>Professores Digitais

>Por Gilberto Dimenstein

O que mudará é que o professor que despeja conteúdos automaticamente será mesmo dispensável

Quando encontra dificuldade para ajudar o filho na lição de casa, Bill Gates aciona o professor Salman Khan. “Tudo fica fácil”, diz Gates, que, nos últimos anos, vem gastando dezenas de milhões de dólares em sua fundação para descobrir novos jeitos de educar.

Filho de família da Índia e de Bangladesh, Khan tem um currículo capaz de impressionar qualquer gênio: no MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), fez matemática, engenharia elétrica e ciência da computação; em Harvard, administração. Mas o que impressiona mesmo Gates é o valor das aulas: são de graça e acessíveis a qualquer um -aliás, neste momento, se quiser, você também pode entrar na internet e receber as mesmas aulas.

Khan foi um dos personagens que influenciaram Gates a escrever um texto em que sugere a substituição dos professores convencionais por aulas, acompanhadas de exercícios, gravadas com recursos multimeios por professores como Khan e distribuídas para todos. “É melhor uma boa aula desse tipo do que as dadas por professores medíocres”, provoca o criador da Microsoft.

Muita gente está levando a sério a possibilidade de as novas tecnologias exterminarem o professor como o conhecemos. Haveria uma radicalização do ensino a distância. Já há recursos para que um curso seja dado sem interferência humana. As aulas são gravadas e todos os debates, exercícios e notas são feitos por um programa de computador.
Autor da ideia de um computador por criança, Nicholas Negroponte me disse que está preparando uma experiência para ser lançada em comunidades da África e da Ásia que têm alto índice de analfabetismo. Quer deixar num lugar público computadores conectados à internet para ver como e se as crianças conseguem aprender a ler e a escrever sozinhas. “Cada vez mais o conhecimento vai ser transmitido fora da sala de aula”, comentou.

Esse tipo de recurso pode ajudar muito os alunos, especialmente os mais pobres, mas duvido que possa atingir a excelência sem que se viva num ambiente criativo, estimulante, com trocas entre alunos e professores motivados. Qualquer um pode acessar aulas do MIT ou de Harvard, entre outros grandes centros de ensino. Outra coisa é entrar num laboratório e acompanhar, por exemplo, o nascimento de um carro capaz de estacionar sozinho. Esse projeto é desenvolvido no AgeLab, que se dedica a criar produtos e serviços para idosos. Já está criando roupas e acessórios para os mais velhos evitarem acidentes.

Estou aqui em Harvard experimentando uma poderosa combinação do virtual com o presencial, num curso sobre experiências educativas internacionais. Cada aula se transforma num fórum na internet entre os estudantes, conduzido por três monitores. Daí surgem outros fóruns autônomos para cada comentário. Para aprofundar as questões, a classe, separada em três grupos, reúne-se presencialmente.

O professor mistura as aulas expositivas com depoimentos de convidados do mundo inteiro, que, a distância, ilustram os textos curriculares. Um explica como usa a tecnologia para melhorar o ensino em áreas rurais da Índia, outro conta como cria bibliotecas em remotas vilas da Ásia ou da África. Depois da exposição, os convidados respondem às questões dos estudantes. Tudo é gravado e postado na rede.
Tecnologia alguma, porém, supera o entusiasmo de um professor como Fernando Reimers. Ele viaja pelo mundo para conhecer experiências educacionais e participa de algumas delas. Não há software capaz de competir com essa paixão.

O que veio para ficar foi o fato de as informações circularem, criando a possibilidade de que o mundo se converta numa imensa comunidade de aprendizagem. Existem sinais por todos os lados.
Um dos negócios que prosperam no mundo digital são páginas abertas a perguntas que são respondidas por leitores. A diferença agora é que empresas estão contratando especialistas para dar respostas quase imediatamente. Há redes sociais em que se podem aprender todas as línguas importantes. Em outras páginas, são ensinadas expressões e gírias que acabam de surgir. Aprende-se espanhol com alguém que está na Argentina ou na China.

O que vai mudar é que o professor que despeja automaticamente os conteúdos será mesmo dispensável, pois será mais caro e menos eficiente do que uma tela de computador.

