Como Enfrentar o Bullying na Escola

A mídia tradicional costuma manter um certo descompasso com a vida real.

Um tempo atrás descobriram um novo termo para relações amorosas de curta duração e sem compromisso: o “ficar”. Novo para a mídia, já que “ficar” é algo mais do que conhecido para quem nasceu nas últimas 4 décadas.

A bola da vez é o bullying, embalado em um anglicismo mas também nada novo. Pergunte ao seu avô e ele certamente terá histórias para contar dos tempos de colégio.

Se você chegou aqui procurando uma maneira de se livrar de seus perseguidores, uma má notícia: você é um babaca. Só babacas sem sangue nas veias sofrem com isso, sinto muito, mas é a verdade.

Pensando bem, não sinto nada, você é babaca mesmo e ponto final.

Não se desespere, no entanto, há maneiras de reverter a situação.

Bullying

Antes de mais nada, esqueça tudo que encontrou em outros sites, eu fiz uma busca e os conselhos dados só levarão você mais fundo ainda, se é que é possível, no poço dos perdedores; senão vejamos:

1. Reclamar Com a Escola

Isso funciona até certo ponto, já que agora você será o saco de pancadas fora da escola, e a pancadaria será redobrada, já que sabem que você reclamou.

2. Pedir Ajuda aos Pais

Não, sério. Não faça isso. Seus pais irão aconselhá-lo a ter calma e conversar com os agressores. Provavelmente irão até a escola, levando você a níveis de humilhação nunca vistos na história ocidental.

E não vai adiantar, depois disso até as garotas baterão em você. Eu bateria em você se o encontrasse na rua.

3. Reagir Verbalmente

Se você é vítima de bullying, é provável que tenha grande intimidade com números, computadores e livros. É grande também a chance de que seja bem humorado e inteligente.

Não use isso contra seus agressores, eles não entenderão seu humor depreciativo, os colegas que entenderem irão rir deles e isso eles entenderão, batendo mais ainda em você.

4. A Saída Columbine

Lembra? A escola onde dois lunáticos armaram-se até os dentes e mataram meio mundo, provavelmente porque se achavam excluídos?

Pois é, além de um babaca covarde você será conhecido como babaca covarde psicopata assassino. Não é uma boa ideia, ponto.

Se nenhum dos argumentos acima o convenceu, lembre-se que os babacas que o perseguem hoje serão necessários no futuro próximo. Afinal, alguém tem que encher o tanque do seu carro e empacotar suas compras.

O Que Fazer Então?

Eu poderia entrar em detalhes enfadonhos, mas um vídeo de pouco mais de um minuto vale mais do que mil palavras nesse caso.

Fonte: http://www.ofimdavarzea.com/como-enfrentar-o-bullying-na-escola/

Bullying: quando a escola não é um paraíso


Por Geane de Jesus Silva*
15 de maio de 2010

Brigas, ofensas, disseminação de comentários maldosos, agressões físicas e psicológicas, repressão. A escola pode ser palco de todos esses comportamentos, transformando a vida escolar de muitos alunos em um verdadeiro inferno.

Gislaine, aluna da 2ª série, de oito anos, estava faltando frequentemente à escola. Quando comparecia, chorava muito e não participava das aulas, alegando dores de cabeça e medo. Certo dia, alguns alunos procuraram a professora da turma dizendo que a garota estava sofrendo ameaças. Teria que dar suas roupas, sapatos e dinheiro para outra aluna, caso contrário apanharia e seria cortada com estilete.

Carlos, da 5ª série, foi vítima de alguns colegas por muito tempo, porque não gostava de futebol. Era ridicularizado constantemente, sendo chamado de gay nas aulas de educação física. Isso o ofendia sobremaneira, levando-o a abrigar pensamentos suicidas, mas antes queria encontrar uma arma e matar muitos dentro da escola.

Os casos descritos acima são reais e revelam a agressão sofrida por crianças dentro da escola, colhidos e narrados por Cleo Fante como parte de uma pesquisa sobre a violência nas escolas, publicados em seu livro “Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”. Esses e muitos outros casos de agressões e violências entre os alunos desde as séries iniciais até o ensino médio, demonstram uma realidade assustadora que muitos desconhecem, ou não percebem, trazendo à tona a discussão sobre o fenômeno bullying, o grande vilão de toda essa história. Mas o que é? Quais as causas? Como prevenir?

Significado do termo

A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também adota aspecto de adjetivo, referindo-se a “valentão”, “tirano”. Como verbo ou como adjetivo, a terminologia bullying tem sido adotada em vários países como designação para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, intencional e repetitivo inerente às relações interpessoais. As vítimas são os indivíduos considerados mais fracos e frágeis dessa relação, transformados em objeto de diversão e prazer por meio de “brincadeiras” maldosas e intimidadoras.

Desconhecimento e indiferença

Estudos indicam que as simples “brincadeirinhas de mau-gosto” de antigamente, hoje denominadas bullying, podem revelar-se em uma ação muito séria. Causam desde simples problemas de aprendizagem até sérios transtornos de comportamento responsáveis por índices de suicídios e homicídios entre estudantes.

Mesmo sendo um fenômeno antigo, mantém ainda hoje um caráter oculto, pelo fato de as vítimas não terem coragem suficiente para uma possível denúncia. Isso contribui com o desconhecimento e a indiferença sobre o assunto por parte dos profissionais ligados à educação. Pode ser manifestado em qualquer lugar onde existam relações interpessoais.

Consequências marcantes

As consequências afetam a todos, mas a vítima, principalmente a típica (ver quadro), é a mais prejudicada, pois poderá sofrer os efeitos do seu sofrimento silencioso por boa parte de sua vida. Desenvolve ou reforça atitude de insegurança e dificuldade relacional, tornando-se uma pessoa apática, retraída, indefesa aos ataques externos.

Muitas vezes, mesmo na vida adulta, é centro de gozações entre colegas de trabalho ou familiares. Apresenta um autoconceito de menos-valia e considera-se inútil, descartável. Pode desencadear um quadro de neuroses, como a fobia social e, em casos mais graves, psicoses que, a depender da intensidade dos maus-tratos sofridos, tendem à depressão, ao suicídio e ao homicídio seguido ou não de suicídio.

Em relação ao agressor, reproduz em suas futuras relações, o modelo que sempre lhe trouxe “resultados”: o do mando-obediência pela força e agressão. É fechado à afetividade e tende à delinquência e à criminalidade.

Isso, de certa maneira, afeta toda a sociedade. Seja como agressor, como vítima, ou até espectador, tais ações marcam, deixam cicatrizes imperceptíveis em curto prazo. Dependendo do nível e intensidade da experiência, causam frustrações e comportamentos desajustados gerando, até mesmo, atitudes sociopatas.

O papel da educação

A educação do jovem no século XXI tem se tornado algo muito difícil, devido à ausência de modelos e de referenciais educacionais. Os pais de ontem, mostram-se perdidos na educação das crianças de hoje. Estão cada vez mais ocupados com o trabalho e pouco tempo dispõem para dedicarem-se à educação dos filhos. Esta, por sua vez, é delegada a outros, ou em caso de famílias de menor poder aquisitivo, os filhos são entregues à própria sorte.

Os pais não conseguem educar seus filhos emocionalmente e, tampouco, sentem-se habilitados a resolverem conflitos por meio do diálogo e da negociação de regras. Optam muitas vezes pela arbitrariedade do não ou pela permissividade do sim, não oferecendo nenhum referencial de convivência pautado no diálogo, na compreensão, na tolerância, no limite e no afeto.

A escola também tem se mostrado inabilitada a trabalhar com a afetividade. Os alunos mostram-se agressivos, reproduzindo muitas vezes a educação doméstica, seja por meio dos maus-tratos, do conformismo, da exclusão ou da falta de limites revelados em suas relações interpessoais.

Os professores não conseguem detectar os problemas, e muitas vezes, também demonstram desgaste emocional com o resultado das várias situações próprias do seu dia sobrecarregado de trabalhos e dos conflitos em seu ambiente profissional. Muitas vezes, devido a isso, alguns professores contribuem com o agravamento do quadro, rotulando com apelidos pejorativos ou reagindo de forma agressiva ao comportamento indisciplinado de alguns alunos.

O que a família pode fazer?

Não há receita eficaz de como educar filhos, pois cada família é um mundo particular com características peculiares. Mas, apesar dessa constatação, não se pode cruzar os braços e deixar que as coisas aconteçam, sem que os educadores (primeiros responsáveis pela educação e orientação dos filhos e alunos) façam algo a respeito.

A educação pela e para a afetividade já é um bom começo. O exercício do afeto entre os membros de uma família é prática primeira de toda educação estruturada, que tem no diálogo o sustentáculo da relação interpessoal. Além disso, a verdade e a confiabilidade são os demais elementos necessários nessa relação entre pais e filhos. Os pais precisam evitar atitudes de autoproteção em demasia, ou de descaso referente aos filhos. A atenção em dose certa é elementar no processo evolutivo e formativo do ser humano.

O que a escola pode fazer?

Em relação à escola, em primeiro lugar, deve conscientizar-se de que esse conflito relacional já é considerado um problema de saúde pública. Por isso, é preciso desenvolver um olhar mais observador tanto dos professores quanto dos demais profissionais ligados ao espaço escolar. Sendo assim, deve atentar-se para sinais de violência, procurando neutralizar os agressores, bem como assessorar as vítimas e transformar os espectadores em principais aliados.

Além disso, tomar algumas iniciativas preventivas do tipo: aumentar a supervisão na hora do recreio e intervalo; evitar em sala de aula menosprezo, apelidos, ou rejeição de alunos por qualquer que seja o motivo. Também pode-se promover debates sobre as várias formas de violência, respeito mútuo e a afetividade tendo como foco as relações humanas.

Mas tais assuntos precisam fazer parte da rotina da escola como ações atitudinais e não apenas conceituais. De nada valerá falar sobre a não-violência, se os próprios profissionais em educação usam de atos agressivos, verbais ou não, contra seus alunos. Ou seja, procurar evitar a velha política do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

Ações exemplares

Há diversos exemplos claros de ação eficiente contra o bullying no espaço escolar. Uma delas é o programa “Educar para a paz”, criado e desenvolvido por Cleo Fante e equipe, que trabalha com estratégias de intervenção e prevenção contra a violência na escola. Além disso, também existem sites sobre o assunto como que visam a alertar e informar profissionais e pais no combate ao bullying. Destaca-se o trabalho da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Criança e ao Adolescente, com os sites: www.abrapia.org.br e www.bullying.com.br

Características de bullying

Segundo Cleo Fante, no livro “Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”, os atos de bullying entre alunos apresentam determinadas características comuns:

  • Comportamentos deliberados e danosos, produzidos de forma repetitiva num período prolongado de tempo contra uma mesma vítima;
  • Apresentam uma relação de desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima;
  • Não há motivos evidentes;
  • Acontece de forma direta, por meio de agressões físicas (bater, chutar, tomar pertences) e verbais (apelidar de maneira pejorativa e discriminatória, insultar, constranger);
  • De forma indireta, caracteriza-se pela disseminação de rumores desagradáveis e desqualificantes, visando à discriminação e exclusão da vítima de seu grupo social.

Os protagonistas do bullying

A vítima pode ser classificada, segundo pesquisadores, em três tipos:

  • Vítima típica: é pouco sociável, sofre repetidamente as consequências dos comportamentos agressivos de outros, possui aspecto físico frágil, coordenação motora deficiente, extrema sensibilidade, timidez, passividade, submissão, insegurança, baixa auto-estima, alguma dificuldade de aprendizado, ansiedade e aspectos depressivos. Sente dificuldade de impor-se ao grupo, tanto física quanto verbalmente.
  • Vítima provocadora: refere-se àquela que atrai e provoca reações agressivas contra as quais não consegue lidar. Tenta brigar ou responder quando é atacada ou insultada, mas não obtém bons resultados. Pode ser hiperativa, inquieta, dispersiva e ofensora. É, de modo geral, tola, imatura, de costumes irritantes e quase sempre é responsável por causar tensões no ambiente em que se encontra.
  • Vítima agressora: reproduz os maus-tratos sofridos. Como forma de compensação procura uma outra vítima mais frágil e comete contra esta todas as agressões sofridas na escola, ou em casa, transformando o bullying em um ciclo vicioso.

O agressor pode ser de ambos os sexos. Tem caráter violento e perverso, com poder de liderança, obtido por meio da força e da agressividade. Age sozinho ou em grupo. Geralmente é oriundo de família desestruturada, em que há parcial ou total ausência de afetividade. Apresenta aversão às normas; não aceita ser contrariado, geralmente está envolvido em atos de pequenos delitos, como roubo e/ou vandalismo. Seu desempenho escolar é deficitário, mas isso não configura uma dificuldade de aprendizagem, já que muitos apresentam nas séries iniciais rendimento normal ou acima da média.

Espectadores são alunos que adotam a “lei do silêncio”. Testemunham a tudo, mas não tomam partido, nem saem em defesa do agredido por medo de serem a próxima vítima. Também nesse grupo estão alguns alunos que não participam dos ataques, mas manifestam apoio ao agressor.

Como identificar os envolvidos?

De acordo com as indicações de Dan Olweus, psicólogo norueguês da Universidade de Bergen e importante pesquisador sobre o assunto, (ler o Livro online: Bullying at school: what we know and what we can do, Por Dan Olweus) para que uma criança ou adolescente seja identificado como vítima ou agressor, pais e professores precisam ter atenção se o mesmo apresenta alguns comportamentos:

Vítima

Na escola

  • Durante o recreio está frequentemente isolado e separado do grupo, ou procura ficar próximo do professor ou de algum adulto;
  • Na sala de aula tem dificuldade em falar diante dos demais, mostrando-se inseguro ou ansioso;
  • Nos jogos em equipe é o último a ser escolhido;
  • Apresenta-se comumente com aspecto contrariado, triste, deprimido ou aflito;
  • Desleixo gradual nas tarefas escolares;
  • Apresenta ocasionalmente contusões, feridas, cortes, arranhões ou a roupa rasgada, de forma não-natural;
  • Falta às aulas com certa frequência;
  • Perde constantemente os seus pertences.

Em casa

  • Apresenta, com frequência, dores de cabeça, pouco apetite, dor de estômago, tonturas, sobretudo de manhã;
  • Muda o humor de maneira inesperada, apresentando explosões de irritação;
  • Regressa da escola com as roupas rasgada ou sujas e com o material escolar danificado;
  • Desleixo gradual nas tarefas escolares;
  • Apresenta aspecto contrariado, triste deprimido, aflito ou infeliz;
  • Apresenta contusões, feridas, cortes, arranhões ou estragos na roupa;
  • Apresenta desculpas para faltar às aulas;
  • Raramente possui amigos, ou se possui, são poucos os que compartilham seu tempo livre;
  • Pede dinheiro extra à família ou furta;
  • Apresenta gastos altos na cantina da escola.

Agressor

Na escola

  • Faz brincadeira ou gozações, além de rir de modo desdenhoso e hostil;
  • Coloca apelidos ou chama pelo nome e sobrenome dos colegas, de forma malsoante;
  • Insulta, menospreza, ridiculariza, difama;
  • Faz ameaças, dá ordens, domina e subjuga;
  • Incomoda, intimida, empurra, picha, bate, dá socos, pontapés, beliscões, puxa os cabelos, envolve-se em discussões e desentendimentos;
  • Pega materiais escolares, dinheiro, lanches e outros pertences dos outros colegas, sem consentimento.

Em casa

  • Regressa da escola com as roupas amarrotadas e com ar de superioridade;
  • Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com pais e irmãos, chegando a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física;
  • É habilidoso para sair-se bem em “situações difíceis”;
  • Exterioriza ou tenta exteriorizar sua autoridade sobre alguém;
  • Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.

Bibliografia indicada

CONSTANTINI, Alessandro. Bullying, como combatê-lo? : prevenir e enfrentar a violência entre jovens. SP: Itália Nova editora, 2004.
CURY, A. J. Pais brilhantes, professores fascinantes. RJ: Sextante, 2003.
FANTE, Cleo. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. 2. ed. rev. Campinas, SP: Verus editora, 2005.
TIBA, Içami. Quem ama, educa! SP: Gente, 2002.

*Geane de Jesus Silva é psicopedagoga, professora de Psicologia da Educação e coordenadora pedagógica, Itaúna, BA. Endereço eletrônico: enaeg@hotmail.com

Artigo publicado na edição nº 364 do jornal Mundo Jovem – março de 2006, páginas 2 e 3
Disponível em: http://www.mundojovem.com.br/bullying.php

We All Bleed Red…

Esse é um poema em inglês sobre bullying que encontrei no blog Memorias e Além.

Leiam com atenção e reflitam.

É realmente muito forte.

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.

We All Bleed Red…

Todos sangramos vermelho…

Maybe I can’t write a sentence or one word at all,
Talvez eu não consiga escrever uma frase, ou mesmo uma palavra,

But does that mean you can push me against the wall?
Mas isso significa que você pode me empurrar contra a parede?

Maybe I can’t read as good as the rest of the class,
Talvez eu não consiga ler tão bem quanto o restante da classe,

But that mean you have to trip me as I walk past?
Mas isso significa que você tem de me fazer tropeçar quando estou passando?

Maybe I can’t kick a ball as far as the best,
Talvez eu não consiga chutar a bola tão longe quanto o melhor,

But does that mean I stand out from the rest?
Mas isso significa que sou diferente dos demais?

Maybe I can’t shout as loud as you can,
Talvez eu não consiga gritar tão alto quanto você,

But does that really make me any less of a man?
Mas isso me torna um homem menor?

Maybe I’m a different colour, a different race,
Talvez eu seja de uma outra cor, uma raça diferente,

But does that give you the right to hit my face?
Mas isso lhe dá o direito de bater no meu rosto?

Maybe my glasses make my face look round,
Talvez meus óculos façam meu rosto parecer redondo,

But does that mean you have to throw them to the ground?
Mas isso quer dizer que você deve atirá-los no chão?

Maybe I’m poor, and have no money,
Talvez eu seja pobre, e não tenha dinheiro algum,

But does that mean you can mock me so your friends think you’re funny?
Mas isso quer dizer que você pode me ridicularizar para que seus amigos o achem engraçado?

Maybe I wear clothes by Adidas or Nike,
Talvez eu vista roupas Adidas ou Nike,

But does that give you the right to steal things I like?
Mas isso lhe dá o direito de roubar as coisas de que gosto?

Maybe I’ll never win, and I’ll always lose,
Talvez eu nunca venha a vencer, e seja sempre um perdedor,

But could you leave me alone? Do I get to choose?
Mas você pode me deixar em paz? Posso escolher?

Maybe you don’t care if I’m alive or dead,
Talvez você não se importe se estou vivo ou morto,

But you won’t be the one visiting a hospital bed.
Mas você não será o único a visitar uma cama de hospital.

If there was only one thing that I wish would sink into your head :
Se eu pudesse escolher uma única coisa para entrar na sua cabeça seria isto:

“We are all the same. We all bleed red…
“Somos todos iguais. Todos sangramos vermelho…”

Anthony Kisley – 2000

Poema extraído do livro: GLOBETROTTER – Inglês para o Ensino Médio, autor Marcelo Baccarin Costa.

Bullying – Precisamos Discutir

Olá Amigos

Assistindo ontem ao programa Profissão Reporter com o jornalista Caco Barcelos fiquei muito preocupado com a banalização da violência e principalmente do valor a vida. Foram tantos motivos fúteis apresentados para que a vida humana fosse ceifada de forma tão drástica.

Os motivos e explicações para o problema sempre são extensos e complexos e tem como inicio de tudo a vida na escola. O Bullying vem crescendo nas escolas de forma assustadora nas escolas. Para quem não sabe o que é, aqui vai uma definição do termo:

“Bullying é um termo de origem inglesa utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um quidam (bully) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro quidam (ou grupo de indivíduos) incapaz/es de se proteger. A vocábulo “Bully” significa “valentão”, o responsável das agressões. A vítima, ou mira, é a que sofre os efeitos delas. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.”

Mesmo em escolas onde o nível social é mais alto os casos são até mais violentos e constantes. Minha filha com 10 anos em uma escola particular viu seu coleguinha sofrer com Bullying. Expliquei a ela que rindo do amigo ou colega ela contribui para que aquilo se repita. Enfim devemos mostrar aos nossos alunos que tal ação pode levar uma pessoa ao desespero e por fim a cometer atos que podem ter consequências inimagimáveis.

Por indicação via Twitter do professor Jarbas Novelino do Boteco Escola conheci a musica Don’t Laugh At Me do Mark Wills. Ele fez uma postagem intitulada Bullying: uma música onde há dois clipes da musica. A musica é lindíssima e a letra então nem se fala. Além da musica há dois bons materiais para se trabalhar com o tema Bullying que são os filmes Garota Fora de Jogo e Bang Bang Você Morreu e o roteiro do filme para ser encenado na escola.

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Um outro blog que recomendo é o da professora Gládis Leal dos Santos do Palavra Aberta que faz um trabalho maravilhoso sobre bullying com seus alunos. Por isso devemos debater, discutir e principalmente levar luz e conhecimento aos jovens para que no futuro não tenhamos mais tantos casos de violência entre os jovens.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna