Ensino Médio – Curso Normal: colaboração e autoria mediadas pela web

Professores precisam compreender que vivemos na era da comunicação e da informação, que nenhuma atividade pode prescindir da comunicação, educação é essencialmente uma atividade colaborativa. (…) Professores precisam inverter a dinâmica que nos torna repetidores e substituíveis num sistema escolar que castra ao invés de despertar capacidades. Professores precisam redescobrir o diálogo para que possam, novamente, formar gente!!! E gente, acredite, se comunica!!! (Sérgio Lima)

Em 2009, fui designada para o Ensino Médio – Curso Normal (é assim que, atualmente, se nomeia essa modalidade).

Mais ou menos nessa época, dava meus primeiros passos na web, no Ufa! Bloguei! e no grupo Blogs Educativos – espaços de diálogo fundamentais para a construção da minha presença online. A partir deles, conheci/conheço pessoas muito generosas com quem aprendo sempre!

Estava claro, para mim, que essas descobertas, que me provocavam profundamente, que me faziam (re) pensar as práticas pedagógicas, deveriam ser compartilhadas com os alunos (professores em formação inicial).

Então, as aulas de língua portuguesa e de literatura (e, depois, de didática da linguagem e de literatura infantil) começaram a ser mediadas, também, por interfaces da web – tentativas de ampliar os espaços/tempos da sala de aula: nasciam o blog Espichando a Conversa (nossa referência até hoje) e a rede O Normal tá na rede! (descontinuada, quando o lugar em que estava hospedada – Ning – deixou de ser gratuito).

Aos poucos, fomos buscando outras ferramentas que poderiam nos ajudar na construção coletiva do conhecimento; então, criamos textos coletivos no GDocs; publicamos alguns projetos no GSites; trocamos ideias no grupo Curso Normal – Elisa Valls, no Facebook.

Ainda na semana passada, começamos a experimentar o aplicativo Docs, no Facebook, que permite edição compartilhada de textos, apresentações, tabelas… E a organização da Revista Era uma vez… que servirá de repositório para nossas leituras e reflexões sobre literatura infantil.

Penso que essa inserção tecnológica dos alunos poderá fazer uma diferença significativa na atuação com as crianças da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental; não, apenas, pelo processo de internalização do uso das TIC, mas, principalmente pelas concepções de aprendizagem que sustentam essas práticas.

Ou seja, ao participar de redes de aprendizagem online, baseadas em princípios do construtivismo, da pedagogia freireana que fundamentam a aprendizagem colaborativa, o futuro professor, embora tenha uma história escolar dentro do modelo instrucionista, centrado no professor, baseado na repetição, no individualismo, começa a vislumbrar novas formas de aprender – mais participativas, compartilhadas, dialógicas, criativas, com mais autonomia, com vistas a transformar a realidade.

Além da preocupação com o uso das interfaces, pretendo contribuir para que os alunos entendam a web não só como fonte de informação, mas como possibilidade de aprender junto com colegas de outros lugares, desvendando novos saberes, divulgando e partilhando projetos, que deram certo ou não, para serem discutidos, repensados, qualificados colaborativamente. Como nos provoca Vani Kenski,

Participando, colaborando, reconhecendo e sendo reconhecida pelos seus pares, a pessoa que atua intensamente na comunidade virtual sente seu poder, desenvolve suas potencialidades comunicacionais, libera seus talentos. (…) Aprende a conviver com o grupo, a colaborar e respeitar as pessoas, a falar e a ouvir (ainda que ambos ocorram em intercâmbios escritos), a superar conflitos, expor opiniões, trabalhar com pessoas que não conhece presencialmente, mas com as quais se identifica no plano dos interesses e ideias. 

Nesses quatro anos, enfrentamos algumas dificuldades – laboratório de informática volta e meia sem condições de uso, embora os esforços da equipe diretiva da escola, acesso à rede sem fio da escola bastante precário – muitas vezes, andamos com os notebooks (da professora, de alguns alunos) e com os celulares pela escola atrás do sinal ;). Mas, no meu ponto de vista, o principal desafio: ainda, a pouca adesão dos outros professores o que torna essas ações meio individuais e, por isso, meio excêntricas (?) no contexto da escola.

Sim, entendo que o processo de introdução das TIC depende de ações coletivas, presentes no Projeto Político Pedagógico, mas me alegra pensar que nossas práticas, no ensino médio – curso normal, funcionaram como um primeiro passo na direção da aprendizagem colaborativa mediada pela web,

Quem começa? Qualquer um pode ser elemento desencadeador do processo, de um dos processos que vai estar ocorrendo ao mesmo tempo, com diversos outros, iniciados em outros pontos! Todos fazemos parte da rede… se um avança todos avançam um pouco, mas se vários avançam, a mudança não só é maior e mais rápida como permite nova organização. Tanto a autonomia de cada um como a cooperação entre todos são fundamentais! (Fagundes, Sato e Maçada) 

Como exemplos de avanços provocados pelo primeiro “passo”, posso mencionar

  • a interação no grupo do Facebook: muito significativa e com bastante autonomia; os alunos contribuem, ativamente, para a organização e manutenção do grupo; há alguns professores do curso que, também, colaboram com frequência; além de professores e alunos de outras escolas de diferentes partes do Brasil;
  • os blogs pessoais criados por alunos, em que publicam sobre temas de interesse pessoal e sobre temas relacionados ao curso;
  • os blogs criados por alguns professores com conteúdos e trabalhos relacionados às disciplinas;
  • o uso do GDocs, por alguns alunos, com autonomia, para produzir trabalhos em grupo;
  • a utilização do GDocs, também, na elaboração de projetos e de planos e aula, durante o período de pré-estágio, que são compartilhados com as professoras orientadoras, facilitando a escrita e reescrita desses textos;
  • o movimento da escola para marcar sua presença online, especialmente, no blog Elisa em rede, em que se encontram muitas produções dos alunos e de professores de diferentes disciplinas, tornando-se uma referência para a comunidade escolar;
  • a criação do Cultura Jovem: o jornal do Elisa, fomentada pelo professor de História do Ensino Médio, editado por alunos dos terceiros anos do Ensino Médio e do Curso Normal, primeira vez que as duas modalidades oferecidas na escola trabalham de forma colaborativa.

De tudo, o que nos agrada mesmo é mostrar que é possível, sim, realizar ações inovadoras na escola pública. E, o melhor de tudo é ver alunos e professores saindo da cômoda situação de recebedores de informação para a desafiadora situação de autores, de produtores de conhecimentos.

Referências bibliográficas:

 FAGUNDES, L., SATO L. S. e MAÇADA, D. L. Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Coleção Informática para a Mudança em Educação. MEC/Seed/Proinfo. s/d. Disponível em . Acesso em 14 nov. 2012.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GUTIERREZ, Suzana. Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica. Porto Alegre, maio. 2010. Disponível em: . Acesso em 14 nov. 2012.

