>As TICs, a Escola e o Futuro ou… O futuro a Deus pertence.

>Por profjc ( @profjc )
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Novas tecnologias
Esta nascendo uma nova maneira de aprender
Enquanto alguns professores se perguntam como é possível recuperar o tempo perdido para poderem se atualizar com relação ao uso pedagógico das TICs, eu me pergunto: e como seria estar atualizado hoje em dia?
A questão do uso pedagógico das TICs remete a uma questão mais ampla ainda: o que os nossos alunos precisam aprender? Onde as TICs entram nessa história?
Os especialistas em currículo passam a vida discutindo esse tema e acabam quase sempre concluindo que o currículo é vivo, dinâmico e deve sempre estar voltado a uma formação que permita ao aluno “adequar-se” a seu mundo. Mas que mundo é esse?
Na verdade, nós não sabemos. E é justamente aí que entra a história das TICs!
Ninguém em sã consciência sabe dizer com relativa precisão como será nosso mundo daqui a três anos. O que dizer então sobre um futuro de cinco, dez ou vinte anos? Muitas profissões deixarão de existir nesse curto período de tempo de apenas três anos, enquanto outras tantas surgirão. A tecnologia se reinventa a cada seis meses. O cotidiano, os hábitos, as relações sociais e econômicas, tudo está mudando muito rápido. Tão rápido que fazer previsões está cada dia mais difícil.
Nesse contexto, o que é estar atualizado? E qual é a importância de estar atualizado? Se o que sabemos hoje poderá não nos servir daqui a três anos, o que servirá, então, aos nossos alunos?
Web 2.0
O conhecimento agora está “na nuvem”
Vamos fazer um teste? No quadro abaixo, assinale as ferramentas da Web 2.0 que você conhece. Marque com um X o retângulo que corresponde, aproximadamente, ao tempo que você já conhece a ferramenta. Considere que “conhecer a ferramenta” signifique saber usá-la pelo menos de forma básica e para si mesmo (não é necessário que você saiba usar a ferramenta com os seus alunos, ou que a tenha usado com eles):
Ferramenta (*) 1 ano 2 anos 3 anos + de 3 anos
Twitter
YouTube
Google Docs
Delicious
Slideshare
Skype
Google Reader
WordPress
FaceBook
Moodle
(*) Essas ferramentas são as dez mais utilizadas no ensino, segundo levantamento do “Centre for Learning & Performance Technologies” junto a profissionais que utilizam TICs na educação. Essas dez ferramentas são as primeiras da lista das 150 ferramentas mais usadas por esses profissionais. (link visitado em 19/01/2011)
 
Agora “some” os “Xs” de cada coluna e olhe bem para os números. É muito provável que você não some 10 em nenhuma coluna, e é bem provável que a soma vá diminuindo, de coluna para coluna, no sentido da esquerda para a direita, na medida em que o período de tempo fica maior.
Não desanime com os resultados se você somou poucos “Xs”, há pelo menos mais 140 ferramentas bastante usadas por educadores e que poderiam ser colocadas nessa lista e, francamente, ninguém assinalaria nem metade desse total de 150 ferramentas. Além disso, a cada dia surgem várias novas ferramentas!
Então, se um dia você sonhou em se atualizar de forma a conhecer suficientemente bem todas as ferramentas da Web 2.0, para somente então poder escolher quais usar, esqueça! Isso já não lhe pertence!
Mas então, qual é a solução? Como podemos nos preparar para o uso das TICs e recuperar o tempo perdido? Como podemos usar as TICs com nossos alunos? E, porque deveríamos usá-las?
Moisés
Os dez novos mandamentos
Eu não pretendo lhe enrolar dizendo que a solução é muito particular, que cada um deve procurar o seu caminho, etc. etc. Aqui vai a resposta: é preciso mudar os paradigmas!
Já foi o tempo em que você precisava aprender tudo antes para, somente depois, poder ensinar um pouco do que sabia aos seus alunos, ou seja, para “passar” o seu conhecimento para eles. Os novos paradigmas de que você precisa são bastante diferentes daqueles que você tinha quando aprendeu com seus velhos professores. A seguir vão 10 “novos” (talvez nem tanto) paradigmas de que você precisará para os dias atuais:

1. Aprender enquanto utiliza, e utilizar enquanto aprende!

Você não precisa de um curso para aprender a usar o Twitter, o YouTube, o Google Docs ou as demais ferramentas para, somente depois, poder utilizá-las. Você só precisa começar a usá-las e, então, precisa entender que é utilizando-as que você aprenderá a utilizá-las cada melhor.
2. Aprender errando e corrigindo!
As ferramentas da Web 2.0 e as TICs em geral “admitem o erro como parte da aprendizagem”, por isso não se preocupe em fazer tudo certo já da primeira vez (ou da segunda, ou da terceira). Se você errar, não tem problema, não tem punição, você aprendeu! Se não der certo na primeira vez, tente de novo.
3. Explorar novas maneiras de aprender!
A aprendizagem das novas tecnologias e suas ferramentas não é linear. Não há mais “um passo antes do outro”. Assim como você pode navegar na internet por links (hipertexto!), você também pode aprender em pequenas doses, em passos não seqüenciais, explorando o que lhe parecer melhor naquele momento e criando seu próprio percurso de aprendizagem. Entenda isso como uma hiperaprendizagem.
4. Integrar-se às redes sociais e aprender colaborativamente!
Há livros, manuais, tutoriais e mesmo cursos para se aprender qualquer coisa que você quiser, e todos eles estão disponíveis na internet, mas a forma mais eficiente de aprender algo que você ainda não sabe, e nem sabe onde encontrar a resposta, consiste simplesmente em “perguntar para outras pessoas”! Quer dar seus primeiros passos no Twitter e não sabe por onde começar? Comece perguntando para alguém que já sabe! O conhecimento não está mais apenas nos livros, ele também está nas pessoas!
5. Explorar possibilidades e ser criativo!
Você pode ler muitos livros sobre o uso de certa ferramenta ou TIC, pode assistir a palestras, participar de simpósios, congressos, redes sociais, etc., e trocar idéias com pessoas que já utilizam essa ferramenta ou tecnologia. Tudo isso irá lhe ajudar bastante a aprender sobre o uso das TICs, mas você poderá obter resultados ainda melhores se o tempo todo perguntar para si mesmo coisas como: “o que eu posso fazer com isso? Como eu posso usar o Twitter para mim mesmo? E com os meus alunos?”. Só você conhece melhor que todos os outros a sua realidade, as suas necessidades e os seus próprios desejos.
6. Ser autônomo, não esperar passivamente por ajuda e nem desistir sem antes tentar!
Há pessoas que desistem de algo sem nem mesmo tentar antes. Ficam eternamente à espera de alguém que lhes mostre todos os caminhos, que lhes dê todas as respostas (corretas!). Não seja uma delas. Respostas perfeitas e pessoas que as saibam dar já não existem mais. Se tiver uma idéia que “gostaria que desse certo”, tente implementá-la. Se algumas tentativas falharem, não desista, isso não se chama “fracasso”, chama-se “aprendizagem”!
7. Aprender a ter prazer na aprendizagem!
Assim como os alunos não aprendem facilmente aquilo que eles desgostam, os professores também reagem da mesma forma. Só aprendemos coisas que queremos aprender, coisas que nos dão alguma satisfação, algum prazer, quando a aprendemos. Por isso, se você não aprender a ter prazer em dar uma aula melhor usando um novo recurso, nunca vai aprender a usar o recurso, e nem vai melhorar sua aula. E o que é pior: se você não aprende com prazer, então também não ensina com prazer e, por isso mesmo, não desperta o prazer no seu aprendiz. Tudo o que fazemos apenas por obrigação acaba caindo na vala comum da mediocridade. Ensino é paixão e o professor apaixonado pelo bom ensino é a melhor tecnologia que existe para ensinar.
8. Aprender a compartilhar conhecimento, dúvidas e sonhos!
Não basta aprender, não basta ser capaz de fazer; é preciso “fazer de fato” e compartilhar o conhecimento para que outros aprendam e façam. É preciso sonhar grande! Se você aprendeu como usar o Twitter, experimentou usá-lo e até já colecionou algumas dicas, então é hora de usar o potencial dessa ferramenta para compartilhar! Compartilhar seu conhecimento sobre a ferramenta, mas não só isso, pois agora você poderá compartilhar uma infinidade de outros conhecimentos usando essa ferramenta como instrumento de ensino. Você também faz parte da construção dos novos conhecimentos.
9. Aprender a ensinar o outro a aprender a aprender!
Para “estar atualizado” não é preciso ter “todas” as informações, mas é preciso aprender a encontrá-las, compreendê-las, utilizá-las, modificá-las, expandi-las e compartilhá-las. E é exatamente isso que precisamos ensinar às novas gerações! E não é nada fácil ensinar ao outro aquilo nem nós mesmos sabemos; por isso precisamos aprender a aprender antes de tentar ensinar isso aos nossos alunos. Se você mesmo não se sentir capaz de aprender, nunca vai desenvolver essa competência em seus alunos.
10. Aprender a estar eternamente insatisfeito!
Se você acha que esses “novos” paradigmas vão resolver o seu problema, se acha que eles bastam, ou apenas concorda com eles, sem ressalvas, então, talvez você não tenha entendido nada! Todos esses paradigmas juntos significam apenas que cabe a você compreendê-los, aplicá-los, reformulá-los, ampliá-los, reconstruí-los e, então, compartilhar com outros a “sua versão” deles. Aceite-os apenas como um desafio para que você mesmo possa reescrevê-los e compartilhá-los com outras pessoas.
Na verdade nós não precisamos saber como será o mundo daqui a vinte, dez, cinco, ou mesmo três anos, para sabermos o que e como ensinar aos nossos alunos. Nós já sabemos tudo o que é preciso saber: é preciso ensinar os alunos a aprenderem! E eles precisarão aprender sempre; precisarão descobrir soluções para problemas que nem eles, nem nós, imaginamos que surgirão um dia. Eles terão que agir no tempo deles exatamente como nós precisamos agir agora, diante de um mundo que jamais sonhamos, onde as “inovações” são muito mais rápidas do que nossa capacidade de compreender e dominar todas elas, e onde, mesmo assim, precisamos ser atores e não meros espectadores.
Jetsons x Flintstones
As coisas mudam…
É curioso notar aqui que nossos alunos já assimilaram grande parte desses “novos” paradigmas, já utilizam grande parte das ferramentas que ainda desconhecemos, mantêm-se abertos às novidades, experimentam, tentam, erram e tentam de novo, buscam ajuda e compartilham aquilo que sabem. Enquanto isso, muito de nós, seus professores, teimamos em rejeitar as novas possibilidades que as TICs nos oferecem ou, simplesmente, as ignoramos. Nossos alunos estão passando a perna em nós, descaradamente!
Assim como na construção dos currículos para nossas aulas, nós, professores, precisamos também fazer escolhas sobre nosso próprio currículo, e precisamos entender que ele estará eternamente em construção. Integrar-se às TICs e incorporá-las em nossas práticas cotidianas e pedagógicas é parte do nosso próprio currículo atual, e já não podemos contar com nossos velhos professores para nos ajudar com isso!
Uma das possibilidades é nos fazermos de tontos e fingirmos que nada está acontecendo de novo, que nada está mudando, que podemos ser sempre os mesmos e o mundo não se importará conosco da mesma forma como parecemos não nos importar com ele. A outra é nos lançarmos ao desafio do novo, ao grande desafio de aprendermos como se aprende nesse novo mundo, para podermos, somente então, ensinar nossos alunos a aprenderem a aprender.
Referências na Internet:

As TICs, a Escola e o Futuro ou… O futuro a Deus pertence.

Por profjc ( @profjc )
Quantcast

Novas tecnologias
Esta nascendo uma nova maneira de aprender
Enquanto alguns professores se perguntam como é possível recuperar o tempo perdido para poderem se atualizar com relação ao uso pedagógico das TICs, eu me pergunto: e como seria estar atualizado hoje em dia?
A questão do uso pedagógico das TICs remete a uma questão mais ampla ainda: o que os nossos alunos precisam aprender? Onde as TICs entram nessa história?
Os especialistas em currículo passam a vida discutindo esse tema e acabam quase sempre concluindo que o currículo é vivo, dinâmico e deve sempre estar voltado a uma formação que permita ao aluno “adequar-se” a seu mundo. Mas que mundo é esse?
Na verdade, nós não sabemos. E é justamente aí que entra a história das TICs!
Ninguém em sã consciência sabe dizer com relativa precisão como será nosso mundo daqui a três anos. O que dizer então sobre um futuro de cinco, dez ou vinte anos? Muitas profissões deixarão de existir nesse curto período de tempo de apenas três anos, enquanto outras tantas surgirão. A tecnologia se reinventa a cada seis meses. O cotidiano, os hábitos, as relações sociais e econômicas, tudo está mudando muito rápido. Tão rápido que fazer previsões está cada dia mais difícil.
Nesse contexto, o que é estar atualizado? E qual é a importância de estar atualizado? Se o que sabemos hoje poderá não nos servir daqui a três anos, o que servirá, então, aos nossos alunos?
Web 2.0
O conhecimento agora está “na nuvem”
Vamos fazer um teste? No quadro abaixo, assinale as ferramentas da Web 2.0 que você conhece. Marque com um X o retângulo que corresponde, aproximadamente, ao tempo que você já conhece a ferramenta. Considere que “conhecer a ferramenta” signifique saber usá-la pelo menos de forma básica e para si mesmo (não é necessário que você saiba usar a ferramenta com os seus alunos, ou que a tenha usado com eles):
Ferramenta (*) 1 ano 2 anos 3 anos + de 3 anos
Twitter
YouTube
Google Docs
Delicious
Slideshare
Skype
Google Reader
WordPress
FaceBook
Moodle
(*) Essas ferramentas são as dez mais utilizadas no ensino, segundo levantamento do “Centre for Learning & Performance Technologies” junto a profissionais que utilizam TICs na educação. Essas dez ferramentas são as primeiras da lista das 150 ferramentas mais usadas por esses profissionais. (link visitado em 19/01/2011)
 
Agora “some” os “Xs” de cada coluna e olhe bem para os números. É muito provável que você não some 10 em nenhuma coluna, e é bem provável que a soma vá diminuindo, de coluna para coluna, no sentido da esquerda para a direita, na medida em que o período de tempo fica maior.
Não desanime com os resultados se você somou poucos “Xs”, há pelo menos mais 140 ferramentas bastante usadas por educadores e que poderiam ser colocadas nessa lista e, francamente, ninguém assinalaria nem metade desse total de 150 ferramentas. Além disso, a cada dia surgem várias novas ferramentas!
Então, se um dia você sonhou em se atualizar de forma a conhecer suficientemente bem todas as ferramentas da Web 2.0, para somente então poder escolher quais usar, esqueça! Isso já não lhe pertence!
Mas então, qual é a solução? Como podemos nos preparar para o uso das TICs e recuperar o tempo perdido? Como podemos usar as TICs com nossos alunos? E, porque deveríamos usá-las?
Moisés
Os dez novos mandamentos
Eu não pretendo lhe enrolar dizendo que a solução é muito particular, que cada um deve procurar o seu caminho, etc. etc. Aqui vai a resposta: é preciso mudar os paradigmas!
Já foi o tempo em que você precisava aprender tudo antes para, somente depois, poder ensinar um pouco do que sabia aos seus alunos, ou seja, para “passar” o seu conhecimento para eles. Os novos paradigmas de que você precisa são bastante diferentes daqueles que você tinha quando aprendeu com seus velhos professores. A seguir vão 10 “novos” (talvez nem tanto) paradigmas de que você precisará para os dias atuais:

1. Aprender enquanto utiliza, e utilizar enquanto aprende!

Você não precisa de um curso para aprender a usar o Twitter, o YouTube, o Google Docs ou as demais ferramentas para, somente depois, poder utilizá-las. Você só precisa começar a usá-las e, então, precisa entender que é utilizando-as que você aprenderá a utilizá-las cada melhor.
2. Aprender errando e corrigindo!
As ferramentas da Web 2.0 e as TICs em geral “admitem o erro como parte da aprendizagem”, por isso não se preocupe em fazer tudo certo já da primeira vez (ou da segunda, ou da terceira). Se você errar, não tem problema, não tem punição, você aprendeu! Se não der certo na primeira vez, tente de novo.
3. Explorar novas maneiras de aprender!
A aprendizagem das novas tecnologias e suas ferramentas não é linear. Não há mais “um passo antes do outro”. Assim como você pode navegar na internet por links (hipertexto!), você também pode aprender em pequenas doses, em passos não seqüenciais, explorando o que lhe parecer melhor naquele momento e criando seu próprio percurso de aprendizagem. Entenda isso como uma hiperaprendizagem.
4. Integrar-se às redes sociais e aprender colaborativamente!
Há livros, manuais, tutoriais e mesmo cursos para se aprender qualquer coisa que você quiser, e todos eles estão disponíveis na internet, mas a forma mais eficiente de aprender algo que você ainda não sabe, e nem sabe onde encontrar a resposta, consiste simplesmente em “perguntar para outras pessoas”! Quer dar seus primeiros passos no Twitter e não sabe por onde começar? Comece perguntando para alguém que já sabe! O conhecimento não está mais apenas nos livros, ele também está nas pessoas!
5. Explorar possibilidades e ser criativo!
Você pode ler muitos livros sobre o uso de certa ferramenta ou TIC, pode assistir a palestras, participar de simpósios, congressos, redes sociais, etc., e trocar idéias com pessoas que já utilizam essa ferramenta ou tecnologia. Tudo isso irá lhe ajudar bastante a aprender sobre o uso das TICs, mas você poderá obter resultados ainda melhores se o tempo todo perguntar para si mesmo coisas como: “o que eu posso fazer com isso? Como eu posso usar o Twitter para mim mesmo? E com os meus alunos?”. Só você conhece melhor que todos os outros a sua realidade, as suas necessidades e os seus próprios desejos.
6. Ser autônomo, não esperar passivamente por ajuda e nem desistir sem antes tentar!
Há pessoas que desistem de algo sem nem mesmo tentar antes. Ficam eternamente à espera de alguém que lhes mostre todos os caminhos, que lhes dê todas as respostas (corretas!). Não seja uma delas. Respostas perfeitas e pessoas que as saibam dar já não existem mais. Se tiver uma idéia que “gostaria que desse certo”, tente implementá-la. Se algumas tentativas falharem, não desista, isso não se chama “fracasso”, chama-se “aprendizagem”!
7. Aprender a ter prazer na aprendizagem!
Assim como os alunos não aprendem facilmente aquilo que eles desgostam, os professores também reagem da mesma forma. Só aprendemos coisas que queremos aprender, coisas que nos dão alguma satisfação, algum prazer, quando a aprendemos. Por isso, se você não aprender a ter prazer em dar uma aula melhor usando um novo recurso, nunca vai aprender a usar o recurso, e nem vai melhorar sua aula. E o que é pior: se você não aprende com prazer, então também não ensina com prazer e, por isso mesmo, não desperta o prazer no seu aprendiz. Tudo o que fazemos apenas por obrigação acaba caindo na vala comum da mediocridade. Ensino é paixão e o professor apaixonado pelo bom ensino é a melhor tecnologia que existe para ensinar.
8. Aprender a compartilhar conhecimento, dúvidas e sonhos!
Não basta aprender, não basta ser capaz de fazer; é preciso “fazer de fato” e compartilhar o conhecimento para que outros aprendam e façam. É preciso sonhar grande! Se você aprendeu como usar o Twitter, experimentou usá-lo e até já colecionou algumas dicas, então é hora de usar o potencial dessa ferramenta para compartilhar! Compartilhar seu conhecimento sobre a ferramenta, mas não só isso, pois agora você poderá compartilhar uma infinidade de outros conhecimentos usando essa ferramenta como instrumento de ensino. Você também faz parte da construção dos novos conhecimentos.
9. Aprender a ensinar o outro a aprender a aprender!
Para “estar atualizado” não é preciso ter “todas” as informações, mas é preciso aprender a encontrá-las, compreendê-las, utilizá-las, modificá-las, expandi-las e compartilhá-las. E é exatamente isso que precisamos ensinar às novas gerações! E não é nada fácil ensinar ao outro aquilo nem nós mesmos sabemos; por isso precisamos aprender a aprender antes de tentar ensinar isso aos nossos alunos. Se você mesmo não se sentir capaz de aprender, nunca vai desenvolver essa competência em seus alunos.
10. Aprender a estar eternamente insatisfeito!
Se você acha que esses “novos” paradigmas vão resolver o seu problema, se acha que eles bastam, ou apenas concorda com eles, sem ressalvas, então, talvez você não tenha entendido nada! Todos esses paradigmas juntos significam apenas que cabe a você compreendê-los, aplicá-los, reformulá-los, ampliá-los, reconstruí-los e, então, compartilhar com outros a “sua versão” deles. Aceite-os apenas como um desafio para que você mesmo possa reescrevê-los e compartilhá-los com outras pessoas.
Na verdade nós não precisamos saber como será o mundo daqui a vinte, dez, cinco, ou mesmo três anos, para sabermos o que e como ensinar aos nossos alunos. Nós já sabemos tudo o que é preciso saber: é preciso ensinar os alunos a aprenderem! E eles precisarão aprender sempre; precisarão descobrir soluções para problemas que nem eles, nem nós, imaginamos que surgirão um dia. Eles terão que agir no tempo deles exatamente como nós precisamos agir agora, diante de um mundo que jamais sonhamos, onde as “inovações” são muito mais rápidas do que nossa capacidade de compreender e dominar todas elas, e onde, mesmo assim, precisamos ser atores e não meros espectadores.
Jetsons x Flintstones
As coisas mudam…
É curioso notar aqui que nossos alunos já assimilaram grande parte desses “novos” paradigmas, já utilizam grande parte das ferramentas que ainda desconhecemos, mantêm-se abertos às novidades, experimentam, tentam, erram e tentam de novo, buscam ajuda e compartilham aquilo que sabem. Enquanto isso, muito de nós, seus professores, teimamos em rejeitar as novas possibilidades que as TICs nos oferecem ou, simplesmente, as ignoramos. Nossos alunos estão passando a perna em nós, descaradamente!
Assim como na construção dos currículos para nossas aulas, nós, professores, precisamos também fazer escolhas sobre nosso próprio currículo, e precisamos entender que ele estará eternamente em construção. Integrar-se às TICs e incorporá-las em nossas práticas cotidianas e pedagógicas é parte do nosso próprio currículo atual, e já não podemos contar com nossos velhos professores para nos ajudar com isso!
Uma das possibilidades é nos fazermos de tontos e fingirmos que nada está acontecendo de novo, que nada está mudando, que podemos ser sempre os mesmos e o mundo não se importará conosco da mesma forma como parecemos não nos importar com ele. A outra é nos lançarmos ao desafio do novo, ao grande desafio de aprendermos como se aprende nesse novo mundo, para podermos, somente então, ensinar nossos alunos a aprenderem a aprender.
Referências na Internet:

Twictionary


Para quem já é usuário do Twitter, palavras como “baleiar” e “tweet” fazem sentido. Já para quem está de fora… Pensando nisso, usuários do site criaram o Twictionary. Confira abaixo alguns dos verbetes que, junto com suas definições em português, estão disponíveis no Twitter Brasil (www.twitterbrasil.org):

# ou hashtags – no Twitter o emprego do símbolo # (também chamado de hashtag) antes de uma palavra serve para identificar o assunto.

@ – símbolo usado antes do nome de algum usuário para direcionar a mensagem a ele ou para se referir a ele.

Baleiar – verbo criado a partir das sucessivas vezes em que o Twitter saía do ar e no lugar aparecia a imagem de uma baleia. Sinônimo aproximado de “sair do ar”.

Fail Whale – baleia simpática que costuma aparecer quando o Twitter sai do ar.

Follow – termo em inglês que significa “seguir” alguém.

Follower – termo em inglês para “seguidor”, ou seja, todos os contatos que acompanham as atualizações de alguém.

Following – termo em inglês para “seguindo”, ou seja, todos os contatos que são acompanhados por alguém.

Twerd – um twitteiro nerd

Twitiqueta – Twitter + Etiqueta: as regras relativamente não escritas de conduta no Twitter

Egotwistico – tendência a falar excessivamente sobre si mesmo no Twitter

Twídia – mídia com presença no Twitter

Tweet ou twittada – nome dado a cada mensagem postada no Twitter

Twittar – verbo, ação ou efeito de postar alguma coisa no Twitter

Twitteiro – usuário do Twitter

Twequilíbrio – quando o número de followers e following é praticamente o mesmo

Twerminologia – o estudo da terminologia do Twitter

Twewbie – um novato no twitter (newbie)

Twittervista – entrevista feita através do twitter

Twirtar – a arte de flertar através do Twitter

Twitteratura – literatura no Twitter

Twistórico – o conjunto de atualizações de um determinado usuário

Twinfluenciador – um usuário do twitter que influencia outras pessoas

Twitterholic – viciado em Twitter

Twittersação – conversação realizada através do Twitter

Twincidência – quando uma coincidência acontece no Twitter, como no caso de dois ou mais usuários postarem sobre a mesma coisa simultaneamente.

LINKS RELACIONADOS

http://www.compete.com/about
http://www.twitterbrasil.org/
http://www.raquelcamargo.com

Fonte: http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especiais-21b1.asp

Uso pedagógico de apresentações de slides digitais

Do projetor de slides ao datashow e ao “ppt”

O velho projetor de slides

O velho projetor de slides

Se você for um professor que nunca viu um mimeografo (hã???), então talvez também não tenha conhecido o fascinante projetor de sides.

O projetor de slides foi, e ainda é, uma tecnologia incrível, capaz de levar imagens de qualidade que enriquecem muito os conteúdos abordados nos livros didáticos e permitem ao professor ilustrar conceitos, apresentar esquemas, pranchas, mapas, etc., de uma forma bem mais prática e agradável do que fazendo uso apenas da lousa e do giz.

As únicas dificuldades de uso do projetor de slides, que eu me lembre, eram preparar os slides (era preciso comprá-los prontos ou pagar para um estúdio fotográfico fazê-los para você) e lembrar qual deveria ser a posição correta para colocá-los de maneira que não fossem projetados invertidos. Também é verdade que a lâmpada do projetor queimava fácilmente e não custava muito barato.

Retroprojetor

Retroprojetor

Projetores de slides são contemporâneos do famoso e esquecido (ou quase) retroprojetor.

Retroprojetores foram bastante usados para projetar em uma tela, ou na própria parede, imagens, textos ou qualquer registro gráfico que pudesse ser impresso em uma transparência.

Ao contrário dos projetores de slides, os retroprojetores permitiam também que o professor fizesse anotações, em tempo real, sobre as transparências.

O retroprojetor também era fácil de usar e não era preciso comprar transparências preparadas, pois podia-se prepará-las usando uma lâmina transparente apropriada e canetinhas coloridas especiais (que hoje usamos para escrever em CDs e DVDs). Assim como o projetor de slides, o retroprojetor também tinha uma lâmpada que vez por outra queimava e sempre custava caro.

Muitas escolas ainda possuem retroprojetores, e algumas ainda conservam o projetor de slides. Mas pouquíssimos professores utilizaram essas TICs em suas práticas pedagógicas cotidianas e desses são raros os que ainda as utilizam.

Datashow

Projetor multimídia e telão

De fato, há boas razões para abandonarmos o projetor de slides e o retroprojetor: agora temos os computadores e os programas geradores de apresentações de slides e, além disso, as apresentações podem ser projetadas com um projetor multimídia (datashow) ou podem ser convertidas para o formato de vídeo e apresentadas em um televisor acoplado a um DVD Player.

Nesse artigo vamos falar um pouco das apresentações de slides digitais e sobre como podemos utilizá-las em nossas práticas pedagógicas.Por que o professor deveria se interessar por apresentações de slides digitais (feitas em computador)?

Uma apresentação de slides digital tem muitas utilidades para o professor. Abaixo listamos algumas possibilidades:

  • ela permite a apresentação do resumo de uma aula de forma organizada e pode, portanto, servir de roteiro de estudo para o aluno;
  • é possível apresentar esquemas, desenhos, ilustrações ou qualquer outro tipo de imagem digitalizada;
  • além das imagens, a apresentação de slides digital permite que se agregue som e movimento, ou seja, é possível até mesmo inserir filmes em uma apresentação digital;
  • os diversos recursos de formatação e de criação de efeitos especiais dão à apresentação um aspecto profissional e dinâmico que pode ser bastante didático e agradável para os alunos;
  • as apresentações feitas em computador podem ser armazenadas, modificadas, reaproveitadas, distribuídas e compartilhadas na internet;
  • o custo (em tempo e dinheiro) para produzir apresentações de slides digitais é muito pequeno e o benefício de utilizá-las pode ser bem grande;
  • para produzir uma boa apresentação de slides digital não é preciso nenhum conhecimento sobre computadores além do necessário para produzir um texto formatado em um editor de textos comum;
  • há vários softwares para gerar apresentações digitais que são gratuítos e, na internet, há serviços da web 2.0 que também podem gerá-las, armazená-las e distribuí-las sem nenhum custo;
  • as apresentações de slides são também ferramentas de autoria, tanto para professores quanto para alunos, e são ótimas ferramentas para apresentação de trabalhos escolares;
  • os alunos atuais precisam ter contato com essa tecnologia para se capacitarem melhor para o mundo do trabalho ou para o prosseguimento de seus estudos em níveis superiores, onde as apresentações de slides digitais são muito comuns;
  • já existe uma variedade enorme de objetos educacionais na forma de apresentações de slides digitais disponíveis e compartilhadas na internet, e esse número cresce a cada dia;
  • apresentações podem ser usadas em aula, em reuniões de pais, em conselhos de classe e em eventos da escola.

Aula com apresentação de slides digital

Um exemplo simples de “resumo” para apoiar uma aula de física.

Além dessas possibilidades, ainda há muito espaço para a criatividade de professores e alunos que poderão descobrir muitas outras possibilidades. Se você conhece alguma outra possibilidade de uso pedagógico das apresentações de slides digitais, envie como sugestão nos “comentários” deste artigo. Aproveite e comente sobre sua experiência com o uso desse recurso.

Requisitos pedagógicos para uma boa apresentação de slides digital

Quer você produza suas próprias apresentações, quer você as obtenha na internet, antes de usá-las é bom saber que:

  1. Uma apresentação de slides digital com fins educacionais precisa ter “conteúdo” e esse conteúdo precisa ter qualidade. É imprescindível que os conceitos e as informações apresentadas sejam corretas, estejam atualizadas e sejam apresentadas em uma linguagem clara, objetiva, precisa e concisa;
  2. A apresentação deve ter o papel de guia e ser acompanhada de uma discussão e de uma reflexão sobre os assuntos tratados. Uma apresentação não pode se esgotar em si mesma ou ser vista como uma “página de conteúdo do livro didático”. Apresentações são resumos de idéias organizados de forma didática;
  3. Para que uma apresentação de slides digital possa substituir com vantagens um resumo escrito em lousa, é preciso que ela incorpore elementos que dificilmente poderiam ser apresentados em lousa, como sons e imagens, por exemplo;
  4. O tempo de apresentação dos slides e a quantidade de conceitos e informações apresentadas, bem como o tamanho total da apresentação, devem ser dimensionados de maneira que se possa tratá-los dentro do espaço da aula, sem criar descontinuidades e sem exigir um número excessivo de aprendizagens;
  5. A apresentação não substitui o trabalho do professor e nem deve ocupar um tempo muito grande da aula, podendo ser intercalada com intervenções do professor e dos alunos ou com o uso de outros recursos (como a lousa, demonstrações, atividades dos alunos, etc.);
  6. A sequência de slides, as imagens, sons e outros recursos incorporados à apresentação devem ser didaticamente válidos, ou seja, tudo o que for apresentado deve ter um objetivo educacional claro e premeditado;
  7. Para toda apresentação de slides deve haver uma avaliação correspondente onde se possa averiguar a aprendizagem do aluno. Em alguns casos essa avaliação pode ser proposta como parte da própria apresentação;
  8. É importante fornecer as fontes de pesquisa usadas para gerar a apresentação e dar os créditos necessários para todos os autores, coautores e colaboradores;
  9. As apresentações devem ser disponibilizadas, preferencialmente na internet, para que os alunos e outros professores possam acessá-las em qualquer momento futuro;
  10. Como a apresentação de slides é uma ferramente essencialmente “visual”, é preciso um cuidado especial com o design e o uso de fontes, cores, imagens e efeitos especiais. Uma apresentação com caráter pedagógico não deve ser apenas um show pirotécnico de efeitos especiais.

Aspectos técnicos de uma boa apresentação

Há um certo consenso de que uma boa apresentação de slides deve possuir algumas características técnicas que a torne agradável, acessível e eficiente como ferramenta de comunicação. Seguem abaixo algumas características técnicas que uma boa apresentação de slides digital deve possuir:

  • A apresentação deve ser visível por todos na sala. Posicione o telão em um local que permita sua visualização por todos os presentes e faça sua exposição ao lado e não na frente do telão. Se for obrigado a ficar um pouco mais distante do telão, use um apontador laser para apontar; se estiver próximo ao telão e este for pequeno, use um apontador do tipo “vareta”;
  • A letra utilizada para os textos dos slides deve ter uma tamanho suficientemente grande para que todos possam ler os textos, mesmo aqueles que estão mais distantes do telão. Evite usar fontes com tamanho menor do que 20. Especialistas recomendam o uso de fontes com tamanho 30;
  • Procure usar apenas as fontes (tipos de letras usadas pelo computador) mais comuns e disponíveis em todos os computadores (Arial, Verdana, Times New Roman). Uma fonte “sofisticada” pode não existir no computador onde a apresentação será executada e, nesse caso, seu texto pode ficar desconfigurado;
  • Evite usar cores de fundo ou imagens de fundo escuras, com muito contraste ou muito detalhadas. As cores claras, ou mesmo o fundo branco, permitem uma visualização melhor para quem está distante do telão e evitam problemas de contraste com as cores das letras ou problemas de interpretação das cores pelo projetor. Além disso, a iluminação local também pode afetar as cores mostradas no telão;
  • Evite usar letras coloridas e use-as apenas quando quiser destacar uma palavra ou frase importante. Textos coloridos raramente causam um bom impacto visual, as cores do projetor nem sempre são iguais as cores vistas na tela do computador e a escolha infeliz da cor da letra e do fundo da apresentação podem tornar a visualização do slide difícil ou mesmo muito desagradável;
  • Use apenas os dois terços superiores do espaço do slide, pois em muitas salas o público mais distante não consegue enxergar a área total do telão e têm dificuldade para ver o terço inferior do slide;
  • Procure não usar imagens reduzidas demais. É preferível que uma imagem seja apresentada em um slide próprio, acompanhada apenas de um título e de sua legenda, do que inserida no meio de um texto. O mesmo vale para gráficos e figuras em geral;
  • Efeitos de transição de slides dão um aspecto mais dinâmico à apresentação e a tornam menos “monôtona”, mas não têm nenhum impacto na aprendizagem dos conteúdos do slide;
  • As animações de objetos (textos e figuras que entram em cena de determinada forma e em momentos distintos de um mesmo slide) devem ser usados com bastante parcimônia. Use efeitos de animação apenas quando quiser apresentar itens de forma sequencial e evite “efeitos pirotécnicos” que podem contribuir mais para a desatenção do que para a atenção do seu público sobre o conteúdo exposto;
  • Evite listar mais do que três itens (parágrafos) em um mesmo slide. O excesso de informações concentradas em um mesmo slide prejudica a compreensão do conteúdo exposto e causa a impressão de “complexidade do assunto”. Preferencialmente coloque nos slides apenas as idéias principais e não explicações ou detalhes;
  • Evite apresentações de slides com muitos slides. Uma apresentação com mais de 30 slides causa muito mais a sensação de ser um livro do que de ser uma apresentação multimídia propriamente dita. Especialistas recomendam no máximo 10 slides;
  • Antes de propor-se a apresentar slides com sons ou vídeos inseridos nos slides, verifique se o local utilizado possui caixas de som capazes de criar sons audíveis em todo o ambiente. É muito desagradável assistir um vídeo com som sem poder ouvir corretamente as falas ou a música;
  • Sempre que for inserir um filme em um slide, escolha a opção de apresentá-lo em tela cheia. Vídeos apresentados em áreas pequenas são de difícil visualização e tornam praticamente impossível a leitura de legendas quando elas estão presentes;
  • Numere os slides (isso pode ser feito de forma automática) de sua apresentação, preferencialmente na forma “slide N de Ntotal”. Isso dá ao seu público e a você mesmo uma boa percepção de tempo e de rítmo da apresentação;
  • Se tiver dificuldade para visualizar o telão ou a tela do computador da posição onde você se encontra durante a apresentação, tenha em mãos uma cópia impressa dos slides que serão apresentados;
  • Sempre inclua uma página de abertura, uma página de índice e uma página final de créditos em suas apresentações. Na página de créditos forneça seu e-mail para contato e evite incluir sua “biografia” nesse slide;
  • Evite fazer suas falas sentado durante a apresentação; procure não ficar nunca de costas para o público para apontar slides; mantenha um tom de voz audível e não monótono e evite a todo custo “ler os slides” (pois o público geralmente já sabe ler);
  • Antes de fazer uma apresentação pública pela primeira vez, execute a apresentação no seu computador ou, preferencialmente, usando um projetor de slides multimídia (datashow) para se certificar de que os slides aparecerão conforme você planejou;
  • Faça sempre um “ensaio” da apresentação e cronometre o tempo que gastará em suas falas, ajustando a apresentação e suas falas para o espaço de tempo real de que você disporá quando fizer a apresentação para seu público. Especialistas recomendam um tempo máximo de apresentação de 20 minutos.

Encontrando apresentações na internet

Existem milhares de apresentações de slides digitais compartilhadas na internet que você poderá baixar e usar com seus alunos. Essa facilidade só existe porque muitas pessoas compartilham suas apresentações com os demais. Faça o mesmo com as apresentações que você mesmo criar.

Uma forma extremamente simples de encontrar apresentações prontas na internet consiste em usar um buscador como o Google. Tomando com exemplo esse buscador, experimente digitar o assunto que está procurando e acrescente a expressão “filetype:ppt” no final do seu texto (algo como “fotossíntese filetype:ppt”, sem as aspas). Aparecerão centenas de links para apresentações no formato usado pelo PowerPoint (extensão “ppt”) sobre o tema fotossíntese. Além da extensão “ppt” também há outra extensão de arquivo bastante utilizada para apresentações: o “pps”. Nesse caso sua frase de busca seria algo como “fotossíntese filetype:pps”, sem aspas.

Slideshare

O Slideshare é um dos locais mais famosos para se hospedar ou obter gratuitamente suas apresentações.

Também é uma boa idéia procurar apresentações voltadas à educação em sites que fornecem objetos educacionais ou em serviços de compartilhamento de apresentações, como SlideShare, por exemplo. Nos links sugeridos para aprofundamento, no final desse artigo, há boas informações sobre onde e como compartilhar ou obter apresentações de slides digitais.

Criando e compartilhando apresentações de slides digitais

Para criar uma apresentação de slides digital você precisa de um software de criação de apresentações. O mais comumente usado talvez seja o PowerPoint, que vem geralmente no pacote de softwares de escritório Microsoft Office. O único inconveniente do PowerPoint é que ele é parte de um pacote de softwares pago. Mas você também pode usar um software muito semelhante e gratuíto, o Impress, que é instalado com o pacote de escritório OpenOffice, ou com a versão brasileira do OpenOffice, o BrOffice. O Impress é totalmente gratuito e tem as mesmas funcionalidades que o PowerPoint.

Há também opções de serviços da web 2.0 que fornecem softwares para criação de apresentações digitais. A vantegem de usar esses serviços é que você não precisa baixar e instalar nenhum software no seu computador e pode gerar suas apresentações diretamente pela internet e depois baixá-las para seu computador. Um ótimo serviço desse tipo é oferecido pelo Google por meio do GoogleDocs. Com esse serviço você pode criar, armazenar e compartilhar suas apresentações de slides no próprio GoogleDocs (veja o artigo sobre o “Uso pedagógico do GoogleDocs“).

Para aprender a usar esses softwares de gerações de apresentação há milhares de apostilas, tutoriais e apresentações na internet que tratam desse assunto. Mas há dois recursos muito pouco explorados pelos professores e que podem ajudá-los imensamente:

  1. A ajuda do próprio software: todo software vem acompanhado de uma “Ajuda” que pode ser acessada diretamente no próprio software e que é um manual completo sobre como fazer cada coisa. Consultando a ajuda do próprio software geralmente se resolve mais de 90% das dúvidas sobre como usar o software;
  2. A aprendizagem colaborativa: embora professores gostem que seus alunos trabalhem em grupos de forma colaborativa, poucos usam esse recurso para seu próprio aprendizado tecnológico. Sentar-se ao lado de um colega que já tem alguma experiência, ou dos próprios alunos, e solicitar ajuda, ainda é um dos meios mais eficazes para aprender a usar as novas tecnologias.

Ao usar ou adaptar uma apresentação feita por outra pessoa, mesmo que você a modifique bastante, dê ao autor original o crédito pela apresentação que você modificou. Faça isso na página de créditos onde você colocará também a sua informação de contato. Faça a mesma coisa quando criar uma apresentação baseada em textos de blogs, livros ou outras fontes, procurando sempre citar corretamente as fontes utilizadas.

Referências de consulta na internet

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2010/07/17/uso-pedagogico-de-apresentacoes-de-slides-digitais/

Avaliação escolar e web 2.0

Por profjc

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Uso de planilhas compartilhadas na web 2.0 como ferramentas pedagógicas auxiliares

Avaliação escolar

O processo de avaliação escolar é extremamente complexo e implica em análises qualitativas e quantitativas da aprendizagem dos alunos. Por essa razão a avaliação acaba se tornando muitas vezes, na prática cotidiana da sala de aula, um processo ultra-simplificado que consiste apenas em “dar notas” para os alunos de acordo com a percepção subjetiva da “qualidade do aluno”. Assim, muitas vezes a avaliação se resume a uma “opinião quantificada” (traduzida em uma escala de 0 a 10) que classifica os alunos em uma ordem que vai do “pior” (menor nota) ao “melhor” (maior nota).

O objetivo desse artigo não é o de discutir metodologias, critérios e objetivos da avaliação (desses temas eu tratarei no meu blog “Aprendendo a Ensinar“), mas sim o de apresentar uma ferramenta web 2.0 simples e eficaz para a análise estatística dos resultados quantitativos da avaliação: as planilhas de cálculo do GoogleDocs.

A vantagem de usar uma planilha de cálculo para a análise das notas dos alunos está no fato de que ela nos dá diversas medidas estatísticas sem nenhum esforço de cálculo e de forma praticamente instantânea. A análise dessas medidas nos permite compreender melhor o universo dos nossos alunos e dá melhores rumos para nossas intervenções no processo de ensino e aprendizagem.

A sugestão de uso de planilhas do GoogleDocs vem do fato de que elas não exigem nenhum software instalado no seu computador além do próprio sistema operacional e do navegador necessário para acessar as páginas da internet. Além disso, as planilhas do GoogleDocs podem ser compartilhadas com seus alunos (no formato de “visualização apenas”), de maneira que eles podem acessar suas notas e estatísticas a partir de qualquer computador conectado à internet.