Conteúdo compartilhado pelo Blog Conteúdo Livre publicado originalmente na Folha de São Paulo no dia 13/02/2011. O blog colocou no www.catracalivre.com.br os links desta coluna: o AgeLab, o MIT, o ensino de línguas, as aulas do professor Khan, as redes sociais para o aprendizado dos idiomas e os cursos gratuitos de universidades. 

Abraços

Robson Freire

Professores Digitais

Por Gilberto Dimenstein

O que mudará é que o professor que despeja conteúdos automaticamente será mesmo dispensável

Quando encontra dificuldade para ajudar o filho na lição de casa, Bill Gates aciona o professor Salman Khan. “Tudo fica fácil”, diz Gates, que, nos últimos anos, vem gastando dezenas de milhões de dólares em sua fundação para descobrir novos jeitos de educar.

Filho de família da Índia e de Bangladesh, Khan tem um currículo capaz de impressionar qualquer gênio: no MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), fez matemática, engenharia elétrica e ciência da computação; em Harvard, administração. Mas o que impressiona mesmo Gates é o valor das aulas: são de graça e acessíveis a qualquer um -aliás, neste momento, se quiser, você também pode entrar na internet e receber as mesmas aulas.

Khan foi um dos personagens que influenciaram Gates a escrever um texto em que sugere a substituição dos professores convencionais por aulas, acompanhadas de exercícios, gravadas com recursos multimeios por professores como Khan e distribuídas para todos. “É melhor uma boa aula desse tipo do que as dadas por professores medíocres”, provoca o criador da Microsoft.

Muita gente está levando a sério a possibilidade de as novas tecnologias exterminarem o professor como o conhecemos. Haveria uma radicalização do ensino a distância. Já há recursos para que um curso seja dado sem interferência humana. As aulas são gravadas e todos os debates, exercícios e notas são feitos por um programa de computador.
Autor da ideia de um computador por criança, Nicholas Negroponte me disse que está preparando uma experiência para ser lançada em comunidades da África e da Ásia que têm alto índice de analfabetismo. Quer deixar num lugar público computadores conectados à internet para ver como e se as crianças conseguem aprender a ler e a escrever sozinhas. “Cada vez mais o conhecimento vai ser transmitido fora da sala de aula”, comentou.

Esse tipo de recurso pode ajudar muito os alunos, especialmente os mais pobres, mas duvido que possa atingir a excelência sem que se viva num ambiente criativo, estimulante, com trocas entre alunos e professores motivados. Qualquer um pode acessar aulas do MIT ou de Harvard, entre outros grandes centros de ensino. Outra coisa é entrar num laboratório e acompanhar, por exemplo, o nascimento de um carro capaz de estacionar sozinho. Esse projeto é desenvolvido no AgeLab, que se dedica a criar produtos e serviços para idosos. Já está criando roupas e acessórios para os mais velhos evitarem acidentes.

Estou aqui em Harvard experimentando uma poderosa combinação do virtual com o presencial, num curso sobre experiências educativas internacionais. Cada aula se transforma num fórum na internet entre os estudantes, conduzido por três monitores. Daí surgem outros fóruns autônomos para cada comentário. Para aprofundar as questões, a classe, separada em três grupos, reúne-se presencialmente.

O professor mistura as aulas expositivas com depoimentos de convidados do mundo inteiro, que, a distância, ilustram os textos curriculares. Um explica como usa a tecnologia para melhorar o ensino em áreas rurais da Índia, outro conta como cria bibliotecas em remotas vilas da Ásia ou da África. Depois da exposição, os convidados respondem às questões dos estudantes. Tudo é gravado e postado na rede.
Tecnologia alguma, porém, supera o entusiasmo de um professor como Fernando Reimers. Ele viaja pelo mundo para conhecer experiências educacionais e participa de algumas delas. Não há software capaz de competir com essa paixão.

O que veio para ficar foi o fato de as informações circularem, criando a possibilidade de que o mundo se converta numa imensa comunidade de aprendizagem. Existem sinais por todos os lados.
Um dos negócios que prosperam no mundo digital são páginas abertas a perguntas que são respondidas por leitores. A diferença agora é que empresas estão contratando especialistas para dar respostas quase imediatamente. Há redes sociais em que se podem aprender todas as línguas importantes. Em outras páginas, são ensinadas expressões e gírias que acabam de surgir. Aprende-se espanhol com alguém que está na Argentina ou na China.

O que vai mudar é que o professor que despeja automaticamente os conteúdos será mesmo dispensável, pois será mais caro e menos eficiente do que uma tela de computador.

Conteúdo compartilhado pelo Blog Conteúdo Livre publicado originalmente na Folha de São Paulo no dia 13/02/2011. O blog colocou no www.catracalivre.com.br os links desta coluna: o AgeLab, o MIT, o ensino de línguas, as aulas do professor Khan, as redes sociais para o aprendizado dos idiomas e os cursos gratuitos de universidades. 

Abraços

Robson Freire

Oral, escrita e digital: as três eras cognitivas

As eras cognitivas são fruto da forma como armazenamos o conhecimento. A tecnologia é neutra por fora, mas agente por dentro. Já cabe um novo campo de estudo, a filosofia da tecnologia.

Por Carlos Nepomuceno

As novas possibilidades de criação coletiva distribuída, aprendizagem cooperativa e colaboração em rede oferecidas pelo ciberespaço colocam novamente em questão o funcionamento das instituições e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto nas empresas como nas escolas.

Pierre Lévy, da minha coleção de frases.

O problema básico da humanidade sempre foi repassar o conhecimento da geração atual e passada para as futuras.

Cada pessoa que nasce precisa chegar ao mundo e receber a “óstia do conhecimento” para ir daqui em diante e não voltarmos para trás.

Ou seja, a humanidade é dependente da forma que essa passagem é feita para sobreviver e resolver os problemas que cada vez mais gente na terra provocam.

Começamos com a memória, passamos ao papel (e adjacências) e depois para o suporte digital.

Cada uma dessa passagens mudou a maneira de produzir e receber conhecimento. Fez com que nossos cérebros se adaptassem a esse suporte. Assim, a tecnologia cognitiva é aparentemente neutra por fora, mas modeladora por dentro.

Essas passagens nos obrigam a mudar o jeito que organizamos internamente esse ato de conhecer e produzir conhecimento, marcando eras distintas da Civilização.

Tudo começa com uma tecnologia, que molda nosso cérebro que, por sua vez, a partir desse novo molde, molda a sociedade. (Pela primeira vez, li sobre o termo “Filosofia da Tecnologia”, que estuda como pensamos sobre elas. Isso é importante, pois vai nos dar a possibilidade de entender tudo isso melhor. Aguardem, falarei mais sobre isso.)

Tivemos, portanto, três grandes eras cognitivas, nas quais nossos cérebros foram radicalmente mudados:

  • oral, com suporte na memória;
  • escrita, com suporte em papel e adjacências;
  • digital, com suporte no computador.

Cada passagem, guarda características em comum:

A meu ver essas passagens se tornam maduras em função do aumento da população, que cria a cama na qual a nova era vai deitar. E, quando vêm, gera consequências profundas em nossos cérebros. E têm particularidades específicas, que temos que estudar, pois são elas que criam as novidades pelas quais iremos moldar a nova sociedade.

A chegada da era digital, numa grande rede de computadores conectados, nos traz de novo que as outras eras não permitiram, entre outros:

  • A interação muito para muitos a distância. Exemplo: chats, comunidades do Orkut, listas de discussão.
  • O registro destas interações, disponível a todos. Exemplo: texto do que acontece nas interações que ficam disponíveis;
  • A alteração de registros de forma volátil a distância. Exemplo: Wikipédia.
  • A complementação do registro no mesmo ambiente. Exemplo: comentários de um usuário em um post em determinado blog.
  • E o registro da interação entre o usuário e a informação. Exemplo:
    uma revista online pode saber quantos, como e quem acessou cada uma das páginas.

Esse conjunto de novas possibilidades de receber e produzir conhecimento é o que está permitindo a revolução da era digital e não a tecnologia, que é apenas a motivadora da passagem, uma ponte entre duas cidades que não se falavam.

Isso vai implicar na mudança geral da sociedade. Ou seja, como lidamos com o conhecimento do jeito “A” para o “B”. Uma civilização que vai também do “A” para o “B”.

Que dizes?

Diário de blog: o tema já existia no blog, mas o que avançou foi a ideia que as eras são fruto da forma como armazenamos o conhecimento, a mudança do suporte, que implica em várias passagens cognitivas.

É novo o conceito de que a tecnologia é neutra por fora, mas agente por dentro. E o novo campo de estudo “Filosofia da Tecnologia”. [Webinsider]

Sobre o autor

Carlos Nepomuceno (carlos@nepo.com.br) é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), diretor da Pontonet, editor do blog Nepo.com.br e também está no Twitter.

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/2010/06/02/oral-escrita-e-digital-as-tres-eras-cognitivas/

Novas tecnologias para o saudável hábito da leitura!


Quero começar esse texto com um parágrafo interessantíssimo:

“Não seria preciso maior indagação para se chegar a este resultado: “nossos moços lêem pouco e escolhem mal as obras que lêem”. (…) E as causas de tal defeito educativo podem ser apontadas por todos, também, sem grande esforço. Procurando evitar o verbalismo, custasse o que custasse, nossas escolas primárias tocaram o extremo oposto: condenaram o livro, sem remédio, com o que deixaram de inculcar o hábito necessário da leitura. Disse escolas primárias; poderia dizer também secundárias, onde o mal é o mesmo. Isso explicará, em parte, porque os nossos estudantes lêem tão pouco (…). Mas não explicará porque o pouco que se lê seja de medíocre qualidade.”

Esse parágrafo parece ter sido extraído de alguma publicação recente, mas foi escrito por Lourenço Filho, educador e pesquisador do início do século passado, em um artigo publicado na revista Educação em 1927. Deparei-me com esse texto há alguns semestres, quando fazia uma pesquisa sobre a tendência pedagógica chamada Escola Nova, muito influente nos anos 1920 e 1930 aqui no Brasil. Lourenço Filho foi um dos introdutores do pensamento escolanovista em nosso país, mas o que me chamou a atenção neste parágrafo foi a atualidade da crítica de Lourenço Filho.

Se ainda estivesse vivo nesses nossos tempos de internet, talvez ele se admirasse não apenas com as bobagens que o brasileiro médio lê (não apenas os jovens), mas também com as bobagens que escrevem em seus blogs, orkuts e twitters. A grande maioria do conteúdo que é publicado na “blogosfera, orkutsfera e twittersfera” é de uma irrelevância acachapante. Conteúdo irrelevante do ponto de vista científico, político e artístico. De toda forma, é preferível esse mar de bobagens escritas todos os dias do que voltarmos ao monopólio da palavra que vigorava na Era Pré-Internet.

A crítica de Lourenço Filho também é atual no que diz respeito à omissão da escola no estímulo à leitura. Aliás, as nossas escolas nem conseguem alfabetizar, quem dirá estimular a leitura? É como querer estimular uma pessoa sem os membros inferiores a pedalar.

O hábito da leitura é essencial para a competência da escrita. E mais, o hábito da leitura é essencial para o desenvolvimento da capacidade de separar o que vale a pena ser lido e o que é irrelevante, superficial ou enviesado para além do aceitável.

E como o saudável hábito de ler é algo que deverá nos acompanhar pelo resto da existência de nossa espécie, as tecnologias ligadas à leitura também acabam por se reinventar de tempos em tempos com o objetivo de trazer maior conforto e praticidade ao leitor. Foi assim com os tabletes de argila que deram lugar aos rolos de papiro, que deram lugar aos livros de papel que, hoje, competem com os meios digitais.

Confesso que migrar do livro de papel para os e-books foi uma tarefa difícil. Fomos educados utilizando a tecnologia dos livros, então adotar uma nova tecnologia para a leitura sempre pede um tempo de adaptação. Ficar sentada na frente do computador para ler era muito desconfortável, sem falar naquelas telas de CRT que parecem um farol ligado em frente ao rosto. Com o advento das telas de cristal líquido, a fadiga visual diminuiu, e quando tomei vergonha e comprei um notebook, o desconforto de ter que ficar sentada em frete ao PC também desapareceu. Hoje, eu gosto de ler no computador portátil tanto quanto gosto de ler em livros. É uma delícia poder deitar no sofá ou na cama e ler e-books, artigos, colunas, posts… é tudo muito confortável, prático e praticamente de graça, pois só pago a energia e a mensalidade da internet. Mas já existem outros aparelhos que, ao contrário do computador portátil, estão sendo desenvolvidos exclusivamente para a leitura e prometem muito mais conforto e praticidade. A mais badalada dessas novas geringonças é o Kindle da Amazon, embora a Sony também tenha lançado um concorrente de peso, o Reader.

Esses leitores de livros eletrônicos são muito leves, finos e tem as altura e largura de um livro de tamanho médio ou, no máximo, de uma revista. A tecnologia de suas telas simula com perfeição a aparência de um livro de papel, graças à chamada “tinta eletrônica”. Eu ainda não tive a oportunidade de ver um desses aparelhos pessoalmente, mas quem já viu garante que é muito semelhante a um livro. As telas não emitem luz, então a maioria desses leitores digitais só pode ser utilizada em lugares bem iluminados, como se fosse um livro de verdade. Mas o Reader, da Sony, vem com um sistema de iluminação embutido (como o dos celulares) que permite ao usuário ler em ambientes com pouca luz ou mesmo no escuro. Outras funcionalidades desses aparelhinhos são as baterias de longa duração (dias sem precisar recarregar), a leitura (em voz eletrônica) dos textos, capacidade de armazenar audiobooks e até música em mp3. Você ainda pode fazer anotações nas páginas do livro eletrônico usando o teclado virtual e imprimir tudo (inclusive suas notas) através do PC.

A Amazon fez um convênio com grandes editoras, seis universidades e alguns jornais, como o The New York Times, para que o Kindle permita acesso wireless a uma infinidade de conteúdos, parte deles gratuito, parte pago, como a assinatura do jornal citado. O bom e velho PDF também é suportado, mas acessar conteúdo via internet sem fio é só para quem mora nos EUA, por enquanto.

Já a Sony, uniu-se à Google e oferece acesso a mais de cinco mil livros de domínio público, tanto pelo Reader quanto pelo computador pessoal, desde que seja instalado no PC o software da Sony que vem com o Reader.

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, já comunicou um plano para substituir todos os livros das escolas de ensino médio por versões digitais que serão lidas pelos alunos em notebooks, desktops e nesses leitores de livros eletrônicos. Isso representa uma economia enorme para o governo. Imaginem quanto dinheiro poderia ser economizado todos os anos, no Brasil, se todos os livros didáticos das nossas escolas públicas fossem digitalizados. E que maravilha seria se todo o acervo de livros da UFPE fosse digitalizado e os alunos não precisassem mais tirar xerox e brigar à tapa por exemplares nas bibliotecas. Cenário fantasioso? Hoje, certamente. Mas talvez não o seja em um futuro próximo.

Na minha visão, e pela minha experiência como estudante e como designer instrucional, esses leitores de livros eletrônicos precisam ainda evoluir um pouquinho para que se tornem de fato uma opção 100% melhor que os livros de papel e o notebook. Pelo menos três funcionalidades precisam ser acrescentadas:

  • Telas coloridas – atualmente as telas são monocromáticas, deixando a desejar quando se quer ler uma revista ou um livro com imagens em cores.
  • Suporte a PDF’s multimídia – hoje, os PDF’s suportam aplicações interativas em Adobe Flash embutidas, vídeo e até manipulação de objetos em 3D. Para quem trabalha com produção de objetos de aprendizagem (material didático multimídia) os novos PDF’s são tudo!
  • Pelo menos mais duas telas retráteis – a tela única dos aparelhos só permite visualizar uma publicação de cada vez, mas quem freqüenta biblioteca sabe que não é raro ficarmos com três ou mais livros abertos ao mesmo tempo quando estudamos ou redigimos um texto. Se esses leitores eletrônicos oferecessem mais duas telas retráteis, seria possível consultar três publicações simultaneamente, facilitando o estudo.

Well, esses novos aparelhinhos podem até não resolver o problema da qualidade do que se lê e do que se escreve, mas que prometem trazer mais conforto, praticidade e economia para o saudável hábito da leitura, isso prometem!

Amanda Costa é designer instrucional e graduanda em Pedagogia pela UFPE

Fonte: postado em http://eimidia.com/blog/?p=48

A tecnologia e a educação de mãos dadas

Professores antenados com seu tempo, alunos mais motivados em aprender e escolas prontas para os desafios do século XXI. Com esses três objetivos em mente, a Microsoft, por meio da Iniciativa Parceiros na Aprendizagem, vem desde 2003 desenvolvendo Programas Educacionais para apoiar a educação com práticas inovadoras nas quais a tecnologia propicia avanço tanto nos processos de ensino-aprendizagem quanto na gestão escolar.

Blog parceiro - Conteúdos Educacionais Microsoft

Para implementar os Programas Educacionais, a Microsoft tem realizado parcerias com universidades e instituições que se destacam no estudo e aplicabilidade do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para intensificar a inclusão digital e social.

Agora, essa experiência acumulada está à disposição de escolas e professores interessados em renovar sua prática pedagógica. Todos os conteúdos dos Programas Educacionais Microsoft (apostilas, livretos, vídeos, sites, cursos e produtos voltados à educação) estão reunidos em um mesmo espaço: o site Conteúdos Educacionais – www.conteudoseducacionais.com.br

Os conteúdos estão disponibilizados gratuitamente, bastando apenas se cadastrar para fazer download dos Programas que mais interessarem.

Esses materiais estão distribuídos por áreas de interesse:

Escolas Inovadoras

  • Alfabetização Digital
  • Comunidade Conectada
  • Programa Escolas de Tecnologia Inovadora
  • Programa Escolas Inovadoras – Lumiar
  • Segurança na Web
  • Programa Escola Digital

Educadores Inovadores

  • Alfabetização Digital
  • Currículo Educacional
  • Objetos de Aprendizagem
  • Office Online
  • Princípios de Aprendizagem
  • Programa Aprender em Parceria
  • Programa de Acessibilidade
  • Programa Desafio Digital
  • Programa Gestão Escolar e Tecnologias
  • Segurança na Web
  • Software Microsoft® Matemática

Alunos Inovadores

  • Alfabetização Digital
  • Office Online
  • Princípios de Aprendizagem
  • Programa Aluno Monitor
  • Segurança na Web

Dessa forma, educadores de todo Brasil podem acessar estes recursos, que irão contribuir para estimular suas habilidades pedagógicas, para que seus alunos aprendam mais e melhor e, assim, ajudar a desenvolver cada vez mais a educação brasileira.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>A tecnologia e a educação de mãos dadas

>Professores antenados com seu tempo, alunos mais motivados em aprender e escolas prontas para os desafios do século XXI. Com esses três objetivos em mente, a Microsoft, por meio da Iniciativa Parceiros na Aprendizagem, vem desde 2003 desenvolvendo Programas Educacionais para apoiar a educação com práticas inovadoras nas quais a tecnologia propicia avanço tanto nos processos de ensino-aprendizagem quanto na gestão escolar.

Blog parceiro - Conteúdos Educacionais Microsoft

Para implementar os Programas Educacionais, a Microsoft tem realizado parcerias com universidades e instituições que se destacam no estudo e aplicabilidade do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para intensificar a inclusão digital e social.

Agora, essa experiência acumulada está à disposição de escolas e professores interessados em renovar sua prática pedagógica. Todos os conteúdos dos Programas Educacionais Microsoft (apostilas, livretos, vídeos, sites, cursos e produtos voltados à educação) estão reunidos em um mesmo espaço: o site Conteúdos Educacionais – www.conteudoseducacionais.com.br

Os conteúdos estão disponibilizados gratuitamente, bastando apenas se cadastrar para fazer download dos Programas que mais interessarem.

Esses materiais estão distribuídos por áreas de interesse:

Escolas Inovadoras

  • Alfabetização Digital
  • Comunidade Conectada
  • Programa Escolas de Tecnologia Inovadora
  • Programa Escolas Inovadoras – Lumiar
  • Segurança na Web
  • Programa Escola Digital

Educadores Inovadores

  • Alfabetização Digital
  • Currículo Educacional
  • Objetos de Aprendizagem
  • Office Online
  • Princípios de Aprendizagem
  • Programa Aprender em Parceria
  • Programa de Acessibilidade
  • Programa Desafio Digital
  • Programa Gestão Escolar e Tecnologias
  • Segurança na Web
  • Software Microsoft® Matemática

Alunos Inovadores

  • Alfabetização Digital
  • Office Online
  • Princípios de Aprendizagem
  • Programa Aluno Monitor
  • Segurança na Web

Dessa forma, educadores de todo Brasil podem acessar estes recursos, que irão contribuir para estimular suas habilidades pedagógicas, para que seus alunos aprendam mais e melhor e, assim, ajudar a desenvolver cada vez mais a educação brasileira.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna