Era do Conhecimento ou da Competência?

Marcelo Antônio Aguilar (*)

Há mais de 20 anos que se fala em economia do conhecimento e era do conhecimento, porém, só a partir dos anos 90 é que esta preocupação começa realmente a incomodar. Este incomodo começa principalmente pela indefinição de COMO as organizações irão viver (ou, simplesmente sobreviver a) esta era.

O que se vê hoje é uma multiplicidade de receituários, de fórmulas, que dizem O QUE deve ser feito, porém o COMO deixa a desejar.

Mesmo com esta indefinição existe a convergência em um único ponto, em todas as fórmulas apresentadas pelos filósofos e profetas, o que nos leva a crer que não é uma variável qualquer e sim uma constante. Os físicos que me perdoem, mas esta é uma constante universal; constante esta que não rege o mundo astrofísico ou quântico, mas com certeza rege o mundo organizacional. Esta constante é a EDUCAÇÃO.

O discurso é único: PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO; e, pelo receituário do professor Carl Dahlman do Banco Mundial, o Brasil precisa de dois “remédios” urgentes, que são:

1) uma revolução PELA educação,
2) uma revolução NA educação.

“A maior falácia, no entanto, é acreditar que a educação é a mera aquisição do conhecimento e que este é a solução de todos os problemas. Isto é muito cartesiano e induz a um erro grosseiro.

Conhecimento é nada, ou quase nada, se não soubermos usá-lo adequadamente, apropriadamente e corretamente nas mais variadas situações da vida pessoal e profissional. Isto é competência.

Não existe competência sem o devido conhecimento para ser usado, mas existe conhecimento sem a devida competência para usá-lo, o que, de qualquer forma, é péssimo.

Adaptando as palavras do professor Rubens Portugal, especialista em educação, o que todo empresário deseja é um profissional que REFLITA-NA-AÇÃO que está desempenhando, porém que vá muito além da simples reflexão e que se torne um ARTISTA-NA-EXECUÇÃO, ou seja, o desejado é um profissional que se não possui um conhecimento específico, reflita e busque-o, e, assim que o adquirir use-o adequadamente, apropriadamente, corretamente e artisticamente.

Aqui, o uso da palavra “artisticamente” significa que a pessoa incorporou o conhecimento adquirido e desenvolveu a competência de usá-lo a tal nível que estes se tornam inconscientes; se tornam tácitos.

Poucas propostas na área de educação formal, ou corporativa, hoje, promovem esta incorporação de conhecimento e desenvolvimento de competências, e quando o fazem, o fazem de forma limitada, atuando somente em uma ou outra área do conhecimento aliada a uma ou outra competência.

O QUE fazer, penso que está claro, e, o COMO fazer, é por intermédio do resgate das funções das Universidades e do conceito de Universidade Corporativa.

Não este conceito que está sendo popularizado por diversos consultores que nada mais é do que a reformulação do programa de treinamento das empresas, ou no máximo a reedição das Universidades dentro das organizações. Estamos falando do conceito original de Universidade Corporativa; aquele que não compete com a Universidade atual, a Universidade Erudita, mas complementa as suas funções.

A função da Universidade Erudita é desenvolver os conhecimentos científicos, metodológicos e eruditos. A função da Universidade Corporativa é adaptar o profissional aos tempos e desenvolvê-lo para as tendências no futuro.

O que está ocorrendo hoje é uma corrida das Universidades Eruditas para o desenvolvimento de MBA’s que prometem o desenvolvimento de competências, mas a maior “revolução” que estes apresentam na tecnologia educacional é a substituição do quadro negro pelo projetor multimídia, de resto continuam sendo aulas meramente informativas. Do outro lado, algumas Universidades Corporativas resolveram desenvolver suas propostas cometendo erros de gerar programas eruditos ou científicos demais. Muitas Universidades Eruditas e outras tantas Corporativas devem se reformar para incorporar novas metodologias e tecnologias educacionais e promover a revolução NA educação dentro de suas funções.

É necessário que se entenda que a Universidade Corporativa deve trabalhar competências utilizando-se de conhecimentos práticos, aplicados às organizações ou a segmentos profissionais, e, estes conhecimentos são mutáveis, voláteis, mas são necessários naquele tempo. E que, também, podem trabalhar este conceito em parceria com as Universidades Eruditas, mas respeitando suas funções na Sociedade do Conhecimento.