JORDÃO, Teresa Cristina. Formação do professor para a educação em um mundo digital. In: Tecnologias Digitais na Educação. SEAD/MEC, ano XIX, boletim 19. nov./dez. 2009. p.9-17.

KENSKI, Vani. Comunidades de aprendizagem, em direção a uma nova sociabilidade na educação. Revista de Educação e Informática. SEED/SP, nº 15, dez. 2001. Não paginado. Disponível em . Acesso em 14 nov. 2012.

LIMA, Sérgio. Professores conectados (ou porque é preciso entrar na era da informação). ago.2007. Disponível em . Acesso em 14 nov. 2012. NEVADO, Rosane Aragon de. Ambientes virtuais que potencializam as relações de ensino-aprendizagem. In: Novas formas de aprender: comunidades de aprendizagem. Salto para o Futuro, boletim 15, 2005. p.14-20.

(+) Algumas pessoas/ideias que me inspiram:

Como entra a cultura digital na escola – Lea Fagundes
Educar é amar e não desistir – Adozinda Kuhlmann
Interatividade na educação – Marco Silva
Nós da educação – José Manuel Moran
O velho e o novo na educação – Beatriz Fischer
REA – Bianca Santana
Um jeito hacker de ser – Nelson Pretto

 Sobre a autora: Suely Aymone, graduada em Letras – habilitação em língua portuguesa e literaturas da língua portuguesa, pela FAFIUR/PUCRS, em 1984; especialista em Ensino da língua portuguesa, em 1986, pela PUCRS e em Tecnologias em Educação, em 2010, pela PUC-Rio; professora da rede pública do Rio Grande do Sul desde 2000; atualmente, trabalha com as disciplinas língua portuguesa, didática da linguagem e literatura infantil, no Ensino Médio – Curso Normal, no Instituto de Educação Elisa Ferrari Valls, em Uruguaiana – RS. Na web: blog: ufabloguei.blogspot.com / email: su.aymone@gmail.com / facebook: suely.aymone / twitter: @su_aymone

De Patinho Feio a Cisne, De Espectador a Autor

Marli Fiorentin
A web 2.0, com sua infinidade de ferramentas interativas, modificou radicalmente a postura do usuário, antes mero espectador, agora possível autor. A produção de conteúdo de forma livre, gratuita e compartilhada deu voz a milhões de pessoas, que a um clique, sem sair do lugar, saem do anonimato. Pesquisa e autoria são palavras da hora. Textos, imagens, vídeos, áudios, uma avalanche de informações vai compondo o cyberespaço em fóruns, blogs, redes sociais. Aos usuários atentos, cabe filtrar o que é de qualidade e de seu interesse. Cada um procura seus pares, cria seu espaço, seja para divulgar negócios, notícias, ideias, campanhas, protestos, sentimentos, enfim, socializa o que quiser. Na educação, é a chance de poder ampliar o espaço e tempo da sala de aula, utilizando a rede para aprender e ensinar em contexto social e significativo.


Teorizando sobre a importância de desenvolver a pesquisa e autoria na escola, cito grandes pensadores como Piaget, o qual disse que a criança é naturalmente curiosa e experimentadora e Paulo Freire e sua ideia da “educação bancária”, através da qual o educador faz “depósitos” nos educandos e estes apenas os reproduzem, submissos, acomodados em contraposição à “educação libertadora” em que há, problematização, dialogicidade, reflexão, transformação. Ora, o que se observa , em pleno século XXI é ainda o predomínio da educação “transmissora”(disfarçada de moderna), da aula expositiva, centrada no educador(?). E assim, muitas vezes, a criança curiosa e autêntica aos poucos vai dando lugar ao adolescente desmotivado e acomodado, ao longo da vida escolar, refletindo em baixo rendimento, reprovações, evasões, naquela novela que todos conhecemos. 
Estamos no século XXI, a tecnologia revolucionou a vida , as relações humanas, mas a escola caminha a passos lentos, lutando para se libertar de velhas metodologias. Lembro da história de Eduardo Galeano sobre o soldado que no quartel montava guarda ao lado de um banquinho. De geração em geração os oficiais transmitiam a ordem e os soldados a obedeciam sem perguntar o motivo. Até que algum militar , incomodado com a situação, investigou e descobriu que havia trinta e três anos, dois meses e quatro dias, um oficial havia mandado montar guarda junto ao banquinho, que estava recém-pintado, para que não acontecesse de alguém sentar sobre a tinta fresca. Fazendo uma analogia, vejo que nas escolas, muito se repetem conteúdos que não tem significação, mas que “precisam ser ensinados” por que estão no currículo. Felizmente, há educadores inovadores que estão quebrando paradigmas, questionando e modificando metodologias, fazendo educação mais significativa. 
Incentivar a pesquisa, a autoria, a autenticidade do pensamento faz parte de uma educação libertadora, desalienante e que não interessa a todos. Por isso , eu penso que dar uma aula centrada no educando, em que ele se sinta desafiado a refletir e produzir, é antes de tudo uma questão ideológica, que implica numa mudança de metodologia, a qual pode fazer uso da tecnologia.

