Atribuições do Tutor a Distância

Semíramis Franciscato Alencar Moreira

O Tutor a distância é o profissional responsável pelo aprendizado do aluno durante todo o curso, ele é o profissional que está presente diariamente mediando, orientando, incentivando e avaliando todas as participações dos alunos.

Peça-chave da aprendizagem, o tutor a distância precisa possuir um bom domínio do conteúdo e estar atento a todas as orientações do coordenador da disciplina. Todas as disciplinas tem pelo menos um tutor a distância, ele deve atuar junto ao aluno, ao coordenador da disciplina e aos tutores presenciais.

A função do tutor à distância é a de orientar os estudos auxiliando no processo de construção do conhecimento, via debates, fóruns, web-conferências, chats, trabalhos de grupo, construções de wiki (textos colaborativos), redações acadêmicas, sínteses, etc. de forma a aguçar a criatividade, deixando o aluno à vontade para expressar suas dúvidas, com apoio e incentivo, sempre que houver momentos difíceis e dificuldades de aprendizagem.

Por se tratar de um tipo de ensino no qual é preciso o máximo de estímulo e de estudo, o estudante pode, muitas vezes, se sentir sobrecarregado ou, de repente, achar que determinada atividade requer muito mais de sua capacidade. Nessas horas o papel do tutor a distância é fundamental, pois o contato diário, com feedbacks quase que instantâneos, faz com que o aluno se sinta amparado e tenha apoio para continuar no curso.

A interatividade e a familiaridade entre os alunos nos grupos de estudo é outro fator fundamental – se levarmos em conta que “Aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação” (Paulo Freire), nesse momento, o tutor tem a função de alimentador desse processo de provocar o desequilíbrio.
Nos debates e nas discussões dos fóruns, o tutor a distância precisa ter o “feeling” para discutir os argumentos, sem se colocar como o dono da verdade, porém instigar os alunos a explorarem um pouco mais o assunto. É o alimentador do processo de construção do conhecimento. Assim, fica responsável pela moderação dos fóruns e chats, além de propiciar espaços para a interação informal entre os estudantes.
O tutor a distância deve estar em constante contato com o coordenador da disciplina, complementando seu trabalho e ao mesmo tempo dando um colorido às comunicações pedagógicas e na elaboração de guias de estudo, na revisão e criação de materiais didáticos. Sua função junto ao coordenador se estende na condução de atividades presencias nos polos e na correção das avaliações.
Para isso, também deverá cuidar de sua constante capacitação, presentes em oficinas e encontros de tutores presenciais, propondo atividades e novas metodologias. Nas grandes universidades há excelentes cursos periódicos de capacitação de tutores voltados exclusivamente ao público interno da universidade.
A relação dos tutores a distância e presenciais deve ser amistosa, uma vez que são elementos facilitadores da aprendizagem do aluno. O tutor presencial conhece o aluno pessoalmente, dessa maneira, pode colaborar e muito com o tutor à distância, pois sabe de detalhes do cotidiano do aluno que não são mencionados no ambiente virtual de aprendizagem. Assim, devem trabalhar em estreita colaboração, visando apoiar e ajudar o aluno na construção de sua aprendizagem.
Quanto ao atendimento ao estudante, esse pode ser feito tanto em grupo (em fóruns específicos para tirar dúvidas sobre a disciplina) quanto individualmente. Sempre que um aluno enviar uma mensagem, essa deve ser respondida individualmente. O ensino a distância ainda é uma modalidade nova, sujeita a adaptações e mudanças. O bom senso, entretanto, é a melhor guia para qualquer situação. Deve ser um atendimento individual e atemporal, independente do cronograma proposto ou da disciplina cursada.
Dessa forma, podemos ver que o trabalho do tutor a distância possui múltiplas acepções. O mais importante, sem dúvida, é promover a interação entre os alunos e auxiliá-los na compreensão e apreensão do conhecimento, dando incentivo e fomento, em nome de uma completa formação acadêmica.
Sobre a autora: Semíramis F. Alencar Moreira, Especialista em Docência de Ensino Superior; Pedagoga; Tutora à distância da Universidade Federal de Lavras-MG; Profª. do curso de Magistério da Rede Pública Estadual de Minas Gerais e blogueira com diversos trabalhos publicados sobre Ensino à distância e Educação básica. Twitter: @semiramsalencar; Facebook: semiramsalencar; Blog: Educando o Amanhã http://educandooamanha.blogspot.com; Email: semiramisalencar@gmail.com

A interface aluno – professor

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanente, na prática e na reflexão sobre a prática”. (Freire, 1986)

Na EAD a relação no processo de docente tem tríplices aspectos: professor, educador e tutor. O professor se projeta quando colabora com o estudante para acordar a crítica e a criatividade, quando são colocadas no plano de julgamento e aproveitamento do já vivenciado.

O educador assume seu papel, quando o foco principal são os valores que induzem à autonomia. Desta visão, os dois papéis se concretizam no processo docente. Em outras palavras, tratando-se de construção do saber, a docência é marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudo, orientar, estimular e provocar o participante a construir o seu próprio saber, partindo do princípio de que não há resposta feita, a cada um compete “criar” um pronunciamento pessoal.

Na docência há uma dimensão de busca que perpassa a aprendizagem e caracteriza-se como uma presença. A presença é representada como um campo em que podem conviver o passado e o futuro, subsidiando projeções a serem vividas autonomamente.

A docência caracteriza-se por seu caráter solidário e interativo, possibilitando o relacionamento da pessoa como um ser existente e vivenciado como eu, tu, nós e outros, do que decorre em conjunto de dificuldades, inclusive para colocar-se “entre” outros, como uma presença que se põe intencionalmente.

O professor, e, principalmente o tutor, é sempre alguém que possui duas características essenciais: domínio do conteúdo técnico-científico e, ao mesmo tempo, habilidade para estimular a busca de resposta pelo participante. Ele é uma figura singular em todas as instituições de ensino a distância, pois é um conselheiro, um orientador, um assessor, etc., que auxilia os alunos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de reduzir ou eliminar as distâncias que definem os estudos por esta modalidade.

A orientação educativa no processo considera como relevante às necessidades dos participantes e o contexto educativo do mesmo. Daí, o conceito de professor vai alargando-se e mesclando-se com os conceitos de professor e educador – TUTOR!

A tutoria é exercida em momentos diferenciados, podendo ocorrer diretamente ou à distância. Destaca-se que em qualquer dos dois momentos – diretamente ou à distância – o contato com o aluno não consiste em um “jogo” de perguntas e respostas, consiste em discutir e indicar bibliografia que amplia o raio de visão do educando, para que seja possível desenvolver respostas críticas e criativas, consideradas como momentos para ampliação básica do “saber”, voltadas para oportunizar a análise de possibilidades de aplicação prática do saber conquistado.

No processo de orientação à distância o atendimento realiza-se a partir da necessidade do aluno, que busca situar-se no contexto da aprendizagem. Neste caso, recursos tecnológicos são os intermediários do diálogo do tutor com o participante. O tutor deve contribuir com informações adequadas para o processo de construção do conhecimento do aluno.

Evidentemente, o professor deve ter domínio do conhecimento em processo, além da habilidade de problematizar e indicar fontes de consulta. Pode-se dizer que o professor é um especialista, tanto no que concerne ao conteúdo do trabalhado na Unidade, como nos procedimentos a adotar para estimular a construção de respostas pessoais.

É essencial que o tutor esteja plenamente consciente do seu papel. Não basta dominar o conteúdo trabalhado. É primordial saber para que e o que significa o proposto.

Fonte: http://wiki.sintectus.com/bin/view/EaD/AvaliacaoComoMotivacaoParaAprendizagem

>A interface aluno – professor

>“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanente, na prática e na reflexão sobre a prática”. (Freire, 1986)

Na EAD a relação no processo de docente tem tríplices aspectos: professor, educador e tutor. O professor se projeta quando colabora com o estudante para acordar a crítica e a criatividade, quando são colocadas no plano de julgamento e aproveitamento do já vivenciado.

O educador assume seu papel, quando o foco principal são os valores que induzem à autonomia. Desta visão, os dois papéis se concretizam no processo docente. Em outras palavras, tratando-se de construção do saber, a docência é marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudo, orientar, estimular e provocar o participante a construir o seu próprio saber, partindo do princípio de que não há resposta feita, a cada um compete “criar” um pronunciamento pessoal.

Na docência há uma dimensão de busca que perpassa a aprendizagem e caracteriza-se como uma presença. A presença é representada como um campo em que podem conviver o passado e o futuro, subsidiando projeções a serem vividas autonomamente.

A docência caracteriza-se por seu caráter solidário e interativo, possibilitando o relacionamento da pessoa como um ser existente e vivenciado como eu, tu, nós e outros, do que decorre em conjunto de dificuldades, inclusive para colocar-se “entre” outros, como uma presença que se põe intencionalmente.

O professor, e, principalmente o tutor, é sempre alguém que possui duas características essenciais: domínio do conteúdo técnico-científico e, ao mesmo tempo, habilidade para estimular a busca de resposta pelo participante. Ele é uma figura singular em todas as instituições de ensino a distância, pois é um conselheiro, um orientador, um assessor, etc., que auxilia os alunos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de reduzir ou eliminar as distâncias que definem os estudos por esta modalidade.

A orientação educativa no processo considera como relevante às necessidades dos participantes e o contexto educativo do mesmo. Daí, o conceito de professor vai alargando-se e mesclando-se com os conceitos de professor e educador – TUTOR!

A tutoria é exercida em momentos diferenciados, podendo ocorrer diretamente ou à distância. Destaca-se que em qualquer dos dois momentos – diretamente ou à distância – o contato com o aluno não consiste em um “jogo” de perguntas e respostas, consiste em discutir e indicar bibliografia que amplia o raio de visão do educando, para que seja possível desenvolver respostas críticas e criativas, consideradas como momentos para ampliação básica do “saber”, voltadas para oportunizar a análise de possibilidades de aplicação prática do saber conquistado.

No processo de orientação à distância o atendimento realiza-se a partir da necessidade do aluno, que busca situar-se no contexto da aprendizagem. Neste caso, recursos tecnológicos são os intermediários do diálogo do tutor com o participante. O tutor deve contribuir com informações adequadas para o processo de construção do conhecimento do aluno.

Evidentemente, o professor deve ter domínio do conhecimento em processo, além da habilidade de problematizar e indicar fontes de consulta. Pode-se dizer que o professor é um especialista, tanto no que concerne ao conteúdo do trabalhado na Unidade, como nos procedimentos a adotar para estimular a construção de respostas pessoais.

É essencial que o tutor esteja plenamente consciente do seu papel. Não basta dominar o conteúdo trabalhado. É primordial saber para que e o que significa o proposto.

Fonte: http://wiki.sintectus.com/bin/view/EaD/AvaliacaoComoMotivacaoParaAprendizagem