Considerando todos esses pontos, como desenhar, então, um programa de educação corporativa ?

Um bom início vem da UNESCO, que nos dá as dicas de algumas competências e conhecimentos desejados quando seus especialistas nos definem as 8 características do trabalhador do Século XXI:

1. Ser flexível e não especialista demais

2. Ter mais criatividade do que informação

3. Estudar durante toda a vida

4. Adquirir habilidades sociais e capacidade de expressão

5. Assumir responsabilidades

6. Ser empreendedor

7. Entender as diferenças culturais

8. Adquirir intimidade com as novas tecnologias

Porém, antes de darmos início ao planejamento, devemos entender as diferenças entre competências (transversais e verticais) e conhecimento, para só então pesquisar quais são as competências necessárias para cada organização e quais os conhecimentos relevantes ao negócio atual e futuro.

As competências transversais são aquelas que devem permear toda a organização, do funcionário mais simples ao presidente da organização. São aquelas que dão sustentação às características organizacionais, às suas políticas e estratégias que a diferenciam no mercado. Em alguns casos são dependentes do tipo do negócio e estão calcadas nos valores organizacionais.

De uma forma geral, as competências transversais não são tantas assim, mas não é possível trabalhar em todas simultaneamente. O que deve ser feito é buscar trabalhar poucas competências transversais, as que relacionam melhor entre si e, assim que estas estiverem desenvolvidas dentro de um determinado nível aceitável, reformula-se o programa de capacitação em serviço para atuar em outras competências transversais desejadas.

Isto quer dizer que devemos esquecer as competências transversais trabalhadas anteriormente? Obviamente que não, porém a frequência de trabalhos diminui, mas não pode ser completamente esquecido ou eliminado. O custo de manutenção preventiva é muitas vezes menor que o custo de recuperação e, isto é lei de custos administrativos.

Só isso ? Não. Aqui a coisa complica um pouco, mas só um pouco.

Vamos utilizar a quarta característica apontada pela UNESCO como exemplo, 4. Adquirir habilidades sociais e capacidade de expressão, aponta para duas competências básicas que são: saber interagir e saber se comunicar, e, considerando que estas competências têm que permear toda a organização, desde o funcionário mais simples até o presidente, obriga que a proposta de educação corporativa contemple programas diferenciados para todos os níveis hierárquicos e intelectuais. Não é difícil, mas exige planejamento adequado.

E as competências verticais ? São as que dão sustentação ao negócio da organização, qualquer que seja ele, privado ou estatal, lucrativo ou filantrópico.

As competências verticais são as estacas, são os pilares que, associadas a conhecimentos específicos e relevantes ao negócio da organização, dão a sustentação ao próprio negócio. Utilizando a oitava característica apontada pela UNESCO como exemplo, 8. Adquirir intimidade com as novas tecnologias, não podemos imaginar, hoje, um economista que tenha a competência vertical de saber analisar riscos sem dominar uma planilha de cálculo informatizada que o permita testar os indicadores dentro de fórmulas complexas de matemática ? Ou seja, para hoje ser considerado competente em análise de riscos significa ter a capacidade de análise desenvolvida aliadas aos conhecimentos de economia, matemática fundamentados em planilhas de cálculo informatizadas, que ampliam a abrangência e velocidade de análise.

Diferente das competências transversais, as competências verticais necessárias dentro de qualquer organização são muitas e modificam-se com maior frequênciado que as primeiras, pois estão associadas ao negócio que varia de acordo com as tendências do mercado.

Esta modificação frequente exige maior dinamicidade do plano de educação corporativa e uma atenção redobrada de seus planejadores que devem trabalhar bem sincronizado com todos os departamentos da organização, mas principalmente com as áreas que possuem relacionamento externo com o cliente, ou diretamente com os mesmos, pois muitos dos indicadores para um bom planejamento das competências verticais residem lá.

Finalmente, chegamos ao conhecimento, que é o combustível da competência e, como todo combustível, é volátil.

Esta é uma analogia bastante interessante que podemos expandir, pois existem motores (competências) que queimam (se utilizam de) qualquer tipo de combustível (conhecimento), porém o rendimento (eficiência) não é o mesmo. Ou seja, quanto melhor o combustível (conhecimento), melhor será o rendimento (eficiência) do motor (competência). Mas, ao mesmo tempo, o combustível (conhecimento) é volátil, e, perde sua função se não utilizado, inclusive, evapora.

Penso que está claro que não se deve trabalhar conhecimento sem trabalhar competência e não se pode trabalhar competência sem trabalhar conhecimento. Portanto, o planejamento de um programa de educação corporativa deve buscar trabalhar os conhecimentos em conjunto com as competências verticais. De acordo com a UNESCO, esta é a terceira característica, 3. Estudar durante toda a vida.

Basta, então, uma educação que desenvolva os conhecimentos e as competências para usá-los ? A resposta é não, pois o professor Eugênio Mussak, médico fisiologista e especialista em educação, nos informa que a boa educação deve, também, promover e estimular o indivíduo a querer utilizar estas competências e conhecimentos adquiridos.

O professor Mussak profere a tríade psicológica, pensamento-atitude-sentimento, que possui 6 possibilidades de combinação distintas, com relação ao momento que elas surgem, e cada uma destas gera um resultado psicológico diferente. Temos que somente duas destas combinações possuem o pensamento em primeiro lugar, ora, um bom programa de educação é aquele que promove e estimula o indivíduo a pensar (refletir), agir (querer) e sentir (regozijar-se). O interessante é que esta afirmação vem corroborar com o postulado do professor Portugal de reflexão-na-ação e arte-na-execução.

Segundo Protágoras: o homem é a medida de todas as coisas, o que nos induz a concluir que as coisas só evoluem se evoluirmos o homem e, o homem só evolui por intermédio da educação, onde educação desejada é aquela que alia o conhecimento com a competência para usá-lo e, estimula a usá-los.

(*) Engenheiro, doutorando em educação e diretor da Qualiware – marcelo@qualiware.com.br

Fonte : http://www44.bb.com.br e http://307.to/khL

Você é um Professor Digital?

By profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

  1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);
  2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;
  3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;
  4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;
  5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;
  6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);
  7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;
  8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;
  9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;
  10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

>Você é um Professor Digital?

>By profjc

Por José Carlos Antonio

Na foto acima, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

Quando comecei a escrever sobre informática educacional, lá pelos idos de 1998, me lembro que meu primeiro artigo abordava a importância do uso dos computadores como ferramenta de ensino-aprendizagem. Nele, eu tentava mostrar que os computadores e a Internet poderiam ser ferramentas poderosas para pesquisa, aprendizagem, interatividade e autoria.

Na foto ao lado, o professor Suez confronta a velha “papeleta de notas” com a moderna planilha de notas eletrônicas em um projeto de informatização desenvolvido na EE Neuza Maria Nazatto de Carvalho.

De lá para cá muita coisa mudou no mundo da informática e dos computadores. Mas, no âmbito da escola, notamos um descompasso entre o ritmo da evolução tecnológica e o da evolução de nossos processos educacionais. O que, de certa forma, sabemos que não é novidade para ninguém: a escola implementa mudanças de uma forma mais lenta, ainda que, paradoxalmente, seja uma instituição que se propõe a ser um fator gerador de mudanças. É por isso que os professores devem considerar as oficinas de capacitação para o uso pedagógico dos computadores e da Internet como oportunidades valiosas de aprendizagem de novas metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem.

Mas só isso não basta. É preciso mais. Já não basta perder o medo do computador. É preciso saber para que ele serve se pretendemos fazer bom uso da máquina. Professores que só usaram computadores para bater papo na Internet, jogar games ou, quando muito, digitar um texto mal formatado no Word, estão deixando de aproveitar a chance de serem verdadeiros “professores digitais”.

Na rede pública de ensino há ainda uma demanda enorme de computadores para equipar centenas de escolas que não dispõem de uma Sala de Informática funcional. Em outras tantas escolas os computadores já estão ultrapassados e não dão mais conta de rodarem sistemas operacionais modernos ou mesmo de lidar com a Internet midiática atual. É preciso suprir essas demandas. As máquinas mudaram, o mundo mudou, embora na maior parte das escolas os professores continuem quase os mesmos. Mas é preciso fazer também, e urgentemente, um “upgrade nos professores” e não apenas nas Salas de Informática. Precisamos de “professores digitais”.

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.

As “habilidades” que listarei a seguir podem ser discutíveis e em número limitado. Arrisco-me, no entanto, a afirmar que quantas mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará do perfil de um professor digital. Vejamos>

  1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);
  2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;
  3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;
  4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;
  5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;
  6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);
  7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;
  8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;
  9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;
  10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Note que na lista acima não foi incluída em nenhum item a necessidade de se “possuir um computador”, porque de fato não é preciso possuir algum para ser um professor digital, ou mesmo para incluir-se digitalmente. No entanto, muitos professores que conheço possuem computadores e acesso à Internet, mas não chegam a ter nem três das dez habilidades listadas acima.

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Aproveite e faça você mesmo o teste para medir o quanto você se enquadra no perfil do professor digital. Some um ponto para cada item dessa lista que se aplicar a você. Caso você some mais que cinco pontos, já pode se considerar como parte da vanguarda dos professores digitais.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2008/06/30/voce-e-um-professor-digital/

Aprendizado ao Longo da Vida, Aberto e Voltado para Competências

Antonio Mendes Ribeiro

As características atuais do conhecimento, como ele é trabalhado (a sociedade do conhecimento) aliadas a outras tendências como a globalização, a evolução das tecnologias da informação, a explosão demográfica, a individualização em coletivos conectados, colocam desafios nunca antes vivenciados em termos educacionais. Os conhecimentos em redes e as competências são cada vez mais essenciais para a evolução do nosso mundo. Em vários países e em especial na comunidade européia ocorrem grandes discussões e têm sido feitos investimentos significativos na chamada Aprendizagem ao Longo da Vida, que é vista como um componente básico de seu modelo social. Existe uma grande dificuldade de sua implantação, principalmente considerando a necessidade de integração da educação formal inicial, da educação de adultos e da formação no trabalho, num único enquadramento político, relacionado com objetivos comuns, não só educacionais, mas também econômicos e sociais.

Aprendizagem ao Longo da Vida

Toda a atividade de aprendizagem em qualquer momento da vida, com o objetivo de melhorar os conhecimentos, as aptidões e competências, sejam formais, não formais ou informais, no quadro de uma perspectiva pessoal, cívica, social e/ou relacionada com o emprego

Uma pessoa em qualquer tipo de situação na sua vida, uma ocupação, um hobby, um esporte, necessita de um número diferente de competências. Muitas pessoas depois de um período longo da vida precisam até readquirir e aprimorar competências básicas, como se alimentar correta e saudavelmente, como se sentar adequadamente. Um conjunto de capacidades diferentes e necessárias, num contexto da realidade de uma pessoa, é chamado de perfil de competências. Durante a nossa vida desenvolvemos e mantemos diferentes perfis de competência, em vários níveis de proficiência, para cada uma das situações enfrentadas.

Competência

A capacidade e o potencial de uma pessoa, grupo ou organização para agir de forma efetiva de forma que permita que esteja disposta para enfrentar e dê conta de certos problemas, eventos ou tarefas numa situação do seu dia a dia

Classes de Competência

Cognitiva (conhecimento)
Funcional (habilidades)
Atitudes (ética, visão crítica, ..)
Pessoal (inteligências múltiplas, abertura,autonomia,..)

A competência é por natureza contextualizada (situada), corresponde a um relacionamento entre um indivíduo, uma equipe, ou uma organização e os eventos e práticas no seu ambiente. Outra característica é que ela não é mensurável. O que se consegue ver são as atividades que uma pessoa é capaz ou não de realizar e os artefatos desenvolvidos a partir das mesmas. A sua definição deve ser determinada pelos envolvidos regularmente com o exercício dessa competência, isto é, por uma comunidade de prática, virtual ou não. Qual é o perfil de competência de um mediador de comunidades virtuais? Por mais que existam especialistas e professores no assunto capazes de defini-lo, esse perfil deve ser validado e consolidado pelos próprios mediadores, pela experiência nessa prática. Não existem perfis globais das profissões, cada situação, cada país, cada região, tem características próprias, mesmo que sejam usados os mesmos instrumentos ou realizadas os mesmos tipos de tarefas.

Uma das competência que precisamos assumir no mundo de hoje é a própria admistração de competências. Elas precisam ser administradas em vários níveis, desde um jovem, tentando progredir na vida, até órgãos de representação profissional, tentando manter a qualidade dos serviços profissionais de seus filiados. Essa é uma tarefa complexa, normalmente as metodologias e ferramentas disponíveis para essa tarefa não estão na mão das pessoas diretamente interessadas, mas de instituições voltadas para exames de certificação, organizações profissionais ou educacionais, empresas que dominam tecnologias específicas, departamentos de RH de empresas, agências de emprego. Isso faz que para uma pessoa seja muito difícil ou mesmo impossível administrar o seu próprio processo de desenvolvimento de competências. O projeto TenCompetence da Comunidade Européia tenta reverter a situação atual, criando recursos de informação para o desenvolvimento de competências (perfis, caminhos, atividades) e ferramentas adequadas que coloquem na mão das pessoas a possibilidade de administrar o desenvolvimento de seu próprio perfil de competência.

Processo pessoal de Administração de Competências

Achar um local que defina o perfil de competência na área de atuação desejada

Mapear o seu perfil atual no perfil de competência identificado e desejado

Identificar as oportunidades de desenvolvimento de sua competência existentes na sociedade

Selecionar e realizar o conjunto necessário de programas de desenvolvimento

Apresentar para a sociedade, professores e empregadores o seu perfil de competência alcançado

A educação formal existente atualmente no nosso mundo, não somente no nosso país, está muito distante e insensível à necessidade de criar competências voltadas para a aplicação dos conhecimentos por ela transmitidos em situações de prática, que tragam benefícios para o sistema produtivo e a empregabilidade. A competência deve se tornar o foco para o desenvolvimento de currículos e processos de capacitação, principalmente em áreas técnicas e ciências exatas. Na medida em que o nosso mundo se caracteriza pela abertura, flexibilidade, mudanças constantes e necessidade de respostas rápidas, essa tendência se amplia para as áreas humanas e sociais, e para o próprio ensino superior. Os perfis de competência podem auxiliar os professores nos seus cursos, serão uma fonte de reflexão e direcionamento para os alunos, além de facilitar a interação entre instituições educacionais e o mercado de trabalho no processo de aprendizado ao longo da vida.

A realidade do mundo de hoje tem feito que as pessoas desejem e necessitem estudar em qualquer lugar, no tempo e no ritmo de sua escolha, de acordo com suas necessidades e competências. As pessoas estão cada vez mais envolvidas com as tecnologias da informação e sem tempo para se afastar de suas atividades do dia a dia do trabalho. A palavra de ordem é flexibilidade, cursos pré-planejados, com conteúdos programáticos rígidos têm cada vez menos sucesso.Os alunos desejam que as suas competências existentes sejam consideradas e que os cursos se adaptem às mesmas. Para isso devemos ter um processo de aprendizado aberto, ao longo da vida e voltado para competências, onde é oferecido uma versão de curso (caminho) diferente para cada aluno, centrada no desenvolvimento do perfil de competência do mesmo, e disponível sob sua demanda, de acordo com suas necessidades imediatas no trabalho ou no estudo. Por outro lado esse ambiente de aprendizado exige um aluno com suficiente autonomia, com potencial de auto-direção, de se envolver ao mesmo tempo em atividades formais e informais. Essas atividade de aprendizado devem ocorrer em diferentes domínios do conhecimento humano, em ambientes populados por participantes com diferentes níveis de competência, sejam iniciantes ou especialistas de alto nível, com focos diferentes, sejam voltados para a prática , para pesquisas acadêmicas ou para o desenvolvimento de produtos para o mercado.

A utilização das últimas tecnologias da informação permitem a criação de espaços mais adequados para esse novo tipo de ecologia do conhecimento e aprendizado. Ambientes de colaboração (redes sociais, blogs, wikis), ambientes de comunicação interativa (chamadas de áudio e vídeos, mensageiros), ferramentas pessoais (editores multimídia, de escritório) tem características adequadas às demandas do aprendizado aberto ao longo da vida e voltado para competências. A nossa sociedade caminha de forma acelerada para esses ambientes, as crianças hoje já nascem vivenciando-os no seu dia a dia, o que é uma das justificativas para o seu perfil de maior autonomia, na medida que facilita a comunicação com seus amigos e a publicação de seus próprios conteúdos. Não se trata somente de um processo de apropriação de tecnologias. São desafios para todos nós, ambientes onde se podem viabilizar mudanças educacionais e profissionais, baseadas em abertura, autonomia, conexão, contextualização e diversidade.

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=14571

>Aprendizado ao Longo da Vida, Aberto e Voltado para Competências

>Antonio Mendes Ribeiro

As características atuais do conhecimento, como ele é trabalhado (a sociedade do conhecimento) aliadas a outras tendências como a globalização, a evolução das tecnologias da informação, a explosão demográfica, a individualização em coletivos conectados, colocam desafios nunca antes vivenciados em termos educacionais. Os conhecimentos em redes e as competências são cada vez mais essenciais para a evolução do nosso mundo. Em vários países e em especial na comunidade européia ocorrem grandes discussões e têm sido feitos investimentos significativos na chamada Aprendizagem ao Longo da Vida, que é vista como um componente básico de seu modelo social. Existe uma grande dificuldade de sua implantação, principalmente considerando a necessidade de integração da educação formal inicial, da educação de adultos e da formação no trabalho, num único enquadramento político, relacionado com objetivos comuns, não só educacionais, mas também econômicos e sociais.

Aprendizagem ao Longo da Vida

Toda a atividade de aprendizagem em qualquer momento da vida, com o objetivo de melhorar os conhecimentos, as aptidões e competências, sejam formais, não formais ou informais, no quadro de uma perspectiva pessoal, cívica, social e/ou relacionada com o emprego

Uma pessoa em qualquer tipo de situação na sua vida, uma ocupação, um hobby, um esporte, necessita de um número diferente de competências. Muitas pessoas depois de um período longo da vida precisam até readquirir e aprimorar competências básicas, como se alimentar correta e saudavelmente, como se sentar adequadamente. Um conjunto de capacidades diferentes e necessárias, num contexto da realidade de uma pessoa, é chamado de perfil de competências. Durante a nossa vida desenvolvemos e mantemos diferentes perfis de competência, em vários níveis de proficiência, para cada uma das situações enfrentadas.

Competência

A capacidade e o potencial de uma pessoa, grupo ou organização para agir de forma efetiva de forma que permita que esteja disposta para enfrentar e dê conta de certos problemas, eventos ou tarefas numa situação do seu dia a dia

Classes de Competência

Cognitiva (conhecimento)
Funcional (habilidades)
Atitudes (ética, visão crítica, ..)
Pessoal (inteligências múltiplas, abertura,autonomia,..)

A competência é por natureza contextualizada (situada), corresponde a um relacionamento entre um indivíduo, uma equipe, ou uma organização e os eventos e práticas no seu ambiente. Outra característica é que ela não é mensurável. O que se consegue ver são as atividades que uma pessoa é capaz ou não de realizar e os artefatos desenvolvidos a partir das mesmas. A sua definição deve ser determinada pelos envolvidos regularmente com o exercício dessa competência, isto é, por uma comunidade de prática, virtual ou não. Qual é o perfil de competência de um mediador de comunidades virtuais? Por mais que existam especialistas e professores no assunto capazes de defini-lo, esse perfil deve ser validado e consolidado pelos próprios mediadores, pela experiência nessa prática. Não existem perfis globais das profissões, cada situação, cada país, cada região, tem características próprias, mesmo que sejam usados os mesmos instrumentos ou realizadas os mesmos tipos de tarefas.

Uma das competência que precisamos assumir no mundo de hoje é a própria admistração de competências. Elas precisam ser administradas em vários níveis, desde um jovem, tentando progredir na vida, até órgãos de representação profissional, tentando manter a qualidade dos serviços profissionais de seus filiados. Essa é uma tarefa complexa, normalmente as metodologias e ferramentas disponíveis para essa tarefa não estão na mão das pessoas diretamente interessadas, mas de instituições voltadas para exames de certificação, organizações profissionais ou educacionais, empresas que dominam tecnologias específicas, departamentos de RH de empresas, agências de emprego. Isso faz que para uma pessoa seja muito difícil ou mesmo impossível administrar o seu próprio processo de desenvolvimento de competências. O projeto TenCompetence da Comunidade Européia tenta reverter a situação atual, criando recursos de informação para o desenvolvimento de competências (perfis, caminhos, atividades) e ferramentas adequadas que coloquem na mão das pessoas a possibilidade de administrar o desenvolvimento de seu próprio perfil de competência.

Processo pessoal de Administração de Competências

Achar um local que defina o perfil de competência na área de atuação desejada

Mapear o seu perfil atual no perfil de competência identificado e desejado

Identificar as oportunidades de desenvolvimento de sua competência existentes na sociedade

Selecionar e realizar o conjunto necessário de programas de desenvolvimento

Apresentar para a sociedade, professores e empregadores o seu perfil de competência alcançado

A educação formal existente atualmente no nosso mundo, não somente no nosso país, está muito distante e insensível à necessidade de criar competências voltadas para a aplicação dos conhecimentos por ela transmitidos em situações de prática, que tragam benefícios para o sistema produtivo e a empregabilidade. A competência deve se tornar o foco para o desenvolvimento de currículos e processos de capacitação, principalmente em áreas técnicas e ciências exatas. Na medida em que o nosso mundo se caracteriza pela abertura, flexibilidade, mudanças constantes e necessidade de respostas rápidas, essa tendência se amplia para as áreas humanas e sociais, e para o próprio ensino superior. Os perfis de competência podem auxiliar os professores nos seus cursos, serão uma fonte de reflexão e direcionamento para os alunos, além de facilitar a interação entre instituições educacionais e o mercado de trabalho no processo de aprendizado ao longo da vida.

A realidade do mundo de hoje tem feito que as pessoas desejem e necessitem estudar em qualquer lugar, no tempo e no ritmo de sua escolha, de acordo com suas necessidades e competências. As pessoas estão cada vez mais envolvidas com as tecnologias da informação e sem tempo para se afastar de suas atividades do dia a dia do trabalho. A palavra de ordem é flexibilidade, cursos pré-planejados, com conteúdos programáticos rígidos têm cada vez menos sucesso.Os alunos desejam que as suas competências existentes sejam consideradas e que os cursos se adaptem às mesmas. Para isso devemos ter um processo de aprendizado aberto, ao longo da vida e voltado para competências, onde é oferecido uma versão de curso (caminho) diferente para cada aluno, centrada no desenvolvimento do perfil de competência do mesmo, e disponível sob sua demanda, de acordo com suas necessidades imediatas no trabalho ou no estudo. Por outro lado esse ambiente de aprendizado exige um aluno com suficiente autonomia, com potencial de auto-direção, de se envolver ao mesmo tempo em atividades formais e informais. Essas atividade de aprendizado devem ocorrer em diferentes domínios do conhecimento humano, em ambientes populados por participantes com diferentes níveis de competência, sejam iniciantes ou especialistas de alto nível, com focos diferentes, sejam voltados para a prática , para pesquisas acadêmicas ou para o desenvolvimento de produtos para o mercado.

A utilização das últimas tecnologias da informação permitem a criação de espaços mais adequados para esse novo tipo de ecologia do conhecimento e aprendizado. Ambientes de colaboração (redes sociais, blogs, wikis), ambientes de comunicação interativa (chamadas de áudio e vídeos, mensageiros), ferramentas pessoais (editores multimídia, de escritório) tem características adequadas às demandas do aprendizado aberto ao longo da vida e voltado para competências. A nossa sociedade caminha de forma acelerada para esses ambientes, as crianças hoje já nascem vivenciando-os no seu dia a dia, o que é uma das justificativas para o seu perfil de maior autonomia, na medida que facilita a comunicação com seus amigos e a publicação de seus próprios conteúdos. Não se trata somente de um processo de apropriação de tecnologias. São desafios para todos nós, ambientes onde se podem viabilizar mudanças educacionais e profissionais, baseadas em abertura, autonomia, conexão, contextualização e diversidade.

Fonte: http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=14571