Para ilustrar esse tema, opto por relatar um pouco da minha trajetória pessoal. Desde sempre fui introspectiva. Tenho isso no meu DNA. Não sei se isso implica obrigatoriamente em ser uma pessoa tímida, mas o fato é que a timidez me atormentou, entre outras coisas, especialmente durante minha infância e adolescência a ponto de afetar minha autoestima e impedir que eu colocasse para fora meus conflitos e minhas ideias. Sim, eu tinha muitas ideias, mas não conseguia dividi-las, e, como se não bastasse, isso era reforçado pelas aulas expositivas em que era obrigatório assimilar , memorizar e reproduzir a fala do professor para ser aluno nota 10, o que aliás eu sempre fui, porque era muito atenta. Não tiro o valor das aulas que tive. Até porque naquela época, a única fonte de informação e conhecimento vinha mesmo dos professores e devo muito a eles. Mas os momentos que mais me marcaram na trajetória escolar, foram os que eu pude produzir algo, seja através de uma pesquisa na Feira de Ciências, seja nas escritas das redações, algumas das quais guardo até hoje. Fora da escola, escrevia e escondia os rascunhos numa pasta velha. Ali eu expulsava alguns dos demônios que me atormentavam. Nunca ninguém leu esses meus escritos, mas eles foram fundamentais para que eu suportasse a solidão do meu casulo. 
Sempre digo que sou de uma geração única, que viveu mudanças inimagináveis ao longo de nem tantos anos assim. Na minha infância até o início da adolescência , precisava de uma vela para ler à noite. Sem telefone, sem TV, sem internet, apenas a rádio como janela para o mundo, mesmo assim só podia desfrutar como ouvinte. Em poucos anos, passei de um extremo a outro. Vi chegar a TV, o telefone, a internet. Vi o mundo entrando dentro de casa e a possibilidade de compartilhar ideias. 
Saindo do interior para a capital, na década de oitenta, fui morar na Av. Independência e comecei a me formar uma educadora numa instituição chamada Jardim de Infância “Patinho Feio”(seria mera coincidência?) . Foi ali que tive a oportunidade, pela primeira vez, de entender na prática que a aprendizagem se faz com interação. Que numa sala de aula, o educador é fundamental para mediar, mas quem deve produzir e construir o conhecimento é o educando. Só depois de concluída a universidade , retornando à pequena cidade natal (sou ligada às minhas origens) e iniciar minha prática docente em escola pública, tive acesso à internet banda larga pelos idos de 2004. 
Foi o divisor de águas na minha vida profissional e consequentemente, também pessoal. Descobri, através da criança curiosa que sempre viveu em mim, que pesquisando, produzindo, compartilhando poderia dar visibilidade ao trabalho e, mais que isso, poderia incentivar meus alunos a serem autores de seu conhecimento e serem cidadãos libertos e capazes de fazerem suas próprias escolhas. Comecei a explorar ferramentas, experimentá-las na prática, encontrar pessoas afins com quem trocar ideias. Elegi como minha ferramenta preferida o blog, o qual considero espaço privilegiado para produções autorais e co-autorais onde autor e leitor interagem e aprendem em rede e onde muitas outras ferramentas podem ser publicadas. Reúno as minhas ideias e links de meus blogs no meu blog mãe Blogosfera Marli, espaço onde conquistei leitores, posso dizer-lhes o que penso e descubro, onde consigo me comunicar com liberdade e aprender muito e constantemente, pois como disse Paulo Freire, a educação é um ato inconcluso, estamos sempre em constante formação. 
Na blogosfera, nas redes sociais encontrei pessoas de todos os cantos do país e até mesmo fora dele que se tornaram amigos e colaboradores muito especiais, muitos deles já “desvirtualizados”, com quem tenho afinidade de pensamento. Me tornei também formadora à distância e presencialmente, graças à possibilidade de me sentir uma educadora pesquisadora e autora. Conquistei premiações com o trabalho, tive oportunidade de viajar pelo mundo em função disso, viver experiências , construir aprendizagens riquíssimas.  
Por que relatei um pouco de minha experiência pessoal? Porque sinto na minha pele, por experiência própria, o quanto pode fazer a diferença oportunizar ao aluno expressar o pensamento, instigar a curiosidade, produzir seu conhecimento e compartilhar. Imagino cada um deles como se fosse eu mesma ou um dos meus filhos. Não conhecemos a história pessoal de cada um , mas podemos permitir que todos desenvolvam seu potencial, à sua maneira. Hoje, eu continuo introspectiva, mas já não vejo isso como um problema e sim como um jeito privilegiado de ser. De fato, não me sinto mais um patinho feio, descobri um cisne habitando em mim. 
Por fim, encerro com alguns questionamentos direcionados aos educadores. 
Será que somos coerentes em nossa prática com a ideologia que acreditamos e defendemos em nossos discursos? Se queremos fazer dos alunos cidadãos críticos, atuantes, transformadores , por que muitas vezes não problematizamos situações, os desafiamos a refletirem, produzirem, expressarem seus pensamentos, exercitar a autoria ao invés de entregamos as respostas de bandeja? Estamos do lado da escola conservadora que procura acomodar os alunos ao mundo que temos ou do lado da escola inovadora que busca inquietá-los para a sua transformação? 

Referências bibliográficas:
Demo, Pedro; Barbosa, Alexandre Marcos Lourenço Entrevista. In http://www.jornalolince.com.br/2007/nov/entrevista/pedro.php Acesso em 20/10/2012 Ferrari, Paulo. Paulo Freire.Revista Educar para Crescer, Editora Abril In http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/paulo-freire-300776.shtml Acesso em 21/10/2012 Toyama, Francis. Educação Bancária e Educação Libertadora. In . http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros/2339567 . Acesso em 21/10/2012

Sobre a autora: Marli Dagnese Fiorentin, educadora, graduada em Letras pela Faculdade Porto Alegrense, especialista em Tecnologias em Educação pela PUC Rio de Janeiro Atuou como Tutora de Cursos EAD pelo Portal Educarede- Fundação Telefônica, Instituto Paramitas e Portal POIE. Vencedora do Concurso Microsoft Educadores Inovadores 2008 e 2º lugar no Concurso Internacional Educarede de Inovação Educativa em 2007. Atualmente exerce docência com Educação Infantil Blog pessoal com link para os demais blogs: Blogosfera Marli http://blogosferamarli.blogspot.com.br/ ; Blog da Educação Infantil http://diariogalerinha.blogspot.com.br/ E-mail: marlidf@gmail.com ; Twitter: @marlifiorentin ; Skype: marlifior ; Facebook: marli.fiorentin

Tecnologia deve ser ALIADA e não SOLUÇÃO

Raphaella Marques de Carvalho

Em tempos de mudanças constantes na nossa sociedade, o conhecimento e a informação ultrapassaram as esferas globais para se tornarem altamente digitais. A escola que outrora era a grande fonte do saber, hoje é mais um canal de aprendizado. Nessa perspectiva, a problemática da Educação é compreender e replanejar as suas práticas pedagógicas diante do novo contexto social e digital em que os alunos e todos nós estamos vivendo. Esse novo formato ,segundo Araci Hack Catapan (2003), é um “mundo da comunicação digitalizada que se formaliza com maior agilidade, pois se sustenta na codificação da informação e na comunicação da mensagem por diferentes formas de linguagem.”( http://nourau.uniararas.br/pt_BR/document/?code=200 acessado em 10/01/2012)

A prática pedagógica nem sempre acompanha a velocidade da modernidade, no caso do século XXI, pois ainda temos muitas características do XIX e XX nas nossas salas de aula. Não que sejam obsoletos, porém, não podemos negar as atuais necessidades da sociedade que anseia por mais participação e colaboração, sobretudo, de maneira interativa e altamente digitalizada. Sabemos que o espírito inovador transita em cada geração de alunos e professores, pois o ser humano é criativo e ousado, mesmo com o receoso de alguns diante das novas ações. Para Marshall Berman (1984),

“Ser humano é viver uma vida de paradoxo e contradição. É sentir-se fortalecido pelas imensas organizações burocráticas que detêm o poder de controlar e frequentemente destruir comunidades, valores vidas; e ainda sentir-se compelido a enfrentar essas forças, a lutar para mudar o seu mundo transformando-o em nosso mundo. É ser ao mesmo tempo revolucionário e conservador: aberto a novas possibilidades de experiências e aventuras…” (p.13)

Sendo assim, acredito que os recursos multimídias e digitais podem ser aliados no planejamento escolar se utilizados significativamente para os alunos e sobretudo, desenvolvidos colaborativamente pelos alunos. A formação dos professores é fundamental para confiança no manuseio das ferramentas e adequação dos mesmos na elaboração dos projetos. Atualmente, temos mais variedade e qualidade de plataformas digitais, sites educacionais e ferramentas online. É interessante diversificar os recursos tecnológicos no planejamento das aulas, explorando o máximo dos conteúdos de todas as disciplinas.

