução total ou parcial, cópia, modificação, tradução, redistribuição e exibição pública para fins não lucrativos. Ideal pra trabalhar com o filme (em cursos de formação de professores, ou em reuniões com colegas professores ou ainda apresentar a pais),em escolas sem conexão à internet,veja as dicas de como salvar e gravar o vídeo aqui.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=-1Y9OqSJKCc]

Para ir direto ao vídeo, no YouTube, é só clicar em cima dele, aí abaixo. Você pode acompanhar e fazer comentários sobre o filme, nas redes sociais e no site.

E ainda pela hashtag :#YoViLEP, no Twitter

Abraços
 
Robson Freire