We All Bleed Red…

Esse é um poema em inglês sobre bullying que encontrei no blog Memorias e Além.

Leiam com atenção e reflitam.

É realmente muito forte.

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.

We All Bleed Red…

Todos sangramos vermelho…

Maybe I can’t write a sentence or one word at all,
Talvez eu não consiga escrever uma frase, ou mesmo uma palavra,

But does that mean you can push me against the wall?
Mas isso significa que você pode me empurrar contra a parede?

Maybe I can’t read as good as the rest of the class,
Talvez eu não consiga ler tão bem quanto o restante da classe,

But that mean you have to trip me as I walk past?
Mas isso significa que você tem de me fazer tropeçar quando estou passando?

Maybe I can’t kick a ball as far as the best,
Talvez eu não consiga chutar a bola tão longe quanto o melhor,

But does that mean I stand out from the rest?
Mas isso significa que sou diferente dos demais?

Maybe I can’t shout as loud as you can,
Talvez eu não consiga gritar tão alto quanto você,

But does that really make me any less of a man?
Mas isso me torna um homem menor?

Maybe I’m a different colour, a different race,
Talvez eu seja de uma outra cor, uma raça diferente,

But does that give you the right to hit my face?
Mas isso lhe dá o direito de bater no meu rosto?

Maybe my glasses make my face look round,
Talvez meus óculos façam meu rosto parecer redondo,

But does that mean you have to throw them to the ground?
Mas isso quer dizer que você deve atirá-los no chão?

Maybe I’m poor, and have no money,
Talvez eu seja pobre, e não tenha dinheiro algum,

But does that mean you can mock me so your friends think you’re funny?
Mas isso quer dizer que você pode me ridicularizar para que seus amigos o achem engraçado?

Maybe I wear clothes by Adidas or Nike,
Talvez eu vista roupas Adidas ou Nike,

But does that give you the right to steal things I like?
Mas isso lhe dá o direito de roubar as coisas de que gosto?

Maybe I’ll never win, and I’ll always lose,
Talvez eu nunca venha a vencer, e seja sempre um perdedor,

But could you leave me alone? Do I get to choose?
Mas você pode me deixar em paz? Posso escolher?

Maybe you don’t care if I’m alive or dead,
Talvez você não se importe se estou vivo ou morto,

But you won’t be the one visiting a hospital bed.
Mas você não será o único a visitar uma cama de hospital.

If there was only one thing that I wish would sink into your head :
Se eu pudesse escolher uma única coisa para entrar na sua cabeça seria isto:

“We are all the same. We all bleed red…
“Somos todos iguais. Todos sangramos vermelho…”

Anthony Kisley – 2000

Poema extraído do livro: GLOBETROTTER – Inglês para o Ensino Médio, autor Marcelo Baccarin Costa.

Steve Jobs, Bono, Al Gore e os novos professores.

Hoje, é mais fácil ser autodidata do que há uma década. Mesmo com o excesso de conteúdo de qualidade duvidosa que existe por aí encontram-se bons livros na Wikipedia ou na Amazon. Se é assim, para que escola? Se o conhecimento se desatualiza cada vez mais rápido, faz sentido frequentar uma faculdade? Ou seria mais abrangente e barato montar o próprio aprendizado contínuo?

A resposta não é simples. O aprendizado contínuo demanda um esforço considerável, ainda mais se for por conta própria. As escolas, por mais que possam contribuir para “construir noção”, estão longe de se tornarem paraísos. Educação de qualidade depende, acima de tudo, da vontade de aprender. Isso não é ensinado, mas pode ser inspirado. Professores atualizados em escolas bem-equipadas são apenas parte do processo. O que vai fazer a diferença é o brilho nos olhos de alunos apaixonados pelo que descobrem.

Na universidade tradicional existe a livre-docência – uma espécie de título atribuído a um pesquisador que, depois de ter concluído o mestrado e o doutorado, pode realizar pesquisas sem orientador. O mundo profissional não requer tanto esforço. Depois de alguns anos de experiência, é fácil identificar as necessidades de aprimoramento. Cursos técnicos, administração, planejamento são os mais procurados.

Não há dúvida de que sejam úteis, mas, na maioria das vezes, só reforçam o ponto de vista que já se tem. Ao contrário da escola convencional, raramente se é contrariado em um curso desses. Além disso, boa parte do sucesso dos cursos de extensão deve-se ao fato de que a freqüência não é obrigatória. Como o aluno não é questionado, não amplia sua perspectiva de mundo e não é capaz de identificar, aglutinar (ou até mesmo prever) tendências. Como não foi desafiado a pensar em áreas além da sua, não consegue desenvolver novas soluções. Ou seja, é criativamente nulo fora de sua área.

Um professor não é (ou não deveria ser) uma fonte de informação, mas de inspiração. Sob esse aspecto, Steve Jobs, Bono e Al Gore são excelentes mestres. No entanto, ao longo da história, essas funções se misturaram. Na medida em que a informação é abundante e acessível, o fornecedor de conteúdo se torna dispensável. O de orientação, pelo contrário, cada vez mais fundamental. O processo que elimina o primeiro deixa a seleção e controle das fontes de referência a cargo do aluno. Como é desprovido de noção, é natural que ele seja tolerante com seus próprios vícios, encorajando a polarização e a alienação.

Na sociedade da informação, a função do professor é definir parâmetros para ser o maestro do conteúdo disponível. Ele não precisa identificar o novo – isso é feito pelos alunos. Tampouco precisa se opor às novas tecnologias ou alertar sobre seus excessos. Isso é feito por pais, mídia e sociedade.

Um professor de verdade não se intimida com o novo, ao contrário, estimula o debate e a curiosidade para combater estereótipos, gerar conhecimento coletivo, filtrar o excesso de informação, influenciar e formar os formadores de opinião. Ao compartilhar experiências para desenvolver o senso crítico em seus alunos, poderá guiá-los por novos cenários. Só assim eles serão capazes de selecionar as opções que lhes são oferecidas – de crescer, enfim. Parece catequese? Não é tão diferente assim.

Luli Radfahrer é professor de Comunicação Digital da Escola
de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
webdesign@luli.com.br

Fonte: http://www.arede.inf.br/inclusao/edicao-atual/2141-opiniao-edicao-50