Trabalho numa escola do município do Rio de Janeiro e a minha turma do 4ºano do Ensino Fundamental tem um blog (http://estudandoenavegando.blogspot.com.br ), onde publicamos as produções de sala de aula, disponibilizamos os recursos usados nas aulas e sugestões de sites educacionais para estudarem sozinhos. Exploro muitos sites, vídeos, músicas e a plataforma de aulas digitais da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a Educopédia (www.educopedia.com.br ).

As atividades expostas no blog Estudando e Navegando são devidamente planejadas, procuro apresentar os trabalhos que estão vinculados aos recursos multimídia e /ou interdisciplinares. Planejar atividades dessa natureza exige mais pesquisas e uma avaliação mais criteriosa dos recursos que serão utilizados, o que no final demanda mais tempo. Atualmente, o computador é um material tão fundamental como um livro para desenvolver um planejamento mais interativo e atrativo para o aluno.

Administrar um blog educacional permite uma motivação por parte dos alunos nas suas produções, contribuiu para a integração e a valorização com a família em outros ambientes e permite um espaço de colaboração entre os docentes. Eles ficam muito contentes quando sabem que estão ganhando mais seguidores no blog e no twitter. A maioria dos alunos não está conectada nas suas casas, mas calculo uns 20%, que já estão no meu facebook e acompanham o blog. Eles estão “curtindo” estudar mais na internet, para eles, eu sou a professora “flex”, tudo que fazemos compartilho rápido!

É gratificante observar que os alunos estão gostando dessa nova relação comigo fora da sala de aula, pois sempre sugiro que eles acessem o blog para estudarem mais através dos sites e plataformas que ficam disponíveis nas postagens. Essa é a outra vantagem do blog, é possibilidade de deixar disponível “full time” todo material desenvolvido na sala de aula. Estamos numa nova caminhada, acredito que o fruto das novas práticas pedagógicas serão percebidas no futuro, mas uma coisa é certa, o mundo digital é mais real que qualquer coisa e precisamos utilizá-lo e reinventá-lo a favor da Educação.

Sobre a autora: Raphaella Marques de Carvalho, Graduada em História (UGF), especialista em História do Brasil(UCAM), Gestão Educacional (UCB), Docência Superior (AVM) e cursando a pós Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância (UFF), Professora da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Coordenadora do programa Educopédia da Subsecretaria de Novas Tecnologias Educacionais da SME-RJ , Curadora de Conteúdos das redes sociais da Educopédia e Moderadora do blog do programa. Atua na área de Informática Educacional desde 2003, tem experiência como produtora de material digital e projetos pedagógicos vinculados à informática educacional, consultora e oferece treinamentos em escolas particulares do RJ. Professora Blogueira premiada em 3º lugar no Troféu Rioeduca na categoria blog de professora promovido pela SME-RJ em 2011. Twitter: @RaphaellaClio; Facebook: raphaellamarquesdecarvalho ; E-mail: raphaellacarvalho@rioeduca.net ; Site oficial: http://www.raphaellamarques.com/  ; Blog: http://estudandoenavegando.blogspot.com.br

Frobee – Para criar apresentações feitas com imagens

Por Juan Diego Polo – 30/07/2010

Se queremos criar uma apresentação usando as fotos de qualquer evento (aniversário, casamento, férias, etc), temos no Frobee uma excelente opção para obter um resultado rápido e de boa qualidade.

Depois de informar as imagens, teremos um Flash que poderemos baixar no nosso computador, pronto par amostrar aos amigos em forma de slides e com efeitos muito interessantes nas transições.

Podemos alterar a ordem das imagens, posicionamento, etc. assim como configurar muitas outras opções estéticas.

Fonte: http://br.wwwhatsnew.com/2010/07/frobee-para-criar-apresentacoes-feitas-com-imagens/

Creative Commons, por Nerdson

Criativos Comuns

De Friburgo 2009

Não atenham-se apenas ao quadrinho:

* Obra liberada e licenciada ao som de Mombojó – Deixe-se acreditar (que, inclusive, liberou as músicas sob Creative Commons.)

Fonte: http://nerdson.com/blog/criativos-comuns/

Uso pedagógico do blog – o Edublog

By profjc

Um blog de adolecente criado em 2004

Um blog de adolecente criado em 2004

“Algumas coisas que um novato na blogosfera precisa saber sobre a criação e manutenção de blogs de uma forma geral e, em especial, sobre os edublogs”.

Há cinco anos atrás eu escrevi um artigo intitulado “Blogs, Flogs e a inclusão websocial”. Na época o foco do artigo consistia em mostrar que estava nascendo uma forma de inclusão social na web, a que eu chamei de “inclusão websocial”, onde usuários sem conhecimentos da linguagem HTML e de outras linguagens de criação de páginas para a web podiam começar a criar seus “sites” e assim conquistar seu espaço de autoria na web por meio dos blogs, dos flogs e de outras ferramentas que então estavam despontando na rede (inclusive o Orkut).

Naquela época os blogs eram vistos por muitos professores como “coisa de adolescente”, pois os blogs nasceram com a inspiração de serem “diários digitais” e, além disso, a maioria dos blogs brasileiros tinha mesmo o formato de diário de adolescente, pois eram blogs criados por adolescentes e que tinham como público alvo outros adolescentes.

O fato é que os adolescentes saíram na frente e criaram seus blogs, tornam-se autores e ocuparam seu espaço na web, enquanto os professores, em sua maioria, ainda discutiam se valia ou não a pena usar novas tecnologias na educação.

Um blog de matemática

Um blog de matemática

O tempo passou. Cinco anos, na história da web, é um tempo imenso! De 2004 para cá os blogs brasileiros caíram também no gosto de muitos “adultos”. Jornalistas, profissionais liberais, donas de casa e (vejam só!) até mesmo professores começaram a ocupar cada vez mais a blogosfera.

Hoje em dia eu creio que seja bobagem discutir a utilidade das TICs na educação, ou explicar o que é um blog, mas talvez ainda seja tempo de falar um pouco sobre o uso pedagógico dos blogs, principalmente tendo em vista que a cada dia mais e mais professores ingressam nesse incrível mundo da publicação e da autoria.

Apesar de sua origem com formato e pretensão de “diário”, o blog é, na verdade, um site. Ter um blog ou ter um site é a mesma coisa se o objetivo for possuir um endereço na Internet onde se possam publicar materiais diversos. A única diferença é que um “site”, no sentido original do termo, é um espaço que requer a criação não apenas de conteúdo, mas também de layouts, programações em HTML, CSS, javascript, PHP, SQL e outras linguagens usadas na net.

O blog, no entanto, oferece toda essa programação, o layout, as ferramentas de divulgação e até mesmo seu “endereço na web” prontos, de forma que aos seus donos cabe apenas prover o conteúdo. E é aí que está o “X” da questão!

Para que um blog sobreviva na blogosfera e cumpra seu papel como espaço de publicação e autoria, ele precisa ter pelo menos 4 requisitos básicos:

  1. Possuir um objetivo claro
  2. Visar um público específico
  3. Possuir conteúdo útil para o público visado
  4. Ser atualizado frequentemente
Um blog de Física

Um blog de Física

A “cara” do seu blog não é tão importante quanto o conteúdo que você colocará nele, principalmente se estamos falando em um edublog, mas dependendo do seu público ela pode ser também um requisito. Há muitos layouts disponíveis e você pode escolher aquele que julgar mais adequado. Vamos então nos ater ao conteúdo e ao pressuposto de que você quer dar um “uso pedagógico” ao seu blog.

Um blog com fins pedagógicos, um edublog, é um blog destinado a algum propósito educacional. Então, o primeiro passo a ser dado é definir o objetivo do seu blog. Você pode dar esse passo respondendo à seguinte pergunta: quem vier ao meu blog poderá aprender sobre…

Esse blog aqui, por exemplo, “Professor Digital”, é um edublog que tem como objetivo fornecer reflexões, dicas, sugestões e materiais de consulta sobre o uso pedagógico das TICs. Mas eu também tenho um outro blog onde o objetivo é discutir a Educação de forma mais geral, outro onde discuto assuntos relativos à Física e, ainda, um outro onde simplesmente faço um diário de reflexões sobre minha escola. Cada um deles tem um objetivo diferente e, por isso mesmo, são blogs diferentes.

Um professor de história pode criar um blog com o objetivo de fornecer material extracurricular de história para seus alunos, ou pode querer criar um onde apresentará e discutirá situações da atualidade, ou ambos; um professor de matemática pode criar um blog para ensinar matemática, ou para contar a história da matemática e contextualizar suas aulas, etc. O assunto do blog, em si, pode variar imensamente, mas é importante entender que edublogs são blogs focados na educação.

O segundo passo consiste em definir o seu público alvo. Se você leciona para alunos do Ensino Médio, então esse pode ser seu público-alvo. Mas se quiser fazer um blog para apresentar experiências didáticas, sugestões de aulas, discutir currículo ou apresentar ferramentas auxiliares para os professores da sua área, então é claro que seu público-alvo serão os professores e não os alunos. Você pode ser “pretensioso” e querer atender esses diferentes públicos em um mesmo blog, mas você corre o risco de acabar não atendendo a nenhum deles e vê-los rejeitar o seu blog.

É melhor focar seu blog em um público-alvo bem específico e concentrar esforços aí. Se você quiser atingir diferentes públicos, crie diferentes blogs, é mais eficaz. Nesse blog aqui o meu público alvo são professores e formadores de professores interessados no uso pedagógico das TICs. Nos meus outros blogs os públicos-alvos são diferentes.

O terceiro passo é a parte que requer mais “suor”: publicar conteúdo relevante. Não é preciso que o conteúdo seja produzido por você mesmo, mas é preciso que o conteúdo seja relevante, interessante e útil para quem visitar seu blog em busca da aprendizagem que você está oferencendo. Neste blog aqui a minha opção foi a de publicar meus próprios artigos sobre o uso pedagógico das TICs, mas há centenas de excelentes blogs que reúnem diversas publicações de outros blogs, inclusive do meu, e que oferecem ao seu público um material muito mais rico do que o material que cada blog “original” oferece aos seus leitores.

Tanto criar seus próprios artigos e seu próprio conteúdo, quanto pesquisar na Internet bons artigos e materiais para então oferecê-los aos leitores do seu blog, demanda trabalho, tempo de dedicação e muita responsabilidade, pois mesmo não sendo um material assinado por você, ao torná-lo disponível no seu blog, você estará sendo co-responsável pela divulgação desse material. Para quem trabalha com Educação a responsabilidade por oferecer material de qualidade e informação confiável é um dos pressupostos básicos.

Por fim, o quarto passo talvez seja mais difícil do que o terceiro, pois implica em repetir o terceiro passo muitas vezes, já que um blog que não recebe atualizações frequentes tende a se tornar apenas um “repositório de textos mortos”. É claro que esse blog sempre receberá visitas de novos usuários, mas ele perderá seus antigos leitores por falta de conteúdo atualizado. Por outro lado, dependendo dos conteúdos que você publique no seu blog, atualizá-lo poderá não ser uma tarefa fácil. Além disso, é preciso dedicar um bom tempo para essas atualizações.

Blog da EE Paulina Rosa

Blog da EE Paulina Rosa

Resumindo: criar um blog é fácil, criar um blog útil é um pouco mais difícil. Criar um blog útil e mantê-lo útil ao longo do tempo é ainda mais difícil e trabalhoso, mas é muito compensador se o objetivo que você escolheu estiver sendo atingido ao longo da vida do seu blog.

Os blogs são ferramentas web 2.0 disponíveis gratuitamente na rede e oferecidas por muitas empresas. Para criar seu blog você pode usar qualquer uma dessas empresas e o processo de criação dura cerca de cinco minutos e requer apenas uma meia dúzia de cliques no mouse. Veja no final do artigo alguns links de empresas que oferecem blogs e hospedagem gratuita para eles.

Alguns exemplos de uso pedagógico para blogs são listados abaixo e não esgotam nem de longe as possibilidades, mas podem ajudar os iniciantes a descobrirem alguma utilidade para o seu blog:

  • Blog de conteúdo curricular: muitos professores usam seus blogs para publicar os conteúdos curriculares de suas aulas e assim permitirem que seus alunos os consultem pela Internet. Com isso os alunos podem acessar textos, filmes, músicas, simulações, animações e outros materiais usados em classe ou sugeridos como materiais extras;
  • Blog de apoio às atividades de classe: os blogs podem servir como meios auxiliares para se “propor tarefas” ou para “receber tarefas”. Por exemplo, você pode publicar uma poesia e pedir aos seus alunos que “comentem a poesia”, como faria em sala de aula com textos impressos, a única diferença é que esses comentários ficam publicados no seu blog;
  • Blog de registro de projeto: você pode usar blogs para registrar o andamento de um projeto, onde além de você, os grupos de alunos que participam do projeto também podem escrever no blog (ou por meio de comentários ou diretamente, publicando textos eles mesmos sob sua supervisão). Imagine por exemplo que sua escola participe de um projeto de reciclagem, todas as atividades do projeto, desde as reuniões iniciais até o os resultados finais, podem ser documentas de forma bem rica (usando imagens, textos, filmes, depoimentos gravados, etc.) no blog;
  • Blog institucional da escola: uma escola pode (e realmente deve) possuir um site ou um blog (que é bem mais simples de criar e manter do que um site) onde publique as notícias, eventos, avisos, comunicados, horários, dados dos professores e da escola, etc., a fim de facilitar sua comunicação com a comunidade. Muitas escolas já possuem blogs e os utiliza como uma forma de prestar contas à comunidade e de informar melhor suas ações;
  • Blog de uma disciplina: como a atualização de um blog requer que seu autor (ou autores) publique novas matérias regularmente, em algumas escolas os professores de uma dada disciplina se unem e mantêm um blog para a disciplina toda. Nesse blog se podem publicar dicas para os alunos, materiais extras, datas de provas, provas resolvidas, listas de exercícios, etc., e os alunos podem compartilhar materiais de diversos professores sobre um mesmo assunto.

É claro que um único blog pode servir para várias dessas finalidades (e outras ainda), mas tenha em mente que quanto mais “confuso e desfocado” for o seu blog, mais dificilmente ele será útil ou despertará a atenção do seu público alvo.

Professores que possuem blogs afirmam que isso facilita seu trabalho, pois com o blog eles podem:

  • fornecer e armazenar materiais de consulta para os alunos;
  • criar atividades que os alunos possam acessar de suas casas e entregar via Internet;
  • criar “bibliotecas” de atividades e materiais que ficam disponíveis de um ano para outro, poupando espaço e recursos;
  • divulgar o seu trabalho e torná-lo transparente para os pais dos alunos e para a comunidade toda;
  • interagir com outros professores de sua área e trocar informações, links, materiais, atividades, etc.;
  • melhorar seu relacionamento com os alunos e fornecer a eles maior possibilidade de acesso ao professor.

Uma dica final, e bastante interessante, é criar um blog para a escola e colocar nele os links para os blogs dos professores e alunos da escola, criando assim uma forma simplifica de “Comunidade Virtual” e explorando com isso diversas novas possibilidades de interação e participação colaborativa.

Glossário online: Blog, Edublog, HTML, Comunidade Virtual

Onde criar seu blog: Blogger (br), WordPress, Blig, BLog Sapo, UOL Blog, Spaces, Blog Some.

Onde discutir sobre blogs: Lista Blogs Educativos (Yahoo)

Uso pedagógico dos blogs – os “edublogs”

“Algumas coisas que um novato na blogosfera precisa saber sobre a criação e manutenção de blogs de uma forma geral e, em especial, sobre os edublogs”.

Há cinco anos atrás eu escrevi um artigo intitulado “Blogs, Flogs e a inclusão websocial”. Na época o foco do artigo consistia em mostrar que estava nascendo uma forma de inclusão social na web, a que eu chamei de “inclusão websocial”, onde usuários sem conhecimentos da linguagem HTML e outras linguagens de criação de páginas para a web podiam começar a criar seus “sites” e, assim, conquistar seu espaço de autoria na web por meio dos blogs, dos flogs e de outras ferramentas que então estavam despontando na rede (inclusive o Orkut).

Naquela época os blogs eram vistos por muitos professores como “coisa de adolescente”, pois os blogs nasceram com a inspiração de serem “diários digitais” e, além disso, a maioria dos blogs brasileiros tinha mesmo o formato de diário de adolescente, pois eram blogs de adolescentes e tinham como público alvo outros adolescentes.

O fato é que os adolescentes saíram na frente e criaram seus blogs, tornam-se autores e ocuparam seu espaço na web, enquanto os professores, em sua maioria, ainda discutiam se valia ou não a pena usar novas tecnologias na educação e, grande parte deles, nem sequer usavam e-mail ou computadores.

O tempo passou. Cinco anos, na história da web, é um tempo imenso! De 2004 para cá os blogs brasileiros caíram também no gosto de muitos “adultos”. Jornalistas, profissionais liberais, donas de casa e (vejam só!) até mesmo professores começaram a ocupar cada vez mais a blogosfera.

Hoje em dia eu creio que seja bobagem discutir a utilidade das TICs na educação, ou explicar o que é um blog, mas talvez ainda seja tempo de falar um pouco sobre o uso pedagógico dos blogs, principalmente tendo em vista que, a cada dia, mais e mais professores ingressam nesse incrível mundo da publicação e da autoria.

Apesar de sua origem com formato e pretensão de “diário”, o blog é, na verdade, um site. Ter um blog ou ter um site é a mesma coisa se o objetivo for possuir um endereço na Internet onde se possam publicar materiais diversos. A única diferença é que um “site”, no sentido original do termo, é um espaço que requer a criação não apenas de conteúdo, mas também de layouts, programações em HTML, CSS, javascript, PHP, SQL e outras linguagens usadas na net. Porém, o blog oferece toda essa programação, o layout, as ferramentas de divulgação e até mesmo seu “endereço na web” prontos, de forma que aos seus donos cabe apenas prover o conteúdo. E é aí que está o “X” da questão!

Para que um blog sobreviva na blogosfera, e cumpra seu papel como espaço de publicação e autoria, ele precisa ter pelo menos 4 requisitos básicos:

  1. Possuir um objetivo claro
  2. Visar um público específico
  3. Possuir conteúdo útil para o público visado
  4. Ser atualizado frequentemente

A “cara” do seu blog não é tão importante quanto o conteúdo que você colocará nele, mas dependendo do seu público ela pode ser também um requisito. Há muitos layouts disponíveis e você pode escolher aquele que julgar mais adequado. Vamos então nos ater ao conteúdo e ao pressuposto de que você quer dar um “uso pedagógico” ao seu blog.

Um blog com fins pedagógicos é um blog destinado a algum propósito educacional. Então, o primeiro passo a ser dado é definir o objetivo do seu blog e você pode dar esse passo respondendo a seguinte pergunta: quem vier ao meu blog poderá aprender sobre…

Esse blog aqui, por exemplo, “Professor Digital”, é um edublog que tem como objetivo fornecer reflexões, dicas, sugestões e materiais de consulta sobre o uso pedagógico das TICs. Mas eu também tenho um outro blog onde o objetivo é discutir a Educação de forma mais geral, outro onde discuto assuntos relativos à física e, ainda, um outro onde simplesmente faço um diário de reflexões sobre minha escola. Cada um deles tem um objetivo diferente e, por isso mesmo, são blogs diferentes. Um professor de história pode criar um blog com o objetivo de fornecer material extracurricular de história para seus alunos, ou pode querer criar um onde apresentará e discutirá situações da atualidade, ou ambos; um professor de matemática pode criar um blog para ensinar matemática, ou para contar a história da matemática e contextualizar suas aulas, etc. Se o objetivo é promover de alguma forma a melhoria da Educação, então teremos um blog com finalidade educacional, isto é, um edublog; o assunto em si pode variar imensamente mas é importante entender que edublogs são blogs focados na educação.