Para que a estatística e as ferramentas da web 2.0 que usaremos nesse artigo possam nos ajudar nessa tarefa, será necessário que as notas dos alunos tenham uma relação direta com sua aprendizagem e que não tenham sido obtidas de forma subjetiva apenas. Exemplos de notas diretamente relacionadas à aprendizagem efetiva dos alunos, são exames como o Saeb (Governo Federal) e o Saresp (Governo de SP). Você não precisa chegar a esse nível de sofisticação para poder medir a aprendizagem de seus alunos e, de qualquer forma, as medidas estatísticas que serão apresentadas servirão para a análise de qualquer conjunto de notas; mas, lembre-se de que “se as notas não refletem a aprendizagem real dos alunos, então as conclusões que poderemos tirar delas também podem não ser corretas“.

Quantificando a aprendizagem

O primeiro passo para análise das notas dos alunos consiste, obviamente, em obter essas notas. Como trabalharemos com “números” será preciso também que essas notas sejam numéricas (e não “conceitos”, como A, B, C ou “regular”, “bom”, etc.). Se você utiliza conceitos (dados não numéricos) em suas avaliações, então crie uma tabela de correspondência que lhe permita transformar esses conceitos em números para poder compará-los (algo como: A = 10, B = 8, C = 6, D = 4, etc.).

Entendendo as medidas estatísticas

As medidas estatísticas que usaremos têm uma interpretação matemática e uma interpretação pedagógica correspondente. Nossa ênfase nesse artigo será a interpretação pedagógica.

Além disso, as medidas estatísticas serão usadas para analisar o conjunto de notas de uma classe (ou várias classes de uma mesma série) e não de cada aluno individualmente.

Por fim, embora a escala de notas seja arbitrária, suporemos a seguir que essa escala vai de 0 a 10.

Média aritmética simples: essa é a medida estatística mais simples e comumente utilizada por muitos professores. “Média” aqui não significa apenas a nota final que se obtém para o aluno ao longo de um dado período, mas sim a nota média da classe (ou das classes). Matematicamente falando, a média é um valor central de uma distribuição ao redor do qual se encontram os valores da distribuição.

Em uma classe a média aritmética simples indica o valor em torno do qual as notas dos alunos oscilaram. Por exemplo, se a média de uma classe é 7,5 isso significa que ou todos os alunos tiveram essa nota ou parte deles teve uma nota acima dessa e outra parte abaixo. A média aritmética simples, por si só, não fornece muitas informações comparativas entre os alunos, mas dá uma boa indicação da forma como os alunos reagiram à aprendizagem.

Uma média alta (como 8, por exemplo) pode tanto significar que os alunos aprenderam bastante sobre o que lhes foi ensinado quanto pode significar que sua avaliação foi subdimensionada (fácil demais). Da mesma forma, uma média baixa (como 3, por exemplo) pode significar que os alunos não aprenderam o suficiente em relação ao esperado, mas pode também significar que sua avaliação foi superdimensionada (muito difícil).

Se sua avaliação foi bem dimensionada, então a média da classe dá realmente uma boa idéia de como a aprendizagem se deu no período considerado e em conformidade com os objetivos pretendidos nesse período. Supondo que esse seja o caso, uma média alta significa que você pode:

  • acelerar um pouco mais o ritmo de suas aulas;
  • complementar mais os conteúdos e aprofundar melhor os itens curriculares;
  • propor atividades mais desafiadoras no sentido de consolidar as habilidades e competências que estão sendo trabalhadas.

Já uma média baixa significa que:

  • você deve rever o ritmo das aulas e as dinâmicas que está utilizando;
  • reforçar os conteúdos com abordagens mais contextualizadas;
  • repensar seus objetivos e suas ferramentas de avaliação;
  • desenvolver atividades de recuperação para a turma.

Moda: é uma medida estatística que indica o valor (ou os valores) mais frequêntes em um conjunto de dados. Um conjunto de notas de uma classe pode ter uma única moda ou várias. Comumente temos uma única moda (ou, no máximo, duas).

Por exemplo, se a moda de uma classe é 6, isso significa que a nota que aparece mais vezes é o 6 ou, equivalentemente, que mais alunos tiveram nota 6 do que qualquer outra nota.

Do ponto de vista pedagógico é interessante observar quais foram as semelhanças entre os itens avaliados nesses alunos que tiveram uma nota igual à moda da classe. Isso pode nos indicar se alguns dos itens avaliados foram compreendidos da mesma forma pela maioria desses alunos ou não. Quando muitos alunos têm rendimentos semelhantes sob algum aspecto avaliado, isso significa que o impacto da sua metodologia de ensino foi grande.

Fazer essas comparações de item por item avaliado entre todos os alunos da classe é mais complicado e trabalhoso e leva a conclusões muito parecidas com as que se obtém comparando-se apenas os alunos que “estão na moda”; é por isso que selecionar para uma análise mais detalhada apenas os alunos com nota igual à moda da classe é mais eficiente do que analisar todos os alunos da classe.

Exemplificando ainda mais: se a maioria dos alunos que tiveram nota igual à moda da classe acertaram (ou erraram) uma determinada questão, isso significa que o item avaliado nessa questão foi bem compreendido (ou não, se erraram esse item) pela maioria dos alunos.

Mediana: a mediana é uma medida estatística que divide uma distribuição de valores em duas partes iguais, ou seja, no caso de uma distribuição de notas a mediana indica a nota que divide a sala em duas metades: a metade que tirou notas acima desse valor e a metade que tirou notas abaixo desse valor.

A mediana nos permite estimar melhor do que a média aritmética simples se uma determinada classe teve ou não um bom resultado na avaliação. Por exemplo: uma mediana baixa significa que mais da metade da classe teve um resultado ruim.

Assim como no caso da média, e em conjunto com aquela, voce pode analisar os resultados da aprendizagem da classe e decidir melhor quais procedimentos devem ser tomados em função desses resultados. Na prática, a média aritmética simples, a moda e a mediana costumam ser valores não muito diferentes em classe mais homogêneas em relação à aprendizagem, mas podem diferir razoavelmente em classes muito heterogêneas (que são bastante comuns no cotidiano da escola pública ).

Distribuição assimétrica negativa

Distribuição assimétrica negativa

O gráfico ao lado ilustra uma situação em que a classe é heterogênea e a maioria dos alunos obtiveram boas notas. Veja que, nesse caso, os alunos com notas baixas têm resultados realmente muito ruins em relação à maioria da classe. Esse tipo de distribuição de notas chama-se “Distribuição assimétrica negativa”.

Distribuição assimétrica positiva

Distribuição assimétrica positiva

Já o caso ilustrado por esse outro gráfico (“Distribuição assimétrica positiva”) mostra a situação oposta, onde a maioria dos alunos obteve notas ruins, muito embora a média da classe tenha sido boa. Isso ilustra como apenas a análise da média aritmética pode nos levar a conclusões incorretas sobre o comportamento estatístico das notas de uma classe.

Desvio padrão: é uma medida de dispersão dos dados que nos dá uma boa idéia sobre o quanto os valores do conjunto de dados se afastam da média aritmética simples. Quanto maior o desvio padrão de um conjunto de dados, mais diferentes eles são uns dos outros ou, equivalentemente, mais eles diferem da média aritmética.

Em uma classe, se o desvio padrão é pequeno (entre 0 e 1,5) isso significa que a classe é bastante homogênea no que diz respeito a resposta à aprendizagem. Se o desvio é alto (acima de 1,5) isso quer dizer que você tem alunos que estão respondendo de forma bastante diferente à sua avaliação e, consequentemente, à aprendizagem.

Classes mais “homogêneas” exigem uma atenção menor do professor com relação às dinâmicas de ensino, pois ou estão quase todos respondendo bem ao processo de ensino e aprendizagem (se a média for alta), ou estão quase todos respondendo de forma insatisfatória. Classes mais heterogêneas (com desvio padrão alto) exigem mais dinâmicas diversificadas que possibilitem atingir tanto aos alunos que estão respondendo bem quanto aos que estão encontrando mais dificuldades.

O desvio padrão também nos permite selecionar os alunos que precisam de uma “atenção especial”, quer porque não estão tendo seu potencial todo bem explorado, quer porque estejam apresentando grandes dificuldades de aprendizagem. Essa seleção pode ser feita separando a classe em três grupos:

  1. grupo dos alunos com potencial subaproveitado: aqueles cujas notas estão acima da soma da média com o desvio padrão. Por exemplo, se a média da classe é 6 e o desvio padrão é 2, então os alunos com notas acima de 8 (ou seja, 6 + 2) merecem uma atenção maior para poderem desenvolver ainda mais o seu potencial;
  2. grupo dos alunos com grandes dificuldades: aqueles cujas notas estão abaixo da diferença entre a média e o desvio padrão. Por exemplo, se a média da classe é 6 e o desvio padrão é 2, então os alunos com notas abaixo de 4 (ou seja, 6 – 2) precisam de uma atenção maior para que possam acompanhar a aprendizagem dos demais;
  3. grupos dos demais alunos: grupo dos alunos cujo potencial está correspondendo de uma maneira satisfatória e sem destaque às dinâmicas de ensino utilizadas e aos objetivos propostos. Por exemplo, se a média da classe é 6 e o desvio padrão é 2, então os alunos com notas acima de 4 (ou seja, 6 – 2) e abaixo de 8 (ou seja, 6 + 2) são aqueles que não precisam de uma atenção maior no momento.

Uso e interpretação de correlações estatísticas

Correlações estatísticas: são medidas que estabelecem o grau de “relação” entre dois conjuntos de valores. Por exemplo, se fizermos um levantamento das alturas e dos pesos dos alunos, a correlação entre altura e peso nos diz até que ponto as pessoas mais altas da classe são também mais pesadas (ou não). Os valores de correlação entre dois conjuntos de dados variam de (-1) até (+1).

  • Correlações negativas significam relações inversas, ou seja, um conjunto de dados responde negativamente ao outro. Por exemplo, se a correlação entre participação nas atividades de aula e a nota de prova for negativa, isso significa dizer que os alunos que mais participam das atividades de aula são os que têm as menores notas nas provas (o que não esperamos que aconteça em um caso real);
  • Correlações positivas significam uma relação direta entre dois conjuntos de valores. Por exemplo, esperamos que a correlação entre as notas de atividades e de provas seja positiva;
  • Correlações nulas ou muito baixas significam que um conjunto de valores não apresenta nenhuma relação importante com o outro. Por exemplo, se a correlação entre a nota de atividades e a nota de provas for nula ou próxima de zero, isso quer dizer que não há nenhuma relação significativa entre participar das atividades da aula e conseguir boas notas em provas.

Quando mais distantes de zero, maior a correlação (positiva ou negativa) e quanto mais próximo de zero menor a correlação entre dois conjuntos de valores.

As correlações entre diferentes itens de avaliação nos permitem perceber as relações que existem entre esses itens e que medidas podemos tomar para fortalecer ou enfraquecer essas relações. Por exemplo, se muitos alunos entregam trabalhos e tarefas, mas não há uma correlação forte (próxima de 1) entre as notas de atividades e as notas de provas, então isso quer dizer que eles podem não estar realmente fazendo as tarefas, e sim copiando-as uns dos outros. Isso nos levaria a propor tarefas em que os alunos não poderiam copiar dos outros.

É importante notar também que as correlações, do ponte de vista estritamente matemático, não têm que representar relações de “causa-efeito” necessariamente, isto é, não garantem que um item esteja afetando o outro. Mesmo assim, verifica-se na prática escolar que existe uma “causalidade” bastante frequênte quando as correlações são fortes.

Implementando e usando as estatísticas

Para implementar todos esses cálculos em uma planilha de dados e tê-la à disposição on-line para quando quiser, basta criar uma planilha no GoogleDocs. Como muitos professores têm dificuldades em lidar com fórmulas de cálculo em planilhas, eu estou compartilhando uma planilha “pública” que pode ser baixada para seu computador em qualquer formato de planilha que o GoogleDocs permita exportar (como xls, por exemplo).

Para ver a planilha de exemplo, acesse a planilha no link a seguir e visualize a planilha “Estatisticas-JC“. Essa planilha de exemplo tem 30 alunos fictícios, mas baixando o arquivo da planilha você poderá apagar os alunos do exemplo e acrescentar os seus alunos reais, até o limite de 50. Não é necessário fazer login no GoogleDocs nem para visualizar e nem para baixar essa planilha.

Cálculo da média bimestral e estatísticas da classe.

Cálculo da média bimestral e estatísticas da classe.

(*) Infelizmente o processo de conversão do GoogleDocs para “xls” leva à perda da formatação condicional que mostra notas abaixo de 5 em texto com cor vermelha. Para corrigir isso, quando fizer novamente o upload da planilha para sua pasta, abra a planilha no GoogleDocs e selecione todas as células de notas, vá ao menu “Formato”, submenu “Alterar cores com as regras…”, selecione o item “Menor que”, digite o valor 5, clique na caixa “texto” e selecione a cor vermelha. Clique em “Salvar regras” e pronto!

A planilha de exemplo permite que você use até quatro itens de avaliação diferentes para compor a média bimestral do aluno:

  1. Nota de frequência;
  2. Nota de atividades;
  3. Nota de provas;
  4. Nota de avaliação.

Cada um desses itens pode ter um peso diferente e esses pesos podem ser alterados na planilha (colunas da direita). Para usar apenas um dos itens de avaliação, coloque “zero” nos pesos dos demais itens. A própria planilha traz algumas informações sobre como usá-la.

Essa planilha também implementa as correlações entre alguns dos itens de avaliação. Assim, se você usar mais de um item de avaliação poderá verificar se os itens que utiliza possuem alguma correlação.

Uma vez baixada a planilha de exemplo para o seu computador, você pode usá-la se tiver o programa Excel (da Microsoft) ou o Calc (do BrOffice) instalado ou, alternativamente, pode baixá-la e depois fazer o upload da planilha novamente para o GoogleDocs, na sua conta do Google, e usá-la online.

E na prática, isso funciona mesmo?

Sim, funciona! Eu venho usando planilhas de cálculo como ferramentas auxiliares no gerenciamento do processo de ensino e aprendizagem há anos e recentemente tenho usado a web 2.0 (GoogleDocs, mais especificamente) para publicar, divulgar e compartilhar minhas planilhas de notas.

Atualmente uso um sistema de avaliação que conta com as mesmas quatro categorias de itens de avaliação mostradas na planilha de exemplo (frequência, atividades, provas e participação). Cada um desses itens de avaliação é compartilhado em uma planilha e todas as notas geradas a partir dessas planilhas são totalizadas na planilha de médias bimestrais de forma automática.

Assim, ao fazer a chamada nominal em classe, usando meu notebook (conectado à internet via wireless), em tempo real o pai do aluno pode saber se seu filho(a) está presente em minha aula, poderá saber qual é a nota de frequência dele(a) (e as demais notas calculadas até o momento) e o impacto disso na sua média bimestral. A identidade dos alunos é preservada visto que seus nomes não aparecem na planilha (apenas seus números de identificação interna na escola constam na planilha e somente a escola, os alunos e seus pais podem identificá-los dessa forma).

Esta planilha de exemplo que estou compartilhando e oferecendo para download (no GoogleDocs) é muito parecida com a planilha que estou usando esse ano com meus alunos.

Ainda que você não pretenda usar uma planilha como essa que estou mostrando como modelo e fornecendo para download, a sugestão que deixo nesse artigo é no sentido de explorar e fazer bom uso do potencial que as planilhas eletrônicas de cálculo oferecem, bem como da possibilidade de compartilhá-las on-line, tornando a avaliação mais transparente e menos subjetiva.

Por fim, outro ponto igualmente interessante e importante, mas que não foi explorado nesse artigo, diz respeito ao uso de gráficos na análise das avaliações. Essas planilhas (e os softwares que usamos para gerá-las: Excel, Calc, GoogleDocs, etc.) fornecem a possibilidade de criarmos gráficos a partir dos dados. Os gráficos são ferramentas poderosas por terem caráter visual e nos permitirem análises qualitativas rápidas. Devo voltar a esse tema em breve, em outro artigo. Por hora é só.

Fonte: http://professordigital.wordpress.com/2010/06/26/avaliacao-escolar-e-web-2-0/

O que é (afinal) a Web 2.0?

Daniela Bertocchi*

A expressão “Web 2.0” está por todo lado. Encontramos este epíteto em notícias de jornais e revistas, programas de rádio e televisão, sites informativos e de entretenimento. Jornalistas, especialistas em tecnologia, acadêmicos do ramo da informação e comunicação, investidores em web e professores das mais diversas áreas invocam-no cada vez com mais frequência.

Mas, afinal, o que querem dizer com Web 2.0? E mais: Por que falam tanto sobre isso?

Em primeiro lugar, é bom deixarmos claro um ponto: não há consenso sobre o que seja a Web 2.0. Na verdade, ao lermos as notícias e reportagens veiculadas pelos meios de comunicação social e também ao termos contato com os textos acadêmicos sobre o assunto, encontramos duas perspectivas distintas sobre o que seja a tal Web 2.0. A primeira ressalta-a como a fase da “idade de ouro” da Internet. A segunda, mais crítica, considera o conceito “pura estratégia de marketing empresarial”.

O discurso mais comum é sem dúvida o primeiro, aquele que ressalta o poder revolucionário da Web 2.0. A expressão, para este caso, faz alusão à época em que uma série de novos sistemas e ferramentas digitais estiveram ao alcance dos utilizadores de Internet para que estes sentissem o sabor do poder da criação e da participação online. A idéia, aqui, é basicamente a de que houve uma passagem do predomínio das grandes empresas tradicionais de software (como a Netscape ou a Microsoft) para o advento das empresas prestadoras de serviços na Internet, tipo Google e YouTube, fazendo desviar o centro de influência do computador pessoal para a rede enquanto plataforma.

As críticas com relação à Web 2.0, por outro lado, são menos freqüentes, mas nem por isso menos importantes, e permanecem centradas no argumento de que tal conceito nada mais é do que uma velha idéia repaginada para funcionar como estratégia de marketing empresarial para ganhar mais adeptos – jovens, sobretudo, que formam a grande audiência da Internet. A Web 2.0, aqui, significaria nada além de uma evolução natural da web, sem todo esse glamour que costumam conferir à expressão.

Então, com o que ficamos: revolução inesperada ou evolução natural? Ou simplesmente nem uma coisa nem outra?

O que vamos apresentar a seguir são as principais idéias daquele que criou o chavão Web 2.0 e desenvolveu uma ampla conceitualização sobre o assunto: Tim O’Reilly, dono da editora de tecnologia O’Reilly Media, Inc. As explicações do especialista evidenciam o poder mais revolucionário da Web. Vejamos o porquê em sete pontos:

1. A Web como plataforma

As relações ocorrem na Web. Um dos pilares de desenvolvimento da Web 2.0 é a emergência de uma nova geração de tecnologias e de padrões depositando menos ênfase no software como pacote licenciado e distribuído, de instalação local no computador pessoal, e mais como uma aplicação fornecedora de um serviço, mas sedeado na Web. Enquanto, anteriormente, as aplicações de software corriam localmente na máquina do utilizador, suportado por um sistema operativo de computador pessoal, no caso da Web como plataforma a panóplia de serviços de software são acedidos pela janela do browser, comunicando através da rede com os servidores remotos onde as aplicações estão alojadas.

2. O “beta” perpétuo

Tudo está em constante melhoramento. Como o serviço corre centralmente e está permanentemente em curso na própria plataforma Web e não na máquina-cliente do utilizador, a gestão, melhoramento e evolução da aplicação registra tempos de intervenção muito curtos e próximos entre si. A monitorização constante sobre a aplicação, por parte da empresa que desenvolveu a solução informática, permite o seu melhoramento continuado com base nas respostas dos utilizadores à qualidade e desempenho do serviço, permitindo incorporar essas reações para a melhoria sucessiva do produto, sugerindo que ele nunca atinja o estádio acabado, mas sempre aperfeiçoável, daí a expressão do “beta perpétuo”. O inverso ocorre com os pacotes de software proprietário e licenciado, como o sistema operativo Windows e o pacote Office, ambos da Microsoft, por exemplo, com renovação periodicamente mais espaçada (a recente versão do sistema operativo Vista espaçou em sete anos a precedente) e através de campanhas de lançamento público no mercado à escala mundial.

3. A “inteligência” coletiva

Várias cabeças pensam melhor. É a expressão fulcral de todo o conceito e aquela que representa a maneira como os serviços são atualmente implementados de modo a facilitar a participação dos utilizadores, isto é, com poucos obstáculos à utilização, e recolhendo ensinamentos da participação coletiva designado pela expressão muito cara à Web 2.0 de “arquitetura da participação”. Ao agir individualmente, mas interpretada no conjunto, as decisões de cada utilizador contribuem reciprocamente para a melhoria da aplicação ou do serviço pela monitorização constante das interações entre utilizadores, recolhendo o feedback gerado para benefício global. Isso ocorre no Google, Amazon, BitTorrent e eBay. Também se entende, neste contexto, o rápido desenvolvimento das aplicações de carácter social, como o MySpace, o Messenger MSN, ou o Second Life, por exemplo. Todos, em conjunto, partilham o fato de a qualidade do serviço oferecido melhorar com o aumento do número de intervenientes, no qual exista alguma forma de interação coletiva.

4. O “culto do amador”

Qualquer um pode produzir. Muito tem se falado do fenômeno dos conteúdos gerados pelo utilizador na dimensão em que os mesmos são donos das informações que fornecem. Existe um conjunto de serviços baseados na Web demonstrativos desse conceito: os blogs, os wikis, um conjunto de funcionalidades que permitem acrescentar mais-valias na forma de comentários ou na colocação de uma anotação que permite categorizar o conteúdo em questão, no caso do primeiro, ou a edição fácil dos conteúdos da enciclopédia colaborativa, no outro caso. Uma das maiores áreas de desenvolvimento foi a dos serviços que permitem o armazenamento e a partilha de conteúdos multimídia: casos do YouTube, para o vídeo, do Flickr, para as fotos, entre outros exemplos. Estes serviços populares assentam na idéia da Web interventiva, na qual os utilizadores não são meros consumidores mas também contribuintes ativos na produção de conteúdos Web, a uma escala massiva: literalmente, milhões de pessoas participam na publicação e partilha de diversos formatos multimídia, produzindo os seus próprios arquivos de podcast, vídeos, fotos e texto, possibilitado pela ampla dispersão da tecnologia digital de qualidade suficiente e de baixo custo nos dispositivos digitais de fotografia, vídeo, celulares (vulgo “de terceira geração”, com lente fotográfica incorporada), aos PDA’s, aos computadores portáteis, consoles, entre outros, como já referido anteriormente.

5. Tagging e Social Bookmarking

Um tag é uma forma de anotação por meio de palavras-chave adicionadas a um objeto digital de modo a descrevê-lo, constituindo um sistema de metadados sobre recursos eletrônicos, e normalmente integrando um sistema de classificação formal, sem redundância e de aplicação universal – taxonomia. Uma das primeiras utilizações em larga escala de tags em ambiente web foi observada com o serviço Del.icio.us., fundado em 2003 por Joshua Schachter e agora parte integrante do grupo Yahoo!, que permite congregar de modo simples e acessível tudo o que de interessante um utilizador encontrou enquanto navegava na web, descrever com tags esses sítios e poder partilhar a sua coleção de favoritos (bookmarking) com a comunidade. Contudo, os utilizadores do serviço utilizam um gênero de tagging apoiado em vocabulário pessoal, livre e espontâneo, para usufruto próprio, sem revelar grande preocupação com a categorização ordenada, mas antes com o intuito de atribuir um significado familiar a um dado conteúdo, em registro informal, portanto. Este conceito de folksonomy foi sendo adequado a outros serviços, como o Flickr (fotos), o YouTube (vídeos) e o Odeo (podcasts), que gradualmente prefiguraram um fenômeno de “social bookmarking”: uma variedade de artefatos digitais anotada em ambiente social pode conduzir ao mapeamento dos interesses comuns e de vocabulário similar entre utilizadores, constituindo, em última instância, uma espécie de filtro social.

6. Dados em escala massiva

A Era da Informação produz quantidades siderais de dados. As empresas Web 2.0 afirmam poderem lidar com esta situação. Estas empresas têm como negócio principal a gestão das bases de dados e das redes, e desenvolveram a capacidade de recolher e gerir os dados em escala massiva. As aplicações são cada vez mais movidas pelos dados. Um dos melhores exemplos deste sucesso é a Google, que possui uma base de dados global na ordem das centenas de petabytes. A maneira de tirar proveito desses dados está na base do sucesso de companhias como a Google, a eBay e a Amazon: em comum, desenvolveram serviços que “aprendem” com as utilizações diárias, combinando-as com milhões de outras opções protagonizadas por outros tantos utilizadores, produzindo, no final, recomendações sustentadas sobre produtos. A disponibilização dos dados para aproveitamento dos investidores permite recombiná-los de diferentes formas e proveitos, naquilo que é considerado como Open API’s – Application Programming Interfaces.

7. A Longa Cauda (“Long Tail”)

A “Longa Cauda” representa, objetivamente, um gráfico de distribuição de freqüências combinando a variável independente “freqüência” com a variável dependente “posição (ranking)”, e refere-se, sobretudo, a empresas e produtos de vanguarda que acolhem a preferência da maioria dos utilizadores, situados à cabeça, prolongando-se a cauda, depois, progressivamente em direção ao zero, sem, contudo, o tocar, com referência aos itens de menor interesse. Tal é demonstrativo que, sem impedimentos físicos (como, por exemplo, a inexistência de condições para albergar produtos), e com os benefícios do armazenamento digital (que, como se sabe, cada vez padece menos de limitações de espaço), qualquer produto terá sempre possibilidade de ser encontrado e vendido.

* Jornalista, mestre em Ciberjornalismo pela Universidade do Minho (Braga, Portugal), instituição em que ministra aulas de Jornalismo. É pesquisadora-colaboradora do Núcleo de Jornalismo, Mercado e Tecnologia, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

Obs.: Texto editado e resumido. Original: SÁ, Alberto & BERTOCCHI, Daniela. “A Web 2.0 no ano de 2006”, In: Pinto, Manuel (org.), Anuário Mediascópio 2006, Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade (CECS/ICS), Universidade do Minho, 2007.

Fonte: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=internet_e_cia.informatica_principal&id_inf_escola=653