O segundo passo consiste em definir o seu público alvo. Se você leciona para alunos do Ensino Médio, então esse pode ser seu público-alvo. Mas se quiser fazer um blog para apresentar experiências didáticas, sugestões de aulas, discutir currículo ou apresentar ferramentas auxiliares para os professores da sua área, então é claro que seu público-alvo serão professores e não alunos. Você pode ser “pretensioso” e querer atender esses diferentes públicos, mas você corre o risco de acabar não atendendo a nenhum deles e vê-los rejeitar o seu blog. É melhor focar em um público-alvo bem específico e concentrar esforços aí. Se você quiser atingir diferentes públicos, crie diferentes blogs, é mais eficaz. Nesse blog aqui o meu público alvo são professores e formadores de professores interessados no uso pedagógico das TICs. Nos meus outros blogs os públicos-alvos são diferentes.

O terceiro passo é a parte que requer mais “suor”: publicar conteúdo relevante. Não é preciso que o conteúdo seja produzido por você mesmo, mas é preciso que o conteúdo seja relevante, interessante e útil para quem visitar seu blog em busca da aprendizagem que você está promovendo. Neste blog aqui a minha opção foi a de publicar meus próprios artigos sobre o uso pedagógico das TICs, mas há centenas de excelentes blogs que reúnem diversas publicações de outros blogs e oferecem ao seu público um material muito mais rico do que o material que cada blog “original” oferece aos seus leitores.

Tanto criar seus próprios artigos e seu próprio conteúdo, quanto pesquisar na Internet bons artigos e materiais para então oferecê-los aos seus leitores demanda trabalho, tempo de dedicação e muita responsabilidade, pois mesmo não sendo um material assinado por você, ao torná-lo disponível no seu blog você estará sendo co-responsável pela divulgação desse material. Para quem trabalha com Educação a responsabilidade por oferecer material de qualidade é um dos pressupostos básicos.

Por fim, o quarto passo talvez seja mais difícil do que o terceiro, pois implica em repetir o terceiro passo muitas vezes, já que um blog que não recebe atualizações frequentes tende a se tornar apenas um “repositório de textos mortos”. É claro que esse blog sempre receberá visitas de novos usuários, mas ele perderá seus antigos leitores por falta de conteúdo atualizado. Por outro lado, dependendo dos conteúdos que você publique no seu blog, atualizá-lo poderá não ser uma tarefa fácil. Além disso, é preciso dedicar um bom tempo para essas atualizações.

Resumindo: criar um blog é fácil, criar um blog útil é um pouco mais difícil. Criar um blog útil e mantê-lo útil ao longo do tempo é ainda mais difícil e trabalhoso, mas é muito compensador se o objetivo que você escolheu estiver sendo atingido ao longo da vida do seu blog.

Os blogs são ferramentas web 2.0 disponíveis gratuitamente na rede e oferecidas por muitas empresas. Para criar seu blog você pode usar qualquer uma dessas empresas e o processo de criação dura cerca de cinco minutos e requer apenas uma meia dúzia de cliques no mouse. Veja no final do artigo alguns links de empresas que oferecem blogs e hospedagem gratuita para eles.

Algumas exemplos de uso pedagógico para blogs são listados abaixo e não esgotam nem de longe as possibilidades mas podem ajudar os iniciantes a descobrirem alguma utilidade para o seu blog:

* Blog de conteúdo curricular: muitos professores usam seus blogs para publicar os conteúdos curriculares de suas aulas e permitirem que seus alunos os consultem pela Internet. Com isso os alunos podem acessar textos, filmes, músicas, simulações, animações e outros materiais usados em classe ou sugeridos como materiais extras;

* Blog de apoio às atividades de classe: os blogs podem servir como meios auxiliares de se “deixar tarefas” ou de se “receber tarefas”. Por exemplo, você pode publicar uma poesia e pedir aos seus alunos que “comentem a poesia”, como faria em sala de aula com textos impressos, a única diferença é que esses comentários ficam publicados no seu blog;

* Blog de registro de projeto: você pode usar blogs para registrar o andamento de um projeto, por exemplo, onde além de você os grupos de alunos que participam do projeto também podem escrever no blog (ou por meio de comentários ou publicando textos, eles mesmos). Imagine por exemplo que sua escola participe de um projeto de reciclagem, todas as atividades do projeto, desde as reuniões iniciais até o os resultados finais, podem ser documentas de forma bem rica (usando imagens, textos, filmes, depoimentos gravados, etc.) no blog;

* Blog da escola: uma escola pode (e realmente deve) possuir um site ou um blog (que é bem mais simples) onde publique as notícias, eventos, avisos, comunicados, horários, dados dos professores e da escola, etc., a fim de facilitar sua comunicação com a comunidade. Muitas escolas já possuem blogs e os utiliza como uma forma de prestar contas à comunidade e de informar melhor suas ações;

* Blog da disciplina: como a atualização de um blog requer que seu autor (ou autores) publique novas matérias regularmente, em algumas escolas os professores de uma dada disciplina se unem e mantêm um blog para a disciplina toda. Nesse blog se podem publicar dicas para os alunos, materiais extras, datas de provas, provas resolvidas, listas de exercícios, etc.

É claro que um único blog pode servir para várias dessas finalidades (e outras ainda), mas tenha em mente que quanto mais “confuso” e “desfocado” for o seu blog, mais dificilmente ele será útil ou despertará a atenção do seu público alvo.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2009/10/26/uso-pedagogico-do-blog-o-edublog/

Serão os blogs uma espécie em extinção?


Olá Amigos

Ontem eu vi no Twitter uma mensagem da fantástica Cora Ronai ( @cronai ) que da título a essa postagem: Serão os blogs uma espécie em extinção? . Li a postagem que está no blog dela e lá ela cita que o email já é uma ferramenta no mínimo gasta ou já ultrapassada. Mas adiante ela cita: “Vai desaparecer? Duvido, mas será cada vez menos relevante.”

Ela comenta que com o crescimento das redes sociais vai decretar, ou melhor indicar, o fim dos blogs coisa que eu não acredito. É verdade que uma parte considerável do movimento dos blogs tem mudado de mala e cuia para as redes sociais, e que os 140 caracteres do Twitter limitam bastante um papo ou uma reflexão completa. No caso do Facebook, que é citado pela Cora Ronai na postagem, permite comentários, brincadeiras e a inserção, na mesma página, de imagens e vídeos e não tem a “amarra” do twitter.

Ela cita que: “Pensando bem, o Facebook nada mais é do que um gigantesco blog, escrito simultaneamente a milhões de mãos.

O Twitter, por sua vez, definido como microblog, está mais para quadro de avisos, de onde se apontam os textos, filmes e fotos que chamaram a atenção dos usuários. É, porém, imbatível para informações curtas e rápidas.

Um não anula o outro, pelo contrário: no Twitter a gente dá um alô apressado, no Facebook a gente senta para conversar.“

Concordo com ela em alguns pontos, mas que os blogs vão desaparecer, ou melhor entrar para lista de ferramentas virtuais com risco de extinção eu não acredito. Mesmo caso do email. O Facebook é sim uma ferramenta interessante sobre muitos pontos de vista pois permite comentários, brincadeiras, imagens e vídeos . E alem de permitir aos programadores fazerem pequenos programas para eles, é uma estrategia muito inteligente.

Não percam o Especial MTV: A História do Facebook, veja a entrevista de Cazé com Mark Zuckerberg, criador do Facebook, para entender um pouco mais sobre esse fenômeno da internet.

Lendo o livro Blogging Heroes do Michael A. Banks, vi o tão imenso é a blogosfera. Hoje há entre mais de 100 milhões de blogs, e nesse universo surgem 30 blogueiros com seguidores fiéis, que acompanham os blogs, considerados influentes, inovadores e bem-sucedidos.

Eles escrevem sobre tudo, de tendências de negócios e trabalhos internos, dicas para pais, segredos pessoais e tantos outros assuntos. Então diante desse universo e dessa diversidade eu não acredito na morte dos blogs. O que pode e deve ocorrer sim é uma adaptação ou integração com outra ferramenta virtual.

Mas agora que você leu a postagem da Cora Ronai, assistiu o especial e leu o Caldeirão de Ideias me fala uma coisa:

Para você os blogs vão morrer ou desaparecer? Ou nem um nem outro?

Opine e comente aqui

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

A tecnologia e a educação de mãos dadas

Professores antenados com seu tempo, alunos mais motivados em aprender e escolas prontas para os desafios do século XXI. Com esses três objetivos em mente, a Microsoft, por meio da Iniciativa Parceiros na Aprendizagem, vem desde 2003 desenvolvendo Programas Educacionais para apoiar a educação com práticas inovadoras nas quais a tecnologia propicia avanço tanto nos processos de ensino-aprendizagem quanto na gestão escolar.

Blog parceiro - Conteúdos Educacionais Microsoft

Para implementar os Programas Educacionais, a Microsoft tem realizado parcerias com universidades e instituições que se destacam no estudo e aplicabilidade do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para intensificar a inclusão digital e social.

Agora, essa experiência acumulada está à disposição de escolas e professores interessados em renovar sua prática pedagógica. Todos os conteúdos dos Programas Educacionais Microsoft (apostilas, livretos, vídeos, sites, cursos e produtos voltados à educação) estão reunidos em um mesmo espaço: o site Conteúdos Educacionais – www.conteudoseducacionais.com.br

Os conteúdos estão disponibilizados gratuitamente, bastando apenas se cadastrar para fazer download dos Programas que mais interessarem.

Esses materiais estão distribuídos por áreas de interesse:

Escolas Inovadoras

  • Alfabetização Digital
  • Comunidade Conectada
  • Programa Escolas de Tecnologia Inovadora
  • Programa Escolas Inovadoras – Lumiar
  • Segurança na Web
  • Programa Escola Digital

Educadores Inovadores

  • Alfabetização Digital
  • Currículo Educacional
  • Objetos de Aprendizagem
  • Office Online
  • Princípios de Aprendizagem
  • Programa Aprender em Parceria
  • Programa de Acessibilidade
  • Programa Desafio Digital
  • Programa Gestão Escolar e Tecnologias
  • Segurança na Web
  • Software Microsoft® Matemática

Alunos Inovadores

  • Alfabetização Digital
  • Office Online
  • Princípios de Aprendizagem
  • Programa Aluno Monitor
  • Segurança na Web

Dessa forma, educadores de todo Brasil podem acessar estes recursos, que irão contribuir para estimular suas habilidades pedagógicas, para que seus alunos aprendam mais e melhor e, assim, ajudar a desenvolver cada vez mais a educação brasileira.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

>A tecnologia e a educação de mãos dadas

>Professores antenados com seu tempo, alunos mais motivados em aprender e escolas prontas para os desafios do século XXI. Com esses três objetivos em mente, a Microsoft, por meio da Iniciativa Parceiros na Aprendizagem, vem desde 2003 desenvolvendo Programas Educacionais para apoiar a educação com práticas inovadoras nas quais a tecnologia propicia avanço tanto nos processos de ensino-aprendizagem quanto na gestão escolar.

Blog parceiro - Conteúdos Educacionais Microsoft

Para implementar os Programas Educacionais, a Microsoft tem realizado parcerias com universidades e instituições que se destacam no estudo e aplicabilidade do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para intensificar a inclusão digital e social.

Agora, essa experiência acumulada está à disposição de escolas e professores interessados em renovar sua prática pedagógica. Todos os conteúdos dos Programas Educacionais Microsoft (apostilas, livretos, vídeos, sites, cursos e produtos voltados à educação) estão reunidos em um mesmo espaço: o site Conteúdos Educacionais – www.conteudoseducacionais.com.br

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Escolas Inovadoras

  • Alfabetização Digital
  • Comunidade Conectada
  • Programa Escolas de Tecnologia Inovadora
  • Programa Escolas Inovadoras – Lumiar
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  • Alfabetização Digital
  • Currículo Educacional
  • Objetos de Aprendizagem
  • Office Online
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Alunos Inovadores

  • Alfabetização Digital
  • Office Online
  • Princípios de Aprendizagem
  • Programa Aluno Monitor
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Dessa forma, educadores de todo Brasil podem acessar estes recursos, que irão contribuir para estimular suas habilidades pedagógicas, para que seus alunos aprendam mais e melhor e, assim, ajudar a desenvolver cada vez mais a educação brasileira.

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Equipe NTE Itaperuna

>Blogs – Design, Cores, Fontes e Estilos

>Olá amigos

Muitos amigos e cursistas me perguntam como fazer para deixar o blog com aquele “visual maneiro”. Em primeiro lugar o que se deve fazer e visitar blogs e olhar atentamente o que está rolando por ai para saber exatamente o que se quer e principalmente o que se não quer.

Depois disso procure um bom tutorial de html, xml e de css coisa que você encontra aos montes na internet, basta da uma googlada e você terá em mãos um monte de tutoriais e passo a passo bem legais. Mas lembre-se todo aprendizado é um exercício diário de erros e acertos e quando você se deparar com um erro ou problema do tamanho da internet, siga o meu conselho: pergunte.

Isso mesmo não tenha medo de perguntar a quem sabe, mas antes de sair por ai perguntando coisas básicas, sem antes de testar pense no que você pode estar errando. Outra coisa e saber manipular algum software de edição de imagem (Photoshop, Gimp, Photofiltre, etc) que ajuda bastante.

Agora um conselho que eu aprendi: menos é mais. Minimize ao máximo. Enxugue imagens, códigos e principalmente evite carregar o blog com aquele monte de gadget disponíveis na internet. Ou ao invés disso tudo procure um bom template pronto na internet ou compre um.

Eu pessoalmente sou fã do trabalho da minha amiga virtual @_Ariane_ editora do blog Templates Novo Blogger. O template do meu blog pessoal In Infinitum é dela, o template é lindo e principalmente é a minha cara. Ela começou uma serie de postagens bem legais sobre como fazer um template que é o máximo. Recomendo.

Dela também são as dicas abaixo para o pessoal que esta começando, divulgadas pelo twitter.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna